UMA FAMÍLIA TOMADA PELO MEDO: Relato estarrecedor da família de ‘Débora do Batom’, presa política.
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UMA FAMÍLIA TOMADA PELO MEDO: Relato estarrecedor da família de ‘Débora do Batom’, presa política.
Encerramento da investigação foi confirmada pelo secretário de Agricultura, Edivilson Brum, ao Correio do Povo
Está descartada a possibilidade de um caso de gripe aviária em granja comercial em Anta Gorda, no Vale do Taquari, sob investigação desde o último dia 27. O encerramento da investigação foi confirmada pelo secretário de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Edivilson Brum, à colunista de Política do Correio do Povo Taline Oppitz.
Outras 11 suspeitas seguem em avaliação no país.
Em julho de 2024, um empreendimento de avicultura em Anta Gorda registrou um caso de doença de Newcastle, encerrado em outubro.
Correio do Povo
Os ministros do STF voltam a discutir se ordens judiciais são necessárias para que redes sociais sejam obrigadas a remover publicações
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta segunda-feira, 2, que o julgamento do Marco Civil da Internet, marcado para esta quarta-feira, 4, pode ser um “esboço para regular as mídias sociais".
“Estamos, no Brasil, envoltos em um debate muito intenso, sobre a modernização das comunicações e também sobre a regulação das redes sociais. Depois de amanhã, o STF voltará a se debruçar o sobre o artigo 19 do Marco Civil da internet”, disse.
“Retomamos o julgamento que pode significar, pelo menos, um esboço da regulamentação das mídias sociais”, completou o ministro em discurso na abertura no Seminário Franco-Brasileiro de Rádio e Televisão, realizado na Embaixada do Brasil em Paris, na França.
O artigo 19 do Código Civil da Internet afirma que o “provedor de aplicações de internet somente poderá ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem judicial específica, não tomar as providências para, no âmbito e nos limites técnicos do seu serviço e dentro do prazo assinalado, tornar indisponível o conteúdo apontado como infringente”.
Caso aprovada mudança, a ordem judicial pode ser dispensada para exigência de remoção de conteúdo.
Para defender a regulamentação das redes sociais, o ministro afirmou que “diversos governos democráticos têm apoiados iniciativas regulatórias que buscam lidar com os graves danos sociais decorrentes da difusão de conteúdos maliciosos em redes sociais".
Gilmar Mendes ainda citou a invasão ao Congresso em 2023.
"A brutalidade das cenas de ataque às instituições democráticas foi antecedida da circulação de conteúdos on-line produzidos por grupos extremistas. Os episódios cruéis foram orquestrados virtualmente, sem que os intermediários que participam da difusão destes conteúdos tenham tomado medidas mínimas para lidar com os riscos sistêmicos gerados por publicações odiosas”, afirmou.
Os ministros do STF voltam a discutir se ordens judiciais são necessárias para que redes sociais sejam obrigadas a remover publicações.
O julgamento sobre o tema estava em curso em dezembro do ano passado, mas foi adiado após o ministro André Mendonça pedir vista (mais tempo para análise) do processo.
Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli e Luiz Fux já votaram pela obrigação de plataformas digitais removerem conteúdo sem ordens judiciais. O próximo a votar será André Mendonça, que deve divergir dos demais.
O julgamento ocorre após ameaças do governo dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras. Em texto publicado no X (antigo Twitter), afirmou que "nenhum inimigo da liberdade de expressão dos americanos será perdoado".
O secretário de Estado do governo Trump, Marco Rubio, também já afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, pode ser punido pelo país.
Estadão Conteúdo e Correio do Povo
Oposição relaciona a medida com precarização do funcionalismo público; aliados entendem que a iniciativa trata de um reajuste salarial necessário
Nesta segunda-feira, a Câmara de Porto Alegre aprovou um projeto de lei que aumenta o salário de 79 Cargos em Comissão (CCs) do Departamento Municipal Limpeza Urbana (DMLU). Idealizado pelo Executivo, a proposta transfere as ocupações referidas a uma faixa salarial superior.
A oposição até tentou fazer enfrentamento, porém a matéria foi acatada com 22 votos a favor, 10 contra e 2 abstenções. A partir disso, espera-se um acréscimo R$ 103.317,78 mensais ao quadro funcional de CCs.
Líder da oposição na Câmara, Jonas Reis (PT) entende que o projeto corrobora com um processo de desvalorização do funcionalismo. "Precisamos investir em conhecimento técnico, que vem de concursados. Não em cargos de confiança", disse o parlamentar.
