Vaca é resgatada de telhado de casa após passagem de ciclone no RS

 Com peso do animal, telhado cedeu e vaca caiu dentro da residência, mas não sofreu ferimentos graves

Proprietário afirmou ter amarrado animais em campo de futebol a 3km de onde a vaca foi resgatada 

Imagens de uma vaca sobre o telhado de uma casa no município de Estrela chamaram a atenção nas redes sociais nesta quinta-feira (7). O animal havia se abrigado sobre o segundo andar de uma residência após a elevação do Rio Taquari em decorrência da passagem do ciclone no Rio Grande do Sul, que deixou ao menos 41 mortos e mais de 10 mil desabrigados e desalojados. Há ao menos 25 desaparecidos.

Em um dos vídeos, uma pessoa chama a vaca Mimosa, que responde com mugidos. Uma força-tarefa foi organizada para retirar o animal, com a contratação de um guindaste, porém o equipamento não chegou a ser utilizado: com a movimentação e o peso do animal, o telhado cedeu. A vaca caiu para a área interna da residência, porém não ficou com ferimentos graves.

O proprietário da vaca, Pedro Nelio Bauer, relatou à Prefeitura de Estrela que havia deixado dois animais amarrados em um campo de futebol. O terreno ficava a cerca de três quilômetros de distância da casa em que ocorreu o resgate.

Um dos animais foi encontrado morto, enquanto o outro foi identificado sobre a residência. A principal hipótese é que a vaca resgatada tenha nadado até o telhado da casa em meio à cheia do rio. Bauer chegou a gravar um vídeo em que fazia um apelo para que o ajudassem a resgatar a vaca, "antes que ela resolva pular e eu perca o animal". Após o resgate, levou Mimosa de volta para casa.

Estrela é um dos municípios mais afetados pelo extremo climático, com duas mortes confirmadas e milhares de moradores afetados. O Rio Taquari chegou a quase 30 metros em meio a uma cheia recorde. A prefeitura diz ter alertado a população sobre a situação desde a segunda-feira, 4, mas que uma parte resistiu em deixar as casas. Neste feriado de Sete de Setembro, as unidades de saúde foram abertas mais cedo para receber atingidos pela enchente.

O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil de diversos municípios têm sido acionados para fazer o resgate de animais de telhados, valas e áreas alagadas em geral. Imagens de porcos retirados do alto de uma casa e do corpo de uma ovelha preso à fiação também chamaram a atenção.

O Rio Grande do Sul tem previsão de mais chuva para os próximos dias, com possibilidade de vento forte e granizo. Um novo ciclone deve passar pelas proximidades do Estado nos próximos dias, mas mais distante da costa.

No momento, o aumento do nível de água que mais preocupa a Defesa Civil estadual é o do Lago Guaíba, em Porto Alegre. O bairro Arquipélago, formado por 16 ilhas, e as áreas ribeirinhas da zona sul da capital gaúcha estão em alerta para inundações até sábado (9).

Agência Estado e Correio do Povo

Doações às vítimas das fortes chuvas no Vale do Taquari mobilizam a população do RS

 Cobertores e colchões estão entre itens de maior necessidade neste momento

Os mantimentos estão sendo destinado na Central de Doações do Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff), em Porto Alegre 

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul abriu neste feriado, em Porto Alegre, pontos de coleta de doações. O Palácio Piratini e o Centro Administrativo Fernando Ferrari foram os locais com maior número de doações registradas no feriado de independência. O Correio do Povo esteve nesses locais para acompanhar os trabalhos realizados. A iniciativa atende às vítimas afetadas pelas enchentes no Vale do Taquari. O governador frisou a importância de levar os donativos para locais de coleta e não viajar para as cidades atingidas.

Com o apoio de servidores e voluntários, o Palácio Piratini recebeu centenas de doações, incluindo roupas, alimentos, colchões, brinquedos, ração, além de itens de higiene e limpeza. Os mantimentos estão sendo destinado na Central de Doações do Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff), em Porto Alegre. 

O Saguão do Palácio estava repleto de mantimentos. Segundo a assessoria de comunicação do Piratini, as doações foram muito diversificadas: colchões; produtos de limpeza, como vassouras, baldes; uma grande doação de ração; além de brinquedos e itens de higiene. Ao mesmo tempo que os itens chegavam na casa do governo estadual, já eram destinadas ao ponto central, localizado no Caff.

