Descomunização - História virtual

 



Cabeça quebrada da estátua de Lenin de seu monumento em Kiev. E, manifestantes no pedestal, depois de a estátua ser derrubada naquele mesmo dia (8 de Dezembro de 2013).


Descomunização é o processo de desmantelamento do legado cultural e psicológico do comunismo nos países pós-comunistas. É, às vezes, referido como limpeza política (lustração).[1] O termo é mais comumente aplicado aos antigos países do Bloco do Leste e os Estados pós-soviéticos para descrever uma série de mudanças legais e sociais durante o período pós-comunista.

Em alguns países, a descomunização incluiu a proibição de símbolos comunistas. Partilhando traços comuns, os processos de descomunização têm corrido de forma diferente em diferentes nações.[2] [3]


Organizações de descomunização


  • Camboja - Salakdei khmero kraham (Tribunal do Khmer Vermelho).
  • República Tcheca - Úřad dokumentace a vyšetřování zločinů komunismu (Agência para documentação e investigação dos crimes do comunismo) e Instituto para o Estudo dos Regimes Totalitários.
  • Eslováquia - Ústav pamäti národa (Instituto da Memória Nacional).
  • Estônia - Inimsusevastaste Kuritegude Uurimise Eesti Rahvusvaheline Komisjon (Comissão estoniana internacional para a investigação de crimes contra a humanidade).
  • Alemanha - Bundesbeauftragter für die Stasi-Unterlagen (BStU - Comissão federal para os arquivos da Stasi).
  • Indonésia - Orde Baru ("Nova Ordem").
  • Hungria - Instituto histórico da revolução húngara de 1956.
  • Lituânia - Lietuvos gyventojų genocido ir rezistencijos tyrimo centras (Centro lituano de estudo do genocídio e resistência).
  • Polônia - Instytut Pamięci Narodowej - Komisja Ścigania Zbrodni przeciwko Narodowi Polskiemu - IPN (Instituto da Memória Nacional).
  • Romênia - Institutul de Investigare a Crimelor Comunismului și Memoria Exilului Românesc (Instituto para a investigação dos crimes comunistas na Romênia).
  • Ucrânia - Український інститут національної пам'яті (Instituto ucraniano para a memória nacional, ver: descomunização na Ucrânia).


Ações legais contra antigos líderes comunistas


Ex-comunistas acusados de crimes contra a humanidade e violações dos direitos humanos, especialmente integrantes das polícias secretas comunistas, foram submetidos à políticas governamentais de lustração, (ostracismo político) sendo impedidos de ocupar cargos políticos ou administrativos.






















Resultados


Partidos comunistas fora dos Países Bálticos não foram proscritos e seus membros não foram processados. Apenas alguns lugares tentaram excluir até membros de serviços de inteligência comunistas das tomadas de decisões. Em vários países, o partido comunista simplesmente mudou seu nome e continuou atuante.[4]

Stephen Holmes, da Universidade de Chicago, argumentou em 1996 que, depois de um período de forte descomunização, o resultado foi um fracasso quase universal. Após a introdução do lustrismo, a demanda por bodes expiatórios tornou-se relativamente baixa, ex-comunistas foram eleitos para cargos governamentais e, outros ocuparam cargos administrativos. Holmes observa que a única exceção real foi a antiga Alemanha Oriental, onde milhares de antigos informantes da Stasi foram demitidos de cargos públicos.[5]

Holmes sugere as seguintes razões para o fracasso da descomunização:[5]

