Isabeli Fontana, atriz e modelo. Saiba mais sobre ela e veja as suas fotos

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Isabeli Fontana

Isabeli Fontana no Festival de Cannes, em 2013.

Nome completo
Isabeli Bergossi Fontana

Data de nascimento
4 de julho de1983 (32 anos)

Local de nascimento
Curitiba, Paraná

Nacionalidade
Brasil Brasileira

Altura
1,77m[1]

Cor do cabelo
Castanho

Cor dos olhos
Azul

Medidas
87-58-89[1]

Manequim
(US) 4 ; (EU) 34[1]

Calçado
(US) 8 ; (EU) 38.5 ; (UK) 5.5[1]

Cônjuge
Álvaro Jacomossi (2000-2004)
Henri Castelli (2005-2007)
Di Ferrero (2015-presente)

Isabeli Bergossi Fontana (Curitiba, 4 de julho de 1983) é uma supermodelo e atriz brasileira.[1] [2]

Índice

 

Biografia

Início da carreira

Em 1996, Isabeli Fontana foi finalista do concurso criado pela Mega Models aos 13 anos, quando iniciou sua carreira. Mudou-se para Milão em 1997, e despontou nas passarelas nacionais,desfilou na primeira edição do Morumbi Fashion hoje mais conhecido como São Paulo Fashion Week. Mas foi somente em 1999 que ela ganhou destaque no mercado internacional, quando se mudou para Nova York e lá então fez a sua primeira campanha internacional da grande grife Italiana Valentino, fotografada por Steven Meisel.

Carreira

Em 1999 depois da campanha da Valentino, Isabeli fez sua primeira semana de moda no exterior, desfilando em Nova York, Paris,Milão e Berlin, para grandes grifes como: Blumarine, BCGB Max Azria, Givenchy, Giorgio Armani, Hugo Boss, Michael Kors, Versaceentre outras.

No mesmo ano com apenas 16 anos, Isabeli apareceu em um catálogo da Victoria's Secret que gerou um grande processo judicial, por ela ter menos de 21 anos. Isabeli desfilou no Victoria's Secret Fashion Show nos anos de 2003, 2005, 2007, 2008, 2009, 2010,2012 e 2014.

Isabeli desde então já fez campanhas para grandes grifes como: Armani Jeans, Bottega Veneta, Belstaff, Cesare Paciotti, Chanel,Dolce & Gabbana, Empório Armani, Escada, Emilio Pucci, Gap, H&M, Moschino, Ralph Lauren, Versace, Versus, entre outras.

Desfilou na Semana da Moda de Paris Haute Couture nos anos de 1999, 2001, 2003, 2009 e 2010, para grifes: Atelier Versace,Balmain, Chanel, Elie Saab, Emmanuel Ungaro, Givenchy, Jean Paul Gaultier, Valentino e Versace.

Segundo a revista Forbes, Isabeli Fontana foi em 2007 a 11ª modelo mais bem paga do mundo, com ganhos estimados em 3 milhões de dólares.[3]

Em 2001, Isabeli entrou pela primeira vez no ranking das 50 melhores modelos do mundo do site models.com e permaneceu até o começo de 2006, quando o seu segundo filho Lucas nasceu. Ela saiu do ranking e parou de trabalhar por alguns meses. Em 2007, Isabeli voltou para o ranking das 50 melhores modelos, no ano de 2008 chegou a ficar em 2° lugar. Em 2009 ela saiu da lista das 50 melhores modelos do mundo, passando a integrar no seleto time das 20 modelos ícone do site models.com. Em 2009 começou na 17ª posição, no ano de 2010 ela ficou em 18° e em 2011 subiu 5 posições, estando, atualmente, na 13ª colocação.

Participou várias vezes do Calendário Pirelli nos anos de 2003, 2005, 2009, 2011 e foi confirmada para o calendário de 2012.

Em Dezembro de 2008, ela fechou contrato com a grande Biocolor para ser garota propaganda da linha de cabelos, o contrato terminou em junho de 2010.

Em dezembro de 2009 fechou um contrato com a grande marca de departamentos C&A, fazendo sua primeira campanha de alto verão 2009. Em janeiro de 2010 junto com as outras modelos Ana Beatriz Barros e Caroline Ribeiro formaram o trio de garotas propaganda para a marca. Em julho de 2010 Isabeli em parceria com a C&A divulga sua primeira coleção de roupas feita por ela mesma que ganhou o nome de C&A by Isabeli Fontana, a coleção de primavera, ganhou um toque Rock'n'Roll. Na sua coleção estava à vendalingeries, roupas, sapatos, bolsas e acessórios. O contrato com a C&A terminou no final de 2010.

