"Poderes devem dizer que vão respeitar o resultado das urnas", diz Fachin

 Ministro afirmou que a democracia deve ser protegida e demonstrou preocupação com a segurança das eleições



O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que os Três Poderes devem se comprometer a respeitar o resultado das urnas. Ele demonstrou preocupação com atos de violência durante a realização do pleito e com eventuais distúrbios após o resultado das eleições em outubro deste ano.

Durante um seminário realizado pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), em Salvador, o ministro disse, nesta sexta-feira, que é necessário defender a democracia. "Nós não temos o direito de ficar à margem do rio da vida. Não temos o direito de nos vermos paralisados, quer pela angústia,  quer por uma omissiva contenção.  O tempo é de tomar o barco da vida e fazer a viagem da defesa da democracia", afirmou o magistrado.

Ele pediu respeito a escolha dos eleitores e comprometimento com o resultado da eleição. "Desde a gestão do ministro  Luís Roberto  Barroso, o que nos move não é apenas o agora, não é apenas o presente contínuo, mas é o futuro imediato,  o dia seguinte das eleições. É o respeito com paz, com ordem e serenidade a soberania popular,  que será exercida pelo sufrágio universal.  É, por isso, que venho a esta terra pedir a benção de todos os santos e pedir o auxílio,  o apoio de todos os magistrados para que juntos trabalhemos e apelemos a todos os Poderes, a todas as pessoas, entidades e instituições, por paz e segurança nas eleições", completou.

Sem citar diretamente o presidente Jair Bolsonaro, Fachin criticou ataques ao sistema eleitoral e que colocam em dúvida a segurança dos sistemas da Justiça Eleitoral. "Quem ama a democracia não propaga conflito. As eleições são ferramentas substitutivas do conflito, por isso mesmo é mandatário que prevaleça o senso de responsabilidade institucional, que anima a base constitucional do nobre compromisso de todas as instituições,  todas sem exceção,  a serviço da democracia brasileira", disse ele. "Assistimos, quase incrédulos, à normalização de ataques às instalações, impulsionados por práticas de desinformação" completou o presidente da corte eleitoral.

R7 e Correio do Povo


Procura por serviços de urgência e emergência segue em alta em Porto Alegre

Carrinho de Bebê Stillo Supremo 4 Rodas - 0 a 15kg

 


Passear com o bebê é uma delícia. Além de ser um momento divertido para o pequeno que começa a descobrir o mundo ao seu redor, os papais também aproveitam vendo a felicidade do filho. No entanto, carregar a criança sempre no colo acaba sendo cansativo e desconfortável, por isso, o ideal é ter um bom carrinho de bebê como o modelo Supremo da Stillo. Indicado para crianças recém-nascidas até 15kg, esse carrinho é ideal para aquele passeio no fim de tarde, pois é fácil de ser manuseado e leve de ser transportado. E para que seu filho fique ainda mais confortável, ele tem função berço, assim o pequeno pode tirar suas sonecas em qualquer lugar. Outro diferencial desse carrinho é o amplo cesto porta-objetos, a capota com visor e bolso e, claro, o assento e o encosto que são reclináveis. Ele possui quatro rodas, sendo as dianteiras duplas, freio e cinto de segurança para deixar o bebê protegido e uma linda cor preto geo. O item é certificado pelo INMETRO.

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TSE encerra testes e diz que ninguém conseguiu fraudar votos

 Hackers tentaram invadir o sistema de totalização de votos e de coleta da escolha dos eleitores



O Tribunal Superior Eleitoral concluiu nesta sexta-feira (13) os testes públicos de segurança nas urnas eletrônicas para as eleições deste ano. De acordo com a Corte, especialistas da área de tecnologia de todo o país fizeram 29 ataques e nenhum deles conseguiu alterar votos ou afetar a totalização dos votos.

Nesta última fase, investigadores que encontraram vulnerabilidades nos testes de novembro do ano passado voltaram ao TSE para verificar se as medidas de segurança adotadas foram suficientes para resolver os problemas. Os chamados testes de confirmação começaram na quarta-feira (11).

