Assassino em série

Um assassino em série (também conhecido pelo nome em inglês, serial killer) é um tipo de criminoso de perfil psicopatológico que comete crimes com uma certa frequência, geralmente seguindo um modus operandi e às vezes deixando sua "assinatura", como por exemplo coleta da pele das vítimas - no caso de Ed Gein. Curiosamente, os Estados Unidos, com menos de 5% da população mundial, produziu 84% de todos os casos conhecidos de serial killers desde 1980.
Muitos dos que foram capturados aparentavam ser cidadãos respeitáveis - atraentes, bem sucedidos, membros ativos da comunidade - até que seus crimes foram descobertos. Geralmente os serial killers demonstram três comportamentos durante a infância, conhecidos como a Tríade MacDonald:[1] [2]
A melhor definição de assassinato serial foi publicada pelo Instituto Nacional de Justiça em 1988:
"Uma série de dois ou mais assassinatos cometidos como eventos separados, normalmente, mas nem sempre, por um infrator atuando isolado. Os crimes podem ocorrer durante um período de tempo que varia desde horas até anos. Quase sempre o motivo é psicológico, e o comportamento do infrator e a evidência física observada nas cenas dos crimes refletiram nuanças sádicas e sexuais."[3]


Modelação estatística do risco de assalto no software livre CrimeStatdesenvolvido pelo National Institute of Justice (EUA)
Existem basicamente dois tipos de serial killers: os do "tipo organizado", sujeitos que normalmente exibem inteligência normal e conseguem se inserir bem à sociedade, são muito mais difíceis de serem pegos, visto que planejam seus crimes, não costumam deixar provas e podem ter uma vida aparentemente normal com esposa/marido, filhos e emprego, muitas vezes de alto nível, podem chegar mesmo a concluir nível superior. Já os "tipo desorganizados", são impulsivos, não planejam seus atos, costumam usar objetos que encontram no local do crime e muitas vezes os deixam para trás deixando muitas provas.[4]
Outra classificação é a proposta por Blackburn (1998)[5] que desenvolveu uma tipologia para os subtipos de psicopatas, inclusive considerando o aspecto anti-social como se tratasse de um dos sintomas possíveis de estar presente em certos casos. Inicialmente ele fez uma distinção entre dois tipos de psicopatas e ambos compartilhando um alto grau de impulsividade: um Tipo Primário, caracterizado por uma adequada socialização e uma total falta de perturbações emocionais, e um Tipo Secundário, caracterizado pelo isolamento social e traços neuróticos.
Apesar de serem referências de um modelo patológico de agressão, a personalidade sociopata necrófila e/ou sádica, tal como diagnosticado por Fromm [6] correspondem as características do ditador Adolf Hitler (18891945), detalhadamente analisado em seu livro (o.c.) e de outros personagens sabidamente cruéis feito o cangaceiro brasileiro, vulgo Lampião (18981938) e outros personagens históricos tipo os imperadores romanos Nero (54 - 68) e Calígula (37 - 41). Observe-se, porém que a compreensão de cada personalidade deve ser devidamente contextualizada política e sócioculturalmente antes de tentativa de enquadramento num diagnóstico psiquiátrico de psicopatia ou perversão. Essa contextualização é o que permite diferenciar o matador contumaz e lúcido, que na época e local ou grupo social, onde viveram são considerados normais ou líderes, do serial killer isolado socialmente não diferenciados por quantidades de mortes que produzem (não considerando o efeito multiplicador da sua condição de líder) ou natureza de sua agressividade sádica.

Índice

 

