Porto Alegre, Pelotas, Santa Maria, Canoas e Caxias superam média nacional de abstenções

 Capital atingiu 33,08% de ausências nas eleições deste domingo


As cinco cidades gaúchas que terão segundo turno para prefeito terão como desafio diminuir o número de abstenções no próximo dia 29 de novembro. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os municípios de Porto Alegre, Pelotas, Santa Maria, Canoas e Caxias do Sul ficaram com a taxa de abstenção maior que a média nacional, que foi de 23%.

O índice no Brasil foi pouco superior ao registrado no pleito presidencial de 2018 (20,3%), de acordo com o pelo presidente do TSE, Luís Roberto Barroso. O ministro comemorou o resultado deste ano, que ficou abaixo dos 25% esperados, em nível nacional. 

Segundo o TSE, Porto Alegre teve o maior número de abstenções no Estado, e também entre as capitais do País, com 33,08% dos eleitores aptos a votar não indo às urnas – o que representa que 358.217 pessoas não votaram no primeiro turno para as eleições municipais. Na capital gaúcha, a disputa pelo Executivo ficou entre os candidatos Sebastião Melo (MDB) e Manuela D'Ávila (PCdoB). 

Santa Maria foi o segundo município gaúcho que terá segundo turno com a maior proporção de ausências. A cidade da região central registrou 28,82% de abstenções, ou seja, 58.876 pessoas não saíram de casa para votar. No próximo dia 29, a disputa será entre o atual gestor municipal, Jorge Pozzobom (PSDB), e seu atual vice-prefeito, Sérgio Cecchim (PP). 

Em Canoas, na Região Metropolitana, a proporção ficou próxima, 28,22%, o equivalente a 70.750 eleitores. O município terá um segundo turno entre o ex-prefeito Jairo Jorge (PSD) e o atual chefe do Executivo, Luiz Carlos Busato (PTB). 

Já em Pelotas, 64.032 eleitores (26,58%) não votaram nesse último domingo. No município, quem disputa a Prefeitura são os candidatos Paula Mascarenhas (PSDB) e Ivan Duarte (PT). 

Caxias do Sul não contou com a presença de 82.724 (24,79%) pessoas para o primeiro turno das eleições municipais. O segundo turno será definido entre Pepe Vargas (PT) e Adiló (PSDB). 


Correio do Povo

Transmissão da sífilis em bebês pode ser resultado de pré-natal tardio

 


Evolução da doença pode atingir cérebro, meninges e medula espinhal

O controle da sífilis em recém-nascidos de mães com diagnóstico da doença requer adoção de estratégias complementares de saúde pública. Oferecer cuidado pré-natal não é suficiente para evitar complicações clínicas nos recém-nascidos de mães com a doença.

O alerta é de pesquisadores de três instituições sul-mato-grossenses: Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e Fundação Oswaldo Cruz, em estudo publicado na Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo.

A pesquisa recebeu financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento de Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

O estudo foi realizado no Hospital Universitário de Dourados (HU), em Mato Grosso do Sul, instituição responsável por 63,7% dos nascimentos ocorridos na cidade de Dourados, em 2017. Os pesquisadores acompanharam 63 mulheres em período de gestação que receberam o diagnóstico de sífilis. Elas fazem parte de um total de 199 casos confirmados de gestantes com sífilis atendidas pelo HU no período, sendo que 84% desses casos são de sífilis congênita, situação em que a bactéria Treponema pallidum, que causa a doença, passa de mãe para filho durante a gestação ou no momento do parto.

A partir do acompanhamento das 63 gestantes, os autores concluíram que o cuidado pré-natal não é suficiente para prevenir a transmissão da bactéria aos recém-nascidos e a evolução da infecção para a neurossífilis, complicações da doença quando a bactéria atinge o cérebro, meninges e medula espinhal. Apesar de 95,2% das mães terem recebido cuidados pré-natais, apenas 6 entre 10 iniciaram as consultas no primeiro trimestre de gravidez. O pré-natal tardio foi um dos determinantes para mais da metade (50,8%) dos nascidos terem necessitado de internação por complicações da sífilis.

