Onyx prevê liberação de segundo lote de auxílio na próxima semana

Ao comentar sugestão de "lockdown", ministro afirmou que presidente Bolsonaro "nunca negou a ciência"

De acordo com ministro, mais de 50,5 milhões de brasileiros já receberam o benefício nos 31 dias de vigência do programa


O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, fez um balanço da liberação do auxílio emergencial para trabalhadores informais, autônomos e desempregados. A manifestação foi feita em entrevista ao programa Direto ao Ponto, da Rádio Guaíba, nesta quinta-feira. Ele projetou, para a próxima semana, a liberação da próxima parcela do auxílio de R$ 600. O ministro da Cidadania ressaltou que aqueles que não retiraram a primeira parte do benefício não vão perdê-lo até o dia 2 de julho.
De acordo com o titular da pasta, mais de 50,5 milhões de brasileiros já receberam o benefício nos 31 dias de vigência do programa. A verba liberada alcançou a ordem de R$ 35 bilhões. “Nós vamos anunciar, provavelmente, até o final da semana, o início do pagamento da segunda parcela já na semana que vem. Numa metodologia que nós vamos acertar ao longo do dia de hoje e amanhã com a Caixa e validar com o presidente Bolsonaro”, estimou.
“O presidente Bolsonaro já mandou uma suplementação de R$ 25,7 bilhões àqueles primeiros R$ 98 bilhões que nós tínhamos aqui. Nós temos os recursos suficientes para fazer esses três pagamentos”, completou.

"O governo nunca negou a ciência”

O ministro da Cidadania também analisou a possibilidade de quarentena total em algumas localidades do país. O chamado lockdown foi cogitado pelo ministro da Saúde, Nelson Teich. Onyx Lorenzoni disse não haver contradição entre a discussão e a posição do presidente Jair Bolsonaro, que sempre se manifestou contrário a medidas mais rígidas de confinamento.
“O presidente, com equilíbrio, sempre se posicionou no sentido de haverem medidas que fossem flexíveis”, avaliou. “A troca do comando no Ministério da Saúde não se deve apenas a isolamento ou lockdown, se deve a um conjunto de situações”, completou ao falar da demissão de Luiz Henrique Mandetta.
Lorenzoni elogiou o trabalho de Nelson Teich e disse que o governo Bolsonaro valoriza a ciência. “O ministro Nelson Teich se move, e ele diz sempre com serenidade e com firmeza, em cima da ciência. E o governo nunca negou a ciência, ao contrário. O governo abriu o espaço, pela palavra do presidente, para que a ciência brasileira discutisse esta ou aquela alternativa”, sustentou.
Sobre a saída de Sergio Moro do governo de Jair Bolsonaro, Onyx Lorenzoni disse que o assunto foi superado pelo Palácio do Planalto. Segundo o chefe da pasta da Cidadania, o presidente nunca fez qualquer imposição ao ex-juiz durante sua gestão no Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Rádio Guaíba e Correio do Povo

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Depósitos na poupança superam saques em R$ 30,459 bilhões em abril

Este é o maior volume de depósitos líquidos em um único mês em toda a série histórica do BC

Dados de abril mostram que depósitos brutos na caderneta foram de R$ 215,364 bilhões