Em 2011 Isabeli fez duas novas parcerias, mas dessa vez com a linha de esmaltes Risqué e com a linha de lingeries Un.I. A coleção de esmaltes ganhou o nome de Risqué by Isabeli Fontana "Sweet Rock'n'Roll", com seis cores diferentes que ganhou os nomes de Isabeli, Azulcrination, Psico, Tattoo, Star e Rock'n'Roll. Já na sua outra parceria com a Un.i, ela empresta seu nome para a nova coleção de verão 2012, que tem o nome de Un.i e Isabeli Fontana.

Desde 2010 Isabeli é a Dream Model do grande evento Monange Dream Fashion Tour.

Isabeli já fez editoriais para grandes revistas como: Capricho, Corpo a Corpo, Elle, Glamour, Harper's Bazaar, Marie Claire, Muse Magazine, Revista Nova, Vogue, V Magazine, W Magazine, Wish Report, entre outras.

Na coleção de F/W 2011, Isabeli foi a recordista de campanhas entre todas as modelos, pegando 9 campanhas no total, emprestando seu rosto para as grifes Bottega Veneta,Dolce & Gabbana, Donna Karan, Escada, Mango, Peter Hahn, Saks Fith Avenue, Revlon e Estee Lauder.

Filmografia

Referências

  1. Ir para:a b c d e Isabeli Fontana (em inglês) no Fashion Model Directory
  2. Ir para cima↑ Isabeli Fontana desfila no Monange Dream Fashion Tour
  3. Ir para cima↑ «In Pictures: The World's 15 Top-Earning Models» (em inglês). Forbes.com. Consultado em 30-04-2008.

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Laine Valgas

 

Publicado em 3 de dez de 2012

 

 

Laine Valgas em edição excitante do JA

 

Publicado em 24 de fev de 2016

 

As razões do atraso e do subdesenvolvimento

Tendo pela frente a imagem de uma América do Norte poderosa e pujante, nação fundada mais de um século depois do Brasil, intelectuais, escritores, políticos e gente do povo, perguntam-se por que razão um país tão grande como o nosso não seguiu um idêntico destino de prosperidade. Qual teria sido a causa última, o pecado original que faz com que o gigante sul-americano seja sempre incluído entre os “ subdesenvolvidos”, dos “ em desenvolvimento”, ou ainda como “ país emergente”, mas nunca no rol dos definitivamente bem sucedidos?

