Santa Ceia em azulejo com madeira. Valor: R$ 280,00



Santa Ceia em azulejo com madeira. Valor: R$ 280,00
Mais informações:
Judite Sandra La Cruz
(51) 9 8502.8080
Teia de Aranha
Endereço: Av. João Pessoa, 1040 - Farroupilha, Porto Alegre - RS, 90040-001
A loja funciona de quarta a  domingo a partir das 10 horas.

Giro Veja: Desaceleração econômica mundial preocupa investidores

Stream ao vivo realizado há 16 horas

O principal índice da bolsa de valores, o Ibovespa, operou em queda nesta quinta-feira e chegou a baixar da casa dos 100 mil pontos. Esse é um movimento global e os investidores estão preocupados com a desaceleração econômica em todo o mundo. Somente nesta semana, a indústria da China registrou desaceleração, o PIB da Alemanha teve uma queda no segundo trimestre e a prévia das eleições argentinas apontaram uma derrota para o presidente Mauricio Macri. Esses fatores contribuíram, mas o grande fator é a guerra comercial entre China e Estados Unidos.
Um novo capítulo nessa disputa de tarifas de produtos aconteceu nesta quinta-feira 15, com a China afirmando que vai retaliar as medidas impostas pelos Estados Unidos.

Vagas de emprego em Porto Alegre–16.08.2019

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Auxiliar Administrativo
Salário: R$ 1800.00
Cidade: Porto Alegre/RS
Empresa: Starh Rh
Descrição: Irá atuar com elaboração de folha de pagamento, férias, rescisões, gfip. Formação técnico contábil ou curso técnico de aperfeiçoamento. Preferência ter conhecimento de sistema prosoft.

EU QUERO ESSA VAGA

Atendente
Salário: R$ 1400.00
Cidade: Porto Alegre/RS
Empresa: Mercado Seven
Descrição: Área e especialização profissional: Comercial, vendas - Atendimento
Nível hierárquico: Assistente
Local de trabalho: Porto alegre, rs
Regime de contratação de tipo temporário
Jornada período integral
Contratação temporária para empresa de soluções tecnológicas.

EU QUERO ESSA VAGA

Auxiliar de Produção
Salário: A combinar
Cidade: Porto Alegre/RS
Empresa: (Confidencial)
Descrição: Industria de alimentos em porto alegre seleciona auxiliar de produção para atuação de segunda à sexta nas seguintes atividades: Preparação de produtos alimentícios/abastecimento das linhas de produção/embalagem de produtos/operação e limpeza de máquinas operacionais/organização e limpeza da área de serviço. Desejável experiência como auxiliar de produção.

EU QUERO ESSA VAGA

Auxiliar de Serviços Gerais
Salário: R$ 600.00
Cidade: Porto Alegre/RS
Empresa: Cirvaiha
Descrição: Aux. Serviços gerais (ramo de farmácias)
- Exigido experiência na área;
- Transporte
- Segunda-feira a sábado
- Meio período
- Folgas domingo e feriados;
- Funções: Zelar pela limpeza da loja.
- Bairro: Mont serrat

EU QUERO ESSA VAGA

Atendente
Salário: A combinar
Cidade: Porto Alegre/RS
Empresa: Housing Lojas
Descrição: Atua com atendimento ao cliente, recepciona, apresenta os produtos e organização do local. Faz a recepção de mercadorias e esclarecimento de dúvidas. Zela pelo bom atendimento, eficiência e produtividade.

EU QUERO ESSA VAGA

Vendedor
Salário: A combinar
Cidade: Porto Alegre/RS
Empresa: (Confidencial)
Descrição: Atuar com vendas de assinaturas pelo telefone, esclarecer dúvidas e fechar vendas. experiência em vendas.

