Câmara dos Deputados aprova em primeiro turno o texto principal da PEC dos Precatórios

 


A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (14), por 327 votos a 147 e uma abstenção, em 1º turno, o texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece um limite anual para o pagamento de precatórios – dívidas da União reconhecidas pela justiça em decisões das quais não cabem mais recursos.

O texto foi aprovado pela Câmara, em novembro, e pelo Senado, em dezembro. A PEC retornou para a análise dos deputados em razão de mudanças feitas pelos senadores na proposta original. Na semana passada, apenas os dispositivos comuns, aprovados pelas duas Casas, foram promulgados.

Os deputados analisam agora os destaques – sugestões de alteração no texto. Concluída esta etapa, a proposta ainda será votada em 2º turno, antes de seguir para promulgação.

Por um acordo entre os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a proposta foi analisada diretamente no plenário, sem passar por comissões na Casa. A celeridade na votação dos trechos remanescentes era uma demanda dos senadores para promulgar apenas uma parte da PEC.

Limite anual

Entre os dispositivos alterados no Senado, está o que estabelece um limite anual para o pagamento dos precatórios.

A proposta dos senadores é que o limite corresponda ao valor das despesas com os precatórios em 2016 corrigidos pela inflação, Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Se promulgada, a mudança abrirá um espaço fiscal de R$ 43,8 bilhões para a União gastar em 2022, segundo o Ministério da Economia.

A principal alteração promulgada na última semana já abre um espaço de R$ 62,2 bilhões nos cofres do governo para o ano que vem. O valor pode ser ainda maior, de R$ 64,9 bilhões, segundo a Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados (Conof).

Segundo cálculos do Ministério da Economia, a alteração no cálculo do teto de gastos (já promulgada) e o limite anual do pagamento de precatórios garantirão ao governo um espaço no Orçamento de R$ 106,1 bilhões. Para a Conof, o espaço aberto pode chegar a R$ 108,5 bilhões.

Parte deste espaço será destinado ao pagamento do Auxílio Brasil, programa que substituiu o Bolsa Família. O ofício enviado ao Congresso na semana passada afirma que a ampliação do Auxílio Brasil no ano que vem exigirá mais R$ 54,6 bilhões do Orçamento.

Em 2022, o governo promete elevar o benefício para, ao menos, R$ 400 e ampliar o público do programa de 14,5 milhões de famílias para 17 milhões de famílias. A nota técnica que fundamentou o ofício considera R$ 415 como valor do benefício médio do Auxílio Brasil.

Outra mudança feita pelo Senado é a que reduz de 2036 para 2026 o prazo de vigência do limite de pagamentos dos precatórios.

Inicialmente, havia um acordo entre líderes para que o dispositivo fosse suprimido na Câmara – o que faria com que a mudança não tivesse validade. Porém, por receio de que a alteração obrigasse o retorno da PEC ao Senado, os deputados mantiveram a vigência em 2026.

Vinculação social

Ao analisar a matéria, os senadores aprovaram um dispositivo que obriga a utilização dos recursos obtidos com programas de transferência de renda, saúde, previdência social e assistência social. Por isso, essa parte do texto também voltou para análise dos deputados.

O objetivo é impedir que o espaço fiscal aberto fosse destinado para outros gastos em ano eleitoral, como emendas de relator – o chamado “orçamento secreto”.

Essa vinculação foi mantida pelos deputados. Com a amarração criada pelo Senado, mais de R$ 100 bilhões estariam “carimbados” para recursos sociais. Contudo, o entendimento de técnicos do Congresso é que isso não impedirá, por exemplo, um remanejamento de outros recursos do Orçamento para encorpar as emendas de relator.

Auxílio permanente

A proposta também altera a Constituição para especificar que “a redução da vulnerabilidade socioeconômica de famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza” deve ser objetivo da assistência social prestada a quem dela necessitar.

Além disso, passa a constar na Carta Magna que “todo brasileiro em situação de vulnerabilidade social terá direito a uma renda básica familiar, garantida pelo poder público em programa permanente de transferência de renda”.

