Fonte: https://www.facebook.com/culturaemdoses/posts/1295234254225244
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Cinco servidores que atuavam na UBS Guarujá foram desligados
Um esquema para furar a fila da vacinação contra a Covid-19 na Unidade Básica de Saúde (UBS) Guarujá, localizada na zona Sul de Porto Alegre, levou à demissão de cinco profissionais que atuavam no local. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), uma enfermeira, três técnicas de enfermagem e uma auxiliar administrativa teriam privilegiado familiares fora do grupo prioritário ou da faixa etária para a imunização.
Uma sindicância para a apuração dos fatos foi aberta e a Associação Hospitalar Vila Nova, gestora do RH da unidade, foi orientada a tomar as medidas cabíveis. Segundo a prefeitura, a secretaria abriu boletim de ocorrência na Polícia Civil e denunciou o caso ao Coren-RS e ao Ministério Público. As demissões acabaram ocorrendo por justa causa, segundo a pasta, por “ato ilícito contra a administração pública”.
O vereador Jonas Reis (PT) procurou a 2ª Delegacia de Polícia Distrital do bairro Menino Deus e o Ministério Público Federal para denunciar que o esquema de fura-fila na unidade de saúde do Guarujá pode ter levado à aplicação de soro fisiológico ou água em moradores que procuraram o local para receber a imunização contra a Covid-19. “A minha preocupação é que, caso tenha ocorrido fraude mesmo, que as pessoas vacinadas lá possam ter uma resposta do Poder Público.
Se houve fraude, as pessoas precisam ser testadas porque a saúde delas está em risco”, defende Reis, ao ponderar que a denúncias ainda precisam ser esclarecidas: “Como chegaram todas essas informações, eu trago à polícia e levarei também ao Ministério Público Federal para que isso seja apurado pelas autoridades competentes.”
Apesar de reconhecer o esquema de desvio de doses da unidade, a prefeitura de Capital nega que tenha ocorrido aplicação de outras substâncias em moradores. “A apuração dos fatos junto aos envolvidos apontou que não houve substituição do imunizante por soro fisiológico ou água. Com isso, não há suspeitas de que pessoas tenham sido vacinadas com outra substância. A SMS desconhecia tal prática e repudia qualquer conduta semelhante, seguindo veementemente o Plano Nacional de Imunização estabelecido pelo Ministério da Saúde”, explicou a secretaria, em nota.
O órgão esclareceu, ainda, que desde a identificação do ocorrido na unidade, a fiscalização foi ampliada em toda a rede municipal. “Intensificamos o monitoramento das doses entregues e doses aplicadas de cada unidade de saúde. Também foi orientado para as coordenações a evitarem a abertura de novos frascos ao final do dia, a fim de diminuir as sobras em cada unidade”, explicou.
Correio do Povo
Máximas podem chegar a 38°C em algumas cidades
O Rio Grande do Sul viverá uma quinta-feira de calor atípico para agosto. A massa de ar quente cobre o estado e traz cara de verão para a época.
De acordo com a MetSul Meteorologia, as máximas devem superar os 30°C em quase todo o Estado. Em algumas cidades, os termômetros podem atingir até 38°C.
Em Porto Alegre, o sol aparece entre nuvens. A mínima na Capital é de 18°C, e a máxima chega a 34°C.
Mínimas e máximas no RS
Erechim 18°C / 32°C
Santa Rosa 21°C / 36°C
Santa Maria 20°C / 34°C
Bagé 19°C / 31°C
Caxias do Sul 18°C / 31°C
MetSul Meteorologia e Correio do Povo
Em jogo truncado, Borja, de pênalti, marcou o único gol da partida
Foi um jogo truncado, feio. Mas o mais importante para o Grêmio aconteceu. Em mais uma atuação com pouco futebol, o Tricolor fez o suficiente para vencer o Cuiabá por 1 a 0, fora de casa, em jogo atrasado, válido pela 5ª rodada do Brasileirão. Com o resultado, o Tricolor segue na vice-lanterna da competição. No entanto, sobe para 13 pontos, 4 a menos que o próprio Cuiabá, primeiro fora do Z-4.
