quinta-feira, 10 de novembro de 2022

OAB Digital Summit discute os desafios das novas plataformas digitais para a advocacia

 A 3ª edição do evento está sendo realizado no Espaço Cubo da OAB/RS, no bairro Praia de Belas, em Porto Alegre



Os desafios das novas plataformas digitais e da tecnologia para a advocacia e a atividade jurídica em geral estão sendo discutidos na 3ª edição da OAB Digital Summit, conferência da Ordem dos Advogados do Brasil no RS (OAB/RS), com programação até a próxima sexta-feira. O evento, iniciado nesta quarta-feira, está sendo realizado no Espaço Cubo da OAB/RS, no bairro Praia de Belas, em Porto Alegre, reunindo profissionais de áreas do Direito e Tecnologia da Informação (TI).

"Desde mais ou menos 2010 temos trabalhado com tecnologia de maneira mais profunda dentro da advocacia, quando foram implantadas as ferramentas eletrônicas dentro do Judiciário. A partir daí, houve avanços muito grandes. O OAB Digital Summit não é um evento jurídico, mas de tecnologia voltado para advogados", comenta o presidente da Comissão de Direito da Tecnologia e Inovação (CDTI) da OAB/RS, Filipe Mallmann. O evento traz discussões a respeito do uso de ferramentas como NFTs, blockchain, metaverso, entre outras áreas.

Conforme Mallmann, estas tecnologias podem ser agregadas ao Direito de diversas formas, como agregadas às regras de um contrato discutido judicialmente, por exemplo. "Neste caso, é preciso um programador e também de um advogado para dizer quais são as regras deste contrato", salienta. O head metaverso e cryptoservice da empresa Mercado Bitcoin, Igor Erthal, realizou duas palestras relacionadas ao assunto na abertura do evento. 

Para ele, estas ferramentas trazem, em especial, um sentimento de pertencimento a uma comunidade que cresce cada vez mais. Igor também reconhece que há algumas barreiras a serem superadas, principalmente no metaverso, mas que elas podem ser resolvidas quando houver melhor interoperabilidade entre as diversas redes. O problema, segundo Igor, foi o mesmo enfrentado pela Internet logo no início público dela, no começo da década de 1990. 

"Sem ser interoperável, hoje meu escritório de advocacia pode estar no metaverso A, e o cliente no metaverso B. É necessário, portanto, que haja uma ou outra migração. Há aulas no âmbito jurídico e criação de escritórios sendo feitos no metaverso", observa ele. O evento segue nesta quinta, com quatro palestras sobre cibersegurança e automação digital na prática do Direito, e encerra na sexta com workshops sobre inovação, startups e diferenciais competitivos.

Correio do Povo

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