O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) defendeu a renúncia do presidente Michel Temer. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Renan diz que o "presidente compreenderá o seu papel e ajudará na construção de uma saída". Ele também afirmou que a OAB "se equivoca ao propor o impeachment". Leia mais
As principais notícias do dia. Política, economia, notícias internacionais, agronegócio e empreendedorismo.
Corrupção no futebol
A polícia espanhola prendeu o ex-presidente do Barcelona Sandro Rosell em uma operação contra lavagem de dinheiro hoje. Agentes investigam uma organização que supostamente cobrava comissões ilegais de direitos de imagem da seleção brasileira de futebol. Segundo a imprensa espanhola, o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira também é alvo da operação. Leia mais
O ex-presidente Lula foi denunciado, nesta segunda-feira, pela força-tarefa da Lava Jato por diversos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia, Lula é acusado de estruturar, orientar e comandar esquema ilícito de pagamento de propina, além de comandar uma "sofisticada estrutura ilícita" para captação de apoio parlamentar.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entrou com um recurso no STF contra a decisão do ministro Edson Fachin, que indeferiu o pedido de prisão preventiva do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e do deputado federal Rodrigo Loures (PMDB-PR). Os parlamentares são investigados por suposta prática de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e obstrução à investigação. Leia mais
O perito Ricardo Molina, contratado pela defesa do presidente Michel Temer, afirmou que a gravação da conversa entre Temer e o empresário Joesley Batista não tem condições técnicas de ser utilizada em um processo. Molina ainda contestou a transcrição do trecho em que o empresário teria usado a frase "todo mês", em que se referia a pagamentos para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha.
Atentado em Manchester
Um atentado na noite de ontem deixou 22 mortos e pelo menos 59 feridos durante show da cantora Ariana Grande na Manchester Arena, no Reino Unido. Há crianças entre as vítimas. Segundo a polícia, o incidente aconteceu do lado de fora da arena, que tem capacidade para 21 mil pessoas e estava lotada para o show. Leia mais
Ariana Grande publicou uma mensagem no Twitter lamentando o atendado que aconteceu em seu show em Manchester ontem. A cantora disse que está "ferida. do fundo do meu coração, sinto muito. não tenho palavras". Ariana Grande é um dos principais nomes do pop contemporâneo. Aos 23 anos, ela acumula nove anos de carreira e três discos de estúdios lançados entre 2013 e 2016. Leia mais
O São Paulo fez as pazes com a vitória. A equipe derrotou o Avaí por 2 a 0 no Morumbi e conquistou os três primeiros pontos no Campeonato Brasileiro. Pratto e Luiz Araújo marcaram para o clube paulista. Leia mais
Feirão da Casa Própria terá oferta menor de imóveis neste ano
O Feirão da Casa Própria, promovido anualmente pela Caixa, não resistiu à continuidade da crise econômica e está menor neste ano. O número de imóveis colocados à venda no evento diminuiu, e o banco espera que o valor liberado em crédito imobiliário seja o mesmo do ano passado.
Segundo a Caixa, serão oferecidos 228 mil unidades em todo o país. Há um ano, a oferta era de 241 mil imóveis à venda.
Para financiar a aquisição das unidades, a Caixa espera liberar R$ 10,3 bilhões em crédito, mesmo valor de 2016, afirmou o vice-presidente de Habitação do banco, Nelson Antônio de Souza. Em termos reais, ou seja, descontada a inflação, isso representa uma queda do valor financiado.
A Caixa tem orçamento de R$ 84 bilhões para crédito imobiliário neste ano.
O financiamento da casa própria depende fortemente do emprego e da confiança dos trabalhadores em manter a renda a longo prazo. A compra de imóveis é parcelada em até 35 anos na Caixa.
Ainda que a economia dê alguns sinais de recuperação – como o recuo da inflação para a meta de 4,5% e a previsão que a taxa de juros chegue em breve a um dígito –, o desemprego ainda avança. A desocupação chegava a 13,7% no trimestre encerrado em março, nível recorde, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Com medo de calotes, os bancos têm restringido o crédito e financiam uma fatia menor do imóvel.
Segundo dados da Abecip divulgados pela Folha, o indicador LTV (Loan-to-value, em inglês), que mede a fatia do valor do imóvel que, em média, foi financiada por bancos, recuou para 58,2% em março -menor nível desde 2007, quando a parcela era de 56,4%. Em seu ápice, em 2014, o índice atingiu 65,4%.
