Hepatite infantil misteriosa: governo monitora casos suspeitos em SP e mais 5 Estados

 Há confirmação da doença, cuja origem ainda é desconhecida, em mais de 20 países


O Ministério da Saúde monitora pelo menos 16 casos suspeitos de hepatite infantil misteriosa no Brasil, segundo informou o governo nesta segunda-feira, 9. Conforme a pasta, os pacientes são monitorados no Estado de São Paulo (6), Rio (5), Paraná (2), Espírito Santo (1), Santa Catarina (1) e Pernambuco (1). A Secretaria da Saúde paulista reporta um caso suspeito a mais: sete.

Há confirmação da doença, cuja origem ainda é desconhecida, em mais de 20 países. Esse tipo específico da hepatite infantil, em 10% dos doentes, pode exigir transplante de fígado e até matar.

Em São Paulo, os registros foram na capital paulista e nos municípios de São José dos Campos e Fernandópolis. Todos são crianças, dois estão internados, e os demais "evoluem bem", de acordo com o órgão estadual.

O Rio de Janeiro, segundo Estado com mais ocorrências, investiga nesta segunda-feira seis pacientes suspeitos que variam dos dois meses aos oito anos de idade. A contagem do órgão estadual considera um paciente a mais do que a do Ministério da Saúde. A maior concentração dos casos está na capital (três casos), enquanto os outros foram registrados em Araruama, Niterói e Maricá, onde um bebê de oito meses morreu e segue em análise das autoridades, que ainda tentam estabelecer a causa do óbito.

"Estamos acompanhando a evolução da doença no mundo e monitorando junto às vigilâncias municipais os registros de casos suspeitos no estado. O alerta é justamente para que esses pacientes possam ser acompanhados e monitorados de forma correta", afirmou o Alexandre Chieppe, secretário estadual de Saúde, que também pediu atenção de pais e responsáveis aos sintomas. "Se houver qualquer suspeita, elas devem ser imediatamente levadas a um serviço de saúde para que possam ser diagnosticadas e tratadas."

No Paraná, três casos suspeitos da doença foram acompanhados nos últimos dias pelas autoridades de saúde e vigilância sanitária, sendo que um deles já foi descartado. Os outros dois pacientes são meninos entre 8 e 12 anos, e seguem em observação. A Secretaria da Saúde do Paraná, afirmou, em nota que tem "organizado o fluxo de vigilância e o apoio laboratorial", assim como "capacitado os serviços de saúde sobre a doença". A pasta também emitiu nota técnica sobre os sintomas e orientou a rede de vigilância epidemiológica.

Em Itajaí, no interior de Santa Catarina, uma criança de sete anos segue em observação desde que deu entrada no Hospital Pequeno Anjo na última quarta-feira, 4. Ela apresentou quadro de hepatite aguda (inflamação do fígado), icterícia (pele e olhos amarelados), náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal, além de aumento das transaminases (enzimas hepáticas). Após o atendimento, recebeu alta hospitalar e segue em acompanhamento ambulatorial.

Ainda não há caso confirmado da nova hepatite aguda e "misteriosa" no Brasil. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença já foi registrada em mais de 300 pessoas no mundo, a maioria crianças, e sua origem ainda é desconhecida. A entidade afirma ainda investigar a origem e as causas da doença, incluindo as possibilidades de elo com o adenovírus e o novo coronavírus. A OMS descarta, porém, relação com as vacinas contra a Covid-19.

O que se sabe sobre a doença?

Segundo a OMS, a hepatite é uma inflamação que atinge o fígado causada por uma variedade de vírus infecciosos (hepatite viral) e agentes não-infecciosos. A infecção pode levar a uma série de problemas de saúde, que podem ser fatais. Os vírus comuns que causam hepatite viral aguda (vírus da hepatite A, B, C, D e E) não foram detectados em nenhum dos casos confirmados até agora, além de sua manifestação súbita e grave em crianças saudáveis ser considerada incomum.

Os sintomas dessa hepatite aguda são em sua maioria gastrointestinais e incluem dor abdominal, diarreia, vômitos e aumento dos níveis de enzimas hepáticas, além de icterícia (pele e/ou olhos com cor amarelada) e ausência de febre. Como a origem da doença ainda é desconhecida, o tratamento por enquanto se restringe a aliviar os sintomas, manejar e estabilizar o paciente, se o caso for grave.

