GILMAR MENDES: “Com Dilma o Brasil não tinha governo”

Ministro do STF afirma que o País se estabilizará depois do impeachment e avalia que sem a Lava Jato o PT iria se eternizar no poder

Débora Bergamasco
Edição 03.06.2016 - nº 2426

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, quer aproveitar seu mandato na presidência do Tribunal Superior Eleitoral, assumido há três semanas, para discutir uma reforma política no Brasil. Ele acredita que, sem ela, casos de corrupção como o do Petrolão podem continuar levando o País a “uma democracia falseada” onde, segundo ele, “só uma força política cria condições de disputar e ganhar as eleições”. Mendes explica, numa referência clara ao PT: “Porque só ela disporia de recurso. Esse era o modelo desenhado a partir da apropriação das empresas e do modelo de governança que se instalou e se desenvolveu em relação a empresas estatais como a Petrobras”, afirmou. Segundo o ministro, o discurso de que “a Petrobras é nossa”, entoado por partidos ligados ao governo, permitiria outra leitura: “A Petrobras é ‘nossa’? ‘Nossa’ quem, cara pálida?”. Para Gilmar Mendes, a resposta encerra o óbvio ululante: “’Nossa’, do partido (PT), e nós podemos nos apropriar da Petrobras”.

ISTOÉ – Advogados do PT pretendem entrar com arguição de suspeição contra o sr. em processos que envolvam qualquer tema relacionado ao PT, à presidente afastada Dilma Rousseff e ao ex-presidente Lula. Eles estão fazendo um levantamento de suas manifestações, declarações e votos.

Gilmar Mendes – Não estou muito preocupado com isso, não. O Supremo Tribunal Federal hoje é composto por 11 ministros. A presidente Dilma até fez uma declaração esses dias dizendo que o Tribunal era composto por 12 ministros, mas são 11 e há muito tempo, né? Desses, oito foram indicados pelo governo do PT. Seriam eles todos suspeitos?

ISTOÉ – O argumento é o de que seu posicionamento seria muito crítico aos desmandos do PT…

Mendes – Eu tenho criticado os desmandos da política, inclusive no meu discurso de posse eu ressaltei os graves problemas com os quais nós estamos nos acostumando e que distorcem profundamente a luta política e a própria democracia. Não faço distinção de forças partidárias. É notório que empresas estatais, como a Petrobras, foram utilizadas por partidos que estavam no governo para fins extravagantes. Isso precisa ser reprimido, censurado, criticado e desse ponto não me afasto.

ISTOÉ – Como resolver isso?

Mendes – Sou uma das vozes que se levanta em prol da necessidade urgente de uma reforma política, para evitar a repetição dessa situação. Se esse quadro tivesse se perpetuado, muito provavelmente nós estaríamos muito próximos de um modelo de uma democracia totalmente falseada. Em que só uma força política cria condições de disputar e ganhar as eleições, porque só ela disporia de recurso. Esse era o modelo desenhado a partir da apropriação das empresas e do modelo de governança que se instalou e se desenvolveu em relação a empresas estatais como a Petrobras.

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Conversei com Temer sobre a vida institucional. Enfatizei a necessidade de dar sequência à reforma política e ele concordou

ISTOÉ – O sr. está dizendo que, até pouco antes da Lava Jato, vivíamos em uma democracia falseada?

Mendes – O País tem uma economia complexa, diversificada, o que dificulta a submissão da sociedade às determinações de uma dada força política e, portanto, isso não ocorreu. Temos o exemplo da força do agronegócio, em que há uma livre iniciativa forte. Mas houve um tipo de estatização da economia em relação à construção. Só construíram as empresas que estivessem vinculadas a dado objetivo partidário. Instalou-se um tipo de capitalismo de partido e foi isso que observamos pelos casos que as investigações estão revelando. O Estado tem uma força muito grande na economia de forma direta, com as estatais, ou indireta, com os fundos de pensão, por exemplo. Hoje, nós temos como retrato o quê? As empresas estatais falidas, os fundos de pensão com imensos déficits, com sinais de má gestão e de improbidade…

ISTOÉ – Há também um mesmo partido eleito quatro vezes…

Mendes – Isso poderia se eternizar com esse tipo de prática. Tenho a impressão de que já tinha havido informações básicas sobre o modus operandi no caso do mensalão. E hoje percebemos que o Petrolão nada mais é que uma réplica mais sofisticada e mais ousada do mensalão. Temos o debate no Brasil sobre mais Estado, menos Estado, no que diz respeito às empresas estatais, mas o discurso de que “a Petrobras é nossa”, que era feito por muitas vozes de partidos ligados ao governo, permite talvez uma outra leitura: “A Petrobras é ‘nossa’? ‘Nossa’ quem, cara pálida?”. A resposta é qual? “’Nossa’, do partido, e nós podemos nos apropriar da Petrobras”. Portanto, caminhamos para um modelo extremamente extravagante, que nada tem a ver com a nossa Constituição.

ISTOÉ – No julgamento do mensalão ficou a sensação de que o Brasil inaugurava um novo momento de combate à corrupção. E, o que se viu na sequência foi o Petrolão, um esquema ainda mais sofisticado. Depois da Lava Jato, teremos outra decepção?

Mendes – Temos que colocar isso na agenda e chamar o distinto público, as pessoas que estão discutindo política na rua, os manifestantes, para que deem atenção à reforma política. Eu tenho um duplo sentimento em relação a tudo isso que está acontecendo. De um lado, um sentimento positivo que foram as instituições que conseguiram por termo a esses abusos todos. Mas tenho uma certa frustração e perplexidade em termos de identificar a profundidade dessas mazelas. Acabamos por corromper o modelo da Lei de Responsabilidade Fiscal, comprometer a ideia da verdade orçamentária e financeira, que era um valor que o Brasil tinha incorporado. E acabamos por envolver as estatais num sistema de governança notadamente corrupto.

ISTOÉ – Quando o senhor diz “acabamos”, o sr. se refere ao governo da presidente Dilma Rousseff?

Mendes – O Brasil, né? Acabamos por chegar a este estágio. Digo assim, como as instituições nesse ponto falharam. É esse duplo sentimento: de um lado satisfação, mas também de que chegamos um pouco tarde. Se tivéssemos sido mais efetivos e mais profusos nas investigações em relação ao mensalão…

ISTOÉ – E por que isso não aconteceu?

Mendes – Diversas razões. O próprio quadro político, a saúde política daquele momento, a não sequência nas investigações. Nunca se pode esquecer, por exemplo, que a CPMI dos Correios, agora muito polêmica, tinha recomendado que o Ministério Público prosseguisse nas investigações dos fundos de pensão. E tal não se deu. Falharam. Órgãos de controle obviamente falharam. E claro também que se anestesiou um pouco a opinião pública com um certo sucesso apresentado na economia. Foi um engodo. Quando já não se tinha mais a situação confortável de bem-estar no âmbito orçamentário financeiro, optou-se pela fraude.

ISTOÉ – As pedaladas e os decretos da presidente Dilma configuram crime de responsabilidade?

Mendes – Essa é uma questão para ser avaliada pelo Congresso Nacional. Mas a situação econômica na qual nos encontramos é reveladora de que essas práticas distorcidas no âmbito orçamentário não representam um pecado venial. Como resultado temos aí 11 milhões de desempregados, cortes de orçamento no Supremo, no STJ, Justiça Eleitoral, depressão econômica. Isso é resultado de uma má gestão financeira e econômica como um todo. Portanto, está longe de ser um erro contábil.

ISTOÉ – O sr. esteve com o presidente em exercício, Michel Temer, no fim de semana. Sobre o que conversaram? Trataram de Lava Jato e impeachment?

Mendes – Pedi essa audiência para tratar da recomposição do orçamento do tribunal. Depois conversamos sobre a vida institucional. Enfatizei a necessidade de dar sequência à reforma política e ele concordou. Não falamos de Lava Jato e ninguém com o mínimo de informação imagina que possa deter essas investigações.

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Até o fim de junho nós saberemos se temos ou não condições de julgar o processo da chapa de Dilma no TSE este ano

ISTOÉ – A situação da gestão Dilma era de ingovernabilidade. Agora temos um governo interino. Ele é governável?

Mendes – Com Dilma o Brasil não tinha governo. Agora, já se tem uma equipe e as coisas começam a se delinear, mas com grandes dificuldades. Não nos esqueçamos também que se trata de um governo provisório enquanto existir esse processo de impeachment no Senado. O cenário só se estabilizará depois que soubermos qual vai ser a decisão do Senado sobre o impeachment.

ISTOÉ – Vai demorar para serem julgadas as Ações de Impugnação do Mandato Eletivo da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral?

Mendes – Até o fim de junho nós saberemos se temos ou não condições de julgar esse processo ainda neste ano ou no próximo.

ISTOÉ – O material reunido até agora no TSE é contundente?

