Caixa inicia semana de novos pagamentos do auxílio; confira calendário completo


Nesta segunda-feira (17), trabalhadores nascidos em setembro receberão mais uma parcela do benefício
semana começa com mais uma série de depósitos feitos pela Caixa Econômica Federal, referentes ao auxílio emergencial . O dinheiro será creditado para três grupos de trabalhadores inscritos pelo aplicativo ou pelo site do banco, mas os saques ainda não serão permitidos. Apenas as movimentações pelo app Caixa Tem estarão liberadas. Nesta terça-feira, começarão também os pagamentos do Bolsa Família, neste caso, já com direito a retiradas em espécie.
Além disso, de hoje até sexta-feira, os trabalhadores que fazem aniversário em novembro e dezembro e tiveram suas contas poupanças sociais digitais bloqueadas por suspeitas de fraude poderão comparecer ao banco com um documento de identidade para fazer o desbloqueio .
Nesta segunda-feira, o banco vai depositar o auxílio para os nascidos em setembro. Na próxima quarta-feira (dia 19), será a vez de os nascidos em outubro receberem o crédito em suas contas poupanças sociais digitais. Na próxima sexta-feira (dia 21), serão contemplados os que fazem aniversário em novembro.
Nos três casos, porém, ainda não será possível retirar o dinheiro nem fazer transferências bancárias. Isso quer dizer que, por enquanto, o valor estará disponível apenas para a quitação de contas e o pagamento de compras por cartão de débito virtual ou QR Code (aproximando o celular da maquininha do estabelecimento comercial), via Caixa Tem. Os saques somente estarão autorizados em 5 de setembro (nascidos em setembro) e 12 de setembro (nascidos em outubro e novembro).
Vale destacar que neste grupo há pessoas à espera da primeira, da segunda, da terceira ou da quarta parcela. Bolsa Família
No caso do  Bolsa Família , a Caixa já vai pagar a quinta parcela a todos os beneficiários a partir de amanhã (dia 18). Esses pagamentos serão feitos até o dia 31 de agosto, de acordo com o final do Número de Identificação Social (NIS) — ou seja, um grupo por dia. Os primeiros serão de de NIS com final 1.
O governo federal já declarou que estuda a possibilidade de pagar mais parcelas do benefício, mas com valor mais baixo, de R$ 200. A proposta, porém, dependerá de tramitação no Congresso Nacional. FGTS
No caso do saque emergencial de até R$ 1.045 do FGTS , os nascidos em março poderão sacar o dinheiro no próximo sábado (dia 22). A quantia foi depositada em 13 de julho.

Fonte: economia.ig - 17/08/2020 e SOS Consumidor

Mais de 40 milhões de brasileiros querem trabalhar mas não conseguem, diz IBGE

por Thais Carrança
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País tem 12,9 milhões de desempregados e outros 28 milhões que não buscam emprego, mas gostariam de trabalhar
A taxa de desemprego chegou a 13,7% na quarta semana de julho, com 12,9 milhões de desocupados, 3 milhões a mais do que na primeira semana de maio, quando a taxa de desocupação estava em 10,5%.

