Defesa de Flávio Bolsonaro vai entrar com representação no MPF por vazamentos em inquérito

Equipes de advogados do senador disse ter "recebido com perplexidade" as notícias de vazamento das peças e áudios de um procedimento que tramita sob sigilo



A defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) anunciou que vai entrar com uma representação nos órgãos de correição do Ministério Público Federal (MPF) pelo vazamento de informações de procedimentos judiciais em que o parlamentar é parte. Em nota divulgada à imprensa, a defesa do senador disse ter "recebido com perplexidade" as notícias de vazamento das peças e áudios de um procedimento que tramita sob sigilo.
Além da representação, a defesa de Flávio diz que não vai mais permitir registros audiovisuais durante as manifestações do parlamentar durante os procedimentos judiciais. Detalhes de investigações relacionadas ao senador foram destaque na imprensa durante a semana. Neste domingo, o jornal O Globo mostrou que o senador pagou R$ 86,7 mil em dinheiro vivo por parte da compra de 12 salas comerciais no Rio de Janeiro. A reportagem do jornal teve acesso a depoimentos gravados de Flávio e de empreiteiros envolvidos na negociação.
Na sexta-feira, foram revelados extratos bancários do ex-assessor de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Fabrício Queiroz, que comprovaram o depósito de 21 cheques, com valor somado de R$ 72 mil, na conta de Michelle Bolsonaro.

Confira a nota da defesa de Flávio Bolsonaro na íntegra:

A defesa do senador Flávio Bolsonaro tem recebido com perplexidade as notícias de vazamento das peças e áudios do procedimento que tramita sob sigilo, o qual é reforçado e afiançado às partes, pelos próprios membros do Ministério Público, ao início de cada ato processual.
Em tendo sido provada a ineficiência do sigilo imposto judicialmente à investigação, esclarece a defesa que a partir deste momento não serão mais permitidos os registros audiovisuais do Senador durante as suas manifestações procedimentais, além do que ainda esta semana representará aos órgãos de correição do MPF para que apure a falta e o delito, se houver.

Agência Estado e Correio do Povo

Bolsonaro tem 15 dias para pagar honorários de processo contra Jean Wyllys

Quando deputado federal, atual presidente acusou o ex-colega de calúnia, injúria e difamação

Bolsonaro propôs a ação, cobrando indenização de R$ 20 mil pelas críticas feitas por Wyllys

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi condenado a pagar as custas processuais e os honorários advocatícios relativos a um processo que propôs em 2017 contra o então deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ). Bolsonaro, que também era deputado federal na época, acusou o colega de calúnia, injúria e difamação por tê-lo chamado de ignorante, racista e desonesto, entre outras críticas, durante entrevista a um jornal.
Wyllys alegou que estava protegido pela imunidade parlamentar, e a Justiça do Estado do Rio deu razão a ele, em decisão de fevereiro de 2019, condenando Bolsonaro ao pagamento de custas e honorários. Foi apresentado recurso, mas na última sexta-feira a Justiça emitiu nova decisão determinando que o presidente pague o valor devido (cerca de R$ 2.500) no prazo de até 15 dias, a partir da notificação, sob pena de multa de 10%.
Em setembro de 2017, Bolsonaro propôs a ação, cobrando indenização de R$ 20 mil pelas críticas feitas por Wyllys. Numa entrevista ao jornal O Povo, publicada em 11 de agosto daquele ano, o deputado do PSOL classificou o então colega como "fascista", "desonesto", "responsável por lavagem de dinheiro e caixa 2", "burro", "ignorante", "desqualificado", "racista", "corrupto", "canalha", "nepotista" e "boquirroto".
Para Bolsonaro, as ofensas configuraram calúnia, injúria e difamação porque foram proferidas fora da sede do Parlamento e afastadas do contexto da atividade parlamentar. Ele pediu à Justiça que também obrigasse Wyllys a se abster de proferir expressões ofensivas à sua honra.
Em sua defesa, Wyllys afirmou que sua manifestação tinha conexão com o mandato parlamentar e por isso era protegida pela imunidade parlamentar prevista no artigo 53 da Constituição Federal.
Em fevereiro de 2019, a juíza Marcia Correia Hollanda, da 47ª Vara Cível da Comarca do Rio, considerou que o deputado do PSOL não havia cometido crime, por estar protegido pela imunidade em função de seu cargo, e condenou Bolsonaro a pagar "custas judiciais, despesas e taxa, além de honorários advocatícios de 10% sobre o valor atribuído à causa".
Agência Estado e Correio do Povo

