Temer diz que objetivo do governo é levar inflação para o centro da meta em 2017

O presidente da República, Michel Temer, disse nesta quinta-feira que o objetivo do governo é fazer com que a inflação fique em 4,5%, centro da meta fixada pelo Banco Central para 2017. Ele ressaltou que em seu mandato já foram feitas duas reduções nas taxas de juros Selic e estimou que se as reduções continuarem a taxa deve sair dos dois dígitos.

As declarações foram feitas durante a inauguração da Escola Municipal de Ensino Fundamental Prof. Fued Temer, na Praia Grande, município da Baixada Santista. Temer lembrou ainda que a inflação caiu de 10,70% no ano passado para 6,29%, abaixo do teto estimado para a meta.

Na quarta-feira (11), o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, cortou a taxa Selic em 0,75 ponto percentual, de 13,75% para 13% ao ano.

“Nós já reduzimos a taxa de juros e há uma projeção, nada certo evidentemente, de que os juros venham caindo paulatinamente, porém responsavelmente. Isso já teve repercussão no mercado financeiro. Os bancos já começaram a reduzir também suas taxas de juros. Nosso trabalho já tem começado a dar resultados. Somado à questão da queda da inflação, que no ano passado era de 10,70% e agora está em 6,29%”, disse.

O presidente disse que o governo não reduziu o orçamento das áreas da educação e saúde. Segundo ele, basta saber ler para verificar que os recursos para as duas áreas são maiores este ano do que foram em 2016.

“Nós vemos algumas afirmações de que o presidente vai acabar com a educação e a saúde e reduzir as verbas. Contra o argumento, eu apresento o documento. Nós estamos revalorizando, para o Orçamento do ano que vem [2017], os valores da saúde e da educação. O documento que apresento é precisamente a peça orçamentária que nós estamos mandando para o Congresso Nacional”.

O orçamento foi sancionado na quarta-feira (11) , com uma previsão de R$ 115,3 bilhões para a saúde e R$ 85,7 bilhões para a educação, para o ano de 2017.

 

Agência Brasil

 

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Insegurança no transporte

Zanone Fraissat/Folhapress

Estações cheias, câmeras e seguranças não são suficientes para impedir que mais de duas mulheres sejam agredidas por mês na rede do Metrô e trens em São Paulo.
Entre janeiro de 2012 e outubro de 2016, foram 147 boletins de violência doméstica. A estação com maior número de ocorrências foi a do Tatuapé, com 16 casos. Leia mais

 

Acusado de improbidade

Antônio Araújo/ MAPA

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, teve R$ 403 mil em bens bloqueados pela Justiça. Ele é processado por improbidade administrativa.
Maggi é acusado de participar de esquema que comprou vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Mato Grosso. Leia mais

 

Aumento para aposentados

Getty Images/iStockphoto

Os segurados que recebem um benefício do INSS acima do salário mínimo já conseguem saber de quanto vai ser o reajuste deste ano.  O valor depositado em fevereiro vai ter um aumento de 6,58%.
O índice é menor do que foi inicialmente previsto pela gestão Temer para 2017. Com isso, quem ganha R$ 2.000, por exemplo, passa a receber R$ 2.131,60. O teto também aumentará de R$ 5.189,82, válidos em 2016, para R$ 5.531,31. Leia mais

 

 

 

DF terá racionamento de água a partir da próxima semana

 

Heloisa Cristaldo - Repórter da Agência Brasil

Parte do Distrito Federal terá racionamento de água a partir da próxima segunda-feira (16), por causa do nível crítico de águas na Barragem do Descoberto, que abastece em torno de 1,8 milhão de pessoas. A medida, anunciada hoje (11) pela Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb), tem o objetivo de assegurar a capacidade hídrica para o próximo período de seca na cidade.

O nível do reservatório da Barragem do Descoberto, abaixo de 20%, e o índice de chuvas menor do que o esperado em dezembro e janeiro levaram a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa-DF) e a Caesb a adotar a medida, autorizada desde novembro do ano passado.

Segundo a Caesb, o calendário do racionamento será em ciclo de seis dias: um dia com interrupção completa, dois dias de estabilização e três de fornecimento normal. Na fase de estabilização, a água retorna ao consumidor gradativamente. Para evitar riscos de rompimentos da tubulação, o fluxo da água é religado de forma gradual, até o completo preenchimento das redes. No sétimo dia, o corte de abastecimento é retomado.

