Lula diz que fim da escala 6x1 é “conquista histórica e civilizatória”

 Presidente destacou a “devolução da vida além do trabalho”


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da jornada de trabalho 6x1 pela Câmara, na noite dessa quarta-feira, 27, é uma "conquista histórica e civilizatória".


"Mais do que horas no relógio, estamos devolvendo aos trabalhadores e trabalhadoras o direito ao convívio com a família. Ao descanso. À vida além do trabalho. As duas folgas semanais significam mais tempo para estudar, se divertir, cuidar da saúde e ver os filhos crescerem", disse o presidente, em publicação na rede social X, no fim da noite de quarta-feira.


"É uma vitória sobretudo das mulheres que, historicamente e injustamente, enfrentam jornada superior, desigual. Uma medida que só foi possível graças à imensa mobilização da sociedade."


Lula ainda agradeceu ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e aos "parlamentares que construíram ampla maioria na Câmara".


"A proposta agora segue para o Senado. Seguiremos trabalhando intensamente pela sua aprovação definitiva", afirmou o presidente.


A PEC foi aprovada em dois turnos na Câmara, por 472 votos a favor e 22 contrários na primeira votação e 461 a 19 na segunda. Apenas os partidos Novo e Missão recomendaram a rejeição da matéria.


O texto prevê uma transição de até 14 meses para a jornada ser reduzida de 44 para 40 horas semanais e, entre outras mudanças, estabelece dois dias de repouso semanal remunerado um dos quais deve ser preferencialmente aos domingos.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Câmara aprova PEC que acaba com a escala 6x1

 Texto prevê redução da jornada semanal para 40 horas, sem corte de salário, e dois dias obrigatórios de descanso


A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece jornada de trabalho de 40 horas semanais em cinco dias com dois de descanso, acabando com a escala 6x1 (um dia de descanso e 44 horas semanais). O texto prevê uma transição e leis específicas para tratar de algumas carreiras.


A PEC 221/19 foi aprovada em 2º turno com 461 votos a favor e 19 contra. No 1º turno, foram 472 votos a favor e 22 contra.


O texto que irá ao Senado é um substitutivo do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) para a PEC do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que previa jornada de 36 horas, e para a PEC 8/25, da deputada Érika Hilton (Psol-SP), de igual jornada em quatro dias.


Segundo o texto, a redução da carga horária semanal será sem redução de salários e haverá uma transição para chegar às 40 horas.


Depois de dois meses da publicação da futura emenda constitucional, já valerão os dois dias de descanso remunerado por semana, um dos quais preferencialmente aos domingos.


Também a partir desse prazo o trabalhador registrado na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) contará com carga horária semanal de 42 horas.


Em um ano depois do fim desses dois meses, portanto 14 meses depois da promulgação, a jornada será de 40 horas por semana.


Durante esse prazo de um ano, convenção ou acordo coletivo de trabalho poderão ampliar a duração diária do trabalho normal (além de 8 horas diárias) para viabilizar a transição de 42 horas, respeitado o repouso remunerado de dois dias.


Piso salarial

A PEC garante que as 8 horas diárias e 40 horas semanais com dois dias de descanso serão aplicadas aos contratos de trabalho em vigor sem qualquer redução salarial, seja nominal, proporcional ou de qualquer outra espécie. A manutenção do salário será aplicada inclusive aos pisos salariais.


No entanto, há exceções previstas na própria PEC, como para portadores de diploma de curso superior que ganhem acima de 2,5 vezes o teto da Previdência (equivalente hoje a R$ 21.188,87) e para trabalhadores terceirizados em contratos de mão de obra com a administração pública.


Regimes diferenciados

Apesar de a PEC garantir parâmetros mínimos (40 horas e dois dias de descanso), ela permite que leis ordinárias estabeleçam condições e hipóteses de regimes diferenciados, respeitados esses limites e a possibilidade de turnos ininterruptos de revezamento de seis horas.


Para esses casos, como da escala 12x36 e atividades essenciais de saúde, segurança, transporte e limpeza urbana e outros, convenções ou acordos coletivos de trabalho poderão, excepcionalmente, prever um regime de compensação a fim de assegurar, na média, dois dias de repouso semanal remunerado dentro do mês-calendário.


Assim, os dias de folga semanal poderiam ser acumulados para serem tirados em outro período no mês, garantido que pelo menos um dos dias seja após uma semana de trabalho.

Menos horas

A mudança não implicará redução proporcional das jornadas de trabalho já fixadas em patamar igual ou inferior a 40 horas semanais, cujos trabalhadores contarão também com os dois dias de descanso remunerado semanal.