China determina sanções a 11 autoridades americanas

Decisão inclui senadores Marco Rubiu e Ted Cruz e tem relação com medidas adotadas pelos EUA contra funcionários do governo chinês

China determina sanções a 11 autoridades americanas

A China anunciou nesta segunda-feira sanções contra 11 autoridades americanas, incluindo os senadores Marco Rubio e Ted Cruz, em represália por medidas similares aplicadas por Washington contra funcionários do governo chinês acusados de prejudicar a autonomia de Hong Kong.
"A China decidiu impor sanções a certas pessoas que se comportaram mal em determinadas questões vinculadas a Hong Kong", afirmou à imprensa o porta-voz da diplomacia chinesa, Zhao Lijian.
O diretor da ONG de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW), Kenneth Roth, está entre os alvos das sanções. Zhao não explicou a natureza das sanções.
Na decisão mais dura a respeito de Hong Kong desde que Pequim promulgou uma rígida lei de segurança neste território, Washington anunciou na sexta-feira o congelamento de todos os ativos americanos da chefe do Executivo do território semiautônomo, Carrie Lam, assim como de outros 10 altos funcionários. A China reagiu de maneira enérgica no sábado e chamou as sanções de "bárbaras e grosseiras".


AFP e Correio do Povo

Vagas de emprego em Porto Alegre - 10.08.2020

Terceiro membro do ministério do Líbano renuncia após explosão em Beirute

Ministra da Justiça apresentou pedido de demissão

Terceiro membro do ministério do Líbano renuncia após explosão em Beirute

A ministra libanesa da Justiça, Marie-Claude Najm, apresentou o pedido de demissão nesta segunda-feira e se tornou o terceiro membro do gabinete a tomar esta decisão após a explosão no porto de Beirute. "A ministra apresentou sua renúncia", afirmou uma fonte do ministério da Justiça. No domingo, os ministros da Informação e do Meio Ambiente abandonaram o governo do primeiro-ministro Hassan Diab.
Najm foi criticada na última quinta-feira ao visitar o devastado distrito de Gemmayzé, nas proximidades do porto, poucas horas depois de um deslocamento ao mesmo setor do presidente francês Emmanuel Macron, recebido como um "herói".
Quase uma semana depois da tragédia que deixou pelo menos 158 mortos, 6 mil feridos e destruiu parte da capital, as autoridades, acusadas de corrupção, negligência e incompetência, ainda não responderam à principal pergunta: por que uma grande quantidade de nitrato de amônio estava armazenada no porto, no coração da cidade?
As explosões foram provocadas por um incêndio no armazém onde 2.750 toneladas de nitrato de amônio estavam armazenadas há seis anos sem "medidas de prevenção", segundo admitiu o próprio primeiro-ministro, Hassan Diab.
O presidente Michel Aoun, cada vez mais contestado, rejeitou uma investigação internacional. E as autoridades não informaram sobre o andamento da investigação local.

Renúncias insuficientes 

"A renúncia de ministros não é suficiente. Eles devem ser responsabilizados", disse Michelle, uma jovem manifestante que perdeu uma amiga na explosão. "Queremos um tribunal internacional que nos diga quem os matou, porque eles (os líderes políticos) vão encobrir o caso", considerou.
De acordo com a Constituição, o governo cai se mais de um terço de seus membros renunciar. A imprensa local diz que outros ministros do governo de 20 membros, que devem se reunir à tarde, podem abandonar o barco.
Hassan Diab havia indicado que estava pronto para permanecer no cargo por dois meses, até a organização de eleições antecipadas em um país dominado pelo movimento armado do Hezbollah, um aliado do Irã e do regime sírio de Bashar al-Assad.
Durante as manifestações de sábado e domingo, reprimidas pelas forças de segurança, os manifestantes pediram "vingança" contra a classe política totalmente desacreditada após a tragédia em um país já atingido por uma crise econômica sem precedentes agravada pela epidemia de Covid-19.
Eleições antecipadas não são uma das principais reivindicações das ruas, já que o Parlamento é controlado por forças tradicionais que elaboraram uma lei eleitoral cuidadosamente calibrada para servir aos seus interesses.
AFP e Correio do Povo