Incidência e histórico de casos



Anthony Perkins, interpreta Norman Bates, o empalhador matricidaque se dizia vítima de sua própria armadilha, no filme Psicose de Alfred Hitchcock.
Face à dificuldades de identificação dos potenciais agressores, bem como do espectro variado de suas manifestações uma estratégia de estimar sua incidência ou prevalência incidência, que nesse caso são equivalentes pela cronicidade do quadro é calcular a incidência global do transtorno de personalidade na população geral que segundo revisão de Morana et al [7] varia entre 10% e 15%, sendo que cada tipo de transtorno contribui com 0,5% a 3%. Entre os americanos adultos, 38 milhões apresentam pelo menos um tipo de TP, o que corresponde a 14,79% da população. Esse tipo de transtorno específico de personalidade é marcado por uma insensibilidade aos sentimentos alheios. Quando o grau dessa insensibilidade se apresenta elevado, levando o indivíduo a uma acentuada indiferença afetiva, ele pode adotar um comportamento criminal recorrente e o quadro clínico de TP assume a forma de psicopatia.
Não há como enumerar a incontável lista de serial killers, num passado tão tumultuado e violento como o da humanidade. O método clínico baseia-se na análise de histórias de vida, a título de exemplo observe-se os casos mais conhecidos, cruéis e bizarros que são:
Foi um serial killer com o pseudônimo de Green River killer (Assassino do Rio Verde), considerado o assassino mais prolífico da história norte-americana. Matou mais 80 mulheres sendo elas prostitutas, ele disse que matou essas 80 mulheres para largar a raiva em certas horas que as suas mulheres o irritaram. Os crimes aconteceram nos anos 1980 até os anos 2000, tendo conseguido enganar a polícia por 14 anos. Gary estrangulava as vítimas normalmente com as mãos mas às vezes usava algum tipo de corda ou tira e jogava seus corpos em lixões e ravinas.[8] Viveu em Seatle e foi casado com Judith Mawson, que também foi enganada por ele. Foi condenado à prisão perpétua em 2003 após ter confessado 49 dos 80 assassinatos.
Década de 1970. Esse sociopata contrasta com a imagem que temos de um "louco homicida". Era atraente, autoconfiante, politicamente ambicioso, bem sucedido com uma ampla variedade de mulheres. Tinha temperamento explosivo e imprevisível e boas notas na época da escola. Entrou para a faculdade, trabalhando meio período numa linha direta para suicidas, assumindo assim sua aparência de respeitável membro da sociedade. Em 1974 faz sua primeira vítima, dando início a uma série de assassinatos brutais. Seu padrão eram mulheres jovens, atraentes, com cabelos escuros na altura do ombro e repartidos no meio, todas muito parecidas fisicamente. Ted foi executado em cadeira elétrica em 1989, confessando de 20 a 30 assassinatos.
Década de 1970/1980. Serial killer de manifestação tardia colocou a culpa em sua infância sofrida com o regime soviético. Tinha grau universitário, esposa, dois filhos. Era um "homem inserido na sociedade". Chamava-se de "besta louca" e "erro da natureza". Seu primeiro crime foi em 1978 quando já tinha 42 anos. Seus crimes eram extremamente cruéis, a ponto de ser apelidado de o "Estripador de Rastov". Tinha padrões de canibalismo que negou com algumas vítimas, muitas encontradas faltando órgãos. Suas vítimas eram mulheres e crianças jovens de ambos os sexos. Já na prisão, confessou 55 homicídios, foi condenado à morte e executado com um tiro.
Década de 1980/1990. De significativo em sua história de infância, foi molestado por um garoto vizinho aos oito anos e seus pais tinham brigas ferozes depois de separados. Tinha um padrão de comportamento exibicionista. Em sua mente doentia, criou a ideia de criar zumbis que seriam seus brinquedos sexuais vivos, para isso, fazia buracos nas cabeças das vítimas escolhidas e pingava líquidos cáusticos nas feridas, tentando assim destruir a vontade da vítima. Experimentou segundo ele, canibalismo com pelo menos um corpo, embora dissesse que não era sua prática comum. Foi condenado à prisão perpétua, tendo sido morto na prisão em 1994.
Década de 1970. Seu pai, um tirano, alcoólatra era crudelíssimo com ele espancando-o brutalmente e chamando-o de menininha estúpida e inútil, fazendo-o crescer duvidando de sua masculinidade. Formou-se em administração e chegou a casar-se por duas vezes. Fazia festas em sua casa quando se vestia de palhaço tendo ficado conhecido desta forma por muitos. Não tinha padrão ao escolher suas vítimas que podiam ser conhecidas ou não, ele as estrangulava e guardava-as em casa. Foram tantas vítimas que ficou sem espaço passando a desovar num rio próximo de casa. Foi preso e recebeu sentença de prisão perpétua por 33 assassinatos. A pena capital foi restabelecida em seu estado tendo sido executado por injeção letal em 1994.
Década de 1950. Seus crimes inspiraram o filme Psicose e embora muitos o tenham excedido em número de mortes, nunca se viu nada semelhante no campo da "aberração mental". Sempre teve dúvidas de sua masculinidade tendo pensado em amputar seu pênis, mas decidiu-se para tornar-se mulher frequentar cemitérios retirando corpos ou partes deles e usando como decoração em sua casa. Em ocasiões especiais, usava o pedaço mais fino para usar em casa, vestia vestes completas feitas com os órgãos que retirava. Mas precisava de mais e em 54 começou a matar. Preso, confessou dois assassinatos e o roubo dos túmulos, porém o número parece ter sido maior, inclusive o de seu irmão. Morreu em um manicômio judiciário. Atente-se que sem dados psicossociais padronizados, uma comparação científica de natureza sociológica ou psicológica não oferece resultados relevantes. A moderna criminologia tem proposições de desenvolvimento dessa padronização. Os estudos em criminologia têm como finalidade, entre outros aspectos, determinar a etiologia do crime, fazer uma análise da personalidade e conduta do criminoso para que se possa puni-lo de forma justa (que é uma preocupação da criminologia e não do Direito Penal), identificar as causas determinantes do fenômeno criminógeno, auxiliar na prevenção da criminalidade; e permitir a ressocialização do delinquente.[9] Sendo que no caso dos transtornos de personalidade antissocial são considerados incuráveis inimputáveis e requerem medidas de segurança para defesa da sociedade.[10]