Os resultados desse estudo indicam que o controle da neurossífilis continua sendo um desafio não resolvido e pode trazer impactos econômicos para o Sistema Único de Saúde (SUS). “O diagnóstico tardio da sífilis materna e o elevado número de recém-nascidos internados por complicações da doença aumentam os gastos do SUS. Para um controle mais eficaz da sífilis em gestantes, o tratamento da doença deve ser priorizado pelos gestores e profissionais de saúde”, ressalta a bióloga do Laboratório de Pesquisa em Ciências da Saúde da Universidade Federal da Grande Dourados, Simone Simionatto, autora principal da pesquisa. 

Obstáculos 

Além do diagnóstico tardio de sífilis em gestantes, outro gargalo está no acompanhamento inadequado de parceiros sexuais, fator que favorece a transmissão vertical do T. pallidum, da mãe para o bebê. Menos da metade dos parceiros das gestantes (46,8%) recebeu o tratamento com penicilina. Entre as gestantes, quase 20% não receberam doses do antibiótico. “Acreditamos que a dificuldade na adesão dos parceiros aos cuidados do pré-natal está relacionada às atividades laborais e ao nível de relacionamento afetivo com as gestantes”, ressalta Simone.

A baixa adesão do parceiro ao tratamento para sífilis, acredita a especialista, está atrelada à sua falta de conhecimento da doença, ao nível de instrução e ao não acompanhamento da parceira durante o pré-natal, deixando assim de receber informações importantes para o entendimento da necessidade de controle da doença. “A sífilis é uma doença com fases distintas. Algumas delas sem manifestação clínica, ou seja, o parceiro apresenta lesões que regridem em algumas semanas sem o tratamento, o que leva a crer em uma possível cura. No entanto, o parceiro permanece com a infecção e pode transmitir novamente a sífilis à gestante durante as relações sexuais desprotegidas”, acrescenta Simone Simionatto.

A droga de primeira escolha para o tratamento em todas as fases da sífilis é a penicilina, que pode ser usada na forma cristalina, procaína ou benzatina. Durante a gestação, a penicilina é a primeira escolha, por ser capaz de atravessar a barreira transplacentária. “A penicilina passou a ser o antimicrobiano de escolha para o tratamento, visto que o T. pallidum é extremamente sensível a essa droga, não havendo relatos de resistência bacteriana em mais de 60 anos de estudos. O tratamento para sífilis é disponibilizado pelo SUS, no entanto nos últimos anos os serviços de saúde sofreram com o desabastecimento mundial de penicilina”, lamenta a pesquisadora.

O estudo evidencia a relação entre vulnerabilidade social e comportamento sexual de risco como determinantes para ocorrência de sífilis. Entre as 63 pacientes participantes do estudo, mais da metade (55,6%) tiveram a primeira relação sexual abaixo dos 15 anos; 90,5% tiveram relações sexuais sem preservativos; 66,7% tinham menos de 30 anos; 63,5% não completaram o ensino fundamental; 82,5% se declararam não brancas; 66,7% são casadas; 65% estão desempregadas e 73% vivem com menos de um salário mínimo.

Apesar de os dados da pesquisa mostrarem que a sífilis atinge as camadas mais pobres, ela tem distribuição ampla em toda a população. “No entanto, em grupos mais vulneráveis como gestantes, indígenas, população privada de liberdade, mulheres profissionais do sexo, homens que fazem sexo com homens, as taxas de prevalência e incidência são mais frequentes”, aponta Simone.

Sífilis gestacional

A Organização Mundial da Saúde estima mais de 11 milhões de novos casos anuais de sífilis, sendo 90% deles em países em desenvolvimento, como o Brasil. A sífilis gestacional afeta aproximadamente 1,5 milhão de grávidas por ano no mundo.