Outro ponto que começa a valer depois de dois meses da publicação da futura emenda constitucional é a perda de validade de cláusulas de convenções e acordos coletivos sobre duração do trabalho e repouso semanal remunerado incompatíveis com o novo patamar.


Microempreendedor

Fruto das negociações em torno do texto, o deputado Leo Prates incorporou dispositivo para remeter a uma lei complementar a definição de regras transitórias para diminuir o impacto da mudança em microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte.


Embora não esteja no texto, a ideia é que os MEIs possam contratar dois em vez de um empregado como é permitido hoje. O governo também aceitou reajustar os valores de enquadramento de MEIs, micro e pequenas empresas no Simples Nacional.


A PEC diz que essas medidas serão condicionadas à manutenção de níveis de emprego.


Sem limite

Sob o argumento de que irá desestimular a “pejotização” (contratação de trabalhador como pessoa jurídica), Prates propõe que as regras constitucionais de duração do trabalho (40h semanais e 8h diárias) e as de controle de jornada não sejam aplicadas ao empregado portador de diploma de nível superior que receba acima de 2,5 vezes o teto da Previdência, que daria hoje o equivalente a R$ 21.188,87 (R$ 8.475,55 de teto).


A exceção seria por liberalidade do empregador (se ele quiser) ou se houver previsão em acordo ou convenção coletiva de trabalho.


O repouso remunerado de dois dias por semana deve ser cumprido e a nova norma não será aplicada a empregados públicos da administração direta e indireta de quaisquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. A Justiça do Trabalho deverá processar e julgar as ações relativas a essa regra.


Como essa regra entra em vigor imediatamente depois da publicação da emenda constitucional, os contratos em vigor deveriam ser adaptados, podendo implicar jornadas de trabalho superiores a 44 horas semanais se não existir acordo coletivo ou convenção para determinada carreira.


Terceirização

A fim de evitar impacto imediato nos contratos vigentes de trabalho terceirizado na administração direta e indireta dos entes federativos, o texto condiciona a mudança para 42 horas e depois para 40 horas, conforme a transição, ao aditamento do contrato entre a empresa fornecedora da mão de obra e a administração. Isso manteria o equilíbrio econômico-financeiro do contrato.


O aditamento deve ocorrer em um ano após a publicação da futura emenda e envolve contratos regidos pela legislação de licitações e contratos administrativos (pessoal de segurança e limpeza, p. ex.), de concessões e permissões de serviços e obras públicas (administradoras de aeroportos ou concessionárias de rodovias, p. ex.), de parcerias público-privadas e de outros instrumentos de colaboração com a iniciativa privada (organizações sociais, p. ex.).


Para todos esses trabalhadores será assegurada igualmente a não redução de salários e, caso o aditamento do contrato não saia no prazo previsto, as reduções da jornada semanal para 42h e 40h valerão independentemente disso.


Se a mudança contratual for realizada no tempo determinado, a nova jornada valerá a partir da data de sua formalização.

Assim, os contratos que venham a ser reformulados nos dois meses iniciais de publicação da futura emenda deverão prever a redução para 42 horas prevista na transição e o repouso remunerado de dois dias semanais.


Correio do Povo

Porto Alegre terá ações de conscientização para o Dia Livre de Impostos 2026

 Postos e supermercados receberão mutirões para mostrar o impacto dos impostos nos itens de consumo diário


Porto Alegre terá nesta quinta-feira, dia 28 de maio, ações em alusão ao Dia Livre de Impostos 2026. Organizado pelo Câmara de Dirigentes Lojistas Jovem do Rio Grande do Sul (CDL Jovem RS) e pela Federação Varejista do RS, os mutirões serão realizados em um posto de combustível e um supermercado na Capital. Além disso, estabelecimentos comerciais realizarão a venda de itens com descontos, em alusão à carga tributária aplicada sobre os produtos.


De acordo com a coordenadora da CDL Jovem RS, Shaíze Maldonado Roth, as ações de conscientização manifestam a frustração da população com relação à alta carga tributária e, também, aos baixos retornos decorrentes da aplicação dos valores arrecadados sobretudo em áreas essenciais como saúde, educação, transporte e segurança. “No nosso país, trabalhamos cinco meses por ano, em média, apenas para pagar impostos. Isso tem um grande reflexo nas empresas, prejudicando a competitividade e o crescimento dos negócios”, lamentou.