Retirantes (C.Portinari)Foto: Divulgação
Portugal, império medíocre
Já vai para mais de século e meio que uma das grandes preocupações dos políticos, escritores e pensadores brasileiros em geral, concentrou-se em encontrar explicações para o subdesenvolvimento do país. Especialmente se comparado com o sucesso dos Estados Unidos. Donde vinha a persistência da síndrome do fracasso que, por vezes, atormenta os brasileiros?
Para responder a isso deve-se recuar alguns séculos, de volta à Metrópole, pois herdou-se tal obsessão dos portugueses. Já nos tempos do Marquês do Pombal ( que foi embaixador em Londres antes de tornar-se primeiro ministro de D.José I, entre 1750-1777), essa fora uma das preocupações dele. Estendida também aos vanguardistas do círculo de Eça de Queirós, se indagavam do porquê do Império Português ser tão medíocre e acanhado se comparado à prosperidade e ao dinamismo dos britânicos, a quem, afinal, historicamente eram tão ligados.
Naqueles tempos, o todo-poderoso Pombal, o “Herói Perfeito” de Basílio da Gama, apontou como causa de tudo o jesuitismo. A Ordem dos Inacianos, milícia da Contra-Reforma Católica, era para ele uma corporação sacerdotal francamente hostil aos ideais do progresso que então vigiam na época do Iluminismo. Além disso, havia uma insanável incúria da burocracia portuguesa, uma espécie de inércia paralisante que a imobilizava, reflexo da falta de iniciativa da nobreza lusitana, que não assumia a liderança de uma política econômica que trouxesse prosperidade ao reino.
Numa sociedade dominada por fidalgos parasitários e sacerdotes obscurantistas, tendo seus ganhos providos pelo nefasto Tratado de Methuen, de 1703 e pela exploração do império marítimo, caberia ao estado ilustrado chamar a si a função de agente impulsionador das coisas.
O esforço pombalino de industrialização, todavia, fracassou, e já na época da Viradeira ( após 1777), o período em que Pombal perdeu o poder, grande parte da politica adotada por ele em favor das atividades manufatureiras tornou-se letra morta, retrocedendo o reino de volta ao ramerrão estagnante do qual somente fora sacudido pelas ocasionais descobertas das minas de ouro e de diamantes no sertão do Brasil colônia. Situação regressista essa registrada na estrofe:
Lisboa já não é/ a mesma que há dez anos se mostrava,/É tudo devoção, tudo são terços,/ Romarias, novenas, via-sacras./Aqui é nossa terra, aqui veremos/ A nossa cara irmã cobrar seu reino."
- O rei da Estupidez
Todavia, a questão continuou no ar. Qual a razão de Portugal, que começara o seu império marítimo bem antes dos inglês, no mínimo com um século de antecipação, vir-se reduzido à insignificância, a ter que sobreviver, como mostrou Fernando A. Novais, à sombra do Império Britânico, seu aliado. Porquê os portugueses continuavam reunidos ao redor das suas vinhas, das quintas e dos morgados, entregues à rotina da lavoura, enquanto os ingleses, pródigos nas artes mecânicas, metiam-se em fábricas e a toda hora inventavam máquinas e inovadores meios de produção?
Eça de Queirós apontou seu dedo acusador diretamente para a sociedade portuguesa do seu tempo, para o domínio completo que os padres exerciam sobre tudo. Denunciou a beatice e a carolice bocó de grande parte da população que a mantinha infensa aos apelos da prosperidade material, conformada com o sem-fim de missas e rosários, de procissões e imagens de santinhos, esconjurando tudo a toda hora com cruz-credos, como ele expôs no “O Crime do Padre Amaro”(1875) e “ A relíquia”(1883).
Com o tempo, cansado do esforço inútil em denunciar aquela situação infensa à mudança, ele também desistiu e voltou-se a celebrar, numa das suas obras derradeiras “ A cidade e as serras”, publicação póstuma de 1901, as doçuras da vida rural e do retiro. Morreu acreditando que Portugal era irrecuperável.
Como exemplo marcante dessas atitudes antagônicas de ingleses e portugueses frente aos desafios dos tempos, basta lembrar que enquanto os primeiros, ainda no século XVIII, reuniam-se ao redor de Erasmus Darwin ( avô do cientista), líder da Sociedade Lunar, associação criada para trocar informações científicas e fomentar descobertas (entre os quais se encontrava James Watt, o inventor da máquina à vapor); Eça de Queirós e seus amigos ( Ramalho Ortigão, Antônio Cândido, Lobo de Ávila e Guerra Junqueira), mais de um século e meio depois, na década de 1890, organizaram uma estranha sociedade que, pela sugestão de Oliveira Martins, significativamente designou-se de Os Vencidos da Vida.

