O presidente interino Michel Temer e o diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo Valter Campanato/Agência Brasil
O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, afirmou hoje (13), após audiência com o presidente interino, Michel Temer, que a organização está à disposição do governo brasileiro para ajudar, no que for possível, na recuperação do crescimento econômico do país. Para Azevêdo, a retomada do crescimento não será um processo imediato, que vá ocorrer “da noite para o dia”.
Azevêdo disse que também colocou Temer a par das negociações no âmbito da OMC. “Vim, mais uma vez, aprofundar o diálogo entre o governo brasileiro e a OMC, que continua sempre interessada em avançar no diálogo com o Brasil e facilitar a inserção do país no comércio internacional”, disse Azevêdo em entrevista no Palácio do Planalto.
Questionado sobre a atual situação do país, o diretor-geral da OMC respondeu que esse é um momento de “turbulência” e “recessão” para o país. “Não é um momento fácil para o país. É um momento de turbulência em todas as áreas, na área econômica, em particular. A recessão não é pequena, não é uma coisa de que se possa ignorar a profundidade, a importância. Mas acho que ninguém no Brasil, muito menos no governo, ignora essa situação e estão todos trabalhando para reverter isso no mais curto prazo possível.”
José Serra
Roberto Azevêdo negou que haja discrepâncias entre suas posições como diretor-geral da OMC e as do ministro das Relações Exteriores, José Serra, ao ser questionado sobre trechos do discurso de posse do chanceler que foram interpretados por alguns como críticas à organização. Azevêdo disse não ter visto críticas à OMC na fala de Serra.
O diretor da OMC se disse "perplexo" com notícias sinalizando que ele e Serra estariam em oposição. "Nem eu, nem ele entendemos isso, porque falamos exatamente a mesma coisa: que o Brasil tem que procurar avançar no comércio internacional, em abertura de mercados, em qualquer via que permita que isso aconteça.”
E completou “É muito importante que fique claro que não tem nenhuma discrepância de visão entre o diretor-geral [da OMC] e o ministro de Estado das Relações Exteriores. Estamos perfeitamente afinados e amanhã até vamos conversar.”
Agência Brasil
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OMS: doações de sangue precisam aumentar em mais da metade dos países
Andreia Verdélio - Repórter da Agência Brasil
Segundo a entidade, cerca de 108 milhões de doações de sangue são colhidas anualmente, metade delas em países de alta rendaArquivo/Agência Brasil
No Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado hoje (14), a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que as doações voluntárias e não remuneradas precisam aumentar rapidamente em mais da metade dos países para garantir um suprimento confiável de sangue seguro para os pacientes.
Segundo a entidade, são colhidas anualmente 108 milhões de doações, metade em países de alta renda, onde estão menos de 20% da população do mundo. A taxa média de doação de sangue é nove vezes maior em países de alta renda do que nos de baixa renda.
O tema da campanha este ano - “O sangue nos une. Compartilhe vida, doe sangue” - destaca a solidariedade e o vínculo entre doador e paciente e chama a atenção para o papel dos sistemas de doação voluntária no sentido de incentivar as pessoas a cuidar umas das outras e a promover a coesão da comunidade.
Segundo a entidade, apenas 62 países têm o total do seu fornecimento de sangue a partir de doadores voluntários. Trinta e quatro países ainda dependem em mais de 75% do seu estoque, de doadores familiares e até mesmo dos doadores pagos.
Entretanto, em muitos países, a procura excede a oferta, segundo a OMS, e os serviços enfrentam o desafio de tornar o sangue disponível suficiente para o atendimento e, ao mesmo tempo, garantir a sua qualidade e segurança. Para a entidade, um suprimento adequado só pode ser assegurado por meio de doações regulares, de voluntários e não remunerados.
A organização diz que esses dadores são a base de um suprimento de sangue seguro, porque estão associados a baixos níveis de infecção que pode ser transmitida em transfusões, incluindo o HIV e os vírus da hepatite. Segundo a OMS, 25 países são incapazes de rastrear todo o sangue doado, em relação a essas infecções, devido à oferta irregular de kits de teste, à falta de pessoal, a kits de má qualidade ou à falta de qualidade básica em laboratórios.
A OMS recomenda que todos os países estabeleçam serviços de fornecimento de sangue com base em doações voluntárias não remuneradas. A doação feita por 1% da população pode atender à maioria das necessidades básicas de sangue de uma nação.