Em meio à crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus, as famílias brasileiras fizeram mais depósitos do que saques na caderneta de poupança no mês passado. Dados do Banco Central mostram que, em abril, os depósitos líquidos somaram R$ 30,459 bilhões. Este é o maior volume de depósitos líquidos em um único mês em toda a série histórica do BC, iniciada em janeiro de 1995.
O mês de abril também foi o segundo consecutivo em que houve registro de depósitos líquidos. Em março, quando a pandemia do novo coronavírus fez com que o isolamento social se intensificasse, com reflexos sobre a atividade econômica, as famílias já haviam depositado R$ 12,169 bilhões líquidos na poupança.
Esta corrida para a caderneta é justificada pela postura das famílias em relação à crise e pelas ações do governo para manter a renda da população.
Na noite de ontem, o Banco Central já havia citado, por meio do comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), que existe o risco de que a pandemia aumente a "poupança precacional" no Brasil. Em outras palavras, o BC vê o risco de que as famílias, com medo do desemprego e da redução da renda, aumentem depósitos em aplicações como a caderneta de poupança, para formar um "colchão" em caso de emergências. Isso é visto com ressalvas, porque mais dinheiro na poupança significa menos consumo - e ainda mais dificuldades para as empresas brasileiras.
Outro fator que contribuiu para o aumento dos depósitos na poupança foi o início do pagamento do auxílio emergencial à população de baixa renda, no valor de R$ 600. É de se esperar que parte dos depósitos, que começaram a ser feitos em 9 de abril, siga depositado na caderneta de poupança.
Os dados de abril mostram que os depósitos brutos na caderneta foram de R$ 215,364 bilhões, enquanto os saques atingiram R$ 184,905 bilhões. Com isso, chegou-se à captação líquida de R$ 30,459 bilhões. Considerando o rendimento de
R$ 2,284 bilhões de abril, o saldo total da poupança atingiu R$ 881,662 bilhões no mês passado. Em 2020 até abril, a poupança acumula depósitos líquidos de R$ 26,700 bilhões.
Atualmente, a poupança é remunerada pela taxa referencial (TR), que está em zero, mais 70% da Selic. A Selic, por sua vez, está em 3,00% ao ano, no menor patamar da história. Esta regra de remuneração vale sempre que a Selic estiver abaixo dos 8,50% ao ano. Quando estiver acima disso, a poupança é atualizada pela TR mais uma taxa fixa de 0,5% ao mês (6,17% ao ano).

Agência Estado e Correio do Povo

O valor da mãe em sua tarefa de educar



Fabiana M. Machado mostra o que aprendemos com a nossa mãe sobre o dinheiro

O Dia das Mães está chegando! A data é de encontros, com reunião das famílias e presentes, mas, neste ano, será de desencontros por causa do distanciamento social e da proteção aos idosos, em razão da pandemia. Ainda assim, é possível comemorar e reconhecer o valor da mãe em sua tarefa de educar.
O encontro com a mãe não precisa ser presencial; pode acontecer dentro da gente. Não precisa ter presente; pode ser presente. Não precisa de grandes textos ou palavras; pode ter grandes reflexões.
A mãe é a nossa origem. Seja a mãe biológica, a adotiva, a que nos criou. Aquela que esteve presente ou ausente. É a nossa referência. E, como tal, é aquela que nos educou a lidar com o dinheiro.
Você pode pensar: “Como assim: educou a lidar com o dinheiro? A minha mãe não me ensinou nada sobre dinheiro!”
Eu estou dizendo: EDUCAR e não ENSINAR. A educação se dá pelas ações e omissões, o que foi dito ou apenas observado, pelas orientações, pela comunicação e, principalmente, pelo exemplo. Educação é a base que recebemos quando crianças.
Nem sempre as memórias da mãe são positivas ou compreensivas, mas, como todo ser humano, ela também está no seu processo evolutivo. Toda mãe teve os seus medos, suas dificuldades,  suas responsabilidades, suas vontades, suas cobranças. E alguma mensagem ela passou sobre o dinheiro. O que aprendemos com isso?
Há dinheiro pra tudo? Para todas as vontades dos filhos? Todos os prazeres que o dinheiro pode proporcionar? Não mesmo. E como dói um "não" da mãe, mas dói também a incompreensão e cobrança de um filho por tudo desejar e a mãe não poder atender. Isso ajuda a ter limite e não gastar mais do que pode ou deseja.
As mães não precisam (nem devem) atender a todos os pedidos dos filhos, mas há mães que acham que por meio de coisas podem demonstrar o seu afeto ou ter mais proximidade com o filho. E, às vezes, exageram. Buscam compensar sentimentos de culpa por meio de presentes. Isso não quer dizer que os filhos têm o direito de ter tudo.

