Impacto da Covid-19 na economia aumenta e países amenizam confinamento

Pandemia causou 268 mil mortes em todo o mundo

Comerciante na Itália aguarda clientes durante a pandemia do novo coronavírus


A pandemia de coronavírus, que ultrapassou 300 mil casos na América Latina nesta quinta-feira, continua causando estragos na economia e no turismo mundial, levando vários países como a França a acelerar o fim do confinamento.
A pandemia causou mais de 268 mil mortes em todo o mundo, incluindo mais de 150 mil na Europa, onde os países mais afetados são: Reino Unido (30.615 óbitos), Itália (29.958), Espanha (26.070) e França (25.987) .
O primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, anunciou nesta quinta que a fase de desconfinamento que começará em 11 de maio na França será mais rigorosa em Paris, fortemente atingida pela Covid-19.
"O país está dividido em dois", descreveu Philippe. Nas áreas "vermelhas", onde fica Paris, crianças acima de 11 anos não retornam à escola, enquanto bares, restaurantes e parques serão fechados e serão necessárias máscaras nos transportes públicos durante o mês de maio, além de que será proibido viajar para mais de 100 km.
Em todo o Canal da Mancha, o governo britânico deverá suspender algumas de suas medidas de quarentena neste fim de semana. A Itália, que foi o primeiro foco europeu da epidemia, também iniciou uma tímida abertura das medidas de confinamento, e nesta quinta a Igreja Católica e o governo assinaram um acordo para a celebração das missas a partir de 18 de maio.
Na Espanha, esperando o desconfinamento, o governo diz que permanece muito vigilante. E na Grécia, a icônica Acrópole de Atenas e todos os sítios arqueológicos do país serão reabertos em 18 de maio
Ao contrário desses países europeus, a Rússia (177 mil casos e cerca de 1,6 mil mortos) está em pleno andamento do surto. Moscou, o foco principal, estendeu o confinamento da população na quinta-feira até 31 de maio.

"Empobrecimento geral" 

A pandemia também foi devastadora para a economia e atingiu de forma dura o turismo. O volume de turistas internacionais pode cair entre 60% e 80% em 2020, "a pior crise" em "um dos setores da economia que emprega mais mão-de-obra", disse o secretário-geral da Organização Mundial de Turismo (OMT), Zurab Pololikashvili. 
Como muitas outras potências, o Reino Unido verá sua economia entrar em colapso a níveis sem precedentes: o Banco da Inglaterra previu nesta quinta uma queda histórica de 14% do PIB este ano.
Na França, quase meio milhão de empregos evaporaram desde o início da crise, segundo o escritório nacional de estatística, e o primeiro-ministro disse que um "empobrecimento geral" é esperado no país.
E nos Estados Unidos, o país mais afetado pela doença, com mais de 75,5 mil mortes, cerca de 33,5 milhões de pessoas estão desempregadas desde o início da pandemia.
No geral, "os efeitos mais devastadores e desestabilizadores serão sentidos nos países mais pobres", onde os estados não podem sequer ajudar financeiramente a população, alertou a ONU na quinta-feira, buscando levantar 4,7 bilhões dólares para "proteger milhões de vidas". 
"Se não agirmos agora, teremos que nos preparar para um aumento significativo de conflitos, fome e pobreza. O espectro de várias fomes está surgindo", disse o representante do órgão, Mark Lowcock.

Desigualdades históricas

A América Latina e o Caribe passaram na quinta-feira dos 319.000 casos do novo coronavírus, que matou mais de 17 mil pessoas na região, de acordo com um relatório da AFP com dados oficiais. 
O Brasil, com 210 milhões de habitantes, é o país que mais registra casos, com 135.106 infectados e 9.146 mortes. O Peru segue com 58.526 infecções e 1.627 falecimentos. A mortalidade no Brasil atinge especialmente os mais pobres, principalmente a população negra. 
"A pandemia aprofunda as desigualdades históricas herdadas da escravidão", disse Emanuelle Goes, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Rio de Janeiro. 
Esperando que o pico da pandemia seja atingido nos próximos dias em diferentes partes da região, vários países vizinhos do Brasil estão observando com preocupação a evolução da doença no gigante latino-americano, enquanto o presidente Jair Bolsonaro incentiva a população a não respeitar as medidas de distanciamento social impostas pelos governadores em diferentes estados do país.
A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) instou os governos a serem "cautelosos" ao facilitar as medidas de contenção e alertou que a transmissão "ainda é muito alta" no Brasil, Equador, Peru, Chile e México.