Ministro Dias Toffoli é internado em hospital de Brasília

Presidente do STF foi submetido ao teste de Covid-19, mas resultado deu negativo

Ministro Dias Toffoli é internado em hospital de Brasília

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, foi internado neste domingo (9) em um hospital particular de Brasília com um quadro de pneumonite alérgica. Segundo nota divulgada pela assessoria do magistrado, ele foi submetido a um teste de covid-19, mas o resultado foi negativo.
Toffoli permanecerá no Hospital DF Star para acompanhamento e despachará normalmente durante a internação, de acordo com o comunicado.
A pneumonite é uma inflamação dentro e ao redor dos alvéolos do pulmão e dos bronquíolos causada por exposição e inalação de poeira orgânica ou de substâncias químicas.
Trata-se de uma hipersensibilidade dos pulmões que tem como característica provocar tosse, febre, calafrios e falta de ar algumas horas após o contato com a substância.
R7 e Correio do Povo

Tribunal de Justiça do RS suspende lockdown em Pelotas

Apesar da decisão estadual ter alterado a bandeira do município de laranja para vermelha, a mudança só ocorre na terça-feira

Tribunal de Justiça do RS suspende lockdown em Pelotas

O presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), desembargador Voltaire de Lima Moraes, concedeu liminar, neste domingo, suspendendo o decreto que determinou lockdown, em Pelotas, na metade Sul, em razão da pandemia de coronavírus. Desde a noite de ontem, a medida, assinada pela prefeita Paula Mascarenhas, mantinha fechadas atividades essenciais e não essenciais e ainda a restringia a circulação de pessoas.
Na ação civil pública julgada hoje, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) argumentou que, apesar de necessária, a implementação de medidas rígidas para combater a pandemia não pode ferir o direito constitucional do cidadão de ir e vir.
O magistrado argumentou que “um decreto municipal que atinja situação de restrição máxima ao ir e vir exige a explicitação clara das condições extremas consideradas para a restrição máxima de liberdades”. Ele também salientou que, apesar de o governo estadual ter alterado a bandeira de risco da região de Pelotas, de laranja para vermelha, essa mudança só ocorre, na prática, a partir de terça-feira.
Dessa forma, Pelotas persiste, até lá, ainda em bandeira laranja. “Por si só, já demonstra certa incoerência da medida municipal de lockdown”, concluiu o presidente do TJRS.

Nota da prefeitura 

A prefeitura de Pelotas emitiu uma nota em que comunica que ainda que não tenha sido notificada, não irá recorrer da decisão proferida pelo TJRS. No entanto, a administração municipal pelotense alertou que irá discutir a ação do Ministério Público. 
"A Prefeitura de Pelotas, embora ainda não tenha sido oficialmente notificada, decidiu não recorrer da decisão liminar do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. A Prefeitura irá cumprir voluntariamente a decisão, porém discutirá o mérito da ação do Ministério Público, por considerar que vivemos uma crise sanitária sem precedentes, que exige medidas de exceção. O alto índice de hospitalização no município, o qual é referência em saúde para toda a região Sul, justifica as medidas restritivas e a decretação de calamidade pública". 

Situação na pandemia 

Pelotas registra 1.389 casos confirmados de coronavírus. A Secretaria Municipal de Saúde confirmou, neste domingo, mais 38 casos da doença. Do total, 885 envolvem pacientes que já se recuperaram. Trinta pessoas permanecem internadas e 34 morreram.