Conforme dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o cidadão brasileiro precisa dedicar 149 dias de trabalho por ano apenas para pagar impostos. Somente nos dois primeiros meses de 2026, foram pagos em impostos no país mais de R$ 769 bilhões, segundo dados do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo. A meta é que cerca de 500 estabelecimentos participem da 20ª edição da ação no RS.

No ano passado, a mobilização ocorreu em pelo menos 15 cidades gaúchas e reuniu mais de 300 estabelecimentos. Uma das ações mais emblemáticas foi a venda de combustíveis com desconto de cerca de 33%, equivalente aos tributos, realizada em nove postos participantes da ação no RS, que comercializaram mais de 15 mil litros. A estimativa é que cerca de 30 mil pessoas tenham sido impactadas diretamente no Estado em 2025.


“O Dia Livre de Impostos é uma oportunidade de traduzir em números e ações concretas aquilo que o brasileiro sente diariamente no bolso. Não se trata apenas de oferecer descontos, mas de provocar uma reflexão coletiva sobre o tamanho da carga tributária e, principalmente, sobre a qualidade do retorno desses recursos para a sociedade. Queremos ampliar o engajamento das empresas gaúchas e fortalecer esse debate em todo o Estado”, completou Shaíze.


Nesta edição, na Capital, a CDL Jovem RS acompanhará ações em um posto de combustíveis da rede SIM localizado na avenida Ipiranga, no bairro Petrópolis, a partir das 6h30min. No local, serão distribuídas senhas para abastecimento de gasolina comum comercializada com preço livre da incidência de impostos. Além disso, dirigentes da entidade acompanharão ações no supermercado Vantajão, localizado no bairro São João, a partir das 10h30min, mostrando o impacto dos impostos nos itens de consumo diário.


Correio do Povo

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se encontrou nesta terça-feira (26) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca

 


O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se encontrou nesta terça-feira (26) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. O encontro, segundo apuração da Jovem Pan, teve duração de 1h30. Em coletiva, Flávio afirmou que a reunião foi um convite direto do republicano. “Recebi um e-mail da própria Casa Branca perguntando sobre a possibilidade de uma reunião com Trump. Entendi como um gesto muito importante, um olhar para o Brasil”, disse o senador, que afirmou ter chegado às 15h e deixado o local às 16h40. Flávio, porém, negou ter pedido qualquer tipo de auxílio para as eleições deste ano, mas reforçou conversas sobre a caracterização do Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas.
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Fonte: https://www.facebook.com/watch/?v=849471611042750&_rdc=1&_rdr#

Câmara derruba tentativa do PL de votar PEC que previa adoção da escala 4x3

 Oposição buscou manobra para dificultar aprovação do texto original alavancado pelo governo Lula



O plenário da Câmara aprovou na noite desta quarta-feira, por votação simbólica, a preferência para o texto que define escala 5 x 2. Na prática, o plenário enterrou os destaques do PL e do PSOL para dar preferência à jornada 4 x 3.


A aprovação veio depois de uma manobra de governistas, que apresentaram uma “emenda aglutinativa”, de mesmo teor do relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) e que foi apresentada pouco antes da votação. “O plenário não sabe nem o que está votando. É uma aglutinativa que acabou de subir no sistema. Vossa Excelência sabe o que está no texto”, questionou o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).


Durante as negociações envolvendo a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), um dos principais pontos de divergência entre governo e Congresso foi a fixação de um período de transição para o fim da escala 6x1 (seis dias trabalhados e um de descanso) e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.


Inicialmente, o governo defendia a ideia de implementação imediata, mas um acordo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), acabou definindo um prazo de 14 meses para a entrada em vigor das medidas. Segundo a transição proposta, a jornada cairia para 42 horas semanais 60 dias após a promulgação da PEC; 12 meses depois, haveria uma nova redução para chegar a 40 horas semanais.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Guerra com robôs

 O uso de máquinas em conflitos está em fase de transição acelerada, deixando de ser ficção científica para se tornar realidade operacional

Por Jurandir Soares


Em decorrência do expansionismo demonstrado por Vladimir Putin, a Alemanha está convencida de que muito em breve poderá entrar em guerra com a Rússia. O ministro da Defesa, Boris Pistorius, chegou a definir uma data: 2029 é o limite estipulado para que isso venha a ocorrer. Por consequência, o governo alemão está convocando homens de 18 a 45 anos para se alistarem no Exército.


