Senado aprova mudanças nas regras do vale-alimentação e regulamentação do home office

 Medida provisória precisava ser aprovada até domingo



O Senado aprovou nesta quarta-feira (3) medida provisória que altera as regras do auxílio-alimentação e regulamenta o home office. O texto foi enviado pelo Executivo ao Congresso Nacional em março e precisava ser valiado pelo Congresso até domingo (7). Agora, as alterações devem ser sancionadas pelo presidente da República Jair Bolsonaro. 

O texto define que o auxílio-alimentação seja usado apenas para a compra de alimentos e prevê que o empregador, ao contratar uma empresa para o fornecimento do auxílio, não poderá exigir descontos, algo que ocorre atualmente.

Em relação ao home office, a MP regulamenta o trabalho híbrido (remoto e presencial) e permite que haja acordo individual entre empregador e empregado sobre as regras. Esse foi o trecho de maior questionamento. Para partidos de oposição, a regra deveria ser feita durante negociação coletiva entre empregador e sindicato.

A matéria conceitua o trabalho remoto como "a prestação de serviços fora das dependências do empregador, de maneira preponderante ou não, com a utilização de tecnologias de informação e de comunicação, que, por sua natureza, não se configure como trabalho externo".

O texto diz que o comparecimento do trabalhador às dependências da empresa para a realização de atividades específicas não descaracteriza o regime de trabalho remoto e que o contrato de trabalho do empregado admitido no Brasil que opta por home office fora do território nacional fica sujeito à legislação brasileira.

A MP inclui as novas regras na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), entre elas a permissão para que o empregado seja contratado para prestar serviço de jornada, produção ou tarefa. O  empregador também não será obrigado a controlar a jornada do empregado em regime de home office que prestar serviço por produção ou tarefa.

O texto também diz que o empregador não será responsável pelas despesas resultantes do retorno ao trabalho presencial caso o empregado decida fazer o home office em uma cidade longe da sede. Empregados com deficiência ou com filhos de até 4 anos sob guarda judicial terão prioridade no home office, ainda de acordo com a MP.

R7 e Correio do Povo

Fornecedores da Indústria da Defesa participam de rodada de negócios

 

Mercopar 2022 antecipa conexões do Projeto Comprador Digital reunindo 84 empresas nesta quinta-feira, 04/08 

Nada menos que 162 reuniões de negócios estão agendadas para a próxima quinta-feira (04/08) na segunda rodada do Projeto Comprador Digital, uma das principais ferramentas de fomento de oportunidades da Mercopar que aproxima pequenos fornecedores a grande empresas compradores. Participam 17 grandes empresas compradoras a 66 fornecedores da Indústria da Defesa dos estados de RS, SC, SP, MG e RJ ligadas ao fornecimento de componentes e tecnologias para empresas do setor de defesa. 

A iniciativa ocorre por meio do Portal de Negócios do Sebrae RS (https://portaldenegociosebrae.com.br) e este ano terá encontros temáticos no período pré-feira, em ambiente digital.  No mês de setembro, o projeto irá reunir empresas dos segmentos do plástico e de energia. Por sua vez, os tradicionais encontros presenciais do Projeto Comprador na Mercopar irão acontecer ao longo dos quatro dias da feira, no mês de outubro: dias 18 e 19 (Indústria Metalmecânica), e 20 e 21 (Indústria Geral).

"A primeira rodada que fizemos em julho com empresas do setor metalmecânico foi muito positiva. O objetivo é que estes encontros fomentem oportunidades já a partir deste momento, ao mesmo tempo que ampliam o interesse das empresas participarem de forma presencial em outubro”, explica o analista de Competitividade Setorial do Sebrae RS, Jakson da Luz.

Criado em 1992 já na 1ª edição da Mercopar, o Projeto Comprador tem como principal objetivo aproximar MPEs de grandes empresas compradoras. A iniciativa oferece uma oportunidade concreta para pequenos negócios apresentarem seus produtos e serviços aos compradores das grandes empresas participantes. Em 2021, o projeto realizado de forma híbrida durante os três dias de programação da Mercopar registrou um crescimento de 55% no número de compradores em relação ao ano anterior, reunindo 174 empresas deste perfil. Ao todo foram 3.143 reuniões (475 a mais que em 2020), que geraram R$ 80.9 milhões em negócios (113% a mais que no ano anterior). A avaliação geral dos participantes foi de 91% de satisfação.