De acordo com o Ministério da Saúde, 1,8% da população brasileira doam sangue e, desses, mais de 50% são voluntários. Entre 2013 e 2014, houve aumento de 5% na coleta de bolsas de sangue no país, passando de 3,5 milhões para 3,7 milhões. Ainda assim, é preocupação da pasta sensibilizar e fidelizar novos doadores.
O Dia Mundial do Doador de Sangue é celebrado anualmente desde 2004.
Tratamentos
O sangue inteiro ou outros componentes sanguíneos, como células vermelhas, plaquetas, plasma, podem ser usados para tratar diversas doenças, entre elas a Falciforme e a Talassemia, além de doenças oncológicas variadas que necessitam de transfusão frequentemente. O sangue também é essencial em cirurgias eletivas e situações de emergência, como acidentes, conflitos, catástrofes naturais e partos. Cada doação voluntária pode salvar até três vidas.
No Brasil, podem doar pessoas com peso mínimo de 50 quilos, que tenham entre 18 e 69 anos. Também são aceitos candidatos à doação de sangue com idade entre 16 e 17 anos, havendo o consentimento formal do responsável legal. O candidato não deve estar cansado, não ter ingerido bebida alcoólica nas 12 horas anteriores à doação e não estar em jejum.
Segundo o Ministério da Saúde, para a segurança do receptor do sangue estão impedidos de doar aqueles que tiveram diagnóstico de hepatite após os 11 anos de idade, pessoas que estão expostas a doenças transmissíveis pelo sangue como aids, hepatite, sífilis e doença de Chagas, usuários de drogas, aqueles que tiveram relacionamento sexual com parceiro desconhecido ou eventual sem uso de preservativos, e mulheres grávidas ou amamentando.
A página do ministério tem a lista dos hemocentros do país.
Agência Brasil
Em São Paulo, moradores de rua tentam driblar frio se juntando na hora de dormir
Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil
Pessoas em situação de rua na Praça da Sé, região central, enfrentaram temperatura de 0°C nesta madrugada (13/6). Foi a madrugada mais fria dos últimos 12 anos Rovena Rosa/Agência Brasil
Para se abrigar do frio intenso que tem atingido a capital paulista nos últimos dias, os moradores de rua contam ter recorrido a algumas estratégias como: aproximar-se uns dos outros na hora de dormir, a proteção de barracas de camping que lhes foram doadas, a improvisação de barracas com lonas pretas, a proteção de marquises que ajudam a espantar o frio ou o reforço nos cobertores e caixas de papelão. Nesta madrugada, a cidade registrou 0°C, na estação meteorológica da Capela do Socorro, na zona sul. Foi a temperatura mais baixa em 12 anos, medida pelo Centro de Gerenciamento de Emergência (CGE).
Alguns moradores disseram à reportagem da Agência Brasil que os amigos que encontram nas ruas também ajudam a espantar o frio.
Apesar das baixas temperaturas, muitos evitam ir aos centros de acolhida à noite, e as razões são as mais diversas. Vão desde o fato da rede municipal ser insuficiente, passando pelo fato de algumas estarem muito distantes do centro da capital ou do local onde atualmente eles se encontram até o fato de as redes de acolhimento não aceitarem cachorros – suas companhias constantes.
Eles reclamam também que, nos centros de acolhida, não há um local adequado onde eles possam deixar, por exemplo, os carrinhos onde depositam os materiais recicláveis que eles vão recolhendo pelas ruas da capital e que os ajudam no sustento do dia a dia. Há também os que reclamam dos horários que são estabelecidos nos centros de acolhida.
O catador de produtos para reciclagem José Hortencio dos Santos, 41 anos, é morador de rua há quatro anos. “Trabalho o dia inteiro e um pouco de noite, até meia-noite ou 1h da manhã. Trabalho na região do centro ou em Santa Cecília. Onde posso ir, eu vou. Faço isso há dois anos já”, relatou.
A reportagem encontrou José Hortencio na Praça da República, mas ele costuma passar a noite próximo à estação do metrô São Bento. “Procuro uma marquise para não me molhar, né? No frio, a gente dá um jeito de arrumar umas cobertas e se enrolar. Visto uma blusa, duas ou três e aí dá para passar a noite”.