Mães de todos os tipos 

Há mães que punem os filhos quando erram, dizem que não merecem e, muitas vezes, cortam o dinheiro ou a mesada. Isso não quer dizer que o filho é um fracasso e não tem valor com as suas escolhas, mas apenas que errou. Pensar diferente levará a gastar muito dinheiro para tentar ser alguém de sucesso.
Há mães que trabalharam fora, deram duro para ter o dinheiro. E querem o mesmo para os seus filhos. Há mães que trabalharam em casa. E querem que seus filhos saiam. Isso não significa que o dinheiro seja um problema ou que tenha que ser fruto de muito sacrifício. Mas significa que é preciso dar valor.
Há mães que não ensinaram a economizar e investir e só reclamaram do dinheiro ou da falta dele para dar conta de tudo. Isso não significa que elas não sabiam o que fazer com o dinheiro. E fizeram as suas escolhas.
Há mães que têm dificuldade de falar de dinheiro. Mas são ótimas a dar conselhos sobre ele, mesmo diante de uma discussão.
Por não compreender esses comportamentos, há filhos que cobram das mães aprendizados sobre o dinheiro; afinal é mais fácil cobrar dela essa fatura do que admitir que é preciso fazer algo para mudar.
Há filhos que querem ser livres e tomar as próprias decisões com o dinheiro, mas dificilmente aceitam as decisões da mãe e não se sentem capazes de assumir as próprias escolhas.
Há filhos que buscam estabilidade e segurança nos negócios, no trabalho, uma garantia de salário, e não enxergam que a mãe não pode mais carregá-los por toda a vida.
Nessa arte de educar, as mães sabem que o custo de um filho não é apenas financeiro… tem também o custo da cobrança de tentar acertar, mas errar, e de ser a responsável pelo caminho que os filhos irão trilhar, como se não os tivessem ensinado a caminhar.
Mães, que ensinaram muito mais do que imaginamos, tenham um feliz e reconhecido dia de comemoração!
Com facilidades e dificuldades, erros e acertos, elogios e críticas, pelas lições dadas ao seu tempo, à sua forma e de acordo com os seus valores. Cada mãe tem o seu devido valor.
A educação foi dada. Façamos igual ou façamos diferente, mas o resultado só cabe a nós, filhos. Mas, se aqui estamos, o resultado já é um sucesso. Graças à mãe!
Quer saber mais? Acompanhe a minha coluna semanal aqui no Bella Mais. Vamos juntas nesta jornada!

Correio do Povo

Taxistas relatam escassez de passageiros por causa da pandemia em Porto Alegre

Categoria tem ficado no prejuízo e profissionais passam por dificuldades para se sustentar

Na Rodoviária, taxistas costumam formar três grandes filas para todos terem oportunidade de corridas


Os taxistas, que estavam começando a superar a crise por causa dos aplicativos de transporte, agora se deparam com a gravidade da situação gerada pelo novo coronavírus. Com a escassez de passageiros, uma das modalidades mais tradicionais de transporte individual em Porto Alegre tem ficado no prejuízo e alguns profissionais passam por dificuldades para se sustentar, segundo o Sindicato dos Taxistas (Sintáxi) da Capital.
Na Estação Rodoviária, onde o movimento costuma ser mais frenético, a calmaria é tanta que os motoristas têm feito de três a quatro corridas por jornada. “Fico até umas quatro horas parado aqui. Quando tem corrida, é curtinha, como ir até a Santa Casa”, contou o taxista Ronaldo Mello, 70 anos, que atua no ramo há 40. “Não tem ônibus aqui, daí não tem passageiros. E dependendo do dia, não paga nem a despesa”, reclamou.
Ainda na Rodoviária, taxistas costumam formar três grandes filas para todos terem oportunidade de transportar as pessoas. Mas quem está no final dela, quase 20 carros de distância dos primeiros, leva quase oito horas para chegar na frente. “Nem naquela época dos apps era assim. Caiu bastante. Mas aqui ainda assim é melhor do que ficar esperando passageiros em outros pontos”, avaliou o taxista Jakson Pereto, 35 anos, que trabalha há 8 anos.
 Rodoviária ainda é uma opção para taxistas. Foto: Guilherme Almeida
O diretor administrativo do Sintáxi, Adão Ferreira de Campos, vê o momento atual complicado em toda cidade. Ficar na rua e não ter quem transportar, segundo ele, não é exclusividade de quem está na Estação Rodoviária. “O cenário está cruel. A gente já vive uma situação complicada, recuperando o espaço dos concorrentes. Agora esta crise nos colocou à zero. Chegamos a ficar oito horas num ponto para fazer um ou duas corridas”, relatou.
De acordo com Adão, há colegas em situação bem difícil. “Precisamos de ajuda, mas com falta de arrecadação, nem o sindicato consegue ajudar. O governo poderia nos conseguir umas cestas básicas”, sugeriu. 
Ele também afirmou que os motoristas podem solicitar o auxílio emergencial, mas que ele não conhece quem tenha sido beneficiado ainda pela ajuda. “Esperamos tentar retomar a vida após isso. Tá complicado. Nossa categoria foi atingida em cheio”, lamentou. 