O único gol do jogo foi marcado no primeiro tempo. Borja, de pênalti, definiu a vitória do Tricolor. O Grêmio volta a campo no no sábado, para enfrentar o Bahia, às 19h. A partida, válida pela 17ª rodada do Brasileirão, acontece na Arena.
Após mais uma atuação ruim da equipe, na derrota para o São Paulo, o técnico Luiz Felipe Scolari promoveu alterações no time. Na esquerda, Rafinha foi o lateral improvisado. O contestado Jean Pyerre também perdeu vaga. Villasanti fez sua estreia entre os volantes, ao lado de Maicon e Thiago Santos. Por conta de lesões dos titulares, a zaga foi formada por Ruan e Rodrigues.
O estreante Villasanti começou bem a partida. Foi o jogador mais combativo no meio, aparecendo para marcar, desarmando e chegando bem à frente. O jogador distribuiu passes e ajudou na recuperação de bolas no sistema defensivo.
A jogada do gol do Grêmio foi construída por Maicon. Ele dominou no meio e enfiou boa bola para Alisson na esquerda. Ele invadiu a área e sofreu a carga nas costas do lateral João Lucas. Depois de muita demora ao olhar o lance no VAR, o árbitro finalmente assinalou o pênalti. Borja, com categoria, bateu no canto esquerdo, deslocando o goleiro Walter e fazendo 1 a 0 para o Tricolor.
Aos 32, o Grêmio teve confirmada uma baixa que se desenhou ainda nos primeiros minutos, quando Maicon sentiu a virilha em lance sozinho. O volante até tentou prosseguir na partida, mas não teve mais condições físicas. O jogador deixou o campo chorando para a entrada de Lucas Silva.
Aos 39, o Grêmio criou a melhor chance para ampliar o marcador. Douglas Costa foi ao fundo pela direita, e cruzou para a área. O centroavante Borja, sozinho, subiu para cabecear à queima roupa. Walter espalmou, fazendo grande defesa, e evitando um prejuízo ainda maior aos donos da casa ao intervalo.
Para o segundo tempo, Felipão fez mais uma troca. Colocou o contestado Jean Pyerre no lugar de Lucas Silva, que havia entrado no primeiro tempo, no lugar do lesionado Maicon. O volante teria sentido um desconforto.
A primeira chance de marcar na segunda etapa foi do Cuiabá. Aos 3 minutos, João Lucas foi ao fundo pela direita e cruzou rasteiro. A bola se apresentou livre para Clayson, que bateu para fora. Depois, em nova roubada de bola, os donos da casa chegaram à frente com perigo.
Com o resultado a favor, o Grêmio diminuiu o ritmo da partida. O Tricolor já não conseguia ficar tanto com a bola, e o Cuiabá equilibrou as ações. Especialmente com Pepê, o time da casa deu trabalho à marcação. Villasanti, bem na primeira etapa, caiu, assim como boa parte da equipe.
A partida seguiu muito truncada. O Cuiabá pouco conseguiu produzir, e o Grêmio aceitou a vitória por 1 a 0. No fim, nem as trocas em sequência feitas pelo técnico Jorginho surtiram muito efeito. No fim, ainda houve tempo para Clayson arriscar e mandar uma bola no travessão. Apesar do susto, coube ao Tricolor esperar o apito final para garantir mais uma sofrida vitória no Brasileirão, ganhando fôlego na luta contra o rebaixamento.