Embora a síndrome atinja pacientes de até 16 anos de idade, a maioria dos casos está na faixa de 2 a 5 anos. O quadro das crianças europeias é de infecção aguda e a maior parte delas não havia se vacinado contra o coronavírus, o que descarta a princípio algum tipo de relação entre a doença e a imunização.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), uma forma de prevenção contra a hepatite é seguir as medidas básicas de higiene, que incluem lavar as mãos e cobrir a boca ao tossir ou espirrar. A prática também pode proteger contra a transmissão do adenovírus, um vírus comum que pode causar sintomas respiratórios, vômitos e diarreia. Sua presença foi identificada nas crianças afetadas, mas a ligação entre as duas doenças ainda segue em investigação.


Agência Estado e Correio do Povo

Defesa apresentou cálculos errados para questionar urnas, diz TSE

 Militares pediram a realização de dois testes de amostragem de votos no dia da eleição



TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitou todas as sugestões das Forças Armadas para serem implementadas nas eleições deste ano. Em relatório técnico, a Corte aponta erros de cálculo no documento enviado pelos militares para questionar a segurança das urnas e afirma que várias das medidas indicadas como necessárias para ampliar a integridade do pleito já são são adotadas.

Em um trecho do documento enviado ao TSE, por exemplo, o Ministério da Defesa pede a realização de dois testes públicos de segurança em urnas usadas nas eleições. De acordo com a solicitação, deveria ser realizado um teste estadual e outro federal no dia da votação.

No entanto, a Justiça Eleitoral destaca que as urnas usadas para a escolha de candidatos nos estados, como governador, senador e deputado federal, são as mesmas usadas na escolha de presidente da República. Sendo assim, para os técnicos do TSE, não existem fundamentos para embasar a realização de dois testes de segurança no dia da votação.

"Ora, tendo em vista que o funcionamento das urnas eletrônicas é homogêneo nas UFs (unidades da federação) e que o teste de integridade é executado com a votação em todos os cargos simultaneamente, não faria sentido executar dois planos amostrais, um para nível estadual e outro para nível federal. Entendemos que um único plano amostral é suficiente para verificar os dois cenários", responde o TSE.

Margem de erro

O Ministério da Defesa alega, em um dos questionamentos, que o "plano de amostragem definido no art. 58 da Resolução Nr 23.673/21 permite um nível de confiança médio de 66%, "considerando um nível de asseguração limitado, em decorrência do reduzido tamanho da amostragem por UF".

No entanto, o TSE aponta que a alegação de baixa confiança não é verdadeira e decorre de erro de cálculo por parte dos dados enviados pelo representante das Forças Armadas. A Corte afirma que não se considerou, ao analisar o sistema eleitoral, as diversas camadas de segurança no sistema, para evitar fraudes, assim como a realização de eleições democráticas por 20 anos, sem qualquer comprovação de fraude.

A Justiça Eleitoral afirma que o cálculo para apontar risco de irregularidade levou em consideração todo o universo de 577.125 urnas reservadas para as eleições deste ano. No entanto, existe a parcela reservada para eventuais problemas técnicos nos equipamentos, que só entram em uso para substituir as demais. Com isso, o número total de urnas usadas efetivamente para colher a escolha dos eleitores é de 462.504 equipamentos.

"O documento de sugestões pressupõe, equivocadamente,a probabilidade de ocorrência de inconformidade igual a 50%. A população de urnas representativa da amostra não deve considerar o parque total de urnas, que engloba a reserva técnica, impondo-se que o cálculo parta do quantitativo de urnas efetivamente instaladas em seções de votação nas Eleições 2022", destaca o documento. 

R7 e Correio do Povo

Congresso informa ao STF quais parlamentares usaram “orçamento secreto” em 2020 e 2021

 Supremo cobrou detalhamento por conta da falta de regras na distribuição das chamadas emendas de relator



Congresso Nacional informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira quais parlamentares usaram recursos das chamadas emendas de relator em 2020 e 2021. Desde o ano passado o STF investiga a aplicação desses recursos, que passaram a ser chamados de orçamento secreto, por conta da ausência de transparência na distribuição das verbas entre deputados e senadores.

A manifestação do Congresso deveria ter sido entregue ao Supremo em 17 de março, quando venceu o período de 90 dias estabelecido pela ministra Rosa Weber, relatora do inquérito, para que o Parlamento detalhasse o uso desses recursos nos últimos dois anos. À época, o Congresso pediu mais tempo para apresentar os dados, o que foi negado pela magistrada. Mesmo assim, o prazo acabou sendo desrespeitado.

