Preço de genérico varia até R$ 52, mostra pesquisa do Procon-SP

O preço de um medicamento genérico pode variar até R$ 52 na capital paulista, segundo pesquisa do Procon-SP divulgada na quarta-feira (1º). Os valores foram pesquisados entre os dias 9 e 11 de maio.
Essa diferença foi verificada no valor da atorvastatina cálcica, utilizada para a redução do colesterol. O maior preço encontrado foi de R$ 63,95, para a embalagem com 30 comprimidos de 10 mg. O mesmo medicamento poderia ser comprado pelo consumidor, em outra farmácia, por R$ 11,94.
Considerando os produtos selecionados pelo Agora, os preços mais baixos estão na Promofarma da rua Parapuã, 1.658, Brasilândia (zona norte), e na Drogaria Walmart da avenida Jabaquara, 2.979, Mirandópolis (zona sul). A pesquisa ocorreu em 15 farmácias nas cinco regiões da cidade. Veja abaixo onde foram verificados os menores preços.
No levantamento geral realizado pelo Procon, que inclui 68 medicamentos (34 de marca e 34 genéricos), a maior variação percentual entre os produtos chegou a 1.200%, na Nimesulida, 100 mg, com 12 comprimidos. O custo variou entre R$ 1,77 e R$ 23,03.
Fonte: Folha Online - 02/06/2016 e Endividado

 

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Cardozo recorre ao STF contra redução do prazo do impeachment no Senado

 

Mariana Jungmann - Repórter da Agência Brasil

O primeiro dos quatro recursos anunciados hoje (3) pelo advogado da presidente afastada Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo, já foi protocolado na Secretaria Geral da Mesa do Senado. O recurso diz respeito ao prazo para alegações finais da defesa de Dilma, que ontem (2) ficou estabelecido em cinco dias, após o presidente da Comissão Processante do Impeachment, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), acatar questão de ordem da senadora Simone Tebet (PMDB-MS). 

Brasília - José Eduardo Cardozo, responsável pela defesa da presidente afastada da República, Dilma Rousseff, informou que vai ingressar com recurso no STF contra decisões tomadas pela Comissão do Impeachment (Dom

Para José Eduardo Cardozo, o prazo para as alegações finais da defesa não pode ser menor que 20 diasDomingos Tadeu/Agência Brasil

Cardozo encaminhou o recurso ao presidente do processo e última instância recursal, ministro Ricardo Lewandowski, alegando que o prazo para as alegações finais da defesa não pode ser menor que 20 dias.

Em resposta à argumentação da senadora, Cardozo informou que, à época doimpeachment do ex-presidente Fernando Collor, havia um vazio legal em relação à questão no Código Penal, o que propiciou a adoção de prazo de 15 dias. De acordo com a senadora, o código foi alterado posteriormente e, agora, seria possível aplicar o prazo de cinco dias para acusação e mais cinco para defesa nas alegações finais.

“Não pode prevalecer o fundamento da eminente senadora no sentido de que, quando do julgamento do STF para o caso Collor em 1992, havia um vazio normativo do Código de Processo Penal”, afirmou o advogado.

Segundo ele, havia sim a previsão de prazo de três dias à época, mas o próprio STF determinou que fosse considerada como base a Lei 8.038/90 para os procedimentos de impeachment.

Cardozo esclareceu ainda que a Lei do Impeachment – Lei 1.079/50 – também estabelece que a Lei 8.038/90 deverá ser aplicada no processamento e julgamento dos crimes de responsabilidade cometidos por pessoas com foro privilegiado. Na época do julgamento de Collor, com base nesta lei, foi adotado prazo de 15 dias para as alegações finais da defesa.

O advogado acrescentou que as alegações finais são “a materialidade integral da defesa” e não podem ter prazo menor que o concedido para a defesa prévia, que foi de 20 dias. “Fora concedido para a defesa o prazo de 20 dias para apresentação da defesa prévia. Consequentemente, considerando que as alegações finais são, na realidade, a materialidade integral da defesa, tanto em seu sentido procedimental quanto em sentido substancial, não há como admitir fundamento para a concessão de prazo inferior ao de 20 dias”, alegou Cardozo.

O recurso é o primeiro de quatro que serão apresentados a Lewandowski pela defesa da presidente afastada. Eles são protocolados no Senado e posteriormente oficializados ao presidente do Supremo que, neste caso, atua como última instância recursal e presidente do processo de impeachment.