As equipes de ataque reúnem professores universitários, hackers, especialistas em tecnologia e integrantes da Polícia Federal. Eles recebem acesso aos softwares utilizados nas urnas e aos equipamentos físicos que compõem o sistema eleitoral. Em seguida, podem elaborar planos para tentar superar camadas de segurança. No ano passado, a fase de análise e ataques durou seis dias.

Em 2021, dos 29 ataques, cinco conseguiram explorar alguma falha de segurança. Nos meses seguintes, o TSE fez alterações e implementou barreiras, que, de acordo com a Corte, foram consideradas suficientes nos testes realizados nesta semana, impedindo acesso dos hackers ao sistema de coleta e totalização dos votos. 

Em uma das falhas, em 2021, especialistas da PF conseguiram invadir o sistema do TSE. Agora, na nova etapa, a tentativa fracassou e o ataque foi interrompido. Em outra, o invasor tentou sobrepor um teclado de impressora 3D na urna eletrônica. O TSE entendeu que, por essa via, não se pode prejudicar o resultado do pleito, mas avalia reduzir o tamanho da cabine de votação em eleições futuras.

O general Heber Portella, representante das Forças Armadas na comissão de segurança das eleições, visitou a sala de testes da Justiça Eleitoral e conversou com peritos da Polícia Federal. Para a corporação, todas as vulnerabilidades que estavam identificadas foram resolvidas.

O juiz-auxiliar da presidência do TSE, Sandro Nunes Vieira, afirmou que os testes foram repetidos exaustivamente. "Ao tentar ingressar na rede, os peritos da Polícia Federal foram expulsos e os kits que eles usavam foram inutilizados. O nosso controle sobre a rede foi validado neste teste de confirmação", afirmou.

De acordo com ele, a conclusão das etapas de avaliação do sistema foi considerada satisfatória. "Os planos de ataques que foram bem sucedidos em novembro tiveram melhorias implementadas pelo TSE que foram satisfatórias. Foram resolvidos os problemas encontrados pelos investigadores na primeira fase. Nos 29 planos, nenhum deles conseguiu alterar nenhum voto sequer ou mexer na totalização dos votos registrados ou totalizados pelo TSE”, completou Vieira.

R7 e Correio do Povo

Empresas e trabalhadores divergem sobre possibilidade de nova greve dos caminhoneiros no RS

 Novo reajuste no diesel anunciado pela Petrobras causou apreensão no setor de transporte



reajuste de 8,87% no preço do diesel para as distribuidoras, anunciado pela Petrobras e válido desde a última terça-feira, provocou apreensão no setor de transporte, e o temor de nova paralisação dos caminhoneiros, inclusive no Rio Grande do Sul, se tornou realidade. O movimento em direção a uma greve iniciou nesta semana no Espírito Santo, onde o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens (Sindicam/ES) disse, em nota, que a “situação dos autônomos ficou insustentável depois de tantos reajustes”, sinalizando ainda apoiar uma eventual suspensão das atividades.

Até este momento, no entanto, não há indicativos de que os caminhoneiros capixabas paralisaram de fato, segundo afirmou a Confederação Nacional dos Caminhoneiros e Transportadores Autônomos de Bens e Cargas (Conftac), por intermédio de seu presidente, André Luis Costa, que também preside a Federação dos Caminhoneiros Autônomos do Rio Grande do Sul (Fecam). O diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), o gaúcho de Ijuí Carlos Alberto Litti Dahmer, afirma que a entidade está “se movimentando”.

Sem revelar o teor do que será discutido, Dahmer diz que haverá “importantes reuniões” neste sábado e na próxima terça-feira, para “definir se haverá ou não uma ação”. “Sou favorável a uma reação forte”, comenta. O motorista de aplicativo Marcelo Rosa, de Cachoeirinha, é administrador de um grupo no Facebook que reúne caminhoneiros com mais de 320 mil membros, bem como outro menor no Telegram. Na opinião dele, “a greve sempre foi política”. O próprio Marcelo já foi caminhoneiro, mas conta que deixou a atividade por volta de 2018, por motivos alheios à grande greve do setor do transporte, que naquele ano provocou transtornos no Brasil todo por onze dias.