As áreas afetadas serão Águas Claras, Candangolândia, Ceilândia, Gama, Guará, Núcleo Bandeirante, Park Way, Recanto das Emas, Riacho Fundo I e II, Santa Maria, Samambaia, Taguatinga e Vicente Pires.

Além da interrupção do fornecimento de água, moradores do DF terão a pressão da água reduzida a partir de 30 de janeiro, na região abastecida pelo reservatório de Santa Maria. De acordo com a Caesb, esse reservatório está com nível de água em torno de 40%. Portanto, não haverá rodízio no fornecimento de água no Plano Piloto, Cruzeiro, Sudoeste, Octogonal, Lago Sul, Lago Norte, Paranoá, Varjão, Itapoã e Jardim Botânico.

O governo do Distrito Federal também vai cobrar tarifa de contingência sobre a conta de consumo, estabelecer restrição de horários para captação de água por caminhões-pipa e divulgar orientações para estabelecimentos como lava jato. Todas como forma de amenizar e controlar a crise hídrica na região.

 

Agência Brasil

 

Impacto da redução da Selic e da inflação não será imediato, dizem analistas

 

Débora Brito - Repórter da Agência Brasil

O anúncio de que a inflação de 2016 se manteve abaixo do teto da meta e da redução, pelo Banco Central, da taxa Selic, de 13,75% para 13% ao ano, gerou certo alívio para os consumidores, que têm reclamado nos últimos meses da alta dos preços e da dificuldade de acesso ao crédito. No entanto, os reflexos das medidas econômicas no dia a dia das pessoas ainda devem levar um tempo para aparecer, segundo especialistas.

Em relação à queda da inflação, por exemplo, os consumidores afirmam que ainda não sentiram mudança expressiva nos preços. “Não teve diferença, os preços continuam altos, principalmente nos supermercados”, disse a aposentada Silvana Souza. O entregador Adonias Alves também ainda não notou diferença nos preços. “Para mim, aumentaram muito. Eu vou no mercado com o mesmo valor que ia antigamente e não consigo comprar tudo, está tudo bem mais caro”, comparou

“Quando vamos no mercado a diferença das coisas é muito grande, de uma semana pra outra já vê muita diferença”, acrescentou o gari Carlos Oliveira.

supermercados

Consumidores dizem ainda não ter percebido efeito da inflação menor nos preços nos supermercadosArquivo/Agência Brasil

Segundo economistas e especialistas em direito do consumidor, a diferença entre o resultado técnico da queda da inflação e a percepção das pessoas se deve à forma como o índice é medida, entre outros fatores. “Os efeitos não são sentidos de imediato, porque o IPCA [Índice de Preços ao Consumidor Amplo, que mede a inflação oficial] considera o preço médio dos produtos e serviços. E para determinadas faixas de renda, o impacto dos preços de determinados produtos é maior”, explicou Newton Marques, economista do Conselho Regional de Economia e Professor da Universidade de Brasília (UnB).

A economista e pesquisadora do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Ione Amorim acrescenta que, em geral, os preços foram mantidos dentro da meta, mas muitos produtos mantêm preços elevados devidos a fatores pontuais. “Tecnicamente, a queda existe, mas, na prática, vai demorar para o consumidor perceber essa redução. Individualmente, é possível que ainda encontremos produtos com preços mais altos que o da inflação, seja por problemas de safra, mudanças climáticas ou outro fator que leve à redução da oferta do produto”, ponderou.

Segundo Ione, apesar de favorável, ter a inflação abaixo do teto da meta é reflexo do cenário econômico atual, de recessão. “O elevado índice de desemprego e a redução do poder de compra do consumidor levam o mercado a reajustar seus preços.”

Tendência

Os economistas avaliam que o índice deve se manter estável enquanto perdurarem os efeitos da crise econômica. “O desemprego ainda não deu sinais de paralisação. E o empregado assalariado não tem tido aumento real no salário. Tem também os fatores macroeconômicos, como a taxa de câmbio, que interfere no custo de alguns produtos, como medicamentos. Então a inflação deve ficar estável, dentro das metas”, avaliou Ione Amorim.