Mendes – Os elementos existentes são bastante significativos, sem dúvida nenhuma. Agora, não sei qual é a avaliação que o tribunal fará sobre esse tema. Em primeiro lugar, a afirmação de que parte significativa dos recursos decorreu de propina…

ISTOÉ – É difícil provar isso?

Mendes – Vai depender de como essa fase de instrução vai se dar. Temos alguns depoimentos que indicam que há quase que um condicionamento para que quem tivesse contratos em curso na Petrobras fizesse a doação. Temos também debates sobre caixa dois, sobre a utilização de recursos para o pagamento do publicitário, que também recebeu formalmente pelo caixa regular. Terão que ser considerados. No caso do caixa dois, o que se fala é que determinadas empresas pagaram no exterior em contas que estão sendo identificadas e as pessoas que receberam estão confirmando. Nesse sentido, são provas que estão longe de ser impossíveis de serem colhidas.

ISTOÉ – Causou certa polêmica sua decisão de devolver à Procuradoria-Geral da República o pedido de inquérito sobre Aécio Neves. Por que o sr. tomou essa decisão?

Mendes – Na verdade, no caso – e isso a opinião pública não sabe – o senador já havia recebido informações sobre a abertura de inquérito e ofereceu por meio de seus advogados esclarecimentos e manifestações contrários. Como de praxe, submeti à Procuradoria para sua apreciação as informações da defesa que trazem elementos inclusive factuais, que, em tese, podem tornar desnecessárias ou prejudicadas certas diligências já deferidas, além de, eventualmente, ensejar novas apurações. Daí que suspendi as diligências já deferidas até manifestação da Procuradoria. Nenhuma medida de interrupção das investigações. Elas seguem de maneira absolutamente normal. Mas como houve defesa antecipada de eventual investigado, simplesmente dei conhecimento à Procuradoria, como é de rigor.

ISTOÉ – Na prática o que isso muda?

Mendes – Se a Procuradoria entender pertinente, pode adaptar, requerer novas ou simplesmente prosseguir com as diligências já solicitadas. Não são incomuns casos em que diligências requeridas são atendidas de pronto pela própria defesa, como a juntada de certidões e documentos públicos que dispensam o ofício às autoridades competentes. Nesse caso, porém, como todos os temas estão sendo analisados emotivamente, há um certo escarcéu em torno de meros atos ordinatórios. Temos que entender que a vida prossegue.

 

Isto É

 

m Diego Casagrande

5 h ·

O problema é que tu vai ter que trabalhar ‪#‎Sabatella‬

"Aceitar Temer é só para tolos, ignorantes, ou mal-intencionados", afirma Letícia Sabatella

Defensora do governo Dilma e uma das celebridades que se posicionaram contra o impeachment desde o início, Letícia Sabatella expressou seu…

NOTICIAS.BOL.UOL.COM.BR

 

Revista afirma que Dilma pediu caixa 2 para Odebrecht - Política - Estadão

POLITICA.ESTADAO.COM.BR

 

Multas em delações da Lava-jato garantem o retorno de quase R$ 3 bi aos cofres públicos

Procuradores do caso também já conseguiram firmar 108 pedidos de cooperação internacional. O dinheiro que foi enviado para fora do Brasil está sendo…

CBN.GLOBORADIO.GLOBO.COM

 

A facção criminosa em detalhes. Spotniks monumental desnuda o verdadeiro golpe. Parabéns.
"Foi assim que o MTST, feito um Ministério Paralelo das Cidades, recebeu R$ 89 milhões do Minha Casa Minha Vida. E ele não foi o único. A CUT (que centraliza 33% dos trabalhadores sindicalizados do país), feito um Ministério Paralelo do Trabalho, recebeu mais de R$ 340 milhões desde 2008 apenas de imposto sindical (são mais de R$ 50 milhões repassados diretamente pelo Ministério do Trabalho todos os anos à organização), além de outros R$ 2,3 milhões desde 2007"

5 motivos pelos quais há mais oposição ao PT que aos demais partidos brasileiros

6 mil palavras para explicar, em cinco tópicos, por que o PT possui mais…

SPOTNIKS.COM|POR RODRIGO DA SILVA

 

"Uma organização criminosa formada por servidores públicos e donos de empresas de “fachada” do ramo de energia eólica praticou a maior fraude já ocorrida no Ceará, causando prejuízos que podem chegar à cifra de R$ 1,5 trilhão nos cofres do Banco do Nordeste, em Fortaleza, nos últimos três anos. Apesar de investigações que são realizadas conjuntamente pelos Ministérios Públicos Estadual (MPE) e Federal (MPF), além da Polícia Federal (PF), os acusados de integrar a quadrilha permanecem impunes e com toda a dinheirama."

Governo Lula e Dilma deram rombo de R$ 1,5 trilhão Banco do Nordeste

Na manhã desta sexta-feira (3), o procurador da República no Ceará, Oscar Costa Filho; e o promotor de Justiça estadual, Ricardo Rocha, concederam entrevista…

DIARIODOPODER.COM.BR

 

 

Fernando Costa http://painel.blogfolha.uol.com.br/.../equipe-de-temer.../

Equipe de Temer corta comida de Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada - Painel

PAINEL.BLOGFOLHA.UOL.COM.BR

 

As almas “progressistas” adoram odiar a polícia “fascista” e demonstrar todo seu apreço pelos bandidos, especialmente os “di menor”. O caso do garoto de apenas dez anos que morreu após troca de tiros com a polícia paulista, portanto, foi um prato cheio para os abutres vermelhos.

O chocante não é um menino de dez anos ser baleado pela polícia, e sim ATIRAR contra o policial...

Share Tweet Share Email As almas “progressistas” adoram odiar a polícia…

RODRIGOCONSTANTINO.COM|POR RODRIGO C SANTOS

Mercado encolhe, mas Caixa cresce e vira segundo maior banco do país

por EDUARDO CUCOLO

Os ativos totais do sistema financeiro nacional encolheram cerca de 3% em termos reais, descontada a inflação, no primeiro trimestre de 2016 em relação ao mesmo período de 2015.
A exceção entre os grandes bancos foi a Caixa, que ampliou seus ativos em 5% acima da inflação no período, para R$ 1,24 trilhão.
O desempenho fez com que a instituição ultrapassasse o Itaú-Unibanco (R$ 1,20 trilhão) e assumisse a posição de segundo maior banco do país, atrás apenas do Banco do Brasil, com R$ 1,44 trilhão.
Os cálculos têm como base o levantamento do Banco Central que reúne dados de cerca de 1.500 instituições financeiras, como bancos, cooperativas de crédito, corretoras, distribuidoras de valores e empresas de leasing.
O Bradesco, com R$ 924 bilhões em ativos, também subiu uma posição no ranking do BC e ultrapassou o BNDES, com R$ 922 bilhões.
Um dos motivos para a queda nos ativos em termos reais foi o encolhimento de 6% no estoque de crédito do sistema financeiro, também considerando a inflação do período. A carteira de empréstimos representa 40% dos ativos.
Já as provisões contra calotes, que impactam negativamente o ativo dos bancos, cresceu 13%, por causa do aumento da inadimplência.
LUCRO MENOR
O lucro do sistema financeiro caiu 21% no primeiro trimestre do ano passado, segundo o levantamento do BC, para R$ 18,6 bilhões.
Os números não consideram a inflação superior a 9% no período. Se os valores de 2015 fossem corrigidos, a retração seria ainda maior, de quase 30%.
No setor público, a queda foi de 45%, com os resultados do BB e da Caixa caindo mais de 50%. Nas instituições privadas, de 6,5%.
Com isso, a participação dos bancos estatais nos ganhos do sistema financeiro caiu de 38% para 27% no período.
Assim como ocorreu no primeiro trimestre de 2015, praticamente uma a cada quatro instituições registrou prejuízo nos três primeiros meses de 2016. O percentual daquelas que tiveram perdas passou de 23% para 24,5% do total.
O levantamento mostra ainda que o número de instituições financeiras no país caiu de 1.533 para 1.501 nesses 12 meses.
Fonte: Folha Online - 02/06/2016 e Endividado

Muhammad Ali, um dos maiores atletas do século 20, morre aos 74 anos

Muhammad Ali

O lendário boxeador Muhammad Ali deixou registrado um grande número de vitórias no ringueReprodução Facebook 

O lendário boxeador Muhammad Ali - um dos maiores esportistas do século 20 - morreu ontem (3) aos 74 anos. A informação sobre a sua morte só foi conhecida na madrugada de hoje (4). Ele estava internado em um hospital de Phoenix, capital do estado norte-americano do Arizona, desde o início desta semana, para tratar de problemas respiratórios.

Até o dia do enterro, previsto para quarta-feira, haverá homenagens ao boxeador em várias cidades dos Estados Unidos. Hoje haverá homenagem em Louisville, Kentucky, sua cidade natal. 