Imigrantes detidos

Em meio a essa complexa situação internacional, milhares de imigrantes estão presos em todo o mundo, incapazes de se mover devido ao fechamento de fronteiras e barreiras, alertaram as Nações Unidas na quinta-feira.
A situação é especialmente difícil no sudeste da Ásia, na África Oriental e na América Latina, regiões onde milhares de pessoas não conseguem retornar ao seus países de origem, explicou a Organização Internacional para as Migrações (OIM). 
Nos Estados Unidos, muitos imigrantes ilegais se recusam a ir ao hospital até o último minuto por medo de serem detidos ou receberem uma conta exorbitante. 
As pessoas "têm medo de ir ao hospital por causa das políticas anti-imigração implementadas pelo governo Donald Trump desde o primeiro dia", disse Francisco Moya, legislador do Queens em Nova York.

Como prevenir o contágio do novo coronavírus 

De acordo com recomendações do Ministério da Saúde, há pelo menos cinco medidas que ajudam na prevenção do contágio do novo coronavírus:
• lavar as mãos com água e sabão ou então usar álcool gel.
• cobrir o nariz e a boca ao espirrar ou tossir.
• evitar aglomerações se estiver doente.
• manter os ambientes bem ventilados.
• não compartilhar objetos pessoais.

AFP e Correio do Povo

Número de municípios atingidos pela Covid-19 no RS avança

Em sete dias no mês de maio, Secretaria Estadual da Saúde identificou 27 novas cidades com casos de coronavírus

Pandemia levou 44 dias para atingir 100 cidades no Estado, no entanto, em 17 dias, já se aproxima do dobro, com 170 municípios atingidos

A pandemia da Covid-19 está avançando pelos municípios do Rio Grande do Sul. Neste mês de maio, em sete dias, 27 novas cidades registraram pelo menos um caso confirmado de Covid-19, de acordo com os boletins epidemiológicos da Secretaria Estadual de Saúde. A doença levou 44 dias para atingir 100 cidades no Estado, no entanto, em 17 dias, já se aproxima do dobro, com 170 municípios atingidos.
Até o começo do mês, no dia 1° de maio, os números da Covid-19 no Estado eram de 143 municípios atingidos, com 61 óbitos e 1.619 casos confirmados. Ao longo da semana, os casos saltaram para 2.182, os óbitos para 91. 
Desde o começo da pandemia, com o primeiro caso confirmado no RS no dia 9 de março, o número de municípios avançou de forma controlada. A Covid-19 chegou à centésima cidade no dia 21 de abril, 44 dias depois da chegada da Covid no Estado. Nesta quinta-feira, 17 dias após a marca de 100 municípios, a doença atinge 170.

Resultados dos testes rápidos contribuíram

Neste mês, a Secretaria Estadual da Saúde passou a receber os resultados dos 108 mil testes rápidos distribuídos pela Secretaria Estadual da Saúde às prefeituras de todo o Estado, o que visa combater a subnotificação e auxiliar na compreensão da magnitude da doença no RS. 
De acordo com o governador Eduardo Leite, em declaração na última terça-feira, o sistema já contabiliza 2.027 testes realizados, tendo identificado 130 casos de Covid-19. A SES informa que os exames foram realizados entre os dias 4 e 5 de maio.
Panorama da Covid-19 no mês de maio
07.05 - 91 óbitos, 2.182 casos e 170 municípios
06.05 - 90 óbitos, 2.100 casos e 168 municípios
05.05 - 83 óbitos, 2.019 casos e 166 municípios
04.05 - 76 óbitos, 1.768 casos e 153 municípios
03.05 - 67 óbitos, 1.690 casos e 147 municípios
02.05 - 64 óbitos, 1.666 casos e 145 municípios
01.05 - 62 óbitos, 1.619 casos e 143 municípios

Correio do Povo

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Dois meses após primeiro registro, Porto Alegre tem mais de 560 casos da Covid-19 e 17 óbitos

Por conta da agilidade da gestão municipal, Porto Alegre foi uma das primeiras capitais do País a agir para achatar a curva de contágio do coronavírus