“Acredito que tenha uns 20% que querem fazer greve, mas a maioria não quer, querem trabalhar”, afirma, dizendo ainda que “há um movimento” em direção a uma provável paralisação. A Petrobras justifica o atual aumento do diesel dizendo que há uma redução de oferta frente a demanda mundial e sensível redução dos estoques globais deste combustível. Afirma ainda que este é o primeiro reajuste em 60 dias, que fez com que o preço médio de venda às distribuidoras passar de R$ 4,51 para R$ 4,91 por litro.

O que dizem as empresas

Para o presidente da Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Sistema Fetransul), Afrânio Rogério Kieling, o aumento do diesel não é apenas uma tendência nacional, mas global. Ele diz ainda que a entidade tem acompanhado as mobilizações. “Acredito que não há uma chance de isto acontecer”, diz, sobre a sugestão de greve. Já Costa é mais enfático, afirmando acreditar que o movimento é “político”, considerando o contexto de aproximação das eleições e eventual descolamento de lideranças destes grevistas, com o objetivo de impulsionar suas próprias candidaturas.

Ainda conforme ele, a pandemia e a guerra na Ucrânia são fatores importantes, “mas não podem ser utilizadas como desculpa interna”. “Há uma questão estrutural que vem se arrastando há muitos anos”, reforça. “É um pouco delicado uma paralisação acontecer neste momento. Precisamos estruturalmente ver o que é possível fazer. Temos que ter serenidade para que se possa buscar uma solução para o mercado”, opina.

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), por sua vez, se manifestou, dizendo por meio de um comunicado técnico, que o mais recente aumento acarretará a necessidade de reajuste emergencial de, no mínimo, 3,1% no valor dos fretes. Neste contexto, o papel do governo federal em conversar com as entidades e buscar uma solução vem sendo elogiado. “Os caminhoneiros sempre tiveram força, e neste momento, o governo tem se mostrado solícito e aberto ao diálogo”, salienta Kieling.

Correio do Povo

Após reajuste, preço médio do diesel sobe R$ 0,21 nos postos

 Segundo levantamento da ANP, valor médio do litro do combustível chegou a R$ 6,847 e o da gasolina, a R$ 7,298


Na semana após reajuste da Petrobras, o preço médio do diesel aumentou 3,2% nos postos de combustíveis do país. O valor passou de R$ 6,630 para R$ 6,847 o litro, segundo levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis). A gasolina também registrou leve alta de 0,04%, na quinta semana seguida, e atingiu R$ 7,298 o litro, novo recorde de preço. Já o valor máximo do combustível já chega a R$ 8,990.  

Na última terça-feira (11), começou a vigorar o aumento do diesel autorizado pela Petrobras nas suas refinarias. O preço médio de venda do combustível às distribuidoras passou de R$ 4,51 para R$ 4,91 por litro, reajuste de 8,8%. 

No dia seguinte, Bento Albuquerque foi exonerado do cargo de ministro de Minas e Energia. No lugar dele, assumiu o economista Adolfo Sachsida. Com a escalada da inflação, o governo busca uma solução.

O valor do combustível nos postos já acumula alta de 96% nos últimos três anos, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Em abril, puxada pelo valor dos combustíveis, a inflação oficial de preços alcançou 12,13% no acumulado dos últimos 12 meses. A gasolina e o diesel juntos acumulam alta de 33,2%.  