EU QUERO ESSA VAGA

Vendedor
Salário: A combinar
Cidade: Porto Alegre/RS
Empresa: Ma.J.E Recursos Humanos Ltda
Descrição: Recepcionar e atender o cliente que entra na loja, negociar prazos e condições de pagamentos, demonstrar o mecanismo de ação do produto, a fim de aumentar a confiança do cliente. Repor estoque, manter a loja organizada.
é essencial que tenha paciência, responsabilidade, honestidade, capacidade de se relacionar com as pessoas, capacidade de comunicação, organização, negociação, observação, flexibilidade e agilidade. Já ter tido experiência com vendas.

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Recepcionista
Salário: R$ 1560.00
Cidade: Porto Alegre/RS
Empresa: Simmre | Sindicato Dos Manequins, Modelos Recepcionista De Eventos
Descrição: Recepcionar e atender clientes interno / externo com qualidade, buscando eficiência no atendimento. Recebe e processa correspondências recebidas, agenda reuniões e anota solicitações de clientes. experiência na função. experiência em organização administrativa.

EU QUERO ESSA VAGA

Vendedor
Salário: A combinar
Cidade: Porto Alegre/RS
Empresa: (Confidencial)
Descrição: Atuar com vendas através do telefone, visitas aos clientes, prospecção, entre outras atividades. experiência na área de vendas.

EU QUERO ESSA VAGA

Auxiliar Administrativo
Salário: R$ 1500.00
Cidade: Porto Alegre/RS
Empresa: Poa Recruta
Descrição: Buscamos colaboradores para a vaga de auxiliar administrativo.

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Auxiliar de Produção
Salário: R$ 1225.00
Cidade: Porto Alegre/RS
Empresa: (Confidencial)
Descrição: Auxiliar de produção em montagem eletrônica, necessário experiência, conhecimento básico em componentes, inserção, revisão e montagem de equipamentos eletrônicos. Horário seg. à qui. Das 8 hs as 18 hs e sexta das 8 hs as 17 hs.

EU QUERO ESSA VAGA

Justiça posterga decisão sobre lei que atualiza IPTU em Porto Alegre

Mandado de segurança havia sido protocolado na 8ª Vara da Fazenda Pública, responsável pela análise de processos de natureza tributária

Projeto de revisão da planta do IPTU foi aprovado pelos vereadores no final de abril

Projeto de revisão da planta do IPTU foi aprovado pelos vereadores no final de abril | Foto: Fernanda Bassoa / Especial CP Memória

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O juiz Alex Gonzalez Custódio, da 8ª Vara da Fazenda Pública, considerou, nesta quinta-feira, que não cabe a ele julgar o mandado de segurança contra a Câmara Municipal que busca validar o projeto de atualização da planta do IPTU. O magistrado salientou que a vara se restringe ao julgamento de matérias tributárias e declinou do caso, determinando a redistribuição do processo ao constatar que o teor da peça é constitucional.

“A 8ª Vara da Fazenda Pública trata de forma exclusiva tributos municipais, isenções e imunidades relacionadas com tributos municipais e execução de multas por infrações às questões fiscais e, por isso, especializada. Creio que a competência para exame da matéria deve recair sobre alguma das Varas da Fazenda Pública não especializada e sem competência exclusiva, caindo na competência residual”, despachou.

Nessa quarta-feira, o líder do governo Marchezan, na Câmara Municipal, vereador Mauro Pinheiro (Rede), anunciou ter ingressado com um mandado de segurança contra o Parlamento para validar o reajuste do IPTU. Aprovada em fim de abril, a proposta segue no Legislativo, de onde precisa ser remetida à sanção do prefeito.

Além disso, na retomada dos trabalhos, a presidente da Câmara, Mônica Leal, decidiu submeter à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) um parecer favorável, da Procuradoria Jurídica, a que o projeto passe por uma segunda votação em plenário, a pedido do vereador Adeli Sell (PT).

Já a Prefeitura corre contra o tempo porque, se não estiverem sancionadas e publicadas, no Diário Oficial, até 27 de setembro, as alterações no IPTU não poderão vigorar a partir de 2020.