  • Após 45-70 anos de regimes comunistas, quase todas as famílias têm membros associados ao estado. Após o desejo inicial de "erradicar os vermelhos", veio a percepção de que uma punição maciça estaria incorreta e, que seria considerado injusto apontar apenas alguns culpados.
  • A urgência dos problemas econômicos do pós-comunismo faz com que os crimes do passado comunista fossem vistos como "notícias velhas" por muitos cidadãos.
  • A descomunização passou a ser considerada como um jogo de poder das elites.
  • A dificuldade de atingir a elite social faria necessário um Estado totalitário que retirasse direitos dos "inimigos do povo" de forma rápida e eficiente e o desejo de normalidade supera o desejo de justiça punitiva.
  • Muito poucos indivíduos tem um passado perfeitamente "limpo" e, por isso, estão disponíveis para preencher posições que exigem conhecimentos significativos. As pessoas começaram a lembrar que a ideia de Lenin de que "qualquer cozinheira pode governar o estado[6] falhou.
  • Matthew White encontrou no Los Angeles Times e no The Timesartigos de 1998 e 2000, respectivamente, que afirmavam que de 3 a 6 milhões de russos e outros cidadãos de antigos estados comunistas morreram (ou não nasceram) devido à piora das condições de vida após a queda do comunismo.[7]


Ver também



Bibliografia

  • University of California, San Diego. Graduate School of International Relations and Pacific Studies (1996). Reforming Asian Socialism: The Growth of Market Institutions. [S.l.]: University of Michigan Press, pág. 242. ISBN 9780472106615
  • Andrew M. Blasko & Diana Januauskiene (2008). Political Transformation and Changing Identities in Central and Eastern Europe. [S.l.]: CRVP. 420 páginas. ISBN 9781565182462
  • Susanne Jungerstam-Mulders (2017). Post-Communist EU Member States: Parties and Party Systems. [S.l.]: Routledge. 272 páginas. ISBN 9781351909709


Notas e referências


  1.  Jennifer A. Yoder (1999). From East Germans to Germans?: The New Postcommunist Elites. [S.l.]: Duke University Press, págs. 95-97. ISBN 9780822323723
  2.  BBC News - Lithuanian ban on Soviet symbols, 17 de Junho de 2008, (em inglês), acessado em 30/04/2017.
  3.  BBC News - Goodbye, Lenin: Ukraine moves to ban communist symbols. Vitaly Shevchenko, 14 de Abril de 2015, (em inglês) Acessado em 30/04/2017.
  4.  De Gruyter - After Socialism: Where Hope for Individual Liberty Lies.Svetozar Pejovich, 3 de Janeiro de 2001, (em inglês) Acessado em 30/04/2017.
  5. ↑ Ir para:a b Michael Mandelbaum (Ed., 1996) "Post-Communism: Four Perspectives", Council on Foreign Relations. ISBN 0876091869
  6.  A autoria das frases Каждая кухарка может управлять государством ("qualquer cozinheira pode governar o estado") e Каждая кухарка должна научиться управлять государством ("cada cozinheira deveria aprender a governar o estado") é, geralmente, atribuída a Lenin. (Ver:Ленинские фразы).
  7.  Necrometrics - Estimated Totals for the Entire 20th Century. (em inglês) Acessado em 30/04/2017.


Ligações externas


  • Decommunization.org - Trials, Purges and History Lessons. Timothy Ash, (em inglês) Acessado em 30/04/2017.
  • BBC Brasil - "Por que transformei Lênin em Darth Vader". Fiona Macdonald, 26 de Outubro de 2015, acessado em 30/04/2017.


Wikipédia

Nova lei facilita a negociação de dívidas com bancos e lojas

 


Entrou em vigor na sexta-feira (2) a Lei 14.181/21, que atualiza o Código de Defesa do Consumidor para incluir regras de prevenção ao superendividamento dos consumidores e prever audiências de negociação entre credor e devedor. A lei também cria instrumentos para conter abusos na oferta de crédito a idosos e vulneráveis e pode facilitar a negociação de dívidas com bancos e estabelecimentos comerciais.

O texto considera superendividamento a “impossibilidade manifesta de o consumidor pessoa natural, de boa-fé, pagar a totalidade de suas dívidas de consumo, exigíveis e vincendas, sem comprometer seu mínimo existencial”.

O foco da lei são os consumidores que compram produtos ou contratam crédito em instituições financeiras, mas ficam impossibilitados de honrar as parcelas, por desemprego, doença ou outra razão.