Doações entregue no saguão do Palácio Piratini
Doações entregues no salão do Palácio Piratini - Camila Martins / Secom / Divulgação / CP.

Uma senhora que prefere não se identificar contou a reportagem que ao ver o trabalho realizado pelo grupo do Palácio Piratini, resolveu ajudar voluntariamente. “Eu realizo trabalho voluntário há anos. E hoje vendo as notícias, resolvi ajudar o pessoal. Aqui eu estou separando as doações que estão chegando no saguão”, conta.

Na Central de doações, localizada no Centro Administrativo Fernando Ferrari, em poucos instantes o local recebeu um grande fluxo de mantimentos trazidos em formato de Drive-thru. A mobilização contou com o apoio do grupo de Escoteiros no Brasil, do Rio Grande do Sul; além do Exército Brasileiro, o Corpo de Bombeiros, da Brigada Militar, e a Defesa Civil.

Cobertores e colchões estão entre os itens de maior necessidade neste momento. Roupas, água, e produtos de limpeza foram os destaques de doações mais recebidas na central. Segundo o gerente regional do Grupo de Escoteiros do Brasil, Eduardo Carvalho dos Santos, havia muitas doações de cabos de rede para internet, fogões e medicamentos. “Teve uma senhora que trouxe cerca de 20 frascos de insulinas conservadas no gelo. Algo bem específico”, relata.

O Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, divulgou em alerta em sua rede social para que as pessoas realizem as doações apenas nos pontos de coleta. “Muitas pessoas estão se deslocando para essas localidades com o intuito de fazer doações. Precisamos que apenas quem mora no município ou está lá para ajudar na reconstrução vá até essas localidades”, alerta. Ainda, Leite ressalta que as doações devem ser entregues apenas nos pontos disponíveis no site da Defesa Civil.

Correio do Povo

Mauro Cid assina delação premiada com a Polícia Federal

 Documento já foi fechado e deverá ser homologado pelo STF



A Polícia Federal e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), assinaram um acordo de delação premiada, de acordo com o portal de notícias R7. O documento ainda deverá receber aval do Ministério Público Federal (MPF) e ser homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O depoimento mais recente de Cid, preso desde 3 de maio, à Polícia Federal (PF), ocorreu na semana passada, dentro do inquérito que apura a conduta do hacker Walter Delgatti Neto na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O tenente-coronel do Exército é investigado por participação em um esquema de fraude em cartões de vacinação, tentativa de golpe de Estado, além de ter relação no caso das joias estrangeiras dadas a Jair e Michelle Bolsonaro e no caso dos atos extremistas de 8 de janeiro. 

A reportagem do R7 procurou o advogado de Cid, mas ainda não teve retorno.

Correio do Povo

Morador desabafa em casa destruída por chuvas no RS e incêndio: "Caos"

 Família de Estrela teve casa incendiada por curto circuito em meio à enchente

Moradores tentam recuperar pertences em casas destruídas 

Devagar para não escorregar, Fabiano Martineli sobe de galochas os degraus cobertos de lama da escada externa de madeira, saindo da pilha de destroços na frente da casa para a madeira carbonizada, consumida pelo fogo, no andar de cima. As chuvas já haviam sido impiedosas e o fogo provocado por um curto circuito terminou de consumir os pertences da família. De colorido sobrou apenas uma pilha de bonecas no canto da sala.

Martineli colocou tudo no andar de cima e saiu de sua casa Estrela com a esposa e duas filhas, uma de três anos e uma de 12 anos, na tarde de segunda-feira, com o anúncio das chuvas. Mesmo sendo uma das mais altas do bairro Oriental Baixo, a casa ficou quase submersa. “Aqui foi muito triste, as casas os dois pisos pegaram enchente. Minha casa deu curto circuito e pegou fogo”, lamenta.

“Para mim eu ia limpar e vir morar de novo aqui, só que agora não tem como limpar, esse telhado tem que trocar todo”, diz. “Não tem como eu entrar com a minha família aqui dentro porque está tudo queimado e aqui está um perigo de cair, está um caos mesmo”.

Ele se questiona como vai conseguir pagar pelo novo telhado. “Eu sou trabalhador, eu tenho que estar trabalhando e eu estou desde segunda-feira de tarde sem poder trabalhar”, fala, em desespero. Na mão direita, Martinelli tem curativos, já sujos de lama, em vários dedos da mão. Ao carregar um fogão a gás, ele se acidentou e levou seis pontos na manhã desta quinta-feira. 