"Não gostamos de votar contra o trabalhador, né? Mas, tratam-se de cargos indicados, não passaram em um concurso". Semelhante ao colega, Pedro Ruas (PSol) avalia que há uma exaltação exagerada dessas ocupações em detrimento dos servidores.
Diferente do restante da oposição, a bancada do PCdoB optou por se abster. Para o líder da sigla na Casa, Giovani Culau, o projeto é conflitante. “Nós defendemos que haja uma harmonização salarial dos agentes políticos. Ao mesmo tempo, também somos críticos que a Prefeitura tenha investido todos os seus esforços em indicações políticas ao invés de servidores concursados”, explicou o comunista.
Claudia Araújo (PSD), vice-líder do governo na Câmara, não compartilha das contestações. O projeto trata, segundo ela, apenas de um reajuste remuneratório de cargos menos privilegiados. "Anteriormente, diminuímos o salário dos CCs mais altos. Agora, passaremos essa remuneração para os mais baixos. A proposta não terá impacto nos cofres públicos, é apenas uma equiparação".
Correio do Povo
China e EUA trocaram acusações mútuas de descumprimento de trégua tarifária de 90 dias acordada no mês passado
O dólar abriu a semana e o mês em queda firme no mercado local, em sintonia com a onda de desvalorização da moeda americana no exterior após sinais de acirramento da guerra comercial.
China e EUA trocaram acusações mútuas de descumprimento de trégua tarifária de 90 dias acordada no mês passado.
Além disso, o presidente Donald Trump anunciou aumento de 25% para 50% a taxação sobre importações de aço e alumínio, que entram em vigor na quarta-feira, 4.
Operadores observam que o real apresentou desempenho inferior ao de seus principais pares, como os pesos chileno e mexicano - o que pode ser atribuído ao aumento da percepção de risco fiscal, seja pela incerteza envolvendo o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), seja pela mudança da perspectiva do rating brasileiro pela Moody's de positiva para estável, afastando da obtenção do grau de investimento.
Após mínima a R$ 5,6671 pela manhã, o dólar reduziu parte das perdas na segunda etapa de negócios, com a virada do Ibovespa para o campo negativo.
Com máxima a R$ 5,7102, a divisa terminou o primeiro pregão de junho em baixa de 0,77%, a R$ 5,6757, depois de ter recuado 0,76% em maio.
No ano, a moeda americana acumula desvalorização de 8,16% em relação ao real, que tem o melhor desempenho entre as divisas latino-americanas no período.
O trader de câmbio Rodrigo Cabraitz, da Principal Asset Management no Brasil, observa que, após um período de acomodação, há uma volta do movimento do redirecionamento de investimentos de ativos americanos para outros mercados, o que beneficiou divisas emergentes como o real.
'Na metade da semana passada, vimos que essa saída de fluxos dos EUA tinha dado uma acomodada. Mas com o estresse na relação entre China e Estados Unidos, esse voltou a ser o grande tema', afirma Cabraitz.
'Temos juro alto e um bom carry para atrair o fluxo que sai dos EUA. O que pesa sobre o real é essa questão do IOF.
O mercado está receoso com o que pode vir como alternativa'.
O Congresso já ameaçou derrubar o decreto do aumento do IOF, alvo de críticas do setor produtivo e da classe política. Pela manhã, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que não precisa de dez dias para propor alternativas ao IOF, prazo dado ao ministro na semana passada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Segundo o ministro, é preciso uma decisão política para calibrar o decreto do IOF e elaborar soluções estruturais para sanear as contas públicas no longo prazo - uma vez que 'não dá para dissociar mais uma coisa da outra'.
'Nós precisamos tomar uma decisão política do que será feito. E diante do que eu ouvi, eu acredito que essa semana a gente possa resolver e melhorar tanto a regulação do IOF, combinado com as questões estruturais', afirmou Haddad.
'A confusão sobre as medidas mal estudadas do IOF deixa o mercado em alerta. Sem o IOF, o governo não cumpre o arcabouço, mas o imposto é distorcivo e ineficiente. Além disso, claramente não houve um estudo prévio de impactos, o que fica evidente pela necessidade de vários ajustes (fundos de investimentos e empréstimos com risco sacado)', afirma a corretora Monte Bravo, em relatório.
No exterior, o índice DXY - que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes - recuava cerca de 0,60% no fim da tarde, com destaque para os ganhos do euro e iene. Entre divisas emergentes e de países exportadores de commodities, destaque para o dólar australiano e o neozelandês.