Muhammad Ali, que há 30 anos foi diagnosticado com a doença de Parkinson, era conhecido como pelo título "O Maior" (The Greatest), por ter obtido três vezes - em 1964, 1974 e 1978 - o título de campeão mundial de pesos pesados em uma carreira de 21 anos. Ele ganhou o primeiro título mundial aos 22 anos, em 1964, em uma luta contra Sonny Liston, até então considerado um lutador praticamente invencível.

O boxeador se destacou também por lutar abertamente - com sua língua afiada - contra o racismo nos Estados Unidos, em uma época em que os atletas negros costumavam agradar a elite esportiva branca para buscar riqueza e se transformar em celebridades.

Muhammad Ali também desafiou a legitimidade da guerra do Vietnã, ao se recusar, em 1967, a se alistar no exército norte-americano em uma época em que poucos cidadãos ousavam protestar contra o serviço militar, um ato considerado de desobediência civil. Tal atitude custou caro a Muhammad Ali que foi suspenso do boxe por mais de três anos.

Em outra atitude de desafio à tradição cultural e religiosa dos Estados Unidos, o boxeador - que foi registrado com o nome de Cassius Clary em sua certidão de nascimento - mudou o nome para Muhammad Ali depois que anunciou, em 1975, a adesão ao islamismo, em um período em que parte da imprensa e agentes do FBI (a polícia federal norte-americana) consideravam a religião muçulmana como um culto destinado a destruir os Estados Unidos.

Antes de entrar no mundo das competições esportivas, o jovem Cassius Clay era um estudante pobre. Segundo sua esposa Lonnie Ali, ele lutava para conseguir ler, provavelmente porque tinha dislexia. Ele descobriu seu talento para o boxe por acaso: aos 12 anos, foi a uma delegacia de polícia para dar queixa de que sua bicicleta tinha sido roubada. Um policial convidou Cassius para se juntar a um grupo de jovens pugilistas, que treinavam em um ginásio no centro de Louisville.

Muhammad Ali foi considerado o maior esportista do século 20 pela revista Sports Illustrated e personalidade desportiva do século passado pela BBC. Ele escreveu alguns livros sobre sua carreira, entre eles, "The Greatest: minha própria história".

 

Agência Brasil

Deputada do PMDB é nomeada secretária de Políticas para as Mulheres

A nomeação da secretária especial de políticas para as mulheres, Fátima Pelaes, está publicada na edição de hoje (3) do Diário Oficial da União. A secretaria é subordinada ao Ministério da Justiça e Cidadania.

Brasília - A secretária Nacional de Políticas para as Mulheres, Fátima Pelaes, e o presidente interino Michel Temer, participam de reunião com os secretários de Segurança Pública de todos os Estados, no Ministé

A nova secretária de Políticas para as Mulheres, Fátima Pelaes, e o presidente interino Michel Temer, participam de reunião com os secretários de Segurança Pública de todos os estados, no Ministério da JustiçaMarcelo Camargo/Agência Brasil

O anúncio do nome de Fátima Pelaes para a secretaria provocou repercussão na imprensa por ela ter se manifestado contra a descriminalização do aborto quando exercia o mandato de deputada federal. Fátima divulgou nota afirmando que seu posicionamento não vai afetar o debate de qualquer questão durante sua gestão na secretaria e que a mulher vítima de estupro que optar pela interrupção da gravidez deve ter total apoio do Estado.

Fátima Pelaes é socióloga, foi eleita deputada federal pelo Amapá por cinco vezes e preside o PMDB Mulher Nacional.

Em um documento de novembro de 2012, obtido pela Agência Brasil, o então procurador-geral da República, Roberto Gurgel, requereu a instauração de inquérito em razão de indícios de suposta prática de crimes cometidos pela então deputada federal, Fátima Pelaes (PMDB-AP). De acordo com o documento da procuradoria, Pelaes foi autora de emenda parlamentar no valor de R$ 4 milhões para projeto de capacitação para o turismo no Amapá. Ela teria sido responsável pela escolha de instituição fantasma para receber o recurso. Depoimentos que constam no relatório da PGR apontam que Fátima Pelaes teria ficado com parte do dinheiro. A investigação está em andamento e foi devolvida à Justiça Federal do Amapá no ano passado depois que Pelaes deixou de ser deputada. Por meio da assessoria, Fátima Pelaes divulgou o seguinte posicionamento: "Eu confio no trabalho da polícia e da justiça e estou tranquila de que tudo será esclarecido".

Outras nomeações

Também estão no DOU de hoje as nomeações de Suely Mara Vaz Guimarães de Araújo para a presidência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e de cinco diretores para o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Para as diretorias do BNDES foram nomeados: Cláudia Pimentel Trindade Prates, Marilene de Oliveira Ramos Múrias dos Santos, Ricardo Baldin, Ricardo Luiz de Souza Ramos e Vinícius Carrasco.

Está publicada ainda a nomeação de Ana Paula Vitali Vescovi para o cargo de secretária do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda, e a exoneração de João Pedro Gonçalves da Costa da presidência da Fundação Nacional do Índio (Funai).

 

 

Agência Brasil

Ricardo Melo reassume presidência da EBC

O jornalista Ricardo Melo reassumiu hoje (3) a presidência da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Brasília - Jornalista Ricardo Melo toma posse no cargo de diretor-presidente da Empresa Brasil de Comunicação (Juca Varella/Agência Brasil)

Jornalista Ricardo Melo reassume presidência da EBCJuca Varella/Agência Brasil

Ontem (2), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, concedeu liminar em que garante o retorno de Melo à presidência da EBC e a legalidade do mandato de quatro anos. O jornalista havia sido exonerado do cargo pelo presidente interino Michel Temer e recorreu à Justiça. 

Michel Temer havia nomeado o jornalista Laerte Rimoli para a presidência da empresa.

A liminar de Toffoli foi comunicada ao ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha, ao Conselho Curador e ao Conselho de Administração da EBC (Consad).

"A partir da próxima semana, todos os atos formalizados desde sua exoneração, em 17 de maio, até 2 de junho serão analisados de forma serena e transparente, à luz do regimento da EBC e sempre em diálogo permanente com os empregados, o Conselho Curador e o Conselho de Administração", diz comunicado divulgado pela EBC.

Procurado pela Agência Brasil, o Palácio do Planalto informou não haver até o momento um posicionamento oficial sobre o assunto. De acordo com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência, a Casa Civil está responsável por analisar se o governo vai ou não recorrer da decisão de Toffoli nos próximos dias.

 

Agência Brasil

Comitê Rio-2016 faz manobra para encobrir perda de R$ 129 milhões

 

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CAMILA MATTOSO
PAULO ROBERTO CONDE
DE SÃO PAULO

03/06/2016 02h00

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio realizou uma manobra em seu balanço de 2015 para encobrir um rombo de R$ 129 milhões.

Por meio de um ajuste contábil, a entidade atrasou repasse em dinheiro que tinha de fazer ao COB (Comitê Olímpico do Brasil) para melhorar suas contas, impedindo que registrasse a perda no ano.

Com isso, o comitê organizador terminou 2015 com um superávit de R$ 17 milhões.

O presidente das duas entidades é o mesmo: Carlos Arthur Nuzman. O fato de uma só pessoa conciliar a direção dos dois órgãos é inédito na história dos Jogos.

A Folha apurou que há setores do COB insatisfeitos com o não recebimento do dinheiro, que poderia ser destinado à preparação de atletas para os Jogos, em agosto.

A prática se assemelha, com diferentes componentes, às "pedaladas fiscais" que serviram de argumento no processo de impeachment que culminou noafastamento de Dilma Rousseff da presidência, no mês passado.

No caso federal, o Tesouro Nacional atrasava o repasse de verbas para autarquias e bancos (públicos e privados), como o INSS, por exemplo. Ao fazê-lo, o governo apresentava despesas menores do que deveriam ser de fato, maquiando as contas públicas.

No caso da Olimpíada, não há ilegalidade, como observa o economista Luis Paulo Rosenberg. "O artifício utilizado é usual no setor privado para fechar as contas", afirma. Seria ilegal, avalia ele, no setor público. No entanto, a manobra pode ser questionada pelas confederações.

COMPENSAÇÃO

O artifício envolve um acordo feito em 2009, logo depois que o Rio foi escolhido como cidade-sede. Seguia o mesmo padrão de edições anteriores.

O combinado funciona assim: COB e CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro) abrem mão de assinar contratos de patrocínio com marcas concorrentes às que já apoiam o movimento olímpico, para evitar eventuais conflitos.

Por isso, o comitê organizador faz uma compensação, ou seja, é obrigado contratualmente a repassar às entidades valor percentual do que arrecadar com marketing -o COI (Comitê Olímpico Internacional) também recebe.

No caso do COB, o acordado era destinar 12% do faturamento até que se atingisse a cifra de US$ 60 milhões de captação em patrocínios. Depois disso, a fatia do repasse cairia para 8% –a ser repassada semestralmente.