Como justificativa, o Parlamento declarou ao STF que levou mais tempo para enviar os documentos porque os relatores dos orçamentos de 2020 e 2021, deputado Domingos Neto (PSD-CE) e senador Márcio Bittar (União Brasil-AC), não tinham um levantamento de todos os congressistas que haviam usado o orçamento secreto. Com isso, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), pediu que cada parlamentar informasse se havia utilizado os recursos.

De acordo com os documentos enviados nesta segunda-feira pela Advocacia do Senado, 340 deputados e 64 senadores responderam à solicitação de Pacheco. Não foram todos, contudo, que usaram as emendas de relator. Alguns deles disseram que ou não foram contemplados ou preferiram não utilizar os recursos.

Apesar de não ter reunido as manifestações de todos os 594 parlamentares do Congresso, a Advocacia do Senado disse ao Supremo que "o Congresso Nacional tem adotado inúmeras medidas para assegurar transparência à execução das emendas de resultado primário RP 9 (emendas de relator-geral), apesar da inexistência de obrigação legal prévia para o registro documental das indicações".

O STF recebeu 101 arquivos do Congresso, cada um com uma quantidade de páginas diferentes. A Advocacia do Senado, contudo, não resumiu as informações, como o valor total distribuído aos parlamentares e a quantidade exata de deputados e senadores que usufruíram do orçamento secreto. Segundo o órgão, após a manifestação dos congressistas, coube ao Congresso "apenas encaminhar todo o montante da documentação" ao Supremo.

Suspensão e mudanças

Desde que o STF passou a investigar o orçamento secreto, a ministra Rosa Weber chegou a suspender a utilização das verbas e só permitiu o retorno quando o Congresso se comprometeu a aumentar a transparência na distribuição dos recursos. A principal exigência da ministra era que houvesse mais detalhes sobre quais parlamentares usaram as emendas e quanto cada um deles usufruiu.

Neste ano, o Parlamento lançou um sistema virtual para que deputados e senadores possam solicitar o uso das emendas de relator. O Sistema de Indicação Orçamentária tem como objetivo "receber, registrar e dar publicidade a todas as solicitações, de pessoa física ou jurídica", segundo o Congresso. 

Na plataforma, as solicitações somente poderão ser formuladas para programações que foram objeto de emendas de relator, conforme estabelece a Lei Orçamentária Anual. As emendas destinam-se a 30 programações diferentes, como o custeio dos serviços de atenção primária à saúde e dos serviços de assistência hospitalar. Para solicitar a verba, é obrigatório o registro do CNPJ do beneficiário, do valor do recurso a ser empregado, do objeto do gasto e da justificativa para utilização dos recursos.

R7 e Correio do Povo

iPhone 11 Apple 128GB Branco 6,1” 12MP iOS

 


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Chuva retorna ao RS nesta terça

 Dia começa com frio, além de nevoeiro e neblina isolados


O sol aparece na maior parte do Rio Grande do Sul nesta terça, mas com aumento da nebulosidade. No começo do dia, não se descarta instabilidade em pontos do Oeste. Ao longo do dia, as nuvens com chuva avançam para o Leste gaúcho, com instabilidade na maioria das regiões, em especial da tarde pra noite.

De acorco com a MetSul, a chuva será irregular. Em algumas cidades, especialmente mais ao Sul, sequer devem ter precipitação. Os volumes devem ser baixos na maioria dos municípios.

A terça começa com frio, além de nevoeiro e neblina isolados, mas as mínimas serão mais altas que esta segunda. Já a tarde, mais uma vez, vai trazer temperatura agradável. Em Porto Alegre, o dia será de chuva, com mínima de 13ºC e máxima de 20ºC.

Mínimas e máximas no RS 

Santa Cruz 13°C / 21°C
Bagé 6°C / 18°C
Erechim 12°C / 20°C
Caxias do Sul 12°C / 18°C
Torres 12°C / 24°C


MetSul e Correio do Povo

Com aversão externa ao risco, dólar fecha cotado a R$ 5,15

 Moeda norte-americana avançou 1,60% e encerrou no maior valor desde 15 de março


O dólar marcou seu terceiro pregão seguido de valorização na sessão desta segunda-feira e fechou no maior nível desde meados de março, insuflado pela onda de aversão ao risco que toma conta dos mercados mundo afora. Investidores abandonaram bolsas e correram para se abrigar na moeda norte-americana diante da possibilidade de que a economia global rume para a estagflação, em meio à expectativa de aperto monetário mais intenso nos Estados Unidos, ao prolongamento da guerra na Ucrânia e a sinais de desaceleração da economia da China, cujas exportações cresceram em abril no ritmo mais baixo em quase dois anos.

