Lei dos Caminhoneiros é sancionada

A presidenta Dilma Rousseff sancionou nesta tarde, sem vetos, a Lei dos Caminhoneiros. A informação foi confirmada, há pouco, pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República. De acordo com o governo, essa era uma das reivindicações da categoria, que fez protestos hoje (2) nas rodovias federais de vários estados. A medida faz parte do acordo apresentado pelo governo para que os caminhoneiros desbloqueiem as estradas.

Caminhoneiro estão se organizando para manifestação em Brasília por melhores condições de trabalho. O objetivo é chegar ao DF com caminhões de todas as regiões do país (Valter Campanato/Agência Brasil)

Governo entende que, com a sanção da lei, há uma tendência de normalidade nas rodovias do país  Valter Campanato/Agência Brasil

A lei deve ser publicada na edição desta terça-feira (3) do Diário Oficial da União. De acordo com a Secretaria-Geral da Presidência, ao cumprir o compromisso com a sanção da lei, o governo federal entende que há uma tendência de normalidade nas rodovias do país. Por meio de nota, o governo também prometeu, a partir desta segunda-feira (2), tomar as medidas necessárias para permitir a prorrogação por 12 meses do pagamento de caminhões adquiridos pelos programas ProCaminhoneiro e Finame, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, outra parte do acordo feito com os caminhoneiros.

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Segundo a secretaria, a nova lei determina o pedágio gratuito por eixo suspenso para caminhões que não estiverem carregados. “A lei também define o perdão das multas por excesso de peso dos caminhões, recebidas nos últimos dois anos, e muda a responsabilidade sobre o prejuízo. A partir de agora, os embarcadores da carga, ou seja, os contratantes do frete serão responsabilizados pelo excesso de peso e transbordamento de carga”, informa a nota da Secretaria-Geral. Ainda segundo a secretaria, a lei garante a ampliação dos pontos de parada para caminhoneiros.

A lei passa a exigir exames toxicológicos aos motoristas, quando de sua contratação e desligamento da empresa, com o objetivo de averiguar a existência de substâncias psicoativas que causem dependência ou comprometam a capacidade de direção.

Uma das novidades quanto à jornada de trabalho dos motoristas profissionais é a possibilidade de trabalhar 12 horas seguidas, sendo quatro extraordinárias, desde que haja esta previsão em acordo coletivo entre a empresa e os funcionários. A redação anterior da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT) admitia a prorrogação de apenas duas horas extras às oito horas regulares.

Como viagens de longa distância, o texto considera a ausência do motorista por mais de 24 horas da base da empresa e de sua residência. Nesses casos, a lei estabelece que o repouso diário pode ser feito no veículo ou em alojamento fornecido pelo empregador ou contratante do transporte.

Outra mudança na CLT refere-se ao tempo de espera dos motoristas. A legislação trabalhista já descrevia o período como as horas em que os profissionais aguardam carga ou descarga e fiscalização da mercadoria, prevendo a indenização de 30% do salário-hora normal e não as computadas como jornada de trabalho, nem como horas extras. A novidade é que, caso esse tempo de espera seja superior a duas horas ininterruptas e o motorista seja obrigado a permanecer próximo ao veículo, ele será considerado horário de repouso, caso o local ofereça as condições adequadas.

“Salvo previsão contratual, a jornada de trabalho do motorista empregado não tem horário fixo de início, de final ou de intervalos”, diz outro trecho da lei, que também altera a CLT. Quando as viagens de longa distância ultrapassarem sete dias, a nova legislação prevê repouso semanal de 24 horas por semana ou fração trabalhada, sem prejuízo das 11 horas normais do repouso diário, sendo permitido o fracionamento desse repouso em dois períodos a serem cumpridos na mesma semana.

 

Agência Brasil

 

Antes das 3h, as autoridades elevaram o nível de alerta para vermelho e determinaram a retirada da população - Crédito: Carlor Rocuant / AFP / CP Mundo

Vulcão Villarrica entra em erupção no sul do Chile

 

Campeonato brasileiro: clubes perderão pontos caso atrasem salários de jogadores

 

Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil Edição: Aécio Amado

Os clubes que vão participar do Campeonato Brasileiro Série A 2015 se comprometeram a pagar, em dia, os salários dos jogadores que participarem da competição. Essa é uma das medidas do chamado Fairplay Financeiro, projeto para saneamento das contas dos clubes de futebol. Além disso, no encontro desta segunda-feira (2), na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), com a participação de 20 presidentes de clubes e de parlamentares, ficou decidido que haverá perda de pontos para a instituição que descumprir o acordo.

Rio de Janeiro - A CBF apresentou na manhã de hoje (17), o novo coordenador técnico da seleção brasileira. O escolhido foi o ex-goleiro, Gilmar Rinaldi.

Sede da CBF na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Local da reunião com a participação de 20 presidentes de clubes e parlamentares para discutir medidas para o saneamento financeiro dos clubes  Arquivo Agência Brasil

Embora as regras, ainda, não estejam definidas, como o prazo de atraso para a aplicação da perda de pontos, o presidente do Vasco da Gama, Eurico Miranda, adiantou que o mecanismo já é aplicado pela Federação Paulista. “Foi aprovado o que foi usado pela Federação Paulista. Quem reclamar encaminha ao Tribunal Desportivo, exatamente como funciona na Federação Paulista”, explicou.

Eurico Miranda descartou a possibilidade de o jogador, com atrasos nos salários, deixar de fazer denúncia para não ficar vulnerável no clube e correr o risco de ser prejudicado. “Se não quer denunciar quem te faz mal, o que pode fazer? O cara tem que denunciar”, completou.

O dirigente que é favorável à medida, no entanto, indicou que a questão dos atrasos precisa ser aprofundada, como discutir os salários elevados de jogadores e treinadores. “Esse negócio de pagar em dia, sou favorável a isso. Falei algumas coisas de um problema que precisa ser discutido. Quando falo dessa parte trabalhista, que se precisa cumprir com as obrigações, é para evitar os exageros que estão sendo cometidos, e depois não se pague. Contratação, treinadores etc. Depois vira aquilo [declaração dada pelo jogador sobre salários altos] que o Vampeta [jogador de futebol que passou por vários clubes do Brasil] falou. Eles fingem que jogam e o clube finge que paga”, destacou.

Na saída da reunião houve divergência se a medida já será aplicada imediatamente. Para o presidente do Cruzeiro, Gilvan Tavares, não é possível que ela possa ser adotada no Campeonato Brasileiro de 2015. Ele explicou que a Federação Internacional de Futebol (Fifa) prepara novas normas de punição para os clubes que não pagarem em dia. Ele lembrou que no Brasil, se houver três meses de atraso, os atletas têm o direito de se liberar do clube. Mas o dirigente ponderou que o estatuto do torcedor determina que não pode haver alteração para aplicação imediata.

“Esse negócio de perda de ponto eles não vão conseguir colocar isso nem em legislação civil. Isso é regra de regulamento da competição. O Estatuto do Torcedor não permite que se mude de um dia para outro. Precisa, no mínimo, de dois anos de validade de um regulamento. Não pode trocar o regulamento na hora que você quiser. Tem que colocar isso no regulamento, e o regulamento vai valer depois do Estatuto do Torcedor. O que foi pedido é o fairplay para os clubes passarem a pagar os salários em dia. Não tem como se aplicar a norma de imediato. A lei nossa não permite”, analisou o presidente do clube mineiro.

No site da CBF, o presidente eleito da instituição, Marco Polo Del Nero, avaliou que a criação do Fairplay Trabalhista representa um passo importante e decisivo para uma melhor organização do futebol brasileiro. Ele acrescentou que a aprovação foi por unanimidade, independentemente da votação da Lei de Responsabilidade Fiscal que está em tramitação no Congresso Nacional. “Estavam presentes os presidentes dos 20 clubes que disputarão o Campeonato Brasileiro Série A 2015, além dos presidentes das respectivas federações. O Fairplay Trabalhista implica o cumprimento das obrigações financeiras e trabalhistas, ou seja, o clube não poderá atrasar salários dos jogadores durante a disputa da competição”, disse.

O Ministério do Esporte informou que a perda de pontos para os clubes que descumprirem os prazos dos pagamentos foi um dos itens de convergência nas discussões do grupo de trabalho interministerial criado para a elaboração da medida provisória (MP) que trata do assunto. De acordo com o ministério, o governo federal trabalha no texto da MP, que pode ser encaminhada ao Congresso Nacional ainda em março. A medida vai estabelecer contrapartidas para o refinanciamento das dívidas dos clubes com a União. As discussões incluíram ainda o rebaixamento para os clubes que descumprirem as medidas de Fairplay Financeiro.