Assassinos em série em países lusófonos

No Brasil
  • João Acácio Pereira da Costa - conhecido como "Bandido da Luz Vermelha" - Assassino notável pela crueldade e frieza.
  • Pedro Rodrigues Filho - conhecido como "Pedrinho Matador" - Acumula mais de 100 homicídios e já foi condenado a quase quatrocentos anos de prisão, a maior pena privativa de liberdade já aplicada no Brasil.
  • Francisco Costa Rocha - conhecido como "Chico Picadinho" - Esquartejava os corpos das vítimas.
  • Marcelo Costa de Andrade - conhecido como "Vampiro de Niterói" - Acusado de ter matado cerca de catorze meninos nas redondezas de Itaboraí.
  • Fortunato Botton Neto - conhecido como o "Maníaco do Trianon", foi um garoto de programa, assassino em série que matava e roubava seus clientes homossexuais no Parque do Trianon, próximo à Avenida Paulista, em São Paulo.
  • Francisco de Assis Pereira - conhecido como "Maníaco do Parque" - Estuprava e asfixiava as mulheres que seduzia.
  • Adimar Jesus da Silva - conhecido como "Maníaco de Luziânia" - Acusado de matar e estuprar 6 jovens entre 13 a 19 anos.
  • Marcos Antunes Trigueiro - conhecido como o "Maníaco do Industrial" ou "Maníaco de Contagem" estuprou e assassinou cinco mulheres entre 17 de abril de 2009 e 26 de fevereiro de 2010.
  • Francisco das Chagas Rodrigues de Brito - Acusado de assassinar e emascular 41 meninos nos estados do Pará e do Maranhão, entre os anos de 1989 e 2003. Os assassinatos ficaram conhecidos como O Caso dos Meninos Emasculados, e ele ficou conhecido como a "Águia Mansa", já que se fez de bonzinho para enganar suas vítimas.
  • José Vicente Matias - conhecido como "Corumbá" - Acusado de estuprar, matar e esquartejar 6 mulheres entre 1999 e 2005 nos estados de Goiás, Bahia, Maranhão e Minas Gerais.
  • Laerte Patrocínio Orpinelli - conhecido como "Maníaco da Bicicleta" - Acusado de estuprar e matar pelo menos 10 crianças no interior de São Paulo.
  • Tiago Henrique Gomes da Rocha - confessou o assassinato de 39 pessoas na cidade de Goiânia, entre 2011 e 2014.
Em Portugal
  • António Luís Costa - Antigo militar da GNR que matou 3 mulheres. Único assassino em série português do século XXI.
  • Estripador de Lisboa - Assassino em série de três mulheres na área de Lisboa. Nunca foi identificado.
  • Luísa de Jesus - Única mulher portuguesa assassina em série no século XVIII que matava bebês.
  • Diogo Alves - conhecido como o assassino do Aqueduto das Águas Livres foi o último homem condenado à morte em Portugal, nasceu em Espanha mas veio viver para Portugal muito novo (século XIX)[11] .
  • Francisco Leitão, conhecido como Rei Ghob.[12]
  • Vítor Jorge - matou cinco pessoas e depois assassinou a mulher e filha à facada. Foi preso no mesmo dia. O caso foi chamado de Massacre na Praia de Osso da Baleia.