Além disso, a Abecip (Associação das entidades de crédito imobiliário) aponta que as concessões para a compra da casa própria recuaram para 7,8% no primeiro trimestre deste ano quando comparadas a igual período de 2016, para R$ 10,06 bilhões
SERVIÇO
O Feirão da Caixa começa nesta sexta (26) e segue até o domingo (28), em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Campinas (SP), Belém (PA), Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Salvador (BA), Goiânia (GO) e Uberlândia (MG). A próxima etapa, em Brasília (DF), Fortaleza (CE) e Curitiba (PR), ocorrerá de 23 a 25 de junho.
O atendimento vai das 10h às 20h na sexta e no sábado. No domingo, o público pode ser atendido das 10h às 18h.
Em São Paulo, o evento ocorre no pavilhão do Anhembi, zona norte da cidade.
Para contratar o financiamento imobiliário, é preciso levar documento de identidade, CPF, comprovante de renda e residência atualizados.
Fonte: Folha Online - 22/05/2017 e SOS Consumidor
O novo poste de Lula
Lula desembarca hoje em Brasília.
Segundo Ricardo Noblat, ele vai cacifar o nome de Nelson Jobim para o lugar de Michel Temer... [ leia mais ]
Temer fora da cadeia
Michel Temer topou renunciar, diz O Globo.
Ele só exige a garantia de que não será preso... [ leia mais ]
O indulto presidencial
FHC quer todo mundo fora da cadeia.
Segundo o Valor, ele tem defendido “a ideia de que a saída para a crise passaria pela garantia de que Michel Temer, na eventualidade de vir a deixar o cargo, possa vir a responder à justiça em liberdade”... [ leia mais ]
O presidente-tampão
Fernando Henrique Cardoso, José Sarney, Romero Jucá e Renan Calheiros articulam a renúncia de Michel Temer...[ leia mais ]
Os grampos da PF que incriminam Temer
A PGR tem mais grampos nas mãos.
Diz a Folha de S. Paulo:
“Investigadores avaliam que a relação entre Michel Temer e Rocha Loures está comprovada em outras interceptações telefônicas, feitas na fase em que a Polícia Federal passou a acompanhar o caso... [ leia mais ]
MOMENTO ANTAGONISTA: O PINTINHO MATOU A JARARACA
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ANÚNCIO - INVERSA
Ricardo Schweitzer começa a analisar plano econômico de Bolsonaro
Autor da newsletter financeira “Troublemaker” afirma que crescente rejeição ao establishment aumenta as chances de um outsider assumir o governo. Ele revela, em um relatório exclusivo (para quem cadastrar o e-mail), o motivo de se levar a candidatura de Jair Bolsonaro a sério se houver a preocupação em cuidar do patrimônio e investir em… [ leia mais ]
PROPINA NO MANÉ GARRINCHA
A ORCRIM é pluripartidária.
A PF está prendendo Agnelo Queiroz, do PT, José Roberto Arruda, do DEM, e Tadeu Filippeli, do PMDB... [ leia mais ]
DEM E PT NA CADEIA
A PF cumpre mandados de prisão contra ex-governadores do Distrito Federal José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz...[ leia mais ]
Homem-bomba é autor de atentado em Manchester
A polícia inglesa afirma que o atentado terrorista em Manchester, no concerto de Ariana Grande, foi perpetrado por um homem-bomba...
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Consumidor muda os hábitos em momentos de crise econômica
Mais pesquisas, consumo consciente e troca de marcas são apenas alguns dos diagnósticos citados pelo especialista ao Brasil Econômico; veja os hábitos
Impulsionado pela crise econômica do País, consumidor com orçamento familiar mais apertado está menos preso às marcas, e com foco maior na funcionalidade ofertada pelo produto ou serviço.
Entre outras mudanças dos hábitos do consumidor pode-se citar a popularização de serviços de economia compartilhada
De acordo com o especialista em marketing e cofundador do Movimento Ímpar, Raoni Pereira, a diminuição da renda familiar do consumidor também favoreceu a ascensão de novas marcas, de preços mais baixos e a acentuação de marcas próprias do varejo, principalmente de produtos usados no dia a dia, como xampu e detergente.
Embora, o especialista avalie que essas novas marcas tenham chamado a atenção da clientela, muitas não conseguiram se manter no mercado porque não entregaram a qualidade mínima exigida pelo público. “Em muitos casos o cliente acaba preferindo pagar mais caro por um produto de qualidade superior, ao mesmo tempo em que marcas que cobram um preço maior, foram substituídas por outras mais baratas, mas com qualidade parecida”, diz Pereira, que ainda ressalta a fragilidade no modelo de negócio como motivo de queda desses produtos novos.