Em 2015, o valor da remessa ao COB, reconhecida (e não paga) no próprio balanço do comitê Rio-2016, era de R$ 146,3 milhões. Porém, ela não foi enviada. Essa mesma verba aparece no resultado do comitê organizador como receita. Essa entrada levou o resultado da entidade no ano a atingir R$ 17 milhões de superávit, e não R$ 129 milhões de perda.

A manobra foi restrita ao acordo com o COB, o qual Nuzman também comanda.

Houve alteração na forma de pagamento dos royalties ao COB, que passou a ter como base um valor fixo a ser atualizado a cada 12 meses pelo IPCA -os organizadores da Rio-2016 não alteraram a forma de pagamento nem com o CPB nem com o COI.

Essa renegociação, que no balanço está datada do dia 31 de dezembro de 2015, já incidiu sobre o que era devido: se devia repassar R$ 146,3 milhões, os organizadores agora devem só R$ 56 milhões.

O COB não apontou o não pagamento como perda, o que deveria ter sido feito.

Não há nota explicativa de evento posterior que explique a contabilidade realizada.

O montante de R$ 56 milhões tem de ser quitado até o próximo dia 31 de dezembro em "repasses de serviços e produtos", não necessariamente em espécie.

Se houver saldo a apurar na mesma data, ele será pago em parcelas a partir de janeiro do próximo ano.

Houve entrada de somente R$ 13 milhões via Rio-2016 em um ano pré-olímpico, muito abaixo do que deveria.

'PERDA PARA O ESPORTE'

"Não tem algo irregular do ponto de vista técnico. A preocupação é o que o esporte brasileiro está perdendo", disse Pedro Daniel, consultor de gestão esportiva.

Para o professor de contabilidade Jorge Eduardo Scarpin, da Universidade Federal do Paraná, a manobra parece "gerenciada". "Parece que os R$ 146 milhões caíram do além na conta do comitê."

Segundo ele, "é, no mínimo, estranho, pelo fato de Nuzman ter assinado pelos dois lados como por ter sido assinado no dia 31 de dezembro. E também pelo valor. Dá a sensação de que fizeram a renegociação para que não apresentasse deficit".

Em relatório publicado em 2015, o TCU (Tribunal de Contas da União) questionou a dupla atribuição de Nuzman: "Anote-se que a equipe de auditoria deste Tribunal já ventilava a inconveniência na acumulação dos mencionados cargos (...)."

OUTRO LADO

O Comitê Organizador dos Jogos do Rio afirmou, em nota, que "está cumprindo com o aporte ao Comitê Olímpico do Brasil previsto no dossiê de candidatura".

A entidade também disse que as movimentações financeiras são aprovadas pelo Conselho de Diretores e pelo Conselho Fiscal.

"[As movimentações] São diariamente monitoradas por uma equipe de 'compliance' e submetidas a auditorias externas. O [comitê] Rio-2016 segue com o objetivo de garantir que os Jogos sejam organizados sem o aporte de recursos públicos e, portanto, sem onerar a sociedade."

A entidade disse que "o esporte brasileiro vive em 2016 o maior ano de sua história".

O COB, por meio de sua assessoria de imprensa, afirmou que os pagamentos devidos pelo comitê Rio-2016 vêm sendo efetuados e são contabilizados nos balanços patrimoniais das entidades.

O comitê olímpico, porém, não fez comentários sobre a renegociação de 2015 que diminuiu o percentual dos repasses. Nem falou sobre os R$ 146 milhões que foram reconhecidos e não pagos pela Rio-2016 em 2015.

"O COB e o Rio 2016 possuem órgãos deliberativos e de administração autônomos e independentes, e os negócios jurídicos celebrados por eles obedecem a regras de aprovação próprias e distintas, previstas em seus respectivos estatutos sociais e regulamentos internos."

A entidade também defendeu que o fato de Carlos Arthur Nuzman presidir os dois órgãos não exclui uma regulamentação rígida para acordos entre ambos.

"O fato de o COB e a Rio -2016 serem presididos pela mesma pessoa (o que, aliás, é prática comum no universo empresarial) não afasta ou mitiga a necessidade de deliberações sociais, no que se refere à celebração de negócios jurídicos."

 

Folha de S. Paulo

 

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USP preenche pouco mais da metade das vagas ofertadas no Sisu

 

Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil

Quase a metade das vagas ofertadas pela Universidade de São Paulo (USP) no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), no início do ano, não foi preenchida, de acordo com balanço divulgado pela instituição. A USP aponta as altas exigências dos cursos como um dos motivos e pretende rever os critérios para a próxima edição do programa.

Esta foi a primeira vez que a USP participou do Sisu, sistema do Ministério da Educação (MEC) que seleciona estudantes para o ensino superior com base nas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Do total de 1.489 vagas ofertadas no programa, 814, o equivalente a 55%, foram preenchidas. As 675 vagas remanescentes do Sisu foram ofertadas pelo vestibular tradicional da Fuvest.

Saiba Mais

“Um fator preponderante foi o dos critérios mínimos estabelecidos para os candidatos. Em vez de definirem uma nota média mínima no Enem, muitos cursos definiram uma nota mínima exigida para cada uma das provas, bem como os pesos atribuídos a cada uma delas. Foi aí que aconteceu o descompasso”, disse, em nota, o pró-reitor de Graduação, Antonio Carlos Hernandes.

A pontuação mínima exigida pela USP chegava a 700 pontos para alguns cursos, nota muito acima da média de 502,5 obtidas pelos estudantes no Enem 2015, a edição exigida para participar do Sisu deste ano.  

Hernandes avaliou a participação no programa como um "bom avanço" e disse que para 2017 a USP deve corrigir os problemas operacionais. A instituição estuda rever as notas de corte exigidas. Neste ano, os ingressantes do Sisu obtiveram uma média geral de 716 pontos e as notas em todas as provas do Enem foram acima de 500.

Em relação ao perfil dos estudantes que ingressaram pelo Sisu, observa-se que 567 (70%) são alunos que cursaram o ensino médio exclusivamente em escolas públicas, 163 (20%) são alunos matriculados na categoria denominada ampla concorrência e 84 (10%) são alunos oriundos de escolas públicas e autodeclarados pretos, pardos e indígenas.

O Sisu também atraiu mais estudantes de outros estados. Entre os ingressantes por meio do SiSU, 15% são de outros estados do país, percentual acima da média registrada nos últimos vestibulares da Fuvest, que é de 11%.

 

Agência Brasil

 

STF: maioria dos processos com tramitação oculta é oriunda da Lava Jato

 

André Richter – Repórter da Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) informou hoje (3) que existem 194 processos que foram protocolados de forma oculta no tribunal. O levantamento foi feito por uma equipe de técnicos da Corte após decisão do presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, que extinguiu a tramitação de procedimentos ocultos. A maioria dos processos é oriunda das investigações da Operação Lava Jato.

Com a decisão, os processos deixam de ser ocultos e passam à condição de segredo de Justiça. Processos ocultos são aqueles que não ficam disponíveis para consulta no sistema do tribunal. Dessa forma, somente a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o gabinete do ministro relator têm acesso às ações. A mudança permite descobrir que a investigação está em andamento no tribunal embora detalhes sobre o processo não estejam disponíveis.

O ministro que mais tem processos ocultos é Teori Zavascki, relator da Lava Jato, com 121 procedimentos. Em seguida, aparecem Luís Roberto Barroso (12), Edson Fachin (11), Carmen Lúcia (10), Marco Aurélio (9), Dias Toffoli (9), Luiz Fux (9), Rosa Weber (5), Celso de Mello (5) e Gilmar Mendes (3).

A resolução assinada pelo presidente do STF no dia 27 de maio altera decisão de 2007 sobre documentos e processos de natureza sigilosa no âmbito do tribunal. Na nova resolução, o ministro considerou que a medida atende a pontos como o princípio da publicidade, o direito de acesso à informação, a Lei de Acesso à Informação e “a necessidade de melhor disciplinar a classificação e tramitação do crescente número de documentos e feitos de natureza sigilosa” que ingressam na Corte, entre outros aspectos.

 

Agência Brasil

 

FHC afirma que jamais interferiu em contratos da Petrobras em seu mandato

 

André Richter – Repórter da Agência Brasil

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou hoje (3) que jamais interferiu em contratos da Petrobras durante seus dois mandatos. Por meio de nota publicada em sua rede social, o ex-presidente também disse que seu filho, Paulo Henrique Cardoso, nunca teve ligação com a estatal.

A manifestação de FHC foi motivada pela divulgação dos depoimentos de delação premiada do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró. Segundo FHC, as declarações de Cerveró não têm fundamento.

“Notícias veiculadas pela mídia a propósito de delação do senhor Nestor Cerveró sobre o governo FHC não têm qualquer fundamento. Paulo Henrique Cardoso nunca foi ligado à empresa PRS, nunca ouviu falar dela, nem, portanto, teve qualquer relação comercial com a referida empresa, nem, muito menos, teve algo a ver com as compras de Petrobras. De igual modo, Fernando Henrique Cardozo jamais interferiu ou orientou aquisições pela Petrobras durante os dois mandatos que exerceu com presidente da República. Esclarecimentos mais detalhados podem ser prestados pelos técnicos que dirigiram a empresa no período mencionado”, diz a nota.