“Enquanto tiver queda da atividade econômica e se não ocorrer nenhuma grande alteração de preços, principalmente nas áreas de alimentação, habitação e transporte, a inflação deve se manter estável”, acrescentou Marques.

Para contornar os preços altos nos supermercados, a orientação do Idec é que os consumidores observem os aumentos isolados e busquem alternativas. “É importante que o consumidor esteja atento aos preços. No caso dos alimentos, o que a gente sempre recomenda é substituir quando a gente está diante de um produto em queda de oferta.”, alerta Ione.

Saiba Mais

Juros

Sobre a redução da taxa básica de juros, os consumidores parecem estar mais otimistas. A aposentada Silvana Souza, por exemplo, considerou a mudança anunciada ontem pelo Banco Central positiva. “Se tiver mesmo a redução vai ser muito bom, vai ajudar bastante.”

Segundo o economista Newton Marques, a redução da Selic para 13% ao ano pode trazer resultados positivos para a economia do país. “A partir do momento em que há uma redução da taxa Selic, as demais taxas podem baixar também. O que significa que as pessoas devem gastar com juros um valor menor. Cria-se um ambiente otimista.”

Os órgãos de defesa do consumidor, contudo, estão cautelosos e alertam que os juros no país continuam altos e podem contribuir para o endividamento. “A redução dos juros traz uma contribuição não imediata, mas importante. Para que haja um efeito significativo vai levar um tempo expressivo. E, independente da redução, no Brasil as taxas estão entre as mais altas do mundo. Então, a redução [anunciada ontem] tem impacto tímido”, ponderou a economista do Idec.

O diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça e Cidadania, André Luiz Lopes dos Santos, também considera que a redução da Selic não terá efeito significativo a curto prazo. “Isoladamente, a redução da taxa básica de juros significa pouco. É uma boa sinalização de cenários, mas é preciso esperar um pouco mais para vermos os reais efeitos disso sobre os custos repassados ao consumidor, pelo mercado, em especial pelos bancos, e pelo setor financeiro em geral”, afirmou.

Inadimplência e planejamento

Para quem está endividado e tem empréstimos em aberto, os especialistas esclarecem que as taxas permanecem as mesmas do momento em que os contratos dos empréstimos ou acordos foram firmados, ou seja, não sofrerão redução como reflexo da queda da Selic.

A economista do Idec destacou que o consumidor brasileiro vem de um processo de endividamento que se acumula há anos e que, para sair das dívidas, está sempre se sustentando no crédito. Para quem se encontra nessa situação, a orientação é ter prudência ao tentar renegociar as dívidas, segundo Ione. “Se for refinanciar dívida, o consumidor deve observar as taxas oferecidas pelos bancos e a partir daí trocar a dívida cara por uma mais barata.”

Para o economista Newton Marques, a redução da taxa básica de juros, apesar de positiva, não terá efeito imediato sobre os índices de inadimplência dos brasileiros. “Para inadimplência, o fator determinante é o desemprego e a perda de renda. Enquanto continuar o nível de desemprego, continua a inadimplência. E as pessoas não podem achar que com a redução podem ficar consumindo sem planejamento financeiro. O consumidor tem que aprender a diferenciar o consumo compulsivo, supérfluo, do consumo necessário.”

Órgãos de defesa do consumidor recomendam cautela nas compras

Na plataforma de defesa do consumidor da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), as demandas que envolvem os temas renegociação de dívidas e dúvidas/contestações sobre cálculo de juros/saldo devedor representam cerca de 7% dos registros em 2016.

Para evitar o endividamento, o ministério orienta que o consumidor reflita antes de comprar e, se possível, compre à vista, além de ficar atento, em caso de necessidade de parcelamento, para o chamado Custo Efetivo Total (CET) da operação de crédito.

“Mesmo que a redução da taxa básica traga reduções para as taxas de juros cobradas do consumidor, e deverão trazer, em alguma medida, elas continuarão elevadas e, diante disso, é preciso tomar muito cuidado antes de assumir compromissos financeiros em decorrência do consumo”, alertou o diretor André Santos.