 

Agência Brasil

 

 

EUA dizem a Israel que “um mau acordo com o Irã é melhor que nenhum”

 

A conselheira presidencial para a segurança nacional norte-americana, Susan Rice, defendeu que "um mau acordo com o Irã é melhor que nenhum" perante o maior grupo de pressão judaico, antes do discurso do primeiro-ministro israelense no Congresso americano.

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"Por muito desejável que seja a ideia, não é realista, nem alcançável" impedir a produção nuclear do Irã indefinidamente. Ela deu a declaração nessa segunda-feira (2) durante a conferência anual do Comitê de Relações Públicas Americano-Israelense.

O governo dos Estados Unidos considera uma descortesia protocolar que o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu tenha decidido falar sobre o Irã no Congresso americano sem consultar a Casa Branca, a convite do líder republicano da Câmara dos Representantes, John Boehner.

O primeiro-ministro israelense explica hoje (3) perante o Congresso por que motivo considera que um acordo com o Irã sobre o seu programa nuclear constitui um risco para a própria existência de Israel e para a segurança dos Estados Unidos.

"O Irã ameaça destruir Israel, está devorando país atrás de país no Oriente Médio, exporta o terrorismo e está desenvolvendo, no momento em que falamos, tecnologia para construir armas nucleares", afirmou Netanyahu ontem.

 

Agência Lusa e Agência Brasil

Dilma vai se reunir semanalmente com integrantes da base aliada

A presidenta Dilma Rousseff prometeu se reunir semanalmente com os partidos que compõem a coalizão do governo federal. A decisão foi tomada na noite de hoje (2), durante encontro com algumas das principais lideranças do PMDB.

O vice-presidente da República, Michel Temer, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, além de líderes do PMDB no Congresso Nacional, ministros do partido e do núcleo palaciano do governo, foram recebidos por Dilma em um jantar no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República.

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Ao sair do encontro, Temer disse que todos os temas serão discutidos nessas reuniões, não só os remetidos ao Congresso, mas também os que façam parte das ações do próprio Poder Executivo. Ele não soube informar se os encontros começam já na próxima semana, mas disse ser possível, por meio dessa decisão, fazer com que o governo discuta mais com a sua coalizão as propostas que pretende adotar.

“O que é preciso é que toda a base, o PMDB e todos demais partidos, estejam inteirados do programa, da ideia de que se está fazendo isso para buscar uma economia mais saudável no país, isso precisa ser melhor explicado”, afirmou. Temer disse que saiu satisfeito da reunião. “Efetivamente vai haver uma integração maior, uma audiência maior, e portanto uma participação maior.”

Na semana passada, o vice-presidente foi o anfitrião de um jantar com a equipe econômica do governo e a cúpula do PMDB, justamente com o objetivo de esclarecer dúvidas sobre as medidas provisórias enviadas ao Congresso que modificam o acesso a benefícios trabalhistas e previdenciários.

Sobre as críticas de que o governo editou mais uma medida provisória, desta vez que reduz a desoneração da folha de pagamentos, sem consultar a base, o vice-presidente respondeu: “Nada como um suposto equívoco para gerar acertos, esses acertos nascem a partir de hoje”. Ele também comentou a declaração de Renan Calheiros, presidente do Senado, de que a coalizão do governo é “capenga”. “Hoje na verdade estabelecemos uma coalizão ambulante, com muita força, com pernas para caminhar”.

O encontro começou por volta das 20h30 e terminou cerca das 23h. Compareceram à reunião os ministros peemedebistas Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Vinícius Lages (Turismo), Edinho Araújo (Secretaria dos Portos) e Eliseu Padilha (Secretaria da Aviação Civil). Do PT, participaram os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante, da Secretaria de Relações Institucionais, Pepe Vargas, e da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto. O presidente do Senado decidiu não ir ao encontro alegando que, devido ao cargo que ocupa, deve colocar a instituição acima da condição partidária.

 

Agência Brasil

 

Execução de mulher é adiada nos Estados Unidos  - Crédito: Georgia Dept of Corrections / AFP / CP Mundo

Execução de mulher é adiada nos Estados Unidos

 

Receita recebe mais de 86 mil declarações do IRPF no primeiro dia

 

Danilo Macedo e Daniel Lima - Repórteres da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro

A Receita Federal informou hoje (2) que recebeu 86.026 declarações do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2015, ano-base 2014, até as 17h de hoje (2), primeiro dia para a entrega. Os contribuintes têm até o dia 30 de abril para entregar suas declarações, e a Receita Federal espera receber, até o encerramento do prazo, 27,5 milhões de declarações.

O supervisor nacional do IR, Joaquim Adir, fala sobre os detalhes do programa de preenchimento da declaração do IRPF 2015 e as facilidades que estarão à disposição do contribuinte (José Cruz/Agência Brasil)

O supervisor nacional do Imposto de Renda, Joaquim Adir,  estima  receber  27  milhões  de  declarações  do  IRPF  este  ano                José Cruz/Agência Brasil

De manhã, a Receita Federal admitiu que, no início do prazo para a entrega das declarações do IRPF 2015, houve lentidão no site do órgão. O motivo, informou o supervisor nacional do Imposto de Renda, Joaquim Adir, foi o fato de um número elevado de contribuintes ter acessado a página para fazer download do programa de declaração do Imposto de Renda. Como o programa é livre, a tendência, era que vários portais disponibilizassem o programa ao longo do dia, como em anos anteriores, explicou Adir por meio da assessoria de imprensa da Receita.

No ano passado, 26.883.633 contribuintes enviaram a declaração até o fim do prazo, número aquém dos 27 milhões de formulários estimados pela Receita Federal. Em 2013, 26,1 milhões de pessoas físicas entregaram o documento.

Quanto antes o contribuinte enviar os dados corretos à Receita, mais cedo receberá o valor correspondente à restituição. Têm prioridade para receber a restituição pessoas com mais de 60 anos, contribuintes com deficiência física ou mental e com doença grave. A multa por atraso na entrega é estipulada em 1% ao mês-calendário até 20%. O valor mínimo é R$ 165,74. Um passo a passo com cada etapa da entrega está disponível na página da Receita. Basta o usuário clicar em cada ponto para obter mais detalhes.

 

Agência Brasil

 

 

Centrais sindicais fazem protestos contra MPs que alteram benefícios

 

Da Agência Brasil Edição: Fábio Massalli

Centrais sindicais fizeram protestos hoje (2) em 13 capitais contra as mudanças que entraram em vigor, estabelecidas pelas medidas provisórias (MPs) 664 e 665. Os textos mudam as regras para que os trabalhadores tenham acesso a benefícios como o abono salarial, seguro-desemprego, auxílio doença e a pensão por morte.

Em São Paulo, a manifestação ocorreu no centro da cidade, em frente à sede da Superintendência Regional do Trabalho. Na parte da manhã, os manifestantes ocuparam duas pistas entre a Rua Álvaro de Carvalho e a esquina da Rua Major Quedinho. Com bandeiras, balões e discursos, os sindicalistas demonstraram o descontentamento dos trabalhadores com as medidas. Uma das reivindicações é com relação aos prejuízos para quem trabalha em setores com alta rotatividade, como o comércio e a construção civil. Para o secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, muitos dos trabalhadores podem não conseguir atingir o tempo mínimo para ter direito a benefícios como o seguro-desemprego, pois a carência será ampliada.

“O dinheiro obtido com o seguro-desemprego e o abono salarial vai para a compra de comida, do arroz, do feijão [e outras necessidades básicas] e não para a compra de ações ou títulos do mercado financeiro”, disse Nobre. Segundo ele, esta semana representantes da CUT e de outras centrais pretendem dialogar com parlamentares para que as MPs sejam derrubadas no Congresso Nacional.

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Os sindicalistas foram às ruas também no Pará. “Queremos garantir a democracia [e lutar] contra o rebaixamento de direitos”, disse o presidente da CUT no estado, Martinho Souza, durante as manifestações em Belém. O ato também ocorreu em frente à Superintendência Regional do Trabalho. Além de se manifestar contra as medidas, os trabalhadores pediram melhorias nas condições das delegacias do Trabalho.

Em Rio Branco, a manifestação marcada para hoje foi prejudicada pela enchente do Rio Acre. O volume das águas bateram o recorde histórico de 1997 e a prefeitura da capital chegou a decretar estado de calamidade. Ainda assim, pela manhã alguns manifestantes se reuniram na Delegacia Regional do Trabalho.

Na capital alagoana, o protesto durou três horas e cerca de 150 representantes da Força Sindical entraram no setor de Agendamento do Seguro-Desemprego. “ A concentração foi pacífica, inclusive com orientações aos trabalhadores que davam entrada no pedido de seguro-desemprego. Fomos aplaudidos pelos trabalhadores e tivemos o apoio de todos. A maioria não entende o que o governo está fazendo”, disse o presidente da Força Sindical de Alagoas, Albegemar Cassimiro Costa.