Cuiabá 0
Walter; João Lucas, Marllon, Paulão e Uendel; Auremir (Uilian Corrêa), Rafael Gava (Cabrera), Pepê (Osman) e Clayson; Danilo Gomes (Jonatan Cafu) e Jenison (Elton). Técnico: Jorginho
Grêmio 1
Chapecó; Vanderson, Ruan, Rodrigues e Rafinha; Maicon (Lucas Silva) (Jean Pyerre), Thiago Santos, Villasanti, Douglas Costa (Leo Pereira) e Alisson (Luiz Fernando); Borja. Técnico: Luiz Felipe Scolari
Gols: Borja (24/1T)
Cartões amarelos: João Lucas (Cuiabá); Vanderson, Ruan, Rafinha, Thiago Santos e Jean Pyerre (Grêmio)
Arbitragem: Leo Simão Holanda (CE)
Local: Arena Pantanal, em Cuiabá (MT)
Correio do Povo
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Por 49 votos a dois, a Assembleia Legislativa aprovou nesta terça-feira (17), em segundo turno, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que permite ao governo do Rio Grande do Sul ceder ou conceder à iniciativa privada a gestão de quatro parques estaduais que atualmente estão sob administração pública.
A lista é composta pelo Jardim Botânico (Porto Alegre), Parque Turístico do Caracol (Canela) e as unidades de conservação dos parques do Turvo e do Tainhas.
O governo do Estado deve repassar as unidades a empresas privadas em até seis meses. Os parques ficarão sob responsabilidade da iniciativa privada por 30 anos. Durante este tempo, devem garantir a preservação do ambiente natural – a Secretaria Estadual do Meio Ambiente segue responsável por avaliar e aprovar qualquer alteração proposta pela iniciativa privada.
Uma emenda apresentada pelo líder do governo, deputado Frederico Antunes (PP), e outros 18 parlamentares, que também havia sido aprovada naquela sessão, foi novamente votada hoje e recebeu 47 votos a favor a três contra.
O texto da PEC estadual modifica a norma sobre inalienabilidade e proibição da concessão ou cedência, bem como qualquer atividade ou empreendimento público ou privado, em Unidades Estaduais de Conservação. A matéria já havia sido aprovada em primeiro turno no dia 6 de julho.
Manifestações
Frederico Antunes utilizou a tribuna para destacar as ações praticadas nas comissões permanentes que precederam a votação da proposta. “Elas foram fundamentais para a construção do texto”, frisou, chamando atenção para o fato de que a emenda deixa explícito que os parques serão concedidos sem que possam ser alienados.
Já Luciana Genro (PSOL) reiterou a sua contrariedade ao projeto. “A concessão não é uma boa iniciativa, já que o turismo deveria ser desenvolvido por comunidades locais e não por grandes empresas que visam apenas o lucro, a exemplo de unidades já concedidas pelo governo federal e cujo valor do ingresso é bastante alto”, declarou.
O Sul
Nesta terça-feira (17), a Câmara dos Deputados aprovou em segundo turno a proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permite a retomada das coligações partidárias nas eleições de vereadores e deputados (conhecidas como como “proporcionais”), dentre outras medidas. O texto segue agora para análise do Senado, onde deve encontrar forte oposição.
Foram 135 votos contrários e 347 favoráveis – para uma PEC receber o aval do plenário da Câmara, são necessários ao menos 308 votos.
Alvo de questionamentos mas com larga utilização em pleitos passados, a coligação permite a união de siglas em um único bloco para a disputa de cargos eletivos. Uma das críticas mais severas é a de que esse recurso favorece as legendas “de aluguel”, sem ideologia específica e que negociam apoios em troca de vantagens.
No Senado, o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), já se manifestou de forma contrária à retomada das coligações. Ele disse, inclusive, que prefere a manutenção das regras utilizadas no último pleito.
“Para o ano que vem, há no Senado uma tendência de manutenção das regras previstas na reforma eleitoral de 2017, quando as coligações foram proibidas”, declarou recentemente.
No plenário do Senado, a Proposta de Emenda à Constituição também precisa do voto favorável de 3/5 dos membros da casa. Ou seja, 49 dos 81 parlamentares precisam dizer “sim”.
Semana passada, após um acordo entre líderes na Câmara, os deputados federais aprovaram a PEC em primeiro turno, rejeitando o chamado “distritão” mas mantendo no texto principal a volta das coligações.