 

Agência Brasil

Cármen Lúcia pede "esforço concentrado" para analisar processos de presos

Brasília - A presidente do STF, Cármen Lúcia, se reúne com presidentes de 27 tribunais de Justiça do país, no supremo (José Cruz/Agência Brasil)

Brasília - A presidente do STF, Cármen Lúcia, se reúne com presidentes de 27 tribunais de Justiça do país para buscar soluções para a crise no sistema prisional José Cruz/Agência Brasil

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, pediu nesta quinta-feira(12) "esforço concentrado" do Judiciário para analisar os processos de presos que tramitam nas Varas de Execução Penal dos tribunais de Justiça do país.

Saiba Mais

A questão foi definida após uma reunião de cerca de cinco horas, em Brasília, entre a ministra e os presidentes dos 27 tribunais de Justiça do país. No encontro, também ficou acertado que os tribunais disponibilizem até a próxima terça-feira (17) juízes e servidores para analisar os processos.

De acordo a assessoria do presidente do Tribunal de Justiça de Tocantins, Ronaldo Eurípedes, que participou da reunião, Cármen Lúcia também cobrou medidas imediatas para combater as facções criminosas que atuam dentro dos presídios e ações para reduzir o problema da superlotação nas penitenciárias.

A ministra convocou a reunião para tentar encontrar soluções para a crise no sistema penitenciário. Na semana passada, após a rebelião que terminou com 56 presos mortos em Manaus e 33 em Roraima, a ministra  já havia se reunido com os presidentes dos tribunais da Região Norte para debater o assunto.

Desde que assumiu o comando do Judiciário, em setembro, a ministra tem feito visitas surpresa a unidades prisionais no país, já tendo estado no Distrito Federal, no Rio Grande do Norte e no Rio Grande do Sul.

 

Agência Brasil

 

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'Minha gestão fracassou'

Seap/Divulgação

O secretário da Administração Penitenciária de Amazonas, Pedro Florêncio, reconheceu que a gestão dos presídios do Estado está 'um caos' e que é incapaz de conter grandes rebeliões.
Ele disse ainda que só não deixou o cargo porque o governador José Melo (Pros) não aceitou a demissão. Só neste ano, massacres em cadeias do Amazonas deixaram 64 mortos. Leia mais

 

 

Mais presos mortos

Dois presos foram encontrados mortos na Casa de Custódia de Maceió. O presídio, destinado a abrigar detentos provisórios, fica dentro do Complexo Prisional de Alagoas.
Segundo Kleyton Anderson, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas, é cedo para afirmar se as mortes têm relação com a guerra entre facções em presídios no país. Leia mais

 

Lei vaga e falha

Shutterstock

Falando em presídios, o número de adultos presos no Brasil aumentou 85% em dez anos. É o que mostra relatório da ONG Human Rights Watch, usando dados do Ministério da Justiça.
De acordo com a ONG, a lei brasileira é vaga, facilita a prisão de usuário simples de drogas e amplia a lotação dos presídios. Leia mais

 

Comerciantes de Manaus relatam queda no movimento após mortes em presídios

 

Marcelo Brandão - Enviado especial

Manaus - Tradicionais pontos de comércio da capital amazonense têm queda no movimento após a crise na segurança pública (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Manaus - Tradicionais pontos de comércio da capital amazonense têm queda no movimento após a crise na segurança pública (Marcelo Camargo/Agência Brasil)Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Avenida Marechal, em Manaus - essencialmente comercial, com lojas, restaurantes populares e camelôs - parece cheia para qualquer visitante desavisado. Segundo alguns comerciantes, no entanto, o movimento caiu em razão do medo da violência após as mortes em presídios e fugas de detentos.

Vanda de Souza, 54 anos, tem um comércio no local e costumava fechar às 19h30, mas tem mudado de hábito e voltado para casa cerca de duas horas mais cedo. “Tem que ir mais cedo para casa. Eu ia às 7h, 7h30; agora estou indo às 17h, 17h30. Até as lojas estão fechando um pouco mais cedo. Um motivo é a queda do movimento e outro é por estar perigoso demais”.

Por volta das 13h, o número de lojas abertas e, principalmente, de camelôs na rua dá a impressão de comércio cheio, mas a dona de uma banca de revistas do local, Aldenice Barbosa, 66 anos, confirma a queda no movimento. “Não mudei minha rotina, não mudei nada. Mas mudou o movimento, caiu muito”.

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Segundo ela, na última sexta-feira (6) correu entre os comerciantes a notícia de que um arrastão ocorria na região. Muitas lojas fecharam as portas, seguidas por Aldenice, mas ela não confirma o arrastão . “Disseram que ia ter arrastão, aí eu fechei, porque não tinha nenhuma loja aberta, não tinha ninguém na rua. Mas não vi nada”.