Rádio Guaíba e Correio do Povo

China sanciona EUA; A semana de balanços; Último ditador europeu; Coronavírus na Argentina

Novas tensões entre China e EUA dão o tom dos mercados na manhã desta segunda-feira, enquanto se inicia mais uma semana na temporada de balanços. A Desperta destaca ainda o avanço do coronavírus no Brasil, o processo de reabertura e crise econômica na Argentina e os protestos após uma eleição questionada na Bielorrússia. Boa leitura.
Hong Kong: sanções contra políticos americanos e prisão de magnata da mídia nas últimas horas | Apple Daily/Handout via REUTERS
 
1 - BALANÇOS E GUERRA COMERCIAL

A tensão política entre China e Estados Unidos deve seguir como prioridade no radar de investidores mundo afora nesta semana. Nesta segunda-feira, a China anunciou sanções contra 11 cidadãos americanos, incluindo senadores populares do partido republicano, como Ted Cruz e Marco Rubio. É uma resposta a sanções e críticas americanas à lei de segurança nacional em Hong Kong. Um magnata da mídia em Hong Kong também foi preso. Nos mercados, o cenário faz o ouro chegou a seu preço recorde, acima dos 2.000 dólares. Na sexta-feira, vale lembrar, o Ibovespa fechou em queda de 1,3% e o dólar subiu para a maior cotação em um mês. O índice brasileiro anda de lado há cerca de um mês, após subir 60% desde março. Por fim, a temporada de balanços segue. No Brasil, divulgam resultado empresas como Via Varejo (quarta), Azul, BRF e JBS (quinta) e brMalls e Natura (sexta). Para além dos números ruins, investidores buscarão indícios de melhora à frente.


2 - RESULTADOS DA COSAN

A Cosan – acionista de empresas como a rede de postos de combustíveis e fabricante de açúcar e etanol e Raízen e da distribuidora de gás Comgás – divulga após o fechamento do mercado o seu balanço relativo ao segundo trimestre. A paralisação de atividades comerciais fizeram com que boa parte da frota de veículos do país fosse deixada em casa e indústrias e restaurantes que usam o gás como fonte de energia baixassem as portas. Como resultado, o Ebitda (ganhos antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Cosan deve ter desabado 26% entre abril e junho. Investidores também estarão atentos aos sinais de recuperação da demanda e a outras empresas do setor que divulgam resultados nos próximos dias, como BR Distribuidora e Ultrapar.


3 - TENTANDO EVITAR O CAOS

A Argentina se prepara para mais uma etapa de reabertura. O país começa nesta segunda-feira a reabrir algumas escolas em caráter experimental na província de San Juan. Na região, só há 22 casos de covid-19. Outras três províncias voltam na semana que vem. O mesmo não deve acontecer por enquanto no restante do país, que luta para evitar uma alta exponencial da doença. A Argentina tem 242.000 casos e 4.556 mortes por covid-19, menos mortes por milhão do que boa parte dos sul-americanos. Mas os números vêm crescendo. Também nesta semana, o governo de Alberto Fernández baterá o martelo com credores internacionais sobre o acordo da dívida de 65 bilhões de dólares que negociou na semana passada.


4 - ÚLTIMO DITADOR EUROPEU

A pandemia pode fazer da Europa um lugar mais unido e integrado do que nunca, com pacotes de auxílio e bônus emitidos em conjunto para renovar a economia do continente. Mas, mundo afora, o coronavírus está também acelerando o populismo político, com a divisão política e a distribuição de fake news de toda sorte. Nesta segunda-feira, a Bielorrússia, lar do "último ditador da Europa", segundo alguns analistas, volta a ser palco deste paradoxo. Protestos tomam conta do país após nova vitória eleitoral de Alexander Lukashenko, que governa o país desde 1994, após o fim da União Soviética. Pesquisas de boca de urna mostram vitória com 80% dos votos, enquanto sua adversária, a ex-professora Svetlana Tikhanouskaya, teve menos de 10%.
 
O Brasil registrou 572 novas mortes e mais de 23.000 casos de covid-19 no boletim deste domingo. No sábado, o país passou a marca de 100.000 vítimas, agora em 101.049 pessoas, e 3 milhões de casos. Veja os números e leia, neste especial, sobre o avanço do coronavírus no interior do Brasil.

O presidente do STF, ministro Dias Toffoli, foi internado com pneumonite alérgica. O ministro fez teste de covid-19, mas o resultado deu negativo.