A nova lei prevê as seguintes medidas:

– Torna direito básico do consumidor a garantia de práticas de crédito responsável, de educação financeira e de prevenção e tratamento de situações de superendividamento, preservado o mínimo existencial;

– Torna nula cláusulas contratuais de produtos ou serviços que limitem o acesso ao Poder Judiciário ou impeçam o restabelecimento integral dos direitos do consumidor e de seus meios de pagamento depois da quitação de juros de mora ou de acordo com os credores;

– Obriga bancos, financiadoras e empresas que vendem a prazo a informar ao consumidor o custo efetivo total, a taxa mensal efetiva de juros e os encargos por atraso, o total de prestações e o direito de antecipar o pagamento da dívida ou parcelamento sem novos encargos. As ofertas de empréstimo ou de venda a prazo deverão informar ainda a soma total a pagar, com e sem financiamento;

– Proíbe propagandas de empréstimos do tipo “sem consulta ao SPC” ou sem avaliação da situação financeira do consumidor;

– Proíbe o assédio ou a pressão sobre consumidor para contratar o fornecimento de produto, serviço ou crédito, principalmente em caso de idosos, analfabetos, doentes ou em estado de vulnerabilidade;

– Permite que o consumidor informe à administradora do cartão crédito, com dez dias de antecedência do vencimento da fatura, sobre parcela que está em disputa com o fornecedor. O valor não poderá ser cobrado enquanto não houver uma solução para a disputa.

Renegociação

Conforme a lei, o juiz poderá, a pedido de consumidor superendividado, iniciar processo de repactuação das dívidas com a presença de todos os credores. Na audiência, o consumidor poderá apresentar plano de pagamento com prazo máximo de cinco anos para quitação, preservado o “mínimo existencial”. Um regulamento da lei vai definir a quantia mínima da renda do devedor que não poderá ser usada para pagar as dívidas.

Se for fechado acordo com algum credor, o juiz validará o trato, que poderá ser exigido no cartório de protesto (eficácia de título executivo). Devem constar do plano itens como suspensão de ações judiciais em andamento e data a partir da qual o nome sairá do cadastro negativo.

Não podem fazer parte dessa negociação as dívidas com garantia real (como um carro), os financiamentos imobiliários, os contratos de crédito rural e dívidas feitas sem a intenção de realizar o pagamento.

Vetos

A lei foi publicada na edição no Diário Oficial da União com cinco vetos. Um dos pontos vetados pelo presidente Jair Bolsonaro proibia propagandas de oferta de crédito ao consumidor do tipo “sem juros”, “sem acréscimo” ou “juros zero”. Neste tipo de operação, os juros costumam estar embutidos nas prestações.

Bolsonaro alegou, porém, que cabe ao mercado oferecer crédito nas modalidades, nos prazos e com os custos que entender adequados, com adaptação natural aos diversos tipos de tomadores. “A lei não deve operar para vedar a oferta do crédito em condições específicas, desde que haja regularidade em sua concessão”, afirmou na mensagem de veto.

Também foi vetado o trecho que limitava os níveis da margem consignável (o total que pode ser usado para pagar as parcelas), que seriam de 5% do salário líquido para pagar dívidas com cartão de crédito e 30% para outros empréstimos consignados. O governo alegou, entre outras razões, que a restrição acabaria por forçar o consumidor a assumir dívidas mais custosas. As informações são Agência Câmara de Notícias.

O Sul





Comunistas partem pra cima de militantes tucanos em SP. É pela vida e pela democracia.

 

Papa Francisco se recupera após cirurgia no intestino

 Internação em hospital deverá durar cinco dias, mas Vaticano não informou prazo para alta



O papa Francisco, de 84 anos, reagiu bem após se submeter a uma cirurgia no intestino neste domingo, no Hospital Policlínico Gemelli de Roma, informou o Vaticano à noite. O objetivo do procedimento foi de reparar uma estenose (estreitamento) no intestino grosso. A Santa Sé informou ser uma cirurgia programada, mas o assunto havia ficado sob sigilo até o pontífice chegar ao centro médico.