Os preços do petróleo subiram mais de 3%. Para Cabraitz, da Principal Asset Management, caso haja um pouso suave da economia americana, com arrefecimento gradual da atividade e cumprimento da meta de inflação em algum momento do ano que vem, o ambiente pode seguir favorável a divisas emergentes, com o real podendo se destacar.
'Já se chegar a um ponto em que uma recessão pareça inevitável, podemos ver migração para os chamados 'safe havens', como o iene e o franco suíço, e perdas de divisas emergentes. É um cenário ainda sem definição', afirma.
O Ibovespa se firmou no campo negativo a partir do início da tarde, cedendo a linha dos 137 mil pontos, e encerrando o dia no menor nível desde 12 de maio, então aos 136.563,18 pontos. Nesta segunda-feira, 2, oscilou entre 136.482,87 e 138.471,10 - quase 2 mil pontos entre a mínima e a máxima do dia -, terminando aos 136.786,65 pontos, em leve baixa de 0,18%, a quarta perda consecutiva para o índice.
O giro foi de R$ 20,8 bilhões nesta primeira sessão de junho. No ano, o Ibovespa sobe 13,72%.
As perdas do índice na sessão foram mitigadas pelo desempenho favorável das duas principais empresas da carteira, Vale (ON +0,88%) e Petrobras (ON +0,30%, PN +0,58%), com o petróleo mostrando alta perto de 3% no fechamento da sessão em Londres e Nova York.
Bradesco (ON +0,29%, PN +0,25%) conseguiu se descolar do dia majoritariamente negativo para os grandes bancos, com Santander (Unit -0,74%) e Itaú (PN -0,70%) à frente.
Na ponta ganhadora do Ibovespa, Metalúrgica Gerdau (+5,14%), Gerdau (+5,05%) e CVC (+4,22%).
No lado oposto, São Martinho (-4,82%), Braskem (-4,36%) e RD Saúde (-3,23%). 'Sem muitas novidades, dia foi de leve ajuste negativo tanto para o Ibovespa como para o índice de small caps ações de menor capitalização de mercado, mais voláteis.
Há expectativa para contato esta semana entre os presidentes Trump, dos Estados Unidos, e Xi Jinping, da China, em busca de solução para a questão comercial, após a acusação de Trump na semana passada de violação do acordo pela China.
Na agenda doméstica, IOF ainda causa desconforto, e se espera solução estrutural para o impasse do governo com o Congresso sobre o aumento do imposto até a sexta-feira', diz Rodrigo Alvarenga, sócio da One Investimentos, referindo-se à indicação da Fazenda de que enviará, nesse prazo, uma proposta estruturada. 'Bolsa em queda hoje após recordes de alta batidos no Ibovespa em maio.
Há receios domésticos como o IOF, ainda no radar: o que vai acontecer, de que forma vai ser desenrolado - o quanto vai ser desidratado, ou não', resume Alison Correia, analista e cofundador da Dom Investimentos, referindo-se ao prazo de 10 dias que o Congresso deu ao governo para retificar ou retirar as mudanças propostas.
'Clima está tenso, não parece haver plano B', acrescenta. Ele aponta, também, que as preocupações quanto ao aumento do IOF e os ruídos domésticos em relação à condução fiscal colaboram para a alta dos juros futuros, com efeito direto em especial para as empresas do setor de consumo, além dos bancos.
No front externo, destaque nesta abertura de semana para a indicação do presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, de que pretende elevar logo, a 50%, a taxação de aço e alumínio importado pelo país - o que favoreceu as ações da Gerdau, por ter produção nos EUA.
Os juros futuros começaram o mês e a semana em alta, com exceção dos vértices curtos que chegaram ao fim da sessão perto da estabilidade, com viés de baixa.
O ganho de inclinação da curva se explica pela percepção de um cenário inflacionário mais benigno, alimentada pelo reajuste em baixa nos preços da gasolina e melhora das expectativas de IPCA no Boletim Focus, somada à influência de alta dos rendimentos dos Treasuries.
Já o efeito Moody's sobre a curva foi menor do que se esperava. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2026 fechou em 14,770%, de 14,796% no ajuste de sexta-feira, e a do DI para janeiro de 2027 em 14,11%, de 14,13%.
