Petrobras tem recuo em relação a 2016 com lucro de R$ 316 milhões

Valor é um recuo de 93% em relação ao trimestre anterior e de 14,6% em relação ao mesmo período de 2016

Entre os fatores positivos, a Petrobras mencionou uma alta de 9,5 milhões de reais nas exportações | Foto: Petrobras / Divulgação / CP

Entre os fatores positivos, a Petrobras mencionou uma alta de 9,5 milhões de reais nas exportações | Foto: Petrobras / Divulgação / CP



AFP e Correio do Povo


Temer e DEM tentam atrair Doria para 2018

'Portas do PMDB estão abertas', diz presidente; partido de Maia também sonda tucano para o Planalto

Centrão ameaça não barrar nova denúncia da PGR

Grupo quer que governo redistribua cargos que estão nas mãos dos chamados 'infiéis' em última votação

Resistência a distritão pode chegar ao STF

Deputados formam frente contra emenda que muda forma de escolha de parlamentares

Fachin rejeita Temer no 'quadrilhão'

Para ministro, é 'desnecessária' inclusão do presidente neste inquérito da Lava Jato


Comissão da reforma política tem tumulto

Oposição protestou contra rejeição da votação nominal no colegiado para a exclusão do sistema distrital misto do texto

Nicolás Maduro afirma que quer conversa pessoal com Donald Trump

Presidente venezuelano disse querer buscar solução para sanções contra seu regime

Presidente venezuelano disse querer buscar solução para sanções contra seu regime | Foto: Juan Barreto / AFP / CP

Presidente venezuelano disse querer buscar solução para sanções contra seu regime | Foto: Juan Barreto / AFP / CP

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, determinou a seu chanceler que acerte uma "conversa pessoal" com o mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, que impôs sanções à Venezuela após a instalação de uma Assembleia Constituinte qualificada de fraude pela oposição. "Inicie gestões, chanceler, para que eu tenha uma conversa pessoal com Donald Trump, inicie gestões para termos uma conversa telefônica", frisou Maduro ao ministro das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, em um discurso à Constituinte.

O governante venezuelante  também determinou que Arreaza organize uma reunião com Trump, "se possível", por ocasião de sua viagem à Nova York para a Assembleia Geral das Nações Unidas, no próximo dia 20 de setembro. Acusando Maduro de "ditador", o Tesouro dos EUA congelou em 1º de agosto todos os seus ativos nos Estados Unidos, um dia após a eleição da Constituinte.

Washington impôs sanções semelhantes a cerca de vinte funcionários e ex-colaboradores do governo venezuelano, em retaliação à instalação da Constituinte. Apesar de propor o diálogo com o presidente americano, Maduro vinculou Washington ao ataque perpetrado no domingo passado, por um grupo de 20 homens armados, contra uma guarnição militar da cidade de Valencia, que deixou dois mortos e oito detidos. "Voltaram com os métodos brutais de golpe de Estado. O assalto terrorista ao Forte Paramacay, repelido pela Força Armada Nacional, é a expressão da nova era Trump".


AFP e  Correio do Povo


Após atropelar e matar idosa, vereador bêbado do PDT paga fiança de apenas R$7 mil e é solto

Luiz Carlos Barcelos, vereador do PDT do município de Mara Rosa, próximo de Goiânia, atropelou e matou uma ciclista de 60 anos na terça-feira, 8. O político…

JORNALIVRE.COM

Após STF barrar aumento, MPF recua e tira reajuste de orçamento

Felipe Amorim

Do UOL, em Brasília

Foto: ABrProposta recebeu voto favorável da futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge

  • Proposta recebeu voto favorável da futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge

O Conselho Superior do Ministério Público Federal decidiu em reunião nesta quinta-feira (10) retirar da proposta de orçamento do próximo ano o reajuste de 16,38% ao salário dos procuradores.

A decisão foi tomada por unanimidade, um dia após os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) decidirem não incluir no orçamento do Supremo o reajuste de mesmo valor, que serve como parâmetro para os aumentos de salário de juízes de todo o Judiciário no país. Em sessão administrativa nesta quarta-feira (9), a proposta foi rejeitada por 8 ministros do STF contra 3.

Associações de magistrados defendem um aumento de 16,3%, alegando perdas com a inflação. O último aumento aos ministros do Supremo foi concedido em 2015.