O chamado, entretanto, enfrenta grande contestação entre os jovens do país. Herdeiros de uma nação que tanto massacrou quanto foi massacrada em guerras, eles não querem se envolver em novo conflito. Diversos protestos têm sido registrados contra a convocação.


NÚMEROS


Estimativas independentes e de agências de inteligência indicam que a Rússia contabilizou até agora cerca de 325 mil soldados mortos, enquanto a Ucrânia registra entre 55 mil e 140 mil militares mortos. O número total de baixas – que inclui feridos, mortos e desaparecidos – aproxima-se de 1,2 milhão de russos e até 600 mil ucranianos.


Esses dados dão ideia do pavor da guerra. Atualmente, o conflito se tornou cada vez mais tecnológico, com uso predominante de mísseis e drones, o que teoricamente reduziria o número de mortos. O diferencial na guerra da Ucrânia é a invasão terrestre, que gera combates diretos entre soldados – quase um corpo a corpo.


INOVAÇÃO


Chama atenção um artigo publicado no The New York Times pelo jornalista Andrew E. Kramer em parceria com o ministro da Defesa da Ucrânia, Mykhailo Fedorov, um jovem de 35 anos. Kramer relata que, durante visita a um local com armas modernas, se deparou com um dispositivo enorme e desajeitado: um drone com braços musculosos de fibra de carbono, cada um com quase 2,5 metros de extensão. Tinha hélices em formato de foice, fios, antenas salientes e tiras de velcro.


O drone é apontado como capaz de substituir um obus de 155 milímetros, transportando projéteis até os alvos. “O futuro da guerra está sendo escrito na Ucrânia, e Fedorov, entusiasta da tecnologia, que está no cargo há quatro anos, é um de seus protagonistas”, escreveu Kramer.


MÁQUINAS


A visão de Fedorov coincide com a dos jovens alemães que rejeitam a convocação do governo de Friedrich Merz: a guerra deve ser feita cada vez mais por máquinas. “O mundo precisa de segurança, e apenas armas autônomas podem garanti-la”, disse Fedorov em entrevista no Ministério da Defesa. “Armas autônomas são as novas armas nucleares. Os países que as possuem estarão protegidos”, acrescentou.


A Europa observa com surpresa a capacidade ucraniana de desenvolver armamentos enquanto está em guerra. O secretário-geral da Otan, o holandês Mark Rutte, afirmou que o continente deveria não apenas apoiar a Ucrânia no conflito atual, mas também colaborar na produção de armamentos. A Alemanha já concretizou isso: o ministro Pistorius assinou acordo para produção conjunta de equipamentos militares.


FUTURO


O uso de robôs em conflitos está em fase de transição acelerada, deixando de ser ficção científica para se tornar realidade operacional, com a Ucrânia como exemplo pioneiro. Essas máquinas são projetadas para substituir humanos em missões de alto risco, reduzir baixas e aumentar eficiência.


Para mostrar que o tema não é exclusividade ucraniana, há outros desenvolvimentos em andamento. Começando pelos robôs humanoides: startups como a norte-americana Foundation Future Industries criaram modelos como o Phantom-01, com 1,80 metro de altura e capacidade de identificar alvos de forma autônoma. Drones VANTs são sistemas consolidados, variando de veículos aéreos de combate capazes de lançar mísseis a drones kamikaze, como o Shahed-136, com alcance de até mil quilômetros . Há ainda sistemas terrestres e aquáticos, incluindo cães-robôs armados e lanchas robóticas carregadas de explosivos, usadas com sucesso para paralisar frotas navais. Assim, quem sabe, até 2029 os jovens alemães estejam dispensados de enfrentar os russos diretamente.

Correio do Povo

Boulos diz que governo abrirá processo administrativo sancionador contra iFood e Keeta

 Ministro da Secretaria Geral anuncia processo por descumprimento de portaria sobre transparência de valores de aplicativos de entrega


O ministro da Secretaria Geral, Guilherme Boulos, disse nesta quarta-feira que o governo abrirá um processo contra o iFood e a Keeta por supostamente descumprirem uma portaria do governo federal que obriga as empresas de entrega e transporte por aplicativo a dar transparência aos usuários sobre o valor pago aos motoristas e o que é retido pelas plataformas.


Boulos afirmou que outras grandes empresas, como Uber e 99, estão cumprindo a portaria regularmente e informando quanto do valor pago pelos consumidores é repassado aos motoristas e quanto é retido pelas empresas.


"Segundo o levantamento e os relatórios da Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública), a Uber tem cumprido e a 99 tem cumprido a transparência prevista na portaria. No entanto, o iFood e a Keeta seguem descumprindo sumariamente a portaria", afirmou.