Os números são da pesquisa Pnad Covid-19, que busca identificar os efeitos da pandemia no mercado de trabalho e na saúde dos brasileiros.
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) considera como deseocupados apenas os trabalhadores que procuraram ativamente por uma vaga de emprego.
Outros 28 milhões de brasileiros gostariam de trabalhar, mas foram considerados fora da força de trabalho na semana de 19 a 25 de julho, por não terem buscando ativamente uma ocupação.
Desse contingente, 18,5 milhões disseram que não procuraram trabalho por causa da pandemia ou por não encontrarem uma ocupação na localidade em que moravam.
Assim, o país somava na quarta semana de julho mais de 40 milhões entre pessoas oficialmente consideradas desempregadas e aquelas que gostariam de trabalhar, mas não buscaram ocupação por algum motivo, dentre eles, a pandemia.
Esse cotingente de pessoas chegou a 40,9 milhões na quarta semana de julho, comparado a 40,3 milhões na semana anterior e 36,9 milhões no início de maio, quando começou a série histórica da Pnad Covid. Assim, desde maio, são 4 milhões de pessoas a mais que gostariam de trabalhar e não conseguem, um aumento de 11%.
“Apesar de os indicadores econômicos mais recentes apontarem para uma recuperação mais rápida da atividade do que a prevista inicialmente, os efeitos adversos da crise no mercado de trabalho tendem a persistir durante algum tempo”, observam Maria Andreia Lameiras e Marco Antônio Cavalcanti, pesquisadores do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
Segundo Lameiras e Cavalcanti, mesmo que a ocupação se recupere gradualmente ao longo dos próximos meses, a taxa de desemprego deve permanecer alta, pressionada pelo movimento de retorno à força de trabalho de parcela dos trabalhadores que deixaram de procurar emprego por conta da pandemia ou por terem alguma renda garantida pelo auxílio emergencial.
Na semana de 19 a 25 de julho, a população ocupada somava 81,2 milhões, estatisticamente estável em relação à semana anterior (81,8 milhões), mas uma queda em relação ao início de maio (83,9 milhões).
Os afastados do trabalho devido ao distanciamento social caíram a 5,8 milhões na quarta semana de julho, ante 6,2 milhões na semana anterior e 16,6 milhões no início de maio.
Com isso, os afastados do trabalho passaram a representar 7,1% da população ocupada, contra 19,8% no início de maio.
Ainda dentro da população ocupada, 8,3 milhões seguiam trabalhando remotamente na quarta semana de julho, contra 8,2 milhões na semana anterior e 8,6 milhões no início de maio.
O nível de ocupação, percentual de pessoas efetivamente ocupadas entre aquela em idade de trabalhar, chegou a 47,7% na semana de 19 a 25 de julho, comparado a 48% na semana anterior e 49,4% no início de maio.
A taxa de informalidade chegou a 33,5% na quarta semana de julho, ligeiramente acima da semana anterior (32,5%), com 27,2 milhões de pessoas trabalhando de forma informal ao fim do mês passado.
“Vimos na divulgação da semana passada que essa população tinha caído. É uma força de trabalho que oscila bastante nessas comparações curtas. As pessoas entram e saem da força de trabalho com muita facilidade. Com mais facilidade que a população ocupada, que é formalizada”, afirmou a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira.
Entre os informais estão os empregados do setor privado e trabalhadores domésticos sem carteira; empregadores e trabalhadores por conta própria que não contribuem
SAÚDE
Ainda conforme a pesquisa, 13,3 milhões de pessoas apresentavam pelo menos um dos 12 sintomas associados à gripe (febre, tosse, dor de garganta, dificuldade para respirar, dor de cabeça, dor no peito, náusea, nariz entupido ou escorrendo, fadiga, dor nos olhos, perda de olfato ou paladar e dor muscular) na quarta semana de julho.
Dessas, cerca de 3,3 milhões buscaram atendimento médico. Desse total, 159 mil ficaram internadas em algum hospital. No início de maio, quando a pesquisa começou, 26,8 milhões relataram algum sintoma gripal.
Fonte: Folha Online - 14/08/2020 e SOS Consumidor

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A ARMADILHA PERFEITA - 17.08.2020

por Abrahão Finkelstein  - Primeira parte

A armadilha é mortal e nós estamos presos nela. O aparato estatal tornou-se um fim em sí mesmo que foi aos poucos, e aos muitos, corrompendo, alterando e capturando as funções do Estado, servindo-se dele em benefício próprio.


     A força de trabalho da nação - acuada e extorquida pela pilhagem dos que ostentam mandatos, cargos, funções, sinecuras, direitos adquiridos, foro privilegiado, altos salários, gratificações, estabilidade, aposentadorias até após a morte - geme e sangra. Às vezes vai às ruas e protesta.



     O imoral e escandaloso assalto aos cofres públicos, perpetrado pelos verdadeiros donos do país cuja filosofia de vida é "Mateus Primeiro os Meus", faz beiçinho e ameaça não brincar mais se forem contrariados. Eles têm o poder de parar o país, trancar projétos, desprezar urgências e mitigar necessidades. Com eles é assim: Ou dá, ou desce.



     Debruçados sobre o cadáver insepulto de nossas expectativas, fazemos o que podemos. Produzimos artigos, nos mobilizamos nas redes sociais, protestamos e sonhamos em viver novamente num país normal. Mas como? se a armadilha foi construida para ser indestrutivel? Pois é desse material - democracia - que ela foi feita passo a passo, com aplicação e zelo.