Outros assassinos em série no mundo



Ottis Toole

Atiradores a esmo

A tipificação dos crimes e delitos é um exercício comum às ciências jurídicas, sociais e à psicologia. Uma possível classificação de perversões ou psicopatologias que tem como consequência uma multiplicidade de vítimas é a identificação de uma categoria para o criminoso, tal como criada a categoria dos serial killers. Um exemplo típico é o criminoso que atira a esmo (shoothing away), aparentemente sem a escolha típica de um perfil identificador ou biotipo onde focaliza sua atenção e/ou o seu ódio. Esse padrão criminoso distingue-se do genocídio e atos terroristas e outras formas do assassínio em massa por ser uma escolha individual (algumas vezes de duplas ou pequenos grupos) mas são crimes igualmente pré-meditados e planejados, confundem-se, também, com a categoria mórbida do suicídio ampliado, ou seja crimes passionais seguidos de auto-destruição e/ou o ataque-suicida. Nina Rodrigues (1862-1906), um dos primeiros pensadores brasileiros sobre os massacres coletivos, considerava o crime a dois, tipo o de Columbine, 1999, a forma embrionária dos crimes em massa, já sendo possível identificar-se a condição de líder e liderado bem como a presença de "ideologia" ou crença motivadora.[13] ocerco à escola de Beslan, por outro lado é um outro exemplo onde não se distingue nitidamente a ação individual da coletiva.
Observe-se que toda categorização é imperfeita, mas deve ser realizada para que melhor se possa tentar prevenir ou controlar tais fenômenos. A relação abaixo apresentada, por exemplo, pode ser compreendida ou modificada pela idade e tipo de motivação do agressor ou mesmo pelo local da escolha da vítimas (escolas, shoppings, cinemas, estradas, etc.):[14] [15]
  • Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, atacou estudantes e funcionários na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro, 12 crianças e adolescentes (dez meninas e dois meninos) morreram, além do atirador, que cometeu suicídio, e 17 ficaram feridas (7 de abril de 2011)
  • Tristan van der Vlis, de 24 anos, matou 6 pessoas a tiros em um shopping center lotado na cidade holandesa de Alphen aan den Rijn e depois se suicidou. (10 de abril de 2011).[16]
  • Cho Seung-hui de 23 anos, sul-coreano matou 32 pessoas e se suicidou na universidade Virginia Tech. Vivia legalmente nos Estados Unidos com seus pais há 14 anos, desde setembro de 1992 e vivia em Centreville, Virginia. (17 de abril de 2007) [17]
  • Dale S. Hausner, 33 anos e Samuel John Dieteman, 31 conhecidos na polícia e imprensa como responsáveis por pelo menos 8 homicídios e 29 tiros (tentativas) disparados aleatoriamente de dentro de um carro em pedestres que pedalavam ou caminhavam. Ocorreram em Phoenix, Arizona, Estados Unidos, entre maio de 2005 e julho de 2006.[18]
  • Robert Steinhäuser, de 19 anos, invadiu a escola da qual havia sido expulso e matou 14 professores, dois estudantes e um policial em um tiroteio na escola Gutenberg de ensino médio na cidade de Efurt, Alemanha. Matou ao todo 17 pessoas, cometendo suicídio em seguida. (26 de abril de 2002) [19]
  • John Allen Muhammad de 42 anos e Lee Boyd Malvo 17 foram responsáveis por 16 mortes escolhidas aleatoriamente num episódio conhecido como Ataques a Tiros em Beltway. Os crimes possuíam motivação política terrorista, ocorreram durante três semanas de outubro de 2002.
  • Eric Harris e Dylan Klebold, de 18 anos e de 17 anos respectivamente, invadiram a escola que frequentavam, deixando 13 alunos mortos e depois se mataram. O crime aconteceu no Instituto Columbine, em Littleton no estado norte-americano do Colorado. (20 de abril de 1999)
  • Mateus da Costa Meira, estudante de medicina de 24 anos, matou três pessoas e feriu outras seis ao atirar com uma submetralhadora Uzi calibre 9 mm na sala nº 5 do cinema do Morumbi Shopping, na zona sul de São Paulo onde passava o filme "Clube da Luta". O estudante, do 6º ano, entrou na sala de exibição após ter disparado contra o espelho de um dos banheiros e começou a atirar a esmo. (10 de novembro de 1999) [20]
  • James Eagan Holmes, 24 anos, formado em Neurociência pela Universidade da Califórnia-Riverside, invade uma sala de cinema de um shopping em Aurora (Colorado), EUA, atirando a esmo durante a sessão de lançamento do filme The Dark Knight Rises (Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge). Doze pessoas morreram e cinquenta e oito ficaram feridas, onze delas com gravidade. Este ataque ficou conhecido como o Massacre de Aurora.
  • Adam Lanza, 20 anos, em 14 de dezembro de 2012 atira em sua mãe, matando-a em sua residência e depois invade uma escola de ensino fundamental na cidade de Newtown, Estado de Connecticut, EUA, atirando dentro de duas salas de aula e matando 20 crianças e mais 6 adultos, cometendo suicídio em seguida. A escola era a mesma em que Adam havia cursado o ensino básico e onde sua mãe lecionava. Adam era tido como um jovem tímido, solitário e muito inteligente.[21]
Não atiradores com padrão de "escolha" aleatório
  • Tomohiro Kato (加藤智大), 25 anos, assaltante, atingiu uma multidão com o seu veículo, um 2-ton, atropelando 5 pessoas. Então, saiu de seu veículo e esfaqueou aleatoriamente pelo menos 12 pessoas com uma adaga. Ocorreu no distrito de Chiyoda Akihabara, Tokyo, Japão, em 8 de junho de 2008.
  • Andrew Kehoe, de 55 anos, membro do conselho escolar, invadiu, atirou três bombas na Bath School, em Bath Township, Michigan e detonou uma junto ao próprio corpo, matando 45 pessoas e ferindo outras 58. Antes disso, havia matado sua mulher e incendiado sua fazenda. O episódio ficou conhecido como o Massacre de Bath School (18 de maio de 1927)