Em Salvador, segundo a presidenta da Força Sindical da Bahia, Nair Goulart, a manifestação durou uma hora e meia e teve a participação de diferentes centrais sindicais. Os protestos também ocorreram na capital sergipana. “A população está revoltadíssima com as medidas. Para nosso espanto, 90% das pessoas sabiam das medidas e entendiam o impacto em sua vida”, disse o presidente da Força Sindical de Sergipe, Wiliam Roberto Cardoso Arditt.

Em Goiânia, os manifestante pediram a revogação das MPs. Eles fizeram um café da manhã e distribuíram panfletos em frente à Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego. Os esclarecimentos à população também foram o foco das manifestações ocorridas em Vitória, no Espírito Santo. Os sindicalistas distribuíram panfletos e ergueram faixas. “Precisamos esclarecer os trabalhadores sobre o que está ocorrendo, dos direitos que estamos perdendo”, declarou o presidente estadual da Força Sindical, Alexandre Costa

Na última quarta-feira (25), representantes das centrais e do governo fizeram a terceira reunião sobre as MPs, em busca de uma solução. No caso do abono salarial e do seguro-desemprego, as medidas provisórias estendem a carência para que os trabalhadores tenham direito ao benefício. No caso do auxílio-doença, o prazo estabelecido para que as empresas assumam o pagamento do salário (antes do INSS) passa de 15 para 30 dias.

 

Agência Brasil

 

 

 

Pedestre morre ao ser atropelado em São Leopoldo  - Crédito: Polícia Rodoviária Federal / Divulgação / CP Trânsito

Pedestre morre ao ser atropelado em São Leopoldo

Aránguiz será reavaliado antes de concentração do Inter  - Crédito: Alexandre Lops / Inter / Divulgação / CP Memória

Inter

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    Grêmio quer mais experiência no grupo e descarta Zelarrayán - Crédito: Lucas Uebel / Flickr Grêmio / Divulgação / CP Grêmio

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      Centroavante visitou CT e assinou contrato durante a tarde desta segunda-feira - Crédito: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação CP

      Braian Rodriguez garante dar o máximo com a camisa tricolor

       

      The Quantum Enigma é a base do show que o grupo holandês apresenta hoje - Crédito: Angelique Van Huizjen / Divulgação / CP Música

      Banda Epica desembarca nesta terça-feira em Porto Alegre

       

      Milhares homenageiam Nemtsov antes do enterro na Rússia - Crédito: Olga Matseva / AFP / CP Mundo

      Milhares homenageiam Nemtsov antes do enterro na Rússia

       

      Governos devem priorizar os vulneráveis, diz diretora do Banco Mundial

       

      Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil Edição: José Romildo

      A diretora executiva do Banco Mundial, Sri Mulyani Indrawati, disse hoje (2) que o ano de 2015 será desafiador para muitos países, inclusive o Brasil, devido ao cenário econômico global desfavorável. Durante visita ao Rio de Janeiro, ela destacou que, nesse período de desaceleração da economia, é importante que os governos garantam a proteção às populações mais vulneráveis e invistam em produtividade.

      “Entendo que a necessidade de recuperar a confiança e a necessidade de reconstruir o momentum do crescimento econômico vão requerer ajustes fiscais, mas isso pode ser feito seletivamente priorizando os gastos e protegendo os mais vulneráveis, já que os gastos sociais são muito importantes para os pobres, e investindo na produtividade”, disse a diretora executiva, que ocupa o segundo cargo mais importante na instituição financeira internacional.

      Segundo Sri Mulyani Indrawati, ampliar as receitas e priorizar gastos naquilo que é mais importante, investindo em produtividade, são a chave para o ajuste fiscal proposto pelo governo brasileiro. “Para o Brasil, vai ser um desafio para os gestores de políticas garantir o progresso que tem sido conseguido. É de grande importância assegurar o crescimento, ao mesmo em que se olha a sustentabilidade e a qualidade desse crescimento”, disse ela.

      Ela participou do lançamento de um projeto de combate à violência contra a mulher e de empoderamento do público feminino. O programa Via Lilás dará atendimento às mulheres vítimas de violência em 93 estações de trem do Grande Rio e quatro creches, para permitir que as mães deixem o filho sob cuidados das prefeituras enquanto saem para trabalhar.

       

      Agência Brasil

      Distribuidoras e Aneel fazem campanha para incentivar economia de energia

      energia, iluminação pública,

      Campanha sobre economia de energia traz informações sobre o sistema de bandeiras tarifárias Agência Brasil

      Está no ar a campanha para incentivar o consumo consciente de energia no país, promovida pela Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee) e pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Além de dicas para economizar energia, o material traz informações sobre o sistema de bandeiras tarifárias, que permite a cobrança mensal de um adicional pelo uso de energia de termelétricas.

      Entre as orientações para poupar energia estão usar o chuveiro elétrico na posição verão ou morno e evitar banhos demorados, desligar a televisão enquanto não estiver sendo usada, juntar roupas para passar de uma só vez e usar máquina de lavar louça e roupa apenas quando estiverem cheias. Outras dicas são preferir a iluminação natural, pintar a casa com cores claras e trocar as lâmpadas incandescentes por fluorescentes, além de apagar a luz quando deixar o ambiente.

      Em relação ao uso do ar-condicionado, a orientação é não deixar portas e janelas abertas quando o aparelho estiver ligado e manter os filtros sempre limpos. Na cozinha, é preciso verificar se a borracha da geladeira está em boas condições e não deixar a porta aberta mais do que o necessário. A campanha também orienta a troca dos eletrodomésticos antigos por novos, com o selo de eficiência energética da Procel.

      Na semana passada, a Aneel aprovou a revisão extraordinária das tarifas para 58 das 63 distribuidoras de energia do país. O aumento, que começou a valer ontem (2), ficou em média em 28,7% para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, e em 5,5% para as distribuidoras que atuam nas regiões Norte e Nordeste.

      Além da revisão extraordinária, as distribuidoras passarão neste ano pelos reajustes anuais, que variam de acordo com a data de aniversário da concessão. Também comecaram a valer nesta semana os novos valores para as bandeiras tarifárias: quando a bandeira estiver vermelha, que significa custo maior de geração, haverá acréscimo de R$ 5,50 para cada 100 quilowatts-hora consumidos e, quando a bandeira estiver amarela, a cobrança será R$ 2,50 para cada 100 kw/h. Em janeiro e fevereiro deste ano, a bandeira tarifária aplicada foi a vermelha, que também deve ser adotada em março.

      Segundo a cartilha publicada pela Abradee, a bandeira tarifária não representa mais um custo incluído na conta de luz, e sim uma forma transparente de mostrar os gastos que passam despercebidos pela maioria dos consumidores. Isso porque, antes das bandeiras, as variações nos custos de geração de energia eram repassadas anualmente no cálculo do reajuste anual da distribuidora. “Não existe, portanto, um novo custo, mas um sinal de preço que sinalizará para o consumidor o custo real da geração no momento em que ele está consumindo a energia, dando a oportunidade de adaptar seu consumo, se assim o desejar ”, informa a cartilha.

       

       

      Agência Brasil

       

      Exército deixa Complexo da Maré até junho, informa ministro da Defesa

       

      Flavia Villela - Repórter da Agência Brasil Edição: Valéria Aguiar

      Rio de Janeiro - Forças armadas ocuparam na manhã deste sábado (5) o complexo de favelas da Maré no processo de implantação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (Fernando Frazão/Agência Brasil)

      Forças  Armadas estão na região desde  abril  do

      ano passado     Fernando Frazão/Agência Brasil

      O Exército deixará, gradualmente, como força de pacificação, o conjunto de favelas da Maré, na zona norte do Rio, até o mês de junho. A informação foi dada hoje (2) pelo ministro da Defesa, Jaques Wagner, durante aula magna na Escola de Guerra Naval, na zona sul da capital fluminense. De acordo com o ministro, a saída do efetivo foi acertada com o governador Luiz Fernando Pezão. Wagner salientou que a permanência da Força de Pacificação não deve se estender por tempo indeterminado, conforme a lei.

      As Forças Armadas estão na região desde abril do ano passado. A última previsão de saída das tropas da Maré foi discutida em dezembro, e o pedido de prorrogação da permanência da força foi feito oficialmente em dezembro pelo governador naquele mês.

      Desde a ocupação da Maré, mais de 30 pessoas morreram em confrontos com os militares. Moradores da área também relatam abusos cometidos pelos integrantes da Força de Pacificação, mas o Exército negou ter cometido violações. 

      Desde abril até o fim do ano passado, 286 pessoas foram presas por crime comum, 95 por crime militar e 147 menores foram encaminhados à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente por terem cometido atos infracionais, sobretudo, relacionados ao tráfico de drogas.