     As corporações, incansáveis na busca de mais e mais benefícios para sí próprios, agem sem constrangimento junto aos poderes da República. Nem o presidente pode fazer algo pois está preso nessa armadilha como todos nós. Muitos de nossos representantes se julgam donos do mandato que o povo lhes conferiu. Eleitos, representam agora a sí mesmos. Nos traem diariamente em benefício do partido ou deles próprios.



     Então, metaforicamente, temos algo parecido com um grande bolo de noiva, cuja massa bem socada, é um povo que luta, luta e não chega nunca, cozido em fogo lento, e depois enfeitado com marron glace na parte superior para os mais iguais e com açucar mascavo na de baixo, servido aos pagadores de impostos, cidadãos de segunda classe que sustentam essa gigantesca cornucopia de privilegios do andar superior.



Tudo muito democrático, tudo muito sórdido, tudo muito canalha e tudo muito difícil de engolir.



Como sair desta?*


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AHMI BABY BOX


Associação dos Amigos do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas lança projeto AHMI Baby Box, que visa beneficiar mães e bebês carentes com kit de itens essenciais



Os primeiros três meses de vida de um bebê são muito importantes para o seu desenvolvimento e essa também é a fase em que é preciso proporcionar uma noite de sono segura em que o bebê se sinta acolhido em seu próprio berço. Inspirado em um projeto europeu, a Associação dos Amigos do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas criou a AHMI Baby Box, com o objetivo de beneficiar 60 mães e bebês carentes por mês com uma caixa maternidade que contém enxoval para o bebê, kit higiene para o bebê, kit higiene para a mamãe e acompanha uma cesta básica.



A caixa tem um colchão na base para se transformar no primeiro berço do bebê. Este modelo é inspirado no kit maternidade entregue pelo governo da Finlândia, criado em 1938, para combater as altas taxas de mortalidade nos primeiros meses de vida. Pesquisas relatam que a iniciativa ajudou o país a alcançar uma das mais baixas taxas de mortalidade infantil do mundo.



Neste mês de agosto, a AHMI dará início ao seu projeto piloto AHMI Baby Box, beneficiando as primeiras 60 mães e bebês dentro do projeto De 0 a 3. A ação foi desenvolvida para que as crianças nascidas no hospital, em situação de extrema vulnerabilidade, tenham a oportunidade de um começo de vida com equidade, pois sabemos que o desenvolvimento da criança está diretamente ligado às suas primeiras experiências. Assim como no país de origem da ideia, a Associação quer estabelecer a iniciativa no Brasil permanentemente. Para esta primeira doação, a AHMI conseguiu arrecadar o valor suficiente para compor as 30 caixas somente com doações de pessoas físicas.



O programa de 0 a 3 partiu da identificação de uma necessidade muito grande da população. Segundo a presidente da AHMI, Deise Maria Ramos Cunha, com a pandemia Porto Alegre sofreu com um crescimento na vulnerabilidade social. “É um projeto ambicioso, mas extremamente importante. A ideia é garantir o mínimo para a sobrevivência desses bebês que estão nascendo em nossa maternidade”, enfatiza.



Para dar continuidade ao projeto a Associação dos Amigos do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas busca apoio através de patrocínios, da contratação da mensalidade no Clube De 0 a 3 e de doações esporádicas da comunidade. Para doar, entre em contato através do site www.ahmi.org.br, pelo e-mail contato@ahmi.com.br ou no telefone (51) 99593-2441.



Sobre o projeto De 0 a 3

O projeto De 0 a 3 surgiu com o propósito de impactar a vida das famílias beneficiadas e oferecer segurança e acolhimento aos bebês desde o nascimento, e prevê três meses de atendimento com os itens básicos. Serão fornecidos na alta hospitalar uma AHMI Baby Box com enxoval para o bebê, Kit higiene para o bebê, kit higiene para a mamãe e uma cesta básica. No segundo e terceiro mês de vida do bebê o projeto fornecerá kit higiene para o bebê e uma cesta básica, totalizando 43 produtos para higiene, 39 produtos no enxoval e 48 produtos de cesta básica.



Sobre a AHMI:

A Associação dos Amigos do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas (AHMI) é uma entidade jurídica de direito privado, sem vínculo político, partidário ou fins lucrativos, totalmente voltada ao voluntariado. Fundada em 2006, é formada por pessoas que têm em comum o carinho pelo hospital e a atenção aos pacientes que o utilizam. A AHMI busca ajudar na manutenção dos serviços de saúde prestados às crianças, adolescentes e mulheres do município de Porto Alegre, da região metropolitana e de outras cidades do Rio Grande do Sul.