A estenose diverticular sintomática do cólon é uma espécie de inflamação, potencialmente dolorosa, por causa de divertículos – pequenas bolsas que se formam na parede do sistema digestivo – ou hérnias. É mais comum em idosos e, se há estreitamento, pode exigir cirurgia.

A internação no hospital deve durar pelo menos cinco dias. O Vaticano não informou quanto tempo demorou o procedimento, que demandou anestesia geral do paciente. Uma equipe de dez profissionais acompanhou a operação, tendo à frente Sergio Alfieri, diretor do Gemelli e especialista em cirurgias no aparelho digestivo. O médico particular do papa estava na sala.

O anúncio causou surpresa porque Francisco participou pela manhã da tradicional oração do Angelus, na Praça São Pedro, no Vaticano, mas não mencionou a cirurgia. Para dezenas de fiéis que acompanharam a celebração, o pontífice argentino aparentava boa forma física e ainda anunciou que pretende viajar em setembro para a Hungria e a Eslováquia. Será a segunda viagem fora da Itália do líder religioso este ano - em março, ele visitou o Iraque.

Na semana passada, porém, o papa chegou a pedir aos fiéis que fizessem uma oração especial por ele. Francisco não especificou o motivo, mas pode ter sinalizado preocupação com a saúde: “O papa precisa da oração de vocês”, afirmou ao grupo na Praça São Pedro. “Sei que vocês vão fazer isso.”

Nos últimos dias, também havia sido informada a suspensão, pelo resto de julho, das audiências do papa com o público às quartas, sob a justificativa de uma pausa durante o verão.

Rotina intensa

Em geral, Francisco tem boa saúde, mas ele teve parte do pulmão removido quando era jovem e vivia na Argentina. Também sofre de ciática, que afeta a coluna e as pernas. Isso exige fisioterapia e, às vezes, cancelamento de aparições programadas.

Na última semana, ele teve agenda particularmente exigente, incluindo a celebração em homenagem a São Pedro e São Paulo e uma cerimônia especial para o Líbano. No dia 28, participou de longo encontro privado com o secretário de Estado americano, Antony Blinken.

Após um ano e meio de pandemia e agora com o avanço da vacinação pelo mundo, o papa tem se esforçado para ampliar a agenda de compromissos e viagens. “Não tenho medo da morte”, declarou Francisco a um jornalista argentino em um livro de entrevistas lançado em 2019. Disse ainda que, após perder parte do pulmão, nunca se sentiu cansaço ou limitação física.

Francisco foi eleito para liderar a Igreja Católica em 2013, após a saída de Bento XVI, o primeiro a renunciar ao posto em cerca de 600 anos. À época, Bento alegou fragilidades de saúde. Hoje ele tem 93 anos, vive recluso em um mosteiro no Vaticano e se desloca de cadeira de rodas.

Um hospital dos pontífices

O Hospital Gemelli, em Roma, é o centro médico onde os papas costumam tratar seus problemas de saúde. Francisco vai ficar internado no 10º andar, numa ala reservada para pontífices.

O papa João Paulo II – que sofreu vários anos com Parkinson e morreu em 2005 – passou tanto tempo nesse hospital que ele costumava se referir ao Gemelli, em tom de brincadeira, como um outro Vaticano.

Nesta semana, os acessos ao hospital ficarão vigiados por seguranças e policiais. No início da tarde de ste domingo, Francisco chegou ao local de automóvel, sem escolta, acompanhado do motorista e de um assistente próximo.