Santos falou que não vai para um centro de acolhida porque lá não aceitam o seu cachorro. E também porque não teria onde deixar o carrinho com os produtos de reciclagem que vende. “No albergue não pode porque tenho uma carroça para trabalhar e um cachorro. E lá não aceita”, disse o morador que, no entanto, não se queixa do auxílio da prefeitura, que inclui o lugar pra dormir e a comida. “A prefeitura já está fazendo o suficiente que é dar o pouso e a comida. Mas não é qualquer pessoa que pode ir para o albergue. Tem uma carroça ou cachorro e não tem onde deixar, aí é problema da pessoa”.
Saiba Mais
Sheila Duarte Amorim, 32 anos, vive desde os 12 nas ruas. Há 15 dias, ela vive em uma barraca de camping que foi instalada embaixo do Viaduto da Major Diogo, na região da Bela Vista, no centro da cidade. “Ganhei uma barraca aqui. Durmo aqui, acordo e vou para a escola, para os meus cursos”, contou ela, que atualmente, está fazendo um curso para auxiliar de limpeza e de conservação de ambientes. Para enfrentar o frio, ela conta que tenta “se proteger ao máximo”. “Mesmo com uma ou duas cobertas não adianta. O frio bate. E quando ele bate, a gente, que tem uma vulnerabilidade de rua, sofre bastante com isso. Estou me cobrindo com mais de uma manta, mais de um cobertor”, disse.
O desempregado Milton Sérgio, 36 anos, que vive atualmente de bicos, mora há quatro semanas em um coreto na Praça da República, no centro de São Paulo, com outros moradores de rua. “Tem feirinha de domingo aqui, a gente vai lá e desmonta as barracas e consegue algum dinheiro. Não roubamos ninguém aqui”, disse. Nos dias frios, contou, ele e os demais moradores de rua que vivem ali se aproveitam, principalmente, das doações. “É triste. Mas, aqui, a gente é muito unido. Pegamos uma esfirra e dividimos em quatro ou seis. Tem marmitas que o pessoal também dá pra gente. Tem cobertores também. No sábado, trouxeram uns cobertores e roupas para o pessoal. Quando está muito frio, a gente se une. E aí a gente se aquece”, disse Milton, relatando que a união na hora de dormir também ajuda.
Milton também alegou a distância do abrigo em relação ao centro da cidade para explicar o porquê de dormir na rua. “Em albergue, muitas vezes, eles te deslocam para um lugar muito longe. Aí você tem que voltar andando e é muito complicado. Aqui temos um lugar para pegar água, temos um lugar onde um rapaz pega comida, banho a gente toma em uma tenda na 9 de Julho [avenida no centro da capital]”, relata o morador de rua que mostrou os amigos que buscam alimento e água para todos.
Já na Praça Princesa Isabel, também no centro da capital, a reportagem se deparou com Maria, 50 anos, e João, 21 anos, [nomes fictícios que foram usados para preservar a identidade já que as famílias de ambos não sabem que eles vivem nas ruas]. Ambos estavam enrolados em um cobertor e sentados sobre outro cobertor, que foi estendido na grama. Maria está desempregada e carrega consigo todos os documentos para quando conseguir algum trabalho. Ela conta que foi casada, teve filhos e sua família vive em Santos, no litoral paulista. Morando atualmente na rua, ela conta que os dias de frio “estão sendo puxados”. “Muito frio. Temos muita coberta e dormimos não aqui, mas do outro lado [da rua], onde é mais coberto”.
Para ela, a prefeitura poderia fazer mais pelos moradores de rua. “Podia sim, para quem quer uma outra oportunidade e tem objetivo bom, dar uma chance para a pessoa trabalhar, ter um serviço”.
Seu amigo João está nas ruas há quatro meses. “Eu vim da Bahia, atrás de emprego. Cheguei aqui e nada”, disse. Enquanto escreve músicas em seu caderno, João relata como enfrenta o frio. “Está difícil, hein? Se não tiver coberta, passa frio. Tem dias que conseguimos almoçar e tem dias que a gente não janta porque não é todo dia que passa a doação. Mas hoje já almoçamos”. João prefere não ir para um centro de acolhida porque não se sente bem lá. “Albergue eu não gosto não. Albergue não presta. É ruim. Tudo lá é zuado. A comida é pouca”.