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IGUALDADE DE OPORTUNIDADES


Esse tipo de argumento quase sempre procura fazer uma associação direta entre a defesa de políticas públicas ligadas à responsabilidade fiscal, regras de concorrência e respeito às liberdades individuais de um lado, e a narrativa de que aquela defesa despreza a situação de vulnerabilidade dos mais pobres numa sociedade, de outro lado.

O que o argumento acima parece desconsiderar é a base real das políticas públicas adotadas no Brasil nas últimas décadas, muito longe de refletir o pensamento liberal clássico ou mesmo o que se entende por neoliberalismo.

No período militar, de 1964 a 1985, o domínio foi dos planos nacionais de desenvolvimento coordenados e executados pela máquina estatal, numa economia pouco aberta ao exterior e altamente dependente do investimento público. Nada mais afastado do que o pensamento liberal defende.

No atual período democrático, passamos a viver sob o regime da Constituição de 1988, a chamada “Constituição cidadã”, na qual ficou expresso não só uma série de largos direitos que o cidadão deveria esperar serem garantidos pelo Estado, mas também uma definição detalhada de funções e políticas que deveriam expressamente ser executadas pelos diferentes níveis de governo.

Mesmo com diferentes orientações nos governos que se seguiram a 1988, a diretriz constitucional se materializou em gastos públicos e carga tributária total crescentes (com desonerações fiscais igualmente crescentes), além da continuidade de um Estado brasileiro fortemente regulador dos mercados privados.

Talvez um ponto justo de crítica com o pensamento liberal no Brasil, que também assumo como autocrítica, é a demora para se colocar o tema da desigualdade de renda como preocupação central da política econômica e do conjunto das políticas públicas por quem defende o liberalismo econômico.

O que parece descabido no debate sobre o nível de desigualdades sociais no Brasil é imputar ao liberalismo o resultado de décadas de práticas de políticas públicas completamente dissociadas da recomendação liberal.

Mas há conexão entre liberalismo e desigualdade de renda?

O pensamento econômico liberal compreende uma evolução e uma variedade bastante diversificada na literatura.

Há o liberalismo econômico clássico de Hume, Smith e Ricardo, e seus seguidores no século XVII e XVIII, a escola austríaca de Mises (1881-1973) e os seguidores da escola de Chicago de Milton Friedman (1912-2006) que, a partir da década de 80 e 90, ficaram conhecidos como “o pensamento neoliberal”.

Muito embora existam diferenças de estruturas de pensamento entre diferentes representantes do pensamento liberal, um traço comum é que há uma parte da desigualdade de renda que é aceita e que reflete um sistema saudável de recompensas pelos diferentes esforços e pela competição dos indivíduos para a geração e distribuição de bens e serviços. É aquela parte da desigualdade que se explica pelo mérito e pelo esforço do indivíduo.

Por outro lado, intervenções sistemáticas do Estado que alteram os incentivos para a alocação de trabalho e capital podem aumentar de maneira indesejada as desigualdades de renda, ao invés de diminuí-las.

Mais grave ainda são as intervenções que, sob o pretexto de introduzirem estímulos para indivíduos ou grupos econômicos, criam mais concentração de renda. São exemplos os subsídios fiscais que tendem a ser alocados para grupos com maior poder de pressão, não raro exatamente aqueles que já têm maior poder econômico.

Que desigualdades então devem ser objeto da ação pública, segundo boa parte do pensamento liberal?

O primeiro conjunto é o universo de intervenções públicas que vão no sentido de criar privilégios justamente para aqueles já têm maior poder econômico e político. É o que Luigi Zingales chama de “capitalismo de compadrio” no seu livro Capitalismo para o Povo. Evitar e combater os privilégios é o melhor que se pode fazer.

O segundo conjunto exige a ação do Estado, direta ou indiretamente, para que indivíduos, ao nascer e ao longo de sua vida, tenham condições de desenvolvimento de suas capacidades humanas, independente da condição material de suas famílias.

É a busca pela igualdade mínima de oportunidades de saúde, educação, segurança física e emocional, que poderá aumentar não só o desenvolvimento do capital humano de uma nação, mas também permitirá que o bom funcionamento dos mercados gere desigualdades de renda que fiquem mais restritas às diferentes distribuições de esforços e talentos dos indivíduos e empresas.