Segundo os senadores, que incluíram esses dispositivos, a redação dará caráter permanente a um programa social de transferência de renda, hoje o Auxílio Brasil. A Câmara manteve essas mudanças.

Prioridade de pagamento

Conforme o texto aprovado, os precatórios não pagos em razão do limite estabelecido pelo texto terão prioridade de pagamento nos exercícios seguintes, respeitada a ordem cronológica e os seguintes termos:

  • obrigações definidas em lei como de pequeno valor;
  • precatórios de natureza alimentícia cujos titulares, originários ou por sucessão hereditária, tenham a partir de 60 anos de idade, ou sejam portadores de doença grave ou pessoas com deficiência até o valor equivalente ao triplo do montante fixado em lei como obrigação de pequeno valor;
  • demais precatórios de natureza alimentícia até o valor equivalente ao triplo do montante fixado em lei como obrigação de pequeno valor;
  • demais precatórios de natureza alimentícia acima do triplo do montante fixado como obrigação de pequeno valor;
  • demais precatórios.

Fundef

Outro ponto que foi alterado no Senado e precisou voltar para análise da Câmara foi a que retirou o pagamento dos precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) do limite estabelecido pelo teto de gastos. Este ponto foi mantido pelos deputados.

Na primeira votação na Câmara, a PEC estabeleceu um parcelamento, em três vezes, dessas dívidas: primeiro, uma parcela de 40%; em seguida, duas parcelas de 30%.

Os senadores, contudo, incluíram um cronograma para esse pagamento: o primeiro montante seria pago até 30 de abril; o segundo até 31 de agosto e o restante até 31 de dezembro. Há um acordo entre líderes para retirar esse dispositivo na votação dos destaques.

O texto também acrescenta um dispositivo na Constituição para prever que 60% dos precatórios devido ao Fundef sejam destinados aos profissionais do magistério, inclusive aposentados e pensionistas, na forma de abono. Os recursos não poderão ser incorporados na remuneração, aposentadoria ou pensão.

O Sul

PT é humilhado e vê seu último reduto, a Bahia, se libertando da esquerda (veja o vídeo)

 

https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/35206/pt-e-humilhado-e-ve-seu-ultimo-reduto-a-bahia-se-libertando-da-esquerda-veja-o-video?fbclid=IwAR3tKqmHMq105SZ3Wn2H8y1wTlLrpg07funH-8NKmZ2flNJKC7yZ7F4hepo

PT é humilhado e vê seu último reduto, a Bahia, se libertando da esquerda (veja o vídeo)

Lindo espelho à venda na loja - Antiquário

 




Valor: R$ 1.200,00

Está em super oferta.

Mais informações:
Judite Sandra La Cruz
(51) 9 8502.8080 
Teia de Aranha
Endereço: Av. João Pessoa, 1040 -  Porto Alegre - RS, 90040-001
A loja funciona de quarta a  domingo a partir das 10 horas.

Turismo brasileiro acumula prejuízo de mais de 453 bilhões de reais na pandemia

 


As perdas do turismo brasileiro com a pandemia chegam a R$ 453,3 bilhões, segundo estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O cálculo é do economista sênior Fabio Bentes e considera o período de março de 2020 a outubro de 2021, a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e de fluxos de passageiros e aeronaves nos dezesseis principais aeroportos do País.

O valor de perda mensal – que considera a diferença entre a geração de receitas do setor e o seu potencial – no entanto, foi de R$ 11,5 bilhões, o menor desde março de 2020, quanto o levantamento começou a ser feito. O prejuízo do setor vem diminuindo mensalmente desde março de 2021, quando foi de R$ 27,8 bilhões (segundo maior de toda a pandemia).

Na avaliação de Bentes, a expectativa para essas atividades nos próximos meses segue favorável, embora as restrições e até mesmo o cancelamento de eventos devam retardar a retomada da recuperação plena do potencial de geração de receitas – no caso do turismo, prevista anteriormente para maio do próximo ano.