Mortes por causa do frio
Desde a última quinta-feira (9), quatro moradores de rua já morreram em São Paulo. As causas da morte ainda estão sendo investigadas, mas a Arquidiocese de São Paulo acredita que a razão são as baixas temperaturas. Com recordes de frio, São Paulo registrou 0ºC hoje (13), às 3h30, o que deixa os moradores de rua ainda mais vulneráveis.
O catador José Hortencio dos Santos, o primeiro ouvido hoje pela reportagem quando vinha o fim da tarde e o início da noite já trazendo uma temperatura mais baixa, soube das mortes dos moradores de rua. Para ele, não havia alternativas para eles que não fosse tentar enfrentar o frio. “A pessoa não está tendo condições para estar em uma casa ou pagar hospedagem para passar a noite. Então o jeito é encarar o frio”, disse.
Em entrevista hoje à Agência Brasil, o frei Agostino, da Comunidade Voz dos Pobres, disse que a rede de acolhimento da cidade é insuficiente para atender os moradores de rua, que somam quase 16 mil pessoas, segundo um censo divulgado pela Secretaria Municipal da Assistência Social.
Segundo a prefeitura, a Operação Baixas Temperaturas, iniciada em 16 de maio, recolhe, em média, mais de 9 mil pessoas por dia. A administração municipal informou que ampliou em 1,2 mil as vagas nos 79 centros de acolhida da capital. No total, a cidade tem 10 mil vagas fixas.
Agência Brasil
Sisu: prazo para matrícula termina hoje
Da Agência Brasil
O Sisu seleciona candidatos às vagas em universidades federais e institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia com base na nota do Enem - UnB
Termina hoje (14) o prazo para os estudantes aprovados no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) fazerem a matrícula nas instituições de ensino. Eles devem verificar, na instituição de ensino em que foram aprovados, o local, horário e os procedimentos necessários.
O resultado está disponível para consulta napágina do programa, na internet. Para acessar o resultado, o estudante precisa do número de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2015 e da senha.
O Sisu seleciona candidatos às vagas em universidades federais e institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Participaram do Sisu os estudantes que fizeram o Enem de 2015 e não tiraram 0 na redação.
Nesta edição foram ofertadas 56.422 vagas em 65 universidades federais e estaduais e institutos federais.
Lista de espera
Está aberto o prazo para aqueles que não foram selecionados se inscreverem na lista de espera do programa. Isso pode ser feito até o dia 17 deste mês. Os candidatos que estiverem nessa lista começarão a ser convocados a partir do dia 23.
Para participar, o estudante deve acessar o sistema e, em seu boletim, clicar no botão que corresponde à confirmação de interesse em participar da lista de espera do Sisu. É importante certificar-se de que sua manifestação foi registrada. Ao finalizar a confirmação, o sistema emitirá uma mensagem.
Agência Brasil
Dinheiro na prisão
O lobista Fernando Baiano admitiu à Polícia Federal que a Odebrecht pagou a ele R$ 550 mil entre 2014 e 2015, quando estava preso. Baiano passou quase um ano detido em Curitiba, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro na operação Lava Jato, e deixou a prisão depois de fechar acordo de delação premiada.
Ele teria repassado ao presidente da Câmara afastado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), US$ 5 milhões em 2011, fruto do esquema de corrupção na Petrobras. Leia mais
Na mira da Justiça
O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) atribuiu ao senador José Agripino, presidente do DEM, movimentações financeiras suspeitas no valor de R$ 15,9 milhões, entre dezembro de 2011 e novembro de 2014.
A informação faz parte de inquérito que apura se o parlamentar recebeu propina da OAS, investigada na Lava Jato, pela construção da Arena das Dunas, em Natal, para a Copa de 2014. Leia mais
Inimigos da Lava Jato
O procurador da República Deltan Dallagnol disse que é "possível" e "provável" que a Lava Jato seja extinta.
Dallangnol disse que pessoas que estão entre as mais poderosas e influentes da República conspiram contra a operação. Leia mais
Outro investigado na lista de Temer
A Polícia Federal investiga o novo presidente dos Correios, Guilherme Campos Júnior, por falsificação de assinaturas de eleitores para a criação do PSD em 2011.