Eça de Queirós e os Vencidos da VidaFoto: Divulgação
A culpa da monarquia e da escravidão
No Brasil, foi nos estertores do Segundo Reinado ( 1840-1889), que cresceu a ideologia de que a explicação para o atraso pátrio devia-se à estrutura política monárquica e à existência da escravidão. Os Estados Unidos haviam abolido a “peculiar instituição” no decorrer da Guerra Civil ( 1861-1865) sem que isso empanasse a ascensão ou bloqueasse a crescente prosperidade dos americanos, como muitos escravocratas temiam. Era o Império dos Braganças e o cativeiro dos negros, a Corte de São Cristóvão e a existência da senzala, compondo uma associação maligna, quem negava ao Brasil ser uma potência da mesma dimensão do seu vizinho do norte.
Qual então remédio a adotar? Além da imediata abolição da escravidão, (alcançada pelo decreto imperial de 13 de maio de 1888), devia acelerar-se a substituição total do trabalho servil pela intensificação da colonização européia, como por igual adotar o positivismo de Auguste Comte como ideologia do progresso. Politicamente, a solução era implantar o regime republicano, presidencialista e federativo, como a melhor expressão da modernidade, como de fato se deu em 15 de novembro de 1889. Fazer do Brasil uma Nova Canaã, a contrapartida sul-americana aos Estados Unidos.
A fobia ao lusitano e o trauma racial
Caído o Império, precisou-se rebatizar o Brasil. No afã de aproximar-se cada vez mais da América do Norte, além de favorecer a política de colonização e a divisão federalista, adotou-se, por ingerência do liberalismo de Ruy Barbosa, a designação de República dos Estados Unidos do Brasil. Paralelo a tomada de consciência do atraso nacional, cresceu ainda mais a fobia ao lusitano. As desgraças nacionais, dizia-se abertamente, advinham da colonização portuguesa. Ela impedira o Brasil alcançar a sua vocação de grandeza. Tivessem sido anglo-saxãos ou holandeses os desbravadores, a história teria sido outra.
Ao enviarem para cá gente desqualificada, degradados, criminosos, gente socialmente inferior, além de terem importado escravos, os lusitanos teriam inviabilizado as possibilidades do país atingir um patamar igual ao dos americanos. (*) Dai , por excesso, passaram a enaltecer os índios e a vida indígena de um modo geral, contrapondo-a ao antigo colonizador promovido a ser uma espécie de bode expiatório coletivo das mazelas nacionais.
Como ponderou então o dr. Nina Rodrigues, emérito médico e antropólogo baiano, “ Há flagrante injustiça no zelo que pomos em defender os foros da nossa linhagem. Desabrida a intolerância com os portugueses. Não há quem não se julgue autorizado a depreciá-los e deprimi-los. Como que pesa e envergonha o sangue português que nos corre nas veias, e a cada passo...clamamos em altos brados que a nossa decadência provém da incapacidade cultural dos lusitanos, da baixa estirpe dos degradados.... (Os africanos no Brasil, 1905).
(*) Chegaram ao Brasil, vindo da África 3.647.000 de escravos, ou 38% do total importado pelas três Américas.
O exagero nativista e o racismo
Deu-se, então, nos primórdios da República, além de uma esbaforida imitação do sistema norte-americano, um exagero nativista. Ao tempo que rejeitou-se o português enalteceu-se a etnia indígena e as coisas exclusivamente nacionais. Jacobinismo que teve fôlego curto. Lima Barreto satirizou-a ao criar o seu famoso personagem, tipo acabado do chauvinista caricato: o major Policarpo Quaresma ( O triste fim de Policarpo Quaresma, 1916).
Nativismo que logo foi questionado pela afluência das doutrinas racistas, então em moda na Europa e que logo chegaram ao Brasil. Na transição do século XIX para o XX elas tomaram corpo devido as teorias de Hippolyte Taine, de Francis Galton, de H.S. Chamberlain, autores que, enaltecendo os arianos, afirmavam que os povos de cor não tinham condições de atingir à civilização.
Quem fosse negro, pardo, ou descendente da raça vermelha, estava sentenciado ao atraso e à pobreza. Somente os brancos, habitantes do hemisfério norte eram evoluídos. Sendo que o pior de tudo para os eugenistas de plantão era a mistura racial, pois ela enfraquecia duas “raças fortes”, a branca e a negra ( muito da desesperança de Euclides da Cunha vinha exatamente disso). Ora, como o Brasil poderia almejar participar do mundo civilizado se precisamente o que predominava por aqui era um intenso intercurso racial, um enorme caldeirão étnico onde brancos, negros e índios se acasalavam sem cessar há mais de quatro séculos? Os brasileiros sentiram-se perpetuamente estigmatizados frente às doutrinas racistas.
O Jeca Tatu