Correio do Povo

Quem deve ser atendido primeiro? CRM do Rio aprova orientações para fila em UTI

Hospital de Campanha construído no Riocentro, em foto do dia 29 de abril, antes da inauguração. O local tem 100 leitos.| Foto: AFP / Carl de Souza


O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) aprovou na terça-feira (5), em reunião virtual, um conjunto de recomendações que aponta parâmetros para orientar a internação de pacientes em unidades de terapia intensiva (UTIs). O alvo do documento, preparado pela Câmara Técnica de Intensivismo do órgão e aprovado, com pequenas alterações, pelos conselheiros, são profissionais pouco experientes que atuam no combate à Covid-19, informou o presidente do colegiado, Sylvio Provenzano.

Segundo ele, a decisão sobre quem irá para CTIs será sempre dos médicos. O Cremerj apenas expediu um conjunto de orientações, que deve ser publicado no Diário Oficial.

O documento aconselhará a internação de pacientes que apresentem por exemplo, má perfusão tissular (sinais de que o fluxo sanguíneo na região afetada é insuficiente); quadros de choque; alteração de exames dos marcadores inflamatórios; sinais de tromboembolismo; alteração da função renal; alteração da função de oxigênio, mesmo com cateter de oxigênio nas narinas. Serão usados critérios internacionais, com base no Sequential Organ Failure Assessment (SOFA), que avalia com pontos o estado de alguns órgãos, como coração e pulmões.


 
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Gazeta do Povo

COVID:19: o que já se sabe sobre a doença em crianças




Especialistas ainda tentam descobrir quais os impactos da doença nos pequenos

Embora o debate sobre a reabertura das escolas esteja ocorrendo em vários países, muitas incógnitas permanecem sobre a ação da COVID-19 em crianças, especialmente sua capacidade de transmitir a doença. Veja o que se sabe e as dúvidas que persistem a este respeito:

Quais são os riscos da COVID-19 para as crianças?

"Há três perguntas-chave: qual é o nível de infecção em crianças, qual a gravidade da doença nelas e a transmissão para outras pessoas. Temos bons dados somente para a segunda questão", resume o presidente da Royal College of Paediatrics and Child Health, professor Russell Viner.
Esses dados mostram que as formas graves da COVID-19, e por consequência as mortes, são excepcionais em crianças. Em todo mundo, "formas críticas da doença em crianças parecem ser muito raras (cerca de 1% do total)" e "apenas um punhado de mortes foi relatado", segundo o site Don't Forget The Bubbles (DTFB). Este site pediátrico britânico analisou todos os estudos sobre o assunto.
O risco de as crianças ficarem seriamente doentes encontrando seus amigos quando as escolas reabrirem parece, portanto, baixo.

Qual o nível de infecção das crianças?