Rádio Guaíba e Correio do Povo


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Público se emociona com filme "Nada a Perder 2"

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"Friends" será reprisada em cinemas dos EUA para comemorar o 25º aniversário

Benzinho foi o grande vencedor da noite premiado em seis categorias

ARTE & AGENDA

Grande Prêmio do Cinema Brasileiro consagra "Benzinho"

Harry Styles não irá participar de

ARTE & AGENDA

Harry Styles recusa papel como príncipe Eric em "A Pequena Sereia"

It´s All Red, de Porto Alegre, está selecionada para tocar no Metal Fest

CENA ROCK

II Metal Fest Sul seleciona bandas para festival

Grupo humorístico apresenta um show e uma peça em Porto Alegre neste final de semana

ARTE & AGENDA

Hermes & Renato chega a Porto Alegre para três espetáculos

Vendas de Dia dos Pais aumentam no comércio depois de três anos de estabilidade

Mais de um terço (37,5%) dos comerciantes ouvidos pelo Núcleo de Pesquisa do Sindilojas Porto Alegre afirmou que as vendas de Dia dos Pais aumentaram em comparação a 2018. É a primeira vez depois de três anos de maior estabilidade que o setor observa resultados promissores para a data. Para 32,5% dos lojistas as vendas ainda se mantiveram estáveis em relação ao ano passado, e dentre os 30% que apontaram queda, a crise é considerada a principal justificativa.
O ticket médio, no entanto, ficou em torno de R$ 113, menor que os R$ 182 apontados em pesquisa prévia de intenção de consumo, calculados com base no que a população de Porto Alegre estaria disposta a gastar. Segundo 65% dos lojistas, o pagamento à vista no cartão de débito foi a preferência dos consumidores. Outros 30% relataram que a maioria das compras foi parcelada no cartão de crédito e para 5% os presentes foram comprados à vista em dinheiro.


Sindilojas Porto Alegre

Giro Veja: Comissão da Câmara aprova texto que proíbe indicação de parentes para embaixada

Transmitido ao vivo em 14 de ago de 2019

A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira 14, um texto que proíbe o nepotismo na administração pública federal. A proposta também barra, especificamente, a nomeação de parentes para cargos de embaixador. É o caso do presidente Jair Bolsonaro, que já possui o aval dos Estados Unidos e deve indicar o filho, o deputado Eduardo, nos próximos dias, para assumir o cargo em Washington.

Smart TV 4K LED 50” Philco PTV50F60SN Wi-Fi - Conversor Digital 3 HDMI 1 USB

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A Smart TV 4K 50" PTV50F60SN da Philco possui tela Backlight D-LED e resolução UltraHD 4K. Ela é perfeita para você acessar os conteúdos da internet. Tem ainda sistema operacional Linux para você navegar por diversos aplicativos instalados - inclusive a Netflix. Suas três entradas HDMI e uma entrada USB também são, literalmente, portas para um novo mundo, onde você pode reproduzir o que quiser. Sem contar no conversor digital, no Wi-Fi integrado, no ângulo de visão e outros recursos de som e imagem que tornam a sua experiência ainda mais incrível. E com o seu design moderno, ela ainda ajuda a compor o seu ambiente.




Link: https://www.magazinevoce.com.br/magazinelucioborges/p/smart-tv-4k-led-50-philco-ptv50f60sn-wi-fi-conversor-digital-3-hdmi-1-usb/293458/