Hoje o salário dos ministros do STF, remuneração máxima em todo o Judiciário, é de R$ 33 mil. Se concedido o aumento, o valor subiria para R$ 39 mil.

Apesar da não inclusão da proposta de reajuste no orçamento do STF, os ministros ainda podem receber o aumento. Isso se o Senado terminar de votar, e aprovar, o projeto de lei, enviado em 2016 ao Congresso, que prevê o reajuste de 16,3%. O texto já foi aprovado pelos deputados e depende apenas de aval dos senadores.

A não-inclusão do aumento no orçamento do Supremo, porém, é na prática uma sinalização política para que o Senado barre o aumento.

A presidente do STF, Cármen Lúcia, foi contrária a prever o reajuste no orçamento do STF, com o argumento de que o país passa por dificuldades financeiras. "Eu nunca vi nos meus 40 anos, quase, de serviço público um momento de tamanha gravidade econômica financeira", disse.

Aumento para os procuradores

A rejeição do aumento salarial pelo Supremo também ameaçou o pedido de reajuste feito pelos procuradores da República, que aprovaram um reajuste de 16,3% em sessão do CSMPF (Conselho Superior do Ministério Público Federal). A proposta recebeu voto favorável da futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

Como o salário do procurador-geral é o mesmo dos ministros do STF, o reajuste para os procuradores só seria possível caso o salário dos ministros –que é o teto do funcionalismo—também fosse reajustado.

Tanto no caso os ministros do Supremo quanto dos procuradores, as duas propostas de orçamento serão agora enviadas ao Poder Executivo, a quem cabe enviar ao Congresso o projeto de lei com o Orçamento da União para o próximo ano.


UOL Notícias

Conselho de Ética do Senado aceita denúncia contra Lindbergh Farias

Parlamentar se posicionou contra abertura do processo contra seis senadoras que ocuparam Mesa Diretora em dia de votação

Conselho de Ética do Senado aceita denúncia contra Lindbergh Farias | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil / CP

Conselho de Ética do Senado aceita denúncia contra Lindbergh Farias | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil / CP

O presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA), admitiu denúncia em desfavor do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), em razão do comportamento do petista na última reunião do colegiado. Na ocasião, o conselho julgava a abertura de um processo contra seis senadoras que ocuparam a Mesa Diretora do Senado por cerca de oito horas para tentar evitar a votação da Reforma Trabalhista, em julho. Lindbergh se exaltou ao se posicionar contra a abertura do processo.

A denúncia foi apresentada pelo senador José Medeiros (PSB-MT) e pode resultar em penalidades mais brandas, como censura ou advertência. No entendimento do presidente do colegiado, "há indícios de quebra de decoro e o conselho deve analisar o caso".

Ainda não há data para a próxima reunião, que poderá definir os passos seguintes da denúncia. Deverá ser sorteado um relator, que elaborará parecer sobre o caso e pode pedir a transformação da denúncia em representação.

No caso das senadoras Ângela Portela (PT-RO), Fátima Bezerra (PT-RN), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Lídice da Mata (PSB-BA), Regina Sousa (PT-PI) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), o colegiado decidiu por maioria pelo arquivamento da denúncia.

Na ocasão, Lindbergh acusou os membros do conselho de estarem “desmoralizados” para processar as senadores depois que decidiram arquivar, por falta de provas, uma representação contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG).


Agêcia Brasil e Correio do Povo

PGR marca posse de Raquel Dodge para 18 de setembro

Nova procuradora foi indicada para o cargo pelo presidente Michel Temer

Nova procuradora foi indicada para o cargo pelo presidente Michel Temer  | Foto: Antonio Augusto / Secom / PGR / CP

Nova procuradora foi indicada para o cargo pelo presidente Michel Temer | Foto: Antonio Augusto / Secom / PGR / CP

A posse da nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, foi marcada para o dia 18 de setembro, às 10h30, na sede da PGR em Brasília. Raquel vai substituir Rodrigo Janot, que deixará cargo após quatro anos na chefia do Ministério Público Federal (MPF).