De acordo com a prefeitura de Estrela, a estimativa é de que 65% das edificações da cidade tenham sido atingidas. A cidade está em um momento de limpeza e reconstrução, ainda com problemas de sinal telefônico.

Correio do Povo

GAL GADOT

 Atualmente com 38 anos, a modelo e atriz israelense foi criada em um ambiente judeu, numa família israelense, ela teve seu avô prisioneiro no campo de concentração de Auschwitz, sobrevivendo, junto de sua avó, ao Holocausto. A carreira de Gadot começou longe dos cinemas: Aos 18 anos, ela foi coroada Miss Israel, em 2004. Logo depois, serviu no exército israelense por dois anos. Ao abandonar as funções militares, decidiu estudar direito e relações internacionais. Sua estreia em Hollywood se deu em Velozes & Furiosos 4, interpretando Gisele Yashar e divindo set com astros como Vin Diesel e Paul Walker. A atriz venceu seis outras atrizes na disputa pelo papel e revelou que seu conhecimento em armas contribuiu para o sucesso nas audiências. No ano seguinte, Gal ganhou um pequeno papel em Encontro Explosivo (2010), atuando ao lado de Tom Cruise e Cameron Diaz. Em 2016, ela estrelou a Mulher-Maravilha em Batman vs Superman: A Origem da Justiça, na maior personagem de sua carreira, juntando-se a Ben Affleck como Batman e Henry Cavill como Superman. A atriz foi aclamada no papel de Diana Prince, sendo bastante elogiada pela crítica especializada e se consolidando no Universo Cinematográfico da DC Comics.




Fonte: https://www.facebook.com/groups/4127901240565937/permalink/6962242663798433/?mibextid=dZk1I5icssMIZk4L

Leite anuncia R$ 1,5 milhão em horas-máquina para reconstruir Muçum e Roca Sales

 Governador visitou o município de Muçum nesta quinta-feira

Em Roca Sales, moradores fazem a limpeza das casas, após a enchente 

O governador Eduardo Leite anunciou a liberação de R$ 1,5 milhão em horas-máquina para auxiliar no trabalho de reconstrução dos municípios de Muçum e Roca Sales. Nesta quinta-feira (7), Leite visitou Muçum, para verificar os efeitos da enchente que atingiu o município nesta semana. Acompanhado pelo coordenador da Defesa Civil Estadual, coronel Luciano Boeira, Leite se reuniu com o prefeito Mateus Trojan e percorreu ruas da cidade. O governador repetiu o que havia dito em Roca Sales no dia anterior e garantiu que não faltará trabalho para recuperar o município.

“Não faltarão recursos, nem financeiros e nem humanos, para a reconstrução dos municípios do Vale do Taquari. O governo está totalmente mobilizado nesse processo de recuperação das cidades e de auxílio a quem teve perdas humanas e materiais. Nós vamos colocar essa cidade em pé muito antes do que as pessoas imaginam”, afirmou Leite.

Leite reforçou o apelo para que apenas quem mora na cidade ou está envolvido nos reparos vá ao município. 

“A solidariedade do povo gaúcho é enorme e a gente vê isso todos os dias. Há um movimento muito forte de auxílio e apoio ao Vale do Taquari, mas pedimos que as pessoas interessadas em fazer doações concentrem a entrega desses materiais nos pontos de coleta. As cidades atingidas pela enchente estão em uma situação de calamidade, e o aumento da circulação de pessoas prejudica a reconstrução”, explicou.

Neste momento, a Defesa Civil Estadual pede que as doações se concentrem em colchões e itens para limpeza dos locais afetados pela enchente.

Correio do Povo

RS segue com tempo instável e tem chances de temporais na sexta-feira

 Acumulados de chuva não devem ser suficientes para agravar situação de enchentes, principalmente no Vale do Taquari

Áreas assoladas por enchentes seguem com tempo instável 

O tempo segue instável no Rio Grande do Sul nesta sexta-feira. O começo do dia tem muitas nuvens e chuva na maioria das regiões, com uma frente fria que avança pelo estado. Chuva forte e temporais com alto risco de vendavais entre a madrugada e de manhã na Metade Norte. Enquanto as cidades tentam se recuperar do desastre das chuvas que assolaram os gaúchos desde domingo, a precipitação preocupa, mas não deve ter a proporção do que causou sérios danos, principalmente no Vale do Taquari.