Com o quadro externo adverso, o dólar já abriu em alta superior a 1% e operou em terreno positivo ao longo de todo pregão. Entre mínima a R$ 5,1020, no início da tarde, e máxima a R$ 5,1605, o dólar à vista encerrou com alta de 1,60%, a R$ 5,1565 - maior valor de fechamento desde 15 de março (R$ 5,1591).

Com o avanço desta segunda-feira, a moeda já acumula valorização de 4,33% em maio, maior do que toda alta registrada em abril (+3,81%). A queda da divisa em 2022, que chegou a ser de 17%, agora é de 7,52%.

No exterior, o dólar subiu em bloco na comparação com divisas emergentes e de países exportadores de commodities, com ganhos superiores a 1% ao peso chileno, ao rand sul-africano e ao real. Afora uma pequena baixa à tarde, o índice DXY - que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis divisas fortes - trabalhou em alta ao longo de toda a sessão, com máxima aos 104,187 pontos. Quando o mercado local fechou, era negociado ao 103,697 pontos - maior patamar em 20 anos.

Diante das preocupações com o crescimento global, o dia foi negativo para commodities. O minério de ferro caiu 6,18% no porto de Qingdao, na China, que persiste na política de adoção de lockdowns para combater a covid-19. As cotações do petróleo recuaram mais de 5%, com o tipo Brent, referência para a Petrobras, fechando em baixa de 5,74%, a US$ 105,94 o barril. À tarde, houve noticias de que a União Europeia decidiu abandonar planos de proibir navios do bloco de transportar óleo russo. Commodities agrícolas como milho e soja também recuaram.

O economista-chefe do Banco Fibra, Cristino Oliveira, vê o mercado realinhando preços à perspectiva de ajuste da política monetária americana. A economia global, diz Oliveira, tem sido impactada por choques cujos desdobramentos são difíceis de estimar. "Os recentes lockdowns na China e a percepção de que o conflito militar entre Rússia e Ucrânia poderá se estender por mais tempo deterioram o cenário de crescimento e inflacionário para os próximos meses - elevando o risco de um processo de estagflação global", afirma, em relatório, Oliveira, para quem o tombo do real em maio reflete recuo dos preços das commodities, além do fluxo negativo de recursos.

À espera da divulgação do índice de inflação ao consumidor dos EUA (CPI) na quarta-feira, 11, investidores monitoram discursos de dirigentes do Banco Central americano. Pela tarde, o presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, disse não esperar uma alta de 75 pontos-base da taxa básica americana em junho. O dirigente espera "dois ou três" novos aumentos de 50 pontos-base nos juros, que já representam uma postura "agressiva" do Fed para combater a inflação.

Os estrategistas do Citi informaram, em relatório, o encerramento da aposta em queda do dólar frente ao real, adotada após a decisão de política monetária do Federal Reserve na quarta-feira passada, seguida de declaração do presidente da instituição, Jerome Powell, descartando a possibilidade de uma alta de 0,75 pontos-base. "A reação amena do dólar ao Fomc (comitê de política monetária do Fed) teve vida mais curta do que imaginávamos", afirmam os estrategistas do Citi, relatando que fecharam a operação nesta segunda com perda de 4,22%.

A economista-chefe da Armor Capital, Andrea Damico, observa que "o vetor externo" continua sendo preponderante para a perda de força do real, mas que a moeda tem sofrido também por causa da crise institucional interna, da saída de capital externo da B3 e da forte elevação da posição comprada em derivativos cambiais por parte dos estrangeiros. "Persiste a elevada volatilidade da moeda dado o cenário externo adverso, porém o fluxo comercial no curto prazo tende a fazer o contraponto, ainda que parcialmente", diz a economista da Armor, em relatório.

Para a economista Bruna Centeno, especialista em renda fixa da Blue3, com um arrefecimento da aversão ao risco e diminuição da volatilidade da moeda, a taxa de câmbio pode voltar ao nível de R$ 5,00, na esteira do aumento do apetite pelo carry trade (operações que exploram diferencial de juros entre países). "O Copom deixou a porta aberta para uma alta de 0,5 da taxa Selic na próxima reunião, para 13,25%. Ainda vamos ver estrangeiros atraídos pelos nossos juros altos", diz Centeno.