Campos Júnior, presidente em exercício do PSD, foi nomeado na semana passada pelo presidente interino, Michel Temer (PMDB). Campos nega as acusações. Leia mais
Liberados os aprovados
O resultado da primeira chamada do Prouni foi divulgado hoje, no site do programa.
Os estudantes pré-selecionados têm até o dia 20 para apresentar os documentos necessários nas instituições de ensino. Quem perder essa etapa vai estar, automaticamente, reprovado. Leia mais
'Soldado do califado'?
O Estado Islâmico reivindicou responsabilidade pelo ataque a tiros que deixou cerca de 50 mortos em uma boate gay em Orlando, nos EUA. A mensagem chamou o autor do ataque, Omar Mateen, de 'soldado do califado'.
Oficialmente, as autoridades americanas ainda investigam a motivação do ataque e não confirmaram uma ligação direta do atirador com o grupo terrorista. O presidente Barack Obama disse que não há evidências claras de que o ataque tenha partido do exterior.Leia mais
Mercado em movimento
A Bolsa abriu o dia em queda, mas inverteu o movimento e fechou em alta de 0,48%, com 49.660,79 pontos.
No mercado de câmbio, o dólar subiu 1,62%, cotado em R$ 3,487. Foi o terceiro dia seguido de alta da moeda norte-americana. Leia mais
Transmissão de cargo
O novo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse que terá como objetivo perseguir uma inflação baixa e estável para garantir a recuperação da economia. Mas disse também que a eficácia da política monetária vai depender da aprovação das medidas fiscais propostas pelo governo.
Goldfajn participou da cerimônia de transmissão de cargo hoje ao lado de Alexandre Tombini, que deixa o BC e vai para o FMI. Tombini fez um discurso no qual criticou várias vezes a política fiscal do governo Dilma. Leia mais
Venda bilionária
A Microsoft anunciou um acordo para comprar a rede social LinkedIn por US$ 26,2 bilhões. Esse valor é maior que os US$ 22 bilhões pagos pelo Facebook na compra do Whatsapp.
O LinkedIn é a maior rede social para profissionais do mundo, com 433 milhões de inscritos. Pelo acordo, a empresa vai manter a marca, cultura e independência. A transição deve ser concluída até o fim do ano. Leia mais
Novidades no futebol
A CBF estuda a criação de um novo torneio, que seria realizado no segundo semestre e daria vaga na Libertadores.
Seria disputado entre os campeões da Primeira Liga (torneio realizado entre times da região Sul, Minas Gerais e Rio), da Copa do Nordeste, da Copa Verde (que reúne equipes das regiões Norte, Centro-Oeste e do Espírito Santo) e do Campeonato Paulista. Leia mais
Concorrência no mercado de TV
Com um ano de atraso, a GfK deve entrar no mercado brasileiro de medição de audiência em julho.
Financiada pela Record, SBT e RedeTV!, a GfK vai ser o primeiro concorrente de peso do Ibope. Leia mais
Teori manda para Moro investigações sobre Lula e anula conversa com Dilma
André Richter - Repórter da Agência Brasil
As investigações sobre o ex-presidente Lula foram remetidas para o juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba, pelo ministro do STF Teori Zavaski, que também decidiu anular uma gconversa entre Lula e a presidenta afastada Dilma Rousseff, gravada pela Operação Lava JatoFernando Frazão/Agência Brasil
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki decidiu hoje (13) remeter ao juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, as investigações sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Operação Lava Jato e anular a gravação, feita durante a operação, de uma conversa telefônica entre Lula e a presidenta afastada Dilma Rousseff.
A conversa anulada aconteceu na tarde do dia 16 de março deste ano, às 13h32, após o anúncio de que Lula assumiria o cargo de ministro da Casa Civil da Presidência da República. O diálogo consta no relatório de inteligência da Polícia Federal, que identificou Lula por
suas iniciais (LILS).
Dilma telefona para Lula e diz que enviará a ele o papel do termo de posse.
Leia a íntegra da interceptação telefônica desta conversa:
Saiba Mais
MORAES: Moraes!
MARIA ALICE: Moraes, boa tarde, é Maria Alice, aqui do gabinete da presidenta Dilma.
MORAES: Boa tarde…ô, senhora Maria, pois não!
MARIA ALICE: Ela quer falar com o presidente Lula
MORAES: Eu tô levando o telefone pra ele, então. Só um minuto, vou ver e te passo, tá? Por favor.