Mercopar 2022

Promovida pelo Sebrae RS e pela Fiergs, a maior feira de indústria e inovação da América Latina será realizada de 18 a 21 de outubro, no Centro de Feiras e Eventos Festa da Uva, em Caxias do Sul. A 31ª edição da Mercopar retoma os quatro dias de programação e consolida sua expansão ao incorporar 60% a mais de área útil em relação ao espaço ocupado no ano anterior. O evento multissetorial contará, ao todo, com 32 mil metros quadrados para receber expositores e visitantes com foco na geração de negócios e promoção de conteúdo de segmentos como metalmecânico, tecnologia da informação, energia e meio ambiente, borracha, automação industrial, plástico, eletroeletrônico, movimentação e armazenagem. Em 2021, reuniu 346 expositores e gerou R$ 242 milhões em negócios, um crescimento de 75% em relação a 2020.

Mais informações: www.mercopar.com.br

Moglia Comunicação Empresarial

Assessoria de Imprensa Sebrae RS

Contatos: José Pedro Jobim - josepedro@moglia.com.br - (51) 9.9793-3300

              Juan Link - juan@moglia.com.br - (51) 9.8415-9648

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BC eleva taxa básica de juros pela 12ª vez e Selic atinge 13,75%

 Desde o primeiro aumento, em março de 2021, a taxa já subiu 11,75 pontos percentuais, o maior choque de juros desde 1999



Com a perspectiva inflação para o ano que vem, o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) decidiu nesta quarta-feira (3) manter o ritmo de alta da Selic. A taxa básica de juros subiu 0,50 ponto porcentual, de 13,25% para 13,75% ao ano.

Com a elevação, a Selic alcançou o mesmo patamar de dezembro de 2016. Foi a 12ª alta consecutiva neste ciclo de aperto monetário, que já é o mais longo da história do Copom.

Desde o primeiro aumento, em março de 2021, quando a Selic estava na mínima de 2%, a taxa já subiu 11,75 pontos porcentuais, o maior choque de juros desde 1999, quando, durante a crise cambial, o BC elevou a Selic em 20 pontos percentuais de uma vez só.

Foto: Arte R7

No último encontro, quando aumentou a Selic para 13,25% ao ano, o Copom afirmou que a decisão tem o objetivo de conter a inflação, atualmente a caminho de fechar 2022 acima do teto da meta pelo segundo ano consecutivo. Também ficou sinalizado o novo salto dos juros básicos para 13,75% ao ano neste mês.

O comitê deverá ainda realizar mais um ajuste de 0,5 ponto na reunião de setembro, levando a taxa para 14,25% ao ano e finalizando o ciclo de ajuste monetário, após aumento da expectativa da inflação para 2023, de acordo com relatório do C6 Bank.

"O BC tem um horizonte relevante para onde ele olha. Como a política monetária opera com defasagens, ele sobe a Selic hoje para ver o efeito mais à frente. Então, onde fala de horizonte relevante é para onde ele está mirando. Se mexer muito na taxa de juros hoje, vai ter um impacto pequeno na inflação de 2022 e maior em 2023. É onde a atuação dele vai ser mais forte. Hoje, ele está olhando principalmente para 2023 e vai continuar assim na próxima reunião, em setembro", explica Claudia Moreno, economista do C6 Bank.

Os anos de 2023 e 2024 passarão a ter pesos iguais, e as projeções do Copom já indicam inflação em 2024 abaixo da meta, afirma o documento do banco.

Como funcionam os juros básicos?

A Selic é conhecida como taxa básica porque é a mais baixa da economia e funciona como forma de piso para os demais juros cobrados no mercado.

A taxa é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais.

Em linhas gerais, a Selic é a taxa que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo a empresas ou consumidores em forma de empréstimos ou financiamentos.

Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic.

A taxa básica também serve como o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle, próxima da meta estabelecida pelo governo.

Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.


R7 e Correio do Povo

Caso Boate Kiss: TJ-RS decide anular júri que condenou quatro réus

 Julgamento dos recursos ocorreu nesta quarta-feira na 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul



Por dois votos a um, a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) decidiu, nesta quarta-feira, por anular o júri que condenou os quatro réus no caso da Boate Kiss. Agora, Elissandro Callegaro Spohr, Mauro Londero Hoffmann, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão vão ser submetidos a um novo julgamento. 