Uma meta-análise mostra que uma entre quatro gestantes infectadas com T. pallidum sofrem aborto ou têm bebês natimortos; 12,3% dos bebês morrem logo após o nascimento e 12,1% nascem prematuros ou com baixo peso. A meningite causada pela infecção bacteriana em bebês pode causar hidrocefalia, isquemia e infarto do cérebro ou medula espinhal. As manifestações da neurossífilis também podem comprometer o desenvolvimento neuropsicomotor do recém-nascido e, nos casos mais graves, levar à morte.

O diagnóstico precoce de sífilis durante a gestação reduz o tempo de exposição do feto ao T. pallidum, diminuindo as chances de transmissão e complicações na gestação. Melhorar a qualidade dos serviços de saúde, afirma Simone Simionatto, é importante para o controle efetivo da doença, reduzindo os gastos com o tratamento e a internação dos bebês. Segundo ela, estudos como esse podem auxiliar na implementação de estratégias de saúde pública para o controle mais efetivo da enfermidade.

“Uma vez que vários fatores foram associados ao T. pallidum entre as mulheres, provavelmente várias abordagens poderiam contribuir para reduzir as taxas dessa infecção. Uma alternativa para reduzir a prevalência da sífilis seria concentrar esforços no acompanhamento dos casos positivos e na eficácia do tratamento, bem como do tratamento dos parceiros sexuais. Assim, os programas de rastreamento podem ser uma abordagem preventiva essencial. Estudos têm demonstrado que o rastreamento regular (a cada três ou seis meses) em grupos de alto risco para adquirir IST pode contribuir para a redução da incidência de sífilis”, sugere Simone.

Prevenção

O uso correto e regular da camisinha feminina e/ou masculina continua sendo um dos principais aliados na prevenção da doença. Até o momento não há relatos de doenças ou condições genéticas que predisponham o indivíduo ao desenvolvimento da sífilis. “O que se tem relato são os casos de coinfecção de HIV e sífilis, onde os pacientes com HIV podem evoluir para as formas graves da doença. As altas taxas de sífilis podem ser um risco potencial para a propagação de outras ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis), incluindo HIV, durante o sexo desprotegido”, orientou a pesquisadora.

A chance de transmitir o HIV aumenta cinco vezes se um dos parceiros tiver uma IST ulcerativa como a sífilis, por exemplo. As lesões de sífilis contêm uma abundância de linfócitos, o que torna a infiltração do HIV mais recorrente. “Além disso, a imunossupressão causada pelo HIV pode favorecer a evasão dos mecanismos de defesa do hospedeiro pelo T. pallidum”, conclui Simone.


Agência Brasil e Correio do Povo

Capacete Gladiator RPM Mixs Preto e Vermelho - Tam. 62


O Capacete Mixs, foi confeccionado para que você ande com segurança e conforto. Desenvolvido em casco de resina termoplástica ABS, ele vem com exclusivo designer no qual amplia o campo de visão e melhora a visibilidade do piloto. Além disso, ele tem sistema de ventilação com entrada de ar e cinta jugular com engate rápido.




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Mourão diz que Bolsonaro ''não entrou de cabeça'' em eleições

Vice-presidente afirmou que partidos de centro tradicionais foram os grandes vencedores no pleito municipal

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta segunda-feira que os partidos de centro tradicionais foram os vencedores desta eleição. "Não fiz nenhuma análise aprofundada, mas os partidos de centro tradicionais foram os grandes vencedores", disse. 

Segundo Mourão, o presidente Jair Bolsonaro "não entrou de cabeça nessa eleição" e que apoiou "muito pouco" alguns candidatos. "Não pode se debitar nada com relação ao presidente Bolsonaro porque ele não entrou de cabeça nessa eleição. Ele apoiou alguns candidatos, muito pouco. Vocês sabem que o Presidente está sem partido. Sem uma estrutura partidária fica difícil você participar de uma eleição". 