R7 e Correio do Povo

Berço Portátil Voyage Sleep 2 Níveis de Altura - 0 a 15kg

 


O berço portátil Voyage Sleep é adequado para transmitir ao bebê proteção e segurança desde os primeiros meses, permitindo uma suave transição entre a vida uterina e a vida exterior, de maneira natural e gradativa. A sua forma envolvente e suas dimensões adequadas fazem com que o seu filho se sinta sempre protegido. O berço Sleep acompanha um amplo mosquiteiro com zíper, que irá proteger o bebê de qualquer mosquito que possa picá-lo ou incomodá-lo. Por sua dimensão ampla e as duas alturas, ele pode ser utilizado para o bebê dormir ou até mesmo para ele brincar. Com as duas rodinhas localizadas na parte frontal do berço, você poderá movê-lo com maior facilidade sem a necessidade de arrastá-lo. Possui colchão seguro, com zíper e trava para não movimentar-se enquanto utilizado. O bolso lateral é ideal para guardar os pertences do bebê: além de ser amplo, suporta até 2kg. Sua montagem é bem simples e pode ser facilmente desmontado e carregado na bolsa de transporte para qualquer lugar. Aprovado pelo INMETRO conforme a norma ABNT NBR 15.860 para crianças do nascimento aos 15kg, mas vale ressaltar que a segunda altura suporta crianças até 10kg e só deve ser utilizada enquanto a criança não conseguir sentar-se sozinha ou apoiar-se sobre as mãos e os joelhos.

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Chuva retorna ao RS neste sábado

 MetSul alerta para indicativo de ciclone entre terça e quarta-feira


O tempo muda no Rio Grande do Sul neste sábado com um centro de baixa pressão. O sol até aparece com nuvens em parte do dia em diferentes áreas, mas a nebulosidade aumenta muito e o céu ficará nublado.

De manhã, chove em pontos da Metade Oeste. Da tarde para a noite, a precipitação atinge quase todas as regiões. A chuva, entretanto, será muito irregular e os volumes, no geral, baixos, na maior parte das cidades.

O dia começa frio, com as menores marcas na Serra e nos Aparados, que terão geada isolada. Com a nebulosidade, a temperatura se eleva menos e a tarde será amena. Em Porto Alegre, a mínima é de 12ºC, e a máxima chega aos 20ºC.

Alerta para "ciclone poderoso"

A MetSul alerta para o indicativo de um ciclone poderoso na costa ou sobre o continente no Leste gaúcho entre terça e quarta-feira. Segundo a MetSul, todos os principais modelos globais, usados pela meteorologia no mundo inteiro, apontam o mesmo: o ciclone margearia a costa gaúcha de Sul a Norte com enorme intensidade ou ingressaria no continente no Rio Grande do Sul. Qualquer destes cenários é altamente incomum.

A sua trajetória exata ainda é um ponto de interrogação e ficará mais clara até segunda-feira, diz a MetSul. A trajetória é importante porque dela vai depender a força do vento. Modelos que indicavam o ciclone margeando a costa gaúcha apontavam vento no litoral tão intenso quanto 120 km/h a 140 km/h, ao passo que as projeções apontando o ingresso do sistema no continente sinalizavam 80 km/h a 100 km/h. O cenário, então, é de enorme atenção com este possível ciclone atípico.

Mínimas e máximas no RS nesta sexta

Santa Cruz 11°C / 20°C
Bagé 9°C / 20°C
Erechim 10°C / 17°C
Caxias do Sul 8°C / 19°C
Torres 13ºC / 22°C


MetSul e Correio do Povo

Dólar cai 1,61% e fecha semana cotado a R$ 5,05

 Moeda norte-americana acumulou baixa de 0,35% na semana



A recuperação de ativos de risco mundo afora, atribuída à percepção de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) não vai acelerar o passo do ajuste monetário, abriu espaço para uma queda firme do dólar no mercado doméstico de câmbio nesta sexta-feira. Operadores relataram fluxo de recursos estrangeiros para a Bolsa brasileira, em dia marcado por valorização das commodities agrícolas e metálicas, e para renda fixa local, dado o diferencial de juros interno e externo.