Ver também

Referências

  1. Ir para cima↑ «Macdonald triad» (em inglês). Wikipedia. Consultado em 20 de setembro de 2013.
  2. Ir para cima↑ Macdonald, JM (1963). "The threat to kill". Am J Psychiatry 120: 125–130
  3. Ir para cima↑ Newton, Michael. A Enciclopédia de Serial Killers. SP,Madras, 2008
  4. Ir para cima↑ Casoy, Ilana. Serial Killer - Louco ou Cruel? SP, Ediouro, 2008 Google Livros Abril de 2011
  5. Ir para cima↑ Blackburm R - "Psychopathy ande te contributiom of pessoality to violence" em "Psychopathy", editado por Millom, Th; Simonse,m, Erik;Birket - Smith, Morten; e Davis, Roger. Guilforde Press,1998. apud: Balone, G.J. Transtornos da Linhagem SociopáticaPsiqWeb Abril 2011
  6. Ir para cima↑ FROMM, Erich. Anatomia da destrutividade humana. RJ, Guanabara, 1987
  7. Ir para cima↑ Morana, Hilda C. P.; Stone, Michael H.;Abdalla-Filho, Elias (2006). «Transtornos de personalidade, psicopatia e serial killers.Rev Bras Psiquiatr ;28(Supl II):S74-9» (PDF). Abril 2011.
  8. Ir para cima↑ Green River Killer: River of Death (em inglês)
  9. Ir para cima↑ Fernandes, Newton & Fernandes Valter. Criminologia Integrada. 2ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2002.
  10. Ir para cima↑ Piedade Junior, Heitor. Personalidade psicopática, semi-imputabilidade e medida de segurança. RJ, Forense, 1982
  11. Ir para cima↑ http://www.historiadeportugal.info/o-ultimo-condenado-a-morte-em-portugal/. Falta o|titulo= (Ajuda)
  12. Ir para cima↑ «"Rei Ghob" recorre da pena de 25 anos para o Supremo Tribunal de Justiça». Público.pt. 20/2/2013.
  13. Ir para cima↑ Rodrigues, Nina. As Coletividades Anormais RJ. Civilização Brasileira, 1939
  14. Ir para cima↑ BBC, Brasil. Cronologia: Os piores ataques a escolas nos últimos anosCOMPORTAMENTO,7 de abril de 2011
  15. Ir para cima↑ Brasil 247, Ataques a escolas já aconteceram em outros países Mundo, 7 de abril de 2011
  16. Ir para cima↑ «Gunman kills six in Netherlands shopping centre» (em inglês). BBC. 9/4/2011.
  17. Ir para cima↑ Atirado sul coreano matou 32 pessoas. «Internet Cultural». Abril 2011.
  18. Ir para cima↑ Timeline of the Crimes Attributed to Phoenix's Serial Shooters (em inglês)
  19. Ir para cima↑ Eyewitness: Erfurt massacre (em inglês)
  20. Ir para cima↑ Lima, Maurício; Zakabi, Rosana. O horror fora da tela, Estudante de medicina dispara metralhadora, mata três pessoas e fere cinco num cinema de shopping. Revista vejaEdição 1 623 - 10/11/1999 Abril 2011
  21. Ir para cima↑ Atirador forçou entrada na escola, diz polícia

Ligações externas

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Belinda Carlisle, cantora norte-americana. Saiba mais sobre ela e veja as suas fotos

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Belinda Carlisle, Los Angeles, Califórnia, 16 de Agosto de 1958) é uma cantora estadunidense e ex-integrante da banda de new wave oitentista The Go-Go's. Em carreira solo teve grande promeniência lançando clássicos da música pop como "Mad About You", "Heaven Is a Place on Earth" e "Circle in the Sand", assim como outros grandes sucessos. Em sua carreira solo vendeu mais de 7 milhões de álbuns e singles.

Filha de Howard e Joanne Carlisle a cantora é a primeira dos sete filhos do casal, três irmãos e três irmãs. Belinda foi criada em Thousand Oaks, California, foi líder de torcida e aos 19 anos de idade tinha o sonho de se tornar uma grande estrela.