Urnas eletrônicas

Mourão afirmou que o processo eleitoral brasileiro é "muito bom" e que não se pode comparar com sistema norte-americano. 

"Vocês não podem comparar o nosso processo eleitoral com o processo eleitoral americano. Já viu um cédula do americano? Eles não votam só para eleger como foi ontem para prefeito e vereador. Eles votam para eleger o diretor da escola, vota para ver se vai aumentar o imposto para construir um hospital. E tem uma série de itens que uma urna eletrônica eu acho que não daria certo. São processos diferentes. Mas o nosso processo é um processo muito bom", afirmou.

Ao ser perguntado sobre a lentidão na apuração realizada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Mourão disse que houve uma mudança na forma de apuração, mas não há problema nenhum. 

"Acho que talvez teve um probleminha ali de modus operandi e depois foi embora e está tudo apurado. Problema nenhum", afirmou.

R7 e Correio do Povo 

Menor colégio eleitoral elege prefeito por diferença de 18 votos

Município de Araguainha (MT) tinha 1.001 eleitores aptos a votar nesse domingo



A eleição do novo prefeito de Araguainha, município com menor colégio eleitoral do país, foi definida pela diferença de apenas 18 votos. No domingo, os eleitores da Araguainha, cidade localizada a 471 quilômetros da capital mato-grossense, Cuiabá, elegeu o candidato do PSL, Chiquinho. Ele recebeu 464 votos e derrotou o atual prefeito, Silvinho (DEM), que ficou com 446 votos.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)  o município tem 946 habitantes, e 1.001 eleitores estavam aptos a votar na eleição deste domingo. O número de eleitores de Araguainha contrasta com o da cidade de São Paulo, município com maior colégio eleitoral no país. Na capital paulista, estavam aptos a votar 8.986.687, número que supera individualmente o eleitorado de 21 estados brasileiros e do Distrito Federal.

Após o fechamento das urnas, a totalização dos votos foi finalizada pouco depois das 19h10min, segundo dados da página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No final da apuração, Chiquinho teve 50,99% dos votos, contra 49,01% de Silvinho, o segundo colocado.

Com a vitória de ontem, Chiquinho devolveu a derrota para Silvinho nas eleições municipais de 2016. Na ocasião, Chiquinho recebeu 364 votos, o que representou 41,04% dos votos válidos, contra 523 de Silvinha, que terminou o pleito com 58,96% dos votos válidos.

O prefeito eleito tem 46 anos e é solteiro. Ao TSE, ele disse que tem ensino superior incompleto e que trabalha como motorista particular. Chiquinho declarou ter patrimônio no valor de R$ 197 mil. Adiel, do Republicanos, é o vice-prefeito.

Na eleição deste ano em Araguainha, apenas duas pessoas votaram em branco (índice de 0,21%) e 21 anularam o voto (2,25%). O índice de abstenção foi de 6,79%, com 68 eleitores que não compareceram à votação. Os eleitores elegeram ainda nove vereadores.


Agência Brasil e Correio do Povo 

São José perde para o Boa Esporte e se complica na Série C

 Derrota fora de casa por 1 a 0 deixa Zequinha a dois pontos da zona de rebaixamento

O São José se complicou de vez na Série C do Brasileirão. Jogando fora de casa, a equipe foi derrotada pelo Boa Esporte pelo placar de 1 a 0 na tarde desta segunda-feira e, faltando três rodadas para o fim da primeira fase, ficou muito perto da zona de rebaixamento para a quarta divisão nacional. 

O São José atuou durante toda a segunda etapa com um jogador a menos, após expulsão de Marcão, no fim do primeiro tempo. Com 10, não conseguiu segurar os donos da casa. O único gol da partida foi marcado por Jefferson, garantindo a vitória da equipe mineira. 