MARIA ALICE: Muito obrigada.
MORAES: Tá bom, de nada.
(pequeno intervalo)
MORAES: Só um minuto, senhora Maria Alice.
MARIA ALICE: Tá ok.
LILS: Alô!
MARIA ALICE: Alô, só um momento presidente.
(intervalo – música de ramal)
DILMA: Alô.
LILS: Alô.
DILMA: Lula, deixa eu te falar uma coisa.
LILS: Fala querida. Ahn.
DILMA: Seguinte, eu tô mandando o Bessias junto com o papel pra gente ter ele, e só usa em caso de necessidade, que é o Termo de Posse, tá?!
LILS: Uhum. Tá bom, tá bom.
DILMA: Só isso, você espera aí que ele tá indo aí.
LILS: Tá bom, eu tô aqui, eu fico aguardando.
DILMA: Tá?!
LILS: Tá bom.
DILMA: Tchau
LILS: Tchau, querida
Na decisão de anular a gração da conversa entre Dilma e Lula, o ministro do STF, responsável pelos processos da Lava Jato no Supremo, entendeu que a escuta deve ser retirada do processo porque foi gravada pela Polícia Federal após a decisão de Sérgio Moro que determinou a suspensão do monitoramento. De acordo com o entendimento de Zavascki, Moro usurpou a competência da Supremo, ao levantar o sigilo das conversas.
“Foi também precoce e, pelo menos parcialmente equivocada a decisão que adiantou juízo de validade das interceptações, colhidas, em parte importante, sem abrigo judicial, quando já havia determinação de interrupção das escutas”, disse o ministro.
Gravação
A ligação telefônica entre Dilma e Lula foi gravada após a decisão do juiz Sérgio Moro de determinar a paralisação das escutas pela Polícia Federal.
Na manhã do dia 16 de março, às 11h12, Moro, responsável pelo julgamento dos processos da Operação Lava Jato na 1ª instância da Justiça Federal, determinou que a Polícia Federal parasse de realizar as escutas, por entender que as diligências autorizadas por ele tinham sido cumpridas e não havia mais necessidade de continuar com o grampo.
Em seguida, às 11h44, Flávia Blanco, funcionária da 13ª Vara Federal, chefiada por Moro, entrou em contato com o delegado da Polícia Federal Luciano Flores de Lima, responsável pela investigação, e comunicou a decisão do juiz. "Certifico que intimei por telefone o delegado de Polícia Federal, dr. Luciano Flores de Lima, a respeito da decisão proferida no evento 112", comunicou a servidora.
A conversa telefônica entre o ex-presidente e Dilma foi gravada às 13h32. Nela, a presidenta telefona para Lula e diz que enviará a ele o papel do termo de posse.
Na ocasião, em nota à imprensa, a Polícia Federal informou que a interrupção das interceptações foi feita pelas operadoras de telefone. Segundo a polícia, até o cumprimento da decisão, algumas ligações foram interceptadas.
Agência Brasil
Ciclovia Tim Maia será reaberta em agosto com sistema de monitoramento
Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil
O prefeito Eduardo Paes adiantou um estudo para verificar a segurança em toda extensão da cicloviaArquivo/Fernando Frazão/Agência Brasil
A Ciclovia Tim Maia, na Avenida Niemeyer, deve ter o trecho entre o Vidigal e São Conrado reaberto ao público em 60 dias. Uma parte de 20 metros de estrutura desabou após ser atingida por fortes ondas durante uma ressaca no mar no dia 21 de abril, matando duas pessoas.
A ciclovia vai do Leblon a São Conrado, na zona sul do Rio de Janeiro. O trecho entre Leblon e o Vidigal permanece aberto. A conclusão dos estudos para refazer a obra foi apresentada hoje (13) pela prefeitura.
De acordo com o prefeito Eduardo Paes, a perícia independente foi feita pela Coppe/UFRJ e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), que investigaram as causas do acidente e apontaram soluções de engenharia. A prefeitura contratou também o escritório Casagrande Engenharia para Conformidade de Qualidade de Projeto (CQP) para validar o projeto.
As instituições indicaram falha técnica no projeto executivo, com subdimensionamento da plataforma, que não estava com peso adequado para suportar o esforço vertical da onda no local conhecido como Gruta da Imprensa.