Taxas de juros

Os juros futuros fechara o dia em queda, alinhado ao movimento dos Treasuries, mas o alívio em torno de 6% nos preços do petróleo também ajudou. Após passarem a manhã em alta, as taxas locais viraram para baixo, na medida em que os rendimentos longos na curva americana também passaram a cair e que o petróleo ampliou as perdas.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 fechou a sessão regular em 13,29%, de 13,344% no ajuste de sexta-feira, e a do DI para janeiro de 2024 caiu de 13,056% para 12,955%. A do DI para janeiro de 2025 fechou em 12,42%, de 12,565%, e a do DI para janeiro de 2027 terminou em 12,295%, de 12,39%.

Mesmo com o dólar fechando em alta, a R$ 5,1565, os juros caíram, com o mercado de olho no exterior, principalmente nos sinais do Federal Reserve. "O mercado de juros local replica o que acontece nas curvas dos mercados globais", resume Gino Olivares, economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management. A parte da manhã foi tensa para os negócios, com o yield da T-Note de dez anos chegando a bater em 3,20%, refletindo a percepção de uma atuação mais dura do banco central americano, apesar do discurso do presidente da instituição, Jerome Powell, na semana passada descartando uma possível aceleração no ritmo de aperto monetário.

À tarde, o cenário mudou e a T-Note de dez anos passou a cair fortemente. No fechamento da sessão regular do DI, marcava 3,06%, mas depois cedeu ainda mais, para 3,03% por volta das 17h. No começo da tarde, o presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, afirmou que uma alta de 75 pontos base nos juros não está em seu cenário, e fez indicações de que a inflação está desacelerando nos Estados Unidos.

Já o petróleo devolveu nesta segunda-feira, num só dia, a alta de 5% apurada na última semana, refletindo temores sobre a demanda em meio à discussão na União Europeia sobre embargo ao petróleo russo e sinais negativos da economia da China. A questão é que, em meio à guerra, o cenário tem mudado rapidamente. "Em se tratando de petróleo, a palavra que define é volatilidade", comentou Olivares.

Desse modo, apesar do comportamento da commodity, o mercado mantém a percepção de que a Petrobras terá de elevar o preço da gasolina, até porque o câmbio está se depreciando. A empresa anunciou aumento de 8,87% no diesel, mas que não chegou a afetar a curva, uma vez que o que pesa diretamente no IPCA é a gasolina. A defasagem do diesel ante os preços internacionais era maior e, por isso, era esperado que fosse priorizada. Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem do insumo agora caiu para 11% na comparação com os preços praticados no Golfo do México. Já a gasolina, que não teve o preço alterado, tem defasagem média de 19%.

Bolsa

A conjuntura de aversão global a risco que vem se desenhando desde a semana passada, após a decisão de juros nos EUA, somada a um dia negativo para as commodities globalmente, na esteira do receio de uma desaceleração na China, culminaram em mais um dia negativo para a bolsa brasileira. O Ibovespa cedeu ao nível dos 103 mil pontos, no menor patamar desde 10 de janeiro, e apagou os ganhos do índice no ano.

O Ibovespa terminou o dia em queda de 1,79%, aos 103.250,02 pontos, mais próximo da mínima (102.768) do que da máxima (105.109) registrada nesta segunda-feira. O desempenho ainda foi melhor do que o dos índices americanos, com Nasdaq recuando mais de 4%. No mês e no ano, a queda é de 4,29% e 1,50%.

Os índices aqui e lá fora respondem a um conjunto de fatores que retiram do investidor o apetite por correr riscos. O investidor monitora os dados chineses, em busca de sinais do tamanho do impacto dos lockdowns na atividade do país e, consequentemente, na cadeia de suprimentos global. Apesar de acima do esperado, os dados da balança comercial chinesa divulgados nesta segunda-feira não foram bem interpretados por aqui ao apresentarem uma queda contundente nas importações de minério de ferro.

Assim, os papéis ligados às commodities metálicas sofreram, com destaque para a Vale (-4,10%). A commodity teve queda de 6,18% no porto de Qingdao, na China. O petróleo teve tombo parecido, com o barril do Brent desabando 5,74%, negociado a US$ 105,94. Com isso, as ações de petroleiras figuraram entre as piores quedas do índice nesta segunda. PetroRio e 3R Petroleum despencaram 8,60% e 8,70%, respectivamente. E Petrobras caiu 2,72% (PN) e 4,01% (ON).

