TJ-RS aumenta as diárias em 24%

TJ-RS aumenta as diárias em 24%

Exigência de placas em tratores é dispensada - Crédito: Samuel Maciel Rural

Exigência de placas em tratores é dispensada

Placa foi instalada na calçada - Crédito: Cristine Rochol / PMPA / Divulgação / CP Geral

Placa lembra que Palácio da Polícia serviu como local de tortura

Mega-Sena acumula e pode pagar R$ 32 milhões no sábado - Crédito: André Avila / CP Memória Loterias

Mega-Sena acumula e pode pagar R$ 32 milhões

Brasília comemora 18 anos de implantação da faixa de pedestre

 

Da Agência Brasil Edição: José Romildo

Em comemoração a implantação da faixa de pedestres no DF, que completa 18 anos, o governador Rodrigo Rollemberg participa do evento em frente a Igrejinha, na 307/308 Sul (Antônio Cruz/Agência Brasil)Policiais usam técnicas teatrais para orientar a comunidade  sobre  formas  seguras  de fazer a travessia da faixa Antônio Cruz/Agência Brasil
Ao comentar os 18 anos de implantação da faixa de pedestre na capital federal, o comandante do Batalhão de Policiamento de Trânsito de Brasília (BPTran), major Magno Antônio, afirmou hoje (1º) que a cidade não pode abrir mão da qualidade de vida criada nesses anos. As faixas de pedestre chegaram aos 18 anos nesta quarta-feira.
O major disse que tem uma "relação profissional" com a faixa de pedestre: na época da implantação da medida, em 1º de abril de 1997, ele era aspirante no BPTran. Magno Antônio lembrou que a ideia foi trazida para Brasília pelo coronel Renato Fernandes de Azevedo, comandante do batalhão à época. O comandante se baseou na observação que fez sobre o uso das faixas de pedestre em viagens que fez a vários países.
A faixa de pedestre, que hoje faz parte da rotina dos moradores de Brasília, recebeu homenagens de policiais do BPTran. Hoje de manhã, os policiais estiveram no local onde foi implantada a primeira delas, na Super Quadra Sul (SQS) 308. Lá, os policiais usaram técnicas de teatro para orientar, de forma lúdica, alunos das escolas do Distrito Federal sobre as leis de trânsito.
Ana Paula, de 9 anos, aluna da Escola Classe 308 Sul, após assistir a uma aula dos policiais sobre travessia segura de vias públicas, disse: "Não podemos passar correndo ou falando no celular. E também devemos descer da bicicleta para evitar acidentes."
"Brasília, por ser referência para outras cidades do país [em termos de faixa de pedestres, deveria organizar] campanhas durante todo o ano", disse o professor aposentado Jacinto Guerra, de 79 anos, que também assistiu às aulas dos policiais. "Eu tenho, [apesar da minha idade], segurança ao atravessar as ruas e acho até que o respeito à faixa estimula as pessoas a andar a pé pela cidade. É um gesto de cidadania.”
"Só não podemos esquecer que o pedestre e o motorista têm uma parte nessa relação [com o trânsito]. Como motorista, eu vejo muitas pessoas que já vão entrando na faixa sem sinalizar. Cada um tem [consciência sobre como] fazer a sua parte", comentou Juan Costa da Silva, de 25 anos.
A opinião é compartilhada por Diana Oliveira, de 42 anos, que passeia frequentemente com o filho Matheus, de 1 ano e 4 meses, pelas quadras da Asa Sul. Hoje, após acompanhar as orientações dos policiais, ela disse que as crianças assimilam rápido as normas sobre a travessia segura da faixa de pedestre. "De tanto me ver fazendo o sinal, Matheus tenta me imitar e joga as mãos pra frente quando chega à beira da rua."

Olívio Dutra: "Não há democracia sem que haja igualdade de gênero"

Publicado em 28 de mar de 2015

Ex-governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra defende que o homem deve abdicar de privilégios acumulados culturalmente para tornar a sociedade mais igualitária e democrática e de quebra ensina a fazer um ensopado de rabada à moda gaúcha

 

 

 

TJ mantém condenação a ex-prefeito de Viamão (RS)

Alex Boscaini foi condenado a mais de dois anos de prisão em regime aberto

Alex Boscaini foi condenado a mais de dois anos de prisão em regime aberto | Foto: Roberto Vinicius/CP Memória

Alex Boscaini foi condenado a mais de dois anos de prisão em regime aberto | Foto: Roberto Vinicius/CP Memória

O Tribunal de Justiça do Estado manteve a condenação ao ex-prefeito de Viamão, Alex Boscaini, por crime contra as finanças públicas. Entre maio e novembro de 2008, no final do mandato, ele ordenou despesas no valor de mais de R$ 500 mil que não tinham como ser pagas no mesmo ano, nem no ano seguinte, por falta de dinheiro em caixa. O caso foi julgado na 4ª Câmara Criminal.
Conforme denúncia do Ministério Público, Boscaini repetiu a infração em pelo menos dez oportunidades. Na sentença de 1º grau, a juíza de Direito Liliane Michels Ortiz, da 1ª Vara Cível de Viamão, condenou o denunciado a pena de 2 anos, 7 meses e 20 dias de reclusão, em regime aberto, substituída por prestação de serviços à comunidade e prestação pecuniária.
Na 4ª Câmara Criminal, o relator do processo foi o Desembargador Newton Brasil de Leão, que negou o recurso. O magistrado rejeitou os argumentos do ex-prefeito de que não houve dolo na conduta.

 

Correio do Povo e Rádio Guaíba

 

CGU abre processo contra mais cinco empresas da Lava Jato

 

Yara Aquino - Repórter da Agência Brasil Edição: Armando Cardoso

A Controladoria-Geral da União (CGU) determinou a abertura de processo administrativo contra mais cinco empresas envolvidas na Operação Lava Jato. Com essas ações, chega a 29 o número de empreiteiras com processos por suspeita de irregularidades. As informações constam de nota divulgada pela assessoria da CGU.

As empresas serão notificadas nos próximos dias. Caso sejam responsabilizadas, elas podem ser multadas e impedidas de celebrar novos contratos, entre outras penalidades.

Os processos foram abertos contra a Techint Engenharia e Construções Ltda, NM Engenharia e Construções Ltda, Construcap CCPS Engenharia e Comércio S/A, Niplan Engenharia S/A e Jaraguá Equipamentos Industriais Ltda. De acordo com a CGU, novos processos podem ser abertos contra outras empresas.

 

Agência Brasil

 