No decorrer do dia, as nuvens vão diminuir e o sol chega a aparecer em muitas cidades. Ocorre que da tarde para a noite novas áreas de instabilidade devem se formar com chuva em diversas localidades, embora com menor risco de temporal na comparação com o começo do dia.

As mínimas rondam os 13ºC em Bagé e os 12ºC em São José dos Ausentes. As máximas, por sua vez, podem chegar a  22ºC em Uruguaiana e 24ºC em Santa Rosa. Em Porto Alegre, os termômetros variam entre 16ºC e 22ºC.

Chuva, vento e temporais voltaram a causar transtornos e estragos na quinta-feira. Mais de cem mil clientes estavam sem energia na tarde da quinta-feira no estado, a maior parte na área de concessão da CEEE, que tinha sido a mais atingida por temporais com raios e vento forte. Houve ainda ventania na costa por conta de contraste de pressão atmosférica. Estações meteorológicas tinham registrado até o fim da tarde rajadas de 86 km/h em Santa Vitória do Palmar e 82 km/h em Tramandaí

Um forte vendaval atingiu o município de Santa Vitória do Palmar, no extremo Sul gaúcho. Houve queda de árvores na BR-471, danos em silos e armazéns de propriedades rurais e as pás de aerogerador foram danificadas pelo vendaval no parque eólico. Os volumes de chuva foram altos, como previsto, no Sul gaúcho. De acordo com dados oficiais, a chuva até o fim da tarde  somava 126 mm em Arroio Grande, 118 mm em Pedro Osório e 103 mm em Jaguarão.

No fim do dia, o sistema começava a se deslocar pelo RS como frente fria, com chuva e temporais. Na sexta, instabilidade da frente atua na madrugada e de manhã mais no Norte e no Nordeste do estado com chuva e ainda o risco de tempo severo com vendavais isolados.

O Vale do Taquari, área mais castigada pela chuva e as inundações, deve ter chuva forte com risco de temporal na madrugada, mas a MetSul enfatiza que os volumes não serão suficientemente altos tanto no vale como na Serra que possam oferecer qualquer risco de repique de cheia na bacia do sistema Taquari-Antas.

MetSul e Correio do Povo

"Perdemos três pessoas na mesma casa", lamenta familiar de vítimas do temporal em Muçum

 Parentes das vítimas fizeram o reconhecimento dos corpos no Departamento Médico Legal (DML), em Porto Alegre

Familiares das vítimas estiveram no DML para fazer o reconhecimento dos corpos 

Familiares de pessoas que morreram em decorrência das chuvas que atingem o Rio Grande do Sul estiveram no Departamento Médico Legal (DML), no final da manhã desta quinta-feira, para fazer o reconhecimento dos corpos. Segundo o Instituto-Geral de Perícias (IGP), 22 vítimas já foram transportadas para o local, sendo 14 de Muçum e oito de Roca Sales, os dois municípios mais atingidos pela enxurrada. Até o momento, conforme a Defesa Civil Estadual, 39 óbitos foram registrados.

"Perdemos três pessoas na mesma casa. Ficou tudo destruído, é muito triste. São muitas mortes", declarou Jaqueline, que pediu para que o sobrenome dela não fosse divulgado. "Estamos enfrentando essa situação", lamentou, solicitando também que a reportagem não divulgasse o nome das vítimas. 

Ao Correio do Povo, ela contou que perdeu o sogro, de 90 anos, e a companheira dele, de 87, que moravam em uma casa no Centro de Muçum, no Vale do Taquari. Ainda conforme Jaqueline, a cuidadora do casal de idosos, de 65 anos, também morreu. "Nossa região ficou toda destruída. Peçam ajuda", enfatizou. 

 Foto: Mauro Schaefer

Moradores de Muçum relatam que a cidade ficou com 85% do território debaixo d’água .O município de 4,6 mil habitantes foi um dos mais afetados pela chuvarada de segunda-feira, que elevou o rio Taquari ao nível de 21,79 metros, mais de três metros acima da cota de inundação, que é de 18 metros, de acordo com as medições do Serviço Geológico do Brasil (SAGE/CPRM).