A cada dia, novos casos surgem. Nesta semana, a Prefeitura flexibilizou algumas determinações que vinham sendo bastante restritivas

Nesta sexta-feira, 8 de maio, faz exatamente 60 dias que o primeiro positivo para o novo coronavírus foi registrado em Porto Alegre. De lá pra cá, o número passou de um para 562 e já ocorreram 17 óbitos por conta da doença na Capital, de acordo com os dados da Secretaria Municipal de Saúde. Uma semana após o registro do primeiro caso, a Prefeitura já havia determinado a suspensão das aulas e fechamento de shoppings, restaurantes e bares. Por conta da agilidade da gestão municipal, Porto Alegre foi uma das primeiras capitais do País a agir para achatar a curva de contágio da Covid-19.
A cada dia, novos casos surgem. Nesta semana, a Prefeitura flexibilizou algumas determinações que vinham sendo bastante restritivas, principalmente com relação à abertura do comércio. Desde terça-feira, microempreendedores individuais (MEIs) e empresas de pequeno porte, com faturamento até 360 mil por ano, podem abrir as portas e precisam seguir diversas orientações como como o distanciamento de dois metros para trabalhadores e clientes, higienização dos ambientes, disponibilização de álcool em gel e fornecimento de máscaras para os trabalhadores.
De acordo com o epidemiologista da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Hospital de Clínicas, Ricardo Kuchenbecker, Porto Alegre está sabendo controlar a epidemia. “E precisa continuar assim, mesmo que a gente saiba que há um custo social importante, estamos vendo o sofrimento das pessoas, mais triste do que isso são só os óbitos”, definiu. Segundo ele, estamos empurrando o pico de crescimento exponencial dos casos.
“A medida que vamos empurrando, vamos tendo mais tempo para organizar leitos, assistência e assim por diante. O Rio Grande do Sul como um todo provavelmente vive uma situação ímpar nesse momento, no Brasil, porque a nossa curva de crescimento nesse momento é bastante menor se comparada aos demais estados e é o que permite que o sistema de saúde vai construindo práticas para responder a isso”, destacou. O grande nó, conforme Kuchenbecker, é um número elevado de pessoas demandando os serviços de saúde ao mesmo tempo, o que acontece em Manaus, por exemplo.
Sobre o avanço do novo coronavírus em Porto Alegre, Kuchenbecker ressaltou que houve uma diminuição na taxa de crescimento dos casos na Capital e até em certo sentido nos municípios da Região Metropolitana, principalmente em função do distanciamento social, que foi liderado pelos governos, mas que também teve uma adesão voluntária significativa por parte da população. “Esse processo impactou sobre a taxa de crescimetno dos casos de Porto Alegre. Transcorridos esses dois meses, não há dúvidas de que esse distanciamento social responde por isso”, ressaltou.=
Com relação ao número de óbitos, Kuchenbecker reforçou que não é possível definir qualquer cenário como “positivo”, pois estamos falando de vidas que foram perdidas por conta da doença, mas “nós deveríamos estar esperando, até esse momento, um número certamente maior de óbitos e isso não está acontecendo”. De acordo com ele, agora é preciso direcionar a atenção para as flexibilizações que começaram a acontecer essa semana, pois elas trarão reflexos nas próximas duas semanas.