Por se tratar de um confronto direto, o Zequinha se complicou e viu o rival se aproximar na classificação do grupo B da competição. O São José ocupa a 8ª posição, primeira fora da zona de rebaixamento, com 16 pontos. Logo atrás vem o próprio Boa Esporte, que deixou a lanterna com a vitória e subiu para 9°, com 14, faltando três rodadas para o fim.

O São José volta a campo no domingo, para enfrentar o Londrina, no estádio Francisco Noveletto, às 15h. Um dia antes, às 16h, o Boa Esporte encara o Ituano, no Novelli Junior.


Correio do Povo

Rio terá uma Câmara repleta de vereadores do PSol

 “ 'Parabéns' aos eleitores cariocas envolvidos no espetáculo de omissão. As gerações futuras é que pagarão o preço da falta de engajamento político dos cidadãos."





Fonte: https://www.facebook.com/story.php?story_fbid=1817141868452367&id=522420381257862

Vírus mortal encontrado na Bolívia é transmissível entre humanos

 Com cinco casos durante todo ano passado, infecção causa febre hemorrágica com sintomas semelhantes aos do ebola


Um vírus encontrado na Bolívia que causa febre hemorrágica com sintomas semelhantes aos do ebola pode ser transmitido entre humanos, afirmam pesquisadores do CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) dos Estados Unidos, em uma publicação divulgada nesta segunda-feira.

No documento, que faz parte do relatório anual da ASTMH (Sociedade Americana de Medicina Tropical e Higiene), os cientistas detalham evidências de que o mammarenavírus de Chapare se espalhou entre profissionais de saúde no país em 2019.

"Nosso trabalho confirmou que um jovem residente médico, um médico de ambulância e um gastroenterologista contraíram o vírus após encontros com pacientes infectados — e dois desses profissionais de saúde morreram mais tarde", disse Caitlin Cossaboom, epidemiologista da Divisão de Patógenos e Patologia de Alta Consequência do CDC.

O grupo diz acreditar que fluidos corporais podem carregar o vírus. Ao menos cinco casos da febre hemorrágica causada pelo vírus de Chapare foram registrados no ano passado perto da capital La Paz.

Até então, o único registro desse vírus datava de 2004, justamente na província que lhe deu o nome, a cerca de 600 km a leste de La Paz.

O surto do ano passado deixou autoridades sanitárias locais e regionais em alerta. Pesquisadores do CDC e da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) imediatamente viajaram à Bolívia atrás de mais informações sobre o vírus mortal.

Eles constataram que o Chapare é da família dos arenavírus, que incluem outros patógenos perigosos, como o vírus Lassa, que mata milhares de pessoas todos os anos na África Ocidental, e o vírus Machupo, que também já atingiu a Bolívia e provocou mortes.

No Brasil, um caso de morte por arenavírus (chamado de Sabiá) foi identificado no ano passado. 

Os sintomas da infecção pelo vírus estudado são semelhantes aos do vírus ebola: febre, dores abdominais, vômitos, sangramento nas gengivas, erupção cutânea e dor atrás dos olhos.

Como não há tratamento específico, os pacientes recebem suporte, na esperança de que o corpo consiga se defender do vírus.

Origem

Os pesquisadores tentam agora descobrir qual é o hospedeiro primário do vírus. Algumas provas genéticas compararam o RNA encontrado em humanos com o de roedores, mostrando grande semelhança com a espécie Oligoryzomys microtis.

Esses ratos analisados foram encontrados perto da casa do primeiro paciente do surto de 2019, um trabalhador agrícola que também morreu.

Entretanto, não houve como comprovar, até o momento, que os roedores eram capazes de transmitir o vírus.

Cientistas acreditam que o vírus Chapare esteja circulando na Bolívia há vários anos, mas os pacientes infectados podem ter sido erroneamente diagnosticados como portadores de dengue, uma doença comum na região e que pode produzir sintomas semelhantes.