       

      Agência Brasil

       

      RS tem 15 pontos de manifestação em rodovias federais

      PRF prendeu 20 pessoas durante protestos de caminhoneiros no Estado

       

      Geral

      Menino argentino que caiu de sacada recebe alta

        Espírito Santo

        Corpo de nona vítima de explosão é encontrado em navio-plataforma

          Trecho da orla será iluminado com lâmpadas led e serão instalados quatro bares com belvederes, que no verão tomam o aspecto de quiosques - Crédito: Divulgação / PMPA / CP

          Geral

          Propostas para revitalizar orla do Guaíba serão recebidas hoje

            Manifestação está marcada para começar às 17h - Crédito: Reprodução / Facebook / CP Transporte Público

            Ato do Bloco de Luta tem mais de 1,5 mil presenças confirmadas

              Polícia

              Mulher é assassinada com 12 tiros em Cachoeirinha

                Sem transporte para manter o fluxo das vendas, frigoríficos ficaram com estoques altos e reduziram abates - Crédito: Tarsila Pereira / CP Memória Rural

                Paralisação prejudica exportação de frango

                 

                Nível do Rio Acre sobe e atinge recorde histórico

                 

                Da Agência Brasil* Edição: Denise Griesinger

                O nível do Rio Acre, em Rio Branco, subiu de 12,61m para 13,84m nas últimas 24 horas (Divulgação/ Secom Acre)

                Sipam: chuvas nos países vizinhos influenciam no aumento do nível dos rios na AmazôniaDivulgação/Secom/Acre

                Em pouco mais de 24 horas, o nível do Rio Acre subiu hoje (2) 45 centímetros e ultrapassou o recorde histórico registrado em 1997, quando alcançou 17,66 metros. O nível das águas na capital chegou a 17,96 metros, segundo o Sistema de Monitoramento Hidrológico da Agência Nacional de Águas. Diante da situação, a prefeitura de Rio Branco decretou estado de calamidade.

                Segundo o meteorologista Ricardo DalaRosa, do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), as chuvas nos países vizinhos, em especial na Colômbia, no Peru e na Bolívia, estão influenciando no aumento do nível dos rios na Amazônia brasileira. "O que tem provocado a elevação dos níveis dos rios aqui são as chuvas que estão caindo principalmente na encosta leste dos Andes", disse.

                De acordo com o meteorologista, o inverno amazônico agrava a situação. "Quando se tem superávit de chuva, excedente de chuva, na estação seca isso não é muito preocupante. Mas, quando ele se prolonga também na estação chuvosa, isso significa que há grandes volumes de água caindo nessa região. E essa água vai, via de regra, ganhar os cursos de água e elevar os níveis dos rios."

                A situação na região, que já tem quase 5 mil desabrigados, altera a rotina da população. Para que os servidores estaduais e municipais atuem como voluntários nos abrigos públicos, o governo do Acre decretou ponto facultativo hoje e amanhã (2 e 3). Em nota, o governador Tião Viana pediu para que as pessoas que não forem trabalhar voluntariamente, evitem sair de casa para as áreas centrais da cidade.

                Por outro lado, na região do Alto Acre, o nível do rio começa a baixar em Brasileia, Epitaciolândia e Xapuri. Nessas cidades, muitas famílias começaram receber kits de limpeza para higienizar suas casas e deixar os abrigos públicos. Em Cruzeiro do Sul, o nível do Rio Juruá mantém-se em 13,32 metros e, e em Sena Madureira, o Rio Iaco apresenta sinal de vazante.

                 

                Agência Brasil

                 

                 

                Dólar aproxima-se de R$ 2,90 e atinge maior patamar desde 2004

                 

                Danilo Macedo - Repórter da Agência Brasil Edição: Armando Cardoso

                O dólar comercial chegou hoje (2) próximo de R$ 2,90 e fechou o dia no maior patamar desde 15 de setembro de 2004 (R$ 2,903), encerrando a segunda-feira vendido a R$ 2,895, com alta de 1,37%. O aumento anulou a desvalorização de 1% da última sexta-feira (27) e fez o valor da moeda superar a cotação da quinta-feira (26), quando atingiu R$ 2,885.

                Saiba Mais

                A cotação do dólar começou o dia em baixa, com a moeda vendida, às 10h30, por R$ 2,856. Perto das 12h, no entanto, começou a disparar, chegando a R$ 2,882 às 12h30. Depois de mais de duas horas de oscilações, atingiu R$ 2,8919 às 15h e fechou, às 17h, em R$ 2,895.

                Em 2015, a moeda norte-americana acumula alta de 7,5% em relação ao real. O dólar também subiu em relação a outras moedas, como o euro, depois da divulgação de dados que mostram a recuperação da economia dos Estados unidos.

                Em janeiro, as encomendas de bens duráveis (como automóveis e eletrodomésticos) subiram naquele país, interrompendo uma sequência de quatro meses de queda.

                O aumento do consumo nos Estados Unidos reforça as perspectivas de que o Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) em breve pode aumentar os juros da maior economia do planeta. Juros mais altos nos países desenvolvidos reduzem o fluxo de capital para países emergentes como o Brasil, pressionando o dólar para cima.

                 

                Agência Brasil

                COMENTÁRIO GEOPOLÍTICO 217 de 28 de fevereiro de 2015

                Assuntos: Cenários Políticos

                Os Cenários que podem acontecer

                Qualquer que seja a situação os Estados Maiores de todos os Exércitos iniciam por levantar os cenários possíveis. Quando há uma força inimiga em frente, os cenários iniciam pelo que o inimigo pode fazer: atacar, defender,retrair, reforçar... e os sub cenários – onde ,como, quando, com que valor, para que...

                Os cenários políticos não seriam obrigações dos Exércitos, mas eles não tem como deixar de levantá-los, ao menos para saber o que podem esperar. O resumo de levantamento destas linhas, traçadas sumariamente é apenas para conhecimento geral do que certamente está sendo estudado no Estado Maior do Exército, com muito, muito maior profundidade.

                Vamos partir da situação geral: A economia está em dificuldades, o descontentamento aumenta, o Judiciário perde a pouca confiabilidade que tinha,o Legislativo se afunda entre mordomias exageradas sem mostrar serviço algum. A população despertou no horror à corrupção existente com a fúria até então reprimida e tende a não mais aceitar contemporizações. Em todas as camadas da sociedade é manifesto o desejo de mudança. As paixões políticas antes limitadas aos comunistas fanáticos se acendem também em outros setores. A insegurança pública atinge a níveis alarmantes e é notória a insensibilidade em todos os níveis de governo, a iniciar pelos legisladores que tentam acovardar a população, apesar de ligeira melhoria nos equipamentos bélicos, a sensação de debilidade militar angustia as Forças Armadas e a todos que pensam no assunto.

                Há crença geral que alguma mudança seja necessária e esteja para acontecer. Em cada cenário espera-se uma determinada atitude das Forças Armadas, as principais guardiãs da nacionalidade.

                Cenário nº 1- O Impeachment

                Interessados: O PMDB (presumivelmente o principal beneficiário), a oligarquia financeira internacional (usando o PSDB) e os comunistas partidários do quanto pior, melhor.

                O impeachment interessa ao PMDB, mas só depois da metade do mandato para que o vice presidente assuma legalmente. Do contrário haveria nova eleição e o provável beneficiário seria o PSDB, considerando que o Congresso é dominado pelo PMDB, é provável que o citado partido impeça o impeachment até lá. Entretanto, caso a sucessão de escândalos eleve a rejeição ao Governo a mais de 85% a pressão popular forçará o Congresso a levar adiante um processo de impeachment antes do prazo desejado pelo PMDB.

                Em qualquer desses sub-cenários as Forças Armadas tendem a se manter apenas observando, apesar dos insistentes pedidos que receberá para intervir, prosseguirá apagando “incêndios” por ordem do Governo, sem aceitar, a não ser em casos extremos, o pedido de intervenção feito por algum dos Poderes, como permite a Constituição. Pode acontecer que, indignadas por alguma atitude governamental que as humilhe ou que seja considerada de lesa-pátria as Forças Armadas façam algumas exigências que, naturalmente, serão atendidas imediatamente não só por serem necessárias mas principalmente para evitar uma reação maior.

                Cenário 2 – A estrutura Governamental conseguir se manter.

                Interessados: O PT e aliados próximos, pessoas em cargos governamentais, os acomodados que temem mudanças (a grande maioria) e os que desejam evitar um tipo de mudança que pareça provável.

                Com algumas medidas corretas que corrijam ou atenuem os motivos do descontentamento popular, com o possível entusiasmo despertado pelas olimpíadas, com a desmoralização dos demais poderes da República, pela inépcia dos postulantes ao cargo máximo e quem sabe em função de algum desafio internacional o Governo, mesmo claudicando pode chegar até o final, espera-se, sem ceder as pressões estrangeiras, para a desnacionalização da Petrobrás ou para a secessão de terras indígenas, o que poderia ser motivo para uma intervenção militar.