É mais difícil dizer se as crianças são tão propensas quanto os adultos a contrair a doença. A Organização Mundial da Saúde (OMS) julga que "crianças e adolescentes são tão suscetíveis à infecção quanto qualquer outra faixa etária".
Os casos pediátricos da COVID-19 representam, porém, apenas "uma pequena parte (1% a 5%) de todos os casos relatados no mundo", segundo a agência de saúde francesa Santé Publique France, que publicou em seu site uma síntese de estudos internacionais sobre o assunto.
Segundo ela, isso se deve ao fato de as crianças infectadas pelo coronavírus desenvolverem, em sua maioria, formas "leves" da doença, mesmo sem sintomas, o que as torna mais difíceis de detectar.
Outros especialistas acreditam, inversamente, que crianças e, em particular, menores de 10 anos, têm menos probabilidade de contrair a COVID-19 do que os adultos. No site Don't Forget The Bubbles, dois especialistas em pediatria, Alasdair Munro e Damian Roland, consideram "cada vez mais a probabilidade de que haja menos crianças afetadas pela COVID-19" do que adultos.
Eles se baseiam em testes realizados em massa na Coreia do Sul, Islândia e na cidade italiana de Vo, onde o número de crianças positivas foi muito menor do que de adultos.

As crianças são vetores da COVID-19?

É a grande incógnita.
Os dados mais recentes parecem mostrar que as crianças transmitem SARS-CoV-2 menos do que os adultos, ao contrário do que se acreditava inicialmente por analogia com outras doenças virais, incluindo a gripe.  Vários estudos apoiam essa hipótese, embora ainda não haja certeza. Um deles diz respeito a um dos primeiros surtos observados na França, em um chalé em Alta Saboia.
Entre os doentes, estava uma criança de 9 anos. Ela não contaminou ninguém, nem mesmo seus dois irmãos, quando esteve em contato com 172 indivíduos, incluindo 112 alunos e professores. No entanto, um estudo alemão publicado on-line em 29 de abril lançou a dúvida.
Liderado pelo virologista Christian Drosten, conselheiro de Angela Merkel, conclui que as crianças infectadas com o novo coronavírus têm uma carga viral comparável à dos adultos e "pode ser tão contagiosa" quanto eles. Outros cientistas, incluindo Alasdair Munro e o epidemiologista suíço Leonhard Held, contestaram a metodologia e a conclusão do estudo. Ao reanalisar seus resultados, eles se inclinam mais para a interpretação oposta e para uma carga viral menor do que nos adultos.
Além disso, a carga viral não é o único critério. O contágio das crianças pode ser menor, devido ao "fato de não apresentarem sintomas e não tossirem", apontou o especialista francês Arnaud Fontanet em 30 de abril, durante uma audiência parlamentar.
"Temos vários indícios que sugerem que, nos menores de 10 anos, a situação é provavelmente menos grave do que nos adultos, ou seja, eles provavelmente são menos suscetíveis à infecção e menos contagiosos", acrescentou.
Ele está realizando um estudo com crianças de seis escolas primárias em Crépy-en-Valois, uma localidade francesa muito afetada no início da epidemia, para "descobrir se elas foram infectadas durante o período epidêmico de fevereiro".
Outro trabalho semelhante está em andamento em outras partes do mundo.

Uma nova doença inflamatória?

Nas últimas duas semanas, vários países relataram casos de crianças afetadas por uma doença inflamatória com sintomas próximos a uma condição rara, a doença de Kawasaki. O vínculo com a COVID-19 não foi formalmente estabelecido, mas os cientistas acreditam que é provável. 
Algumas dezenas de casos foram relatados em Nova York, França, Reino Unido, Itália e Espanha. Os sintomas são febre alta, dor abdominal e distúrbios digestivos, erupção cutânea, seguida, em alguns casos, por insuficiência cardíaca.
Em um artigo publicado on-line na quarta-feira pela revista médica "The Lancet", médicos britânicos descrevem os oito primeiros casos observados em Londres. Eles levantam a hipótese de um "novo fenômeno que afeta crianças que anteriormente não apresentavam sintomas e nas quais a infecção pelo SARS-CoV-2 se manifesta como uma síndrome hiperinflamatória". 
Pode se tratar de um descontrole do sistema imunológico em algumas crianças, algumas semanas após a infecção pelo vírus. As crianças afetadas respondem bem ao tratamento. Esses casos assustaram e reacenderam o medo entre alguns pais. Especialistas insistem, porém, em que são raros. 
"Ter esse sinal fraco de síndromes de Kawasaki não põe em xeque a abertura das escolas", disse o virologista francês Bruno Lina em 29 de abril, durante uma audiência parlamentar.

