Prefeito de São Leopoldo (RS) faz boletim de ocorrência após receber ameaças

Ary Vanazzi manteve restrições ao comércio na cidade

Na página do Facebook onde a ameaça foi postada , ainda há referência a um Delegado da Polícia Federal que atua na cidade, e na mensagem uma intimidação literal ao gestor municipal
Na página do Facebook onde a ameaça foi postada , ainda há referência a um Delegado da Polícia Federal que atua na cidade, e na mensagem uma intimidação literal ao gestor municipal 

Desde a última sexta-feira, após reiterar que as determinações contidas no decreto de calamidade pública seguem em vigor até ao menos este sábado, o prefeito de São Leopoldo Ary Vanazzi tem recebido ameaças em uma página do Facebook. Na tarde de segunda-feira, ele registrou ocorrência policial para investigações. 
Para Vanazzi, o momento é de defesa da vida. “Conclamo a toda nossa comunidade que o momento não é de disputa política. O momento é muito sério e grave, e precisamos todos defender a vida, ouvir os especialistas e evitar que se estabeleça uma tragédia aqui na cidade. Com esses irresponsáveis que tomaram essas atitudes de ameaças estamos acionando juridicamente e tomando todas as providências”, afirmou. 
Conforme a procuradora geral do município, Angelita Rosa, os crimes serão denunciados para os órgãos competentes para que os responsáveis sejam processados em todas as esferas. Os demais encaminhamentos aos Ministérios Públicos Estadual e Federal estão sendo providenciados.

Correio do Povo


 
VEJA TRAZ AS PRINCIPAIS INFORMAÇÕES SOBRE O IMPACTO DA PANDEMIA NO BRASIL E NO MUNDO

BOLSONARO MUDA O TOM
Em seu quarto pronunciamento em rede nacional de televisão sobre a crise do coronavírus, Jair Bolsonaro adotou tom conciliador, diferente do que havia feito até então. O presidente pediu união dos três Poderes, falou em "defender vidas", listou medidas adotadas pela sua gestão, não chamou a doença de "gripezinha" e evitou criticar diretamente o isolamento social, método indicado por autoridades de saúde do Brasil e do mundo para combater a epidemia. O pronunciamento foi novamente acompanhado por "panelaços" registrados em todo o país. A postura adotada por Bolsonaro deve ajudar a apaziguar os conflitos com os governadores, que tomaram para si o protagonismo na luta contra o vírus devido à resistência do presidente em reconhecer a gravidade da doença. As primeiras reações devem acontecer nesta quarta-feira, 1º.
 


O PRESIDENTE E OS MILITARES
Isolado politicamente por sua postura na crise, Bolsonaro voltou a se aproximar da ala militar de seu governo. O movimento veio após declarações públicas de alguns ministros, como Sergio Moro e Paulo Guedes, além, é claro, de Luiz Henrique Mandetta, em defesa da quarentena — criticada pelo presidente — como forma de prevenção. Esta convergência, inclusive, pode ter tido influência direta na mudança de tom do presidente em seu discurso. A proximidade também se deu justamente no aniversário de 56 anos do golpe militar , que culminou em 21 anos de ditadura no Brasil. O período foi de ruptura institucional e trevas para a democracia, mas o presidente, o vice, Hamilton Mourão, e o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, celebraram a data em postagens.
 


A UNIÃO DOS MINISTROS
Ao autorizar o uso da Força Nacional de Segurança pelo Ministério da Saúde nas ações de combate ao coronavírus, Sergio Moro mostrou estar alinhado a Mandetta e na contramão do chefe Jair Bolsonaro. Ao lado dos dois está Paulo Guedes. O ministro da Economia agradeceu aos demais Poderes, Legislativo e Judiciário, pelo auxílio na gestão da crise, citando a decisão do STF que permite o descumprimento do Orçamento e a aprovação por parte dos deputados e senadores do auxílio emergencial de 600 reais para trabalhadores informais. Com a união dos ministros e a recente mudança de postura do presidente, espera-se agora uma movimentação mais coesa do governo no combate à pandemia.
 