O Esquecido e o Lembrado na História da Guerra do Paraguai–História virtual

Por Mário Maestri

Para reconstruir o passado, o historiador seleciona, hierarquiza e dá sentido a fatos históricos. Um processo que permite a historiografia aproximar-se ou afastar-se de seu objeto, ou seja, a reconstituição-explicação essencial dos fenômenos pretéritos. No primeiro caso, a historiografia constrói-se como ciência, nos limites que lhe são próprios. No segundo, apresenta-se como simples ideologia, isto é, desvio do sentido objetivo dos fatos determinado por intencionalidades conscientes, semi-conscientes ou inconscientes.
A historiografia é prática social que luta por sua construção como ciência no contexto do refinamento de suas técnicas e de seus métodos, embalada sempre pela incessante oposição entre os interesses sociais inevitavelmente antagônicos. Essas contradições explícitas entre narrativas de orientação científica e discursos de vieses ideológicos dão-se comumente em torno dos mesmos sucessos e a partir da mesma base documental, em claro paradoxo.
Toda narrativa historiográfica busca assumir posição social dominante, transformando-se em leitura hegemônica do passado, através da dominação, deslocamento e silenciamento das narrativas opostas, dissidentes e concorrentes. Vitória no campo das representações historiográficas que resulta habitualmente em não desprezíveis prebendas materiais e imateriais aos narradores que alcançam impor suas interpretações.
Mais comumente, o sucesso pleno ou parcial no confronto historiográfico não se conquista no contexto da solução da oposição dialógica e dialética entre as leituras em disputa, através da consolidação e legitimação das interpretações que mais se aproximem da essencialidade dos fatos. A historiografia dominante é também habitualmente a historiografia das classes dominantes. O que não resta a importância performativa da construção da historiografia como ciência e das constituição das contradições historiográficas.
Habitualmente, apesar da força imanente da busca mesmo tendencial da essência dos fenômenos, a maior ou menor legitimação de uma narrativa historiográfica é decidida pela maior ou menor força das classes sociais nelas interessadas. Não raro, por ter força para tal, a legitimação de uma leitura do passado se impõe literalmente através do amordaçamento dos seus principais oponentes. Nessa estranha disputa, o peso da aposta, no guichê, avança o jóquei e a sua montaria, na pista.
A grande guerra que ensanguentou a bacia do Prata de 1864 a 1870 foi questão histórica referencial e objetivamente determinante do agir do Estado imperial brasileiro nas suas últimas décadas de existência. Através daquele conflito militar, o Império do Brasil impôs sua hegemonia sobre aquela importante região, com desdobramentos e sequelas, exteriores e interiores, herdados pelo Estado republicano brasileiro, muitos dos quais se mantém até os dias de hoje.
No Brasil, por mais de um século, aqueles trágicos sucessos do Prata foram campo de caça privado de uma verdadeira proto-historiografia castrense, na versão mais comedida e qualificada da “história militar crítica”, com destaque para História da Guerra entre a Tríplice Aliança e o Paraguai, do general Tasso Fragoso, de 1934, ou nas narrativas fantasiosas e desbragadas do nacional-patriotismo. Nos últimos anos, o tema tem sido abordado por estudos de vocação acadêmica, não raro bafejados pelas mesmas injunções que condicionaram os estudos fundacionais sobre ele.
Ontem e hoje, as narrativas plenamente dominantes no Brasil sobre a grande guerra do Prata perfilharam a tese da total inocência do Estado imperial brasileiro naqueles sucessos. O Brasil teria sido atacado vilmente, em momento de plena paz, no sul do Mato Grosso e no oeste do Rio Grande do Sul pela tropas paraguaias, então sob o tacão de ferro de Francisco Solano López, ditador inebriado por desmedidos sonhos de hegemonia e de conquista no sul da América.
Nesse processo, determinou-se comumente como o marco zero do início da guerra a captura do paquete imperial Marquês de Olinda, em 12 de novembro de 1864, tendo a bordo o destinado presidente da província do Mato Grosso, sem qualquer declaração de guerra entre os dois países. Avançou-se e avança-se igualmente que jamais o Estado imperial teria tido predisposições belicosas contra a nação mediterrânea hispano-americana, ou contra qualquer outra, com destaque para o Uruguai.
Também a leitura interessada dos sucessos platinos de 1864-70 foi e é construída através do tradicional processo de selecionar, hierarquizar e dar sentido aos fatos históricos, a partir de razões e de interesses singulares, no geral estranhos ao sentido essencial dos mesmos, interpretados desde uma ótica supra-nacional. Nesse processo, foram múltiplas as operações historiográficas empreendidas, algumas de brutalidade e obtusidade apenas compreensível devido à força dos interesses sociais que as sustentavam e as sustentam.