O DI para janeiro de 2029 encerrou com taxa de 13,63%, de 13,58% no ajuste anterior. A ponta curta, que reflete a sensibilidade da curva a fatores relacionados à política monetária, oscilou com viés de baixa durante toda a sessão, sem se afastar dos ajustes.
O head de renda fixa da Faz Capital, Filipe Arend, lembra que, somado ao IPCA-15 de maio aquém das estimativas, na semana passada, hoje o Focus já trouxe projeção mais baixa da inflação, além do anúncio da Petrobras de redução de 5,6% no preço da gasolina para as distribuidoras a partir de amanhã.
'Isso implica, potencialmente, menos pressão inflacionária daqui para frente', diz.
Os preços às distribuidoras cairão R$ 0,17 por litro, o que, na estimativa da Warren Investimentos deve ter impacto de baixa entre 8 e 10 pontos-base no IPCA de junho, o que levou à revisão do IPCA de 2025 de 5,3% para 5,2%.
Na avaliação de Luis Felipe Vital, estrategista-chefe de Macro e Dívida Pública da Warren, os sinais, na margem, são mistos, uma vez que a redução nos preços dos combustíveis contribui para aliviar a inflação, mas os riscos altistas ainda são relevantes.
'Os dados do mercado de trabalho divulgados na última semana mostram um nível de atividade ainda bastante aquecido', pondera.
Tais fatores, prossegue, geram certa inquietação no mercado quanto aos próximos passos do Copom, 'o que é natural, considerando a ausência de qualquer tipo de forward guidance no momento'.
Por ora, a expectativa majoritária é de manutenção da Selic em 14,75% já a partir do Copom de junho, por um período prolongado.
As medianas de IPCA no Focus vêm melhorando marginalmente, mas ainda estão distantes da meta de 3%. A de 12 meses à frente caiu de 4,86% para 4,81% e a de 2025, de 5,50% para 5,46%. A de 2026 se manteve em 4,50%. As taxas longas foram penalizadas pelo exterior.
Os retornos dos títulos do Tesouro americano subiram, refletindo o estresse com o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de dobrar de 25% para 50% a alíquota das tarifas sobre a importação de aço.
Há temor de impacto inflacionário, e consequentemente, de piora fiscal adicional num cenário já de pressão sobre a dívida pública. Havia certa expectativa com o discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, às 14h, mas ele não comentou sobre política monetária e perspectivas econômicas.
'O que tem dado o tom são as tarifas porque, na prática, ninguém sabe exatamente qual vai ser o desfecho, quais vão ser as tarifas terminais, qual vai ser o impacto disso para as empresas, como os consumidores vão responder. Então, com incerteza, o mercado exige prêmio', explica Arend. A alta na ponta longa se dá em cima de taxas que já haviam subido na sexta-feira.
Alguns players desconfiam que parte do mercado já operava ao longo da sessão o anúncio da Moody's de alterar a perspectiva da nota do Brasil de positiva para estável, anunciado após o fechamento do mercado. Isso explicaria a repercussão hoje mais contida.
Já Filipe Arend entende que a decisão não fez tanto preço 'porque os principais pontos relacionados à questão já vinham acontecendo no mercado como um todo'.
Estadão Conteúdo e Correio do Povo
Considerando apenas as 55 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida passou de 5,50% para 5,42%
A mediana das projeções do mercado para o IPCA de 2025 caiu de 5,50% para 5,46%, de acordo com o relatório Focus divulgado nesta segunda, 2, e está agora a menos de 1 ponto porcentual acima do teto da meta, de 4,50%.
Considerando apenas as 55 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida passou de 5,50% para 5,42%. A projeção para o IPCA de 2026 permaneceu em 4,50% pela terceira semana consecutiva - colada ao teto da meta.
O Banco Central espera que o IPCA fique em 4,8% neste ano e em 3,6% em 2026, conforme comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) de maio. O fim de 2026 é o horizonte relevante do colegiado.
Na última reunião, o Copom aumentou a taxa Selic em 0,5 ponto porcentual, de 14,25% para 14,75% - o maior nível desde julho de 2006.
Desde setembro, quando o ciclo de aperto teve início, os juros já subiram 4,25 pontos. A mediana do Focus para a Selic no fim de 2025 continuou em 14,75% pela quarta semana consecutiva.