Afora uma alta pontual na primeira hora de negócios, quando cravou R$ 5,15 na máxima, o dólar operou em queda por todo pregão. Em uma sequência de mínimas ao longo da tarde, chegou a romper o piso de R$ 5,05 e desceu até R$ 5,0475 (-1,81%). No fim do dia, o dólar era cotado a R$ 5,0575, em baixa de 1,61% - o que levou a moeda a encerrar esta semana em leve queda (-0,35%), após ter subido 2,86% na semana passada. Com isso, os ganhos do dólar em maio agora são de 2,32%. Em 2022, a divisa acumula perdas de 9,30%.

Retomando dinâmica vista no primeiro trimestre, o real, que vinha apanhando mais que seus pares nos surtos de aversão ao risco, nesta sexta liderou os ganhos entre as divisas emergentes e de países exportadores de commodities. Profissionais do mercado afirmam que, após a forte reprecificação do real em abril, a divisa começa a encontrar dificuldades para se manter acima de R$ 5,10, dado o alto custo de manter posições compradas em dólar em razão da taxa de juros doméstica elevada.

O índice DXY - que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de divisas fortes - trabalhou em queda, na casa dos 104,500 pontos. O tombo poderia ter sido até maior não fosse a derrocada do iene, após o Banco do Japão sinalizar que vai manter a política monetária expansiva para tentar trazer a inflação para cerca de 2% no curto prazo.

Na quinta, o presidente do Banco Central americano, Jerome Powell, reiterou que o plano de voo da instituição é promover altas de 50 pontos-base na taxa básica dos EUA nas próximas duas reuniões, embora tenha ressaltado que pode "fazer mais ou menos" dependendo do desempenho da economia.

Nesta sexta, o presidente do Federal Reserve (Fed) de Minneapolis, Neel Kashkari, disse que o BC americano vai fazer tudo que for necessário para controlar a inflação, mas que tem esperança de que o aperto monetário não precise ser tão agressivo. A presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester, que na terça-feira causou bulício no mercado ao dizer que uma elevação da taxa americana em 75 pontos base não estava descartada, defendeu nesta sexta altas de 50 pontos-base na reunião do Fed em junho e julho. A decisão de acelerar ou diminuir o passo ficaria para setembro.

"Não nos parece essencialmente relevante essa discussão 50 pontos base versus 0,75 pontos base, mas o mercado tem essa tendência de se apegar a pontos focais", afirmam, em relatório, economistas do Banco Original, ressaltando que o índice de preços ao consumidor (CPI) nos EUA em abril, acima das expectativas, "conversa com mais juros" e que a velocidade do aperto passa pelo ajuste fino do Fed. "Olhando para nossa moeda e demais exportadores de commodities, podemos credenciar à desvalorização do yuan (moeda chinesa) boa parte da desvalorização do real e de seus pares nas últimas semanas. Notícias positivas por lá deveriam repercutir positivamente por aqui", afirmam os economistas do Original.

Para o gestor e sócio da Galapagos Capital, Sergio Zanini, o debate em torno de uma alta dos Fed Funds em 75 pontos base "deve voltar à mesa", dada a necessidade de desinflacionar a economia americana. "Vai ser uma pedra no sapato do mercado e impedir uma melhora mais substancial dos ativos", diz Zanini, que pinta um quadro de desaceleração da atividade global em ambiente de inflação ainda em níveis elevados nos próximos meses.

Além da perda de fôlego da economia americana, Zanini mostra preocupação com a China, em razão da política de tolerância zero com a covid-19, e com a Europa. Países da região, como a Itália, apresentam fragilidade fiscal e devem sofrer com a provável alta de juros pelo Banco Central Europeu (BCE) neste ano. "Os apertos monetários nos países desenvolvidos retiram liquidez global em um ambiente de desaceleração da economia, o que é muito negativo para ativos de risco", diz Zanini. "O ambiente é de dólar forte no mundo. O euro pode vir abaixo da paridade com o dólar nos próximos 12 meses."

Apesar do cenário global conturbado e da provável volta da questão fiscal doméstica ao radar dos mercados com a proximidade das eleições, Zanini acredita que o real não deve enfrentar uma rodada forte de depreciação. A moeda local conta com dois trunfos: perspectiva de manutenção de preços de commodities ainda em nível elevados, em razão de gargalos específicos de oferta, e taxa real de juros robusta, quando se compara a taxa Selic com a inflação projetada doze meses à frente.