                Cenário 3 – Convulsão social-popular

                Interessados: Oligarquia internacional, elementos radicais de diversos matizes, pessoas e grupos indignados, injustiçados ou espoliados e os que detestam tanto o governo que preferem qualquer coisa a ele.

                O descontentamento geral é um barril de pólvora e uma reação inadequada a uma passeata ou a uma greve pode servir de espoleta. Neste momento está em curso uma greve de caminhoneiros com bloqueio de estradas. Claro que isto prejudica a economia, mas a determinação do uso da força pode servir de “acionador”, conforme o descontentamento popular. Se esse movimento for bem resolvido, sabemos que haverão outros e mais fortes. Na Traição do Lula na Raposa-Serra do Sol o Exército se recusou a cumprir as ordens e esteve a um passo de se opor em força à imbecil decisão governamental. Outra traição destas certamente não permitirá.

                Entretanto, só haverá uma intervenção militar autônoma em caso de grave convulsão, causada por forças antagônicas reativas ou contra alguma medida que ameace a segurança da Pátria ou ao menos ameace fortemente o interesse nacional e que a intervenção seja desejada por parte significativa da população. Fora desses casos, é improvável que as Forças Armadas decidam consertar a confusão que os civis resolveram fazer, embora as soluções para todas as mazelas sejam de fácil execução e certamente já estão estudadas e esquematizadas para implementação em caso de necessidade.

                Dois pesos e duas medidas

                O MST, inspirado no movimento comunista internacional, bloqueia estradas e promove invasões de propriedades privadas – A Força Nacional é enviada para protegê-los.

                Índios, orientados por ONGs estrangeiras, expulsam os não índios, bloqueiam estradas, cobram pedágios ilegais, torturam e matam – A Polícia Federal é acionada para protegê-los.

                Se algum setor produtivo fizer algum movimento reivindicatório, mesmo dentro da legalidade, todas as forças policiais serão acionadas CONTRA o movimento.

                Quando descumprir ordens)

                Talvez muitos militares ainda pensem que a disciplina é um fim em si mesma, mas não é. A Disciplina é um excelente meio de conjugar esforços, mas passa a ser prejudicial quando é usada pelo chefe para tolher as iniciativas ou quando usada pelos subordinados apenas para evitar responsabilidades, ou seja, para encobrir a covardia.

                Consta da literatura militar que Frederico II da Prússia, recriminando a falta de iniciativa de certo comandante de batalhão, ao ouvir a justificativa de que apenas cumpria ordens teria declarado: “O Rei não faria do senhor um oficial se imaginasse que não saberia quando descumprir ordens”. Diz-se que existe uma referência a esta frase numa parede da Academia Militar alemã. Até Clausewitz afirmava que, sob certas circunstâncias, a consciência de um oficial falava mais alto do que a obediência cega.

                Agora temos um Ministro da Defesa decididamente inadequado, que já demonstrou sua aversão aos que consideramos heróis e seu apreço aos que combatemos com armas nas mãos. Não sabemos que tipo de ordens pensa em nos dar. Sabemos que não podemos ter confiança nele. Supomos que ele, como sindicalista que é, saberá distinguir o que não pode fazer. Veremos.

                Que o Senhor dos Exércitos ilumine as nossas decisões

                Gelio Fregapani

                ADENDO

                Exemplo de Quando “descumprir” ordens

                A revolta de sargentos em Brasília

                Gen. Durval Antunes Machado Pereira de Andrade Nery.

                12 de setembro e 1963

                Em Brasília um movimento revolucionário que pregava uma ampla indisciplina contra a hierarquia militar e contra a autoridade e a legitimidade do Poder Judiciário, representado pelo tribunal mais alto, que é o Supremo Tribunal Federal, toma de assalto a capital do País e cria a "República Sindicalista Comunista do Brasil".

                O Exército determina o deslocamento da 1ª Companhia de Fuzileiros Pára-quedista para Brasília, com a seguinte missão: "Realizar um salto de combate para libertar Brasília, dos revoltosos".

                Eu comandava esta companhia. Abaixo, transcrevo, o meu testemunho sobre a rebelião de Brasília. São fatos que presenciei e constam do meu depoimento publicado na página 169, do Tomo 10 - História Oral do Exército - 31 de Março – 1964

                "... Em 1963, saí da Companhia de Petrechos Pesados e assumi o comando da 1ª Companhia de Infantaria Paraquedista, Companhia de pronto emprego, do Regimento de Infantaria Paraquedista. Demos um nome à companhia – "Companhia Cobra". Essa Companhia deveria estar pronta para se deslocar em uma hora. Um dia, às 5h da manhã, recebi ordem para desencadear o plano de chamada e preparar a Companhia para uma missão. Pelo horário, teria sido mais fácil esperar a chegada dos soldados, às seis horas no quartel.

                Às 7 horas, estava com a Companhia pronta, tudo pronto. O material ficava realmente enfardado. O efetivo era em torno de duzentos homens. O Coronel me chama e ao seu Estado-Maior. Entra o General Pinheiro –Comandante do Núcleo da Divisão Aeroterrestre, indagando: "- Qual é a Companhia que vai cumprir a missão"?" "- A 1.ª Companhia". "- Quem é o Comandante?" "- Eu,Tenente Nery". "- Tenente, aqui!".

                Fiquei em pé, ao lado dele. Ele abriu em cima daquela mesa grande, no cassino dos oficiais, local da reunião, a carta de Brasília. Quando olhei, entendi o que já sabíamos durante a noite. Tinha havido uma rebelião em Brasília, a Base Aérea fora tomada, alguns quartéis já estavam tomados, alguns oficiais presos e a cidade estavam na mão de uma rebelião. Só não sabíamos a extensão do problema, naquele momento. Mas era sério. O presidente, os ministros e as principais autoridades estavam propositadamente fora de Brasília. Na verdade, foi tudo planejado. Inclusive, deputados participaram daquele levante. O General Pinheiro disse: "Tenente, não está acontecendo nada em Brasília. Você vai levar a sua tropa, desembarca, vai desarmado. Você vai fazer um desfile semelhante ao de Sete de Setembro, no Dia da Pátria, na alameda dos ministérios"

                Sabíamos que não era aquilo. Acabáramos de ouvir na rádio – estávamos sempre atentos, ligados, tínhamos informações. A realidade era outra. Brasília estava sublevada, era a rebelião de sargentos, a maioria da Marinha e da Aeronáutica. Obedeciam a um intelectualizado comando civil, não se restringiria apenas a Brasília e devia estender-se por todo o País. Da chefia da rebelião, participavam os deputados Neiva Moreira, do PSP-MA, Hércules Correia, Marco Antonio, do PCB-GB e Max da Costa Santos, do PSB-GB, sob a liderança de Leonel de Moura Brizola. Pela ordem os revoltosos pretendiam: depor o presidente da república; fechar o Congresso; acabar, sumariamente, com o Supremo Tribunal Federal, classificado como órgão inútil e dispensável; desvirtuar o regime e implantar uma República (ditadura) Socialista; transformar totalmente as Forças Armadas.

                Os prédios dos ministérios da Marinha e da Aeronáutica estavam ocupados e os revoltosos já estavam no terraço, na cobertura, no telhado dos pavilhões nos esperando. aabiam que a tropa paraquedista ia saltar. Seríamos eliminados como pombos. Íamos saltar e desfilar desarmados. Disse para o general: "General, não é isso..." Não completei a frase! Quando ia começar a falar levei uma "botinada", por debaixo da mesa. Eu estava em pé e os outros oficiais do Estado-Maior do Regimento, sentados. O Oficial de Operações, Major Giácomo Jannuzzi Neto, me deu um pontapé. Eu entendi. Era para ficar calado. Calei-me e ouvi a missão – desfilar desarmado.

                Ao sair dali, fui falar com o Major Jannuzzi. Ele me disse: "- Nery, é rebelião, se você for desarmado, você vai morrer, sua tropa vai ser eliminada. É guerra! Eles ocuparam Brasília e já leram o manifesto de criação da república sindicalista comunista do Brasil".

                Eu pergunto: "- Como é que eu vou, Major?" "- Vá armado, claro! Você vai para a guerra!