Queiroz Galvão demite 70 funcionários e coloca outros 500 em aviso prévio

por RENATA AGOSTINI e LUCAS VETTORAZZO

A construtora Queiroz Galvão ameaça paralisar as obras do Complexo Esportivo de Deodoro, na zona oeste do Rio de Janeiro, um dos principais centros de competição dos Jogos Olímpicos.
A empresa, responsável pelas obras juntamente com a construtora OAS, demitiu 70 funcionários nesta quarta-feira (1) e colocou outros 500 operários em aviso prévio, segundo apurou a Folha. O canteiro reúne 1.000 trabalhadores no total.
Os demais funcionários podem ser demitidos já na semana que vem. Eles possuem contrato de experiência e não necessitam de aviso prévio.
A empresa alegou aos empregados que não tem condições financeiras de mantê-los diante de atrasos nos pagamentos pela Prefeitura do Rio.
A construtora iniciou as obras em agosto de 2014, mas só recebeu o primeiro pagamento em janeiro deste ano. Na ocasião, foram pagos cerca de R$ 60 milhões, referentes aos trabalhos executados até novembro. Desde então, não foram feitos novos pagamentos.
O contrato total é de R$ 650 milhões e prevê remuneração mensal pelas obras. A situação é preocupante diante do prazo apertado para o início dos Jogos Olímpicos, que serão realizados em agosto de 2016.
As obras do Complexo Esportivo de Deodoro já começaram atrasadas, diante da demora no processo de licitação e era um dos pontos de maior preocupação do COI (Comitê Olímpico Internacional). A obra deveria ser entregue pela Queiroz Galvão e pela OAS em dezembro deste ano para que houvesse tempo de realizar testes nos equipamentos.
Inicialmente, a construção do complexo ficaria a cargo da União, mas as obras foram delegadas ao município. O governo federal repassou a verba do projeto para a Prefeitura do Rio, que ficou encarregada de licitar e fiscalizar a construção das arenas.
A Queiroz Galvão é uma das empreiteiras envolvidas no escândalo de corrupção revelado pela Operação Lava Jato, justamente com a OAS, sua parceira no empreendimento. Ambas são acusadas de participar de um esquema de pagamento de propina a funcionários da Petrobras em troca de vantagens em licitações e contratos na estatal.
A OAS protocolou seu recuperação judicial nesta terça-feira (31). Com R$ 8 bilhões em dívidas, a empresa avaliou que corria o risco de quebrar sem a proteção da Justiça. A Queiroz Galvão, que toca cerca de 30 canteiros de obras no país e emprega 22 mil funcionários, tem situação financeira mais confortável e não corre o risco de ficar insolvente no momento.
Os atrasos nos pagamentos de obras públicas, contudo, preocupam à administração da companhia, apurou a Folha.
As obras do VLT (veículo leve sobre trilhos) no trecho entre Santos e São Vicente, lideradas pela construtora, também estão ameaçadas. A Queiroz Galvão colocou 450 dos 800 funcionários que trabalham na obra em aviso prévio. Lá, a justificativa também é de que a falta de remuneração torna inviável mantê-los empregados.
O contrato do empreendimento, tocado por um consórcio formado pela Queiroz Galvão e a Trail Infraestrutura, é de cerca de R$ 300 milhões e foi firmado em 2013. Desde outubro do ano passado, porém, não foram feitos pagamentos e hoje já há cerca de R$ 30 milhões atrasados.

OUTRO LADO

A Prefeitura do Rio afirmou que ainda não foi informada sobre as demissões. A Queiroz Galvão disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que não irá se manifestar. O comitê organizador dos Jogos Olímpicos afirmou que desconhece a paralisação da obra e informou que acredita que o Parque de Deodoro ficará pronto no prazo previsto.
Procurada, a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo, responsável pela licitação das obras do VLT, admitiu os atrasos e afirmou que os pagamentos devem ser realizados "ainda na primeira quinzena de abril".
Segundo a empresa, o empreendimento possui contrato de financiamento de R$ 382 milhões com a Caixa Econômica Federal e R$ 30 milhões ainda não foram liberados por conta de "ajustes de projeto".
A EMTU afirmou ainda que as obras estão em andamento e que o corte de funcionários pelo consórcio Queiroz Galvão/Trail Infraestrutura deve-se "ao processo de conclusão do empreendimento em São Vicente, onde está 95% finalizado".

 

Endividado

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É preciso ter humildade, diz Mercadante sobre queda da aprovação do governo

O ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Aloizio Mercadante, comentou a pesquisa CNi/Ibope que aponta queda no percentual de pessoas que consideram o governo Dilma Rousseff ótimo ou bom. Segundo ele, os índices exigem “mais trabalho e atenção” do governo, principalmente a um “caminho sólido para a retomada do crescimento”.

“O governo tem que ter humildade, trabalho, trabalho e trabalho. O nosso compromisso é para quatro anos e três meses de governo; é apenas o início de processo. A fotografia não é boa, mas o filme vai ser muito bom”, disse, comparando os resultados da pesquisa a uma fotografia de apenas um momento.

Pesquisa encomendada ao Ibope pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada hoje (1º) indica que o percentual de pessoas que avaliam o governo da presidenta Dilma Rousseff como ótimo ou bom caiu 28 pontos pencentuais, passando de 40% em dezembro de 2014 para 12% em março deste ano.

Em entrevista a jornalistas no Palácio do Planalto, o ministro reiterou que os instrumentos de combate à crise internacional que o Brasil vinha adotando não podem ser mantidos. “Temos que fazer um ajuste. Temos que repensar nossa estratégia de enfrentamento da crise internacional”, disse Mercadante, acrescentando que o câmbio pode ser um dos fatores capazes de contribuir para “grandes resultados” para o setor automotivo, agrícola e industrial.

 

Agência Brasil

 

Ministro do STF diz que redução da maioridade não deve ser vista como esperança

 

Da Agência Brasil Edição: Armando Cardoso

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello disse hoje (10) que a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos não deve ser vista como esperança de dias melhores. “Cadeia não conserta ninguém e não resolve os problemas do país, que são outros”, afirmou. 

Presidente do TSE, ministro Marco Aurélio Mello, durante balanço, anunciou que houve crescimento de 4,43% no número de eleitores aptos a votar nas eleições de outubro (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Marco  Aurélio:  cadeia  não  conserta ninguém e não resolve os problemas do paísArquivo/Agência Brasil

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171-A/93, que altera a faixa etária de responsabilidade penal, foi aprovada ontem (31) pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), após mais de 20 anos em tramitação.

O texto seguirá para uma comissão especial, que será instalada no próximo dia 8 pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O ministro Marco Aurélio lembrou a articulação para que a mudança se torne cláusula pétrea, dispositivo constitucional que não pode ser alterado nem mesmo por uma PEC.

Marco Aurélio antecipou que não concorda com a classificação legal para redução da maioridade. “De início, não penso assim, mas estou aberto à reflexão”, ponderou, afirmando que o projeto “baterá no Supremo”.

Saiba Mais

O ministro reconheceu que o ritmo de aprovação de novas regras demonstra que o Legislativo está buscando se fortalecer. Entretanto, alertou sobre o receio de normatizações “em época de crise, porque vingam as paixões exarcebadas”. Segundo ele, o país já tem leis suficientes para correções e deveria se concentrar em outros problemas.

Sobre o arquivamento das investigações contra o senador Jader Barbalho (PMDB-PA), acusado de desvio de dinheiro da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), o ministro explicou que a morosidade da Justiça brasileira prejudica inquéritos antes que eles sejam concluídos. O processo tramitava no STF desde 2003. “A sociedade fica decepcionada quando tem arquivamento de um inquérito.”

Ao participar da solenidade de comemoração dos 207 anos da Justiça Militar da União, em Brasília, Marco Aurélio alertou para o problema da corrupção. “Chegando ao estágio a que chegamos, verificamos que a corrupção foi banalizada, mas não posso dizer que foi barateada, porque os valores são muito altos”, ironizou.

Quanto a eventuais pedidos de abertura de inquérito para investigar a presidenta Dilma Rousseff, Marco Aurélio disse que a Constituição Federal não veda a investigação e sim a responsabilização. De acordo com o ministro, a cláusula existe unicamente para proteção do cargo. “Já está tão difícil governar o país. Imagina se tivermos um inquérito aberto contra a presidenta da República. Não há impunidade, porque, por atos estranhos ao exercício do mandato, ela responderá ao término do mandato. Aí, haverá julgamento na primeira instância”, explicou.

O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, participa da cerimônia de entrega das comendas da Ordem do Mérito Judiciário Militar (Wilson Dias/Agência Brasil)

Rodrigo  Janot  recebe  a  Grã-Cruz  da  Ordem  do

Mérito Judiciário MilitarWilson Dias/Agência Brasil

Também presente à cerimônia, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi homenageado com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito Judiciário Militar, o mais alto grau da condecoração. Janot deixou o local sem falar com a imprensa.

Ministro do Superior Tribunal Militar e chanceler da Ordem, William de Oliveira Barros lembrou a história da justiça mais antiga do país, criada em 1808, meses antes da chegada da família real ao Brasil. Oliveira Barros destacou juristas famosos que participaram da história, entre eles Sobral Pinto. e lembrou contribuições como a formulação da Lei de Segurança Nacional.