"Viemos aqui hoje anunciar a instauração de um processo administrativo sancionador contra essas duas empresas, que pode levar à aplicação de multa que, no valor máximo, chega a R$ 14 milhões. Então, essas empresas têm que oferecer transparência", disse o ministro.


Boulos relatou que os motoboys têm apresentado queixas ao governo quanto ao suposto desrespeito dessa portaria por parte das duas plataformas. O ministro disse ter recebido "muitas notícias" de que essa norma estaria sendo desrespeitada, o que motivou a ação por parte do governo.


O secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita, disse que outras nove empresas estão sendo monitoradas para se avaliar possível falta de transparência sobre os valores recebidos. Entre elas, estão a Uber e a 99, que atendem às exigências da portaria da Senacon. Morishita afirmou que as empresas têm 20 dias para se adequar às regras de transparência. Se isso não acontecer, estarão sujeitas a sanções.


O Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) entrou em contato com as assessorias do iFood e da Keeta e aguarda resposta.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Grêmio vai enfrentar o Bolívar nos playoffs da Copa Sul-Americana

 Tricolor jogará primeira partida em La Paz e decidirá na Arena avanço na competição



O Grêmio conheceu seu adversário nos playoffs da Copa Sul-Americana, nesta quarta-feira. O Tricolor vai enfrentar o Bolívar, com a primeira partida na altitude de La Paz, na Bolívia, e a volta na Arena, em Porto Alegre.


Conforme o regulamento da Conmebol, as datas-base dos confrontos são 22 e 29 de julho. O time gremista não conseguiu a classificação direta após empatar com o Montevideo City Torque, no jogo final da fase de grupos.


Por conta disso, ficou destinado a encarar um rival eliminado na chave inicial da Libertadores. O Bolívar terminou em terceiro no grupo C, com apenas uma vitória e cinco pontos. Ficou atrás do Independiente Rivadavia e do Fluminense.

Correio do Povo

MEXA-SE - 26.05.26

 Por Percival Puggina

 
 Você sabia que nos totalitarismos o Estado aplica força punitiva menor contra alguém que fez algo do que contra muitos, apenas por serem o que são? Independentemente de qualquer conduta individual, Robespierre perseguia membros da nobreza, clérigos, monarquistas e girondinos. Lênin e Stalin, cada um a seu turno, faziam o mesmo com intelectuais, empresários e produtores rurais. Hitler eliminava judeus por serem judeus. Mao Tse Tung eliminava professores, cientistas e, claro, líderes religiosos e minorias. Fidel e Che Guevara perseguiam gays, intelectuais e padres.
 
Quebrados os ovos mais pavorosos da história para fazer trágicos omeletes e com bem nutrido poder, eles derrubavam todos os marcadores, todas as balizas e invadiam a vida privada. Sob o peso de seu braço, nunca houve direito contra a vontade do Estado. Nenhuma dissidência ou divergência era tolerada. Para assegurar-se disso, o aparato estatal protagonizava coerção, disseminando terror na sociedade.
 
Se você, assim como eu, sofre física, moral e espiritualmente com o padecimento dos injustiçados, com a dor dos perseguidos, e se indigna ante o evidente desejo de perenizar os meios de dominação, chegou a hora da autossuperação! Haverá eleição nacional dentro de quatro meses. Os que jogam com as cartas dessa eleição sabem que a mais importante é a dos novos 54 senadores que se somarão aos 27 remanescentes do pleito de 2022. Não haverá democracia, nem liberdade, nem bom direito, nem boa política, enquanto o poder sem voto continuar sua sanha persecutória contra “bolsonaristas” e “direitistas”, a usar o Direito como estratégia e a redigir a Lei com as próprias mãos.
        
Na primeira travessia do Delta do Jacuí, há uma parte levadiça para passagem de embarcações. Quando isso acontece, formam-se extensas filas nas pistas de entrada e saída da capital. Certa manhã, fui detido durante operação dessa ponte. Ao retomar a viagem, com os veículos se deslocando lentamente até encontrarem espaço para acelerar, percebi um hiato no fluxo da pista em sentido contrário e avistei, mais adiante, grande concentração de veículos. Passei observando o que detivera o trânsito e o quadro era bem incomum. Havia um motorhome parado no meio das duas pistas; por ambos os lados, alguém tentara passar, mas não conseguira espaço suficiente e deteve quem vinha atrás de si e assim, sucessivamente, todos foram parando. O motorista do motorhome, reclinado no banco, parecia dormir. Fui em frente, rindo do que vira, mas logo deixei de rir ao dar-me conta da lição que ali se proporcionara a todos: uma pessoa parada pode deter uma multidão. Logo, uma pessoa que se mova pode mobilizar uma multidão.
 