Jeca Tatu, metáfora do BrasilFoto: Divulgação
Uma das mais forte imagens autocríticas criadas por um intelectual brasileiro seguramente foi a Jeca Tatu, tipo inventado por Monteiro Lobato ( Urupês, 1918). Não pairava dúvida, no entender dele, que a célula última que explicava o nosso atraso estava representada pelo caipira interiorano, preguiçosos e amarelecido pelas doenças. Pobre espectro humano capaz de passar horas e horas sentado à beira de uma estrada pitando um palheiro assistindo, inerte, a vida, a ciência, o progresso, passar à frente dele sem que o pobre diabo esboçasse qualquer reação ou desejo de sair daquele estado de indiferença e inanição. O Jeca tornou-se uma cruel metáfora do Brasil.
A imagem do Jeca Tatu, com a cabeça coberta por um chapéu de palha furado e atacado pelo bicho-de-pé, pairou por decênios no imaginário coletivo dos brasileiro como a mais forte assombração do país. Não era a herança portuguesa, nem o passado escravista que de longe lançavam suas sogas amarrando e travando as possibilidades maiores do Brasil, era a nossa gente mesmo. Sentimento critico esse, em relação ao Brasil, que confirmou-se ainda mais quando Monteiro Lobato passou uma boa temporada nos Estados Unidos, entre 1929 – 1932 ( experiência registrada no seu ensaio “América”).
Orgulho da etnia
Enquanto Oliveira Viana, reproduzindo as teses racistas importadas da Europa, depositava suas esperanças no Brasil Meridional “arianisado” pela imigração européia, a verdadeira resposta ao repto racista veio de Gilberto Freyre, autor de uma prodigiosa obra de interpretação da sociedade brasileira, apresentada na trindade composta por “Casa Grande e Senzala” ( 1933), “ Sobrados e Mocambos”(1936), e “ Ordem e Progresso” ( de 1959). Recuperou ele, por primeiro, a importância da colonização lusitana apontando-a como a mais hábil e flexível para lidar com as complexidades do trópico. Portugal, justo por ter um pé na Europa e outro na África, havia conseguido a façanha de erguer uma sociedade peculiar nas terras do Brasil: a Civilização Luso-tropicalista.
Civilização caracterizada entre outras coisas pela sua incrível plasticidade racial, o que impediu a formação de regimes racistas como aqueles que vigiam no sul dos Estados Unidos e na África do Sul, conseguindo legar aos brasileiros um clima de afabilidade inter-racial. Ao invés de exasperar-se com a presença negra, como era costume e como lamentava Nina Rodrigues, ele enalteceu a enorme contribuição africana ao modo de ser dos brasileiros, que ia desde a presença da mãe-preta, a aia das famílias brancas, até os alimentos e bebidas. O esforço de Gilberto Freyre, em grande parte bem sucedido, concentrou-se em fazer com que os brasileiros se aceitassem como eram, para que não ficassem eternamente se lamentando, enrolados num complexo de inferioridade por não terem sido colonizados pelos ingleses ou pelos batavos.
O marxismo e o nacionalismo
No após Segunda Guerra Mundial, a questão da dimensão do subdesenvolvimento adquiriu outros foros. A busca por explicações políticas ou culturalistas ( que atribuíam o atraso nacional à vida longa da monarquia escravagista, à herança lusitana, à excessiva miscigenação ou ao caboclo), cristalizou-se num outro patamar: o estrutural, de horizontes bem mais amplos. A influência marxista e a keynesiana, teorias contemporâneas do prestígio alcançado pela URSS na Segunda Guerra Mundial e das políticas públicas inspiradas em John M. Keynes, se fizeram cada vez mais presentes no Brasil. Da enormidade dos trabalhos produzidos deste então, ressalta-se o de Caio Prado Jr. e o de Celso Furtado como os mais representativos dessas duas correntes. Para eles, guardadas as diferenças, a razão do atraso devia-se prioritariamente às causas externas, a maioria delas alheias à vontade dos brasileiros.
Para os marxistas e para os histórico-estruturalistas ( como os keynesianos de esquerda se diziam), num universo dominado pelo capitalismo imperialista não havia espaço para o crescimento nacional, autônomo. O sistema internacional, hegemonizado pelas potência do Primeiro Mundo, sugava todos os recursos, econômicos e materiais, fazendo com que a concentração de capital e riqueza se desse bem longe do Brasil.