O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, criticou a gestão do presidente Jair Bolsonaro na pandemia e disse que o presidente sabia que o Brasil chegaria a 100.000 mortes. Leia a entrevista concedida à EXAME.

Em apenas duas semanas de volta às aulas em alguns lugares dos EUA, ao menos 97.000 crianças foram infectadas, segundo a Universidade Vanderbilt. O estudo é em parceria com o governo e diz respeito ao fim de julho.

Manifestações tomaram as ruas do Líbano neste fim de semana após a explosão que deixou ao menos 158 mortos. O país vive uma de suas piores crises econômicas da história. Dois ministros renunciaram
De palestras a cursos gratuitos, veja 42 eventos para empreendedores que acontecem nesta semana.

Por causa da pandemia, a HBO precisou adiar pela segunda vez o início das filmagens do episódio de reencontro da série "Friends", um dos maiores sucessos da TV.

O desafio não é só da HBO. Diretores e artistas que começaram a voltar às gravações estão precisando se adaptar, fazendo cenas sem beijo e distanciamento no set, como mostra a última edição da EXAME. Leia aqui.

O humorista Ceará, do SBT, presenteou com uma moto o motoboy Matheus Pires, que foi vítima de racismo ao fazer uma entrega de aplicativo.

"Senti na pele o que as mulheres vivem". É o que afirma um gerente da fabricante de bebidas Diageo, que usufruiu de uma licença para cuidar da filha recém-nascida, política que algumas organizações começam a colocar em prática.

Aos poucos, as companhias aéreas retomam sua malha de voos. No Brasil, Azul, Gol e Latam mudaram a distribuição de petiscos e bebidas, incentivam o check-in digital e intensificaram a limpeza das aeronaves. Leia aqui.

Podcast
 
Gato passando em cima do teclado, criança chorando, vizinhos brigando e até mesmo se esconder no carro para conseguir fazer uma ligação de trabalho... O novo episódio do Entre Trampos e Barrancos, podcast da EXAME, fala sobre os perrengues no home office em meio à pandemia. Ouça aqui.
 
Bolsa
HOJE | Xangai / +0,75%
Tóquio (feriado)
Londres / +0,21% (às 7h)
Petróleo Brent / 44,95 dólares (+1,24%)

SEXTA | Ibovespa / -1,30%
S&P 500 / +0,06%
Dólar / 5,41 reais (+1,30%)
Embora o destino do TikTok na guerra comercial entre China e EUA ainda não esteja claro, a febre do app trouxe aos holofotes uma nova leva de jovens influenciadores. O sucesso levou a revista americana Forbes a fazer sua primeira lista com os milionários do TikTok, muitos faturando mais de 1 milhão de dólares com dinheiro de anunciantes como Spotify e Sony. Veja aqui os sete influenciadores mais bem pagos do TikTok
Dixie Damelio e Charli Damelio: influenciadoras do TikTok | Reprodução/Getty Images

Diego Souza marca e Grêmio vence o Fluminense na estreia no Brasileirão

Mesmo sem brilho, Tricolor contou com mais um gol do centroavante para bater a equipe de Odair Hellmann na Arena por 1 a 0

Diego Souza marcou mais uma vez e garantiu vitória do Tricolor por 1 a 0 sobre o Flu

A apresentação não foi exatamente como se esperava. O Grêmio encontrou dificuldades diante de um Fluminense bem postado na marcação, mas conseguiu levar a melhor na sua estreia no Campeonato Brasileiro. Na noite deste domingo, na Arena, a equipe de Renato Portaluppi voltou a levar a melhor sobre Odair Hellmann: vitória por 1 a 0 mesmo sem grande brilho no primeiro jogo com a ausência de Everton. 
O único gol do jogo foi marcado no fim da primeira etapa. Diego Souza se aproveitou de confusão para anotar o nono gol dele com a camisa Tricolor na temporada, ampliando a artilharia e a boa fase no ano. 
O Grêmio volta a campo pelo Campeonato Brasileiro na próxima quarta-feira. Em jogo válido pela segunda rodada da competição, o Tricolor enfrenta o Ceará, às 21h30min, no Castelão, em Fortaleza. 