Cíntia Soares, 36 anos, vende sorvete em casquinha na rua do centro de Manaus. A rotina não mudou, mas a sensação é de insegurança. “A gente tem que trabalhar, senão como vai sobreviver?”. Ela reclama da falta de polícia nas ruas da capital. “Os policiais deviam rodar de bairro em bairro, mas eu não vejo isso”.

Críticas à indenização

Outro assunto comentado nas ruas de Manaus é a indenização que será paga às famílias dos mortos no massacre do início do mês, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). Todos os manauaras têm sua opinião e, em geral, o tom é de reprovação.

“Eu acho um absurdo uma coisa dessa”, disse Vanda. O office boy Breno Júnior, 19 anos, lembra que os presos eram responsabilidade do Estado, que deveria zelar por eles, mas nem esse raciocínio o convence de que a medida é justa. “Tudo bem que estavam sob a responsabilidade do Estado, mas acredito que [as famílias dos mortos] não mereçam [a indenização]. Tem muito cidadão morrendo na rua na mão de bandido”.

Dos entrevistados, apenas Cíntia concorda com a indenização. “Eu acho que o governo tem que pagar sim. Acho justo porque se um filho está preso lá, o Estado tinha a responsabilidade de zelar por ele”.

Aldenice conhece a triste realidade de uma vítima do crime. Ela teve um filho assassinado e demonstra indignação ao comentar a indenização. “Absurdo. Quantos pais de família não mataram e não houve indenização? Eu tive um filho assassinado e a mulher dele ficou gestante de quatro meses e com uma menina de três anos nos braços. Nunca chegou ninguém na porta dela para perguntar se ela estava precisando de alguma coisa”.

 

Agência Brasil

 

Obama diz que conseguiu imprimir estilo correto na administração do país

 

José Romildo - Correspondente da Agência Brasil

O presidente dos Estados Unidos Barack Obama faz seu discurso de despedida

O presidente dos Estados Unidos admitiu que algumas vezes não conseguiu obter apoio da opinião pública para anular ataques do Partido Republicano - KAMIL KRZACZYNSKI/EPA/LUSA/ Todos os Direitos Reservados

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, admitiu que algumas vezes não conseguiu, durante o seu governo, obter o apoio da opinião pública americana para anular os ataques que sofreu de integrantes do Partido Republicano, legenda que tem maioria no Congresso.

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Obama citou como exemplo disso sua frustrada decisão de nomear o juiz Merrick Garland para a Suprema Corte. A nomeação foi feita em março do ano passado, mas os senadores republicanos impediram a indicação de Garland ao Supremo Tribunal durante vários meses. Agora, com a posse do presidente eleito Donald Trump, no próximo dia 20, a possibilidade de condução de Garland à Suprema Corte ficou completamente descartada.

Em sua última entrevista antes de deixar o governo, o presidente norte-americano menciona o episódio para dizer que perdeu, algumas vezes, "a batalha de relações públicas". A entrevista foi dada ao programa "60 Minutos", que tem uma das maiores audiências da televisão americana. A entrevista vai ao ar no domingo (15), mas a emissora pela qual o programa é transmitido - a CBS -, antecipou nessa quinta-feira (12) alguns pontos abordados por Obama.

O presidente afirmou que conseguiu imprimir, no entanto, um estilo correto na administração do país. "Fazemos parte da primeira administração da história moderna que não teve um grande escândalo na Casa Branca", acrescentou.

Descontando alguns casos em que não ganhou a batalha de relações públicas, como a recusa do Senado em confirmar a indicação do juiz Garland para a Suprema Corte, Obama disse que em outras situações conseguiu moldar a opinião pública. "E fomos muito eficazes, eu fui muito eficaz na formação da opinião pública em torno das minhas campanhas". Para conseguir isso, porém, ele lembrou que teve que tomar iniciativas para mobilizar a opinião pública com firmeza, para enfraquecer a determinação dos republicanos de se opor ao seu governo.