Serviços às famílias têm espaço para continuar a crescer, diz FGV Ibre
Para as atividades turísticas, a CNC projeta avanços de 21,9% no volume de receitas em 2021 e de 2,4% em 2022. A confederação acredita que o setor terá condições de reaver seu pleno potencial de geração de receitas a partir de agosto de 2022.

O indicador de atividades turísticas do IBGE registrou o sexto mês seguido de alta em outubro, na série com ajuste sazonal, com crescimento de 1%. Nesses seis meses, o turismo acumula ganho de 51,2%. Apesar da expansão, ainda estão 19,5% abaixo de fevereiro de 2020, período da pré-pandemia.

Quarentena

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que brasileiros que não possuem passaporte vacinal que vêm do exterior possam entrar no País após cinco dias de quarentena e testagem.

No último fim de semana, o ministro Luís Roberto Barroso determinou que viajantes que chegam ao país devem apresentar comprovante de vacinação. A decisão foi dada em uma ação do partido Rede Sustentabilidade que tenta obrigar o governo a adotar medidas sanitárias recomendadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O ministro estabeleceu que a quarentena como alternativa à vacinação só poderá ser aplicada em situação de exceção: para quem não tomou vacina por motivos médicos, veio de país onde comprovadamente não haja vacina disponível em larga escala ou por razão humanitária excepcional.

Advocacia-Geral da União pediu esclarecimentos sobre o alcance da decisão de Barroso. A AGU defendeu que aplicar a decisão a brasileiros que vêm dos exterior pode ser desproporcional e que é preciso garantir o retorno dos brasileiros.

O Sul

Anvisa cobra comprovante de vacinação por amostragem em aeroportos brasileiros

 


O comprovante de vacinação para entrada no Brasil, em vigor desde segunda-feira (13), tem sido exigido por amostra entre passageiros nos aeroportos. Sem a publicação de uma nova portaria interministerial, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que é responsável pela cobrança do documento, justifica que está em processo de transição das normas.

O governo aguarda o Supremo Tribunal Federal (STF) responder questionamentos da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre se o comprovante deve ser adotado só para turistas estrangeiros ou brasileiros também. A análise deve ocorrer na quarta e na quinta-feira. Só então a nova portaria deve ser publicada.

“O regramento para a entrada de viajantes no país deve ser cumprido por todos. A verificação por amostra não exime a responsabilidade de todos os passageiros em relação ao cumprimento das restrições estabelecidas no país. Essas restrições visam reduzir a disseminação do Sars-CoV-2 e suas variantes em território nacional e proteger a saúde da população”, diz a nota da Anvisa.

O ministro do STF Luís Roberto Barroso determinou no último sábado (11) que o governo deveria adotar o comprovante de vacinação para entrada no País. O isolamento de cinco dias, conforme previsto em portaria anterior, deveria ser uma alternativa para casos excepcionais, como o de pessoas que não podem se vacinar por razões médicas ou que vêm de países com baixa oferta de imunizantes.

A decisão do magistrado veio um dia depois de o governo adiar, por pelo menos sete dias, a cobrança do documento em aeroportos. Uma portaria publicada na última quinta (9) definia que os turistas deveriam estar completamente vacinados para não precisarem ficar cinco dias em quarentena.

Cobrança não é só em aeroportos

Diversos Estados e municípios exigem o comprovante de vacinação para entrada em bares, restaurantes e eventos, por exemplo. Com o ConecteSUS fora do ar desde sexta (10), brasileiros têm enfrentado dificuldades para atestar a imunização completa — duas doses de vacina ou a dose única da Janssen, há pelo menos 14 dias.

Foi assim com a estudante de medicina Letícia Leal, de 20 anos, que deixou de ir a shows, pubs e cinema porque não conseguia acessar o comprovante na plataforma. A jovem viajou para a casa dos pais, em Juiz de Fora (MG), para passar as férias.