                Qual é a minha missão?" "- Você vai saltar para libertar Brasília." Saltar, para libertar Brasília das mãos dos revoltosos, ou seja, conquistar Brasília. Essa foi a missão. "- Onde estão os revoltosos?" "- Ocupando os prédios dos ministérios militares. Já existem oficiais presos. Você tem que libertá-los – descobrir onde eles estão e libertá-los". Naquele momento, minha maior preocupação era armar a Companhia –duzentos homens. E a munição? Veio a informação que tinham trancado a munição. O Oficial de Munições do Regimento, Tenente Eglair Barcelos Alves me disse: "- Nery, vou me virar. Deixa comigo!" E saiu, para conseguir a munição. Comecei a pegar o armamento, quando chegou uma parte da munição. Tinha que "enfardar". Dei ordem para colocar a munição no carregador e levá-la também no cinto. O grosso da munição seria acondicionado em um cunhete, com um pára-quedas em cima para ser lançado do avião. Após o salto, você sai correndo para procurar a munição, pegá-la e levá-la com você. Sabendo que precisava de muitos pára-quedas, mandei buscá-los. Chegou a informação:

                "- O Major encarregado dos pára-quedas fechou a baiúca" – como nós chamamos o local de acondicionamento dos mesmos – "e não vai distribuir os pára-quedas para você, por ordem do General." – o pára-quedas da munição! Na hora, imediatamente, dei a ordem para que os cunhetes fossem abertos. Mandei distribuir a munição pelos bolsos. Iríamos saltar com a munição dentro do bolso, em quantidade. Aí, surgiu um problema. Soubemos que a rebelião era dos sargentos de Brasília, com o foco principal na Marinha e na Aeronáutica. Em virtude dos acontecimentos de 1961, quando o General Santa Rosa, Comandante dos pára-quedistas, elogiou os sargentos por não terem cumprido ordem de seus superiores hierárquicos, e do Governador Brizola mandando os sargentos matarem seus oficiais, criou-se um ambiente de mal-estar dentro da tropa. Aquilo foi sendo alimentado numa seqüência, agora essa rebelião em Brasília, era o dia 12 de setembro de 1963... Apesar de preocupado, mandei distribuir a munição para os sargentos. Não podia duvidar da lealdade dos sargentos. Paguei para ver.

                Estávamos em pleno aprestamento, tínhamos que preparar a munição, preparar os fardos. O subtenente, aquele homem mais antigo, aquele sargento que foi alçado à função de subtenente, o administrador da carga da Companhia, chegou para mim e disse: "- Tenente, preciso falar com o senhor, aliás, todos os sargentos querem falar com o senhor."Eu disse:"- Bom, o que houve? Vou lá." Eles estavam numa sala, reunidos. O subtenente iniciou: "- Tenente, o senhor mandou distribuir a munição para todos nós, sargentos. O senhor confia nos sargentos da Companhia?"Chamei a atenção dele: "- Em algum momento, desconfiei de vocês? Em algum momento, pensei isso? Vocês viram isso aqui entre os oficiais e sargentos do Regimento Santos Dumont? Não estou entendendo o que vocês estão falando!" "- Tenente, a reunião é para agradecer a confiança. Conte conosco. Em nenhum momento, o senhor deixará de contar com a nossa lealdade. Conte conosco".

                Assim, fui para Brasília. Eram 14 aviões. Até aeronave em manutenção decolou. Os antigos aviões C-82 voavam de porta aberta. Cruzando a serra de Petrópolis e Teresópolis, e seguindo para Brasília, fazia muito frio, eu sentado ao lado da porta olhando o vôo em formação, vi um avião pegar fogo – o avião do Tenente Maia Martins. Retornou para os Afonsos. Mais adiante, o avião do Valporto, também, pega fogo e pronto, o efetivo estava se reduzindo. Depois, eles chegaram a Brasília – dois dias depois– não houve problema. A nossa viagem foi longa. Foi aquilo que eu disse: dentro do avião, você olha para o soldado e ele está lhe olhando, você vai para lá e ele olha para lá, você vem para cá e ele olha para cá. E eu me dei conta que eu tinha dado a ordem, antes de decolar:

                "- Nós vamos saltar na alameda dos Ministérios. O suposto inimigo está ocupando os telhados dos quatro prédios e vai atirar em nós. Todos os oficiais e sargentos deverão tirar a arma do invólucro e durante a queda atirar em tudo o que se mover." Eu, como comandante, tinha que dar uma ordem que protegesse a minha tropa e que permitisse o cumprimento da missão. Sabia que, com duzentos homens, tinha que libertar Brasília. O que é isso? A cabeça não funcionava. Qual a verdadeira dimensão disso. Brasília é muito grande. Aonde eu iria procurar esse pessoal? A ordem estava dada.

                Durante o vôo, fiquei pensando: vou chegar em Brasília às cinco horas da tarde, o expediente está terminando, os funcionários estão cruzando a alameda dos Ministérios. São pessoas que vão estar se movimentando. Nós vamos atirar? Muita gente vai morrer, muita gente inocente. O mestre de salto, o comandante em cada avião, vai com o fone no ouvido, escutando os pilotos. Eu ouvia a conversa dos pilotos. Não ia haver combustível para prosseguir o vôo depois de Brasília. Eles diziam:
                "- Nós vamos pousar em qualquer lugar". A situação era difícil e preocupava. Confesso que, sozinho – não tinha ninguém para conversar, eu era o único oficial no meu avião, os outros tenentes estavam nas demais aeronaves – fiquei preocupado, muito preocupado.

                Aí, me veio a história de um outro livro – o emprego dos pára-quedistas belgas no Congo – quando houve um levante e muitos reféns, mais de 1.500 reféns. A tropa pára-quedista foi empregada com sucesso – eles não saltaram em cima do objetivo. Você, na sua introdução, falou na nossa EsAO, não foi? A Escola, que aplica a doutrina no seu laboratório, que é o campo, associando tática e técnica com o tiro real, o mestrado do oficial, a última escola onde aprendemos e aplicamos a tática da Arma. É errado, no planejamento pára-quedista, você traçar a sua zona de lançamento em cima do objetivo – você não salta em cima do inimigo. Ah! Que felicidade! No avião, lembrei-me disso. Então, me veio aquela sensação de satisfação – não devo saltar em frente aos ministérios –tenho que saltar longe. Fazer como os pára-quedistas belgas: pegaram tudo o que andava, tudo o que tivesse roda e foram correndo para o objetivo e libertaram os homens que estavam presos, seus patrícios.

                Então, imaginei: vou saltar em outro lugar, assim nós vamos evitar atirar em tudo o que se mova. Tudo que se mova seriam os funcionários terminando o expediente, saindo de Brasília. Adquiri confiança e disse para o Comandante da aeronave – ele me avisaria vinte minutos antes, com um toque de sirene dentro do avião: "Comandante, determine a entrada em formação cerrada – para as aeronaves se aproximarem – dê uma rasante em cima da alameda dos Ministérios. Depois, vou dar a final para você". Nós íamos saltar, eu tinha decidido saltar depois da alameda dos Ministérios, bem distante. Preferia ir a pé, correndo, para o objetivo.

                Quando ele cerrou, dez minutos antes de chegar em Brasília, o meu ala esquerda – eu via, a distância é curta – o meu ala esquerda estourou o motor e pegou fogo. Era, justamente, a aeronave do Tenente Brandão. Pegou fogo no motor. Aquilo foi imediato! Mudei a missão! Eu disse para o Comandante da aeronave: "- Mande que siga direto para o aeroporto" - O aeroporto estava nas mãos dos revoltosos - "Mande-o seguir direto para o aeroporto e vamos todos para lá, vamos desembarcar."
                Salto de viatura em movimento – nós sabíamos fazer isso. Quando a aeronave tocar no chão, nós saltamos sem pára-quedas, ou seja, salta e rola. É claro que nós íamos ter baixas com isso, mas nós estávamos treinados. Saltávamos de viatura em movimento até na Avenida Brasil. Nós fazíamos esse adestramento.

                Ele falou: "- O aeroporto está nas mãos dos revoltosos!" Porém, eu sabia que um pelotão de Goiânia já estava se dirigindo para lá– uma Companhia de Goiânia – a comando do então Tenente Machado Borges, o mesmo que chegou a General. Quando a primeira aeronave, que era a do Brandão, tocou na pista, ele comandou o salto. Todo mundo pulou da aeronave – joga a arma e salta feito um fardo, feito uma roda. Você encolhe todo o corpo e sai girando, pois machuca menos. Nós pousamos em seguida, mas houve uma ocorrência. Realmente, o aeroporto ainda estava nas mãos dos sargentos revoltosos. Um deles, ao ver o avião pegando fogo no motor, comentou que aquele ali já está sendo destruído pelo fogo e que ele iria acabar com ele, jogando uma granada. E correu na direção do avião para jogar a granada. Acontece que ele estava perto da cerca e parece que era o estacionamento dos táxis, no aeroporto de Brasília. Os motoristas ouviram aquilo e pularam a cerca, começando a correr atrás dele!

                Foi uma cena inusitada! Os motoristas se abraçaram com aquele sargento que tinha uma granada na mão, enquanto ele gritava: "- Vou soltar a granada!"

                Quando o Brandão chegou, com alguns homens, a granada não tinha nem mais grampo. Estava sendo presa pelo capacete, na mão, e o sargento já com medo de soltar a granada. Após ser preso, ele confirmou que ia jogar a granada para destruir a aeronave, que sabia ser da tropa pára-quedista.