As escolas devem ser reabertas?

Os cientistas estão divididos sobre o assunto. 
Na Itália, o Instituto Superior de Saúde (ISS) acredita que isso faria a epidemia retornar imediatamente, e o primeiro-ministro Giuseppe Conte se referiu, repetidamente, ao risco de infectar professores. A Itália possui o corpo docente mais idoso dos países da OCDE, e quase 60% dos professores têm mais de 50 anos.
Em meio ao debate, vários países já abriram, ou reabrirão, suas escolas após um período de confinamento, incluindo Alemanha, Dinamarca e França. O comitê científico que assessora o governo francês havia estimado, no final de abril, que as escolas deveriam permanecer fechadas até setembro, se considerado apenas o ponto de vista sanitário.
Mas "há outros elementos a serem levados em conta", como questões sociais, reconheceu à AFP seu presidente, Jean-François Delfraissy, citando o exemplo de crianças de famílias em dificuldade para quem "a escola pode ser um refúgio de paz".
Os órgãos que representam os pediatras franceses também apoiaram a reabertura das escolas, respeitando as medidas de barreira e distanciamento. "As crianças não são supertransmissoras da COVID-19. É hora de voltar para a escola", pediram Alasdair Munro e Saul Faust. Para eles, os benefícios de retornar à escola para as crianças superam os riscos. 
Do ponto de vista epidemiológico, a realização de estudos com crianças na reabertura das escolas permitirá remover certas incógnitas sobre sua contagiosidade.

AFP e Correio do Povo

Ao lado de Bolsonaro, Toffoli diz que Brasil conduz muito bem combate à Covid-19

Presidente do STF afirmou que medidas do governo foram importantes para País não entrar em calamidade pública

Apesar da declaração do presidente do Supremo, diversas cidades brasileiras decretaram estado de calamidade pública durante a pandemia


Ao lado do presidente da República, Jair Bolsonaro, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, afirmou nesta quinta-feira que o Brasil conseguiu conduzir "muito bem essa situação" do enfrentamento ao novo coronavírus e defendeu uma coordenação pela retomada econômica. O encontro ocorre alguns dias após o chefe de Estado participar de atos antidemocráticos contra o STF e o Congresso. Ontem, o Brasil bateu novo recorde de mortes por coronavírus, com registro de mais de 600 óbitos em 24 horas.
"Apesar daquilo que aparece na imprensa, uma coisa aqui e ali, a verdade é que as instituições funcionaram. Os ministérios funcionaram, o Sistema Único de Saúde (SUS) funcionou, as medidas que o governo adotou e o Congresso Nacional aprovou, adequou, melhorou ou de alguma forma também sancionou, foram medidas extremamente importantes para que o País não entrasse em situação de calamidade pública", disse Toffoli.
Apesar da declaração do presidente do Supremo, diversas cidades brasileiras decretaram estado de calamidade pública durante a pandemia da Covid-19. Além disso, Estados como Amazonas já enfrentam colapso do sistema de saúde. Esta semana, o Ministério da Saúde reconheceu que o pico do novo coronavírus deve ocorrer entre maio e julho.
No período da manhã, Toffoli teve uma reunião com Bolsonaro, ministros de Estado e um grupo de empresários na sede da Corte, em Brasília. No encontro, Toffoli reforçou que é preciso um "planejamento organizado na retomada da volta da economia e do crescimento". "Isso é fundamental", avaliou.
O presidente do Supremo defendeu uma coordenação com a inclusão de outros Poderes, Estados e municípios, junto a empresários e trabalhadores. "Esse anseio é de trabalhar, produzir, manter empregos e uma sociedade estruturada em funcionamento", disse Toffoli. Na fala, ele também afirmou que o Brasil possui uma sociedade complexa. "É fundamental ter esse diálogo e essa coordenação para que possamos pensar a retomada (econômica)", disse. Opinou, ainda, que o País está em uma situação em que as pessoas "querem sair" e que isso deve ser coordenado e planejado.