Raquel Dodge foi indicada para o cargo pelo presidente Michel Temer a partir da eleição interna da Associação Nacional dos Procuradores da República, que deu origem à lista tríplice enviada ao presidente para subsidiar sua escolha. Em julho, ela foi aprovada pelo plenário do Senado por 74 votos a 1 e uma abstenção.

Mestre em direito pela Universidade de Harvard e integrante do Ministério Público Federal há 30 anos, Raquel Dodge é subprocuradora-geral da República e atuou em matéria criminal no Superior Tribunal de Justiça.


Agência Brasil e Correio do Povo

Criminosos roubam van com crianças dentro do veículo em Niterói (RJ)

Segundo testemunhas, o motorista foi obrigado a sair do veículo, mas duas crianças permaneceram e foram levadas para a favela:https://glo.bo/2wApeKS #GloboNews

Criminosos roubam van com crianças dentro do veículo em Niterói (RJ)

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Governo federal quer mudar modelo de atendimento básico de saúde

Medidas foram criticadas por especialistas e entidades ligadas ao sistema público

Ministro da Saúde, Ricardo Barros, saiu em defesa da proposta de mudar modelo de atendimento básico de saúde no Brasil | Foto: José Cruz / Agência Brasil / CP

Ministro da Saúde, Ricardo Barros, saiu em defesa da proposta de mudar modelo de atendimento básico de saúde no Brasil | Foto: José Cruz / Agência Brasil / CP

O Ministério da Saúde apresentou ontem as novas propostas para a Política Nacional de Atenção Básica (Pnab). Entre as alterações estão a possibilidade de financiamento de outros modelos de atenção básica, além da Estratégia de Saúde da Família (ESF), e a unificação das funções dos agentes comunitário de saúde e de combate às endemias. As medidas foram criticadas por especialistas e entidades ligadas à saúde pública.

Segundo o ministério, ao possibilitar o financiamento de outros modelos de atenção básica, será possível aumentar o número de equipes assistidas pelos Núcleos de Apoio à Família (Nasf). Atualmente, apenas equipes da Estratégia de Saúde da Família recebem suporte. Outra mudança é que, pela nova Pnab, cada unidade passaria a receber a indicação de um gerente, que não precisaria ser da área de saúde - hoje há muitos profissionais de enfermagem com essa incumbência.

Entidades como a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) e a Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) lançaram notas oficiais contra as propostas. Segundo as instituições, a revisão da Pnab revoga a prioridade do modelo assistencial de Saúde da Família, ao permitir que o gestor municipal flexibilize equipes de atenção básica. "O texto repete várias vezes que a Saúde da Família é estratégica, mas rompe com essa suposta prioridade ao estabelecer que usará verbas específicas para financiar outras formas de atenção básica", afirma a pesquisadora Ligia Giovanella, da Ensp-Fiocruz.

Segundo Lígia, a mudança poderá minar um dos aspectos que tornou a ESF uma "iniciativa exemplar". "Hoje, os profissionais das equipes trabalham em tempo integral, e isso é uma característica fundamental para estabelecer o vínculo com os pacientes de cada comunidade. Na nova conformação, qualquer grupo de profissionais, independentemente da carga horária, será considerado de atenção básica - e drenará os recursos."

Implementação

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, saiu em defesa da proposta. "O que a gente está fazendo é adequar o Pnab à realidade do País." De acordo com ele, as propostas devem começar ser implementadas no fim deste mês. "Há uma desinformação muito grande. Alguns setores alegam prejuízos que não existem com a nova Pnab, afirmou Barros, dizendo que a política de atenção básica precisa "adaptar-se aos avanços" do País. Segundo o ministro, a flexibilização da atuação das equipes de Saúde da Família vai "facilitar o trabalho e ações desempenhados pelos profissionais".

O diretor do Departamento de Atenção Básica do ministério, Alan Nunes, afirmou que não haverá retirada de investimento da área da saúde da família. "Reconhecemos que é preciso haver investimentos em outros modelos de organização. Estamos ampliando as possibilidades de reconhecimento, sem prejuízo ao orçamento já destinado à saúde da família."

Barros reiterou que o Ministério da Saúde está "empoderando os municípios". "O que nós estamos fazendo é flexibilizar o processo. Hoje não reconhecemos o mundo real, fazemos de conta que só existe o ideal. Quando falamos em ampliar o financiamento, é porque passaremos a financiar equipes e serviços que não são oferecidos formalmente hoje."