 

Agência Brasil

 

Um dia após reunião do Copom, dólar cai para menor valor em dois meses

 

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

A aceleração da queda dos juros básicos da economia pelo Banco Central não impediu a moeda norte-americana de voltar a cair e a fechar no menor valor em dois meses. Um dia depois da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que reduziu a taxa Selic para 13% ao ano, o dólar comercial encerrou a sessão vendido a R$ 3,176, com queda de R$ 0,016 (-0,5%). A cotação está no menor nível desde 8 de novembro (R$ 3,167).

O dólar operou em queda durante toda a sessão. No início da tarde, chegou a operar em estabilidade, mas voltou a cair nas horas finais de negociação. A divisa acumula queda de 2,3% nos primeiros dias de 2017. Como nos últimos dias, o mercado de câmbio operou sem intervenções do Banco Central. Desde 13 de dezembro, a autoridade monetária não compra nem vende dólares no mercado futuro.

Na reunião de ontem (11), o Copom surpreendeu o mercado e cortou a taxa Selic em 0,75 ponto percentual. A redução foi maior que a esperada pelas instituições financeiras, que projetavam queda de 0,5 ponto.

Em tese, a queda dos juros básicos estimula a fuga de capitais do país. No entanto, a inflação caiu mais que o previsto em 2016, fechando o ano em 6,29% , no menor nível desde 2013. Dessa forma, o fato de o Brasil continuar com juros reais (taxas nominais menos a inflação) altos continua a estimular a aplicação de capitais estrangeiros no país.

No mercado de ações, o dia também foi de ganhos. Em alta pelo terceiro dia seguido, o índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, subiu 2,41%, para 63,954 pontos. O indicador está no nível mais alto desde 8 de novembro. As ações da Petrobras, as mais negociadas, subiram 1,66% (papéis ordinários, com direito a voto em assembleia de acionista). Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) fecharam com valorização de 1,53%.

 

Agência Brasil

Em dia de revista em prisões de Manaus, PM encontra 66 celulares

Manaus - Agentes da Força Nacional e policiais militares bloqueiam a estrada que leva ao Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Agentes da Força Nacional e da PM bloqueiam a estrada que leva ao Complexo Penitenciário Anísio Jobim            Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Militar (PM) do Amazonas e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) deram continuidade nesta quinta-feira(12) às revistas nas celas das unidades prisionais do estado. Hoje, passaram pela revista as celas do Centro de Detenção Provisória de Manaus (CDPM). É a quinta unidade visitada desde o início das revistas, no dia 5 de janeiro.

Foram encontrados 66 celulares, três algemas, 32 carregadores de aparelho celular, dez porções de entorpecentes, 23 joias, 381 estoques e 45 ferramentas. Os agentes também acharam R$ 725,95 em dinheiro. De acordo com a Seap, a revista foi “minuciosa”, feita por 150 policiais militares, além de servidores da secretaria e militares do Exército.

Do lado de fora, espera

O CDPM fica próximo ao Complexo Prisional Anísio Jobim (Compaj) e ao Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), e o acesso a partir da rodovia é o mesmo. Durante a tarde, às margens da pista, centenas de parentes de presos aguardavam pela autorização para entrar. Hoje seria dia de visita e entrega do “rancho”, as comidas que os parentes levam para os presos, mas desde a rebelião e mortes de detentos, nos dois primeiros dias do ano, que as visitas estão suspensas.

Manaus - Mesmo com a suspensão de visitas aos detentos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim, familiares formam filas para tentar entregar alimentos e roupas (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Mesmo com a suspensão de visitas aos detentos, familiares formam filas para tentar entregar alimentos e roupas Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ainda assim, muita gente foi, acreditando que poderia entrar. Sentados à beira da pista, os parentes de detentos se abrigavam da chuva e do forte sol que se intercalavam no início da tarde. Os agentes da Força Nacional e da PM, posicionados na pista de acesso ao complexo penitenciário, não tinham qualquer informação para passar às famílias, e apenas lhes negavam a entrada.

Seu João é pai de uma moça presa na ala feminina. Ele tentava obter informações sobre a entrada de comida e também sobre as visitas, mas não tinha sucesso. "Tinham me falado que poderíamos entrar, mas o policial disse que não vai entrar ninguém. Todo mundo trouxe rancho para as pessoas. Vou aguardar um pouco mais. Depois que começou a rebelião não entrou mais ninguém”.