 

Agência Brasil

 

 

Governo zera imposto de importação de cápsulas e máquinas de café

O governo zerou, a partir desta quarta-feira (1º), o Imposto de Importação de cápsulas de café e das máquinas cafeteiras domésticas que operam especificamente a partir dessas cápsulas.
A alíquota do imposto das cápsulas era de 10%, e das máquinas, 20%. A decisão saiu no Diário Oficial desta quarta.
A Camex (Câmara de Comércio Exterior), órgão vinculado ao Mdic (Ministério do Desenvolvimento), informou que as reduções tarifárias fazem parte de conjunto de medidas para a criação de mercado e atração de investimentos no país para fabricação local de produtos com maior valor agregado.
Segundo nota divulgada pelo órgão, a ideia é fomentar a criação de uma plataforma de exportação no Brasil desses produtos para a América Latina
HPV
Atendendo à solicitação do Ministério da Saúde, a Camex também zerou a alíquota do Imposto de Importação, que era de 2%, da vacina contra HPV.
Segundo a Camex, a redução é necessária até que a vacina passe a ser produzida no Brasil pelo Instituto Butantan.
Fonte: Folha Online - 01/04/2015 e Endividado

Dilma diz acreditar em recuperação da Petrobras até o final de abril

A presidente Dilma Rousseff afirmou que acredita em uma recuperação da Petrobras até o fim de abril. Em entrevista à agência de notícias americana Bloomberg, concedida na terça-feira (31) e publicada nesta quarta (1), Dilma diz que a estatal vai retomar sua produtividade e vai voltar a dar lucro.
"Nesse processo de descoberta da corrupção, a Petrobras tem condições de passar por isso e superar. Até porque eu acho que ela vai tomar medidas, as mais drásticas. Internacionalmente, empresas em situações similares tomaram. Agora, ela vai ter uma gestão muito melhor. Melhores práticas, condições de se alavancar novamente. [...] Eu tenho certeza que ela conseguirá resolver todos os seus problemas até o fim de abril", afirmou Dilma.
A presidente também disse acreditar que a estatal publicará seu balanço até o fim deste mês. Desde o ano passado, a empresa tem atrasado a divulgação de suas demonstrações financeiras por não conseguir calcular o rombo bilionário de suas contas devido ao esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.
"No que se refere à governança, acho que nós estamos ultrapassando os desafios de gestão com várias medidas de compliance. Mas a medida principal será a divulgação do balanço, que acreditamos que cumpriremos até o fim de abril", disse.
Se não entregar as demonstrações do terceiro trimestre auditadas até julho, a Petrobras deverá ter seu nome registrado na "lista de inadimplentes" da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Se não apresentá-las até 14 de novembro, a Petrobras terá seu registro na CVM suspenso e, assim, não poderá ter ações negociadas em bolsa. Com um ano de suspensão, seu registro é cancelado.
Na entrevista, Dilma afirmou que o caso de corrupção descoberto na estatal foi muito além de um problema de gestão e só foi descoberto por causa de investigações da Polícia Federal, que apuravam cartel e lavagem de dinheiro.
"Não era pura e simplesmente uma questão de gestão. Você veja que não tem nenhuma evidência do envolvimento dos dois presidentes. O Conselho [de Administração] era integrado por empresários bastante qualificados", disse.
A presidente voltou a defender a autonomia dos órgãos de investigação e disse que uma operação como a Lava Jato não teria acontecido em outro momento político do país.
"A Polícia Federal não foi nomeada baseada em critérios político partidários. Nós nomeamos todos os procuradores da União baseado na lista apresentada pelo próprio ministério. Criou-se no Brasil as condições para que o país avançasse em direção a um reforço constitucional. Não se pode supor que ela [Lava-Jato] existiria em outros momentos no Brasil. Por que a gente não descobriria isso em outros momentos", disse.
ESTILO DE GOVERNO
Dilma comentou ainda as declarações do ministro Joaquim Levy (Fazenda) sobre o seu estilo de governar. Em evento fechado, Levy disse na semana passada que, embora seja bem-intencionada, Dilma nem sempre faz as coisas da maneira mais eficaz.
"Eu acredito que o ministro é muito importante para o Brasil hoje e tem muita firmeza. Acho que, obviamente, procuram algum jeito de intrigar o ministro Joaquim Levy. Eu li as declarações. Criaram uma tempestade num copo d´água. O que ele disse? Você não necessariamente tem uma única forma de chegar a uma medida", afirmou Dilma.
A presidente explicou que até prefere tomar decisões mais rapidamente, mas disse que aprendeu que, na política, é preciso construir caminhos diversos.
"Eu até prefiro a mais rápida, eu prefiro pelo meu jeito de ser. Mas nem sempre essa é a melhor medida. Às vezes, politicamente, você tem de construir um outro caminho. Nessa necessidade de refazer o processo você tem várias passagens. Aliás, eu acho que isso é na vida. Não é só na aplicação do ajuste", afirmou.
"Nem sempre o amor é linear como uma estrada de ferro. O mesmo podemos dizer sobre a política. Nem sempre você consegue implantar medidas da forma mais direta possível. Nem sempre. Mas sempre que você puder, você tem de optar pelo caminho mais curto, mais rápido e que vai resultar em maior eficiência da situação", completou.
Fonte: Folha Online - 01/04/2015 e Endividado

 

Três pessoas morrem e três ficam feridas em tiroteios no Complexo do Alemão, no Rio: http://glo.bo/1I74VXA

 

 

Três pessoas morrem e três ficam feridas em tiroteios no Complexo do Alemão, no Rio - www.rsnoticias.net

 

Ministro diz que 56 cidades do Nordeste estão em colapso por causa da seca

 

Yara Aquino - Repórter da Agência Brasil Edição: Juliana Andrade

Os ministros da Integração Nacional, Gilberto Occhi, e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, durante coletiva no Palácio do Planalto, falam sobre segurança hídrica no país (Wilson Dias/Agência Brasil)

O Brasil não pode desperdiçar água, precisa poupar água,  diz a ministra do  Meio  Ambiente,  Izabella Teixeira,

em entrevista coletiva ao lado do ministros da Integração Nacional, Gilberto Occhi  Wilson Dias/Agência Brasi

Mesmo com o cenário de chuvas favorável na Região Sudeste no mês de março, os níveis dos reservatórios não voltaram à normalidade e é preciso manter as ações de controle e economia de água, disse hoje (1º)  o grupo de monitoramento da situação hídrica do governo federal. O ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, informou que, no Nordeste, 56 cidades estão em situação de colapso de abastecimento de água, e acredita que o número poderá passar de 100.

Os integrantes do grupo reuniram-se nesta quarta-feira no Palácio do Planalto. Em entrevista coletiva após o encontro, Occhi disse que o governo federal pediu aos estados da Região Nordeste um levantamento sobre o assunto, e o número de cidades nessa situação pode subir para 105. Também participaram da reunião os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu.

Os ministros discutiram a possibilidade de adiantar obras e ampliar ações emergenciais de abastecimento de água em áreas urbanas do Nordeste, com o uso de carros-pipas. “Recebemos pedidos de governadores sobre a possibilidade de ampliação da Operação Carro-Pipa para municípios da região urbana e devemos apoiar, colocando reservatórios urbanos, caixas d'água, cisternas”, disse Occhi.

Segundo o presidente da ANA, no Sudeste, a situação dos reservatórios permanece crítica, apesar da ligeira recuperação. “Mesmo tendo esses sinais de volume mais favorável de água chegando aos reservatórios, os quadros todos continuam críticos, e as medidas adotadas até aqui na redução das vazões dos reservatórios e dos rios devem ser mantidas, acompanhadas [de ações] para oferecer maior segurança hídrica às populações envolvidas.”

Sobre o Sistema Cantareira, que abastece São Paulo, Vicente Andreu disse que houve recuperação com as chuvas de fevereiro e março, mas ressaltou que o sistema ainda usa água abaixo do volume útil. O diretor do Centro de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Carlos Nobre, destacou que as chuvas no Sudeste estão diminuindo e que as precipitações estacionais devem recomeçar em outubro.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, informou que, após o término do período de chuvas, em abril, será discutida a campanha de conscientização do governo sobre a situação hídrica do país. “Vamos com toda serenidade construir a informação objetiva, transparente. O Brasil não precisa ter desperdício de água, precisa poupar água”, afirmou.