O epidemiologista Luiz Augusto Facchini, que é ex-presidente da Abrasco e coordenador da Rede de Pesquisas em Atenção Primária em Saúde, observa que o sistema atual "dá cobertura a 60% da população e é preciso de fato expandi-lo". "É razoável fazer alterações na Pnab para incluir no Saúde da Família a população hoje atendida por unidades tradicionais. Mas, quando se faz uma mudança nas políticas de saúde, é preciso assegurar recursos para isso. O ministro não deixou isso claro", observou.

Hoje, para financiar a atenção básica, o governo federal transfere aos municípios o Piso de Atenção Básica (PAB), que é proporcional à população - cerca de R$ 24 por habitante por ano. Além do PAB fixo, os municípios recebem recursos extras - o PAB variável, a partir de R$ 7 mil por equipe - caso adotem equipes de Saúde da Família. "O PAB fixo é muito baixo. O governo deveria aumentá-lo para apoiar investimentos na rede básica de saúde e articular o Saúde da Família com as unidades tradicionais. Do jeito que está sendo feito, a revisão vai tirar dinheiro da área, promovendo iniquidades", afirmou Facchini.

Integração

Outra mudança prevista pelo Ministério da Saúde é a integração com outras áreas, como a vigilância em saúde. A medida prevê a possibilidade do Agente de Combate à Endemia (ACE) compor as equipes com Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Dessa forma, haveria a unificação do agente comunitário de saúde e do agente de combate às endemias.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Trabalhadores receberão até o final de agosto parte do lucro do FGTS

Rentabilidade das contas chegará a 7,14%

Trabalhadores receberão até o final de agosto parte do lucro do FGTS  | Foto: Samuel Maciel / CP Memória

Trabalhadores receberão até o final de agosto parte do lucro do FGTS | Foto: Samuel Maciel / CP Memória

Até o final de agosto, a Caixa Econômica Federal (Caixa) vai creditar R$ 7,8 bilhões nas contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de 88 milhões de trabalhadores, como distribuição dos resultados do fundo. Com isso, a rentabilidade das 245,7 milhões de contas chegará a 7,14%.

Segundo dados divulgado em cerimônia no Palácio do Planalto nesta quinta-feira, o lucro líquido do FGTS no ano passado foi de R$ 14,555 bilhões. Com a distribuição dos resultados do fundo, serão creditados, em média, R$ 29,62 em cada conta. "É a primeira vez que o lucro do fundo está sendo distribuídas com os verdadeiros donos do dinheiro", ressaltou o presidente Michel Temer.

"São décadas que os trabalhadores lutam para ter a remuneração do seu FGTS no mesmo nível da inflação. Com essa mudança, o FGTS terá 7,1% (de remuneração) e a inflação do ano passado foi

de 6%. Depois de décadas o FGTS terá uma correção acima da inflação", disse o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira.

É a primeira vez que os resultados do FGTS são repassados aos trabalhadores. A medida foi instituída pela medida provisória que liberou o saque do valor das contas inativas do FGTS. Pela regra, o percentual de distribuição de resultado do FGTS é de 50% do lucro líquido do exercício anterior. A lei estabelece que os valores creditados nas contas dos trabalhadores sejam proporcionais ao saldo da conta vinculada apurada no dia 31 de dezembro do ano anterior.

De acordo com a Caixa, com a distribuição dos resultados do equivalente a 1,93%, a rentabilidade das contas do FGTS, nesse ano, sairá de 5,11% ao mês (3% mais TR), para 7,14% ao mês.


Agência Brasil e Correio do Povo

Fachin remete investigação contra Rocha Loures à Justiça Federal do DF

Felipe Amorim

Do UOL, em Brasília

Bruno Santos/FolhapressO ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR)

  • O ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR)

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin determinou nesta quinta-feira (10) que o processo contra o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) seja separado da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) e seja remetido à Justiça Federal do Distrito Federal.

A decisão foi tomada após a Câmara dos Deputados negar autorização para que o STF analisasse a denúncia contra Temer.

Em sua decisão, Fachin explicou que, embora a investigação contra Temer esteja suspensa no STF, a de Loures deve prosseguir em outra instância, já que o ex-deputado federal não tem foro privilegiado.