Quando questionado se há categorias onde as pessoas oferecem maior resistência para trocar de marca , o especialista aponta que produtos de bens duráveis - como eletrodomésticos e carros - costumam ter um público mais fiel, visto que o cliente busca avaliar com cautela o histórico da empresa, a assistência técnica, além da própria experiência com a marca.
Diagnóstico
A não hesitação em trocar de marcas – na maioria das categorias - é apenas mais um dos sintomas do cenário de crise dos últimos anos. Maior cautela e mais critérios nas decisões de compra também fazem parte do pacote de mudanças de hábitos de consumo.
Pereira enfatiza que, embora seja difícil traçar comportamentos padrões devido à diversidade do País, é possível apontar algumas tendências. Ele usou como exemplo o fato de que apenas 16% do consumidor das classes C, D e E reservam parte de sua economia somado ao fato de que as pessoas têm evitado compromissos financeiros de longo prazo, e começaram a cortar serviços considerados supérfluos para adquirir hábitos mais sustentáveis – tanto ecologicamente quanto financeiramente.
“Até mesmo as classes sociais menos afetadas, de maior poder aquisitivo, estão começando a mudar seus hábitos e valorizar mais o dinheiro. Nesse cenário, empresas com modelos inovadores que valorizam a economia e comparação de preço tiveram crescimento significativo. O modelo de cashback (onde o consumidor pode receber parte do valor gasto na compra) vem crescendo”, avalia.
Entre outras mudanças dos hábitos de consumo pode-se citar a popularização de serviços de economia compartilhada, como caronas e aluguéis de quartos, assim como brechós e a venda de produtos já usados voltaram a ter importância.
Já em relação ao setor de serviços, que apresentou queda de 5% no faturamento em 2016, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o especialista aponta que o cinema, por exemplo, foi trocado pelo filme na TV ou Netflix. O passeio com os amigos ou família foi substituído pelas reuniões em casa.
Questionamentos
Escândalos como o da Operação Carne Fraca e as denúncias referentes às lojas varejistas que utilizam mão de obra análoga à escrava têm feito com que as pessoas também pesquisem sobre a produção dos produtos para seu consumo, visando valores sociais e também da postura das empresas.
Em relação ao selo verde, Pereira lembra que esse símbolo deixou – aos poucos – de ser um diferencial das marcas, uma vez que o público entendeu o comportamento como obrigatório, sem necessidade de um pagamento “plus” pela postura.
Projeções
Além de o brasileiro estar pesquisando mais, levantamentos apontam que na hora de comprar o cliente está optando pelas compras online e que há uma tendência – ainda tímida – em compras de pequenos produtores e maior valorização do que é feito localmente. “Esse consumo mais consciente e mais próximo do produtor tende a se tornar mais comum e um reflexo disso é a popularização das feiras livres e cooperativas”, avalia Pereira.
Até mesmo as marcas que cobram mais caro por seus produtos vêm apresentando mudanças e descobrindo novos nichos fora do eixo Rio – São Paulo. Embora mais de 90% das vendas do mercado de moda de luxo seren feitas em lojas físicas, por exemplo, as compras via internet têm aumentado, trazendo crescimentos significativos às empresas com foco neste consumidor. E você, mudou quais outros hábitos perante a crise?
Fonte: Brasil Econômico - 22/05/2017 e SOS Consumidor
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A CRISE POLÍTICA: O TEMPO E O VENTO!
1. Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Procurador Geral da República foram enfáticos em afirmar que qualquer desdobramento da crise política que atravessa o Brasil tem que passar pela Constituição Federal.
2. Além de ser uma necessidade institucional, o fato de a crise atual, a partir das últimas delações e “operações controladas”, ter ocorrido praticamente a apenas 12 meses antes do início da campanha eleitoral de 2018 introduz o fator TEMPO como fundamental para a estabilidade econômica e social.
3. Há um consenso que este quadro não pode se arrastar no tempo, pois os desdobramentos econômicos e sociais viriam como um forte VENTO sobre o país. No caso de antecipação do mandato presidencial –independente de valorações- o caminho constitucional –eleição indireta do presidente em 30 dias- garantiria o equacionamento do fator tempo e, com isso, acalmaria a força do vento.