Agência Estado e Correio do Povo


São Paulo leva virada do Bragantino e segue sem vencer no Brasileirão


Aguirre lamenta empate no Itaquerão com o Corinthians: "perdemos dois pontos"


Em São Paulo, Fluminense usa contra-ataque e vence o Flamengo com gol no final


Presidente do Coritiba, Renato Follador morre de Covid-19 aos 67 anos


São José vira sobre o Mirassol e vence a primeira na Série C


Atlético-MG bate Cuiabá, engata 2ª vitória seguida e entra no G4


Inter sai na frente, mas cede empate para o Corinthians no Itaquerão



Roberto D'Aversa é o novo técnico da Sampdoria


Juventude perde para o Ceará por 2 a 0 em Fortaleza

Venezuela dá ultimato ao Covax: “Ou mandam as vacinas, ou devolvem o dinheiro”

 Maduro afirma que país pagou 120 milhões de dólares para integrar mecanismo da OMS para distribuir vacinas



O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, deu um ultimato ao Covax neste domingo após denunciar que o país fez todos os pagamentos pendentes sem receber vacinas para imunização contra a Covid-19.

“O sistema Covax falhou com a Venezuela. Nós o cumprimos, fazendo mágica para desbloquear os recursos que nos haviam bloqueado”, afirmou Maduro, garantindo que seu governo cumpriu com o pagamento dos 120 milhões de dólares exigidos pelo mecanismo da Organização Mundial da Saúde (OMS) para que países em desenvolvimento tenham acesso às vacinas.

“Dei instruções precisas à vice-presidente executiva e presidente da comissão presidencial contra a Covid (Delcy Rodríguez) para agir esta semana e dar um ultimato ao sistema Covax: ou eles nos enviam as vacinas ou nos devolvem o dinheiro! E nós, se eles nos devolverem o dinheiro, saberemos onde comprar porque já falamos com instituições mundiais e multilaterais para fazê-lo”, acrescentou em evento televisionado. “Chega de brincadeiras.”

No mês passado, em meio a uma polêmica que durou meses, Maduro pediu a seu homólogo americano, Joe Biden, o desbloqueio de US$ 10 milhões destinados a saldar a dívida da Venezuela. Esses fundos, segundo o governo chavista, foram congelados por um banco suíço para uma “investigação”. A Venezuela foi atingida por sanções financeiras lideradas por Washington, que dificultam seu acesso ao sistema financeiro internacional.

Ciro Ugarte, diretor de Emergências Sanitárias da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), órgão regional da OMS, havia se referido a esse saldo devedor, embora afirmasse que o processo de envio de vacinas à Venezuela está em andamento. “Não pode ser. Oito semanas com o dinheiro congelado. Se não é possível, se o sistema Covax diz que não pode, devolvam-nos o dinheiro”, insistiu Maduro neste domingo.

A Venezuela, com 30 milhões de habitantes, acumula mais de 276 mil casos de Covid-19 e cerca de 3,2 mil mortes, segundo dados oficiais – questionados por organizações como a Human Rights Watch, que considera a existência de uma subnotificação no país.

O processo de vacinação em massa tem sido lento na Venezuela. Maduro diz que aproximadamente 11% da população foi imunizada, embora a Opas relate que apenas cerca de 224 mil pessoas na Venezuela completaram o processo de duas doses com as vacinas russa Sputnik-V e chinesa Sinopharm, únicas disponíveis no país.

AFP e Correio do Povo

Vagas de emprego em Porto Alegre - 05.07.2021

 

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Confira as vagas que temos para você:

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Salário: R$1145 por mês

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Em meio a protestos, Chile escolhe intelectual indígena para liderar constituinte

 Com 96, dos 155 votos, Elisa Loncón conduzirá os trabalhos que resultarão no texto constitucional que substituirá o criado na ditadura Augusto Pinochet



Em meio a protestos nos arredores do antigo palácio legislativo de Santiago, o Chile implementou neste domingo, 4, sua Assembleia Constituinte e elegeu uma intelectual indígena de origem mapuche para presidir a elaboração da nova Carta do país. Com 96, dos 155 votos, Elisa Loncón conduzirá os trabalhos que resultarão no texto constitucional que substituirá o criado na ditadura Augusto Pinochet (1973-1990).

O início da sessão foi marcado por confrontos entre manifestantes que pediam o fim da repressão policial no país e a libertação de ativistas presos nos protestos de 2019, que culminaram com o plebiscito que resultou na eleição da Constituinte.

