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#OsPingosNosIs | Claudio Dantas: "O presidente Lula (PT) não está interessado no notório saber jurídico, mas sim em colocar seu advogado pessoal no STF […] Os únicos que poderão impedir a indicação do [Cristiano] Zanin são os senadores"
A história mostra que grupos, como o MST, são "movimentos" sustentados por partidos e pelo Estado, com caráter revolucionário, com organização, método e intenções claras de criar caos para chegar ao objetivo final: um Estado totalitário.
Estado responde por 75% da produção do país
Com a escalada do interesse da população brasileira em consumir azeite de oliva extravirgem, o Rio Grande do Sul se prepara para superar a produção de 2022, que foi de 450 mil litros, e ultrapassar o volume de 500 mil litros neste ano. O objetivo é se manter líder nacional no setor, respondendo por 75% da produção no Brasil – seguido por Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina e Paraná.
Cerca de 100 milhões de litros de azeite de oliva extravirgem têm passado pela cozinha dos brasileiros a cada ano. Esse cenário colocou o Brasil como o segundo maior consumidor mundial do produto, atrás apenas dos Estados Unidos (que atingem 300 milhões de litros).
A evolução da atividade industrial no Estado fica evidente nos números. Em 2017, o Rio Grande do Sul tinha 17 marcas de azeite, quantidade que saltou para 80 rótulos na atualidade. Hoje, o Estado possui 17 indústrias em operação, além de planos para abrir cinco novas fábricas até o final do ano. O movimento repercute na geração de vagas de emprego: na safra anual, de fevereiro a abril, a força de trabalho chega a abrir mil postos temporários, tanto na indústria quanto no campo.
Conforme o presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Renato Fernandes, o Rio Grande do Sul vive seu ápice na produção de azeite de oliva extravirgem. “É o novo ciclo econômico do Estado. Nossa pretensão, a longo prazo, é atingir o patamar da Espanha, que responde por 40% da produção mundial, seguido pela Itália, com 22%, e a Grécia, com 14%”, relata Fernandes. Ao todo, a fabricação total de azeite de oliva é de 3,2 milhões de toneladas por ano, segundo o Conselho Oleícola Internacional (COI).
O investimento na capacidade de produção é um ponto que deve contribuir para a ascensão do segmento. Em 2002, só havia um município produtor de azeite de oliva do Estado: Caçapava do Sul. Em 2017, esse número passou a ser de 56 municípios. No ano passado, subiu para 110. Já os produtores de oliva, em 2002, eram apenas seis; em 2017, chegaram a 145; e, em 2022, o número ultrapassou os 300 produtores.
Esse cenário aparece em levantamento do Ibraoliva. Dados da entidade indicam que o investimento feito pelas empresas do setor no Estado atingiu o valor de R$ 150 milhões no último ano. Considerando a última década, as cifras somaram R$ 1,5 bilhão para alavancar a indústria.
“O segmento é promissor, gerando valor agregado à cadeia produtiva do Estado e atuando em diversas áreas. Assim, amplia a força de trabalho nos setores de indústria, agricultura e turismo, o que contribui para o crescimento econômico”, analisa o titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Ernani Polo.
Programa governamental incentiva indústria de azeite de oliva
O governo estadual concede incentivos fiscais para alavancar a indústria do azeite de oliva. Por meio do Fundo Operação Empresa do Estado do Rio Grande do Sul (Fundopem) – um incentivo que não libera recursos financeiros para as empresas, mas apoia por meio do financiamento parcial do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incremental devido gerado a partir da sua operação –, é possível a instalação de empresas com desconto fiscal, conforme regramento do programa. O Departamento de Economia e Estatística da Sedec é responsável pelo programa.
Duas indústrias de azeite de oliva do Estado foram contempladas pelo Fundopem. A Fazenda Serra dos Tapes, em Canguçu, teve o projeto aprovado em 2022, com benefício de R$ 2,6 milhões que já pode ser usufruído mediante abatimento do ICMS. Investindo em olivais desde 2016, o proprietário Jerônimo Santos decidiu ter a própria indústria em 2020. Hoje, abastece o mercado doméstico, tendo como principais clientes São Paulo e Rio Grande do Sul. “Vamos usar o recurso do Fundopem para tornar o produto mais competitivo. Nossa maior dificuldade atual é ingressar no varejo, pois entram no país muitos azeites importados que, embora informem no rótulo que são extravirgens, são virgens e com preço de virgens. Isso faz com que nosso produto, que é puro, pareça caro”, explica o produtor.
A outra indústria é a Nostra Terra Agroindustrial, de Cachoeira do Sul, que foi beneficiada com R$ 4 milhões e previsão de 60 novos empregos diretos e indiretos. Segundo o diretor de Marketing, Rafael Farina, a fábrica está em construção. “A estimativa é que as operações comecem até o final do ano”, projeta o diretor.
Virgem e extravirgem
No rótulo, muitos azeites de oliva disponíveis no mercado informam serem extravirgens. Porém, Fernandes não garante a integridade da informação. “Mais de 90% desse volume anual de 100 milhões de litros disponíveis no mercado brasileiro reprova no teste de extravirgem porque possuem defeito no aroma e no sabor. Eles passam a ser azeites virgem de segunda categoria”, explica o presidente do Ibraoliva.