Lewandowski recebeu ontem o primeiro recurso referente ao processo, do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), solicitando redução do número de testemunhas a serem ouvidas. Ele deve responder esses recursos até segunda-feira (6).

 

Agência Brasil

 

Governo nega despesa adicional com criação de novos cargos

 

Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil

O Ministério do Planejamento informou hoje (3) que os mais de 14 mil novos cargos na administração federal, aprovados pela Câmara dos Deputados, a serem criados junto com a aprovação de reajustes de servidores públicos, não resultarão em custos adicionais ao governo.

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Segundo o ministério, a criação dos novos cargos será compensada pela extinção de outros que se encontram vagos. O projeto de lei aprovado na Câmara, e que segue agora para o Senado, prevê a extinção de 15.994 cargos.

As mudanças não eliminam a possibilidade de despesas futuras, com o eventual preenchimento das vagas em aberto.

Em nota, o Ministério do Planejamento acrescentou que a atual legislação orçamentária veta a realização de concursos públicos este ano e que, por isso, os cargos vagos não resultarão em novas despesas a curto prazo.

 

Agência Brasil

 

Libertado jovem suspeito de participação em estupro coletivo no Rio

 

Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil

O jogador de futebol Lucas Perdomo Duarte, de 20 anos, foi libertado hoje à noite (3) de um presídio do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio. Lucas teve a prisão temporária relaxada pelo juiz da 2a. Vara Criminal de Jacarepaguá ontem (2) à noite, porque a titular da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), Cristiana Bento, pediu à Justiça a revogação da prisão do jogador.

Responsável pela investigação, a policial disse que não tinha no momento provas suficientes contra Lucas, mas que ele continuará sendo investigado mesmo fora da prisão.

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Lucas é atleta profissional e joga no Boavista Sport Clube, de Saquarema, na Região dos Lagos, clube da Primeira Divisão do Campeonato Estadual do Rio de Janeiro.

Mais um suspeito de participação no estupro coletivo de uma adolescente, de 16 anos, no Morro São José Operário, na Praça Seca, em Jacarepaguá, foi transferido hoje à tarde para um presídio no Complexo Penitenciário de Gericinó.

Rapahel Duarte Belo, de 41 anos, se entregou à polícia nessa quarta-feira (1º) e está com a prisão temporária decretada pela Justiça. Raphael é quem aparece em uma foto rindo e fazendo uma selfie com a jovem nua e desacordada na cama.

Outro que está preso em Gericinó é Raí de Souza, de 22 anos. Ele é o dono do celular usado para gravar as imagens da jovem nua e desacordada na cama, em uma casa do alto do Morro São José Operário. Ele foi levado ontem para o presídio junto com Lucas Duarte.

 

Agência Brasil

 

Os estrangeiros sabem que você recebeu a mensagem de celular

Por Mario Sabino

Por razões de ordem familiar, passei a conviver muito com estrangeiros expatriados. Todos estão no Brasil a trabalho. Todos acham o Brasil o fim da picada. Todos querem cair fora o quanto antes.

Eu não deveria me deixar levar pelas impressões de uns poucos gringos, mas elas confirmam os meus 54 anos de experiência como brasileiro. Aliás, confirmam os meus 54 anos de experiência com brasileiros.

Os estrangeiros expatriados que conheço não criticam tanto a criminalidade, os preços extorsivos, a precariedade das nossas cidades. Essa desolação é conhecida. O que não suportam mesmo é a nossa falta de compromisso.

Somos pouco ou nada confiáveis no plano profissional e pessoal. Dizemos uma coisa e fazemos outra. Quando fazemos. A especialidade nacional é frustrar expectativas.

Brasileiros são capazes de negar que concordaram com a minuta final do contrato que está ali à sua frente. Brasileiros são capazes de mentir que não receberam mensagens de celular mesmo quando aparece o sinal de que foram lidas. “Como não dá para confiar nas pessoas, é um dos piores lugares do mundo para trabalhar e tentar fazer amigos de verdade”, afirmam os estrangeiros das minhas relações.

Você ainda acha que estou sendo levado pelo impressionismo de gatos pingados que miam em outra língua? Então lá vai: brasileiros são capazes de garantir que eliminarão o esgoto da Baía de Guanabara até a realização dos Jogos Olímpicos e acabar promovendo a Olimpíada do Cocô. Não é a melhor forma de conquistar simpatia, convenhamos. E o pior é que, ao vir à tona esse problemão sanitário, reagimos afirmando que se tratava de intriga internacional. Pois é, os excrementos boiando ali do lado, como sinal de mensagem lida, e nós insistindo em negar a sua existência.