Em seguida, durante a análise de sugestões para alteração no texto, derrubaram o chamado “voto preferencial”, outro trecho incluído no parecer pela relatora Renata Abreu (Podemos-SP) e que não obteve apoio no parlamento.
Sobre esse item, a ideia era de que o cidadão escolhesse na urna até cinco candidatos que disputam a eleição, em ordem decrescente de preferência. Seria eleito quem obtivesse a maioria absoluta das primeiras escolhas válidas dos eleitores (descartados os votos em branco e os nulos).
Outras alterações da nova PEC
– Data da posse: mudam as datas das posses de governadores e prefeitos (passa a ser 6 de janeiro) e do presidente (passa a ser 5 de janeiro). Hoje, as posses são sempre no primeiro dia de janeiro. A mudança, porém, só valerá a partir de 2025 (para prefeitos) e 2027 (para governadores e presidente);
– Participação feminina: será dado “peso dois” aos votos dados a mulheres e negros para a Câmara dos Deputados no cálculo de distribuição dos fundos partidário e eleitoral às respectivas siglas, no período entre 2022 e 2030;
– Fidelidade partidária: a proposta prevê punição de perda de mandato para deputados e vereadores que se desligarem, sem justa causa, do partido pelo qual foram eleitos;
– Iniciativa popular: a proposta prevê a possibilidade de um projeto de lei ser protocolado por eleitores quando houver, no mínimo, 100 mil assinaturas. Tais projetos tramitarão em regime de prioridade.
O Sul
* os números são percentuais, positivos ou negativos referentes ao crescimento das riquezas (PIB) de cada estado, no trimestre de março a maio/21 em relação ao trimestre anterior dez/20 a fev/21.
Fonte: https://www.facebook.com/culturaemdoses/posts/1298510400564296
Dados oficiais apontam que até a noite desta terça-feira (17) mais de 6,9 milhões de habitantes do Rio Grande do Sul já receberam ao menos a primeira dose de vacina contra o coronavírus. Isso equivale a 80,4% dos adultos (8,95 milhões), 85,7% do grupo prioritário (5,25 milhões) e 63,3% da população em geral (11,37 milhões nos 497 municípios gaúchos).
Já o esquema completo de imunização abrange até o momento mais de 3,17 milhões de pessoas – seja quem recebeu duas doses para fármacos com esse sistema ou os contemplados pela vacina da Janssen (apenas uma injeção). Isso representa 38,8% dos indivíduos maiores de 18 anos, 58% do grupo prioritário e 30,5% da população geral do Estado.
No caso específico da Janssen, as aplicações já chegaram a quase 295 mil gaúchos em quase dois meses desde a sua introdução na campanha estadual. Essa e outras informações constam na base de dados da Secretaria Estadual da Saúde (SES), atualizada diariamente por meio das redes sociais e de link específico no site estado.rs.gov.br.
Ainda falta quase 20%
A mencionada abrangência da primeira dose para 80,4% dos gaúchos maiores de 18 anos representa uma corrida contra o tempo para as autoridades. Isso porque a meta da SES é subir esse índice a um índice de 100% até a metade da semana que vem.
Em reunião na segunda-feira (16), representantes do governo do Estado e das prefeituras na Comissão Intergestores Bipartite (CIB) definiram um novo sistema para distribuição das vacinas aos municípios: já nesta quarta-feira (18), as cotas deixam de ser repartidas por faixas etárias, passando a prevalecer o critério da necessidade de doses.
“Vamos calcular quantas doses cada cidade ainda precisa para primeira aplicação ou injeção única, independentemente de qual idade mínima já esteja sendo vacinada”, explicou a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica, Tani Ranieri.
Conforme a secretária-adjunta da SES, Ana Costa, a distribuição por faixa etária tem sido utilizada com eficiência, mas a contagem regressiva para atingir a meta exigiu uma reconfiguração da logística: “É importante nos basearmos nas doses que faltam em cada um dos municípios para que alcancem esse objetivo o mais próximos uns do outros”.