Estadão Conteúdo e Correio do Povo
Promoção ocorre na próxima quinta feira (5) em dois postos da capital
Promoção que ocorre na próxima quinta-feira (5/6) é organizada por Instituto Atlantos, Instituto de Estudos Empresariais (IEE), Instituto Liberdade, Rotary Club de Porto Alegre, Students for Liberty e Postos Self-Service
Dois postos de combustíveis de Porto Alegre estarão com o litro da gasolina a R$ 3,99 na próxima quinta-feira (5) para marcar o Dia da Liberdade de Impostos. Nesta 17ª edição do evento, serão distribuídos 5 mil litros de gasolina sem impostos, com limite de 10 litros por automóvel, no Posto Self-Service Cristóvão Colombo (Av. Cristóvão Colombo, 128, bairro Floresta) e no Posto Self-Service Ipiranga (Av. Ipiranga, 8.901, bairro Partenon).
O abastecimento será liberado mediante a apresentação de fichas, distribuídas gratuitamente nos dois postos participantes. Cada posto contará com 500 fichas para serem entregues por ordem de chegada, o que permitirá o abastecimento de mil veículos. A atividade começa às 8h.
O objetivo da data é conscientizar a população sobre o peso da carga tributária no Brasil. Na capital gaúcha, a ação será coordenada por Instituto Atlantos, Instituto de Estudos Empresariais (IEE), Instituto Liberdade, Rotary Club, Students for Liberty e Postos Self-Service.
No Rio Grande do Sul, o preço médio da gasolina é de R$ 6,17. De acordo com dados da Petrobras, impostos federais respondem por 11,4% desse valor (R$ 0,70) e o estadual (ICMS), por 23,8% (R$ 1,47).
Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), em 2025 o brasileiro destinará cerca de 40,82% de sua renda ao pagamento de impostos, taxas e contribuições. Ainda assim, o país ocupa a última posição no Índice de Retorno de Bem-Estar à Sociedade (Irbes), que avalia a qualidade dos serviços públicos prestados em comparação à arrecadação. Na gasolina, a carga tributária é de 35,2%, conforme dados divulgados pela Petrobras.
Correio do Povo
Com investimento de R$ 102,4 milhões, chamada pública busca receber projetos que contribuam para viabilização da produção, transmissão, armazenagem e uso do hidrogênio verde no estado
O Governo do Rio Grande do Sul lançou, nesta segunda-feira, um edital de chamada pública para atrair indústrias e projetos voltados para a cadeia produtiva de hidrogênio verde. Com investimento de R$ 102,4 milhões, cada projeto poderá receber até R$ 30 milhões.
O lançamento aconteceu no Cais Mauá, com a participação do governador Eduardo Leite, do secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos, e da titular da Secretaria de Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), Marjorie Kauffmann, que também lançaram uma cartilha distinta a estratégias de descarbonização com projetos para reduzir os impactos ambientais.
O edital de chamada pública visa contribuir para a cadeia produtiva de hidrogênio verde (H2V) no Estado, com soluções voltadas para produção, transmissão, armazenamento e uso da fonte energética de baixa emissão de carbono. A iniciativa deve ser realizada em parceria com a agência de fomento Badesul e faz parte do Programa de Desenvolvimento que visa desenvolver a cadeia produtiva, apoiar empreendimentos, propor e implementar políticas públicas para o setor no Estado.
Os projetos devem ser localizados em áreas que contenham abundância de água, considerando que o hidrogênio verde (H2V) é produzido pela eletrólise da água, utilizando eletricidade gerada a partir de fontes de energia renováveis – como a solar, a eólica e a hidrelétrica. O processo separa as moléculas de água em hidrogênio e oxigênio, por meio da aplicação de uma corrente elétrica. A produção ocorre, portanto, sem a emissão de carbono.
Leite destaca esse investimento como oportunidade de desenvolvimento econômico e para que o Estado torne-se referência na cadeia do hidrogênio verde. Também, a importância da participação do poder público para auxiliar nos custos dos projetos.
"Todos nós somos conscientes da importância de nos movermos em direção à energia sustentável, menos ou sem emissões de carbono, mas esse processo de transição com desenvolvimento tecnológico gera custos que muitas vezes não são suportáveis pelo setor privado sozinho. Entra justamente o poder público ajudando a promover esse desenvolvimento tecnológico até que a gente consiga gerar um meio de escala que permita ao setor privado fazer o seu próprio desenvolvimento com seus recursos", afirma.
Lemos avalia que o Rio Grande do Sul, em comparação com outros estados brasileiros, tem o diferencial da demanda da indústria local. “Nesse momento que a gente tem dificuldades logísticas de exportação desse insumo, o uso de subsidiárias locais a iniciativa de ter plantas de produção para uso no nosso Estado”, explica. Leite complementa que a indústria do Estado, principalmente dos fertilizantes e biocombustíveis, ajudaria a sustentar preços competitivos até haver perspectiva de possibilidades de exportação.