Obscureceram-se e justificaram-se a participação dos criadores escravistas rio-grandenses estabelecidos no norte do Uruguai na Cruzada Libertadora de Venancio Flores, e, a seguir, a intervenção militar das tropas terrestre e marítimas imperiais, para manter aquele país na situação semi-colonial imposta quando da submissão de Manuel Oribe e Juan Manuel de Rosas, em 1851-2. No mesmo sentido, transformou-se a missão literalmente imperialista do conselheiro Saraiva, para submeter o governo constitucional uruguaio, em verdadeira operação de amor, paz e fraternidade. Uma verdadeira intervenção militar humanitária!
Impunha-se – e ainda se impõe – manter e consolidar a narrativa mítica da grande nação sul-americana estruturalmente pacifista. Sustentar a retórica de Estado imperial que jamais pretendera impor ao Paraguai os interesses mesquinhos de suas classes dominantes, através da pressão diplomática e do seu desdobramento militar. Era e é necessário negar a vontade do Estado imperial de, apoiado em sua indiscutível superioridade bélica, demográfica e econômica, impor-se sobre nação paraguaia pela força, como fizera tradicionalmente sobretudo em relação ao Uruguai, mas também quanto à Argentina, no que diz respeito ao Prata.
Entretanto, havia e continuava havendo, não uma pedra, mas um enorme escolho, no meio do cominho da consolidação da narrativa ideológica sobre o pacifismo visceral do Império quanto ao Paraguai. Em fins de 1854, fortalecido pela hegemonia no Prata obtida pela vitória sobre Manuel Oribe e Juan Manuel de Rosas na batalha de Monte Caseros, em 3 de fevereiro de 1852, o Estado imperial resolveu repetir, contra o Paraguai, a dura lição que acabara de receber do governo e da marinha inglesa.
Convencido do poder indiscutível de suas armas, o Estado imperial estrearia na tradicional diplomacia da canhoneira, ao enviar contra o então militarmente quase desprotegido Paraguai a talvez mais poderosa armada do Império que jamais navegara fora das águas territoriais do Brasil. Dezenas de navios de guerra e de apoio, centenas de poderosos canhões, milhares de marinheiros e de soldados partiram do Rio de Janeiro em direção a Asunción, no coração da América do Sul.
A expedição naval não resultou em um fracasso ainda maior talvez devido apenas à sensibilidade do almirante Pedro Ferreira de Oliveira, que viu entretanto naufragar para sempre sua carreira, ao fracassar na missão de impor a verdadeira missão impossível que lhe fora delimitada. A impossibilidade de tergiversar sobre o resultado e, sobretudo, sobre o sentido daqueles sucessos levou a historiografia nacional-patriótica, de ontem e de hoje, a optar sobretudo pelo desconhecimento ou minimização do sentido daquela ação de exercício majestático do Estado imperial brasileiro sobre o Paraguai.
***
Nas últimas três décadas, houve forte proliferação dos programas de pós-graduação em História, sobretudo em nível de mestrado, com um incremento indiscutivelmente substantivo da produção historiográfica acadêmica sobre a história do Brasil colonial, imperial e republicano. Esse processo garantiu importante avanço qualitativo e quantitativo da produção historiográfica e indiscutível qualificação do ensino da disciplina, no paradoxal contexto da enorme desvalorização do magistério como prática profissional, em nível não universitário.
Nos últimos anos, no contexto de indiscutível stakhanovismo intelectual, os pós-graduandos vem-se na contingência de, além de cursar e aprovar diversos seminários, pensar, programar, preparar, redigir, qualificar e aprovar suas dissertações. Idealmente, tudo em apenas quatro magros semestres, sob a chibata dos orientadores, disciplinados a sua vez pelos coordenadores dos programas, obrigados a prestarem contas sobre o tempo médio de defesa dos trabalhos. Aventura realizada comumente pelos pós-graduandos em cursos pagos e geralmente semi-ocupados em atividades profissionais, a que são obrigados pela falta de financiamento público.
Não poucos pós-graduandos vencem esses handicaps negativos e propõem-se e realizam trabalhos de qualidade, sobre temas substantivos, superando a sedução de cumprimento formal das exigências para obter o grau de mestre em História, através de abordagem de questões comumente de somenos importância e menor complexidade. Sobretudo quando se encontram sob o domínio da influência das visões relativistas, culturalistas e solipsistas de que tudo é história, de que todos os temas são válidos, de que todas as discussões e narrativas sobre os fatos se equiparam.
Sem arredar pé de suas obrigações profissionais, Fabiano Barcellos Teixeira aceitou com galhardia o difícil repto de abraçar o estudo da expedição imperialista naval brasileira de 1854-5 contra o Paraguai, quase não tocada pela historiografia brasileira, como destacado, pelas razões igualmente assinaladas.
Com segurança, iluminou com sua investigação e narrativa aspectos fundamentais dos antecedentes, dos sucessos, das decorrências, da recepção historiográfica daqueles determinantes fatos. Sem qualquer apoio financeiro, deslocou-se ao Paraguai, identificando valiosa e desconhecida documentação sobre os sucessos no Arquivo Nacional de Asunción.
Fonte: http://consciencia.net/o-esquecido-e-o-lembrado-na-historia-da-guerra-do-paraguai/