Prefeitura amplia a realização de testes

A Prefeitura de Porto Alegre está ampliando a testagem para o novo coronavírus na Capital desde quinta-feira. Depois de aumentar a capacidade para até 580 testes por dia, número que se espelha no padrão de testagem da Coréia do Sul, referência mundial de enfrentamento ao coronavírus, o Executivo passa a oferecer análise para toda a população que apresente sintomas da Covid-19.
Há algum tempo, o prefeito Nelson Marchezan Júnior já havia alertado que há subnotificações no Brasil e no mundo e que, por isso, o número de casos não era uma boa referência. Agora, com a ampliação do número de exames, será possível ter mais precisão na quantidade de casos. “Passaremos a ser uma referência na testagem da população. Teremos uma base mais sólida para ampliar a segurança e assertividade das decisões”, afirmou o prefeito.
No início da pandemia, os testes estavam reservados somente para pessoas hospitalizadas e profissionais de saúde. Desde a última semana, passaram a ser aplicados em idosos e profissionais das forças de segurança. Segundo o secretário municipal de Saúde, Pablo Stürmer, a medida consolida a preparação das estruturas de saúde para o diagnóstico completo. "Essas informações são determinantes na tomada de decisão para enfrentamento ao coronavírus na rede de saúde do município", ressaltou.
Para ter acesso aos testes, a população deve procurar os postos de saúde ou as seis tendas para atendimento a suspeitas de Covid-19. Pacientes com até sete dias do início dos sintomas serão encaminhados para pesquisa da presença do vírus pelo teste PCR. Já em pacientes com oito dias do início dos sintomas será feito o teste rápido, que verifica a presença de anticorpos.
Entre os 580 exames diários que estão sendo possíveis agora, estão incluídos os kits comprados pela prefeitura, 300 PCRs/dia fornecidos pelo Peritos Lab, 150 PCRs por dia fornecidos pelo Grupo Exame e 30 PCRs por dia na Santa Casa, além de 10 mil testes rápidos do Hilab, dos que foram doados por parceiros (2 mil testes rápidos pelo grupo Iguatemi), dos distribuídos pelo Ministério da Saúde (2,7 mil testes rápidos) e dos que serão realizados em parceria com o Hospital Moinhos de Vento (100 PCRs por dia).

Correio do Povo

Sexta-feira começa com frio no RS

Áreas rurais da região metropolitana podem registrar mínimas na casa dos 4°C

Frio deve ser intenso na região metropolitana no início do dia


Uma massa de ar frio mantém as temperaturas baixas no Rio Grande do Sul nesta sexta-feira. O dia começa com muito  frio e com formação de geada em diversas regiões, com mais força especialmente em áreas de maior altitude da metade Norte. 
De acordo com a MetSul Meteorologia, em áreas rurais da região metropolitana pode haver mínimas na casa dos 4°C ou 5°C. O sol aparece, com períodos de céu claro, e a tarde será amena por conta disso. No entanto, esfria a partir do entardecer.
Em Porto Alegre, sol predomina. A mínima na Capital deve ser de 7°C, e a máxima não passa dos 22°C.

Mínimas e máximas no RS

São José dos Ausentes -1°C / 17°C
Caxias do Sul 3°C / 21°C
Vacaria -2°C / 19°C
Santa Maria 5°C / 21°C
Santa Rosa 1°C / 23°C
Pelotas 5°C / 21°C

MetSul Meteorologia e Correio do Povo



CORONAVÍRUS

Brasil tem 9.888 novos casos de covid-19 e 610 mortes confirmadas em 24 horas

Total de 135.106 diagnósticos
 


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Leia as notícias desta 6ª feira sobre o coronavírus
Brasil confirma 610 mortes em 1 dia

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Opinião

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Brasil registra mais 610 óbitos e ultrapassa os 9 mil mortos pela Covid-19

País também identificou 9.888 novos casos confirmados da doença

No total, são 9.146 mortes e 135.106 casos confirmados do coronavírus em território brasileiro.

O Ministério da Saúde atualizou os dados da Covid-19 no Brasil nesta quinta-feira. Em 24 horas, o país notificou 610 novos óbitos e 9.888 novos casos identificados. No total, são 9.146 mortes e 135.106 casos confirmados do coronavírus em território brasileiro.





De acordo com a Saúde, 121 óbitos aconteceram nos últimos três dias e os outros foram incluídos após atualização da classificação final da ficha de investigação. A taxa de letalidade, que é o percentual de mortes entre indivíduos doentes, permaneceu em 6,8%. Até o momento, 55.350 pacientes já se recuperaram da doença.
Com 44,9% de todos os registros do país, a região Sudeste é a mais atingida pela pandemia (60.692 confirmações). O estado de São Paulo lidera a lista, com 39.928 infectados e 3.206 óbitos. Na sequência vem o Rio de Janeiro, que tem 14.156 ocorrências e 1.394 vítimas fatais. 