 

Agência Brasil

Magistrados aparecem em lista do HSBC suíço

Três desembargados de SP, ex-procurador geral da Justiça do Rio e ex-defensora pública-geral de Pernambuco estão na lista

 

Três desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo, um deles aposentado, além de um ex-procurador geral de Justiça do Rio e uma ex-defensora pública-geral de Pernambuco aparecem na lista de brasileiros que mantinham contas sigilosas no HSBC da Suíça. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, pelo jornal O Globo. Ao jornal carioca, parte dos citados negou ter contas na filial suíça do banco.
Em 2006 e 2007, quando a lista foi vazada pelo ex-técnico de informática do HSBC, Hervé Falciani, o desembargador Jaime Queiroz Lopes Filho, da 36ª Câmara de Direito Privado do TJ paulista, estava ligado a duas contas numeradas - em que o titular não aparece -, segundo o jornal. A primeira aberta em 1997 e fechada dois anos depois e a segunda com data de abertura em 1998. Esta última tinha saldo de R$ 131,1 mil quando a lista vazou. Ao jornal  O Globo ele afirmou "desconhecer por completo a existência das contas".
Paulo Eduardo Razuk, desembargador da 1ª Câmara de Direito Privado do TJ paulista, aparece na lista ligado a uma conta aberta em 1994 e fechada em dez anos depois. No período do vazamento da lista o saldo era zero. Razuk foi procurado por meio da assessoria do tribunal, mas não foi localizado.
O desembargador aposentado Ney de Mello Almada, que deixou o TJ paulista e atua hoje como advogado, tem seu nome ligado a uma conta aberta em 1992 que no período do vazamento da lista tinha US$ 263.922. Almada negou a O Globo ter conta em Genebra. "Deve ter algum engano", disse ao jornal carioca.
Carlos Antonio da Silva Navega, que chefiou o Ministério Público do Rio entre os anos de 1987 e 1991, aparece na lista como tendo três contas na Suíça, todas zeradas quando houve o vazamento das informações. Em nota, Navega afirmou que "jamais abri ou mantive isoladamente ou em conjunto com qualquer pessoa, conta corrente no HSBC da Suíça". Segundo o ex-procurador-geral, os bens de sua propriedade no exterior, entre eles conta corrente, são devidamente informados na declaração de Imposto de Renda.
Chefe da Defensoria Pública pernambucana entre 2010 e 2014, Marta Maria de Brito Alves Freire tem seu nome vinculado a uma conta de seu marido, o advogado Marcos Freire Filho. Aberta em 1996, a conta tinha saldo de R$ 1,016 milhão em 2006/2007, quando a lista de correntistas do HSBC da Suíça foi revelada.
Em nota, Freire confirmou que são seus a data de nascimento e o endereço que constam nas fichas do banco, mas negou que tivesse a conta citada. Ela disse estar "surpresa e indignada" com a citação na lista, A ex-defensora geral afirmou que está "rigorosamente em dia com suas obrigações fiscais".
A lei brasileira não proíbe o uso de contas no exterior, mas criminaliza quem não declara os valores à Receita Federal e ao Banco Central.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

 

 

Naufrágio de barco pesqueiro russo deixa 54 mortos e 15 pessoas desaparecidas: http://glo.bo/1GjgPLU

 

Naufrágio de barco pesqueiro russo deixa 54 mortos e 15 pessoas desaparecidas - www.rsnoticias.net

 

Justiça determina bloqueio dos bens e quebra dos sigilos bancário e fiscal da deputada Benedita da Silva

A juíza Adriana Marques dos Santos Laia Franco, da 8ª Vara de Fazenda Pública da Capital, decidiu, em caráter liminar, pelo bloqueio dos bens e quebra dos sigilos bancário e fiscal da deputada federal Benedita da Silva, até que seja ressarcido o valor de R$ 32.094.569,03 referentes ao dano causado ao patrimônio público. A parlamentar responde pelos crimes de improbidade administrativa por fraudes em convênios entre a Fundação Darcy Ribeiro (FUNDAR) e ONGs com o Ministério da Justiça, na época em que era secretária estadual de Assistência Social e Direitos Humanos. A ação foi impetrada pelo Ministério Público (MP).
“A citada providência de indisponibilizar bens dos réus possui natureza acautelatória, sobretudo quando se verifica que objetiva assegurar o ressarcimento aos cofres públicos de ocasionais danos causados pelo ato apontado como ímprobo”, afirma a magistrada em sua decisão.
Também são réus no processo o ex-subsecretário da pasta e secretário executivo dos programas sociais, Raymundo Sérgio Borges de Almeida Andrea; e o gestor e representante legal da FUNDAR, Paulo de F. Ribeiro. No último dia 24, a juíza já havia concedido liminar determinando a quebra do sigilo bancário de todos os réus entre os anos de 2007 e 2010. Foi determinada a análise de contas correntes, contas poupanças e faturas de cartão de crédito.
Segundo a denúncia do MP, as irregularidades foram detectadas na execução dos projetos sociais “Mulheres da Paz”, “Protejo” e “PEUS – Espaços Urbanos Seguros”, realizados entre 2008 e 2011, para os quais foram destinados R$ 32.094.569,03 para instrução e profissionalização de mulheres e jovens, além de melhorias urbanísticas em comunidades carentes. O valor teve origem por repasses de recursos federais do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (PRONASCI), realizados por meio de oito convênios celebrados entre o Estado, através da Secretaria de Estado de Direitos Humanos (SEASDH), e a União, através do Ministério da Justiça/Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP). Outra parcela foi fruto de verbas estaduais aplicadas como contrapartidas àqueles repasses.
Dentre as irregularidades, a ação destaca: grave prejuízo ao patrimônio público estadual, execução financeira irregular, falta de controle sobre a prestação do serviço; precária prestação de contas; dispensa irregular de licitação e evidente direcionamento da contratação em favor da Fundação Darcy Ribeiro, subcontratação de ONGs para a execução do objeto, ligações pessoais e políticas das ONG’s com os gestores da SEASDH, além de objeto contratual genérico e ausência de justificativa adequada.
Processo - 0077777-34.2015.8.19.0001
Fonte: TJRJ - Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro - 01/04/2015 e Endividado

 

 

