Não é segredo que a Microsoft e o Google são rivais, mas a criadora do Windows parece ter adotado uma nova estratégia para promover o Microsoft Edge. A ideia da vez é mostrar como o seu navegador é capaz de contornar as restrições do YouTube bloqueando anúncios e permitindo a reprodução de vídeos em segundo plano.
A primeira evidência é um aviso mostrado aos usuários do Microsoft Edge Canary para Android. Ele diz: "Ative o bloqueador de anúncios para assistir a vídeos sem interrupções com anúncios".
Ao tocar em "sim, ative" o navegador habilita o Ad Block integrado, bloqueando propagandas em vídeos de vários sites, incluindo o YouTube, o maior portal de vídeos do mundo.
A segunda pista vem de um experimento adicionado pela Microsoft à página "edge://flags" do navegador. Chamado de "Video Background Play", ele permite que o Edge reproduza vídeos em segundo plano, uma função pela qual o YouTube cobra uma assinatura Premium.
Após habilitar o experimento, basta reiniciar o navegador e seguir os passos:
Toque no menu inferior direito do navegador;
Toque em Configurações > Configurações do site;
Entre na opção Reprodução de vídeo em segundo plano;
Habilite a opção Reprodução de vídeo em segundo plano.
Com esta configuração ativada, os vídeos do YouTube e outros sites são reproduzidos dentro do Microsoft Edge até com a tela do celular apagada sem uma assinatura Premium ativa.
Embora as novidades ainda estejam em testes na versão Canary do Microsoft Edge para Android, elas são grandes chamarizes para usuários que desejam ter os recursos Premium do YouTube sem pagar uma assinatura, público que vem crescendo após recorrentes reajustes nos preços dos planos Premium.
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Autoridades estimam que 2,7 mil tenham ficado feridos
Um terremoto de 6 graus de magnitude, seguido por cinco tremores secundários que foram sentidos a centenas de quilômetros de distância, matou mais de 800 pessoas e deixou 2.700 feridas no leste do Afeganistão, informaram as autoridades locais.
O epicentro do terremoto, que aconteceu a apenas oito quilômetros de profundidade, foi localizado a 27 km de Jalalabad, a capital da província de Nangarhar, no limite com a província de Kunar, informou o Centro Geológico dos Estados Unidos (USGS).
O impacto foi muito mais severo em Kunar. O governo talibã, que retornou ao poder em 2021, enviou helicópteros de resgate à região.
O Ministério da Defesa anunciou 40 voos para transportar ajuda e retirar os mortos e feridos das áreas atingidas.
Em 2023, o Afeganistão sofreu um terremoto de grande magnitude na cidade de Herat, na fronteira com o Irã, que deixou mais de 1.500 mortos e 63 mil casas destruídas.
As autoridades afegãs alertaram que o número de vítimas deve aumentar à medida que as buscas avançam nas áreas remotas e destacaram que os danos são "muito significativos" em Kunar.
"Nunca vivemos nada parecido", declarou à AFP Ijaz Ulhaq Yaad, funcionário da administração do distrito de Nourgal, na província de Kunar. "Foi assustador, as crianças e as mulheres gritavam", explicou por telefone.
Muitas famílias acabaram de retornar ao Afeganistão depois que foram expulsas do exílio no Paquistão e no Irã. Quase quatro milhões de afegãos voltaram ao país.
"Havia quase 2.000 famílias de refugiados que retornaram e pretendiam reconstruir suas casas nesta região agrícola", próxima da fronteira com o Paquistão, explicou Yaad.
Ajuda de emergência
Os tremores no Afeganistão são frequentes, em particular na cadeia montanhosa de Hindu Kush, perto do ponto de contato das placas tectônicas eurasiática e indiana. O terremoto de domingo foi particularmente violento e teve cinco tremores secundários, um deles de 5,2 graus de magnitude.
A província de Nangarhar também foi afetada na noite de sexta-feira pelas inundações que deixaram cinco mortos e destruíram colheitas, segundo as autoridades locais.
Após quatro décadas de guerra, o Afeganistão enfrenta uma situação humanitária desastrosa, agravada pela queda da ajuda externa desde o retorno dos talibãs ao poder, o que complica ainda mais a capacidade do país empobrecido de responder aos desastres naturais.
Em 2015, mais de 380 pessoas morreram no Paquistão e no Afeganistão após um terremoto de 7,5 graus de magnitude - o Paquistão registrou o maior número de vítimas.
Em junho de 2022, um terremoto de 5,9 graus de magnitude atingiu a província de Paktika (leste do país). Mais de mil pessoas morreram e dezenas de milhares ficaram desabrigadas.
Brasil inicia procedimento inédito da Lei da Reciprocidade Econômica após tarifas de 50% impostas pelos EUA, acendendo alerta sobre comércio bilateral, propriedade intelectual e possíveis retaliações em setores estratégicos da economia nacional.
Em ofício enviado à Câmara de Comércio Exterior (Camex), o Itamaraty afirmou que “a utilização ou a ameaça de utilização de medidas tarifárias como instrumento de pressão sobre procedimentos e decisões adotadas por cortes brasileiras denota clara tentativa de ingerência sobre assuntos internos do Brasil”.
A Camex terá 30 dias para analisar o enquadramento do caso e sugerir os próximos passos.