Em dois depoimentos, Cerveró disse que fechou a contratação de uma empresa ligada ao filho do ex-presidente, Paulo Henrique Cardoso, por orientação do então presidente da estatal Phillipe Reichstul.

Ele disse aos investigadores que, em 1999 ou 2000, passou a tratar com o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, sobre a contratação da empresa espanhola Union Fenosa, em um projeto da TermoRio, usina termelétrica operada pela estatal. Segundo o delator, todos esperavam que o negócio seria fechado, mas a empresa do filho de FHC foi contratada.

Os depoimentos foram divulgados ontem (3), após a decisão do ministro Teori Zavascki, que retirou o sigilo dos depoimentos ao atender um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

 

Agência Brasil

 

 

Portugal é o segundo país que mais recebe refugiados em programa da UE

 

Marieta Cazarré - Correspondente da Agência Brasil

Mais de 300 refugiados, provenientes da Grécia e da Itália, chegaram a Portugal nas últimas semanas. O acolhimento dessas pessoas faz parte do compromisso assumido pelo país de receber, até o final do ano que vem, pelo menos 4,5 mil refugiados. Até o momento, o país ocupa o segundo lugar entre as nações da União Europeia que mais refugiados recebeu dentro do programa de recolocação. A França é o primeiro, com 700 refugiados realocados.

Diante da maior crise migratória desde a Segunda Guerra Mundial, os 28 países da União Europeia se comprometeram, em setembro do ano passado, a acolher 160 mil pessoas até 2017 por meio de programas de acolhimento de refugiados.

“Portugal, em termos absolutos, é o segundo país que mais recebeu refugiados. Foram cerca de 300 até agora. Mas isto corresponde a menos de 10% da nossa disponibilidade inicial [que era de acolher 4.500]. Os números mais recentes mostram que só foram disponibilizados, por todos os países da UE, cerca de 7 mil vagas”, disse o coordenador da organização não governamental Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR) de Portugal, Rui Marques.

De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), em 2014 o número de pessoas deslocadas por guerras atingiu o recorde de 59,5 milhões. Os conflitos obrigaram 42,5 mil pessoas a deixarem suas casas por dia, em média.

Em 2015, pelo menos 1 milhão de refugiados chegaram a Europa, a metade era composta de sírios fugindo da guerra em seu país.

Para Rui Marques, a Europa precisa de ações integradas que contribuam para solucionar os problemas migratórios. “No contexto da guerra da Síria, a União Europeia tem que ser participativa na construção de um processo de paz efetivo. Enquanto não houver paz na Síria, não terminará o fluxo de refugiados, porque as pessoas naturalmente fogem da guerra”, afirmou.

Ainda segundo ele, é necessário que a Europa apoie efetivamente, com mais recursos, os refugiados que estão abrigados em países vizinhos aos conflitos, como o Líbano, a Jordânia e a Turquia e também os campos de refugiados, onde há pessoas que querem permanecer próximas a seus países de origem, com condições dignas de vida, com escolas e serviços de saúde adequados.

“Como se sabe, na Europa, há uma grande tensão em relação ao acolhimento dos refugiados. Nós queremos, junto à opinião pública portuguesa, combater a ignorância e o medo, sensibilizando para uma cultura de acolhimento. O objetivo é que possa haver cada vez mais uma atitude positiva”, afirmou Marques à Agência Brasil.

De acordo com o Conselho Português para os Refugiados (CPR), a Europa tem desempenhado um papel modesto e o número de refugiados reinstalados no mundo anualmente tem ficado aquém das necessidades identificadas pela Acnur, raramente ultrapassando os 10% dos pedidos.

Rui Marques afirmou ainda que o processo de recolocação proposto pela UE tem se mostrado lento. “É muito lento e burocrático e faz com que aquele que era o objetivo europeu de reintegrar refugiados não atinja a quantidade que deveria. A UE não tem mecanismos para que esses processos corram rapidamente. Na Grécia, por exemplo, por causa da avalanche de pedidos, todo o procedimento é lento e eles não dão conta de processar.”

Portugal disponibilizou, até o momento, 700 vagas para refugiados em todo o país, 300 já foram preenchidas com pessoas vindas da Grécia (sírios e iraquianos) e da Itália (majoritariamente eritreus).

De acordo com a PAR, instituição composta por 320 organizações da sociedade civil, Portugal optou por não ter centros de refugiados. O modelo adotado pelo país é o comunitário, no qual instituições anfitriãs recebem famílias e as ajudam na integração e autonomia.

“Ajudar as pessoas no acesso à moradia; à aprendizagem do português; à inserção no mercado de trabalho, conforme forem aptas para isso; à integração no sistema de saúde; e [à inserção das] crianças no sistema de educação”, afirma Marques.

Para Marques, Portugal tem uma realidade atípica, diferente da da UE, pois todos os políticos, mesmo os de extrema direita, não fazem propaganda contra os refugiados.

Números

Segundo a PAR, mais de 4 milhões de refugiados fogem atualmente de guerras, metade deles são crianças. Além disso, 12,2 milhões de sírios precisam de ajuda humanitária, dos quais 7,6 milhões estão deslocados internamente.

De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), apenas nos primeiros sete meses de 2015, 133 mil crianças pediram asilo na Europa - uma média de 19 mil crianças por mês. Atualmente, mais de 5,6 milhões de crianças sírias precisam de ajuda humanitária. Cerca de 2 milhões de crianças continuam vivendo em zonas de difícil acesso no interior da Síria. Um quinto das escolas no país foram destruídas, danificadas ou são usadas como abrigos; 52 mil professores foram mortos ou fugiram do país. Mais de 2,6 milhões de crianças sírias e de países vizinhos continuam sem acesso à educação e mais de 100 mil crianças já nasceram em campos de refugiados.

De acordo com a Acnur, das 59,5 milhões de pessoas deslocadas forçadamente no mundo até o final de 2014, 19,5 milhões eram refugiadas; mais de 38 milhões foram deslocadas internamente e quase 2 milhões solicitaram refúgio. A Síria foi o país que gerou o maior número tanto de deslocados internos (7,6 milhões de pessoas) quanto de refugiados (3,88 milhões). Em seguida estão Afeganistão (2,59 milhões de refugiados) e Somália (1,1 milhão de refugiados).

 

Agência Brasil

 

Alimentos alergênicos começam a ser rotulados

O prazo para que a indústria de alimentos se adeque a rotulagem de alergênicos, alimentos que podem causar alergias, está mantido. A Diretoria Colegiada da Anvisa analisou nesta quarta-feira (1/6) o pedido apresentado pelo setor de alimentos para prorrogação dos prazos de adequação previstos na resolução RDC 26/2015 e entendeu que não há motivos para extensão além dos 12 meses inicialmente definidos para adequação do setor.
A norma publicada em 3 de julho de 2015 obriga a indústria a declarar nos rótulos a presença dos principais alimentos que causam alergias. Seu principal o objetivo é informa de forma mais clara ao consumidor sobre a presença ou traços de alimentos que são comumente associados à alergias alimentares. A iniciativa foi aprovada em 2015 após uma grande mobilização popular de pais e mães que enfrentam dificuldades em identificar quais alimentos seus filhos podem ou não consumir.
Na avaliação dos diretores a indústria não apresentou nenhum argumento novo que não tenha sido avaliado anteriormente, durante a fase de discussão da norma. Segundo o relator do tema, o diretor Renato Porto, a indicação de alergênicos nos rótulos de alimentos é fundamental para exercer o livre direito de escolha, e neste casos escolhas que recaem sobre evitar danos à saúde, alem de por fim garantir os direito constitucional à saúde e a alimentação adequada. Ainda de acordo com ele, os argumentos apresentados pela prorrogação do prazo levam a crer que a própria indústria pode desconhecer os componentes dos ingredientes dos seus produtos, o que tornaria a discussão ainda mais urgente e importante.
No Brasil, estima-se que de 6% a 8% das crianças com menos de 6 anos de idade sofram de alguma tipo de alergia. Na maior parte dos casos a única providência possível é evitar o consumo dos alimentos que causam alergia.
Como fica a rotulagem de alimentos?
Com a decisão da Anvisa, os fabricantes de alimentos deverão fazer a rotulagem obrigatória a partir do próximo dia 3 de julho. Segundo a RDC 26/2015 – que abrange alimentos e bebidas – os rótulos deverão informar a existência de 17 (dezessete) alimentos: trigo (centeio, cevada, aveia e suas estirpes hibridizadas); crustáceos; ovos; peixes; amendoim; soja; leite de todos os mamíferos; amêndoa; avelã; castanha de caju; castanha do Pará; macadâmia; nozes; pecã; pistaches; pinoli; castanhas, além de látex natural.
Com isso, os derivados desses produtos devem trazer a informação: “Alérgicos: Contém (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares)”, “Alérgicos: Contém derivados de (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares)” ou “Alérgicos: Contém (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares) e derivados”.
Já nos casos em que não for possível garantir a ausência de contaminação cruzada dos alimentos (que é a presença de qualquer alérgeno alimentar não adicionado intencionalmente, como no caso de produção ou manipulação), o rótulo deve constara declaração “Alérgicos: Pode conter (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares)”.
A norma prevê ainda que os produtos fabricados até o final do prazo de adequação, 3 de julho, podem ser comercializados até o fim de seu prazo de validade.
Fonte: Portal do Consumidor - 02/06/2016 e Endividado

 

Delação de Bené atinge Dilma como uma bomba atômica

Dinheiro da Presidência desviado para pagar dívidas eleitorais, quitinete “caixa forte” com R$ 12 milhões…

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Dilma diz que não respeita delator, mas implorou para incluir delação de Machado em sua defesa |...