"O risco maior para o real vai ser o segundo semestre, até a eleição e no pós-eleição, porque não se sabe qual vai ser o regime fiscal. Mas o Brasil deve se beneficiar da questão estrutural das commodities e do juro alto. O dólar deve ficar nesse patamar de R$ 5", diz Zanini, que também aponta o fato da China ter depreciado o yuan como motivo principal para a derrocada do real em abril e na primeira semana de maio.

Taxas de juros

Os juros futuros fecharam com taxas de curto e médio prazos em alta e as longas, em baixa, após alternância de sinais durante toda a sessão e amarradas por um jogo de forças envolvendo o avanço do rendimento dos Treasuries e dos preços do petróleo, com a fraqueza do dólar na contraparte. O noticiário e a agenda estiveram esvaziados, abrindo espaço para que o mercado olhasse mais o exterior, mas ao mesmo tempo desconfiando do apetite ao risco que impulsionou as bolsas, uma vez que o cenário de inflação e atividade global segue cheio de incertezas. Na semana de surpresas com o IPCA, varejo e serviços, a ponta curta se deslocou para cima e a longa, levemente para baixo, configurando perda de inclinação.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 encerrou a sessão regular em 13,44%, de 13,405% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2024 subiu de 13,161% para 13,20%. O DI para janeiro de 2025 terminou com taxa de 12,57%, de 12,52% na quinta, e a do DI para janeiro de 2027, em 12,33%, de 12,36%.

Assim como na quinta, as taxas tentaram se firmar em baixa pela manhã, em ajuste ao acúmulo de prêmios promovido principalmente depois do IPCA de abril acima do consenso, mas, sem um respaldo consistente, o movimento perdeu força já no fim da primeira etapa. O apetite pelo risco no exterior não conseguiu estimular a tomada de risco prefixado.

Lá fora, o que animou os investidores foram as declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, na quinta, voltando a defender altas de 50 pontos no juro americano e sinais de melhora no quadro de casos de covid-19 na China. Os juros dos Treasuries subiram, com o fluxo direcionado às Bolsas, que tiveram ganho expressivo.

Paulo Nepomuceno, operador de renda fixa da Mirae Asset, diz que o mercado está muito sensível ao que vai acontecer com o juro nos Estados Unidos, e, ao mesmo tempo, pessimista em relação à convergência da inflação para as metas. "Não vejo nada no curto prazo que possa trazer a inflação substancialmente para baixo. O Copom até saiu na frente, mas ficou subindo a Selic a conta gotas e agora a política monetária está demorando a ter efeito", avalia. Para ele, se o BC tivesse promovido um "minichoque" de juros, as expectativas poderiam já estar mais ancoradas.

A perspectiva de melhora no sentimento dos agentes fica ainda mais distante considerando-se que o câmbio não deve mais voltar a ficar abaixo de R$ 5 e que a eleição em breve deve começar a fazer preço nos ativos. "Daqui a pouco, com os ataques e questionamentos, a curva vai começar a incorporar prêmio de risco eleitoral", disse Nepomuceno.

Com a divulgação da pesquisa Focus suspensa por causa da greve dos funcionários do Banco Central, o Projeções Broadcast apurou que a estimativa mediana do mercado para o IPCA de 2022 avançou de 8,0% para 8,40% esta semana e a de 2023 foi a 4,30%, de 4,10%.

Bolsa

Em alta entre a última quarta e esta sexta-feira, as três sessões de recuperação do Ibovespa levaram a referência da B3 a acumular ganho de 1,70% na semana, após cinco intervalos de queda, entre todo o mês de abril e a primeira semana de maio. Com o ganho de 1,17% na sessão desta sexta-feira, aos 106.924,18 pontos, vindo de altas superiores a 1% nos dias anteriores, o índice limita a perda acumulada no mês a 0,88%, após correção de 10,10% em abril, a maior perda mensal desde o mergulho de 29,90% em março de 2020, no auge da aversão a risco em torno da pandemia.