Fernandes salienta que a produção anual abastece o mercado doméstico, em especial os Estados do sul e do sudeste. A exportação ainda não está na previsão a curto prazo, mas é um foco de operação para o futuro. Hoje, a área plantada de quase 6 mil hectares, com cerca de 321 produtores em 108 municípios, é voltada para atender a demanda interna. “Para o mercado internacional, precisamos, pelo menos, dobrar esses números, e queremos fazer isso de forma planejada”, avalia Fernandes, ressaltando que o Estado tem aptidão de clima e solo para plantar 1 milhão de hectares.
A maioria dos olivais se encontra na Metade Sul do Rio Grande do Sul. Alguns dos principais municípios produtores são Encruzilhada do Sul, Canguçu, Pinheiro Machado, Caçapava do Sul, São Sepé, Cachoeira do Sul, Santana do Livramento, Bagé, Barra do Ribeiro e Sentinela do Sul.
Outro espaço cada vez mais ocupado pelo setor é o turismo. Atualmente, é possível conhecer os olivais e o caminho do produto antes de ir para as garrafas por meio da Rota das Oliveiras, instituída por lei estadual desde 2019. A rota integra Bagé, Barra do Ribeiro, Cachoeira do Sul, Caçapava do Sul, Camaquã, Candiota, Canguçu, Dom Feliciano, Dom Pedrito, Encruzilhada do Sul, Formigueiro, Hulha Negra, Pântano Grande, Pinheiro Machado, Piratini, Restinga Seca, Rosário do Sul, Santa Margarida do Sul, Santana do Livramento, São Gabriel, São João do Polêsine, São Sepé, Sentinela do Sul e Vila Nova do Sul.
A Rota das Oliveiras no Rio Grande do Sul já atingiu um movimento de 500 mil turistas nos últimos 12 meses. “A área atraiu cerca de 200 trabalhadores no último ano apenas para atender a demanda de visitantes interessados em conhecer mais o universo da olivicultura”, conta Fernandes.
Governo do RS
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#OsPingosNosIs | Presidente Lula (PT) apresenta quadro de tristeza e ansiedade, revelam aliados
Por Percival Puggina
Ontem, Dia as Mães, assisti ao vídeo da audiência da Comissão de Comunicação da Câmara dos Deputados na última quinta-feira (aqui). Todo brasileiro deveria, no correr desta semana, tratar de assisti-lo. Isso se tornou imperioso. O vídeo tem pouco mais de três horas que serão usadas de modo importante para o bem de cada um, de sua família e do país. A vida nos colocou neste tempo e neste lugar quando e onde somos testemunhas de dias e de fatos que marcarão de modo indelével nossa existência. Não podemos virar às costas e sair da História, como se fôssemos um Coelho Relojoeiro que jogasse fora seu relógio e se recolhesse entre os sonhos de Alice sobre um país das maravilhas chamado Brasil.
O fato de ser Dia das Mães me aproximou muito do drama e da atitude missionária da principal depoente do evento, Bárbara Destefani (canal “Te atualizei”). Nem de longe dedicaria um cumprimento a qualquer de seus algozes, mas de bom grado viajaria para externar àquela jovem mãe minha profunda admiração. Talento e coragem, senso de humor e seriedade fizeram dela uma figura nacional, sujeita à dupla condição de martírio e assédio.
O silêncio das feministas é um libelo. O silêncio dos senadores sobre o descontrole do STF revira o estômago. O que fazem com Bárbara (que tomo com símbolo de tantos) é a maior evidência de que 1) estamos sob censura no Brasil; 2) a censura vem do topo do Poder Judiciário nacional; 3) tudo mais que se diga sobre o PL 2630 para lhe dar espaço na vitrina das intervenções do Estado é meramente decorativo, acessório. O assunto é censura, sim, num país onde se estabeleceu um poder que não aceita ser contradito. De contrariado, claro, nem se cogita.
Houve um tempo, e já vai longe, em que perante certos tratamentos desiguais, clamava-se contra “dois pesos e duas medidas”. Era o senso popular de justiça. Do mesmo modo, houve um tempo em que punir Chico cidadão comum, mané, pé-de-chinelo, implicava o dever de punir, por iguais motivos, o abonado e influente Francisco, em seus mocassins italianos.
Pois tudo isso ficou para trás, levado na voragem de uma justiça cujos olhos servem a uma visão particular de futuro. Por ser particular, essa visão perde as condições para ser imposta legitimamente a todos. Quais condições? A legitimação dada pelos constituintes à Constituição, pelos legisladores às leis e pelo povo aos parlamentares que elege para representá-lo. Aquele futuro que essa justiça vê (sua compreensão sobre o destino do mundo, da pessoa humana e da sociedade) é apenas um futuro dentre outros possíveis. Perante tal pluralismo, cabe aos parlamentos discernir! Não aos juízes. Não aos ministros. Fora disso, o que se tem é “golpe”, para usar o vocábulo da moda.
Na prática do tempo presente, o pau que bate em Chico só bate em Chico. E não há mais dois pesos e duas medidas. Há apenas um peso e uma singular medida. Ambos servem aos fins de determinada causa, vale dizer, à destruição de uma corrente política e de pensamento dentro da sociedade, cortando suas derradeiras possibilidades de comunicação. Esse prato da balança tem peso zero.
Pontocritico.com