"Esta convenção constitucional é um sonho que transformará o Chile", disse a presidente da Assembleia após assumir o cargo. Segundo ela, o objetivo dos constituintes é representar a pluralidade do país e garantir à população direitos sociais e a proteção do meio ambiente. Elisa é uma das 17 parlamentares que ocupam os cargos reservados para os povos originários chilenos, dos quais os mapuche são os mais representativos. A vice-presidência da Constituinte ficou com o conservador Harry Jungersen.

A linguista chilena assumiu o cargo com um traje típico e portando a bandeira mapuche, e saudou os deputados em sua língua nativa. A maioria dos 155 constituintes não tem experiência política. Na eleição de maio, os partidos conservadores não conseguiram o objetivo de impedir a maioria de um terço que lhes permitiria vetar mudanças significativas no texto da atual Carta.

Do lado de fora do antigo prédio do Congresso chileno - hoje a sede do Poder Legislativo fica em Valparaíso - protestos organizados por grupos independentes, de esquerda e indígenas acabaram em confronto com os policiais. Alguns dos manifestantes tentaram invadir o prédio e passar pelas barreiras de segurança. A polícia reagiu.

Do lado de dentro, quando a sessão começou com todos cantando o hino nacional, houve apitos e gritos de alguns constituintes dizendo: "Sem mais repressão!". Eles se aproximaram da mesa onde haveria o juramento de posse e o clima de grande tensão e a cerimônia foi suspensa.

Em seguida, um grupo de constituintes, em sua maioria independentes, saíram às ruas para exigir que as forças especiais se retirassem da área, no centro da capital. Alguns deles, como a deputada Vale Miranda, de apenas 20 anos, tentaram negociar com a polícia o fim do bloqueio. Ela acusou os policiais de agressão.

Apesar da vitória de independentes e esquerdistas na Constituinte, o impasse indica que o Chile ainda se encontra polarizado depois dos protestos contra a desigualdade social que tomaram o país em 2019 e foram duramente reprimidos pelo governo de Sebastián Piñera.

Já a deputada Marcela Cubillos, representante da bancada de centro-direita, qualificou o confronto como um mau sinal. "Devíamos ter começado os trabalhos hoje, era um dia importante", lamentou.

A heterogeneidade dos membros que tomarão posse como constituintes, em sua maioria independentes com afinidades de esquerda e sem experiência em cargos públicos, aliada ao fato de nenhuma das listas de candidatos ter alcançado um terço dos votos que concede poder de veto, abre a esperança de que seja um órgão obrigado a alcançar acordos. Mas essa mesma diversidade de posições e origens alimenta o temor de que as discussões se arrastem e, finalmente, o texto não consiga atender às expectativas dos cidadãos.

A tensão já havia se instalado nos dias anteriores, por causa das petições de alguns dos constituintes. Na véspera, 60 constituintes assinaram uma carta exigindo garantias democráticas para a instalação da convenção, na qual reclamam, entre outros pontos, a libertação dos presos do levante social de 2019.

A Convenção terá nove meses - prorrogáveis por mais três meses - para redigir o novo texto, que será submetido a referendo de ratificação com voto obrigatório.

De acordo com o acordo político que deu origem ao processo, o órgão constituinte terá como único objetivo redigir a nova Carta Fundamental, sem afetar as competências e atribuições dos demais órgãos do Estado e não poderá alterar procedimentos para sua operacionalização e adoção de acordos. No fim deste ano, o Chile ainda terá eleições presidenciais.

Agência Estado e Correio do Povo

Confrontos entre o Exército e opositores deixam 25 mortos em Mianmar

 Ao menos 890 pessoas já morreram desde o golpe militar em 1º de fevereiro



Vinte e cinco combatentes e civis que se opõem à junta militar golpista foram mortos em confrontos com o Exército no centro de Mianmar, informaram moradores neste domingo (4), enquanto aumenta o número de civis que pegam em armas contra o regime após o golpe de 1º de fevereiro.

Desde o golpe militar que derrubou a líder civil Aung San Suu Kyi, o país mergulhou em distúrbios violentos que resultaram na morte de ao menos 890 pessoas, de acordo com uma ONG local.