Nesta sexta, com giro a R$ 31,8 bilhões, o Ibovespa oscilou entre mínima de 105.690,55, da abertura, e máxima de 107.772,82 pontos, do começo da tarde, tendo encerrado abril a 107.876,16 pontos.

Em dia de recuperação, embora menos vigorosa perto do fim da sessão, os ganhos se distribuíram pelos setores e empresas de maior peso no índice, desde parte dos bancos (Itaú PN +1,18%) até commodities (Petrobras PN +1,30%), em dia de forte alta para o petróleo, com Brent a US$ 111 por barril, e siderurgia (CSN ON +3,94%), após avanço de 1,24% para o minério na China (Qingdao). Na ponta do Ibovespa, Yduqs (+12,11%), Gol (+11,79%) e Azul (+10,65%). No lado oposto, B3 (-3,61%), Cogna (-2,30%) e Raia Drogasil (-1,91%).

Perto do fim da sessão, algumas ações de maior liquidez oscilaram e se firmaram em leve baixa, como Vale ON (-0,12%) e Banco do Brasil (ON -0,14%), o que contribuiu para que o Ibovespa aparasse os ganhos do dia e a recuperação na semana, tendo se mantido acima dos 107 mil pontos ao longo da tarde, chegando a limitar as perdas do mês a menos de 0,2% no melhor momento da sessão. No ano, o Ibovespa sobe 2,01%.

"Na correção que houve desde abril, muita coisa já foi para o preço. No Brasil, essa correção veio com o fechamento, o <i>lockdown</i> na China, que resultou em grande ajuste nas commodities - e também com a inflação em alta nos Estados Unidos, que lança incerteza sobre a extensão e o grau do ciclo de ajuste de juros americanos", diz Cesar Mikail, gestor de renda variável na Western Asset.

Ele observa também que, enquanto a inflação não der sinais de estabilização nos EUA, tal incerteza deve persistir, mesmo com a recente sinalização do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, de que a opção na mesa para as próximas reuniões é de alta mantida ao ritmo de 0,50 ponto porcentual, e não de 0,75 ponto como se chegou a temer, com o mercado ainda manifestando alguma preocupação quanto à chance de recessão no país em meio ao enxugamento e restrição da liquidez.

"Vimos nesta semana uma cobertura de 'shorts' 'vendidos', os que se posicionavam para quedas, uma correção técnica, também perceptível lá fora. Os 'valuations' precificação dos ativos continuam muito descontados. Algo parecido também se vê na moeda: com juros próximos a 13%, o carrego do câmbio não é brincadeira, dói", diz o gestor.

"O trabalho de casa com relação à Selic está em final de ciclo (de elevação), foi feito em boa parte de 2021, se considerarmos onde os juros estavam no início daquele ano e onde estão agora. Estamos bem adiantados em relação a outras economias, inclusive as grandes, como as de Estados Unidos e Europa. Se a inflação se estabilizar no segundo semestre, ali por setembro ou outubro a discussão no mercado passa a ser de quando os juros começarão a cair em 2023", aponta Mikail, para quem a volatilidade pré-eleitoral tende a ser menor do que em pleitos passados, na medida em que Lula e Bolsonaro, os virtuais finalistas, são conhecidos do mercado, inclusive no exercício do cargo.

Assim, observa o gestor, o principal fator de risco, daqui até lá, permanecerá fora do país: a inflação e a reação dos juros nos Estados Unidos. "A China deve reabrir aos poucos", flexibilizando a tolerância zero à Covid, o que contribui para uma volatilidade menor nas commodities, em momento no qual o setor de bancos - segmento de maior peso no Ibovespa -, muito descontado nos últimos anos, é favorecido por uma boa temporada de balanços e pelo cenário de elevação de juros.