Durante a sessão, foram julgadas as apelações da defesa, que alegaram nulidades no processo e na solenidade do julgamento original. Os advogados de defesa apresentaram seus argumentos pedindo tanto a nulidade do júri, quanto, em caso de manutenção da condenação, pelo redimensionamento das penas. 

Julgamento dos recursos ocorreu nesta quarta-feira na 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul Julgamento dos recursos ocorreu nesta quarta-feira | Foto: Mauro Schaefer

O julgamento foi acompanhado por familiares e vítimas da tragédia, que deixou 242 mortos em 2013 na cidade de Santa Maria. Antes do início da sessão, o grupo protestou em frente ao prédio ao TJ-RS.


Em dezembro do ano passado, em julgamento popular que durou dez dias, Elissandro Callegaro Spohr tinha sido condenado a pena de 22 anos e 6 meses, Mauro Londero Hoffmann a 19 anos e 6 meses, Marcelo de Jesus dos Santos a 18 anos e Luciano Bonilha Leão a 18 anos.

O advogado Jean de Menezes Severo, que fez a defesa de Luciano Bonilha Leão, produtor da banda Gurizada Fandangueira, afirmou na sessão de hoje que o juiz Orlando Faccini Neto, responsável pelo caso, teve conduta diferenciada durante o júri popular por se tratar de um caso midiático como o Caso Kiss, permitindo comportamentos que não aceitaria em outros julgamentos, como, por exemplo, a manifestação dos familiares durante as sessões. 

A defesa de Marcelo de Jesus dos Santos, vocalista da banda, feita pela advogada Tatiana Borsa, apelou pela soltura do réu, que afirmou também ter sido vítima do incêndio. “Depois do júri, voltei a Santa Maria e as pessoas me disseram que acreditam na inocência do Marcelo. Não existe dolo eventual”, argumentou. 

Os advogados de defesa apontaram 19 nulidades no júri, que foram refutadas pelo Ministério Público, responsável pelas acusações, durante as manifestações da procuradora de Justiça Irene Soares Quadros e do assistente de acusação Pedro Barcellos. “As provas falam por si. Botar fogo dentro de uma boate, sendo que é proibido em estádios. Era previsível o que aconteceria”, disse Barcelos.

Após estas manifestações, o desembargador Manuel José Martinez Lucas, que também foi relator dos recursos, leu um breve relatório e, em seguida, deu seu voto. Martinez, em cerca de uma hora de argumentação, rechaçou todos os apelos da defesa, citando, principalmente, a complexidade do Caso e, em consequência, a dificuldade de se fazer um julgamento sem fazer algumas concessões. “Não vislumbro prejuízo para os réus. Se este júri for anulado, seguirão muitos outros, pois sempre haverá algum problema”, finalizou.

Em desacordo, os desembargadores José Conrado Kurtz de Souza e Jayme Weingartner Neto, reconheceram as apelações dos advogados de defesa e, assim, por 2 votos a 1, decidiram pela nulidade do julgamento original. O principal problema apontado pela dupla foi o sorteio dos jurados, que ocorreu em três momentos diferentes, a última delas sendo apenas quatro dias úteis antes do início do julgamento. “A escala do tempo exígua e o número extenso de jurados restringe as defesas demais”, afirmou Weingartner, último a ler seu voto. 

Durante os votos, os desembargadores criticaram a decisão do ministro Luiz Fux do Superior Tribunal Federal (STF) de ordenar a prisão dos réus da Kiss. Opinião partilhada inclusive por Martinez que chamou a ordem de “esdrúxula e arbitrária”.

Com a leitura do último voto, o relator, desembargador Martinez, anulou o júri e mandou soltar os quatro réus, que deverão passar por novo julgamento, a ser marcado. Familiares das vítimas protestaram dentro da sala onde ocorria a sessão. “Foi um duro golpe para todos nós, principalmente para as famílias. Eu lamento a postura tomada pelo tribunal, que julgou mais a forma dos atos do que sua validade. Não foi a resposta que a sociedade esperava. Eu tenho certeza de um resultado positivo mais adiante no Superior Tribunal de Justiça. Estou tranquila que vamos reverter essa decisão”, opinou a promotora Lucia Helena Callegari.