De um ponto de vista mais moderno do liberalismo, John Rawls expressa bem a busca pela compatibilização das liberdades individuais, a igualdade de oportunidades e o senso de comunidade.

Ao longo de Uma Teoria da Justiça (1971), Liberalismo Político (1993) e O Direito dos Povos (1999), Rawls procura mostrar como é possível haver um contrato social no qual se respeite as liberdades individuais, o funcionamento de mercados concorrenciais e uma preocupação legítima e louvável com os mais desfavorecidos na sociedade.

Mais do que isso, Rawls enxerga nesta última preocupação a essência da preservação de uma sociedade livre.

Uma agenda liberal para a redução das desigualdades no Brasil

É perfeitamente compatível uma agenda de preservação das liberdades individuais e econômicas, com respeito às regras de mercado, e a priorização de políticas públicas para a redução da pobreza e das desigualdades sociais.

Como comentamos em artigos recentes aqui ( “A captura do Estado e a desigualdade de renda no Brasil” e “O oásis do funcionalismo público brasileiro”), deveríamos começar o combate às desigualdades evitando que o Estado brasileiro as aprofunde.

São inúmeros exemplos onde a política tributária, educacional e um amplo conjunto de gastos públicos privilegiam justamente os mais favorecidos no Brasil. O que isso tem de liberalismo econômico? Nada.

Parar de fazer a coisa errada e dar tratamento igual aos iguais já é um primeiro passo importante. Mas é preciso ir além.

É preciso direcionar os maiores esforços do Estado para aqueles que mais precisam. Se educação, saúde e moradia de boa qualidade são importantes para o desenvolvimento de qualquer cidadão, são ainda mais importantes para aqueles que não tiveram a sorte de nascer numa família estruturada e com boas condições financeiras.

Além disso, o desenho de políticas públicas que melhoram o acesso ao desenvolvimento humano não depende apenas de mais recursos. Como também já mostramos nos artigos aqui citados, falta ao país introduzir a prática sistemática de avaliação de resultados das políticas públicas.

Nosso maior problema não é o de poucos recursos para a educação, saúde e seguridade social, por exemplo. O problema mais grave é que raros são os programas que são avaliados periodicamente e ainda mais raros aqueles que sofrem modificações por insuficiência de desempenho.

Enquanto temos uma das mais altas cargas tributárias entre países de renda média, ao mesmo tempo chegamos a 4,5% do PIB em incentivos fiscais no governo de Dilma Rousseff. Por que ainda concedemos R$ 320 bilhões em incentivos fiscais anualmente?

Aqui, ainda mais do que no caso da educação e da saúde, quase nada medimos sobre benefícios que concedemos com recursos arrecadados de toda a população, incluindo a parcela mais pobre dessa.

Uma agenda de combate às desigualdades sociais no Brasil inicia com o reconhecimento de que o nível de desigualdade no Brasil é um problema grave. É um problema grave para o desenvolvimento econômico e para o convívio social, na linha do que Rawls propôs em termos do contrato social de uma sociedade livre.

Posta como prioridade, a redução das desigualdades sociais passa por pararmos de conceder benefícios maiores do Estado para os que menos precisam e direcionar mais recursos para os mais vulneráveis.

Passa também por avaliarmos cada centavo gasto em educação, saúde e outros programas sociais. Só assim saberemos quando gastamos pouco ou mal e se estamos impactando da forma adequada aqueles que mais precisam.

No Brasil do motoboy Mateus, a loteria de nascer pobre ou rico ainda é o principal determinante do sucesso na vida. Dar mais chances ao esforço e ao mérito é o papel de políticas públicas que persistentemente avaliem a inclusão social.

Essa direção está muito mais próxima de um moderno liberalismo, que valoriza a igualdade de oportunidades, do que do conjunto de políticas públicas que já foram praticadas até aqui.

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NO BRASIL LIBERALISMO SEMPRE FOI A GENI




XINGAMENTOS
Com a -DEBANDADA- de alguns LIBERAIS do Ministério da Economia, grande parte daqueles que deram um público -DE ACORDO- com o Plano Econômico -LIBERAL- defendido pelo ministro Paulo Guedes também decidiram DEBANDAR, ou seja, resolveram que é hora de dar FIM AO ENORME SOFRIMENTO que representava, até então, o tal apoiamento.