Dilma diz que não respeita delator, mas implorou para incluir delação de Machado em sua defesa No dia 29 de junho de 2015, a então presidente em exercício,…

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Concessão de crédito a negativados pode agravar endividamento, alerta Idec

Pesquisa mostra que bancos e financeiras exploram ofertas de financiamento a juros que podem chegar a 919% ao ano
RIO - Pesquisa realizada pelo Idec junto a 20 bancos e financeiras mostra que um quarto delas explora ofertas de financiamento para quem está negativado sem avaliar o quanto a renda do consumidor já está comprometida com outros pagamentos. Para o instituto, a prática é irresponsável e pode levar o consumidor a aumentar ainda mais suas dívidas. O estudo, realizado entre os dias 20 de março a 27 de abril, identificou que os bancos BMG e Daycoval e as financeiras Agiplan, Crefisa e Facta prometem que o crédito será dado sem “consulta ao SPC” e sem avaliar a capacidade de pagamento de novas dívidas.
De acordo com a economista do Idec, responsável pelo estudo, Ione Amorim, a prática desestimula o crédito responsável, pois expõe o consumidor ao risco de superendividamento:
— Sem informação e orientação é possível que o dinheiro, em vez de ajudar, piore ainda a mais situação financeira do endividado.
O preço que se paga por essa promessa de salvação, no entanto, é muito alto. Os juros ao ano podem chegar a 919%, quase cinco vezes mais do que a média do mercado. Segundo o Banco Central, a média cobrada por 63 instituições no país é de 8,09% ao mês ou 197,9% ao ano. Durante o levantamento, ficou constatado que a Crefisa aplicava um percentual de 21,35% ao mês, totalizando 919% em doze meses.
O Idec ressalta, ainda, que os bancos escondem as taxas que serão aplicados, só informadas mediante a apresentação de documentos pessoais de quem está interessado no crédito. Uma alternativa é pesquisá-las no site do Banco Central.
Entre os cinco bancos que têm ofertas explícitas de crédito para quem está com o nome sujo, as taxas variam de 9% ao mês ou 181,39% ano ano, como é o caso do BMG. Os juros mais altos são da Crefisa.
Procurados, os cinco bancos e financeiras ou não quiseram comentar ou não retornaram o contato do GLOBO.
Fonte: Idec - 02/06/2016 e Endividado

 

Consumidor deve gastar 16,84% a menos no Dia dos Namorados em 2016

 

20,3% das pessoas pretendem reduzir seus gastos; entre eles, necessidade de economizar é a principal justificativa
O brasileiro que pretende presentear alguém no Dia dos Namorados deve gastar menos neste ano em relação ao ano passado, aponta pesquisa feita em todas as capitais pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). O gasto médio dos entrevistados deve ficar em R$ 137,48, abaixo dos R$ 150,82 registrados no ano passado. A comparação, já descontada a inflação do período, representa queda de 16,84%.
O recuo na intenção de compra é mais um sinal da cautela do consumidor. "Considerando o fraco desempenho das outras datas comemorativas ao longo de 2015 e no início de 2016, a expectativa dos lojistas é baixa. A piora das condições econômicas, como o aumento do desemprego, da inadimplência e o crédito mais restrito, vem exercendo forte impacto sobre o consumidor, que acaba sendo obrigado a limitar e rever seus gastos para salvar as finanças", avalia o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.
Segundo o levantamento, 20,3% das pessoas pretendem reduzir seus gastos, enquanto outros 15,6% afirmaram que esperam elevá-los. Entre os que querem diminuir o consumo, a necessidade de economizar é a principal justificativa, citada por 19,2% deles. Também aparecem menções à inflação elevada e à instabilidade econômica (15%) e ao endividamento (14,4%). Mesmo entre os que pretendem elevar os gastos, a explicação não chega a ser positiva: 36,7% dizem que isto ocorrerá em razão do aumento dos preços.
Apesar da cautela dos consumidores, cresceu o número de entrevistados que manifestaram a intenção de recorrer ao cartão de crédito neste Dia dos Namorados. Embora o pagamento à vista em dinheiro ainda seja o preferido, citado por 47,1% dos entrevistados, a opção pelo parcelamento no cartão de crédito saltou de 15,5% em 2015 para 20,1% em 2016.
"Em um momento em que as pessoas estão inseguras em seus empregos, comprar o presente à vista em dinheiro pode ser uma boa alternativa para fugir do endividamento", alerta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. No ano passado, 10,5% dos entrevistados tiveram seus nomes inscritos em cadastros de inadimplentes.
A pesquisa revela ainda que mesmo em um momento de incertezas e pouco propício ao endividamento, quase um terço (32,2%) admite que costuma gastar além das próprias condições financeiras com presentes para o parceiro ou a parceira.
A comemoração da data será feita principalmente em casa, opção que deve ser adotada por quase metade das pessoas: 49,3%. Outros 18,5% pretendem sair para restaurantes. Quanto à data para realizar as compras, a maioria (56,4%) disse que deve realizá-las nesta primeira semana de junho, enquanto 17,8% vão esperar para fazê-las no fim de semana anterior ao do Dia dos Namorados, que cairá em um domingo.
São Paulo
A queda esperada para o Dia dos Namorados deve resultar em um recuo de 5% no faturamento real das lojas paulistas, mostra pesquisa da FecomercioSP. Assim como no Dia das Mães, itens mais caros devem perder espaço para itens mais baratos, levando a uma queda real no valor médio do presente. Na ocasião, o valor médio subiu, nominalmente, de R$ 166 em 2015 para R$ 169 em 2016, o que representa um recuo de 8% em termos reais, descontada a inflação.
Fonte: Estadão - 02/06/2016 e Endividado

 

Consumidora será indenizada por banco e montadora por danos morais

A montadora Renault e o Banco Panamericano deverão pagar, R$ 8 mil por danos morais e R$ 1 mil por danos materiais a uma consumidora em Uberaba, no Triângulo Mineiro, além de lucros cessantes. A decisão é da 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que reformou parcialmente a sentença de primeira instância.
Em maio de 2011, a consumidora adquiriu na Renault uma van Master zero km e financiou o veículo pelo banco Panamericano. No entanto, no momento em que tentava regularizar o bem no Departamento Nacional de Trânsito  (Detran), descobriu que havia gravame de alienação fiduciária pendendo sobre o veículo, em nome de outra pessoa.
Devido à situação, a consumidora se viu impedida de transferir o automóvel para o seu nome e impossibilitada de trabalhar, pois o veículo ficou apreendido. Ela já havia quitado algumas parcelas do financiamento e adquirido capas para colocar nos bancos da van.
Na primeira instância, o juiz Fabiano Rubinger de Queiroz, da 2ª Vara Cível de Uberaba, entendeu que, ao haver duplicidade da venda do mesmo veículo, impedindo a transferência do bem para o nome da consumidora, esta sofreu danos morais e materiais.
Ele fixou o valor da indenização por danos morais em R$ 5 mil e em R$ 1 mil por danos materiais, além de lucros cessantes, que deveriam ser apurados no momento da liquidação da sentença. O banco ainda foi condenado a devolver à consumidora as parcelas pagas referentes ao financiamento e a rescindir o contrato celebrado entre as partes.
A cliente entrou com recurso na segunda instância, requerendo o aumento da indenização por danos morais, alegando que o valor determinado não era suficiente para recompor a situação de humilhação e sofrimento vivenciada.
A Renault também recorreu, alegando não ser responsável pelos danos mencionados pela consumidora e pedindo a improcedência dos pedidos. A fabricante também afirmou que sua obrigação restringe-se a fabricar os veículos e entregá-los ao consumidor em perfeitas condições de uso e funcionamento.
O desembargador Veiga de Oliveira, relator do recurso, entendeu que, diante das peculiaridades do caso, o valor da indenização por danos morais deveria ser aumentado para R$ 8 mil. Os desembargadores Mariângela Meyer e Vicente de Oliveira Silva votaram de acordo com o relator.
Com assessoria de imprensa do TJMG
Fonte: Portal do Consumidor - 02/06/2016 e Endividado

 

 

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Machado diz que pagou mais de R$ 70 milhões a Renan, Jucá e Sarney

Ex-presidente da Transpetro afirma, em depoimento, que presidente do Senado recebeu R$ 30 milhões

MSN.COM

Planalto recomenda que Dilma use aviões da FAB apenas para ir a Porto Alegre

A Casa Civil da Presidência da República recomendou que a presidente afastada Dilma Rousseff use os aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) somente nos deslocamentos de Brasília até Porto Alegre, onde mora sua família.
De acordo com parecer elaborado pela pasta a pedido do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, o transporte aéreo de Dilma deve ser concedido levando em conta que ela está afastada das funções presidenciais e não tem agenda oficial como chefe de governo, nem como chefe de Estado.