Nos Estados Unidos, na quinta-feira, "Powell foi bastante enfático com relação à trajetória dos juros, com mais duas altas de meio (ponto porcentual), numa entrevista que causou grande repercussão ainda hoje (sexta), com os mercados mais calmos neste fim da semana", observa Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master. "Vai doer um pouco, não dá para controlar a inflação sem desacelerar a demanda, mas ele (Powell) considera possível um 'soft landing' aterrissagem suave, mesmo com o 'mea culpa' de que o Fed deveria ter considerado subir, antes, os juros", acrescenta.

Agência Estado e Correio do Povo

Mendonça atende o governo e derruba políticas estaduais de ICMS sobre diesel

 Ação protocolada nesta sexta (13) foi assinada pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo advogado-geral da União, Bruno Bianco



O ministro André Mendonça do STF, deferiu nesta sexta-feira (13) o pedido de medida cautelar da Advocacia-Geral da União contra políticas estaduais para cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o diesel.

De acordo com Mendonça, ficou clara a relevância e urgência da questão. "Ao se verificar que tanto o Chefe do Poder Executivo - autor da presente demanda -, quanto o Chefe do Poder Legislativo federal - que instou o Confaz a reanalisar a questão por meio do Ofício suso mencionado -, ocupam-se da matéria, manifestando-se, cada um à sua maneira, pela necessária superação do status quo, inalterado pela norma vergastada", escreveu o ministro.

A ação é assinada por Bolsonaro e pelo advogado-geral da União, Bruno Bianco. O governo pediu que o STF suspenda o convênio do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) que definiu as alíquotas até o julgamento final do processo.

O governo solicitou também informações ao Confaz, bem como às Casas Legislativas do Congresso Nacional, e pede que seja declarada a inconstitucionalidade das cláusulas quarta e quinta do convênio.

A cláusula quarta diz que estados e Distrito Federal poderão estabelecer fator de equalização de carga tributária máximo, por litro de combustível, aplicável às saídas com óleo diesel A, ainda que misturado, destinadas a seus respectivos territórios.

Já a cláusula quinta afirma que, para a aplicação do disposto citado acima, será considerado o fator de equalização de carga tributária da unidade federada em que se localizar o destinatário do combustível.

Em março deste ano, o Congresso Nacional aprovou projeto de lei que muda a forma de cobrança do ICMS em operações que envolvem combustíveis. Depois, ele foi sancionado por Bolsonaro. Com a nova legislação, a alíquota do imposto será cobrada sobre o valor fixo por litro, e não sobre o preço do produto.

Após reunião, o Fórum dos Governadores decidiu autorizar a prorrogação por mais 90 dias do congelamento do ICMS sobre gasolina, etanol e gás de cozinha. O congelamento foi definido em novembro do ano passado e prorrogado em janeiro deste ano até 31 de março.

Em atendimento ao projeto de lei sancionado por Bolsonaro, os governadores decidiram também adotar novo cálculo do ICMS sobre o diesel. Dessa forma, a cobrança estabelecida foi de R$ 1,006 em cada litro do diesel S10 (o de uso mais difundido).

Para o governo, porém, o valor cobrado está acima do preço fixado antes da alteração. "Além de juridicamente insustentável, a persistência da prática de alíquotas assimétricas onera significativamente os contribuintes, que já se encontram pesadamente impactados pela variação drástica do preço dos combustíveis na atual conjuntura", diz a ação.

Em live nas redes sociais nesta quinta-feira (12), Bolsonaro comentou que seria necessário "tomar alguma atitude" para impedir a escalada do preço dos combustíveis. Além disso, reclamou da Petrobras e disse que a empresa precisa ter responsabilidade com a população.

"Está previsto em lei, no caso da Petrobras, que ela tem que ter o seu papel social no tocante ao preço de combustíveis. Ninguém quer que a Petrobras tenha prejuízo ou fazer o que a senhora Dilma [Rousseff, ex-presidente] fez lá atrás, interferindo artificialmente no preço da Petrobras. A gente espera, aqui, redução do preço. Vamos ter que recorrer à Justiça", disse o presidente.

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