ÓPERA BUFA
Este comportamento, aliás, é característica daqueles que não conseguem reunir condições mínimas para o CONVENCIMENTO. Como tal, como bem diz o pensador Roberto Rachewsky, reagem embalados pela veia do OPORTUNISMO, o que revela total desconhecimento dos PRINCÍPIOS. Assim, basta um ruído no final do corredor para que, imediatamente, os OPORTUNISTAS comecem a JOGAR PEDRAS NA GENI, que nesta ÓPERA BUFA da realidade brasileira, é o LIBERALISMO ECONÔMICO. 

LIBERALISMO E DESIGUALDADE DE RENDA NO BRASIL
Pois, aproveitando este tema, eis o texto escrito pelo economista Aod Cunha, publicado no Infomoney de hoje, com o título - LIBERALISMO E DESIGUALDADE DE RENDA NO BRASIL. No debate sobre o nível de desigualdades sociais no Brasil, Aod entende que -parece descabido imputar ao liberalismo o resultado de décadas de práticas de políticas públicas que são contrárias à recomendação liberal.

TEXTO DO AOD CUNHA
Diz Aod Cunha: - Há duas semanas, os xingamentos racistas de um morador de um bairro de classe média alta de Valinhos (SP) ganharam destaque nas redes sociais. O morador, Mateus, ao se irritar com a presença de um motoboy, também chamado Mateus, disse que esse último tinha inveja dele, por sua pele branca e pela sua condição de riqueza material superior.

Muito se falou sobre a abjeta fala e os gestos racistas, como se esperaria. Mas talvez pouca atenção tenha se dado a forma como o agressor procura se vangloriar de sua pretensa condição superior, quando o motoboy pergunta se aquela casa era fruto do seu trabalho ou se era fruto do trabalho do seu pai. Então o agressor diz que ele já havia nascido assim e que o motoboy nunca teria o que ele tem. A agressão foi repugnante, mesmo com as alegações posteriores de que o condômino sofria de algum tipo de transtorno mental.

Mas as palavras ditas refletem uma dura realidade sobre o nível de desigualdade no Brasil: ele é muito menos explicado pelos diferentes níveis de esforço e mérito e muito mais pelos diferentes níveis de acesso ao desenvolvimento humano e oportunidades ao longo da vida.

NASCER RICO OU POBRE
Nascer rico ou pobre no Brasil, ou ganhar na loteria da vida, como já disse Naércio Menezes (“A loteria da vida”, Valor Econômico, 17/08/2018), faz sim muito mais diferença do que faz na maioria de outros países. E faz diferença há tanto tempo que não basta apenas pensar em como reduzi-la para os que nascem hoje. É preciso tentar amenizar o estrago feito ao longo de algumas gerações de brasileiros.

Por outro lado, sem uma discussão rigorosa sobre o que causa tamanha desigualdade social no Brasil e sobre a avaliação de políticas públicas, boas intenções podem nunca mudar essa realidade. Há conexão entre liberalismo econômico e desigualdade de renda no Brasil?

Seguidamente o leitor deve escutar que a desigualdade de renda no Brasil está ligada a políticas liberais ou neoliberais, argumento usado por quem critica a visão de uma sociedade baseada em regras de competição e meritocracia.

IGUALDADE DE OPORTUNIDADES
Esse tipo de argumento quase sempre procura fazer uma associação direta entre a defesa de políticas públicas ligadas à responsabilidade fiscal, regras de concorrência e respeito às liberdades individuais de um lado, e a narrativa de que aquela defesa despreza a situação de vulnerabilidade dos mais pobres numa sociedade, de outro lado.

O que o argumento acima parece desconsiderar é a base real das políticas públicas adotadas no Brasil nas últimas décadas, muito longe de refletir o pensamento liberal clássico ou mesmo o que se entende por neoliberalismo.

No período militar, de 1964 a 1985, o domínio foi dos planos nacionais de desenvolvimento coordenados e executados pela máquina estatal, numa economia pouco aberta ao exterior e altamente dependente do investimento público. Nada mais afastado do que o pensamento liberal defende.

No atual período democrático, passamos a viver sob o regime da Constituição de 1988, a chamada “Constituição cidadã”, na qual ficou expresso não só uma série de largos direitos que o cidadão deveria esperar serem garantidos pelo Estado, mas também uma definição detalhada de funções e políticas que deveriam expressamente ser executadas pelos diferentes níveis de governo.