Os gestores municipais que quiserem reportar alguma distorção no rateio de doses ou pedir doses extras poderão entregar ofício à Secretaria. A argumentação será analisada por uma equipe técnica conjunta entre a pasta e Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) do Rio Grande do Sul.
Panorama da vacinação
Até o momento, 39 municípios já informaram ao governo gaúcho terem recebido ampolas suficientes para aplicar primeira dose (ou única) em todos os adultos.
A chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica, Tani Ranieri, acrescenta que, independentemente de eventuais distorções na distribuição, todos os 497 municípios receberão a quantidade necessária para contemplar integralmente a sua população maior de 18 anos.
Nova distribuição
Nesta quarta-feira (18), a Secretaria Estadual da Saúde distribuiu cerca de 200 mil doses da vacina da Pfizer e outras 40 mil da Coronavac aos municípios. Ambos os lotes chegaram ao Rio Grande do Sul no sábado e na segunda-feira.
Os imunizantes serão utilizados para avançar na campanha de vacinação (primeira dose), já sendo utilizado o novo método de cálculo.
Na mesma entrega, foram encaminhadas cerca de 260 mil doses de Astrazeneca para segunda dose. A remessa foi composta por cerca de 180 mil unidades que chegaram na segunda-feira (16) e outras 85 mil que estavam reservadas na Central de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Ceadi), em Porto Alegre.
O Sul
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou nesta terça-feira (17) que não considera “recomendável”, para o Brasil, avançar na discussão de um eventual impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ou do presidente da República.
No último sábado (14), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que pediria ao Senado a abertura de processos desse tipo contra os ministros do STF Luis Roberto Barroso e Alexandre de Moraes.
“Já há pedidos de impeachment de ministros do Supremo no âmbito do Senado. A presidência [do Senado] entendeu que não havia ambiente e nem justa causa para o encaminhamento e a evolução desses pedidos”, declarou Pacheco.
“Entendemos justamente isso: precipitarmos numa discussão de impeachment seja do Supremo, seja do presidente da República, ou qualquer tipo de ruptura, não é algo recomendável para um Brasil, que espera uma retomada do crescimento, uma pacificação geral, uma pauta de desenvolvimento econômico, de combate à miséria e à pobreza, ao desemprego”, prosseguiu.
Questionado se estaria disposto a avaliar os pedidos que Bolsonaro pretende apresentar , Pacheco afirmou que “toda iniciativa do presidente da República” deve ser “considerada”.
“Mas é melhor aguardar que os acontecimentos surjam para que haja um posicionamento formal do Senado”, declarou.
Pacheco sinalizou no fim de semana a aliados que não deve dar seguimento aos pedidos de impeachment que venham a ser apresentados neste momento por Bolsonaro.
A Constituição Federal diz que “compete privativamente ao Senado Federal” processar e julgar os ministros do Supremo Tribunal Federal em casos de crime de responsabilidade. Mais de 10 pedidos contra magistrados da Corte estão parados no Senado.
Diálogo e exemplo
O presidente do Senado voltou a cobrar diálogo entre os poderes e “exemplo” daqueles que chefiam o Executivo, o Legislativo e Judiciário.
“O diálogo precisa estar presente entre os chefes de poderes, entre as instituições, para que possamos ter um minuto de paz no Brasil, um momento de paz no Brasil, por conta de tudo que sofremos nesse biênio, especialmente em função da pandemia”, disse.
O parlamentar reconheceu a instabilidade institucional que o País atravessa e confirmou que vai se reunir com o presidente do STF, Luiz Fux, nesta quarta-feira (18) para fazer uma “reflexão” sobre o papel de cada poder na crise.
“O importante é apararmos as arestas, encontrarmos um caminho comum, pacificarmos a sociedade brasileira. E essa pacificação da sociedade passa por um exemplo e demonstração dos homens públicos que dirigem o País”, concluiu o senador.
O Sul