O Brasil vai mal nos rankings de saúde, educação e produtividade, mas vai ainda pior no de confiabilidade. Precisamos nos emendar.

O MELHOR DO DIA

E-mails incriminam Dilma por Pasadena

Dilma Rousseff vai ser presa. Segundo Merval Pereira, "já existem documentos em posse da Procuradoria-Geral da República que revelam que a presidente afastada, Dilma Rousseff, tinha conhecimento do teor das negociações...” [leia o texto completo]
- #PassaDilma
- Dilma estava ciente dos arranjos

Propina com laquê

Até o cabeleireiro de Dilma Rousseff foi pago com dinheiro roubado da Petrobras. Merval Pereira, em O Globo, informa que e-mails em poder da PGR mostram que os operadores do esquema do petrolão pagaram despesas pessoais de Dilma... [leia mais]
- O teleprompter roubado
- Os cabelos de Dilma

Exclusivo: UNE recebeu R$ 15,3 milhões na era PT

Na era PT, a União Nacional dos Estudantes recebeu, pelo menos, R$ 15,3 milhões do governo federal. O Antagonista teve acesso a um levantamento detalhado dos repasses feitos à entidade desde 2003, com base nos dados do Portal da Transparência... [veja mais]

- A UNE e o PT: R$ 786,5 mil para dois shows sem artistas definidos
- ​Exclusivo: Os eventos da UNE bancados pelo PT
- UNE milionária
- Ronaldo Caiado sobre a UNE: "Vamos abrir essa caixa-preta"

O teto solar de Temer

Michel Temer já está voltando atrás na melhor coisa que fez até agora: o projeto que fixa um teto para o gasto público. Diz o Valor: “A equipe econômica do presidente em exercício Michel Temer nem sequer mandou ao Congresso o projeto...” [veja o texto completo]
- O melhor que temos
- De costas para a sociedade

A pedido de Lula

O Antagonista avisou que Lula estava articulando junto ao ministro José Múcio para aliviar a análise das contas de Dilma Rousseff em 2015... [leia mais]

Mini-Reforma da Previdência

A Arko Advice fez uma pesquisa com 102 deputados sobre a Reforma da Previdência. Ela mostra que o Congresso Nacional não quer uma Reforma da Previdência de verdade, mas topa votar alguns paliativos... [veja na íntegra]

Planilha de Padilha

Eliseu Padilha postou ontem à noite: "Impeachment no Senado. Afirmei 1 dia antes, para o Jornal ZH, que o sim teria 55 votos. Hoje eu só sei que vamos ter mais na decisão final"... [veja o texto completo]

Quitinete da propina

O operador de Fernando Pimentel, Bené, disse que alugou uma quitinete para guardar o dinheiro de propina... [leia mais]
- A voz do PT

A República dos Caranguejos

Não é exatamente uma surpresa, mas o ex-ministro Jaques Wagner também recebeu dinheiro desviado da Petrobras para sua campanha ao governo da Bahia em 2006. Quem afirma sabe das coisas: o delator Nestor Cerveró...  [veja na íntegra]

Isso é que é indenização

A mulher de Eduardo Cunha afirmou aos investigadores da Lava Jato que quitou a continha do cartão de crédito - coisa de 500 mil dólares - com dinheiro de uma indenização trabalhista... [veja mais]

 

 

Invasores de hotel no DF dizem ter água e alimentos suficientes para até 3 meses

 

Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

Brasília - Terceiro dia da operação policial para retirada dos ocupantes do Hotel Torre Palace, na região central do Plano Piloto (José Cruz/Agência Brasil)

Mesmo com água e comida, estresse pode levar ocupantes a deixar o prédio, diz polícia José Cruz/Agência Brasil

Líderes do Movimento Resistência Popular (MRP) que, desde outubro do ano passado ocupa o Hotel Torre Palace, localizado em um dos principais pontos turísticos de Brasília, disseram hoje (3) à Agência Brasil que têm água e comida suficientes para resistir de dois a três meses ao cerco que, desde o dia 1º, é feito pela Polícia Militar (PM).
Segundo o porta-voz da PM, capitão Michello Bueno, mesmo que seja verdadeira a informação sobre esse estoque, a tendência é que, aos poucos, os ocupantes do prédio desistam de continuar no local por causa do estresse e da pressão psicológica naturais em situações como esta. Enquanto o PM conversava com a reportagem, um dos ocupantes do imóvel gritava do alto do prédio: “Vou ficar aqui até morrer!”