Mesmo com diferentes orientações nos governos que se seguiram a 1988, a diretriz constitucional se materializou em gastos públicos e carga tributária total crescentes (com desonerações fiscais igualmente crescentes), além da continuidade de um Estado brasileiro fortemente regulador dos mercados privados.

Talvez um ponto justo de crítica com o pensamento liberal no Brasil, que também assumo como autocrítica, é a demora para se colocar o tema da desigualdade de renda como preocupação central da política econômica e do conjunto das políticas públicas por quem defende o liberalismo econômico.

O que parece descabido no debate sobre o nível de desigualdades sociais no Brasil é imputar ao liberalismo o resultado de décadas de práticas de políticas públicas completamente dissociadas da recomendação liberal.

Mas há conexão entre liberalismo e desigualdade de renda?

O pensamento econômico liberal compreende uma evolução e uma variedade bastante diversificada na literatura.

Há o liberalismo econômico clássico de Hume, Smith e Ricardo, e seus seguidores no século XVII e XVIII, a escola austríaca de Mises (1881-1973) e os seguidores da escola de Chicago de Milton Friedman (1912-2006) que, a partir da década de 80 e 90, ficaram conhecidos como “o pensamento neoliberal”.

Muito embora existam diferenças de estruturas de pensamento entre diferentes representantes do pensamento liberal, um traço comum é que há uma parte da desigualdade de renda que é aceita e que reflete um sistema saudável de recompensas pelos diferentes esforços e pela competição dos indivíduos para a geração e distribuição de bens e serviços. É aquela parte da desigualdade que se explica pelo mérito e pelo esforço do indivíduo.

Por outro lado, intervenções sistemáticas do Estado que alteram os incentivos para a alocação de trabalho e capital podem aumentar de maneira indesejada as desigualdades de renda, ao invés de diminuí-las.

Mais grave ainda são as intervenções que, sob o pretexto de introduzirem estímulos para indivíduos ou grupos econômicos, criam mais concentração de renda. São exemplos os subsídios fiscais que tendem a ser alocados para grupos com maior poder de pressão, não raro exatamente aqueles que já têm maior poder econômico.

Que desigualdades então devem ser objeto da ação pública, segundo boa parte do pensamento liberal?

O primeiro conjunto é o universo de intervenções públicas que vão no sentido de criar privilégios justamente para aqueles já têm maior poder econômico e político. É o que Luigi Zingales chama de “capitalismo de compadrio” no seu livro Capitalismo para o Povo. Evitar e combater os privilégios é o melhor que se pode fazer.

O segundo conjunto exige a ação do Estado, direta ou indiretamente, para que indivíduos, ao nascer e ao longo de sua vida, tenham condições de desenvolvimento de suas capacidades humanas, independente da condição material de suas famílias.

É a busca pela igualdade mínima de oportunidades de saúde, educação, segurança física e emocional, que poderá aumentar não só o desenvolvimento do capital humano de uma nação, mas também permitirá que o bom funcionamento dos mercados gere desigualdades de renda que fiquem mais restritas às diferentes distribuições de esforços e talentos dos indivíduos e empresas.

De um ponto de vista mais moderno do liberalismo, John Rawls expressa bem a busca pela compatibilização das liberdades individuais, a igualdade de oportunidades e o senso de comunidade.

Ao longo de Uma Teoria da Justiça (1971), Liberalismo Político (1993) e O Direito dos Povos (1999), Rawls procura mostrar como é possível haver um contrato social no qual se respeite as liberdades individuais, o funcionamento de mercados concorrenciais e uma preocupação legítima e louvável com os mais desfavorecidos na sociedade.

Mais do que isso, Rawls enxerga nesta última preocupação a essência da preservação de uma sociedade livre.

Uma agenda liberal para a redução das desigualdades no Brasil

É perfeitamente compatível uma agenda de preservação das liberdades individuais e econômicas, com respeito às regras de mercado, e a priorização de políticas públicas para a redução da pobreza e das desigualdades sociais.

Como comentamos em artigos recentes aqui ( “A captura do Estado e a desigualdade de renda no Brasil” e “O oásis do funcionalismo público brasileiro”), deveríamos começar o combate às desigualdades evitando que o Estado brasileiro as aprofunde.