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Kapos–História virtual


Kapos judeus prestam continência a oficial alemão.
Kapo era um termo usado para certos presos que colaboravam com os nazistas nos guetos e nos campos de concentração em várias posições administrativas mais baixas. A palavra oficial nazista foi Funktionshäftling, ou "prisioneiro funcionário".
A palavra alemã Kameraden Polizei pode também significar “capataz/contramestre” e “oficial inferior", e deriva-se do francês para o “cabo” (caporal) ou da palavra italiana capo. O surgimento do termo ainda tem certa controvérsia.
Os kapos recebiam mais privilégios que os presos normais, para quem eram com freqüência brutais. Os kapos freqüentemente eram presos que tinham se oferecido para fazer esse trabalho, na troca para uma sentença reduzida ou uma liberação supervisionada antes da conclusão de sua sentença. Dependendo do campo, os privilégios mudavam, geralmente recebiam melhor alimentação, melhores roupas e um local melhor para dormir. Sendo que a alimentação era um dos pontos fundamentais para sobrevivência nos campos, mas mesmo tendo a ração extra, muitos ainda roubavam dos prisioneiros ou não entregavam toda ração que lhes eram destinadas.
Para a maior parte, Kapos eram encarregados de grupos de trabalhadores, mas também havia Kapos para os hospitais ou as cozinhas. Alguns campos ainda tinha uma hierarquia: Oberkapo, Kapo, Unterkapo.
Nos campos de extermínio, eles geralmente foram assassinados e substituídos com um grupo novo dos prisioneiros em intervalos regulares. Muitos desses Kapos eram criminosos comuns, que ostentavam o triângulo verde no peito. Eles eram o nº 1 na prioridade dos alemães na nomeação para esse serviço, pois na visão dos alemães, era melhor um criminoso comum alemão levar essa vantagem do que outros grupos, como por exemplo judeus, comunistas, homossexuais... Mas isso não impediu de muitos kapos serem de outra raça, etnia, partido politico e religião. Geralmente os prisioneiros políticos conseguiam derrubar os Kapos e nomear pessoas de suas próprias fileiras, para beneficiar uma grande parcela de presos.
O sadismo e a brutalidade de muito desses homens, que muitas vezes roubavam alimentos dos presos, era evidente nos campos, que . chegava a se comparar com os próprios SS. Mas alguns Kapos exerceram o seu poder de forma humana e com sensibilidade e trabalharam para ajudar os seus companheiros de prisão.
Fontes:
http://en.wikipedia.org/wiki/Kapo_(concentration_camp)
http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/judaica/ejud_0002_0011_0_10732.html
http://avidanofront.blogspot.com/2010/12/kapos.html