Além disso, o investidor monitora os sinais da política monetária americana. Mesmo após o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, ter dito que uma alta ainda mais agressiva dos juros, de 75 pontos-base, estaria fora da mesa, sinalizações dos diretores da instituição parecem deixar a porta mais entreaberta do que o que foi sinalizado na semana passada.

Mais cedo, Raphael Bostic, do Fed de Atlanta, afirmou que não espera uma alta de 75 pontos-base nos juros, embora tenha ponderado que prefere "não descartar" qualquer opção. Essa possibilidade de alta mais agressiva de juros não apenas ameaça o já conturbado cenário de crescimento global, como também diminui o custo de oportunidade de se investir em ativos de risco. Em maior grau, retira interesse em países emergentes.

"É uma combinação de coisas (que derrubam a bolsa nesta segunda). Nos EUA você tem uma continuidade do movimento de realização das bolsas. Aversão a risco com yield das Treasuries atingindo novos picos e isso impactando setores como tecnologia. Aqui, na bolsa local, soma-se o efeito de commodities. Você tem um sentimento crescente de impacto dos lockdowns na China e isso está afetando negativamente o preço do petróleo e do minério", pontua o gestor de renda variável da Western Asset, Naio Ino.

O diretor de Alocação e Distribuição da InvestSmart XP, André Meirelles, lembra que um movimento tão negativo paras as commodities é especialmente ruim para a bolsa brasileira. "A redução no preço das commodities tende a influenciar negativamente o índice, visto que mais de 30% de sua composição está atrelada ao setor", disse.

Especialista em renda variável da Blue3, Dennis Esteves lembra que os efeitos da guerra da Ucrânia não foram esquecidos pelo mercado e adicionam mais uma camada de incerteza ao cenário. "Hoje o movimento é de digestão, por parte do mercado, do aumento de juros nos EUA na semana passada. Ele reprecifica os mercados globais. Mas temos também o desaquecimento da economia por parte da China e ainda a questão da guerra pairando como um fantasma sobre o mercado. No Brasil, a gente sofre nessa linha de frente com reprecificação das commodities", disse.

Por outro lado, o setor financeiro tentava - ainda que com pouco fôlego - impedir uma queda maior, ancorado em bons desempenhos corporativos dos últimos dias. Bradesco subiu 1,49% (PN) e Santander tinha alta de 0,91%. BTG, por sua vez, figurou entre os maiores ganhos do índice nesta segunda e subiu 3,61%. Apesar do resultado em linha com o esperado, no entanto, os papéis do Itaú Unibanco tiveram dia no vermelho e caíram 1,43%.


Agência Estado e Correio do Povo

Governo do RS tenta conquistar votos para aprovar mudança no Teto de Gastos

 Ranolfo convidou deputados da base para encontro nesta terça-feira e, assim, apesar das resistências, garantir a aprovação na Assembleia


Diante da possibilidade de sofrer a primeira derrota em plenário na Assembleia Legislativa, em função da contaminação da disputa eleitoral, o governador Ranolfo Vieira Júnior (PSDB) convidou os deputados da base aliada para um café da manhã nesta terça-feira no Palácio Piratini. A estratégia do governo é conseguir garantir os 28 votos necessários para aprovação do projeto de lei complementar que modifica a legislação do Teto de Gastos, aprovada no final do ano passado, e que é considerada fundamental para a homologação da adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). 

O Regime prevê basicamente a renegociação da dívida do Estado com a União. Segundo a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), o valor atualizado é de R$ 74 bilhões, sendo que quando foi contratado, em 1998, era de R$ 9,5 bilhões. O valor atual é motivo de críticas de diversos segmentos e, inclusive, de ação no Supremo Tribunal Federal da OAB. Uma das críticas é que com a adesão ao regime, o governo não poderá mais questionar a dívida. O pagamento das parcelas está suspenso em função de uma liminar obtida junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). O passivo não pago até dezembro do ano passado era de R$ 14,5 bilhões, segundo a Sefaz. 

A questão central é que ao contrário do movimento de novembro do ano passado, quando o texto foi aprovado sem dificuldade na Assembleia - por 35 votos a favor e 13 contrários -, desta vez o governo ainda não conseguiu os votos mínimos. Assim, esse representará o primeiro grande teste do governo com o comando de Ranolfo. 