“Achei que não tinha necessidade de trazer o cartão de vacinação, até porque eu tenho medo de perder, já que eu faço medicina e preciso sempre comprovar que tenho as vacinas em dia. Então, contei com o ConecteSUS para me ajudar em cinemas e viagens. Quando cheguei ao cinema, fui surpreendida que o sistema estava fora do ar e não consegui assistir ao filme. Como a cidade em que faço faculdade é distante, ainda não consegui resolver”, conta Leal, que defende a exigência do documento.

Um ataque hacker retirou do ar o site e diversos sistemas do Ministério da Saúde, como o DataSUS e o Painel Coronavírus. Parte do que foi afetado voltou a funcionar no mesmo dia, como os sistemas para marcação de cirurgias e para fila de transplantes, mas o ConecteSUS permanece fora de funcionamento. Um novo ataque cibernético ocorreu na segunda-feira. Não há previsão para o retorno da plataforma.

“O Ministério da Saúde informa que realiza manutenção preventiva da rede interna após invasão aos sistemas da pasta na madrugada de domingo (12). Desde então, a pasta trabalha para restabelecer os sistemas internos o mais rápido possível para garantir o retorno com segurança e evitar novos ataques”, diz a nota da pasta.

O Sul

Gabinete de Segurança Institucional investiga uso de login e senha de funcionário do governo em ataque que derrubou o ConecteSUS

 


O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República levantou indícios de que o grupo hacker, que invadiu os sistemas do Ministério da Saúde e da Economia nos últimos dias, teve acesso à nuvem dos provedores por meio do login e senha de um funcionário do governo. Esse servidor ainda não teria sido identificado.

Em alerta emitido a todos os ministérios, o GSI informou que “alguns casos de instrusão têm ocorrido com o uso de perfis legítimos de administrador”. Essa constatação levou o órgão a fazer uma série de recomendações aos gestores de segurança cibernética do governo, como “bloquear imediatamente” a senha de servidores e colaboradores que estejam de férias ou licença, adotar “política de privilégios mínimos” a usuários, exigir a utilização de ferramentas de autenticação mais rigorosas e reavaliar as políticas de backup.

Há várias formas de roubos de login e senha. As mais comuns são por meio de “emails maliciosos” que induzem o administrador a fornecer dados ou clicar em algum link suspeito que permite a entrada de um vírus.

O primeiro ataque cibernético ocorreu na última sexta-feira (10) no sistema do ConecteSUS e nas plataformas que monitoram a evolução da covid-19 e do Programa Nacional de Imunização (PNI), todos do Ministério da Saúde. Depois, os hackers atacaram as páginas da Escola Virtual e da Agência Nacional de Transportes (ANTT), vinculados ao Ministério da Economia. Nesta segunda-feira, a pasta da Saúde voltou a ser alvo de uma nova intrusão, conforme admitiu o ministro Marcelo Queiroga.

As invasões teriam sido feitas por um mesmo grupo que se autodenomina Lapsu$. Nas mensagens que deixaram nos sites oficiais, chamadas de “pichação virtual”, os hackers alegam terem “sequestrado” mais de 50 terabytes de dados governamentais e pedem um resgate em dinheiro.

Além dos especialistas do GSI, a Polícia Federal também abriu inquérito para apurar os ataques hackers e, a partir de uma perícia inicial, concluiu que os sistemas não foram “criptografados”— ou seja, que as informações não foram embaralhadas e bloqueadas pelos criminosos. Não há confirmação ainda se o grupo realmente teve acesso a dados sigilosos.

Nesta terça-feira (14), os sistemas do Ministério da Economia foram restabelecidos, mas os da Saúde continuavam fora do ar.

O Sul

Luminária em oferta à venda na loja - Antiquário

 







Valor: R$ 1.250,00

Está em super oferta.

Mais informações:
Judite Sandra La Cruz
(51) 9 8502.8080 
Teia de Aranha
Endereço: Av. João Pessoa, 1040 -  Porto Alegre - RS, 90040-001
A loja funciona de quarta a  domingo a partir das 10 horas.

Número de queimadas na Amazônia é o menor desde 2018

 

Governo Federal pretende ampliar benefícios aos afetados pelas enchentes na Bahia

 

Pancadaria política: prefeito e ex-vereador resolvem diferenças no ringue