Grêmio sofre, mas acha gol no fim da primeira etapa

Na primeira partida da era pós-Everton, Renato Portaluppi seguiu a lógica. Manteve Pepê como herdeiro natural da posição de ataque pelo lado esquerdo. Nas laterais, Cortez e Orejuela foram mantidos como titulares. Autor de gol no clássico Gre-Nal, Isaque começou a partida. 
Jogando fora de casa, o Fluminense começou com mais posse de bola e presença ofensiva no campo do adversário. Mesmo sem muita efetividade, criou as melhores chances nos minutos iniciais. Aos quatro, Dodi aproveitou rebote de Vanderlei, que cortou mal de soco, e finalizou rente à trave direita. Depois, aos 22, Marcos Paulo achou Evanílson em uma cavadinha para a entrada da área. De canhota, bateu forte, obrigando Vanderlei a fazer boa defesa. 
O Tricolor, por sua vez, teve muitas dificuldades no início do confronto. A saída de bola esteve prejudicada, e a equipe mal conseguia ultrapassar a linha divisória com a bola dominada. Sofreu, ainda, com a marcação. Maicon e Kannemann abusaram das faltas, muitas vezes fora de posição. O capitão, por sua vez, não conseguia oferecer saída de bola com qualidade, o que prejudicou o Grêmio na primeira metade. 
A partir dos 30 minutos, o Grêmio melhorou. Passou a ficar mais com a bola, mesmo sem muita efetividade ou finalizações perigosas na direção do gol de Muriel. Mesmo com a leve melhora do Tricolor, parecia que o confronto iria ao intervalo empatado em 0 a 0.
Mas aos 44 minutos, brilhou a estrela do artilheiro do Grêmio no ano. Mesmo sem fazer boa exibição, e vendo o Fluminense ser melhor em parte do confronto, a equipe chegou ao gol em um lance confuso. Isaque, que pouco havia participado do jogo, achou Diego Souza. Caído, o centroavante marcou seu nono gol na temporada, para levar o Grêmio ao intervalo com vantagem de 1 a 0 no placar.

Pepê é a válvula de escape em um Grêmio pouco criativo 

A tônica do primeiro tempo se repetiu na etapa final. Foi o Fluminense quem voltou melhor e criou a primeira chance para empatar. Logo aos dois minutos, Yago Felipe recebeu de fora da área e tentou bater colocado, obrigando Vanderlei a espalmar. O goleiro, no entanto, rebateu mal. Ela ficou viva no meio da área e, por pouco, não criou outra boa chance para o Fluminense. 
Para tentar se aproveitar do melhor momento, o técnico Odair Hellmann optou pela figura do centroavante. Lançou a campo o veterano Fred, recordista em gol na era dos pontos corridos. Novamente, foi o Flu quem ficou com a bola e cercou o adversário, especialmente nos primeiros 15 minutos, quando o Grêmio sequer finalizou.
A primeira boa chance só seria criada aos 17. O Tricolor conseguiu escapar em velocidade, em boa bola enfiada de Diego Souza para Isaque, em velocidade. Ele invadiu a área e optou pelo drible, tentando limpar duas vezes a zaga do Fluminense. No entanto, não finalizou, e abriu para Diego Souza, que bateu prensado, desperdiçando boa chegada à frente. 
A válvula de escape do Grêmio no segundo tempo foi Pepê. O substituto de Everton criou algumas das melhores chances do Tricolor. Duas delas em sequência, com boas finalizações. Primeiro, aos 24, fez grande jogada individual, entre quatro adversários, e bateu colocado, assustando Muriel. Na sequência, limpou a marcação e chutou forte, obrigando o goleiro do Flu a espalmar para evitar o segundo. 
O Fluminense repetiu a tônica da etapa inicial. Caiu de produção e não conseguiu mais chegar com perigo à frente, mesmo com as trocas promovidas por Odair Hellmann. No Grêmio, Luciano e Thiago Neves também pouco acrescentaram. Assim, o Tricolor esperou o relógio passar para confirmar a estreia com vitória por 1 a 0 sobre o Flu no Campeonato Brasileiro. 