Índice

The Go-Go's

Antes de ingressar na banda Belinda Carlisle integrou uma banda de punk chamada The Germs. Com a sua saída da banda Belinda co-fundou as The Go-Go's (antes chamada de The Misfits), com suas amigas e também musicistas Margot Olaverria, Elissa Bello e Jane Wiedlin. Olaverria e Bello incluíram no grupo Charlotte Caffey, que no futuro viria a trabalhar na carreira solo de Belinda, Kathy Valentine e Gina Shock.As Go-Go's tornaram-se uma das bandas femininas de maior sucesso da década de 1980 e de todos os tempos e uma das primeiras a serem totalmente formada por apenas garotas e estas empresariarem a própria carreira, logo, as integrantes assinaram contrato com a gravadoraI.R.S. Records e lançaram o single "We Got the Beat", o qual tornou-se um hino da geração oitentista e despontou nas paradas norte-americanas. O grande sucesso do single gerou o álbum Beauty and the Beat, que rapidamente atingiu a primeira posição da parada de álbuns Billboard 200 e foi aclamado pela crítica e entrou na lista dos 500 Melhores Álbuns de Todos os Tempos da conceituada revista de música Rolling Stone, outro grande do sucesso do álbum foi a faixa "Our Lips Are Sealed". Logo após surgiram os álbunsVacation em 1982, o qual emplacou a faixa título, e o último disco da banda nos anos 80 Talk Show, lançado em 1984 e que emplacou a faixa "Head Over Heels", por fim a banda dissolveu-se para seguir em projetos solo voltando somente em 2001 com o controverso álbum God Blessed The Go-Go's, o qual trazia as integrantes da banda vestidas como imagens santificadas na capa, o que causou a ira dos religiosos e o descontentamento da crítica e de muitos fãs resultando no fracasso crítico e comercial do disco.

Carreira Solo

Após o término das Go-Go's, em 1985, Belinda Carlisle seguiu em carreira solo trabalhando em parceria com a colega de banda Charlotte Caffey.

Seu primeiro álbum solo saiu em 1986 pela mesma gravadora de sua antiga banda, a I.R.S. Records. O auto-intulado Belinda emplacou o hit de verão "Mad About You", que ficou em 1# lugar na parada de singles do Canadá e em 3# na parada norte-americana Billboard Hot 100 e também foi Top 10 no chart da Austrália, logo o álbum ganhou certificado ouro nos Estados Unidos pela venda de mais 500 mil cópias e também ganhou o certificado de Platina no Canadá. As músicas deste álbum foram executadas exaustivamente em inúmeras trilhas sonoras de filmes como do longa Burglar com Whoopi Goldberg, e Mannequin.

No ano seguinte, Belinda mudou seu visual e se viu influenciada pelo pop dos anos 60 o que inspirou seu segundo álbum solo Heaven on Earth, lançado em Outubro de 1987. O disco foi um grande sucesso e ganhou certificados de Platina nos EUA, Reino Unido e Austrália, o primeiro single "Heaven Is a Place on Earth" tournou-se um hit mundial e emplacou nas primeiras posições dos charts norte-americano e britânico e recebeu uma indicação ao Grammy por Melhor Performance Vocal Pop Feminina e tornou-se a suacanção assinatura, assim sendo executada incessantemente em filmes e regravadas por inúmeros artistas transformando-se assim e um clássico da música contemporânea. Outros singles de sucesso do álbum foram as faixas "I Get Weak", que fez parte da trilha sonora internacional da telenovela brasileira Vale Tudo em 1988 e "Circle in the Sand", a qual se tornou um grande sucesso nas paradas britânicas, as faixas "I Feel Free", cover da banda Cream, "World Without You" e "Love Never Dies" também foram lançadas como singles. O vídeo da faixa "Heaven Is a Place on Earth" foi dirigido pela atriz ganhadora do Oscar Diane Keaton.

Discografia

Álbuns de estúdio

  • 1986: Belinda
  • 1987: Heaven on Earth
  • 1989: Runaway Horses
  • 1991: Live Your Life Be Free
  • 1993: Real
  • 1996: A Woman and a Man
  • 2007: Voila

Álbuns de compilação

  • 1992: The Best of Belinda, Volume 1
  • 1999: A Place on Earth: The Greatest Hits
  • 2002: The Collection
  • 2013: ICON - The Best Of

Referências

Ligações externas

Wikipédia

 

Saiba mais:

 

Belinda Carlisle - Wikipedia, the free encyclopedia
Belinda Carlisle – VAGALUME
Belinda Carlisle
Belinda Carlisle – Facebook
Belinda Carlisle (@belindaofficial) | Twitter
Música - Belinda Carlisle - Kboing Músicas Para Você Ouvir
Belinda Carlisle | New Music And Songs | - MTV.com
Belinda Carlisle Discography at Discogs

 

Belinda Carlisle - Heaven Is A Place On Earth (Official Music Video)

Enviado em 27 de dez de 2011

Belinda Carlisle - Heaven Is A Place On Earth (Official Music Video)

 

Vitimologia

Vitimologia é o estudo da vítima em seus diversos planos. Estuda-se a vítima sob um aspecto amplo e integral: psicológico, social, econômico, jurídico.