Conforme o documento, a aeronave da FAB deve destinar-se exclusivamente a Dilma e auxiliares imediatos "previamente apontados", entre eles um coordenador de segurança e um aéreo. Os demais integrantes da equipe devem pegar voos comerciais, mas terão despesas pagas pela União, "da mesma forma que ocorre com os demais servidores públicos", informa o parecer. O exame foi feito após consulta do GSI, órgão responsável pela segurança do presidente da República, do vice-presidente e de seus auxiliares.
A Casa Civil informou que o parecer será encaminhado também à Secretaria de Administração da Presidência e está embasada em notificação elaborada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), em maio, no dia em que os senadores aprovaram o afastamento de Dilma. Pela notificação, a presidente afastada deve manter as prerrogativas do cargo relativas à residência oficial, segurança pessoal, assistência à saúde, transporte aéreo e terrestre, remuneração e equipe a serviço no gabinete pessoal da Presidência.

O parecer da Casa Civil, aprovado na última quarta-feira (1), recomenda pagamento de remuneração integral com base em pressupostos constitucionais que pregam a irredutibilidade do salário. A Casa Civil entende também que a única residência oficial a que Dilma tem direito e,m um período de 180 dias é o Palácio da Alvorada, como já ocorria antes. O parecer detalha que os deslocamentos terrestres devem ser feitos com cinco veículos e uma ambulância, também como era de praxe.

Nesta sexta-feira (3), durante evento em Porto Alegre, a presidente afastada considerou a decisão "grave" e disse que o objetivo é "proibir" que ela viaje.

"Hoje houve uma decisão dessa Casa Civil ilegítima, provisória e interina. Não sei se vocês sabem, mas eu não posso, como qualquer outra pessoa, pegar um avião. Para eu pegar um avião, tem de ter toda uma segurança atrás de mim", disse Dilma. A presidente afastada lembrou que a Constituição garante sua segurança. "É a Constituição que manda. Estamos diante de uma situação que vai ter de ser resolvida. Porque eu vou viajar! Vamos ver como vai ser a minha viagem", afirmou Dilma, que participou, na capital gaúcha, do lançamento do livro A Resistência contra o Golpe em 2016.

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Dilma

Dilma participou em Porto Alegre do lançmento de livro que critica o impeachment e atacou o relator do processo, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG)Daniel Ito Isaia/Agência Brasil

A presidente afastada Dilma Rousseff criticou a decisão do relator da Comissão do Processante do Impeachment no Senado, Antonio Anastasia (PSDB-MG), de não permitir à sua defesa incluir no processo deimpeachment as gravações realizadas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado com políticos do PMDB. A crítica foi feita hoje,  em Porto Alegre, durante lançamento do livroA Resistência ao Golpe em 2016, no Teatro Dante Barone, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, organizado por movimentos ligados à Frente Brasil Popular.

“[Anastasia] teve uma atitude clara de tentar impedir que nós exerçamos o direito de defesa. Por que isso? Porque eles percebem que, a cada dia, também pelas próprias revelações gravadas dos que articularam o golpe, as dificuldades de legitimar e justificar o golpe são muito fortes”, afirmou Dilma. Ela aproveitou o momento para criticar, também, a gestão de Michel Temer como presidente interino: “Eles estão implantando um projeto de governo ultraliberal e ultraconservador que não foi votado nem sequer em uma reunião de condomínio, quanto mais pela população brasileira”.

A presidente afastada também buscou se defender de informações divulgadas pelo jornal O Globo, de que ela teria utilizado dinheiro do esquema de corrupção na Petrobras para pagar as contas e as viagens do cabeleireiro Celso Kamura. “O mais interessante é que eles ligam o cabelo à compra da refinaria de Pasadena. Esse caso foi em 2006, e nesse ano eu não conhecia o Celso Kamura. Não passava nem pelo meu sonho que eu seria candidata à presidência da República”, ressaltou Dilma. Ela afirmou, ainda, que conheceu o cabeleireiro durante a campanha eleitoral de 2010 e guardou todos os recibos dos pagamentos a Kamura, tanto das passagens aéreas quanto do serviço profissional.

Após o lançamento do livro, por volta das 18h, a presidenta afastada Dilma Rousseff seguiu para a Esquina Democrática, no centro histórico de Porto Alegre, para participar de um ato público que contou com milhares de pessoas. “Jamais esperei enfrentar um novo golpe. Eu não tenho contas na Suíça, minhas mãos não estão sujas com esse dinheiro [da corrupção]”, afirmou aos presentes. A presidenta afastada conclamou o povo a lutar para “vencer o golpe”.

Após o ato, Dilma foi para a acasa de parentes, na zona sul da capital gaúcha, onde deve passar o fim de semana.

 

 

Agência Brasil

 

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Produção no pré-sal ultrapassa 1 milhão de barris/dia e é novo recorde

 

Nielmar de Oliveira - Repórter da Agência Brasil

Plataforma de petróleo

Petrobras anunciou que produção de petróleo superou 1 milhão de barris por diaDivulgação/Petrobras

A produção de petróleo nos campos operados pela Petrobras nas áreas do pré-sal, nas Bacias de Santos e Campos, atingiu novo recorde no último dia 8 de maio, superando 1 milhão de barris por dia de óleo equivalente (petróleo e gás natural) a um novo recorde. A empresa não informou o recorde anterior, nem a data em que foi registrado.

A informação foi dada em nota divulgada hoje (3) pela Petrobras, adiantando que mais de 70% deste total dizem respeito à parcela da empresa nas aéreas envolvidas. Com a nova marca, obtida nos campos localizados nas duas bacias, o petróleo do pré-sal brasileiro já responde por cerca de 40% da produção de petróleo no país, hoje estimada em 2,9 milhões de barris por dia.

O resultado foi alcançado menos de dez anos após a descoberta destas jazidas em 2006, e menos de dois anos depois de atingida a produção de 500 mil barris por dia, em julho de 2014. Na avaliação da Petrobras, “isso comprova não só a viabilidade técnica e econômica do pré-sal, como também a sua alta produtividade. Em termos comparativos, o primeiro milhão de barris diários de petróleo produzido pela Petrobras só foi alcançado em 1998, decorridos 45 anos de criação” da estatal.

A empresa ressalta que o recorde foi obtido com a contribuição de apenas 52 poços produtores, o que comprova “o excelente retorno dos investimentos no pré-sal: é importante ressaltar que o primeiro milhão de barris produzido por dia pela companhia, em 1998, foi obtido com a contribuição de mais de 8 mil poços produtores”.

“Os projetos de produção do pré-sal são, hoje, a principal aposta e foco de investimentos da empresa por sua importância estratégica e alta rentabilidade”, afirma a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Solange Guedes. Para ela, “eles são a garantia, junto aos demais projetos do nosso portfólio, de maior previsibilidade para as nossas metas e curva de produção”.

Alta produtividade

A Petrobras ressalta, ainda, que o volume expressivo produzido por poço no pré-sal da Bacia de Santos, em torno de 25 mil barris de petróleo por dia, está muito acima da média da indústria e que, dos dez poços com maior produção no Brasil, nove estão situados nessa área. “O mais produtivo está localizado no campo de Lula, com uma vazão média diária de 36 mil barris de petróleo”.

Capacidade instalada

Hoje, já operam no pré-sal da Bacia de Santos sete sistemas de produção de grande porte, interligados a plataformas flutuantes que produzem, estocam e exportam petróleo e gás. São os FPSOs (unidades de produção semi-submersíveis que exploram, estocam e escoam petróleo e gás natural) Cidade de Angra dos Reis, em operação desde 2010, no campo de Lula; Cidade de São Paulo (desde 2013 operando no campo de Sapinhoá); Cidade de Paraty (desde 2013 no campo de Lula); Cidade de Mangaratiba (desde 2014 também no campo de Lula, área de Iracema Sul); Cidade de Ilhabela (desde 2014 no campo de Sapinhoá, área Norte); Cidade de Itaguaí (2015, no campo de Lula, área de Iracema Norte); e Cidade de Maricá, desde 2016 no campo de Lula, área de Lula Alto.