4. As propostas alternativas apresentadas não podem deixar de introduzir o fator Tempo nelas, pois este é que pode trazer Ventos de instabilidade.
5. Uma emenda constitucional de eleições diretas tem o charme de aportar legitimidade na hipótese de um presidente de finalização do mandato. Mas corre contra ela o fator tempo e a força do vento que pode atrair. Uma PEC tem que passar pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.
6. Nesta semana, a Comissão de Constituição e Justiça pode votar a admissibilidade. Sendo assim, a partir daí seria organizado o cronograma da tramitação da PEC. Como ela não seria consensual, a formação da Comissão Especial não será automática. Suponha que se forme no início de julho. Sendo assim, há um segundo fator que afeta o tempo: o recesso parlamentar. O mesmo que ocorreu com Dilma, no impeachment, em que seus apoiadores não queriam o recesso de janeiro como forma de retardar o processo. Portanto, se ocorrer a abertura da PEC, ela não tramitará no recesso de julho, o que retardará 30 dias.
7. A tramitação nesta Comissão Especial será em 11 reuniões com o plenário em funcionamento. Na melhor hipótese seriam 30 dias. E, então, virá a primeira votação em plenário. Depois disso, retorna à Comissão Especial para mais 11 sessões e, na melhor hipótese, 30 dias. A formação da Comissão guardará a proporcionalidade dos partidos e, com isso, o retardamento por falta de quórum é uma possibilidade.
8. Se tudo der certo e a PEC conseguir 2 vezes em plenário os 60% mais um dos votos, a PEC é aprovada e depois de publicada será enviada ao Senado. No Senado a tramitação observará o mesmo rito. E o recesso de janeiro coincidirá com a fase final de sua tramitação. Com isso, o tempo agregado até a aprovação no Senado da PEC não será menor que 8 meses.
9. Com tudo a favor, a publicação desta PEC ocorrerá em abril. Em seguida viriam as convenções dos partidos para a escolha de seus candidatos. O TSE estabelecerá as normas em maio. Ocorrendo as convenções em junho, a campanha eleitoral começaria em julho. Sem a crise atual e sem a PEC, as convenções seriam em julho e a campanha eleitoral começaria em agosto. Portanto, toda a turbulência de mobilização nas ruas por Diretas Já e tramitação pedregosa produziria um retardamento de 9 meses e, portanto, os ventos da instabilidade e das incertezas seriam inevitáveis, faltando apenas 2 meses para as convenções dos partidos que escolheriam seus candidatos.
10. No caso do pedido de impeachment ser acolhido, o que só teria possibilidade se vier de fora do jogo político parlamentar, digamos, a partir da apresentação do pedido noticiado pela OAB, o período de acolhimento e de formação da Comissão Especial não será menor que 2 meses. A esse, se agregue os períodos de recesso de julho e janeiro.
11. Tomando como referência o caso do impeachment de Dilma, a tramitação na Comissão Especial, votação em plenário com exigência de 2/3 de votos, ida ao Senado que terá que aceitar a admissibilidade com afastamento do presidente em exercício, e debates até a votação final, seria de 9 meses. O de Dilma foi de 8 meses, mas ocorreu apenas um recesso parlamentar durante a tramitação.
12. Outra vez a decisão final ocorrerá no mesmo período que num processo normal, seriam iniciadas as convenções e em seguida a campanha eleitoral. E que consequências esse tempo, abrindo para os ventos da instabilidade e das incertezas, trará? A quem pode interessar a imprevisibilidade de quaisquer dessas duas alternativas? Com as incertezas dilatadas e a instabilidade trazidas, a força dos ventos, no mínimo, garante a imprevisibilidade. Os especuladores agradeceriam.
Ex-Blog do Cesar Maia
Recall da Fiat
A Fiat convocou hoje um recall envolvendo 70.740 unidades dos modelos Palio, Palio Fire, Uno, Strada, Siena/Grand, Weekend, Bravo, Linea, Idea, Doblô e Fiorino, todos ano/modelo 2016/2016, devido a um problema que pode fazer o motor desligar sozinho. Leia mais
O rapper Drake conquistou o recorde de 13 vitórias na premiação Billboard Music Awards, na noite de domingo (21), superando o recorde anterior, da cantora Adele de 12 prêmios em 2012. Beyoncé e Twenty One Pilots ganharam cada um cinco prêmios, embora estivessem ausentes da cerimônia. A banda Chainsmokers levou quatro. Leia mais
Ainda dá tempo
A campanha nacional de vacinação contra a gripe termina na próxima sexta-feira (26) e só metade do público-alvo foi imunizado. O governo federal esperava vacinar 54 milhões de brasileiros, mas, até agora, apenas 28,7 milhões receberam a proteção. Leia mais
Belo Horizonte registra primeira morte por febre amarela
Belo Horizonte registrou a primeira morte por febre amarela no atual surto da doença. A vítima é um homem de 79 anos, que morreu na semana passada. A informação foi divulgada hoje (23) pela Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). De acordo com o órgão, o idoso foi infectado durante uma viagem a Mato Grosso.