                Neste ínterim, desembarcamos, corremos para frente do aeroporto e pegamos todas as viaturas, carros, caminhões e ônibus que apareceram por ali. Desloquei-me em comboio com a minha tropa – duzentos homens – chegamos na alameda dos Ministérios, do outro lado dos ministérios militares. Fiz o sinal para parar e logo a seguir o de avançar. Não falei mais nada. Nós desembarcamos correndo, tomamos de assalto os ministérios, fomos do primeiro piso até o último e fizemos setecentos prisioneiros. Todos estavam armados.

                É preciso lembrar que ocorrera uma ação de um pelotão da Polícia do Exército (PE), na véspera. Naquela noite, o Tenente era o Uchoa. Mas o que houve com ele? Acontece que no momento do ataque dos sublevados ao Ministério da Aeronáutica, ele estava com o pelotão guarnecendo e resistiu ao ataque. Foram disparados muitos tiros contra o pelotão dele. Que era composto de "catarinas", lembra? Naquela época, a PE incorporava somente soldados do Sul do Brasil – os "barrigas-verdes" catarinenses – os "catarinas". Ele deu ordem de fogo porque tinha que impedir o ataque – era um ataque mesmo! Nenhum soldado atirou! Nenhum soldado atirou! Ele tomou o fuzil de um soldado e atrás de uma coluna gastou a munição, rolou para outra coluna – todos os soldados estavam atrás das colunas do Ministério. Ele foi de soldado em soldado e resistiu ao ataque sozinho, atirando, porque os soldados não o fizeram!

                A Biblioteca do Exército tem um livro, de 1958, "Homens ou Fogo". Eu li muito esse livro e se eu não me engano é do General Omar Bradley que fez um inquérito na Segunda Guerra Mundial sobre o porquê do homem não atirar, quando está em combate. (1)

                Após uma operação numa das ilhas do Pacífico, ele colocou dois ou três regimentos de "quarentena", vamos dizer assim, numa ilha do Pacífico e ouviu do comandante ao último soldado. Onde você estava na hora do ataque? O que houve? Por que você não atirou? Etc. E concluiu, dizendo o seguinte: "O fator psicológico". Ele tem uma referência interessante: o jovem, principalmente – é o nosso caso que incorporamos recrutas – o jovem é criado para não maltratar até os animais. É aquele negócio, não amarrem uma lata no rabo do gato, não maltratem o animal e de uma hora para outro, dos dezessete para os dezoito anos ele se apresenta no quartel e nós vamos ensiná-lo a atirar para matar

                Disse isso, quando estava na Academia Militar das Agulhas Negras "- Nós estamos aqui para ensinar a vocês a matar, mas a matar em defesa da Pátria!" O tenente Uchoa ficou abismado. Como é que o soldado dele não atirava? Não houve jeito dele atirar! No livro, Omar Bradley diz: "- O maior índice de aproveitamento de tropas na Segunda Guerra Mundial foi com a tropa pára-quedista e de comandos." Os pára-quedistas russos chegavam a ter 18 % dos que atiram, no máximo 20%. Ou seja: de cada grupo de combate de infantaria só dois homens atiram quando se deparam com o inimigo, mesmo quando ele está correndo a dez metros de distância. Um grupo de combate tem um sargento e um cabo. Se, dos dez integrantes, dois atiram, somente o sargento e o cabo atiravam. Os soldados, não. Os recrutas não atiram, é preciso muito treinamento. Uma prova foi o que ocorreu com o Tenente Uchoa. Com a tropa pára-quedista, o rendimento é maior, mas chegamos ao último andar dos quatro prédios dos ministérios e fizemos setecentos prisioneiros.

                Quantos tiros nós demos? Nenhum. Prendemos a todos, depois de tomarmos de assalto o local. Foram colocados num andar e ficamos no outro andar, embaixo. Durante 45 dias, nós ficamos ali guarnecendo. Nós dormíamos no chão. Eles dormiam no andar de cima, também, no chão, o mesmo espaço, as mesmas condições sanitárias – nós estávamos no andar de baixo e eles sabiam que não podiam descer, eram sargentos.

                Já à noite, reorganizei minha tropa. Veio uma informação rápida: acabaram de entrar num bloco de apartamentos, em uma superquadra e cortaram os pulsos da esposa de um oficial, porque queriam prender o marido. Ela foi salva pelos vizinhos. Cortaram os dois pulsos porque ela não dizia onde estava o marido. Ela também não sabia. Ele tinha saído para ir ao quartel. Ela nem sabia se ele já estava preso. Queriam o seu marido. Era um oficial do Exército, um capitão, e cortaram os pulsos dela. Fiquei com medo, porque aquilo poderia representar para a tropa uma reação maior, a partir dali. Graças a Deus não foi preciso.

                Outra informação: na rodoviária de Brasília, a última passagem, a mais baixa, naquela época 1963, – a Rodoviária não estava concluída, ainda estava em obra – fora fechada pelos revoltosos. Eles fecharam de um lado e do outro. Deixaram uma porta e escreveram no muro – Paredão –e colocaram, em posição, um pelotão da tropa dos fuzileiros navais, com metralhadoras. Iam começar o fuzilamento dos oficiais que já estavam presos.

                Peguei um grupo e mandei ao comando do Tenente Valporto, para a Rodoviária. Prendemos todo o pelotão, com as metralhadoras em posição, prontas para fuzilar os oficiais.
                Essa foi a minha vivência em 1964 e antes de 1964, em 1963. Prendemos o pelotão e abriu-se o inquérito. Nós até fizemos um comentário, porque o inquérito foi feito na Marinha. A maioria dos sublevados era da Marinha. Conversando com o encarregado do inquérito lhe disse: "- Comandante, daqui a 15 dias vão estar todos de volta, como se nada tivesse ocorrido". Esses presos foram trazidos de avião, por nós, para o Rio de Janeiro. Ficaram no navio- prisão.

                Há um fato que gostaria de acrescentar. Quatro ou cinco dias depois, chegou a Brasília um Batalhão do Regimento Santos Dumont. Não trazia munição. O General não tinha deixado. Passaria a integrá-lo

                O negócio estava quente, porque, ainda, estávamos fazendo a limpeza de Brasília. Informei ao Major que havia reunido toda a munição que trouxera, em uma sala no pavilhão do ministério."- Tem suficiente?" – Perguntou. -Eu respondi: "- Tenho munição para um batalhão, por um ano!" Na nossa corrida, com a proibição de sair armado, foi tanta gente levando munição, ao sairmos do Rio! O Barcelos - Eglair Barcelos Alves, Oficial de munições... Lembro-me que, já com todas as aeronaves "taxiando", motor ligado, ele chegou com a viatura e foi jogando os cunhetes pela porta dos aviões. Os pilotos ficaram preocupadíssimos! Tinha muita munição! O Batalhão cumpriu a sua missão e nós retornamos para o Rio.

                O Comandante do Batalhão, Major Giácomo Jannuzzi Neto, chamou-me, aqui no Rio, depois da operação e me disse: "- Nery, você vai fazer uma relação dos militares que

                vão receber condecoração, por bravura, nesta operação, você faz isso?" "- Claro, indico os homens da minha Companhia que merecem a medalha!" Chamei o meu sargenteante e pedi que ele me desse o mapa da força –o manifesto de vôo de lançamento dos pára-quedistas - para que todos fossem incluídos, todos os militares que foram para Brasília comigo, que tomaram Brasília de assalto e que tinham consciência de que libertaram Brasília.

                Entreguei ao Major Jannuzzi, Comandante do Batalhão, a relação de toda a Companhia. Ele disse: - O que é isso? Eu pedi para você o nome daqueles que merecem..." Eu lhe disse: "- Major, todos nós fizemos a mesma coisa. O que um fez, o outro fez também. Todos fomos além do dever!" Palavras dele: "- Nery, só vou indicar você, porque condecorar duzentos por ato de bravura vai desmoralizar a medalha".Sendo assim, somente eu seria indicado . "- Major, essa eu não vou receber. O senhor me desculpe – ou concede para todos ou não me mantenha na relação! E, realmente, foi isso que ocorreu. Aqueles que estavam em Brasília, foram condecorados. Os Tenentes, Sargentos e Soldados pára-quedistas que, numa ação enérgica e eficaz, sufocaram um movimento revolucionário que pregava uma ampla indisciplina contra a hierarquia militar e contra a autoridade e a legitimidade do Poder Judiciário, representado pelo tribunal mais alto, que é o Supremo Tribunal Federal, não foram reconhecidos.

                Essa era a situação vivida naquela época, que levou à eclosão da Revolução de 1964".

                Entrevista concedida em 18 de dezembro de 2001, pelo Gen Durval Antunes Machado Pereira de Andrade Nery.