INSS livre para cobrar de volta valores pagos por liminares

por MAX LEONE

Justiça Federal entende que restituição tem que ser feita se decisão inicial for reformada
Rio - Segurados do INSS que ganharam na Justiça o direito de receber aposentadoria, pensão ou correção de benefício por meio de decisão precária, chamada de tutela antecipada ou liminar, terão que devolver os valores recebidos, caso o Poder Judiciário revogue a sentença. Foi o que determinou a 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que abrange os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A decisão é contra segurada que entrou com ação para continuar recebendo auxílio-doença suspenso pelo INSS. O processo foi considerado improcedente pela Justiça.
Para o relator da ação, juiz Nicolau Konkel Junior, o ressarcimento é legal pelo fato de o benefício ter sido concedido judicialmente e não por pedido administrativo no INSS. No acórdão ele enfatiza: “Não desconheço o entendimento de que as verbas recebidas em boa-fé da administração, possuindo caráter alimentar, são irrepetíveis. Inúmeros julgados sustentam tal posição”, diz. “Contudo, todos estes precedentes têm como pressuposto fático que o administrado percebia a verba diretamente do ente público, e não por força de decisão judicial, em tutela provisória’’, completou, acrescentando que a cobrança pode retroagir para valores pagos até 10 anos antes.
O advogado Rudi Cassel, do escritório Cassel Ruzzarin Santos Rodrigues, defende que a devolução de valores recebidos de boa-fé mediante a revogação de tutela antecipada em ações movidas pelos segurados deve seguir procedimentos de cobrança de dívida ativa da União.
De acordo com a Justiça, o Artigo 46, Parágrafo 2º, da Lei 8.112/90, reposições e indenizações precisam ser previamente comunicadas para pagamento, no prazo máximo de 30 dias. Pode haver parcelamento, a pedido do segurado. Se o pagamento foi feito no mês anterior ao do processamento da folha, a reposição será feita imediatamente, em única parcela.
“Em contraponto, os valores recebidos de boa-fé por erro puramente administrativo não podem ser exigidos. Na maioria das vezes, o segurado nem consegue identificar o que é certo ou errado no montante que recebe”, explica Cassel.
Para a advogada Emília Florin, do escritório Neves Bezerra, a saída para o segurado do INSS prejudicado é entrar com uma ação de declaração de inexistência de débito com o objetivo de evitar a cobrança.
AGU vai leiloar bens de fraudadores da Previdência
Sessenta e sete imóveis de fraudadores da Previdência Social serão leiloados pela Advocacia-Geral da União (AGU) a partir de junho no Rio. O objetivo é reaver recursos desviados pela quadrilha que Jorgina de Freitas participava nos anos 1990. Ela foi condenada e cumpriu pena de 14 anos de prisão. De acordo com a AGU, os pregões devem arrecadar cerca de R$ 27 milhões que serão devolvidos aos cofres públicos. Há também na lista bens de membros de quadrilha especializada no uso de dados e documentos falsos para burlar o INSS. O esquema foi desbaratado pela Operação Fantoche, da Polícia Federal, em 2008.
Entre os imóveis que serão vendidos estão casas, apartamentos, lotes, chácaras e automóveis dos integrantes das quadrilhas. Segundo o levantamento da AGU, a propriedade de maior valor fica na Avenida Sernambetiba, na Barra da Tijuca. Pela avaliação judicial, o lance inicial deve ser de R$2,702 milhões. Nesta nova rodada de leilões não há bens em nome de Jorgina de Freitas, mas de integrantes do mesmo grupo.
Segundo José Guilherme, advogado de Jorgina, ela não possui mais nenhuma bem para ser leiloado. A AGU informou que em 2002 houve o repatriamento de R$ 11 milhões de contas de Jorgina de Freitas em Nova York.
“Tudo que tinha foi arrecadado no fim dos anos de 1990, inclusive bens de família”, afirmou o advogado. De acordo com a AGU, qualquer pessoa interessada pode participar dos leilões. O órgão informou que tenta viabilizar a possibilidade de lances pela internet. A iniciativa para ressarcir o INSS é do Núcleo de Ações Prioritárias da Coordenação de Cobrança e Recuperação de Créditos (NAP-CCOB) da Procuradoria Regional Federal da 2ª Região.
Para a aposentada Maria de Lourdes ,as ações de fraudadores contra a Previdência também prejudicam a concessão de reajustes maiores para os segurados.
Fonte: O Dia - IG Notícias - 02/04/2015 e Endividado

Lula reconhece que foram cometidos ′equívocos′ na política tarifária

por CATIA SEABRA e GUSTAVO URIBE

Em resposta às críticas das centrais sindicais à condução da economia, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu nesta terça-feira (31) que o governo petista cometeu "equívocos" em sua política tarifária.
Ao discursar para uma plateia de representantes de movimento sociais, ele afirmou que o governo federal não reajustou antes o preço da gasolina por temer que o aumento pressionasse a inflação do país.
Ainda segundo ele, ao ter reduzido a conta de luz em 2013, a presidente Dilma Rousseff não esperava que o país enfrentasse uma estiagem de chuvas que impactasse o fornecimento de energia.
Para os partidos de oposição, a demora no reajuste da gasolina afetou negativamente as contas da Petrobras.
"Nós, e é importante eu também assumir e cada um de nós assumir, cometemos equívocos. Por que não se aumentou a gasolina desde 2012? Porque não queria que a inflação subisse", explicou.
O petista observou que atualmente há uma "conjuntura altamente desfavorável" no país e que há fatores econômicos que não dependem apenas da presidente.
"Nós temos de ter certeza de que esse aumento da energia foi necessário por conta dessa situação. Não tenho dúvida de que, quando as coisas melhorarem, a presidente vai reajustar outra vez [o preço] favorável ao povo brasileiro", justificou.
Na avaliação do petista, o ajuste fiscal implementado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, é necessário. Segundo ele, no cenário econômico atual, a presidente precisava "dar uma parada".
"Fiz um ajuste mais forte do que esse em 2003. Fiz um ajuste necessário", lembrou.
O tom adotado pelo petista foi uma reação a discurso, feito anteriormente, pelo presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Vagner Freitas. Segundo ele, o ajuste fiscal do governo não "vai levar o Brasil à frente".
"Há insatisfação na classe trabalhadora. Não vamos aceitar que o aumento da conta de luz e o ′tarifaço′ recaiam na nossa conta", reclamou, acrescentando que, sem mudança na política econômica, o trabalhador ficará "bravo" e não defenderá o governo federal.
Os discursos foram feitos em ato em defesa da democracia e da Petrobras, alvo da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. O ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli participou e até ganhou elogios públicos de Lula.
"Tenho orgulho de ter sido o presidente que te indicou tesoureiro e presidente da Petrobras", disse Lula dirigindo-se a Gabrielli, que é citado numa ação movida nos Estados Unidos.
"Quero saber se alguém terá coragem de dizer que esse moço aqui ou que o José Eduardo Dutra, que também foi presidente, está envolvido com corrupção", desafiou.
O petista criticou ainda a credibilidade que se dá ao beneficiados no estatuto da delação premiada. Segundo ele, estão transformado "bandido" em "herói".
Ele disse ainda que Dilma é vítima de "uma luta de classe de cima para baixo".
"Não temos problema com o andar de cima. Não queremos perturbar os do andar de cima, mas não perturbem a gente."
Fonte: Folha Online - 31/03/2015 e Endividado

 

OAB defende direito do consumidor no STF

A OAB Nacional requereu ingresso como amicus curiae na Ação Direta de Inconstitucionalidade 5224, que discute a regulamentação do sistema de inclusão e exclusão de nomes de consumidores nos cadastros de proteção ao crédito, inclusive a obrigatoriedade de envio de correspondência acompanhada de Aviso de Recebimento (AR) pelas empresas a devedores, entre outras medidas. A ADI questiona a legalidade da Lei 15.659/15, do Estado de São Paulo. A Ordem entende que a lei é constitucional.
A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, que ajuizou a ADI 5224, sustenta que a lei afronta o artigo 24, parágrafo 1º e 3º, da Constituição Federal ao estabelecer novas normas gerais em matéria já regulamentada por legislação federal no Código de Defesa do Consumidor (CDC). A OAB argumenta que a lei impugnada não contraria o CDC, mas tão somente empresta maior eficácia e efetividade ao Sistema de Proteção ao Consumidor e preserva o direito à ampla e clara informação.
Além do envio de correspondência acompanhada de AR, a Lei 15.659/15, do Estado de São Paulo, obriga a guarda física de documentos relacionados a pendências de pagamento, determina a eliminação de informações corretas dos bancos de dados em dois dias úteis, exige a indicação do “nome ou razão social do credor, da natureza da dívida e meio, condições e prazo para pagamento, antes de efetivar a inscrição, mesmo antes da comunicação de registro de débito”, e concede prazo suplementar de 15 dias para a quitação do débito antes de sua inclusão nos bancos de dados.
A Ordem afirma que não há competência concorrente entre a Lei Federal 8.078/90, no caso o Código de Defesa do Consumidor, e a presente legislação. “Segundo a melhor doutrina, quando se trata de competência concorrente entre entes federados não se pode pensar em normas hierarquicamente inferiores ou superiores, mas apenas de diplomas que se complementam diante da possibilidade de disciplinamento comum de determinadas matérias”, sustenta a OAB na petição.