Brasileirão 2020 - 1ª rodada

Grêmio 1 
Vanderlei; Orejuela (David Braz), Kannemann, Geromel e Cortez; Maicon (Thiago Neves), Lucas Silva (Thaciano), Alisson, Pepê e Isaque (Darlan); Diego Souza (Luciano). Técnico: Renato Portaluppi.
Fluminense 0 
Muriel; Igor Julião, Nino, Lucas Claro e Egídio; Yuri (Michel Araújo), Dodi, Yago Felipe (Miguel), Marcos Paulo (Fred) e Nenê; Evanílson (Fernando Pacheco). Técnico: Odair Hellmann.
Gol: Diego Souza, aos 44/1º.
Cartões amarelos: Yuri Lima, Michel Araújo Igor Julião (Fluminense); Orejuela e Cortez (Grêmio) 
Arbitragem: Wilton Pereira Sampaio 
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)

Correio do Povo

A história da inovação em 50 Acordos

Livro “A História da Inovação em 50 Acordos” lista algumas das invenções mais importantes ao longo de milhares de anos

O sistema mecânico de Gutenberg (D) revolucionou a reprodução da informação

É impossível eleger a invenção mais relevante. Ter de escolher entre o motor a combustão, o telégrafo, Alan Turing, a máquina de costura, o Google, o computador, o container marítimo, o airbus, a lâmpada, o GPS e as células tronco, entre tantos, é um despropósito. Igualmente impensável seria apontar o indivíduo, objeto, artefato ou equipamento mais admirável. Muitas invenções ficaram de fora devido a critérios editoriais, mas as que foram apresentadas são reveladoras da inventiva mente humana retratada no livro “A História da Inovação em 50 Acordos”, que convida o leitor a refletir sobre a jornada engenhosa do homem no planeta.
Um desses momentos ilumina a figura de Johannes Gutenberg, que revolucionou a reprodução de informação em 1450. Ele convenceu Johann Fust, um rico financiador, a emprestar 800 florins e desenvolveu um sistema mecânico de tipos (letras) móveis que deu início à revolução da imprensa, que por muitos foi considerado o invento mais importante do segundo milênio. No lugar de ter blocos de madeira, utilizados durante séculos, o inventor lançou mão de tipos móveis para imprimir textos. Nada mais eram que símbolos gráficos (letras, números) moldados em chumbo. O molde desses tipos recebia uma camada de tinta e poderia imprimir inúmeras cópias de um mesmo texto em questão de horas. A elaboração manual dos livros demandava enorme carga horária. Com o equipamento esse tempo foi amplamente reduzido, rompendo com um ciclo histórico que circunscrevia o acesso a produção de informação e conhecimento a pouquíssimos eleitos.
Esse limite foi superado por um indivíduo visionário, inventor e que dominava a ourivesaria, um tipo de manipulação artesanal de ouro ou a prata com valor monetário e artístico. As tecnologias de impressão baseadas no design de Gutenberg se espalharam rapidamente pela Europa. O impacto foi espantoso. Para ter ideia da importância do fato, pouco mais de 60 anos depois, a Reforma Protestante se viabilizou com os panfletos de Martim Lutero. Porém, demorou mais de 500 anos para o homem trocar o átomo do papel pelo bit da digitalização.
O espírito inventivo de Gutenberg fez a informação circular numa velocidade como jamais se imaginara. A tecnologia possibilitou a disseminação muito mais rápida de informações e abriu espaço para aumentar as taxas de alfabetização. A iniciativa de Gutenberg foi um poderoso catalisador para a revolução da ciência que estava por vir, uma rica teia de inovações industriais e sociais lastreada na matemática, física, astronomia e biologia.
O livro é editado pela empresa DocuSign, um conhecido serviço que permite que usuários assinarem documentos de forma digital.  Os textos sobre o Marco Civil da Internet são de autoria de Demo Getscko, do Comitê Gestor da Internet e diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto.BR e da jornalista Cristina de Luca.
Os disruptores e os agentes de grandes mudanças:
1455 – Bíblia de Gutenberg
1856 – Telégrafo
1888  - Tesla
1891 – Marie Curie
1893 – Diesel
1906 - Comunicação de imprensa
1913 – Ford
1935 – Motor turbo-junto
1955 – Conteiner maritmo
1967 - Airbus

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