Dona Ivone é uma das mães que tentaram obter notícias na tarde quente, em frente ao acesso às penitenciárias. Seu filho, preso por roubo, está no Ipat, e ela torce para que ele seja solto em breve, agora que contratou um advogado. O rapaz estava preso no local, no dia da rebelião que matou 56 pessoas. “No dia da fuga a esposa dele estava aqui. Chegou em casa apavorada, dizendo o que tinha acontecido. Eu pedi para o meu filho não se envolver em fuga, em nada e ele não se envolveu”.

Ela é uma das mães preocupadas com supostas agressões que ocorrem durante revistas nas celas. Ela não revela a fonte da informação, mas outros pais disseram conseguir imagens de celular e até conversar com os próprios presos, que relatam as agressões. “Eu queria que os direitos humanos fossem lá no Ipat para acompanhar as revistas, porque eles estão batendo neles. Fiquei sabendo por outras pessoas. Eu, como mãe, vim ver”.

 

Agência Brasil

 

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Presidente tem recorrido à edição de medidas provisórias para avançar em temas de interesse do governo - Crédito:  Andressa Anholete / AFP / CP

Temer editou mais que o dobro de MPs que Lula e Dilma

Apenas Collor e FHC editaram mais MPs que o atual presidente nos sete primeiros meses

    Ministra se reuniu hoje com 27 presidentes dos tribunais de Justiça do país - Crédito: José Cruz / Agência Brasil / CP

    SISTEMA CARCERÁRIO

    STF pede "esforço concentrado" para analisar processos de presos

      Mais de 90 presos estão detidos em ônibus-cela e delegacias da região Metropolitana - Crédito: Alina Souza / CP Memória

      Mais de 90 presos estão detidos em ônibus-cela e delegacias da região Metropolitana

        TRÁFICO

        Polícia do Paraguai prende um dos criminosos mais procurados do RS

          Sol e forte calor predominam no RS nesta sexta-feira - Crédito: Fabiano do Amaral / CP Memória

          PREVISÃO DO TEMPO

          Sol e forte calor predominam no RS nesta sexta-feira

           

           

          Atacante comemorou atmosfera do retorno da equipe sem jejum de títulos - Crédito: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação CPGRÊMIO

          Pedro Rocha garante desejo de renovar com o Grêmio

           

          Pelo menos 222 profissionais foram alvo de agressões, conforme apuração da Fenaj - Crédito: Yuri Cortez / AFP / CP MemóriaIMPRENSA

          Violência contra jornalistas aumenta e região Sul é a segunda mais perigosa

           

          Vendas de soja caíram no RS - Crédito: Alina Souza / CP MemóriaECONOMIA

          Exportações gaúchas caem 5,4% em 2016, aponta Fiergs

           

          Bolzan confirma renovação de Douglas com o Grêmio - Crédito: Lucas Uebel / Divulgação / Grêmio / CP

          Bolzan confirma renovação de Douglas

          Grêmio acerta detalhes com empresários e clube paranaense para fechar transação  - Crédito: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação CP

          Henrique Almeida se aproxima de retorno ao Coxa

          Meia vê novos desafios com temporada na Série B e pede entrega ao grupo  - Crédito: Ricardo Duarte/Inter/Divulgação CP

          INTER

          “Será o ano mais importante da história” do Inter, prevê Seijas

            Artur lamenta saída de Geferson, mas celebra chegada de Uendel

              Néris assinou contrato de empréstimo por um ano - Crédito: Inter / CP

              Inter confirma contratação do zagueiro Néris

               

              Governo do RS desiste de convocação extraordinária para votar pacote - Crédito: Leandro Osório / Especial Palácio Piratini / CP Memória

              CRISE NO RS

              Piratini desiste de convocação extraordinária para votar pacote

              ECONOMIA

              Um dia após reunião do Copom, dólar cai para menor valor em dois meses

                Importante para a polinização, Bombus affinis perdeu 88% de sua população - Crédito: Georges Gobet / AFP / CP

                MEIO AMBIENTE

                EUA incluem abelhas em lista de espécies em risco de extinção

                  Após reaproximação dos EUA com a ilha comunista, cidadão de Cuba terão restrições similares a outros latinos - Crédito: Nicholas Kamm / AFP / CPESTADOS UNIDOS

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                      Nevascas atingiram quase todos os países do continente - Crédito: Louisa Gouliamaki / AFP / CP

                      INTERNACIONAL

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                        SHOWS