Direito à informação

Para a OAB, além de não modificar as diretrizes gerais do Código de Defesa do Consumidor, a lei promulgada em São Paulo, ao contrário, confere maior eficácia aos princípios de proteção ao consumidor, por natureza vulnerável. “A lei impugnada dá maior segurança a ambas as partes envolvidas na relação de consumo, na medida que estabelece a obrigação do envio de carta com aviso de recebimento, evitando-se, assim, a ‘negativação’ indevida do consumidor”, afirma.
Nas relações econômicas, o consumidor é o lado mais fraco e merece tratamento jurídico diferenciado, com mecanismo que o protejam de práticas abusivas de comerciantes. Inclusive o próprio CDC estabelece, em seu art. 47, que “as cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor”.
A correspondência com Aviso de Recebimento, segundo a OAB, tem como finalidade “proporcionar ao consumidor, transparentemente, informações claras, precisas e objetivas quanto a eventuais restrições que possam existir, com relação a sua pessoa”. “Essa comunicação deve ser efetuada a fim de permitir ao consumidor, no seu sentido lato, o exercício da garantia constitucional do contraditório e da ampla defesa”, afirma.
Com informações do STF
Fonte: olhardireto.com.br - 01/04/2015 e Endividado

 

 

JUROS DA DÍVIDA FEDERAL CRESCEM PARA 6,7% DO PIB (R$ 335 BILHÕES)!


1. (Folha de SP, 01) O gasto com os juros da dívida do governo federal zanzou em torno de 5,2% do PIB entre 2009 e 2013. A despesa pulou para 6,1% do PIB no final de 2014, quando então o setor público, todos os governos, gastou mais de R$ 311 bilhões com juros, 12 vezes a despesa com o Bolsa Família. Em fevereiro, a conta de juros deu um salto com vara, para 6,7% do PIB "velho" (no valor do PIB "novo", uns 6,2%).
2. (Ex-Blog)  Trocando em miúdos: 335 bilhões de reais em um ano. Com os valores do PIB de 2014, os gastos com juros da dívida entre 2009 a 2015 cresceram 75 bilhões de reais.

 

Ex-Blog do Cesar Maia

 

Após 137 demissões, trabalhadores da Ford paralisam atividades

por THAIS FASCINA

Os operários da fábrica de motores da Ford, em Taubaté (a 140 km de São Paulo), paralisaram atividades nesta quarta-feira (1º) contra a demissão de 137 trabalhadores, já afastados temporariamente da fábrica [no chamado regime de "lay-off"] havia oito meses em razão da queda nas vendas.
O anúncio do corte foi feito pela montadora nesta terça-feira (31), quando eles voltariam ao trabalho.
De acordo com o sindicato dos Metalúrgicos da região, uma assembleia geral está marcada para a próxima terça-feira (7). Em nota, a Ford informou, porém, que já concluiu os acordos neste caso.
Os pontos das negociações foram o fechamento do acordo de data-base (reunião entre empresa e sindicato para repactuar os termos dos seus contratos coletivos de trabalho) dos anos de 2015 e 2016 e da participação nos resultados para os anos de 2016 e 2017. Além de um novo PDV (Programa de Demissão Voluntária) a partir do dia 30 de março deste ano.
A Ford também afirmou que garantirá que aos 1500 operários da fábrica em Taubaté empregos até 2017, pelo menos.
Os operários demitidos iniciaram uma série de protestos em frente à fábrica desde terça (31), impedindo a entrada dos operários que continuaram empregados na fábrica.
Na tarde desta quarta, representantes do sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e a diretoria da Ford se reuniram em São Bernardo do Campo (a 19 km de São Paulo) para uma reunião já marcada anteriormente. Porém, não há informação de que um acordo foi firmado.
HISTÓRICO
Em 2013, a Ford anunciou o fim da fabricação de motores Rocam na cidade.
Já em 2014, a empresa adotou medidas para evitar demissões em massa, como afastamento de trabalhadores com o banco de horas, redução da jornada de trabalho de 40 para 32 horas semanais sem redução de salários e férias coletivas.
Ainda com discurso de não ter alcançado o objetivo, a empresa abriu o PDV (Plano de Demissão Voluntária) no primeiro trimestre do ano passado e, em agosto, anunciou o "lay-off" (suspensão temporária do contrato de trabalho) para 108 operários com parte do salário (cerca de R$ 1,3 mil) financiado pelo FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).
Em setembro, incluiu mais 116 trabalhadores no "lay-off", totalizando 224.
Sem nenhuma solução encontrada, e com a montadora perdendo espaço nos mercados do México e Argentina, a empresa decidiu prolongar o "lay-off" sem o recurso do FAT, que pela lei tem prazo somente de cinco meses. A ideia era manter o plano até o dia 31 de março de 2015 para encontrar uma solução para estes operários em negociações com o sindicato.
Na data de fim do último "lay-off" foi anunciada a demissão de 137 trabalhadores que ainda restavam no programa – os outros aderiram ao PDV no período.
MAIS CRISE
Em São Bernardo do Campo, também no ABC paulista, a Ford reduziu o ritmo de produção afastando 420 trabalhadores por tempo indefinido no início deste ano. Os dias parados serão compensados com o banco de horas.
As empresas também têm feito ajustes nas linhas de montagem. Também em Taubaté, 4.200 funcionários da Volkswagen estão em férias coletivas desde segunda-feira (30), com duração de 20 dias. Mercedes e GM abriram recentemente PDVs.
Na próxima terça (7), a Anfavea (associação montadoras) irá divulgar dados de produção e revisar para baixo as projeções iniciais, que indicavam estabilidade nas vendas em relação à 2014.
Fonte: Folha Online - 01/04/2015 e Endividado

 

 

"No futuro estará rindo da situação", diz juiz ao negar indenização

Autor requereu danos morais e materiais por ser vítima de brincadeira do programa Pânico.
“Quem não passou por uma situação vergonhosa e após certo tempo riu com ela mesma? Certamente passou a contá-la até mesmo para desconhecidos? Pois bem, ao certo que uns de imediato, outros mais tarde – tudo varia conforme a evolução do estado de espírito – mas, de qualquer forma, justamente a brincadeira e a gozação, ao final, acabam sendo o melhor instrumento da confraternização.”
Com tal espírito é que o juiz de Direito Rodrigo Garcia Martinez, da 45ª vara Cível de SP, julgou improcedente ação de indenização ajuizada por homem alegando que foi indevidamente vinculado a “degradante inserção televisiva” no programa humorístico “Pânico na Band”.
Na peça da qual foi vítima, os integrantes do programa ofereciam doces para os torcedores que foram a uma partida entre a Argentina e a Suíça durante a Copa do Mundo de Futebol de 2014, dando a entender ao telespectador que as guloseimas teriam sido produzidas com estrume bovino.
Rir da situação
O magistrado concluiu que em momento algum ficou provado que o autor consumiu dejetos bovinos, nem que os artistas do programa de fato distribuíram substâncias alimentícias adulteradas, e sim que o elenco do Pânico apenas vendeu a ideia de que iriam fazer os torcedores argentinos consumir dejetos bovinos, realizando uma edição de imagens.
"Não assisti o referido programa para saber qual o móvel desta brincadeira, mas o intuito talvez fosse "vingar" a torcida brasileira da da Argentina, de uma forma humorística, em relação a aquele marcante episódio (este sim verdadeiro, que revoltou todos os brasileiros) da água adulterada oferecida pela seleção Argentina à Brasileira, numa certa partida da Copa do Mundo de Futebol de 1990, cuja verdade deste evento foi revelada muitos anos depois por um certo jogador (quase sempre ligado a escândalos) durante uma entrevista televisiva."
Rodrigo Garcia Martinez entendeu que não houve lesão a qualquer tipo de direito de personalidade do autor.
“Constam várias mensagens eletrônicas, todas elas brincadeiras dos amigos do autor, de forma totalmente salutar, sobre o evento no qual ele aparece consumindo o alimento entregue por um desconhecido. Qualquer pessoa que lê essas mensagens percebe que não há qualquer exposição do demandante ao ridículo, ou a qualquer tipo de constrangimento. Muito pelo contrário, percebe-se como o requerente é muito querido pelos colegas os quais, por sua vez, como em qualquer grupo de pessoas normais, não perderam tempo em realizar gozações. Caso o autor realmente experimentasse uma situação típica de dano moral, outro seria o ânimo dos seus amigos, o quais sem dúvida alguma escreveriam mensagens de apoio ao demandante, solidarizando-se com ele.” (grifos nossos)
Segundo o julgador, os documentos dos autos demonstram que a brincadeira serviu, em verdade, como forma de animação dos amigos. E continuou na sentença:
“Por qualquer ângulo que se analise a questão, desnecessária a autorização do autor para a veiculação de sua imagem no programa humorístico, da forma como foi exposta. Logo, por mais que o autor ainda não tenha amadurecido a ideia da brincadeira realizada pelo elenco do programa, creio que num futuro bem próximo estará rindo da situação vivenciada, relembrando-a com os amigos. Talvez, por ora, o momento seja de mágoa, mas, muitas vezes na vida, sem aprendermos a supera-la, não chegamos à paz de espírito. De toda forma, desejo muito sucesso ao demandante e um parabéns, que no seu devido tempo, saberá compreender o significado deste voto.” (grifos nossos)
Processo : 1090188-28.2014.8.26.0100