R7 e Correio do Povo

Criminosos exploram ingenuidade de usuários para aplicar golpes pelo Pix

 Ferramenta de pagamentos instantâneos criada pelo Banco Central entra efetivamente em vigor nesta segunda-feira


O Pix, ferramenta de pagamentos instantânea criada pelo Banco Central, entra efetivamente em vigor nesta segunda-feira. A partir desta data, os usuários que se cadastrarem poderão realizar transferências 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive feriados, em questão de segundos.

Segundo o engenheiro de software e CEO da BugHunt, a primeira plataforma de Bug Bounty do Brasil, Caio Telles, o sistema é protegido pelas mesmas soluções de segurança do Sistema Financeiro Nacional utilizadas atualmente, que também servem para TEDs e DOCs, além de contar com as camadas de segurança para autenticação oferecidas pelos próprios bancos, como biometria e reconhecimento facial.

Apesar disso, o especialista alerta que ainda é possível haver fraudes e golpes usando o Pix como isca. "A tendência é que ocorram tentativas de golpes e fraudes explorando as pessoas, e, por ser um serviço novo para todos, existe um risco direto associado."

O head de cibersegurança da Compugraf, provedora de soluções de segurança da informação e privacidade de dados, Denis Riviello, explica que, em uma técnica chamada phishing, os cibercriminosos tentam atrair os usuários por meio de e-mails fraudulentos.

"Muito se falou sobre golpes na fase de pré-cadastro do Pix, que se encerra nesta segunda-feira, mas é preciso lembrar que podem ocorrer tentativas de golpes também quando o sistema já estiver em operação. O usuário pode receber um e-mail de um suposto banco, por exemplo, pedindo para que ele confirme suas credenciais", afirma Riviello.

A partir daí, o fraudador consegue ter acesso não só dados pessoais da vítima, como também de logins salvos em seu computador, e pode usar destas informações para aplicar golpes utilizando uma técnica chamada engenharia social. "Se você usar a mesma senha para diversos provedores, por exemplo, ele pode utilizá-la para tentar entrar na sua conta bancária, por exemplo", explica.

Outro golpe possível, de acordo com Riviello, é o envio de e-mails fraudulentos com QR codes. "O usuário pode receber um e-mail de uma pessoa se passando pelo Governo Federal, por exemplo, alegando que ela não pagou uma conta, e pedindo para que ele escaneie o QR code para quitar o pagamento."

"Apesar de ser mais difícil alguém cair em um golpe como este, pois antes de a transição ser validada, o aplicativo da instituição financeira exibe o nome do destinatário, ainda é uma coisa que acontece. É preciso, portanto, ter muita atenção", alerta.

Para não ser vítima deste tipo de golpe, Riviello orienta ainda que as pessoas instalem soluções de segurança em seus computadores, e sobretudo, se informem. "Os bancos vivem alertando para o fato de que não mandam e-mail, então se você receber algum e-mail de uma suposta instituição financeira, pode ter certeza de que se trata de uma armadilha."


R7 e Correio do Povo

Carro é lançado sobre espelho d'água do Ministério da Justiça

 Polícia Federal assumiu a investigação do caso


Um carro foi jogado sobre o espelho d'água do Ministério da Justiça, em Brasília, no fim da noite deste domingo. A Polícia Federal (PF) assumiu a investigação do caso. Havia um pedaço de madeira segurando o pedal do acelerador, segundo a Polícia Militar do Distrito Federal. Quando os militares chegaram ao local, por volta de 0h30, não havia ninguém próximo ao veículo.

Nenhum suspeito foi preso até a publicação desta nota e circunstâncias do episódio ainda são desconhecidas. A Polícia Militar isolou a área e a Superintendência da Polícia Federal no DF assumiu a investigação. A sede do Ministério da Justiça funciona normalmente nesta segunda. O prédio fica na Esplanada dos Ministérios, na capital federal, próximo ao Congresso e ao Palácio do Planalto.


Agência Estado e Correio do Povo