Fachin afirmou que a necessidade de autorização prévia da Câmara não se aplica a Rocha Loures. "A necessidade de prévia autorização da Câmara dos Deputados para processar o Presidente da República não se comunica ao corréu", escreveu o ministro.

"Sendo assim, com base no art. 80 do Código de Processo Penal, determino o desmembramento do feito em relação a Rodrigo Santos da Rocha Loures, contra quem deverá prosseguir o feito nas instâncias ordinárias, tendo em vista não ser detentor de prerrogativa de foro perante este Supremo Tribunal Federal", determinou Fachin em sua decisão.

O presidente e Rocha Loures, que foi assessor do peemedebista no Palácio do Planalto, foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República por suspeitas de terem cometido o crime de corrupção passiva. As investigações foram iniciadas a partir da delação premiada da JBS.

Por ser presidente da República, Temer só poderia ser processado após autorização da Câmara dos Deputados. Agora, o processo contra Temer fica suspenso até que ele deixe o cargo.

Loures foi preso no dia 3 de junho no decorrer das investigações da JBS. Posteriormente, em 30 de julho, Fachin revogou a prisão preventiva, mas determinou que o ex-deputado permanecesse em casa no período noturno, com uso de tornozeleira eletrônica.

As suspeitas contra Temer e Loures

O presidente passou a ser investigado a partir das delações premiadas da JBS. O empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo, gravou sem o conhecimento de Temer uma conversa com o presidente no palácio do Jaburu, em 7 de março.

No diálogo, Temer aparentemente indica Rocha Loures como seu homem de confiança com quem Joesley poderia tratar de interesses da JBS no governo. Posteriormente, Loures foi flagrado pela Polícia Federal recebendo uma mala com R$ 500 mil de um executivo da JBS, com quem, segundo as investigações da Procuradoria, teria negociado propina que poderia chegar ao valor de R$ 38 milhões.

Para a Procuradoria, Rocha Loures atuou como um intermediário de Temer, tanto na negociação quanto no recebimento da propina.

O que diz o presidente

Temer tem negado as acusações contra ele. O presidente chegou a afirmar que a denúncia seria uma peça de "ficção", baseada em "ilações" feitas pela Procuradoria.

A defesa de Temer contratou o perito Ricardo Molina, que elaborou um laudo afirmando que o áudio de Joesley Batista não poderia ser usado como prova, por conter uma série de interrupções que não permitem reconstituir o diálogo por inteiro, além de não ser possível garantir que a gravação não foi editada.

Perícia realizada pela Polícia Federal afirmou que o áudio não tem sinais de edição e que as interrupções são compatíveis com o sistema do gravador utilizado, que para e retoma a gravação ao detectar som no ambiente.

A defesa de Rocha Loures tem dito que o recebimento da mala de dinheiro "segundo afirmam, decorreu de armação de Joesley Batista", afirmou o advogado Cezar Bitencourt, em nota.

A segunda denúncia

É esperado que a Procuradoria apresente uma segunda denúncia contra Temer, desta vez pelo crime de obstrução a investigação de organização criminosa, conhecido como obstrução de Justiça.

Relatório da Polícia Federal entregue ao STF no curso das investigações da delação da JBS afirma ver indícios de que Temer, Joesley Batista e o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) cometeram o crime de obstrução da Justiça ao participar ou incentivar pagamentos da JBS ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ao corretor Lúcio Funaro, supostamente em troca do silêncio deles à Justiça.

Ao tratar da suspeita de obstrução à Justiça contra Temer, a Polícia Federal afirma que a "única interpretação possível" da conversa entre o presidente e Joesley é a de que Temer incentivou os supostos pagamentos a Cunha.

No diálogo gravado em março por Joesley, Temer diz a frase "Tem que manter isso viu" após ouvir de Joesley que o empresário estaria "de bem com Eduardo". Na sequência, é possível ouvir Joesley falar as palavras "todo mês", segundo transcrição do diálogo feita pela PF.

Em depoimento no inquérito, Eduardo Cunha negou ter colocado seu silêncio à venda.

Temer, à época da divulgação do áudio, afirmou que a frase "tem que manter isso" era apenas sobre o bom relacionamento entre Joesley e Cunha, e não sobre o suposto pagamento de mesada ao ex-deputado cassado.


UOL Notícias