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                          CINEMA

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                              Victoria Silvstedt, modelo, atriz e apresentadora de tv sueca

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                              Victoria Silvstedt

                              Nome completo
                              Karen Victoria Silvstedt

                              Data de nascimento
                              19 de setembro de1974 (42 anos)

                              Local de nascimento
                              Suécia Skelleftehamn, Suécia

                              Nacionalidade
                              sueca

                              Altura
                              1,79 m

                              Cor do cabelo
                              louro

                              Cor dos olhos
                              azuis

                              Medidas
                              95-63-97

                              Peso
                              63 kg

                              Victoria Silvstedt (Skellefteå, 19 de setembro de 1974) é uma modelo, atriz e apresentadora de tv sueca. Foi a Playmate of the Year da revista Playboy em 1997.

                              Índice

                              Carreira

                              Na adolescência, Victoria foi uma praticante de patinação artística no gelo de nível nacional na Suécia.[1] Em 1993, aos 18 anos participou do Miss Suécia, ficando em segundo lugar. O concurso deu-lhe projeção e ela assinou um contrato com uma agência de modelos, indo trabalhar em Paris onde desfilou e fotografou para Chanel, Valentino e Giorgio Armani, entre outros.

                              Neste mesmo ano, ela posou em nu frontal para um catálago europeu de modelos chamado Girls of Northern Europe, que chamou a atenção de Hugh Hefner, dono da revista Playboy nos Estados Unidos. Em dezembro de 1996 ela foi a Playmate of the Month da revista e no seguinte eleita a Playmate of the Year.[2]

                              Seu rosto começou a ficar famoso internacionalmente quando estrelou as campanhas publicitárias do jeans Guess?[3], substituindoEva Herzigova e Anna Nicole Smith, no fim da década. Nos anos seguintes, seu tipo sensual lhe rendeu capas de revistas comoFHM, GQ, Maxim e outras.

                              Como muitas coelhinhas e modelos antes dela, Victoria tentou uma carreira no meio artístico. Em 2001, gravou o álbum Girl On the Run, pela EMI, que recebeu o disco de ouro em seu país.[4] Entre outras atividades, nos anos seguintes lançou uma coleção própria de lingerie durante a London Fashion Week, participou de programas na MTV e do seriado Melrose Place, apresentou programas de rádio na Grã-Bretanha e atualmente é a apresentadora do quiz-show La Ruota Della Fortuna na televisão italiana[5]além de ter seu próprio reality-show, My Perfect Life, transmitido pelo canal a cabo E!.[6]

                              Em Hollywood, participou de comédias de baixo orçamento como Ardendo no Frio e Cruzeiro das Loucas, com Cuba Gooding Jr.[7]

                              Vida pessoal

                              Victoria Silvstedt fala fluentemente sueco, inglês, francês e italiano. Foi casada entre 2000 e 2009 com o âncora da WCBS-TV de Nova York, Chris Wragge.[8]

                              Referências

                              1. Ir para cima↑ Victoria Silvstedt Bio
                              2. Ir para cima↑ Playboy Playmates
                              3. Ir para cima↑ Guess who: Playmate Victoria launches new range, Independant News
                              4. Ir para cima↑ «In Conversation with Victoria Silvstedt». STUMPED? Magazine. Consultado em 2007-11-11.
                              5. Ir para cima↑ Victoria Silvstedt senza veli alla Ruota Della Fortuna (em italiano)
                              6. Ir para cima↑ E! online (em francês)
                              7. Ir para cima↑ Boat Trip (2002), Internet Movie Database
                              8. Ir para cima↑ Catharina Cavalli (2009-02-13). «Tre män och en Victoria Silvstedt». Consultado em 2009-06-27. (em sueco)

                              Ligações externas

                              O Commons possui uma categoriacontendo imagens e outros ficheiros sobre Victoria Silvstedt

                               

                               

                              Wikipédia

                              Temer descobriu que crise nos presídios não foi acidente

                               

                              Publicado em 12 de jan de 2017

                              Os colunistas de Veja.com Augusto Nunes e Felipe Moura Brasil e o editor Silvio Navarro comentam o caos no sistema prisional do país e o início da campanha para a eleição à presidência da Câmara dos Deputados.

                               

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                              TV Senado - Assista à nossa programação - 12/01/2017