Há ainda outros oito sistemas de produção operando tanto no pré-sal, quanto no pós-sal da Bacia de Campos. Seis dessas unidades já estavam produzindo no pós-sal, mas, como apresentaram capacidade disponível de processamento, viabilizaram a rápida interligação de novos poços perfurados nas camadas mais profundas do pré-sal.

Duas outras unidades foram implantadas para operar prioritariamente no pré-sal - os FPSOs Cidade de Anchieta (2012) e a plataforma P-58 (2014), ambas para a produção nos campos de Jubarte, Baleia Azul e Baleia Franca.

Custos competitivos

Na avaliação da Petrobras, o pré-sal brasileiro é reconhecido como um dos mais competitivos entre as novas fontes de petróleo atualmente em desenvolvimento no mundo, em função da alta produtividade dos poços, do baixo custo de extração e da aplicação de tecnologias de produção inovadoras desenvolvidas tanto pelo estatal como por seus parceiros.

“A combinação de novas tecnologias com a aceleração da curva de aprendizado técnico, com foco em custos e produtividade, torna os projetos do pré-sal altamente rentáveis para a companhia”. Assim, o custo médio de extração, em decorrência desses fatores, também vem sendo reduzido gradativamente ao longo dos últimos anos.

Passou de US$ 9,1 por barril de óleo equivalente (óleo + gás) em 2014 para US$ 8,3 em 2015, e atingiu um valor inferior a US$ 8 por barril no primeiro trimestre deste ano. “Um resultado bastante significativo se comparado com a média da indústria, que oscila em torno dos US$ 15 por barril de óleo equivalente”.

Expansão do sistema

A Petrobras informou que, ainda no início do terceiro trimestre deste ano, entrará em operação, também na Bacia de Santos, um novo sistema de produção, interligado ao FPSO Cidade de Saquarema, a ser instalado no campo de Lula, área de Lula Central. Essa plataforma terá capacidade para processar até 150 mil barris de petróleo por dia e comprimir 6 milhões de metros cúbicos de gás natural.

Outro grande sistema, conectado ao FPSO Cidade de Caraguatatuba, será instalado no campo de Lapa, ainda no terceiro trimestre deste ano, com capacidade para produzir até 100 mil barris/dia de petróleo e comprimir até 5 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Até 2020, estão previstos 12 novos sistemas de produção no pré-sal da Bacia de Santos, finalizou a Petrobras.

 

Agência Brasil

 

Contra-ataque

Agência Freelancer

A defesa de Dilma Rousseff anunciou que vai apresentar quatro recursos ao STF contra as decisões da comissão de impeachment do Senado.
Dois deles são referentes a um prazo maior para a defesa se posicionar, e também à inclusão dos áudios do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado no processo.Leia mais

 

 

Preocupado

Folhapress

O presidente do Senado, Renan Calheiros, disse que vê "com preocupação" a iniciativa que reduziu em 20 dias o período para apresentação da acusação e defesa de Dilma no processo de impeachment.
Renan ainda disse que "dez dias na história não pagam o ônus de suprimir o direito de defesa". Leia mais

 

 

Propinas de US$ 80 mi

AFP

Documentos mostram que o ex-presidente da Fifa Joseph Blatter, o ex-secretário geral Jerome Valcke e o ex-vice-secretário geral Markus Kattner, teriam embolsado US$ 80 milhões em bônus pela Copa de 2014.
A Fifa publicou detalhes da investigação no site da entidade e apontou ter passado as informações às autoridades suíças. Leia mais

 

Próximo alvo

Folhapress

A força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba quer investigar agora o financiamento de iniciativas culturais do país pela Lei Rouanet.
A Polícia Federal enviou ofício ao Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle solicitando detalhes sobre os cem maiores recebedores de recursos da lei nos últimos dez anos. Leia mais

 

Sem novos cargos

Folhapress

O líder do PMDB na Câmara, deputado Baleia Rossi, diz que o Senado vai revisar a pauta-bomba aprovada pelos parlamentares que criou mais de 14 mil cargos federais.
Caso contrário, de acordo com Baleia, o presidente em exercício, Michel Temer, vai vetar a proposta. Leia mais

 

Vai aumentar

Getty Images

A Agência Nacional de Saúde Suplementar fixou em até 13,57% o índice de reajuste a ser aplicado aos planos de saúde individuais e familiares no período entre maio de 2016 e abril de 2017.
O reajuste deve ser repassado pelas operadoras somente a partir da data de aniversário dos contratos. Leia mais

 

Balanço do mercado

Folhapress

A Bovespa fechou hoje com alta de 1,47%, com 50.619,5 pontos. Esse é o terceiro avanço seguido da Bolsa, que valorizou 3,2% na semana.
Já no mercado de câmbio, o dólar teve queda de 1,74%, cotado em R$ 3,525. Essa é a maior queda percentual diária desde 19 de abril. Leia mais

 

"Pedalada olímpica"

Divulgação

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio atrasou um repasse de R$ 146,3 milhões ao COB. Com a manobra, o comitê organizador terminou 2015 com um superavit de R$ 17 milhões.
O presidente das duas entidades é Carlos Arthur Nuzman. Essa é a primeira vez na história que uma só pessoa concilia a direção das duas entidades. Leia mais

 

Quem manda?

Estadão Conteúdo

A Globo é a principal responsável pelas mudanças na tabela do Campeonato Brasileiro. Das 28 modificações feitas até agora, 22 foram feitas a pedido da emissora, o que representa 79% do total. Os dados são do blogueiro do UOL Rodrigo Mattos.
A Globo nega que exista obrigação contratual da CBF para atender os pedidos da emissora. Leia mais

 

Manifestantes protestam contra violência sofrida por crianças nas ruas de SP

 

Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil

São Paulo - Menores em situação de rua protestam contra o silêncio em torno de violências e mortes de adolescentes e jovens, no Vale do Anhangabaú (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Garoto usa megaforne em protesto contra violência que atinge crianças em São PauloRovena Rosa/Agência Brasil

Um protesto lembrou hoje (3) as mortes de crianças e adolescentes em situação de rua no centro da capital paulista. Segundo entidades e organizações não governamentais que trabalham com esses jovens, foram pelo menos sete casos no último ano. Uma homenagem especial foi feita a João Victor, um adolescente de 13 anos, que morreu após ser espancado em frente ao Fórum João Mendes, na Praça da Sé, no dia 13 de março. A manifestação envolveu 20 organizações, além de jovens da região central.

“A gente resolveu homenagear e fazer um espaço para que eles possam relembrar essas mortes, fazer um luto. E também a vida dos que estão aqui até hoje”, disse o educador do Projeto Travessia Marcus Vinícius Alves, sobre o ato que começou no Vale do Anhangabaú. No local, foram montados cartazes com os nomes das vítimas da violência e mensagens dos jovens que vivem na região do centro paulistano.

Sobre João Victor, um dos participantes escreveu: “Mais um parceiro guardado no céu”. Outro jovem fez uma cobrança: “Quero justiça para todos os meus amigos que morreram”, dizia a mensagem. Os manifestantes saíram em passeata até a porta do Fórum João Mendes, onde o adolescente foi assassinado em março.

Além dos homicídios e brigas, Vinícius Alves disse que muitos dos jovens acabam morrendo em incidentes e por abuso de drogas. “Na nossa visão, até o uso abusivo de drogas, porque eles estão na rua e não têm muito atendimento, também é uma violência”, destacou o educador. “São várias violências, principalmente do Estado, que dá uma invisibilidade para a vida deles.”
Na opinião de Alves, as políticas públicas para combater o problema devem ter abrangência inclusive fora do centro. Apesar da região concentrar a maior parte da população de rua da capital paulista, muitas crianças e adolescentes têm família nos pontos extremos da cidade. “A gente também briga para que as comunidades e periferias sejam mais bem vistas pelo governo. Que eles não tenham que vir para o centro buscar espaço de lazer e outras coisas.”

São Paulo - Menores em situação de rua protestam contra o silêncio em torno de violências e mortes de adolescentes e jovens, no Vale do Anhangabaú (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Jovens mostram estrelas com nomes de amigos mortos nas ruas da capital paulistaRovena Rosa/Agência Brasil

Esse é o caso de Raquel, de 15 anos, que tem família na Cidade Tiradentes, no extremo leste da capital. Em uma estrela, ela escreveu o nome de cinco pessoas que considerava importantes e que perderam a vida de forma violenta. Uma delas era o irmão, morto pela polícia há poucas semanas. “Ele levou seis tiros”, contou a jovem.

No entanto, o maior medo de Raquel, que vive sob um viaduto, é dos skinheads (cabeças rapadas), como são conhecidos alguns grupos de neonazistas. A adolescente disse que outro irmão, que vive com ela, foi atacado recentemente por um desses bandos. “Os skinheadsquebraram o braço dele. Eles andam em gangues, em lugares que não anda ninguém.”

 

Agência Brasil