Esses Teóricos da Descolonização ou da Revolução, como então foram entendidos, diziam que impedido de acumular a poupança interna, para sobreviver, o país vivia à mingua, eternamente dependente da banca internacional, obrigado a contratar empréstimos lesivos, sendo esganado por juros escorchantes. Uma espécie de titã preso à rocha pelos grilhões do endividamento externo. De certo modo, era uma explicação mais sofisticada do que a apresentada muitos anos antes pelo escritor e historiador integralista Gustavo Barroso ( Brasil Colônia de Banqueiros, de 1934), que denunciava a existência de uma histórica cabala de financistas judeus, liderados pela Casa Rothschild, que trazia o Brasil amarrado à divida, como os principais responsáveis pelas mazelas nacionais.
(*) A antinomia atrasado/evoluído que dominava o cenário das diferenças entre os países, inspirada no evolucionismo europeu, foi trocada depois da IIGM pela antinomia subdesenvolvido/desenvolvido, mais ao gosto dos cientistas sociais norte-americanos ( vide Walt Rostow – Etapas do Desenvolvimento Econômico, 1960
A culpa das elites
A explicação histórico-estrutural, alinhada com as teses do nacionalismo político dos anos 50, levava à conclusões políticas muito claras, visto que girava suas baterias não para baixo, para as idiossincrasias do povo brasileiro ou para a herança luso-monárquico-escravista, mas para cima, para a classe dominante ( ou para as suas elites, como muitos preferem dizer). Colonizada e irresponsável, insensível frente à miséria nacional e ao abismo das desigualdades, a oligarquia nacional, rica e egocêntrica, era a causadora do subdesenvolvimento.
A atrelar o destino nacional a uma Economia-Mundo que não favorecia os interesses gerais do povo, mantendo-o assim na marginalidade e no pauperismo, ela é quem devia responder pelo descalabro nacional. Concordavam ambas as correntes, tanto a marxista como a histórico-estruturalista, que o avanço do capitalismo condenava o país a estagnação e as massas à miséria.
A solução que apresentavam então, superadora do subdesenvolvimento, dividia-se entre a esperança da eclosão de uma Revolução Socialista, no caso dos marxistas, ou a alternativa reformista por meio da implementação da Política da Substituição das Importações, doutrina de origem cepalina ( da CEPAL, Comissão Econômica para a América Latina), que somente podia ser levada a diante pelo Populismo devido a sua inclinação dirigista e intervencionista. Para eles, o avanço do capitalismo desenvolvia o subdesenvolvimento.
A burocracia e o patrimonialismo
Ainda no quadro das explicações estruturais das razões do subdesenvolvimento brasileiro vale recordar a obra de Raimundo Faoro ( Os Donos do Poder, 1958). Livro que tornou-se um clássico da sociologia política brasileira. Faoro, fortemente inspirado pelas teorias de Max Weber, por igual, apontou sua acusação para cima, mas não para a mesma direção dos marxistas ou dos nacional-populistas. A responsabilidade pelo subdesenvolvimento, deduz-se da tese de Faoro, é do aparelhamento burocrático, herdeiro da administração colonial portuguesa. Trata-se do domínio de uma casta de altos funcionários aliada ao patronato político cujos interesses comuns formam uma associação parasitária. Juntos compõem uma rede que espalhada pelo país, extrai dele tudo o que pode.
Adonando-se dos principais postos e dos mais relevantes cargos da engrenagem administrativa e política do país, exercem eles um poder extraordinário que lhes permite acumular enormes fortunas, pois além de exaurir os excedentes nacionais, ela entende a coisa pública como extensão do seu patrimônio pessoal. Colocados habilmente fora do controle geral da sociedade ou imune a ele, multiplicam sem cessar as benesses e os favores que acreditam ter direito.
Esta verdadeira máquina político-administrativa controlada pelo estamento burocrático (que tem a nação sob tutela), ocupa o lugar , no entender de Faoro, que outrora fora o da antiga nobreza parasitária que cercava as cortes européias, vivendo ao abrigo dos reis. Trata-se de um tubaronato que, imune ao controle popular ou democrático, “ floresce e engorda”,... “acumulando fortunas devidas ao favor”. O escritor Lima Barreto por igual já havia denunciado o fenômeno segundo o qual “Não há homem influente que não tenha, pelo menos, trinta parentes ocupando cargos do Estado: não há lá ( em Os Bruzundangas, 1922) políticos influentes que não se julguem com o direito a deixar para os seus filhos, netos, sobrinhos, primos, gordas pensões pagas pelo Tesouro da República”. Donde se deduz que o caminho do rompimento final com o subdesenvolvimento se daria com a ruptura da tutela excercida pelo poder estamental-burocrático , no mais amplo sentido da palavra, sobre a totalidade da nação brasileira.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/educacao/historia/as-razoes-do-atraso-e-do-subdesenvolvimento,abdb6fff8d78a048948d84da7ebc1c7fshpxkvow.html