O que é a Lei da Reciprocidade Econômica
Sancionada em 11 de abril de 2025 como Lei nº 15.122, a norma estabelece critérios para suspender concessões comerciais, limitar investimentos e flexibilizar obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual quando outro país adota medidas unilaterais que prejudiquem a competitividade brasileira.
O texto foi regulamentado em 15 de julho de 2025 pelo Decreto nº 12.551, que criou um comitê interministerial para deliberar sobre contramedidas e acompanhar negociações.
O objetivo declarado é dar base legal para respostas proporcionais e coordenadas entre governo e setor privado.
Na prática, a lei funciona como um manual de reação. Ela define hipóteses de aplicação, lista instrumentos possíveis e organiza o processo decisório.
Entre as hipóteses, estão atos estrangeiros que interfiram em escolhas soberanas do Brasil ou imponham barreiras comerciais sem respaldo em acordos internacionais.
As medidas podem ser provisórias, em caráter excepcional, quando houver necessidade de resposta rápida enquanto prosseguem as tratativas diplomáticas.
Como será o rito na Camex
O primeiro passo foi a abertura de consultas internas para que a Camex avalie, em até 30 dias, se as tarifas americanas se enquadram nas hipóteses previstas pela lei.
Se houver enquadramento, a Camex submete a questão ao colegiado competente e pode instituir um grupo de trabalho para detalhar as contramedidas, que passam por consulta pública antes da decisão final.
Todo o processo busca pressionar por negociação, preservando espaço para acordo bilateral e, ao mesmo tempo, sinalizando que o Brasil dispõe de instrumentos concretos.
Segundo integrantes do governo, a estratégia procura combinar canal diplomático e preparo jurídico.
Em paralelo, o Brasil mantém o caminho multilateral, por meio de consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC), caso necessário.
O desenho do rito, previsto em lei e no decreto, dá previsibilidade às etapas e aos prazos sem fechar a porta para soluções negociadas.
O tarifaço dos EUA e os efeitos imediatos
As tarifas impostas pelo governo americano chegaram a 50% sobre os produtos brasileiros.
O pacote foi formalizado por ordem executiva em 30 de julho de 2025 e passou a valer em 6 de agosto.
Houve exceções relevantes, como suco de laranja e aeronaves, mas itens de peso na pauta exportadora, a exemplo do café e de carnes, foram afetados.
A narrativa da Casa Branca vinculou o endurecimento às disputas políticas internas do Brasil, o que elevou a temperatura diplomática.
Para a chancelaria brasileira, usar tarifas para pressionar decisões de tribunais nacionais caracteriza tentativa de ingerência em assuntos internos.
Essa avaliação foi registrada no ofício enviado à Camex. A leitura é que a medida americana extrapola desavenças comerciais e atinge a esfera institucional.
“A utilização ou a ameaça de utilização de medidas tarifárias como instrumento de pressão […] denota clara tentativa de ingerência”, diz o documento.
Propriedade intelectual e outras alavancas legais
Um dos pontos mais sensíveis da lei é a possibilidade de suspender obrigações de propriedade intelectual em resposta a ações unilaterais estrangeiras.
A previsão não significa quebra automática de patentes.
Trata-se de faculdade do Executivo, a ser aplicada de forma pontual e fundamentada, observando limites constitucionais e salvaguardas do próprio texto legal.
O decreto regulamentador ressalta que medidas excepcionais podem ser adotadas enquanto se buscam soluções negociadas, para restabelecer a simetria nas relações econômicas.
Além da propriedade intelectual, a lei autoriza contramedidas sobre bens e serviços, bem como a suspensão de concessões comerciais.
Na prática, o cardápio pode incluir desde sobretaxas calibradas a restrições temporárias em áreas estratégicas.
A definição do alvo setorial dependerá de estudos técnicos e de diálogo com empresas afetadas, etapa que antecede qualquer decisão final.
Sinal político e busca por negociação
Mesmo com o processo disparado, a orientação pública do Planalto tem sido a de priorizar o diálogo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou não haver pressa em retaliar, enquanto o governo tenta abrir uma mesa de conversas com Washington.
O envio do ofício e a ativação do rito da lei, porém, funcionam como sinal de dissuasão.
Mostram que o Brasil está preparado para responder caso não haja avanço nas tratativas.
O passo dado nesta semana também enquadra o debate doméstico.
Com base na lei e no decreto, a Camex deverá quantificar impactos, simular cenários e propor alternativas.
Só depois dessa etapa o governo decidirá se aplica contramedidas — e em que intensidade — ou se mantém a pressão diplomática na expectativa de um entendimento.
A comunicação oficial aos EUA sobre o início do processo faz parte desse roteiro procedimental.
O que observar a partir de agora
Os próximos dias serão decisivos para medir o efeito do sinal jurídico enviado pelo Brasil.
A Camex trabalha com o prazo legal de 30 dias para concluir a primeira análise.
Em paralelo, setores exportadores monitoram os impactos da tarifa de 50%, especialmente em cadeias como agronegócio e manufaturados.
A depender do ritmo das conversas com Washington, o governo poderá avaliar medidas provisórias, previstas na regulamentação, para evitar danos irreversíveis enquanto a negociação evolui.
Na visão de especialistas, o desenho institucional recém-criado dá previsibilidade a um momento de tensão e ajuda a calibrar a resposta brasileira. A lei fornece instrumentos; a política determinará se e como usá-los.
Diante do impasse, qual combinação de negociação e contramedidas será mais eficaz para proteger a competitividade sem ampliar custos ao consumidor?