Fonte: migalhas.com.br - 01/04/2015 e Endividado

Entenda a Operação Zelotes da Polícia Federal

Deflagrada no final de março, a Operação Zelotes da Polícia Federal investiga um dos maiores esquemas de sonegação fiscal já descobertos no país. Suspeita-se que quadrilhas atuavam junto ao Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), órgão ligado ao Ministério da Fazenda, revertendo ou anulando multas.
A entidade é um tribunal administrativo formado por representantes da Fazenda e dos contribuintes (empresas) que julga hoje processos que correspondem a R$ 580 bilhões.
O nome Zelotes vem do adjetivo zelote, referente àquele que finge ter zelo. Ele faz alusão ao contraste entre a função dos conselheiros do Carf de resguardar os cofres públicos e os possíveis desvios que efetuaram.
Em geral, é julgada pelo órgão (Carf) uma empresa autuada por escolher determinada estratégia tributária que, segundo a fiscalização, estava em desacordo com a lei.
Estão sob suspeita 74 processos que somam R$ 19 bilhões em valores devidos ao fisco.
A Polícia já confirmou prejuízo de R$ 6 bilhões aos cofres públicos. O valor equivale a cerca de três vezes o dinheiro desviado da Petrobras por meio do esquema desarticulado pela Operação Lava Jato, se considerada a cifra levantada em janeiro pelo Ministério Público Federal (R$ 2,1 bilhões).
SOB SUSPEITA
As investigações começaram em 2013 e alcançam processos que vêm desde 2005.
Entre 74 empresários, companhias e entidades investigadas estão nomes como Petrobras, Embraer, TIM e o Partido Progressista (PP). Cada um tem diferentes níveis de envolvimento no esquema.
Todos negam envolvimento em crimes, ou afirmam que ainda não conhecem o teor das investigações.
Em 12 dos processos, a polícia encontrou "elementos consideráveis de irregularidades".
Estão nesse grupo Gerdau e RBS; as companhias Cimento Penha, J.G. Rodrigues, Café Irmãos Julio, Mundial-Eberle; as empresas do setor automotivo Ford e Mitsubishi, além de instituições financeiras Santander, Safra, Bradesco e Boston Negócios..
Segundo investigadores, muitos dos atores subornaram integrantes do Carf.
Outros, porém, foram procurados por facilitadores que intermediavam o suborno a conselheiros do órgão, mas ainda não há contra eles elementos que comprovem o pagamento de propina.
Em meio ao escândalo, o Carf suspendeu todas as sessões de 2015, sem adiantar prazo para que as datas sejam revistas.
ATUAÇÃO DAS QUADRILHAS
A Operação Zelotes aponta que as quadrilhas, formadas por conselheiros, ex-conselheiros e servidores públicos, usavam o acesso privilegiado a informações para identificar "clientes", contatados por meio de "captadores", que poderiam ser empresas de lobby, consultorias ou escritórios de advocacia.
Segundo Marlon Cajado, delegado da Polícia Federal que comandou a operação, as empresas pagavam propina de até 10% para que os grupos "manipulassem" vereditos do Carf em processos de casos que envolvem dívidas tributárias de R$ 1 bilhão a R$ 3 bilhões, anulando ou atenuando cobranças da Receita.
O pagamento era feito pelas empresas aos "captadores". Após ficar com sua fatia, eles repassavam o resto para as quadrilhas, que por sua vez sacavam os valores e os distribuíam aos envolvidos.
Entre os conselheiros citados está Maurício Rebelo de Albuquerque Silva, pai de Eduardo da Fonte (PE), líder do PP na Câmara. A Folha não conseguiu localizar Albuquerque Silva.
"CARREIRA" NO CARF
Um aspecto do funcionamento do Carf chamou a atenção do Ministério Público. "Havia uma série de advogados pleiteando uma cadeira no conselho, embora a função não seja remunerada", diz o procurador federal Frederico Paiva, responsável pelo caso.
A investigação aponta indícios de que ex-conselheiros, mesmo após deixarem o colegiado, mantiveram pessoas de sua confiança no órgão.
Esses "herdeiros" teriam como função dar continuidade ao esquema de corrupção, repartindo os recursos recebidos ilegalmente.
Os investigados poderão responder pelos crimes de advocacia administrativa fazendária, tráfico de influência, corrupção passiva, corrupção ativa, associação criminosa, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Após a operação ser deflagrada, o Ministério da Fazenda informou que abrirá processos administrativos contra os servidores e conselheiros suspeitos.
Além disso, anunciou que vai processar as empresas envolvidas, mas não respondeu quando questionado sobre como a fraude ocorreu por tanto tempo sem ser percebida por mecanismos de controle.
BUSCAS E APREENSÕES
A operação cumpriu 41 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Ceará e no Distrito Federal.
Mais de R$ 2 milhões foram apreendidos em Brasília e em São Paulo pela PF.
Além de dinheiro (R$ 1,8 milhão, US$ 9.000 e € 1.500), foram apreendidos em Brasília 16 carros nacionais e importados, além de joias.
Em São Paulo, foram apreendidos dez veículos e R$ 240 mil (em moeda nacional e estrangeira), e, no Ceará, dois veículos.
Uma das ações de busca e apreensão ocorreu no Banco Safra, na capital paulista. Não foi informado se algum valor foi apreendido no local.
Fonte: Folha Online - 01/04/2015 e Endividado

 

′Vive de golpe′, diz funcionária de serviço de cobrança para consumidor

Gravações mostram funcionária fazendo acusações a consumidor de Curitiba.
Alvo da cobrança diz que deve três parcelas de financiamento de carro.

Um consumidor de Curitiba reclama da cobrança vexatória feita por uma funcionária de escritório de cobrança de banco. Gravações mostram a funcionária acusando o consumidor, que devia três parcelas de um financiamento de carro, de “viver de golpe”, de “passar a perna nos outros”, dentre outras afirmações. O material foi encaminhado à polícia.
O eletricista Samuel Nunes conta que acumulou dívidas após ficar desempregado, mas que conseguiu renegociar a maior parte delas, à exceção do financiamento do carro. Ele diz que há uma semana começou a receber ligações agressivas e cobrança no celular.
Funcionária - “Eu liguei. Eu sou grossa mesmo, até porque você está devendo. Você não quer normalizar a situação. Quer ficar me enrolando. Você tá desempregado e quer andar de carro ainda. Não tem dinheiro para pagar e quer andar de carro. Eu não entendo isso”.
Samuel - “Eu não vou levar para o banco essa gravação”.
Funcionária - “Vai levar para onde agora? Para onde você vai levar? Para o advogado? Tem dinheiro para pagar advogado?”.
Samuel - “Vou levar para os órgãos competentes”.
Funcionária - “Não quer pagar o carro, mas advogado você quer. Você não sabe nem falar direito e quer discutir comigo, mas tudo bem”.
Segundo Samuel, foram três parcelas, de cerca de R$ 400, que geraram a cobrança. “Sempre pago certinho minhas contas. A gente fica chateado, triste com uma coisa dessas. Uma situação muito constrangedora”, reclama. Em outra ligação, a funcionária foi gravada com acusações.
Funcionária - “Eu acho que você tem que ser honesto, Samuel. Não viver de golpe, não viver passando a perna nos outros, fazendo conta e não dando conta de pagar. Cara, você tá com o nome todo sujo, já tá todo ferrado aí na vida, a mulher não ajuda, tem um trabalho que começou agora, e ainda quer continuar com financiamento que não dá conta?”.
Segundo o delegado de defesa ao consumidor Guilherme Rangel, em casos como este é possível fazer um Boletim de Ocorrência para que se intime o responsável pela cobrança, que pode responder por cobrança vexatória. É possível, ainda, acionar o Juizado Especial para exigir reparações pelo constrangimento.
O dono do escritório Alexandre Ferraz Advogados, responsável pela cobrança, disse que repudia a atitude da funcionária, que deve apurar os fatos e tomar as medidas cabíveis.
Clique aqui para assistir a reportagem.