São inúmeros exemplos onde a política tributária, educacional e um amplo conjunto de gastos públicos privilegiam justamente os mais favorecidos no Brasil. O que isso tem de liberalismo econômico? Nada.

Parar de fazer a coisa errada e dar tratamento igual aos iguais já é um primeiro passo importante. Mas é preciso ir além.

É preciso direcionar os maiores esforços do Estado para aqueles que mais precisam. Se educação, saúde e moradia de boa qualidade são importantes para o desenvolvimento de qualquer cidadão, são ainda mais importantes para aqueles que não tiveram a sorte de nascer numa família estruturada e com boas condições financeiras.

Além disso, o desenho de políticas públicas que melhoram o acesso ao desenvolvimento humano não depende apenas de mais recursos. Como também já mostramos nos artigos aqui citados, falta ao país introduzir a prática sistemática de avaliação de resultados das políticas públicas.

Nosso maior problema não é o de poucos recursos para a educação, saúde e seguridade social, por exemplo. O problema mais grave é que raros são os programas que são avaliados periodicamente e ainda mais raros aqueles que sofrem modificações por insuficiência de desempenho.

Enquanto temos uma das mais altas cargas tributárias entre países de renda média, ao mesmo tempo chegamos a 4,5% do PIB em incentivos fiscais no governo de Dilma Rousseff. Por que ainda concedemos R$ 320 bilhões em incentivos fiscais anualmente?

Aqui, ainda mais do que no caso da educação e da saúde, quase nada medimos sobre benefícios que concedemos com recursos arrecadados de toda a população, incluindo a parcela mais pobre dessa.

Uma agenda de combate às desigualdades sociais no Brasil inicia com o reconhecimento de que o nível de desigualdade no Brasil é um problema grave. É um problema grave para o desenvolvimento econômico e para o convívio social, na linha do que Rawls propôs em termos do contrato social de uma sociedade livre.

Posta como prioridade, a redução das desigualdades sociais passa por pararmos de conceder benefícios maiores do Estado para os que menos precisam e direcionar mais recursos para os mais vulneráveis.

Passa também por avaliarmos cada centavo gasto em educação, saúde e outros programas sociais. Só assim saberemos quando gastamos pouco ou mal e se estamos impactando da forma adequada aqueles que mais precisam.

No Brasil do motoboy Mateus, a loteria de nascer pobre ou rico ainda é o principal determinante do sucesso na vida. Dar mais chances ao esforço e ao mérito é o papel de políticas públicas que persistentemente avaliem a inclusão social.

Essa direção está muito mais próxima de um moderno liberalismo, que valoriza a igualdade de oportunidades, do que do conjunto de políticas públicas que já foram praticadas até aqui.



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A queda do último reduto petista?

Aprovação do presidente Jair Bolsonaro no Nordeste cresceu após o auxílio emergencial.| Foto: Alan Santos /PR

O presidente Jair Bolsonaro vive um bom momento em relação à popularidade — inclusive, quem diria, no Nordeste. Levantamento divulgado pelo Datafolha nesta sexta-feira (14) apontou que a sua aprovação é a maior desde o início do mandato, com 37% dos brasileiros considerando o seu governo ótimo ou bom. Na semana passada, pesquisa do PoderData mostrou que Bolsonaro lidera a corrida presidencial para 2022, com 24 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, Fernando Haddad (PT).

Tanto a pesquisa do Datafolha quanto a do Poder360 indicam que Bolsonaro está ampliando sua base de apoio no Nordeste. Hoje, o percentual de moradores da região que consideram o governo ótimo e bom é de 33%, segundo o Datafolha; o mesmo índice era de 17% em agosto de 2019. E as intenções de voto para Bolsonaro no Nordeste somam 37%. Haddad tem 13%.

A ampliação da popularidade do presidente da República no Nordeste é significativa porque a região foi a única em que ele foi derrotado na eleição de 2018. Bolsonaro não foi o mais votado em nenhum dos nove estados da região. Além disso, foi no Nordeste que o PT conquistou seus quatro governos estaduais em 2018: Rio Grande do Norte, Piauí, Ceará e Bahia. E o Nordeste é também a terra do governador Flávio Dino (PCdoB-MA), que tem se colocado como liderança nacional da esquerda e candidato à sucessão de Bolsonaro em 2022.

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Gazeta do Povo

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