Brasil atingiu outro patamar em óbitos no mês de maio

Neste mês de maio, o Brasil atingiu um novo patamar em número de óbitos da Covid-19. Em sete dias, o país apresenta uma média diária de 463 vítimas fatais notificadas. Há 30 dias, na primeira semana de abril, quando o país tinha 553 óbitos, a média diária era de 105 mortos, de acordo com dados do Ministério da Saúde, 

R7 e Correio do Povo

Sexta-feira começa com frio no RS


Dois meses após primeiro registro, Porto Alegre tem 519 casos da Covid-19 e 17 óbitos

Número de municípios atingidos pela Covid-19 no RS avança



Impacto da Covid-19 na economia aumenta e países amenizam confinamento




Câmara pode votar nesta sexta uso obrigatório de máscara no país


China e EUA se comprometem a implementar acordo comercial apesar da pandemia



MPF defende divulgação de resultados dos exames realizados por Bolsonaro


Universidade cria atendimento psicológico voluntário



Celso de Mello rejeita pedido para proibir carreata contra o STF


SMS informa 43 novos casos de Covid-19, e total de 562 em Porto Alegre


Diego Souza e mais dois funcionários do Grêmio testam positivo para Covid-19


Sindicato alerta que parcelamento de salários pode paralisar ônibus da Capital



Carla Zambelli vai depor na quarta sobre revelações de Moro


Servidores da Unidade de Saúde Modelo protestam por corte no vale-alimentação



Assessor de Guaidó diz que pagou ação de mercenários contra Maduro



EUA registra 2.448 mortes por Covid-19 em 24 horas



Policiais são homenageadas pelo Dia das Mães, em Porto Alegre


Cantor sertanejo morre horas depois de fazer live em rede social
























Número de enterros e cremações não aumentou no RS, relata presidente da Asbrace

Segundo Gerci Perrone Fernandes, houve, inclusive, uma redução de cerca de 10% de procedimentos em relação a abril do ano passado

Setor oferece mais de 350 mil empregos diretos em todo o país e está preparado para atender eventual aumento da demanda


Apesar de o país e o mundo estarem em meio a uma pandemia, o Rio Grande do Sul não apresentou aumento no número de enterros e cremações. Pelo contrário, diminuiu. Segundo o presidente da Associação Sul-brasileira de Cemitérios e Crematórios (Asbrace), Gerci Perrone Fernandes, houve redução de cerca de 10% de procedimentos em relação a abril do ano passado. Ainda que haja óbitos ainda não confirmados como Covid-19, nem mesmo casos de mortes por doenças causadas por problemas respiratórios engrossaram o número.
“Ocorrem cerca de 1500 em Porto Alegre, ao todo. Por volta de 900 enterros ocorrem aqui e o restante dos corpos seguem para a região metropolitana e interior. Não temos o número exato porque nosso setor oscila muito, mas não houve muita variação de um ano para outro”, diz Fernandes. Segundo ele, o mês de março também não apresentou grandes mudanças. O presidente da Asbrace garante que a Capital e o estado estão prontos caso a situação mude. “Só em Porto Alere, são 5 mil unidades. Necessidade de ampliar covas, como o que ocorreu em Amazonas e São Paulo, não deverão acontecer por aqui. O nosso sistema está preparadíssimo”, opina.
O administrador do Cemitério da Santa Casa, Severo Pereira, tem a mesma percepção. “Segundo levantamento do CAF (Central de Atendimento Funerário de Porto Alegre), houve uma redução de 6% nos procedimentos do dia 1º ao 20 de abril”, conta. Duas pessoas enterradas lá morreram de Covid-19 e há registros de outros falecimentos que ainda não tiveram a confirmação oficial do novo coronavírus. Já no Cemitério São João, não houve enterro de vítimas da pandemia. “O que tivemos foram mortes por causas indeterminadas, que podem vir a ser Covid-19”, explica o administrador o local, Alexsandro Costa. Ele acredita ter visto mais óbitos por doenças respiratórias, o que acontece com mais frequência em junho. “Mas não há como precisar”, salienta.
Equipamentos de proteção individual não são problema, segundo os entrevistados. De acordo com a Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário (Abredif), entidade que representa mais de 13 mil empresas, o setor oferece mais de 350 mil empregos diretos em todo o país e está preparado para atender eventual aumento da demanda. “Os problemas ocorridos em outros países, com relação à atividade funerária, não deverão ocorrer no Brasil. Nossa estrutura instalada é muitas vezes superior à de muitos países”, disse o presidente da entidade, Lourival Panhozzi.

Correio do Povo