De acordo com o capitão, a situação é “delicada, porém natural" em situações desse tipo. "Mas a PM está habituada a deparar com todo tipo de mazelas”, disse ele. Entre as preocupações dos policiais está o risco de que ocupantes caiam do prédio, em meio algum tumulto, uma vez que não há esquadrias, nem proteção nas janelas e escadarias. “Esse risco ficaria ainda maior, caso algum helicóptero se aproxime da cobertura. Por isso, temos de ter sempre muito cuidado com esse tipo de aproximação.”

Uma das líderes do movimento, Doriana Nunes disse que, na manhã de hoje (3), havia ainda 53 pessoas no interior do hotel, um edifício de 14 andares e 140 apartamentos. Já a PM estima que haja entre 10 e 14 pessoas. Segundo Doriana, o hotel chegou a abrigar entre 130 e 150 pessoas, entre crianças, trabalhadores e desempregados. Todos ficaram abrigados em quartos a partir do 3° andar. Os andares mais baixos estavam sendo ocupados por usuários de drogas, mas, com a chegada da PM, estes foram os primeiros a deixar o local.

Brasília - Terceiro dia da operação policial para retirada dos ocupantes do Hotel Torre Palace, na região central do Plano Piloto (José Cruz/Agência Brasil)

Impedidos  de  voltar,  alguns  dormem  ao  relento  em  colchões  em  frente  ao  prédioJosé Cruz/Agência Brasil

Desde o dia 1º, com a chegada da PM, o prédio está cercado e não é permitida a entrada de ninguém que não seja autorizado pelos policiais. “Eles [policiais] esperaram a gente sair para levar as crianças à escola e, na volta, disseram que estavam desratizando o prédio. Desde então, não nos deixaram mais entrar. Estamos agora dormindo ao relento nesses colchões aqui”, disse Doriana, apontando para o gramado onde estavam cerca de 25 pessoas – na maioria senhoras – ligadas ao movimento. Segundo ela, ninguém está deixando o prédio por medo de não conseguir retornar. “Mas todos estão lá por livre e espontânea vontade”, garantiu a líder do movimento.
Estratégia da PM é esperar cansaço

Coordenando um efetivo de 144 policiais militares, o tenente-coronel Alexandre Lema diz que a principal estratégia “é esperar o cansaço [dos ocupantes] chegar e aguardar que, por iniciativa própria, eles desocupem o hotel”. Segundo o capitão Michello, o cerco feito pela PM tem entre os objetivos pressionar psicologicamente aqueles que ainda resistem na ocupação. “Geralmente, entre o segundo e o terceiro dias, eles começam a se estressar e discutir entre si. Hoje mesmo já saiu uma pessoa dizendo que não concordava com a estratégia da ocupação.”

Michello foi um dos policiais que entraram no prédio durante as negociações. “Percorri todos os andares e observei muita coisa. O interior parece um hotel em reforma ou construção, cheio de entulho. Há quartos arrumados e desarrumados. O que mais me chamou a atenção foi a condição ruim deles... dá pena. Não é uma situação boa e não queria isso para mim. Sei que eles não são bandidos, mas estão infringindo a lei. E estão prejudicando todo o Setor Hoteleiro Norte, o que resulta em muitas queixas de empresários, porque ninguém quer ficar nos hotéis vizinhos. Fora o transtorno nas pistas, que foram fechadas depois deles começarem a jogar pedras”.

“O problema é que o governo do Distrito Federal [GDF] só se preocupa com os empresários desses hotéis e seus negócios”, disse Doriana.
“Aliás, ninguém está aqui porque quer. Estamos aqui exatamente para chamar a atenção da sociedade para o nosso problema. Ninguém gosta de dormir nem aqui, nem na rua com suas crianças. E este governo não cumpre nada do que nos promete há anos. Todos somos cadastrados e a maioria de nós já é habilitada no cadastro de moradias do governo”, afirmou a líder do MRP.