Governo faz mapeamento de votos

Por ser um PLC são necessários no mínimo 28 votos. Apesar da base ampla, há a possibilidade de que alguns aliados, evitando o desgaste público, acabem se abstendo. Nesse caso, aumenta o risco de derrota do governo. Como o projeto tramita em regime de urgência, ele tranca a pauta desta terça-feira. Em outras palavras, ou o governo vota ou retira a urgência, adiando a votação. 

Recentemente, o projeto recebeu críticas de dois pré-candidatos ao Piratini, Onyx Lorenzoni (PL) e Luis Carlos Heinze (PP). Além deles, o pré-candidato do PT, Edegar Pretto, que é deputado, também se posicionou contrário ao texto desde a votação do ano passado. A bancada petista é a maior da Casa e computa oito votos, uma vez que o presidente Valdeci Oliveira não vota. O PL, que ampliou o espaço na Assembleia após a janela partidária, conta com cinco votos. A bancada foi convidada para o encontro no Piratini. 

Com oito deputados a bancada do MDB deverá se posicionar majoritariamente a favor do texto. Inclusive o RRF foi criado durante a gestão do emedebista Michel Temer, ex-presidente da República, e foi articulado no Estado por José Ivo Sartori (MDB). 

Nos bastidores, articuladores do governo apontam que as recentes conversas com os deputados teriam amenizado algumas críticas. Além do governador, deverão participar o chefe da Casa Civil, Artur Lemos, o secretário da Fazenda, Marco Antonio Cardoso, o Procurador Geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, entre outros. O projeto que prevê a realização de investimentos estaduais em rodovias federais, por meio de um acordo entre o DNIT e o Daer, também estará no cardápio do café da manhã. A medida também sofre críticas. 

Entidades pedem retirada de PL

Entidades sindicais e representantes de servidores realizaram mobilização nessa segunda-feira para que o governo retire a urgência do projeto que trata do Teto de Gastos e encaminha a adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e que deve ser votado amanhã. Em coletiva, lideranças apontaram os impactos negativos da adesão. Para a presidente do Cpers/Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, a proposta do Executivo engessa as ações dos próximos dois governadores. “Vão reinar, mas não vão governar”, afirmou. Ela também defendeu que o Executivo detalhe as medidas que integram o contrato. 

A crítica foi compartilhada por outras entidades. “O que está em jogo é o pacto federativo. Com a aprovação, o Estado assume um papel de submissão ao governo federal”, disse o presidente do Sindicato dos Servidores de Nível Superior do Poder Executivo do RS (Sintergs), Antônio Augusto Medeiros. 

Na mesma linha, o representante da União Gaúcha, Filipe Leiria, destacou os impactos da adesão ao regime, como a redução de serviços para a população e a vedação de contratações, por exemplo. “O que vai se traduzir em redução de serviços para a população”, destacou Leiria, que preside o Sindicato de Auditores Públicos Externos do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul (Ceape-Sindicato). 


Correio do Povo


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Bono, vocalista do U2, faz show em metrô de Kiev

 Cantor estava acompanhado do guitarrista The Edge na capital ucraniana



O cantor irlandês Bono, do grupo U2, deu um show neste domingo (8) em uma estação de metrô de Kiev, durante o qual elogiou a luta da Ucrânia pela "liberdade" e pediu que a paz chegue em breve. Da plataforma de uma estação de trem da capital ucraniana, o lendário músico, de 61 anos, e o guitarrista The Edge apresentaram vários clássicos do grupo, como "Sunday Bloody Sunday", "Desire" ou "With or without you".

"O povo da Ucrânia não está apenas lutando por sua própria liberdade, está lutando por todos nós que amamos a liberdade", disse o cantor. Bono também fez referência aos conflitos que devastaram seu país, a Irlanda, e os problemas que foram desencadeados com seu poderoso vizinho britânico. "Rezamos para que em breve desfrutem um pouco de paz", acrescentou.

A apresentação surpresa de Bono - que ao longo de sua carreira colaborou em múltiplas causas, incluindo a luta contra a pobreza e a aids - ocorreu quando as sirenes antiaéreas eram ouvidas em Kiev e no leste do país, onde os combates se intensificaram.

Em um momento do show, Bono convidou um soldado ucraniano a cantar uma versão de "Stand by me". Entre o pequeno público que assistiu à apresentação estavam membros das forças armadas ucranianas.