SALTO NO NÚMERO DE MORTES
O Brasil registrou o maior número de mortes (42) e casos (1.138) por coronavírus em 24 horas desde que a doença passou a ser monitorada no país. Desta forma, as vítimas fatais chegaram a 201 e os diagnósticos confirmados foram a 5.717. O aumento mostra que a curva segue em alta e que o país ainda não chegou ao seu pico da doença. No mundo, a Espanha teve recorde de mortes pela Covid-19 em um dia: 849. Ainda na Europa, a França ultrapassou a China em número de óbitos, apesar de ser apenas o sexto país com mais casos no mundo. Na Itália, já são mais de 12 mil vítimas fatais, enquanto na Bélgica uma menina de 12 anos morreu com a doença. Do outro lado do Atlântico, os Estados Unidos se aproximam dos 200 mil casos, além de também ter deixado a China para trás em óbitos — agora são mais de 4 mil, número maior do que as baixas causadas pelo atentado de 11 de setembro . A Casa Branca projeta ainda que pode haver de 100 mil a 240 mil mortes no país. Como mais uma medida para tentar frear a curva, Donald Trump disse que estuda proibir viagens do Brasil aos EUA nos próximos dias.
 


O MÉTODO AUSTRALIANO
Ao contrário do que acontece em grande parte do mundo, a Austrália conseguiu, até agora, reduzir a curva de contágio  do novo coronavírus: são atualmente 4.559 casos e 18 mortes. Assim como no Brasil, governadores agiram rápido no país e alguns deles decidiram não acatar a ordem do primeiro-ministro, Scott Morisson, um conservador que foi contrário às recomendações de prevenção feitas pela OMS. O premiê relutou em acatar as ordens de isolamento e só começou a anunciar medidas restritivas quando o vírus começou a se propagar de forma rápida. As ações apresentam resultados e o número diário de novos casos de coronavírus caiu de 30% para 9%, o que indica que o país pode já ter conseguido conter os estragos causados pelo vírus.

Levantamento aponta falta de EPIs nos hospitais do RS e Porto Alegre

Segundo o presidente do Sindisaúde-RS, Júlio Jesien, a entidade já recebeu cerca de 600 denúncias de falta de equipamentos

Segundo o levantamento, até dia 29 de março, o Rio Grande do Sul foi o quarto estado com mais queixas, 218, atrás apenas de São Paulo (855), Rio de Janeiro (273) e Minas Gerais (262)
Segundo o levantamento, até dia 29 de março, o Rio Grande do Sul foi o quarto estado com mais queixas, 218, atrás apenas de São Paulo (855), Rio de Janeiro (273) e Minas Gerais (262) 

A Associação Médica Brasileira criou uma plataforma virtual para captação de reclamações e denúncias sobre a falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) para os profissionais da saúde que estão atuando na linha de frente em combate ao novo coronavírus no país. Segundo o levantamento, até dia 29 de março, o Rio Grande do Sul foi o quarto estado com mais queixas, 218, atrás apenas de São Paulo (855), Rio de Janeiro (273) e Minas Gerais (262).
Levando-se em conta municípios, Porto Alegre está em terceiro na lista com 128 reclamações, tendo à frente as capitais paulista (250) e fluminense (148). Segundo o presidente do Sindisaúde-RS, Júlio Jesien, a entidade já recebeu cerca de 600 denúncias de falta de equipamentos, e chama a atenção para os hospitais da Capital. “As reclamações vêm mais da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, Hospital de Clínicas e o São Lucas da PUC. Claro que vivemos uma situação diferenciada, mas a obrigação do fornecimento de equipamento é do empregador”, frisa Jesien.
O Hospital de Clínicas respondeu que “conta com equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados e suficientes para a atuação de suas equipes em estoque. As áreas onde os EPIs estão disponibilizados seguem os critérios e recomendações técnicas em vigência. O hospital continua realizando compras regulares e já começou a receber doações de EPIS”. Já, a Santa Casa garante que “tem cumprido com todos os protocolos de segurança preconizados pelas entidades de saúde e órgãos de classe, garantindo, neste sentido, o fornecimento irrestrito de todos os EPIs aos profissionais da assistência de seus hospitais”.
Já o Hospital São Lucas destaca que está com seus esforços direcionados para as ações preventivas à doença, seguindo as normas de segurança estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde. “O hospital frequentemente tem treinado e acompanhado suas equipes, bem como realizado diálogos de esclarecimentos sobre a Covid-19 e a utilização dos EPIS. Estes são fornecidos aos profissionais que atuam diretamente no atendimento de casos suspeitos e confirmados”. Além disso, um grupo de 43 voluntários iniciou a produção de novas máscaras cirúrgicas que serão entregues para as áreas de atuação. Outra ação informada pelo estabelecimento de saúde é a parceria com o Tecnopuc Fablab para a produção de 200 protetores faciais que serão entregues para as áreas da linha de frente do hospital.