Ao lado de Doriana, Maria Rita de Sousa, de 59 anos, disse que desde os 19 anos integra o cadastro de moradias do governo local. “Há quase 40 anos eu espero alguma coisa e nada acontece. Esse cadastro já até mudou de nome, mas nada muda para a gente”, disse à Agência Brasil Maria Rita.
MRP: dificuldades são antigas

Brasília - Terceiro dia da operação policial para retirada dos ocupantes do Hotel Torre Palace, na região central do Plano Piloto (José Cruz/Agência Brasil)

Policiais aguardam na entrada do prédio a saída dos ocupantes do Torre Palace Hotel José Cruz/Agência Brasil

De acordo com Doriana, as dificuldades com o GDF são antigas e datam desde 2007. Ela diz que, de lá para cá, nada avançou. “Até que em julho de 2015, iniciamos uma ocupação de mais de cinco meses na Secretaria de Fazenda do DF. O governador Rodrigo Rollemberg nos despejou e ficamos acampados no Conic [centro comercial localizado no centro de Brasília]. Ocupamos, então, o o Hotel Saint Peter, ali perto. Novamente fizemos um acordo com o GDF, que nos enviou ao Clube Primavera, em Taguatinga. Sete dias depois fomos despejados. Agora estamos aqui.”

“Para a gente, sair daqui é fácil. Basta o GDF ceder uma área com documento, dizendo que ficaremos em algum lugar até conseguirmos casa em definitivo. Mas esse governo atual é o pior de todos. Apenas nos ignora e não cede nada. Só propõe que fiquemos em albergues onde nem morador de rua, nem noiados [viciados em crack] querem morar. Isso a gente também não quer.”
GDF diz que houve negociação

Contatado pela Agência Brasil, o GDF informou que, de fato, ainda não foram oferecidos terrenos aos integrantes do movimento. A assessoria do GDF disse, ainda, que o movimento tem mudado suas reivindicações e que, anteriormente, pedia auxílio-aluguel, mas há um limite de tempo estabelecido por lei para esse benefício, e ele já foi ultrapassado – motivo pelo qual foi cortado. Quanto às pessoas inscritas no cadastro de moradias, o GDF disse que, para receber o benefício, é necessário cumprir vários requisitos. No entanto. não há, no momento, condições para detalhar por que esse benefício não foi concedido às pessoas citadas pela reportagem.
Posteriormente, o secretário adjunto de Relações Institucionais e Sociais da Casa Civil do DF, Igor Tokarski, disse à Agência Brasil que em todos os momentos houve diálogo, conversações com representantes do MRP. Segundo ele, muitos dos ocupantes do hotel já foram beneficiados com auxílios-aluguel e vulnerabilidade, além de cestas básicas.
Em relação aos albergues considerados  inadequados pelas lideranças do movimento, Tokarski disse ver contradição no fato de os ocupantes se recusarem a ficar lá, optando pelo hotel abandonado, “prédio que, além de perigoso e com problemas estruturais, a ponto de ter sido condenado pela Defesa Civil, é hoje um dos principais pontos de insegurança a partir da utilização de drogas e presença de criminosos”.

Sobre o despejo das pessoas do Clube Primavera, Tokarski explicou que o motivo foi o descumprimento de um acordo para que nada fosse construído na área, que é de proteção ambiental. "Estava acordado com o Movimento de Resistência Popular que nada poderia ser construído no local, e o acordo não foi cumprido." De acordo com Torkarski, estava sendo erguidas inclusive construções em alvernaria.

 

Agência Brasil

 

 

Investigação da Fifa vê indícios de irregularidades cometidas por Blatter

 

Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

O presidente da Fifa, Joseph Blatter disse que a Copa no Brasil é "indiscutivelmente, um grande sucesso". Blatter participou do 3 Seminário de Gestão Esportiva da Fundação Getúlio Vargas (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Investigação apurou que o ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, e dois assessores enriqueceram em mais de US$ 79 milhões em apenas cinco anos   Tânia Rêgo/Agência Brasil

Investigação interna feita pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) divulgada hoje (3) informa ter encontrado evidências de violações cometidas pelo ex-presidente da entidade, Joseph Blatter, e pelos ex-secretários gerais Jérôme Valcke e Markus Kattner. Este último foi também diretor financeiro da federação. Segundo a Fifa, por meio de aumentos salariais, bônus e incentivos, os três enriqueceram em mais de US$ 79 milhões em apenas cinco anos.

Por meio de nota, a Fifa informou que os resultados são ainda preliminares. De acordo com um dos investigadores do caso, Quinn Emanuel, foram aprovadas alterações contratuais problemáticas em favor de Blatter, Kattner e Valcke. "Estas alterações resultaram em pagamentos maciços, no valor de dezenas de milhões de dólares, para os ex-funcionários na forma de salários e bônus entre os anos de 2011 e 2015", disse Emanuel, por meio de nota.

