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Vagas de emprego em Porto Alegre - 11.08.2022
Taiwan organiza novas manobras militares após ameaças da China
Projéteis e sinalizadores foram disparados como parte de um treinamento de defesa
O exército de Taiwan executou nesta quinta-feira novas manobras com munição real depois que a China, que prossegue com as ameaças de tomar o controle da ilha, encerrou seus maiores exercícios ao redor do território. Lou Woei-jye, porta-voz do Oitavo Corpo do Exército de Taiwan, disse que suas forças dispararam projéteis e sinalizadores como parte de um treinamento de defesa na manhã de quinta-feira.
O exercício, na área mais ao sul da ilha, Pingtung, teve duração de uma hora. Na terça-feira, uma ação similar aconteceu no mesmo local. A China reagiu com grande irritação à viagem a Taiwan da presidente da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, a principal autoridade americana a visitar a ilha de governo autônomo em décadas.
O exército chinês respondeu com vários dias de exercícios marítimos e aéreos ao redor de Taiwan, o que deixou a tensão em seu nível mais elevado em anos. Taiwan acusou a China de usar a visita de Pelosi como pretexto para treinar uma possível invasão da ilha. O exército da ilha minimizou a importância de suas manobras e afirmou que os exercícios estavam programados há muito tempo, antes dos organizados pela China. "Temos dois objetivos com as manobras: o primeiro é certificar as condições adequadas de artilharia e sua manutenção. O segundo é confirmar os resultados do ano passado", disse Lou.
Preparativos de guerra
O exercício desta quinta-feira aconteceu depois que a China anunciou o fim de suas manobras, com a afirmação de que as forças do país "concluíram com êxito várias tarefas" no Estreito de Taiwan. No mesmo anúncio, a China disse que "continuará com o treinamento militar e os se preparando para a guerra".
Em um livro branco publicado na quarta-feira pelo Escritório de Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado chinês, os autores afirmam que Pequim "não renunciará ao uso da força" e se reserva "a opção de tomar todas as medidas necessárias". "Estamos preparados para criar um vasto espaço para a reunificação pacífica, mas não deixaremos espaço para atividades separatistas de nenhuma forma", destaca o documento.
A edição anterior do livro branco sobre Taiwan foi publicada pela China no ano 2000. O ministério taiwanês das Relações Exteriores se pronunciou nesta quinta-feira contra o modelo "um país, dois sistemas" que Pequim propõe para a ilha. "Todo pronunciamento chinês vai absolutamente contra o status quo (entre China e Taiwan) e sua realidade", declarou a porta-voz do ministério, Joanne Ou. "A China utiliza a visita de (...) Nancy Pelosi como desculpa para destruir o status quo e aproveita a oportunidade para gerar problemas, tentando criar um nova normal para intimidar o povo taiwanês", acrescentou.
Ao mesmo tempo, o Escritório de Assuntos Taiwaneses do Partido Comunista de China afirmou nesta quinta-feira em um comunicado que as "ações rebeldes (de Taipé) são um tapa na cara e não podem deter a tendência histórica de reunificação" com a China continental. Em Washington, Nancy Pelosi defendeu na quarta-feira sua visita ao afirmar que está "muito orgulhosa" de sua delegação e que a China utilizou sua presença como "pretexto" para iniciar os exercícios militares. "Não permitiremos que a China isole Taiwan", declarou Pelosi.
Taiwan organiza com frequência exercícios militares nos quais simula a defesa contra uma invasão chinesa e, em julho, treinou repelir um ataque marítimo em uma "operação conjunta de interceptação". Depois que os militares chineses anunciaram o fim de suas manobras, o exército taiwanês afirmou que "ajustaria como deslocamos nossas forças (...) sem baixar a guarda".
Desde a década de 1990, a ilha passou de uma autocracia para uma democracia vibrante e desenvolveu uma identidade taiwanesa particular. As relações entre as duas partes pioraram desde 2016, quando chegou ao poder a atual presidente Tsai Ing-wen, cujo Partido Progressista Democrático não considera Taiwan como parte da China.
AFP e Correio do Povo
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Número de mortos em incêndio em casa noturna da Tailândia sobe para 17
Vinte e nove pessoas permanecem hospitalizadas
O número de vítimas fatais de um incêndio em uma casa noturna na Tailândia perto da cidade turística de Pattaya subiu para 17, anunciaram as autoridades locais.
O incêndio aconteceu na madrugada da sexta-feira passada no clube Mountain B, perto de Pattaya, a 180 quilômetros de Bangcoc. Treze pessoas morreram no dia do incêndio e 40 ficaram feridas. Desde então, quatro pessoas não resistiram aos ferimentos.
As autoridades da província de Chonburi afirmaram que 29 pessoas permanecem hospitalizadas. O proprietário da discoteca, Pongsiri Panprasng, se entregou no sábado à polícia, após uma ordem de prisão.
AFP e Correio do Povo
Ondas de calor na Europa e escassez de gás impulsionam demanda por petróleo, diz agência de energia
AIE elevou projeção para o avanço na demanda global este ano em 380 mil barris por dia
As ondas de calor do verão na Europa e a escassez de gás natural estão impulsionando a demanda por petróleo, à medida que usinas de energia buscam combustíveis alternativos para atender à crescente demanda por eletricidade, segundo avaliação da Agência Internacional de Energia (AIE).
Em relatório mensal publicado nesta quinta-feira, 11, a AIE elevou sua projeção para o avanço na demanda global por petróleo este ano em 380 mil barris por dia (bpd), a 2,1 milhões de bpd. A agência também revisou para cima suas previsões para o consumo total em 500 mil bpd tanto em 2022 quanto em 2023, para 99,7 milhões de bpd e 101,8 milhões de bpd, respectivamente.
"Uma crise iminente de gás natural na Europa já está incentivando uma significativa demanda por substituição de gás por petróleo", disse a AIE, acrescentando que os mercados futuros de petróleo sinalizam que a situação poderá persistir pelo menos até o fim do ano.
A AIE também ajustou levemente para baixo sua projeção de oferta global do petróleo neste ano, a 100 milhões de bpd, mas elevou a de 2023 em 600 mil bpd, a 101,7 milhões de bpd.
Para a oferta fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), a AIE manteve sua previsão para 2022, em 65,5 milhões de bpd, mas aumentou a do próximo ano em 700 mil bpd, a 66,3 milhões de bpd. De acordo com a AIE, a oferta mundial de petróleo saltou para 100,5 milhões de bpd em julho, atingindo o maior nível pós-pandemia de Covid-19.
Agência Estado e Correio do Povo
