A primeira morte por febre amarela na capital mineira ocorre em um momento em que o ritmo de transmissão da doença vem diminuindo no estado. De acordo com o último boletim da SES-MG, divulgado no dia 26 de abril, foram confirmadas 151 mortes em Minas e 24 estão em investigação. Ao todo, os municípios mineiros contabilizam 1.139 notificações para a doença, sendo que 427 casos foram confirmados, 554 descartados e os 158 restantes ainda estão em análise.
O boletim do dia 26 de abril trouxe apenas nove notificações a mais do que o registrado nas duas semanas anteriores. Entre os levantamentos dos dias 19 e 12 de abril, a transmissão da febre amarela em Minas Gerais se mostrou estável. Em ambas as datas, o número de notificações se manteve em 1.130.
O caso do idoso de 79 anos não será contabilizado nos próximos boletins da secretaria estadual porque a infecção não ocorreu em território mineiro. Segundo o órgão, Belo Horizonte segue sem nenhum registro de febre amarela de transmissão autóctone (dentro do município).
Saiba Mais
- Brasil volta a exportar vacina contra febre amarela, diz governo
- Sobe para seis o número de mortes por febre amarela no Rio de Janeiro
De acordo com dados da Secretaria de Saúde de Belo Horizonte, outro morador da cidade também contraiu a doença em viagem. No entanto, o paciente já recebeu alta.
Diante da avaliação de que a situação da febre amarela está sob controle, a secretaria municipal de Saúde decidiu na semana passada autorizar o acesso do público aos parques que estavam interditados. A proibição de visitas nesses espaços ocorreu porque foram confirmadas mortes de macacos em decorrência da febre amarela.
O Parque Jacques Cousteau já foi reaberto e o Parque das Mangabeiras está recebendo de forma preliminar apenas visitas educativas organizadas por escolas. Já o Parque da Serra do Curral passa por intervenções e ainda não tem data definida para ser reaberto.
Surto
O surto de febre amarela que ocorre desde o início deste ano é considerado o maior no Brasil desde 1980, quando o Ministério da Saúde passou a disponibilizar dados da série histórica. De acordo com levantamento da pasta divulgado no dia 12 de maio, a doença já levou à morte este ano 259 pessoas em todo o país. Até então, a situação mais grave havia ocorrido em 2000, quando morreram 40 pessoas.
A febre amarela atinge humanos e macacos e é causada por um vírus da família Flaviviridae. No meio rural e silvestre, o vírus é transmitido pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes. Em área urbana, o vetor é o Aedes aegypti, o mesmo da dengue, zika e chikungunya. A vacina é a principal medida de combate à doença. De acordo com o Ministério da Saúde, a transmissão da febre amarela no Brasil não ocorre em áreas urbanas desde 1942.
Agência Brasil
Aécio ingênuo
Em artigo escrito no jornal Folha de S.Paulo, o senador Aécio Neves negou ter cometido os crimes de que foi acusado após a divulgação da delação da JBS. No texto, ele disse que lamenta a sua ingenuidade e disse não saber "que na minha frente estava um criminoso sem escrúpulos", em referência a Joesley Batista, um dos donos da JBS. Leia mais
A Bovespa fechou com queda de 1,54%, com investidores de olho na crise política brasileira. As ações da JBS, empresa responsável pelas delações contra o presidente Temer, tiveram a maior baixa percentual da história da companhia, com mais de 30%. No mercado de câmbio, o dólar subiu 0,59%, cotado em R$ 3,276 na venda. Leia mais
A transferência de Vinicius Júnior ao Real Madrid por 45 milhões de euros foi um negócio e tanto para o Flamengo. O jovem de apenas 16 vai dar ao rubro-negro a segunda maior venda da história do futebol brasileiro. O jogador só fica atrás de Neymar, que foi negociado com o Barcelona por 88,4 milhões de euros. Leia mais