Fonte: G1 notícias - 01/04/2015 e Endividado

 

 

AS PERDAS DO RIO COM A DOLARIZAÇÃO DE 20% DA DÍVIDA COM A UNIÃO: 1,1 BILHÃO DE REAIS!


1. A prefeitura do Rio, seguindo o caminho do Rio Grande do Sul, contratou, em agosto de 2010, empréstimo com o BIRD de U$ 1,045 bilhão (em duas parcelas semelhantes, sendo a segunda no final de 2011). Com isso, pode pagar 20% da dívida de contrato de refinanciamento com a União, reduzindo os juros de 9% para 6%. A dívida relativa ao contrato de refinanciamento com a União alcançava, na época, mais de R$ 7 bilhões.
2. Com os câmbios da época, foram abatidos 1,8 bilhão de reais, que passaram a ser dívida com o BIRD em dólar. Hoje, essa mesma dívida remanescente (depois desse abatimento) com a União alcança R$ 6 bilhões de um total da Dívida da prefeitura de 14,3 bilhões em 28 de fevereiro de 2015 (ver DO de 30/03/2015 - página 56).
3. Aqueles 1,8 bilhão de reais, se corrigidos pelo IPCA, seriam hoje 2,3 bilhões de reais. Em 31/12/2013 essa dívida nova  com o BIRD alcançava R$ 2,44 bilhões. Hoje, com a alta do câmbio, são R$ 3,4 bilhões. Portanto, a opção por dolarizar 20% da dívida com o BIRD teve um custo adicional para a prefeitura se comparada com o contrato anterior da dívida renegociada, de 1,1 bilhão de reais a mais (e um serviço anual de R$ 250 milhões). Isso supondo que o câmbio se estabilize nesses 3,20 a 3,25 reais. Subindo, cresce a dívida e seu serviço.
4. (Valor Online, 20/08/2010, 14h12) 4.1. Rio assina com Bird US$ 1 bi para refinanciamento dívida com União.  O município do Rio de Janeiro assinou nesta sexta-feira com o Banco Mundial (Bird) um empréstimo no valor de US$ 1,045 bilhão para refinanciar sua dívida com o governo federal. A operação permitirá uma redução de juros de 9% para 6% ao ano de um quarto da dívida, avaliada hoje em R$ 7,3 bilhões.  "E com essa política, conseguimos gerar mais arrecadação para todo mundo, porque com o estímulo à atividade econômica, há maior geração de emprego e de serviços e, assim, o governo também arrecada mais", disse Mantega. O empréstimo concedido ao Rio é o maior já realizado pelo Bird a um município no mundo.
4.2. O montante será liberado em duas parcelas. A primeira, de US$ 500 milhões sai ainda este mês. Os US$ 545 milhões restantes devem ser liberados até o final de 2011. O diretor do Banco Mundial, Makthar Diop, disse que a instituição se orgulha de ter um papel importante na saúde fiscal do município.  O prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse que Mantega foi fundamental nas negociações para a liberação da operação com o Bird. "Esse é o momento mais importante do meu governo do ponto de vista da sustentabilidade, até porque vai perpassar o meu tempo de governo", disse Paes.

 

Ex-Blog do Cesar Maia

 

Magistrado determina que advogado emende petição inicial com mais de 94 mil páginas

O juiz Carlos Roberto da Silva, titular da Vara da Fazenda Pública de Itajaí, foi praticamente obrigado a solicitar que um advogado providencie a emenda de sua petição inicial ao constatar que a parte havia protocolado peça com 94.370 páginas.
Trata-se, no caso, de autos de embargos a execução fiscal, com o objetivo de desconstituição de débito. O magistrado, em seu despacho, reconheceu que o Código de Processo Civil dispõe que a petição inicial deverá ser instruída com os documentos indispensáveis à propositura da ação e que, além destes, outros considerados substanciais também devem acompanhá-los.
Porém, ressalvou: "É necessária uma reflexão. Somente são indispensáveis aqueles documentos que constituem pressuposto da demanda e cuja eventual ausência possa ensejar a extinção do processo sem julgamento do mérito". No seu entender, é de causar espanto e perplexidade o extenso e desproporcional volume de documentos que instruem a petição inicial, com suas quase 95 mil páginas. Longe de querer cercear o sagrado direito de defesa, o juiz acredita que seu papel é também zelar pelo andamento célere da demanda e a boa ordem processual.
"Determino a emenda da petição inicial, pois, da maneira como se apresenta, poderá causar embaraços ou dificuldades no julgamento de mérito, comprometendo, inclusive, o pleno exercício do contraditório e ampla defesa", finalizou o magistrado, que estabeleceu prazo de 10 dias para a medida (Autos n. 0302616-05.2015.8.24.0033).
Fonte: TJSC - Tribunal de Justiça de Santa Catarina - 01/04/2015 e Endividado

Governo vai apresentar em 30 dias propostas para demanda de montadoras

O ministro Aloizio Mercadante, da Casa Civil, e o presidente da Anfavea, Luiz Moan Yabiku Junior, durante coletiva no Palácio do Planalto, após reunião com a presidenta Dilma Rousseff (José Cruz/Agência Brasil)

Ao lado do presidente da Anfavea, Luiz Moan, Mercadante defende foco nas exportaçõesJosé Cruz/Agência Brasil

O governo criou grupo de trabalho interministerial para discutir com as montadoras de automóveis incentivos ao setor automotivo e contribuições ao Plano Nacional de Exportações. O objetivo é estimular os investimentos, a competitividade e ampliar as exportações do setor, que acumula queda nas vendas nos últimos meses.

A decisão foi tomada nesta quarta-feira (1º), durante reunião da presidenta Dilma Rousseff com dirigentes de todas as montadoras filiadas à Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, além da própria Anfavea. Dentro de 30 dias, o governo responderá à pauta das montadoras, indicando o que pode ser resolvido imediatamente e o que será encaminhado a médio e longo prazo.

De acordo com o presidente da Anfavea, Luiz Moan, o “caminho correto da indústria é buscar ganhos de competitividade”, aproveitando principalmente a alta do dólar, que favorece às exportações.

O ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Aloizio Mercadante, disse que o grupo poderá estudar a integração de cadeias produtivas, removendo barreiras às exportações, em especial para países da América Latina. “Descuidamos um pouco das exportações no nosso entorno, porque o mercado brasileiro cresceu muito. Precisamos agora dar mais foco para exportações.”

Para Moan, o esforço do governo brasileiro para renovar o acordo automotivo com países como o México foi um “alento” para que o setor automotivo possa expandir  suas vendas, com melhores condições de competitividade. A Anfavea pretende também participar das negociações para a prorrogação do acordo feito com Argentina, que vence em 30 de junho.

Ainda segundo o presidente da Anfavea, as montadoras apoiam o ajuste fiscal que está sendo promovido pelo governo. Além de compreender, Moan disse que torce para que toda a estrutura do ajuste seja aprovada, para que o setor possa retomar, o mais rápido possível, seu nível de atividade econômica.

O grupo terá também representantes da Casa Civil e dos ministérios da Fazenda, das Cidades e das Relações Exteriores. Mercadante citou, como exemplo dos temas a serem discutidos, melhorias que podem ser feitas para agilizar a burocracia de transferência de veículos e a revisão de exigências de acessórios em automóveis, que, segundo ele, não é aplicada por outros países.

 

 

Agência Brasil

 

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