Enriquecimento

Segundo ele, há documentos e provas revelando "um esforço coordenado por três ex-altos funcionários da Fifa para enriquecer através de aumentos anuais de salário e bônus da Copa do Mundo, bem como o pagamento de indenizações indevidas." Em apenas uma das operações citadas pelos investigadores, os três teriam recebido, em 2010, US$ 23 milhões em bônus especiais para a Copa daquele ano, realizada na África do Sul. De acordo com a nota da Fifa, foram atribuídos efeitos retroativos a estes prêmios quatro meses após a conclusão da Copa, "aparentemente, sem uma cláusula contratual subjacente estipulando tais bônus".

Em outubro de 2011, Valcke e Kattner foram premiados novamente com um combinado de US$ 14 milhões em bônus para a Copa do Mundo 2014, e  em junho de 2014, receberam outros US$ 15,5 milhões em bônus para a Copa do mundo de 2018, na Rússia.

 

Agência Brasil

 

Morador de rua é agredido e tem 50% do corpo queimado em Salvador

 

Sayonara Moreno – Correspondente da Agência Brasil

Um homem em situação de rua, de 28 anos, teve 50% do corpo queimado após ser agredido por um grupo de pessoas, na madrugada de hoje (3), em Salvador. Ele foi queimado enquanto dormia embaixo de um dos viadutos da Avenida Paralela, uma das principais vias da cidade, no Centro Administrativo da Bahia.

De manhã, agentes da Polícia Civil visitaram a vítima, que foi atendida no Hospital Geral do Estado e colheram um depoimento preliminar do homem. Ele contou à polícia que dormia embaixo do viaduto e acordou  recebendo pauladas na cabeça e no rosto. Depois disso, os agressores grupo jogaram nele um líquido combustível. Ele disse que, então, desmaiou, só voltando à consciência com o corpo já em chamas.

Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada por pessoas que passavam pelo local e levou o homem para o hospital, onde continua internado. O hospital informou que não divulga boletim médico sobre nenhum paciente.

De acordo com a Polícia Civil, os agentes que visitaram o homem no hospital disseram que pés, mãos e abdômen foram as partes mais atingidas pelo fogo. O caso está na 11ª Delegacia de Polícia, no bairro Tancredo Neves, onde o delegado responsável dá andamento às investigações. Até o momento, nenhum agressor foi identificado e localizado.

 

Agência Brasil

 

Menino de 10 anos que furtou  carro morre atingido por disparo da PM

 

Marli Moreira – Repórter da Agência Brasil

Um menino de 10 anos morreu na noite de ontem (2) baleado por policiais militares, na Vila Andrade, zona Sul da cidade de São Paulo. De acordo com nota da Secretaria de Segurança Pública (SSP), ele e outra criança de 11 anos teriam furtado um carro de um condomínio na região do Morumbi. Policiais perceberam a ação e saíram em perseguição ao veículo, um Daihatsu Terios.

De acordo com relato dos policiais, durante a fuga, o menino que estava ao volante bateu contra um ônibus e um caminhão. Ao receberem ordem para parar, eles teriam feito três disparos de uma arma calibre 38 contra os policiais. Os PMs teriam então revidado, atingindo e matando o garoto de 10 anos, na rua José Ramon Urtiza.

Para o Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado (MPE), Clilton Guimarães, o caso levanta algumas indagações como, por exemplo, uma análise mais meticulosa sobre a atuação dos policiais diante de dois meninos, para avaliar se havia outra conduta possível a fim de evitar a morte do garoto.

Na avaliação dele, com base na hipótese de que os meninos estavam envolvidos em atos infracionais, fica evidente que há falhas por parte do poder público na questão social: “quando você vê uma criança e um adolescente envolvidos desde tão cedo com a criminalidade ficam denunciadas algumas omissões importantes do estado que se ausenta de políticas para o atendimento familiar”, apontou.

A criança de 11 anos que estava no veículo foi encaminhada para o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). No local e acompanhado de sua mãe, ele relatou ao delegado que o outro menino atirou duas vezes contra os policiais e que, depois de bater o carro, disparou novamente, pouco antes de ser atingido e morrer.

Na nota, a Secretaria informa também que avisou o Conselho Tutelar e a Vara da Infância e da Juventude sobre o caso e que foi instaurado um inquérito de Morte Decorrente de Oposição à Intervenção Policial pelo DHPP. As armas dos policiais bem como a que estava em poder do menor foram apreendidas para perícia. Também foi aberto inquérito administrativo na Corregedoria da PM que acompanhará as investigações.

 

 

Agência Brasil

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