                (1) O Gen Nery se enganou quanto ao livro citado, o que em nada deslustra seu brilhante feito. O livro “Homens ou Fogo”, de autoria do Gen Marshal, é um estudo feito na Guerra da Coréia embora cite também exemplos de outas guerras. Realmente já foi constatado que poucos realmente combatem, só os que tem a índole de combatente em seus gens ou por determinada criação. A grande maioria acompanha os companheiros como zumbis, mais por medo de matar do que de morrer (estranho, não?) Mas parece ser verdade!
                O Gen Marshal atribuía muito dessa atitude irracional ao isolamento do sistema americano de entrincheiramento da época, e comenta que no sistema alemão de”ninho de metralhadoras”
                o soldado se sentia mais amparado pela vista dos camaradas e combatiam melhor, enquanto os americanos na Coréia , isolados em sua trincheira individual, frequentemente ficavam agachados no fundo, atirando ruidosamente para cima, sem nenhum efeito, até serem mortos a baioneta pelos chineses que avançavam impunentemente, mais por medo de matar do que de morrer. Coisas talvez dos valores da civilização moderna, que entre nós só pode piorar com o acovardamento oficial. GF

                     

                     

                    Comandante ou Comissário? COMANDANTE! (E-mail recebido aqui no RS Notícias)

                     

                    PREZADOS COMPANHEIROS

                    "DA LUTA"

                    CONCORDANDO EM GÊNERO, NÚMERO E GRAU COM O CORONEL PÉRICLES

                    PAIVA, INF/AMAN/1969

                    Em Terça-feira, 27 de Janeiro de 2015 16:06, Péricles da Cunha  escreveu:

                    O jornal Zero Hora publicou (24/1/2015, pág.8) matéria apresentando os “quatro comandantes da área da Defesa”, dos quais três são gaúchos e como não poderia deixar de ser, colorados: os generais De Nardi e Villas Bôas e o brigadeiro Rossato.

                    Fixei-me na entrevista do general Villas Bôas pelo interesse em saber o que pensa aquele que vai comandar o nosso Exército nos próximos anos, porque estou convicto que das suas decisões sairão os rumos que nos levarão ao exército dos nossos sonhos ou a um pesadelo de indesejáveis consequências.

                    Nesta entrevista o repórter perguntou ao general Villas Bôas se realmente era um conciliador e a sua resposta: “Meu perfil não difere do militar moderno. A inteligência emocional é o mais importante, foge do estereótipo do militar carrancudo e autoritário. Os relacionamentos são importantes. Hoje, não se consegue comandar só com base na hierarquia e na disciplina. Tem que haver liderança”.

                    Depois desta resposta e do que já li sobre o general, ficou-me a impressão de que uma das suas preocupações é estabelecer um corte no Exército entre o antes e o depois da sua entrada na cena, entre o “militar carrancudo e autoritário” que comandava “com base na hierarquia e na disciplina” e o “militar moderno” que não consegue comandar somente com base na hierarquia e na disciplina.

                    Diz a general que a “inteligência emocional é o mais importante, foge do estereótipo do militar carrancudo e autoritário” e a impressão que passa é que “inteligência emocional” é algo novo, como os drones, por exemplo, que os militares de antanho não dispunham no seu arsenal de recursos para comandar. Ora, as competências de inteligência emocional sempre existiram, não foram criadas, mas mapeadas e deram origem a uma enxurrada de livros de auto-ajuda e contam, inclusive, com outras palavras nos princípios gerais do nosso RDE, como obrigação do militar para aprimorar suas relações sociais: civilidade, respeito, deferência, bondade, camaradagem, cortesia e consideração.

                    O que o general não pode é se contaminar com aquela cultura do deslumbramento que predomina no Partido dos Trabalhadores e que leva a achar que tudo que agrada aconteceu depois que eles chegaram ao poder e, o resto, é a herança maldita dos séculos que ficaram para trás, desde que Cabral aqui aportou.

                    Quanto aos relacionamentos: segundo o general os “relacionamentos são importantes”, mas não era o forte dos militares carrancudos e autoritários. Discordo! Criado em vilas militares posso assegurar que esta pecha que o general quer colocar nos militares mais antigos é injusta. Nossos pais comandaram não só respeitando os superiores hierárquicos, mas tratando com afeição os irmãos de armas e com bondade os subordinados. Dou como exemplo meu pai que enfrentou a Legalidade e a Revolução de 64 comandando um regimento da Cavalaria, no interior do RS, “com a tropa na mão”, sem problemas e contando sempre com o respeito e a amizade de todos. E o meu pai não era a exceção. As exceções eram os poucos “militares carrancudos e autoritários” que sempre existirão.

                    Quanto ao relacionamento externo, acho que ninguém discorda que o sucesso em qualquer atividade depende, em muito, da network que se consegue montar. Agora pergunto: mas que tipo de relacionamento? Aquele com políticos que fornecem uma visão distorcida do Brasil real e que só serve para fortalecer lobbies ou o relacionamento que existia (e que não existe mais) entre lideranças civis e os militares carrancudos e autoritários, nos clubes da sociedade civil, nos clubes de serviços, nos sindicatos e associações patronais e que permitiam que os comandos das FFAA tivessem uma visão do Brasil real e que se criasse uma empatia nacional que resultou, em 1964, no sucesso da intervenção militar?

                    Esta visão de “militar moderno” de um lado e de “militar carrancudo e autoritário” do outro, somente serve para aqueles que querem romper com a unidade do Exército. A força do nosso Exército vem da unidade que sempre existiu entre a Ativa e a Reserva. Sempre achei que a Reserva prestigiada e trabalhando em sintonia com a Ativa pode fazer aquela revolução que as armas já não fazem, a revolução silenciosa, dentro da lei. Hoje quem está com as armas adequadas não é mais a Ativa, mas a Reserva que está espalhada pelo território nacional e sintonizada nos mesmos princípios que foram inoculados em todos nós, militares, modernos ou carrancudos e autoritários.

                    Agora, isso somente seria possível se conduzido por alguém que venha para ser o nosso comandante e não o comissário de um partido que nos vê como óbice ao seu projeto de se perenizar no poder.

                    Peço a Deus que o general Villas Bôas reflita sobre isso e que tenha todo o sucesso, pois dele dependerá o futuro do nosso Exército.

                    Péricles

                    03 de março - Hoje na História

                    Apartamento Pedra Bonita em Porto Alegre | Cyrela

                    Para maiores informações, entrar em contato com o corretor de imóveis Lúcio Borges (51) 9194 3742 ou através do e-mail: luciomachadoborges@gmail.com

                     

                    Pedra Bonita

                    Avenida Cavalhada, 5720 - Ipanema - Porto Alegre, Rio Grande do Sul
                    • Tipo:

                      Residencial

                    • N° de Dorm.:

                      3 dorm.

                    • N° de Suítes:

                      1, 2 e 3 suíte(s)

                    • N° de Vagas:

                      1 vagas

                    • Valor das Unidades:

                      de R$ 582.605,52 a R$ 1.268.120,41

                    • Área Privativa:

                      89 m² / 127 m²

                    Características do empreendimento

                    • Brinquedoteca
                    • Espaço Gourmet
                    • Lounge
                    • Pet Space
                    • Playground
                    • Piscina Adulto
                    • Piscina Infantil
                    • Salão de Festas

                    Apartamento Pedra Bonita em Porto Alegre  Cyrela - www.rsnoticias.net

                    Apartamento Reserva Ipanema em Porto Alegre

                    Para maiores informações, entrar em contato com o corretor de imóveis Lúcio Borges (51) 9194 3742 ou através do e-mail: luciomachadoborges@gmail.com

                     

                    Reserva Ipanema

                    Avenida Juca Batista, 150 - Ipanema - Porto Alegre, Rio Grande do Sul
                    • Tipo:

                      Residencial

                    • N° de Dorm.:

                      2 e 3 dorm.

                    • N° de Suítes:

                      1 suíte(s)

                    • N° de Vagas:

                      1 vagas

                    • Valor das Unidades:

                      de R$ 238.998,98 a R$ 357.366,70

                    • Área Privativa:

                      45 m² / 61 m²

                    Características do empreendimento

                    • Brinquedoteca
                    • Churrasqueiras
                    • Espaço Gourmet
                    • Fitness Externo
                    • Guarita
                    • Kids Place
                    • Playground
                    • Piscina Adulto
                    • Piscina Infantil
                    • Portaria 24hs
                    • Quadra Poliesportiva
                    • Salão de Festas

                     

                    Apartamento Reserva Ipanema em Porto Alegre - www.rsnoticias.net

                    Maiojama Coronel Marcos - Conheça o Coronel Marcos‎

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                    Lançamento Maiojama Coronel Marcos

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                    Maiojama as margens do Guaíba.

                     

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                    10 torretas em um condomínio fechado com toda a infraestrutura
                    de lazer e segurança monitorada 24h.

                     

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