domingo, 22 de agosto de 2021

Mais de 8 milhões de brasileiros estão com a segunda dose de vacina contra o coronavírus atrasada

 


Mais de 8,5 milhões de pessoas estão com a segunda dose atrasada em todo o País. O número é do Ministério da Saúde. E aumentou: em 10 de agosto, eram cerca de 7 milhões com a segunda dose atrasada.

O Ministério da Saúde diz que algumas pessoas têm medo de efeitos colaterais e que as fake news atrapalham muito. Fake news são mentiras, muitas compartilhadas na internet e nas redes sociais.

O infectologista Jamal Suleiman, do Instituto Emílio Ribas, reforçou que todas as vacinas são seguras e disse que uma minoria das pessoas pode ter reações leves, como dor no local da aplicação, mal-estar e febre, que normalmente duram apenas um dia e desaparecem.

O infectologista recomenda que todo mundo que tomou vacina de duas doses volte para tomar a segunda dose. A vacina, ele ressalta, é a melhor estratégia para combater a pandemia, aliada ao uso de máscara e ao distanciamento. O médico aconselha: se você tem dúvida, procure um posto de saúde.

Dados

Os números da vacinação e da pandemia reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa mostram que, em 24 horas, 1.113.046 pessoas receberam a primeira dose e 881.174 tomaram a segunda ou a dose única. O total chegou a 2.002.067.

Mais de 122 milhões de brasileiros receberam a primeira dose, ou 57,79% da população. E o percentual de completamente vacinados é de 25,92%. São mais de 54 milhões de pessoas.

Em 24 horas, o Brasil registrou 585 mortes por covid. São 574.243 vítimas. Foram confirmados 25.717 novos casos em 24 horas, totalizando 20.553.744.

As médias estão em estabilidade. A média de casos ficou em 29.437 por dia, redução de 10% em duas semanas. No caso das mortes, o País tem média de 773 óbitos por dia.

Nenhum Estado registrou alta na média de mortes. Seis Estados e o Distrito Federal estão com estabilidade. E  20 Estados têm queda na média de mortes.

Países com mais mortes

Em dois meses, o Brasil avançou da 10ª para a 5ª posição entre os países com mais mortes por milhão de habitantes pela covid-19. Os dados são da “Our World in Data”, projeto ligado à Universidade de Oxford.

Entre 10 de junho e 10 de agosto, a taxa de mortes brasileira se tornou maior que as de Eslováquia, Montenegro, Bulgária, San Marino e Macedônia, ficando atrás apenas de Peru, Hungria, Bósnia e República Tcheca.

Dos países à frente do Brasil, o mais populoso é o Peru (32,5 milhões de habitantes). Em seguida estão República Tcheca (10,7 milhões), Hungria (9,6 milhões) e Bósnia e Herzegovina (3,3 milhões).

O Sul

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