As inscrições para o edital durarão apenas um mês: de 16 de junho a 16 de julho, e os projetos terão prazo de até 24 meses para execução. Serão elegíveis por pontuação, levando em conta o processo produtivo industrial, com inovações de equipamentos na linha de produção; que busca inovação de consumo para atividade industrial e mobilidade verde no transporte na linha de produção, de carga e transporte de passageiros.
A exigência é que a empresa tenha CNPJ registrado no Rio Grande do Sul e seja economicamente ativa. Aglomerados de empresas também são elegíveis a partir da associação de empresas nacionais e internacionais interessadas em desenvolver projeto colaborativo com alguma empresa gaúcha. A produção deve acontecer obrigatoriamente no RS.
No evento, também foi lançada uma cartilha de descarbonização, que trouxe informações sobre a importância da redução das emissões de carbono, com estratégias para reduzir os impactos ambientais.
As estratégias apresentadas por Lemos trataram de cinco pilares, baseados em recursos naturais, ambiente de negócios, infraestrutura, capital humano e inovação. As ações são externas ao fomento do programa de Hidrogênio Verde (H2V) e realização do Masterplan – plano de estudo com consultoria japonesa – , autorizado para empresas de zero carbono, subsídios para consumidores com energia limpa, política de educação ambiental e parcerias nacionais e internacionais.
A titular da Secretaria do Meio Ambiente também tratou de programas e projetos desenvolvidos dentro da pasta que têm relação com a transição energética e econômica. Entre eles, a instalação da matriz elétrica no Estado, com energia hídrica, solar, eólica, térmica fóssil e térmica de biomassa; o Programa Biogás RS, o Plano de Transição Energética Justa, de restauração florestal obrigatória, comissões de questões de serviço ao meio ambiente, ferramenta de diagnóstico climático entre municípios.
“O momento hoje é para que as pessoas possam fomentar o hidrogênio verde, mas também popularizar esse tema e poder entregar à população o entendimento de onde estamos dentro dessa nova cadeia econômica, que é limpa e que descarboniza o mundo e que já vem sendo trabalhada”, afirma Marjorie.
Correio do Povo
Presidente da 80ª sessão da Assembleia da ONU, foi definida em votação incomum requerida pela Rússia
A ex-ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, foi eleita, nesta segunda-feira, 2, presidente da 80ª sessão da Assembleia Geral da ONU, ao fim de uma votação incomum requerida pela Rússia. O presidente da Assembleia é eleito todos os anos por um período de um ano, mas essa eleição de candidato único, que rota geograficamente, é geralmente feita por aclamação.
Na ocasião, durante um debate com Baerbock, em meados de maio, a Rússia deixou muito claro que se opunha à candidata alemã e exigiu uma votação, segundo informaram fontes diplomáticas à AFP. "A senhora Baerbock demonstrou repetidamente sua incompetência, sua extrema parcialidade e seu desconhecimento dos princípios básicos da diplomacia", declarou então o embaixador adjunto russo Dmitry Polyanskiy.
"A decisão das autoridades de Berlim de impulsionar sua candidatura [...], no lugar de uma candidata que havia sido anunciada previamente e convinha a todos, não é nem mais, nem menos que cuspir na cara da organização mundial", acrescentou.
Em setembro, a Alemanha havia proposto como candidata a diplomata Helga Schmid, que foi secretária-geral da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) no período 2020-24. Em março, mudou de opinião e propôs Baerbock, que deixava seu cargo de chefe da diplomacia após as eleições parlamentares de fevereiro. Na votação secreta, que ocorreu nesta segunda-feira, Baerbock recebeu 167 votos a seu favor, 14 Estados se abstiveram e 7 votaram por Schmid.
"Vivemos tempos difíceis, caminhamos na corda bamba da incerteza, mas o nascimento das Nações Unidas há 80 anos nos recorda que já passamos por outros momentos difíceis. Cabe a nós enfrentarmos esses desafios", declarou Baerbock após sua eleição. "Manterei um diálogo baseado na confiança com todos os Estados-membros. Minha porta estará sempre aberta", prometeu a futura presidente do fórum, que tomará posse do cargo em setembro em substituição do camaronês Philémon Yang.
AFP e Correio do Povo