AFP e Correio do Povo

Situação do mercado de trabalho chinês é “complexa e grave”, diz primeiro-ministro

 Li Keqiang instruiu todos os níveis de governo a priorizar medidas para aumentar os empregos e manter a estabilidade


Um dos principais líderes da China pintou uma imagem sombria do mercado de trabalho no país mais populoso do mundo, à medida que bloqueios generalizados contra a Covid-19 freiam a economia.

O primeiro-ministro chinês Li Keqiang — o número 2 na hierarquia do Partido Comunista da China — chamou a situação do emprego de “complexa e grave”.

Em comunicado no último sábado (7), ele instruiu todos os níveis de governo a priorizar medidas para aumentar os empregos e manter a estabilidade.

Essas medidas incluem ajudar as pequenas empresas a sobreviver, apoiar a economia da internet, fornecer incentivos para motivar pequenos negócios e conceder benefícios de desemprego a trabalhadores demitidos.

“Estabilizar o emprego é fundamental para a subsistência das pessoas e é o principal suporte para que a economia funcione dentro de um intervalo razoável”, disse Li.

Suas declarações ocorrem em um momento em que a taxa de desemprego no país atingiu a maior taxa em quase dois anos, segundo dados do governo.

A cada ano, a China precisa adicionar milhões de novos empregos para manter a economia funcionando. O governo estabeleceu a meta de criar pelo menos 11 milhões de empregos nas cidades em 2022.

Mas Li disse em março que espera que a economia possa gerar mais de 13 milhões este ano, citando a necessidade de acomodar universitários recém-graduados e trabalhadores migrantes rurais.

Li, que cuida da gestão econômica na China, fez repetidos apelos para estabilizar o emprego nas últimas semanas, e seus comentários neste fim de semana são um forte lembrete do custo das restrições à Covid na China.

À medida que a variante Ômicron altamente transmissível se espalha rapidamente na China, o país está lutando contra seu pior surto em mais de dois anos.

Até agora, pelo menos 31 cidades chinesas estão sob bloqueio total ou parcial, o que pode afetar até 214 milhões de habitantes em todo o país, de acordo com o último cálculo da CNN.

Mais de dois anos após o início da pandemia, o presidente Ji Xinping está intensificando sua rigorosa política de Covid-zero, mesmo enquanto o resto do mundo tenta aprender a conviver com o vírus. A conduta envolve testes em massa obrigatórios e bloqueios rigorosos.

Xi disse na última quinta-feira que a China puniria qualquer um que questionasse essas políticas.

Os bloqueios trouxeram a segunda maior economia do mundo “perto do ponto de ruptura”, de acordo com um relatório recente de analistas do Société Générale.

Em abril, o gigantesco setor de serviços da China contraiu no segundo ritmo mais acentuado já registrado, com os bloqueios da Covid-19 atingindo fortemente as pequenas empresas.

Seu setor manufatureiro também encolheu acentuadamente.

Os dados mais recentes do governo mostram que o desemprego atingiu uma alta de 21 meses em março, e isso foi antes da China estender o bloqueio no centro financeiro de Xangai e impor restrições rígidas em Pequim.

A taxa de desemprego em 31 grandes cidades chegou a atingir um recorde em março.

O enorme setor de tecnologia do país também está enfrentando uma crise de empregos sem precedentes.

A indústria, outrora livre, foi por muito tempo a principal fonte de empregos bem pagos na China, mas as principais empresas agora estão reduzindo o tamanho em uma escala nunca vista antes, à medida que o governo continua sua repressão à iniciativa privada.

O principal regulador de internet do país disse no mês passado que o setor não tinha essa crise, mas o assunto ainda está sendo amplamente discutido nas mídias sociais chinesas.

Outros setores, desde o imobiliário até o educacional, também sofreram perdas acentuadas de empregos nos últimos meses.

Pequim está ciente das dificuldades econômicas e particularmente preocupada com o risco de desemprego em massa, que abalaria a legitimidade do Partido Comunista.

No início do mês passado, Hu Chunhua, vice-primeiro-ministro da China, pediu “esforços totais” para estabilizar o emprego.

Em 28 de abril, o Politburo do Partido Comunista prometeu implementar “medidas significativas” para apoiar a economia da internet e sugeriu aliviar a repressão de um ano ao setor de tecnologia.

CNN Brasil 

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