Segundo o secretário Municipal de Obras, Alexandre Pinto, será necessário fortalecer os pilares, utilizar cargas adequadas na plataforma e fazer a ancoragem da estrutura na rocha.
“A primeira etapa, de limpeza da área atingida, está ocorrendo no momento. Também estamos fazendo a demolição dos três pilares que susptentavam a obra. Em seguida, faremos a reconstrução das fundações. Os pilares serão novos e a fundação ancorada na rocha. O tabuleiro será concretado nos pilares, ou seja, o que a gente chama de solução hiperestática, formando uma estrutura única”.
Para Alexandre Pinto, será necessário fortalecer os pilares, utilizar cargas adequadas na plataforma e fazer a ancoragem da estrutura na rochaArquivo/Fernando Frazão/Agência Brasil
O secretário informou que a obra será feita pelo consórcio construtor, formado pelas empresas Contemat e Concrejato, sem ônus adicionais aos cofres municipais.
Paes também adiantou um estudo para verificar a segurança em toda extensão da ciclovia. “Essa rechecagem é feita para o projeto de engenharia do trecho. O que estamos fazendo ainda é a batimetria de toda essa ciclovia, estudar todo o fundo [do mar]. A princípio não tem nenhum trecho que apresente o risco que aquele trecho apresentava, mas os estudos continuam com relação aos demais trechos”.
A prefeitura acrescentou que será implantado um sistema de monitoramento de ondas na cidade, que vai reforçar o alerta de ressaca da Marinha e pode indicar o fechamento da ciclovia em caso de risco. De acordo com o coordenador do Alerta Rio, Ricardo Dorsi, duas boias de monitoramento já operam na entrada da Baía de Guanabara e mais duas serão adquiridas pela prefeitura, ainda sem local definido para instalação.
“A prefeitura está fazendo gestões e estudos para instalação desse monitoramento, baseado em recomendações do INPH e da Coppe. A ideia é capacitar o Centro de Operações a monitorar e a interditar, quando for necessário, a ciclovia para ciclistas e pedestres. Esse sistema será feito em etapas. No início, vamos contar com duas boias que monitoram a altura, direção e temperatura da água”.
As interdições serão feitas com o fechamento dos oito pontos de acesso principal da ciclovia e mais um complementar, serão colocadas cancelas, correntes metálicas, placas informativas, sinais luminosos com acionamento remoto, câmaras de vídeo para monitorar visualmente as condições do mar, bem como um possível acesso de ciclista ou pedestre a local indevido.
Conforme Paes, a vontade da prefeitura é que tudo fique pronto antes da abertura da Olimpíada, prevista para o dia 5 de agosto. Entretanto, a ciclovia só será reaberta quando o sistema de monitoramento e o estudo de riscos estiverem completos.
Agência Brasil
MPF pede à Justiça suspensão dos direitos políticos de Cunha por dez anos
André Richter - Repórter da Agência Brasil *
A força-tarefa dos procuradores da Operação Lava Jato entrou hoje (13), na Justiça Federal em Curitiba, com uma ação de improbidade administrativa contra o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a mulher dele, Cláudia Cruz, o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Jorge Zelada e mais dois investigados.
De acordo com o MPF, Cunha foi beneficiário de pelo menos US$ 1,5 milhão de propina da PetrobrásArquivo/Wilson Dias/Agência Brasil
Na ação, os procuradores pedem que Cunha seja condenado à devolução de R$ 20 milhões, montante referente a valores movimentados em contas não declaradas no exterior, além da suspensão dos direitos políticos por dez anos. Se condenada, a mulher de Cunha deverá devolver o equivalente R$ 4,4 milhões por ter sido beneficiada por valores depositados em uma das contas.
De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Cunha foi beneficiário de pelo menos US$ 1,5 milhão de propina oriunda de um contrato de exploração da Petrobras no campo de petróleo em Benin, na África, em 2011. Na época, a Diretoria Internacional da estatal, responsável pelo contrato, era chefiada por Jorge Zelada, que está preso por causa das investigações.
Para os investigadores, o valor foi recebido pelo parlamentar em contas de trusts e offshores não declaradas na Suíça.