 

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Seis posições irresistíveis para fazer uma rapidinha

A vontade tá incontrolável? Então essas dicas vão ser de ouro! ;)

Redação ObaOba

 

Quando o tesão grita mais forte e tudo que o casal quer é algo mais carnal, já sabemos o que significa: uma rapidinha. Bem selvagem e sem muito mimimi - deixando de lado até as preliminares, uma transa rápida pode ser tão boa quanto aquela clássica que requer muito mais tempo.

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Vem cá ver como fazer esses minutinhos valerem a pena!

Vem cá ver como fazer esses minutinhos valerem a pena!

Foto: Reprodução / ObaOba

Só que vamos lá, até um sexo de 10 minutinhos pode ficar melhor com a posição certa, então se liga nas melhores para dar aquela rapidinha gostosa - a única regra é um help de uma saia ou vestido:

De Pé

Foto: ObaOba

Um clássico que não precisa de muito: o homem chega por trás para penetrar a parceira. Vale encostar na parede para dar mais equilíbrio, e ao levantar a perna dela, o prazer aumenta.

De frente

Foto: ObaOba

A força é requisito básico nessa posição. O parceiro levanta a gata para penetrar enquanto ela abraça seu pescoço. E ah! O esforço vale a pena, a posição é uma delícia ;)

De quatro

Foto: ObaOba

Essa aqui não tem erro! Sexo de quatro é incrível de qualquer jeito, até mesmo na hora de uma rapidinha já que o prazer na hora da penetração é intenso.

Deitados

Foto: ObaOba

No melhor estilo selvagem, a mulher deita de costas enquanto o homem a penetra com força por trás. E olha só, rola tanto para o sexo clássico quanto o anal!

Papai e mamãe

Foto: ObaOba

Não tem tempo ruim pra mandar aquela posição tradicional! Além de gostosa, ela não requer muito esforço de ambas as partes - o que também é muito bom, rs.

Agachados

Foto: ObaOba

Vamos de agachamento? Essa posição é ótima pra sair um pouco da rotina e ainda assim fazer a rapidinha ser um sucesso. Não é complicada e dá muito tesão!

 

Terra

Teori nega pedido de prisão contra Renan, Sarney e Jucá

Renan Ramalho

Do G1, em Brasília

 

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (14) os pedidos de prisão apresentados pela Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o ex-presidente da República José Sarney.

ÁUDIOS DE MACHADO

Ex-Transpetro gravou diálogos com políticos.

A existência dos pedidos de prisão foi revelada na última terça-feira (7) em reportagem do jornal "O Globo". Segundo a publicação, Janot solicitou a prisão dos integrantes da cúpula do PMDB em razão de suspeitas de que eles estavam tentando obstruir as investigações do esquema de corrupção que atuava na Petrobras.

Relator dos processos da Lava Jato no STF, Teori rejeitou os pedidos de prisão considerando a imunidade parlamentar e a inexistência de crime em flagrante, condição necessária para prender parlamentares com foro privilegiado.

Em relação a Sarney, o ministro do STF considerou que não havia motivos para uma prisão preventiva, mesmo tendo sido solicitada a prisão domiciliar com monitoramente por meio de tornozeleira eletrônica.

No mesmo despacho, Teori também retirou o sigilo dos pedidos de prisão. Com isso, o teor da delação premiada do ex-presiente da Transpetro Sérgio Machado deverá ser divulgada nesta quarta-feira (15). Os pedidos da PGR foram baseados nos depoimentos do ex-dirigente da subsidiária da Petrobras aos investigadores da Lava Jato.

Em outra decisão, o relator da Lava Jato rejeitou pedidos de busca e apreensão em locais ligados a Renan, Jucá e Sarney. A PGR queria autorização para buscar provas do envolvimento dos três peemedebistas em crimes de organização criminosa e embaraço às investigações.

 

G1

Big Brother da Inglaterra tem relação íntima ao vivo

g

 

Big Brother da Inglaterra tem relação íntima ao vivo e recebe críticas nas redes sociai.

 

Passe Digital

Até Dilma sabe que não volta

Michel Temer se encontrou fora da agenda oficial com os senadores Cristovam Buarque e Acir Gurgacz.

Ambos declararam estar indecisos quanto ao impeachment.

De acordo com O Globo, “os peemedebistas contabilizam 58 a 59 votos a favor do impeachment. No caso de Cristovam, um peemedebista disse que ele nunca foi contabilizado na lista do governo Temer”.

Um ministro disse à reportagem:

“Temer está nessa vida há mais de 20 anos. E está fazendo café, almoço, jantar. Mas não tem mais indeciso. Todos sabem que ela (Dilma) não volta, até ela sabe. É jogo político”.

 

O Antagonista