Agência Estado e Correio do Povo

Em meio à pandemia de coronavírus, Hotel Laje de Pedra encerra atividades em Canela (RS)


Instalada na cidade há 42 anos, rede doará pertences a Prefeitura e ao Hospital de Canela

Rede, instalada na cidade há 42 anos, doará pertences a Prefeitura e ao Hospital de Canela


Após 42 anos de funcionamento, a rede de hotel Laje de Pedra anunciou, nesta quinta-feira, o encerramento de suas atividades em Canela, na Serra gaúcha. A decisão foi divulgada em videoconferência com o vice-prefeito da cidade, Gilberto Cezar. Segundo ele, a rede já enfrentava dificuldades econômicas, que ficaram "insustentáveis" com a chegada da pandemia de Covid-19. Com isso, 60 funcionários foram demitidos.
A rede doará a Prefeitura e ao Hospital de Canela todo o enxoval que compreende lençóis, fronhas de travesseiros, edredons e cobertores. “Este é um momento muito triste que estamos vivendo, de crise na saúde, na economia, social e na política no Brasil todo. O Laje de Pedra fez parte da vida de muitos canelenses e da própria história da cidade de Canela. Já sabíamos que o hotel estava enfrentando dificuldades antes mesmo da pandemia e que se tornou insustentável agora. Esperamos que isso não aconteça com outros hotéis e empresas em nossa cidade, pois este momento é muito sério, delicado e crítico pra todos nós. Precisamos nos unir pra sair dessa crise o quanto antes”, destacou Gilberto Cezar.
De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Canela, as negociações em torno do hotel para a possível venda do prédio só devem ocorrer no período pós-pandemia. Até lá, o prédio deve permanecer fechado. O secretário municipal de Obras, Luiz Cláudio, que também participou da videoconferência, lamentou a tomada de decisão do hotel "que faz parte da história de Canela." Durante a reunião, Luiz Cláudio parabenizou a rede pela forma que estão trabalhando as rescisões dos funcionários (por manter o plano de saúde por mais tempo) e pelas doações à Prefeitura.
Conforme a nota oficial divulgada, nesta quinta-feira, pelo Grupo Habitasul, que gerencia o empreendimento, o hotel está com as atividades suspensas a partir desta quinta-feira "em virtude da pandemia de coronavírus que afetou fortemente o turismo na Serra gaúcha". No comunicado, o grupo ainda lembra que o hotel recebeu, em 1992, os presidentes da Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil para a assinatura do Tratado do Mercosul.
Fundado em 1978, o Hotel Laje de Pedra é considerado um empreendimento importante na história de Canela, na Serra Gaúcha. O espaço, com 28 mil metros quadrados, era procurado para hospedagens e realização de grandes eventos corporativos, com capacidade de até mil pessoas. Em sua estrutura tinha piscinas, quadras de esportes e academia. O Parque Laje de Pedra fica localizado na Rua das Flores, nº 222.

Leia a nota na íntegra

"NOTA À IMPRENSA – ENCERRAMENTO DAS OPERAÇÕES
 
O Grupo Habitasul informa que, em virtude da pandemia do coronavírus, que afetou fortemente o turismo na Serra Gaúcha e o consequente agravamento dos resultados financeiros do hotel, comunicamos o encerramento das atividades do Hotel Laje de Pedra a partir do dia 7 de maio de 2020 (quinta-feira).
 
Fundado em 1978, o empreendimento tem grande significado no desenvolvimento econômico e turístico do Brasil, da Serra Gaúcha, e em especial da cidade de Canela – onde se transformou numa referência de hotelaria internacional de qualidade. Faz parte da história do Brasil, por ter sido o local onde em fevereiro de 1992 foi assinado o Tratado do Mercosul, hospedando presidente de quatro países: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
 
Neste momento, nossa primeira preocupação é o cuidado para com as pessoas que contribuíram para o nosso negócio durante tanto tempo e para elas elaboramos um pacote de demissão responsável.
 
GRUPO HABITASUL
HOTEL LAJE DE PEDRA"

Correio do Povo