“Era tamanha a intenção do deputado federal Eduardo Cunha em ocultar a titularidade das contas mantidas na Suíça, que, em formulário próprio, solicitou encaminhamento de correspondência da instituição financeira para endereço nos Estados Unidos, sob alegação de que o serviço postal em seu país de origem não seria confiável”, afirmam os procuradores.
A ação por improbidade contra Cunha tramita na Justiça Federal por se tratar de matéria civil, que não tem relação com as imputações penais, que estão no Supremo. De acordo com a Constituição, parlamentares tem foro privilegiado no STF em questões criminais. A ação criminal contra Cunha deverá ser julgada pela Corte na semana que vem.
Por meio do Twitter, o deputado Eduardo Cunha respondeu aos procuradores afirmando que, "na ânsia de gerar fatos, sempre às vésperas do Conselho de Ética, agora propõem ação civil pública por ato de impropriedade administrativa". De acordo com o deputado, a "absurda ação não poderia jamais ser proposta contra quem não praticava atos na Petrobras". Cunha disse ainda que, "além de não ter nada a ver com os fatos, eu não era dirigente da Petrobras e recorrerei disso, bem como da distribuição, em Curitiba, que detém somente foro criminal, não cível".
Agência Brasil
Meirelles cobra empenho do Congresso para aprovar medidas fiscais
Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil
A aprovação pelo Congresso Nacional das propostas que pretendem conter o crescimento de despesas obrigatórias do governo é essencial para que o país retome o crescimento, disse hoje (13) o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Durante a transmissão de cargo para o novo presidente do Banco Central, Ilan Godfajn, o ministro cobrou empenho dos parlamentares em relação ao pacote fiscal que será enviado pelo governo esta semana.
O pacote inclui projetos que já estão em tramitação no Congresso, como a renegociação da dívida dos estados, e a proposta de criar um teto para o crescimento dos gastos públicos, que será encaminhada nos próximos dias. Entre as medidas de ajuste, também está a reforma da Previdência Social, ainda sem data para ser enviada ao Legislativo.
Segundo Meirelles, o país precisa urgentemente conter a expansão dos gastos públicos para recuperar a confiança dos agentes econômicos e retomar o crescimento. “Se nos últimos anos, a política fiscal expansionista dificultou o combate à inflação, agora fará o oposto. Para que isso venha ocorrer, programa fiscal precisa ser aprovado pelo Congresso e depois implementado”, destacou.
Saiba Mais
Para o ministro, o país não tem condições de continuar a expandir o gasto público. “Persistir nessa trajetória insustentável para o gasto não é opção. Não temos esse direito. Nenhuma nação é capaz de crescer de forma sustentada sem ser capaz de controlar o orçamento. Nos últimos anos, vivemos sob a ilusão de que éramos capazes de transferir gastos para o futuro. E esse futuro está chegando”, advertiu.
De acordo com Meirelles, o país atravessa um momento de maior importância, que exige desafios para toda a população. “Como temos deixado claro, o desafio urgente é o estancamento do processo de deterioração da nossa economia para colocá-la em trajetória de crescimento, gerando emprego, renda e bem-estar. A trajetória não será fácil, mas o diagnóstico está correto.”
O ministro ressaltou que o compromisso com a sustentabilidade fiscal levará à recuperação da confiança em relação à economia, mas reconheceu que o processo será longo. “Não há soluções fáceis. Desequilíbrios não serão instantaneamente revertidos. Os resultados aparecerão à medida que a gente implemente medidas que precisam ser compreendidas pela sociedade”, disse.
Paralelamente à contenção dos gastos públicos, Meirelles informou que o governo pretende trabalhar para aumentar a produtividade e melhorar o ambiente de negócios. “Somente assim, seremos capazes de converter a recuperação cíclica em um processo sustentado de crescimento”, acrescentou.
Empossado na última quinta-feira (9), Ilan Godfajn recebeu o cargo do ex-presidente do órgão, Alexandre Tombini. Durante o discurso, Meirelles confirmou que Tombini assumirá o posto de representante do Brasil no Fundo Monetário Internacional e defendeu a autonomia do Banco Central, com o mínimo de interferência política nas decisões da autoridade monetária.
“A inflação baixa é pré-requisito para crescimento sustentável. Fui um dos mais árduos defensores da autonomia para o Banco Central. É fundamental que a autonomia não só exista, mas seja percebida pelos agentes econômicos”.
Agência Brasil