Ao conversar com a reportagem do Correio do Povo antes do início do julgamento, o presidente da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria, Gabriel Rovadoschi Barros, esperava que as condenações fossem mantidas. “Temos a convicção que não tem argumentos possíveis para uma nulidade do júri. Contamos também com a manutenção das penas decretadas em dezembro. Temos a confiança, pois sabemos que nossos argumentos são baseados nas provas, nos fatos e nos testemunhos de quem viveu aquilo. Os responsáveis têm nomes, estão presos e assim devem ficar”, sustentou. A decisão pela nulidade não foi facilmente recebida pelas vítimas e familiares.

Muitos precisaram ser atendidos pelo departamento médico do TJRS após o proferimento da decisão. A mãe de uma das vítimas subiu o tom de voz na saída da sala onde ocorreu a sessão. “Mataram meu único filho e vocês vem dizer que isso é vingança? Justiça é vingança? Querer assassino na cadeia é vingança?”, proferiu a mulher enquanto familiares tentavam confortá-la. Kelen Ferreira, uma das vítimas sobreviventes da noite na Kiss, há quase dez anos, também acompanhou o julgamento, ontem. “É difícil, não quero falar hoje”, disse, abalada.

 Um banner com as fotos das vítimas do incêndio foi colocado em frente ao TJ-RS nesta quarta-feira | Foto: Mauro Schaefer



Correio do Povo

MP lamenta decisão de anulação do julgamento da Kiss e afirma confiar na legalidade do processo

 Órgão garante que já trabalha para reverter a decisão


O Ministério Público do Rio Grande do Sul lamentou a decisão do Tribunal de Justiça sobre a anulação do julgamento do caso da Boate Kiss, nesta quarta-feira. Por dois votos a um, o Tribunal decidiu por anular o júri que condenou os quatro réus da tragédia ocorrida em Santa Maria, em janeiro de 2013. 

Em nota, o Ministério Público se disse "inconformado", por confiar na legalidade do processo. O órgão garantiu ainda que já trabalha para reverter a decisão, algo que já ocorreu em situações anteriores no mesmo processo. "É preciso destacar que a anulação do julgamento não significa a absolvição dos réus", finaliza o texto. 


Nesta quarta-feira, a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) decidiu, por dois votos a um, por anular o júri que condenou os quatro réus no caso da Boate Kiss. Agora, Elissandro Callegaro Spohr, Mauro Londero Hoffmann, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão vão ser submetidos a um novo julgamento. 

Durante a sessão, foram julgadas as apelações da defesa, que alegaram nulidades no processo e na solenidade do julgamento original. Os advogados de defesa apresentaram seus argumentos pedindo tanto a nulidade do júri, quanto, em caso de manutenção da condenação, pelo redimensionamento das penas. 

Correio do Povo

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Dólar fecha a R$ 5,27 em dia de estabilidade

 Moeda norte-americana ensaiou alta pela manhã, mas se manteve no patamar esperado



O dólar encerrou a sessão desta quarta-feira, 3, praticamente estável, na casa de R$ 5,27, em um pregão marcado por instabilidade e trocas de sinal, com investidores digerindo dados da economia norte-americana e declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA). Por aqui, o mercado dava como certo que o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciaria ainda no período da noite desta quarta (após o horário das 18h30) uma elevação da taxa Selic em 0,50 ponto porcentual, para 13,75% ao ano. A dúvida é se o BC deixará a porta aberta para alta adicional dos juros em setembro.

Pela manhã, o dólar até ensaiou uma arrancada ao romper o patamar de R$ 5,30, em sintonia com o fortalecimento da moeda norte-americana lá fora, na esteira de declarações do presidente do Fed de St. Louis, James Bullard. Tido como integrante mais conservador do BC americano, Bullard afirmou que ainda espera ver a taxa básica de juros no país - hoje na faixa entre 2,25% e 2,50% - atingir de 3,75% a 4%. "Prefiro que os aumentos de juros sejam antecipados", afirmou Bullard.

Além disso, o índice ISM de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) de Serviços nos EUA em julho e as encomendas à indústria em junho vieram acima do esperado - o que, em tese, mostra resiliência da atividade e autoriza do Fed a se concentrar no combate à inflação. As tensões geopolíticas desencadeadas pela visita (encerrada nesta quarta) da presidente da Câmara dos Representantes do EUA, Nancy Pelosi, a Taiwan continuam no radar, embora tenham tido mens influência nos negócios desta data.