Desculpe-me, caro leitor, mas a hora o exige. O Brasil não aguenta mais quatro anos disso que nos está imposto. Escolha dois bons candidatos a senador, comprometidos não só com seu Estado, mas com a liberdade dos brasileiros e com o fim da tirania das canetas que saíram de todo controle. Trabalhe para eleger esses dois senadores (são dois votos e a liberdade precisa de ambos). Já, agora, mexa-se!


Pontocritico.com

INVESTIR NO PARAGUAI: SUGESTÕES SEDUTORAS

 

MAIS SOBRE INVESTIR NO PARAGUAI

Face ao interesse manifestado por inúmeros leitores quanto às sugestivas declarações feitas pelo ministro de Indústria e Comércio do Paraguai, Marco Riquelme, em recente evento do grupo Mercado&Opinião, em São Paulo, com pedidos de mais informações sobre as reais vantagens de INVESTIR NO PARAGUAI, que foram alvos do editorial de ontem, 25 , com o título - PARAGUAI - A PASÁRGADA LATINO-AMERICANA-, eis aí o que o governo do nosso país vizinho está oferecendo, por exemplo, às pessoas físicas:  


INVESTOR PASS

Para começar, como bem refere Rafael Balago, repórter internacional da Exame, em abril o PARAGUAI lançou NOVAS MODALIDADES DE VISTO DE RESIDÊNCIA PARA INVESTIDORES. Neste modelo, chamado de INVESTOR PASS, quem abrir um negócio ou investir no país GANHA DIREITO A UM DOCUMENTO DE RESIDENTE PERMANENTE, O QUE PERMITE PAGAR MENOS IMPOSTOS. O programa possui QUATRO CATEGORIAS DE INVESTIMENTO, que exigem A PARTIR de US$ 70 mil (R$ 350 mil na cotação atual).


QUATRO CATEGORIAS DE INVESTIMENTOS

1- INVESTIMENTO EM NEGÓCIOS COMERCIAIS OU INDUSTRIAIS - Para tanto se faz necessário empregar ao menos cinco cidadãos paraguaios.

2- INVESTIMENTO FINANCEIRO - O interessado precisa investir ao menos US$ 200 mil (R$ 1 milhão) no mercado de ações do Paraguai, ou em outros tipos de investimento financeiro, e manter o dinheiro nele ao menos por DOIS ANOS. 

3- INVESTIMENTO EM IMÓVEIS - É preciso investir ao menos US$ 200 mil (R$ 1 milhão) em um projeto imobiliário, como a compra, a construção ou a operação do imóvel, que não pode ser para uso pessoal.

4- INVESTIMENTO EM TURISMO - O estrangeiro deve investir ao menos US$ 150 mil em serviços, infraestrutura ou atividades relacionadas ao turismo. O Paraguai tem interesse especial em desenvolver o turismo em Ciudad del Este, vizinha de Foz do Iguaçu. A região já recebe fluxo intenso de turistas e compradores, e o país quer oferecer mais opções a eles, bem como aumentar seu faturamento no setor.


DIREITO OFERECIDO PELO INVESTOR PASS

Em caso de aprovação, o estrangeiro recebe um VISTO DE RESIDÊNCIA PERMANENTE -VÁLIDO POR DEZ ANOS- QUE PODE SER RENOVADO. O documento dá direito a trabalhar no país e a pagar menos impostos, na comparação com estrangeiros que não possuem o visto. A taxação de dividendos cai de 15% para 8%A permissão vale apenas para o aplicante. Outros membros da família precisam fazer pedidos de residência temporária separadamente. Após dois anos, eles também podem pedir a residência permanente.


REQUISITOS

DETALHE: O RESIDENTE NÃO PRECISA MORAR NO PAÍS PARA MANTER O DOCUMENTO. Basta comparecer para retirar o documento. A solicitação pode ser feita online. O interessado precisa apresentar certidões de antecedentes criminais, declarar a origem dos recursos e, depois, demonstrar o andamento dos investimentos para o governo paraguaio. De acordo com o governo paraguaio, os pedidos de residência passaram de 28.000 para 47.000 em 2025, com a expectativa de atingir 80.000 em 2026. A maioria deles vem do Brasil.


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