Exatamente um ano e um dia após assumir o comando prometendo “colocar o clube sempre em primeiro lugar”, Alberto Guerra inicia nesta segunda-feira (17) o processo formal de transição para a nova diretoria. O que começou com esperança termina em clima de frustração ampla: do vestiário aos gabinetes, do ex-barbeiro ao ex-roupeiro, do Conselho Deliberativo à torcida nas redes sociais, a insatisfação respinga em praticamente todos os cantos do Olímpico e da Arena.Os números positivos — hexa e hepta do Gauchão — não foram suficientes para blindar o presidente. O sonho do octa, perdido em 2025, simbolizou o tom do triênio: perto, mas nunca o bastante. Fora das quatro linhas, as cicatrizes são ainda mais profundas.Rachaduras desde o início
- Sem força política, Guerra herdou Renato Portaluppi e foi obrigado a aceitar o auxiliar Alexandre Mendes contra a própria vontade.
- Danrlei desistiu do apoio ainda na campanha; Paulo Caleffi, vice de futebol no primeiro semestre, foi afastado após divergências diretas com o presidente.
- O fenômeno Suárez ofuscou por alguns meses as rachaduras internas, mas não as impediu de aparecer.
- Pedro Caixinha (erro de mira);
- Gustavo Quinteros (durou poucas semanas);
- Mano Menezes e, por fim, Felipão — mais para blindar a diretoria do que para buscar títulos.
Correio do Povo

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