“A cidade se destruiu. Vamos ter que começar praticamente do zero a nossa estrutura", declarou o prefeito de Muçum, Mateus Trojan, na quarta-feira. A necessidade mais urgente, segundo o chefe do Executivo Municipal, é de veículos de grande porte e material de limpeza. “Precisamos começar a lavar as ruas, a ajudar a lavar as residências, para a gente começar a reorganizar a cidade”, afirmou. 

Todas as doações devem ser redirecionadas ao ginásio do bairro Jardim Cidade Alta, exceto móveis, que devem ser direcionados para a linha 28 de Setembro. “A gente pede a contribuição de todos, toda ajuda é bem-vinda", concluiu o prefeito.

Correio do Povo

Governo federal reconhece estado de calamidade pública no Rio Grande do Sul

 Municípios já podem solicitar repasses para atendimento à população, restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução de moradias e infraestruturas destruídas pelo desastre

Municípios já podem solicitar repasses para atendimento à população, restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução de moradias e infraestruturas destruídas pelo desastre 

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), reconheceu, nesta quinta-feira, estado de calamidade pública de 79 cidades do Rio Grande do Sul. Medida compreende os municípios afetados pelas fortes chuvas desde domingo. Com isso, as cidades podem solicitar recursos para garantir o atendimento de primeira hora à população e apresentar planos de trabalho para reconstrução das áreas afetadas. 

“O presidente Lula nos garantiu que não faltarão recursos para nenhum município que esteja passando ou tenha passado por qualquer desastre e isso eu reafirmo aqui, sem ter a menor dúvida”, afirmou o ministro Waldez Góes.

Equipes da Defesa Civil Nacional estão no Rio Grande do Sul desde a segunda-feira, onde apoiam as prefeituras das cidades atingidas na elaboração dos pedidos de reconhecimento de situação de emergência e de repasse de recursos para assistência humanitária e restabelecimento de serviços essenciais. Além disso, cinco integrantes do Grupo de Apoio ao Desastre (Gade) se deslocaram ao estado para auxiliar nas ações de socorro e dar suporte aos municípios.

Segundo a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, 79 municípios foram afetados, deixando mais de 1,6 mil pessoas desabrigadas, 3 mil desalojadas e mais de 52 mil afetadas de alguma forma.

Cidades que tiveram o estado de calamidade reconhecido

Água Santa; André da Rocha; Arroio do Meio; Bento Gonçalves; Boa Vista das Missões; Boa Vista do Buricá; Bom Jesus; Bom Retiro do Sul; Cachoeira do Sul; Cachoeirinha; Camargo; Campestre da Serra; Candelária; Carlos Barbosa; Casca; Caxias do Sul; Chapada; Charqueadas; Ciríaco; Colinas; Coqueiros do Sul; Cotiporã; Coxilha; Cruz Alta; Cruzeiro do Sul; David Canabarro; Encantado; Erechim; Espumoso; Estação; Estrela; Eugênio de Castro; Farroupilha; Getúlio Vargas; Ibiraiaras; Imigrantes; Ipê; Itapuca; Jacuizinho; Jaguarí; Lagoão; Lajeado; Lajeado do Bugre; Mato Castelhano; Marau, Montauri; Montenegro; Muçum; Muliterno; Nova Araçá; Nova Bassano; Nova Roma do Sul; Novo Hamburgo; Palmeiras das Missões; Panambi; Paraí; Passo Fundo; Protásio Alves; Roca Sales; Sagrada Família; Santa Maria; Santa Tereza; Santo Ângelo; Santo Antônio do Palma; Santo Cristo; Santo Expedito do Sul; São Domingos do Sul; São Jerônimo; São Jorge; São Nicolau; São Sebastião do Caí; Sapiranga; Sarandi; Sede Nova; Serafina Corrêa; Sertão; Taquari; Vacaria e Vanini.

Como solicitar recursos federais para ações de defesa civil

Cidades em situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecido pela Defesa Civil Nacional estão aptas a solicitar recursos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para atendimento à população afetada.

As ações envolvem socorro, assistência às vítimas, restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução de infraestrutura destruída ou danificada. A solicitação deve ser feita por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD).

Com base nas informações enviadas, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores solicitados. Com a aprovação, é publicada portaria no DOU com a valor ser liberado.

Ouça "Roca Sales: o cenário de fim do mundo no rastro da lama" no Spreaker.

Correio do Povo

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