“Não faltam recursos financeiros, falta oferta”

O Ministério da Saúde já enviou remessa de equipamentos para a região Sul do país. O diretor técnico do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), Francisco Paz, confirma a informação. “Recebemos na última sexta-feira máscaras, luvas e aventais, por exemplo. O material é distribuído de acordo com critérios, entregue às equipes que efetivamente precisam”. Paz reitera que os estoques estão regulados para a demanda atual. Mas os produtos estão em falta no mercado. “Capacidade financeira para comprar, temos. O que falta é oferta. Por isso, não podemos distribuir de forma aleatória, pois se os caso aumentarem, teremos que encontrar outra solução”, enfatiza o diretor do GHC.
O Hospital Moinhos de Vento afirmou que a entidade monitora o estoque de insumos diariamente e não há material em falta. A preocupação maior é com os testes de diagnóstico e máscaras. “Nossos indicadores de cobertura variam de acordo com nosso consumo e principalmente nos itens descartáveis, máscaras e aventais de isolamento. Verificamos um aumento nos preços nesses itens podendo chegar a mais de mil por cento”, informou a instituição.

Sindicato não recebeu reclamações

O Sindicato dos Hospitais e Clinicas de Porto Alegre (Sindihospa) informa que “não possui registro de falta de materiais de proteção aos funcionários dos hospitais. As instituições têm realizado um controle rigoroso dos equipamentos, disponibilizados de acordo com a necessidade específica de cada função e seguindo as recomendações da Vigilância Sanitária”. Segundo o sindicato, são feitas compras emergenciais para assegurar o atendimento da demanda neste período de crise pelo Covid-19. “Os estabelecimentos estão tomando as demais medidas necessárias para garantir a segurança dos profissionais e dos pacientes que buscam os serviços de saúde”, diz nota.

Informações são repassadas

Segundo o levantamento da AMB, os equipamentos que estão mais em falta no Brasil são as máscaras N95/PFF2 (88%), seguidas de óculos e protetores faciais conhecidos por ‘face shields’  (72%) e capotes impermeáveis (65%).
A partir dos relatos recebidos, a AMB comunica os estabelecimentos apontados, solicita esclarecimentos e a atualização das informações e notifica o Ministério da Saúde, o Conselho Regional de Medicina (CRM), as Secretarias de Saúde Municipal e Estadual, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Ministério Público. A captação de denúncias continua em curso e os estabelecimentos que informarem a solução dos problemas serão retirados da lista, disponível pelo link.

Correio do Povo




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Justiça autoriza ex-assaltante "Papagaio" a cumprir pena em regime domiciliar

Detento, que já fugiu seis vezes do sistema carcerário, integra grupo de risco para o novo coronavírus

Medida entra em vigor a partir desta terça-feira
Medida entra em vigor a partir desta terça-feira 

A Justiça de Bento Gonçalves, na Serra gaúcha, acolheu pedido da defesa e autorizou o apenado Cláudio Adriano Ribeiro, conhecido como "Papagaio", a cumprir pena em regime domiciliar a partir desta terça-feira.
O juiz Vancarlo André Anacleto considerou que "Papagaio" pertence ao grupo de risco da pandemia de Covid-19. O Ministério Público avalizou o embasamento da defesa, que apontou uma série de problemas respiratórios enfrentados pelo preso.
Desde a captura, em setembro 2018, "Papagaio" cumpre pena no Paraná. Lá, ele vai para o regime domiciliar, com tornozeleira eletrônica. A decisão é de Bento Gonçalves porque ele responde processo na cidade gaúcha.
Considerado, na década de 90, o maior assaltante de banco do Rio Grande do Sul, ele recebeu condenações somando mais de 52 anos e fugiu seis vezes do sistema carcerário. O detento também ganhou notoriedade por ter sido o primeiro a escapar da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), em 1999.
A prisão mais recente ocorreu em Agudos do Sul, no interior paranaense. Papagaio e mais três pessoas foram detidas em uma chácara no bairro Leão. No local, a Polícia apreendeu quatro fuzis. Em uma mochila, o grupo escondia explosivos que eram utilizados para os ataques a banco.

Rádio Guaíba e Correio do Povo



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