Índice

História e conceito

Apesar de várias obras anteriores que faziam referência ao comportamento da vítima nos crimes, Fritz R. Paasch opina no sentido de que o verdadeiro fundador da doutrina davítima, ou vitimologia, é Benjamim Mendelsohn, advogado em Jerusalém. Através de seus trabalhos de Sociologia jurídica (Etudes Internacionales de Psycho-Sociologie Criminelle (1956), La Victimologie, Science Actuaelle (1957)) colocaram em destaque a conveniência de estudo da vítima sob diversos ângulos, quais sejam, Direito Penal,Psicologia e Psiquiatria.
Eduardo Mayr assim conceitua:
Cquote1.svg
Vitimologia é o estudo da vítima no que se refere à sua personalidade, quer do ponto de vista biológico, psicológico e social,quer o de sua proteção social e jurídica, bem como dos meios de vitimização, sua inter-relação com o vitimizador e aspectos interdisciplinares e comparativos
Cquote2.svg
— (MAYR, Eduardo; PIEDADE, Heitor et al. Vitimologia em debate. São Paulo: RT,1990, p. 18).

Definição

A professora Lola Anyar de Castro, renomada criminóloga venezuelana, em sua obra Vitimologia - tese de doutorado publicada em 1969, citando Benjamim Mendelsohn, sintetiza o objeto da Vitimologia nos seguintes itens:
  1. Estudo da personalidade da vítima, tanto vítima de delinquente, ou vítima de outros fatores, como conseqüência de suas inclinações subconscientes.
  2. Descobrimento dos elementos psíquicos do "complexo criminógeno" existente na "dupla penal", que determina a aproximação entre a vítima e o criminoso, quer dizer: "o potencial de receptividade vitimal."
  3. Análise da personalidade das vítimas sem intervenção de um terceiro - estudo que tem mais alcance do que o feito pela Criminologia, pois abrange assuntos tão diferentes como os suicídios e os acidentes de trabalho.
  4. Estudo dos meios de identificação dos indivíduos com tendência a se tornarem vítimas. Seria possível a investigação estatística de tabelas de previsão, como as que foram feitas com os delinquentes pelo casal Glueck, o que permitiria incluir os métodos psicoeducativos necessários para organizar a sua própria defesa.
  5. Importancia busca dos meios de tratamento curativo, a fim de prevenir a recidiva da vítima.

Ver também

Bibliografia

Ligações externas

Wikcionário
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Em inglês
Em português
  • AFVV - Associação dos Familiares Vítimas de Violência.
  • CRAVI - Centro de Referência e Apoio à Vítima.
  • APAV - Associação Portuguesa de Apoio à Vítima.
  • GAVVIS - Grupo de apoio à vítima de violência sexual.

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Feminicídio




Em solenidade no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff sanciona a Lei do Feminicídio (Valter Campanato/Agência Brasil)
Feminicídio e femicídio são, frequentemente, utilizados como sinônimos para morte intencional de pessoas do sexo feminino. No entanto, há uma grande discussão, tanto teórica quanto de ativistas de movimentos de mulheres e movimentos feministas, quanto a utilização indiscriminada do termo.
Há autores/autoras que se baseiam na terminologia usada por Jill Radford e Diana Russel, em “Femicide: The Politics of Woman Killing”, de 1992. [1] Marcela Lagarde, antropóloga e feminista mexicana, utiliza a categoria feminicídio, que significa assassinato de mulheres (termo homólogo ao homicídio), mas acrescentando a ele uma significação política: a de genocídio contra as mulheres. [2]
Feminicídio é algo que vai além da misoginia, criando um clima de terror que gera a perseguição e morte da mulher a partir de agressões físicas e psicológicas dos mais variados tipos, como abuso físico e verbal, estupro, tortura, escravidão sexual, espancamentos, assédio sexual, mutilação genital e cirurgias ginecológicas desnecessárias, proibição do aborto e da contracepção, cirurgias cosméticas, negação da alimentação, maternidade, heterossexualidade e esterilização forçadas. Constitui uma categoria sociológica claramente distinguível e que tem adquirido especificidade normativa a partir daConvenção de Belém do Pará, a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher, adotada pela Assembléia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) em 09 de junho de 1994 e ratificada pelo Brasil em 27 de novembro de 1995.
Segundo Rita Laura Segato, a tentativa de Marcela Lagarde de separar as duas definições não foi efetiva, tendo em vista que os dois termos são usados indistintamente nos trabalhos sobre o tema. De maneira política, as duas categorias, femicídio e feminicídio, têm sido utilizadas para descrever e denunciar mortes de mulheres em diferentes contextos sociais e políticos. [3] Há autores que consideram “feminicídio” como uma variante de “femicídio”, tendo em vista que a definição inicial é bastante abrangente.

Índice

Características do feminicídio

  • São mortes intencionais e violentas de mulheres em decorrência de seu sexo;
  • Não são eventos isolados na vida das mulheres, porque são resultado das diferenças de poder entre homens e mulheres nos diferentes contextos socioeconômicos em que se apresentam e, ao mesmo tempo, condição para a manutenção dessas diferenças.
Para a qualificação de femicídios é necessária a superação de duas dificuldades: a distinção entre os femicídios e os crimes passionais e a demonstração de que as mortes de mulheres são diferentes das mortes que decorrem da criminalidade comum, em particular das mortes provocadas por gangues e quadrilhas.
Uma das grandes dificuldades para se qualificar os crimes de gênero é a falta de dados oficiais que permita se conhecer o número de mortes de mulheres e os contextos em que elas ocorrem. Outra dificuldade é a ausência da figura jurídica “femicídio” na grande maioria dos países, inclusive no Brasil. [4]
Femicídios ou feminicídios devem ser distinguidos dos crimes de gênero que são praticados contra a mulher em ambientes privados, por abusadores conhecidos de suas vítimas. A exploração das causas e dos contextos em que são cometidos esses crimes e a identificação das relações de poder que levam ao seu acontecimento.