A maré virou no início da tarde à medida que o dólar reduzia os ganhos frente a outras moedas fortes e passava a recuar em relação a divisas emergentes pares do real, como o peso mexicano e o rand sul-africano. Esse movimento se dava em meio à desaceleração da alta dos retornos dos Treasuries e aprofundamento das perdas do petróleo, que rompeu o piso de US$ 100 o barril.

Ao discurso duro de Bullard se contrapôs um tom mais ameno da presidente do Federal Reserve de São Francisco, Mary Daily, para quem uma alta de 50 pontos-base dos Fed Funds em setembro é uma hipótese "razoável" em razão dos indicadores disponíveis no momento. Daily não descartou, contudo, a possibilidade de nova elevação de 75 pontos-base.

Após oscilar entre os terrenos positivos e negativo na última hora de negócios, o dólar encerrou a sessão a R$ 5,2780 (-0,02%), com mínima a R$ 5,2456 e máxima a R$ 5,3163.

Depois de cair 5,90% na semana passada, a divisa já acumula alta de 2% nos três primeiros pregões desta semana. No ano, as perdas são de 5,34%. O pregão foi de liquidez reduzida, com o contrato futuro de dólar para setembro - principal termômetro do apetite por negócios - movimentando por volta de US$ 10 bilhões.

Agência Estado e Correio do Povo

Frente fria avança com chuva para o RS nesta quinta

 Chuva deve ser generalizada, mas não persistente, conforme a MetSul


A quinta-feira será muitas nuvens no Rio Grande do Sul, mas o sol chega a aparecer com vento e ar quente no Norte e no Nordeste do Estado. A chuva associada ao avanço de uma frente fria atinge desde cedo o Oeste e o Sul gaúcho, avançando para as demais regiões no decorrer do dia.

Com o deslocamento da frente, a chuva deve ser generalizada, mas não persistente, conforme a MetSul. O tempo segue abafado em parte do Estado, como na Metade Norte, mas o ar mais frio chega pelo Sul e o Oeste. Muitas cidades terão as mínimas à noite. Em Porto Alegre, a temperatura varia entre 16ºC e 25ºC.

Veja as mínimas e máximas nesta terça

Torres 18 ºC / 24 ºC
Caxias do Sul 15 ºC / 21 ºC
Erechim 15 ºC / 22 ºC
Santa Maria 13 ºC / 20 ºC
Uruguaiana 11 ºC / 17 ºC
Bagé 11 ºC / 15 ºC


Correio do Povo

Réus da Kiss são soltos após anulação de julgamento

 Marcelo dos Santos, Luciano Leão, Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann foram liberados


Horas depois da decisão que anulou o júri que condenou os quatro réus no caso da Boate Kiss, Marcelo dos Santos e Luciano Leão, que estavam no Presídio Estadual de São Vicente do Sul, foram postos em liberdade em cumprimento ao alvará de soltura expedido pela Justiça. Por volta das 23h, Mauro Hoffmann e Elissandro Spohr, sócios da Kiss, deixaram a Penitenciária Estadual de Canoas.

A decisão de anulação foi proclamada no inicio da noite desta quarta-feira pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), por dois votos a 1. Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann estão detidos na Penitenciária Estadual em Canoas e devem ser soltos ainda nas próximas horas.

Em dezembro do ano passado, em julgamento popular que durou dez dias, Elissandro Callegaro Spohr tinha sido condenado a pena de 22 anos e 6 meses, Mauro Londero Hoffmann a 19 anos e 6 meses, Marcelo de Jesus dos Santos a 18 anos e Luciano Bonilha Leão a 18 anos.

Famílias lamentam decisão

Ao fim do julgamento, a comoção tomou conta dos familiares que estavam presentes. O presidente da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria, Gabriel Rovadoschi Barros, resumiu o sentimento de todos falando com os repórteres. “A nossa humanidade foi profundamente ferida pela decisão. Enquanto os condenados gozam de vida durante esses nove anos que se passaram, tanto eu quanto todos, tivemos que lidar com a vida sem um fechamento de sentido para isso. Uma vida sem esse fechamento de sentido é viver na angústia.”

Um dos advogados que representa as famílias das vítimas, Pedro Barcellos, anunciou que irá recorrer da decisão. “Aconteceu a nulidade, agora nós vamos seguir o caminho legal e jurídico. Vamos entrar com os recursos cabíveis e aceitáveis e vamos tocar o barco para frente”, comentou.


Correio do Povo


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