Em algumas áreas, os civis se organizam em "grupos de defesa" para lutar contra a junta, na maioria das vezes usando rifles de caça ou armas caseiras.

A região de Saigaing (centro), em particular, está experimentando um aumento dos confrontos entre esses grupos e os militares. Na sexta-feira, os combates começaram no condado de Depayin.

Segundo moradores entrevistados pela AFP, soldados que chegavam em caminhões abriram fogo contra um vilarejo perto da selva na tentativa de desalojar membros do grupo local de defesa.

"Ouvimos disparos de artilharia 26 vezes", assegurou um morador. "Eles atiraram em tudo que se movia na estrada e na aldeia", acrescentou, destacando que vários civis estão entre as vítimas.

Os moradores esperaram até o dia seguinte para sair de suas casas em segurança e contar as vítimas, de acordo com outra testemunha, que ajudou a recolher os corpos ao redor de Depayin.

"Primeiro encontramos nove corpos que enterramos" no sábado, disse, acrescentando que outras oito vítimas foram encontradas por outra equipe. Neste domingo, oito novos corpos foram descobertos na região.

"Reparei que a maioria das vítimas foi morta com um tiro na cabeça", assegurou, uma observação confirmada à AFP por outra pessoa que participou dos enterros.

Segundo esta mesma fonte, a presença militar está aumentando na região, levando ao deslocamento de milhares de habitantes que temem um novo ataque.

A BBC, em sua versão em idioma birmanês, reportou um balanço semelhante de vítimas fatais.

A mídia estatal garantiu que soldados em patrulha foram emboscados. Segundo o jornal Global New Light of Myanmar, os soldados repeliram "terroristas armados" e posteriormente recuperaram "quatro morteiros e seis armas de fogo".

Em outro ataque na região de Sagaing, um membro das forças de segurança foi morto e as autoridades "estão trabalhando para estabilizar a região", segundo o jornal.

Apesar das ameaças de repressão, os manifestantes continuam a sair às ruas diariamente para desafiar o regime militar.

Neste domingo, em Sagaing, os residentes realizaram protestos curtos, fazendo a saudação de três dedos, um símbolo da resistência.

AFP e Correio do Povo


Em São Paulo, Fluminense usa contra-ataque e vence o Flamengo com gol no final

Segunda safra do feijão obtém bons resultados

 Colheita chegou ao fim com crescimento de 20% sobre o ano passado

A colheita da segunda safra de feijão do Rio Grande do Sul foi concluída na semana passada com o término dos trabalhos na região de Soledade. Técnicos da Emater/RS-Ascar e produtores demonstraram satisfação com o volume da produção e com os preços atuais.

“De modo geral, as condições de clima favoreceram a cultura, com chuva e sol na medida”, avalia o diretor técnico da Emater, Alencar Rugeri. Em relação à segunda safra de 2020, a estimativa é de um crescimento de quase 20% em volume, para 31,5 mil toneladas, e de 14% em produtividade, para 1.344 quilos por hectare. Já o preço médio da saca está em R$ 264,12, valor 1,12% maior que o  da semana passada (R$ 261,18) e 23,7% superior aos R$ 213,53 de média histórica para julho.

No caso de Soledade, a produtividade ficou um pouco abaixo da média prevista, com cerca de 1.300 quilos por hectare. “Muitas lavouras de feijão não são irrigadas e foram prejudicadas com a baixa precipitação na segunda florada (em meados de abril)”, explica o extensionista rural da região, Vivairo Zago.

Entre as regiões do Estado que conseguiram médias de produtividade maiores estão as de Ijuí e Frederico Westphalen, com volumes próximos a 1.500 quilos por hectare. 


Correio do Povo


Hermann admite ter “perfil” para novo treinador do Grêmio, mas nega contatos


Rússia volta a bater recorde de casos, enquanto a variante Delta preocupa


São Paulo leva virada do Bragantino e segue sem vencer no Brasileirão