Tipos de feminicídio

Femicídio íntimo: aqueles crimes cometidos por homens com os quais a vítima tem ou teve uma relação íntima, familiar, de convivência ou afins. Incluem os crimes cometidos por parceiros sexuais ou homens com quem tiveram outras relações interpessoais tais como maridos, companheiros, namorados, sejam em relações atuais ou passadas.
Femicídio não íntimo: são aqueles cometidos por homens com os quais a vítima não tinha relações íntimas, familiares ou de convivência, mas com os quais havia uma relação de confiança, hierarquia ou amizade, tais como amigos ou colegas de trabalho, trabalhadores da saúde, empregadores. Os crimes classificados nesse grupo podem ser desagregados em dois subgrupos, segundo tenha ocorrido a prática de violência sexual ou não. [4]
Femicídios por conexão: são aqueles em que as mulheres foram assassinadas porque se encontravam na “linha de fogo” de um homem que tentava matar outra mulher, ou seja, são casos em que as mulheres adultas ou meninas tentam intervir para impedir a prática de um crime contra outra mulher e acabam morrendo. Independem do tipo de vínculo entre a vítima e o agressor, que podem inclusive ser desconhecidos. [4]

História

A expressão femicídio – ou femicide como formulada originalmente em inglês – é atribuída a Diana Russel, que a teria utilizado pela primeira vez em 1976, durante um depoimento perante o Tribunal Internacional de Crimes contra Mulheres, em Bruxelas. Posteriormente, Diana Russel e Jill Radford escreveram o livro ''Femicide: the politics of woman killing'' que se tornou uma das principais referências para os estudiosos do tema. [1]
A categoria “femicídio” ou “feminicídio” ganhou espaço no debate latino-americano a partir das denúncias de assassinatos de mulheres em Ciudad Juarez – México, onde, desde o início dos anos 1990, práticas de violência sexual, tortura, desaparecimentos e assassinatos de mulheres têm se repetido em um contexto de omissão do Estado e consequente impunidade para os criminosos, conforme denúncia de ativistas políticas. [4]
Em relação à bibliografia disponível sobre a temática do feminicídio, grande parte do material é composta de relatórios feitos por ONGs feministas e agências internacionais de defesa dos direitos humanos, como a Anistia Internacional, e outras. São trabalhos cujo objetivo é dar visibilidade a essas mortes e cobrar dos Estados o cumprimento dos deveres assumidos na assinatura e ratificação de convenções e tratados internacionais para a defesa dos direitos das mulheres. Na América Latina, as duas principais convenções são a Convenção de Belém do Pará (OEA, 1994) e a Convenção para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (CEDAW, 1979).

Críticas

Com a lei do feminicídio sancionada em março de 2015,[5] que torna o assassinato de mulheres um crime hediondo, surgiram algumas críticas masculinistas em razão da lei privilegiar o sexo feminino. Agora, um homem que matar mulher por razões de gênero terá tratamento, em tese, mais drástico do que o dado à mulher que matar homem pelas mesmas razões.[6]

Ver também

Referências

  1. Ir para:a b RADFORD, Jill, and RUSSELL, Diana E. H. (Eds.) (1992). «Femicide: The Politics of Woman Killing» (PDF). New York: Twayne Publishers. p. 379. Consultado em 29 de agosto de 2013.
  2. Ir para cima↑ CARIBONI, Diana (2010). «¿Femicidio, feminicidio? El genocidio necesita un nombre en América Latina». Consultado em 29 de agosto de 2013.
  3. Ir para cima↑ SEGATO, Rita Laura (2011). «Femigenocidio y feminicidio: una propuesta de tipificación». Revista Herramienta. Consultado em 29 de agosto de 2013.
  4. Ir para:a b c d PASINATO, Wânia (2011). «“Femicídios” e as mortes de mulheres no Brasil» (PDF). Cadernos Pagu. pp. 219–246. Consultado em 29 de agosto de 2013.
  5. Ir para cima↑ «Dilma sanciona nesta segunda-feira lei que tipifica feminicídio». uol.com.br. Consultado em 27 de abril de 2015.
  6. Ir para cima↑ «Lei do feminicídio: entenda o que mudou». jusbrasil.com.br. Consultado em 27 de abril de 2015.

Ligações externas


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