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Os corpos mortos de Benito Mussolini, sua amante Claretta Petacci e outros fascistas executados em exposição em Milão, 1945–História virtual

Em 25 de abril de 1945, as tropas aliadas estavam avançando para o norte da Itália, e o colapso da República Salônica era iminente. Mussolini e sua amante Clara Petacci partiram para a Suíça, com a intenção de embarcar em um avião e fugir para a Espanha. Dois dias depois, em 27 de abril, eles foram parados perto da vila de Dongo (Lago Como) pelos partidários comunistas Valerio e Bellini e identificados pelo Comissário Político da Brigada Garibaldi dos partidários, Urbano Lazzaro. Durante este tempo, o irmão de Clara posou como cônsul espanhol. Depois de várias tentativas frustradas de levá-los a Como, foram levados para Mezzegra. Eles passaram a última noite na casa da família De Maria.

Benito "A gangue de Mussolini pendurada aos pés em um posto de gasolina em Milão" depois de ser executada. Milão, Itália. 29 de abril de 1945.
No dia seguinte, Mussolini e Petacci foram sumariamente baleados, juntamente com a maioria dos membros de seu trem de 15 homens, principalmente ministros e oficiais da República Social Italiana. Os tiroteios ocorreram na pequena aldeia de Giulino di Mezzegra e foram conduzidos por um líder partidário que usou o nome de guerra de Colonnello Valerio. Sua identidade real é desconhecida, mas convencionalmente, acredita-se que tenha sido Walter Audisio, que sempre afirmou ter executado a execução, embora outro partidário alegasse polêmica que Colonnello Valerio era Luigi Longo, posteriormente um importante político comunista na Itália do pós-guerra. Mussolini foi morto dois dias antes de Hitler e sua esposa Eva Braun se suicidarem.
Em 29 de abril de 1945, os corpos de Mussolini, Petacci e os outros fascistas executados foram carregados em uma van e levados para o sul para Milão. Às 3 horas da manhã, os cadáveres foram jogados no chão na velha Piazzale Loreto. A praça foi renomeada "Piazza Quindici Martiri" em homenagem a quinze antifascistas recentemente executados lá.

O cadáver de Benito Mussolini ao lado de sua amante Claretta Petacci e de outros fascistas executados, em exposição em Milão em 29 de abril de 1945, na Piazzale Loreto, o mesmo lugar em que os fascistas exibiram os corpos de quinze civis milaneses um ano depois executá-los em retaliação por atividade de resistência. A fotografia é de Vincenzo Carrese. Os corpos, da esquerda para a direita, são: Nicola Bombacci, Benito Mussolini, Claretta Petacci, Alessandro Pavolini e Achille Starace.

Benito "A gangue de Mussolini pendurada aos pés em um posto de gasolina em Milão" depois de ser executada. Milão, Itália. 29 de abril de 1945.
Depois de serem chutados e cuspidos, os corpos foram pendurados de cabeça para baixo no teto de um posto de gasolina da Esso. Os corpos foram então apedrejados de baixo por civis. Isso foi feito tanto para desencorajar qualquer fascista de continuar a luta, quanto como um ato de vingança pelo enforcamento de muitos partidários no mesmo local pelas autoridades do Eixo. O cadáver do líder deposto estava sujeito ao ridículo e abuso. O fielista fascista Achille Starace foi capturado e condenado à morte e depois levado para a Piazzale Loreto e mostrado o corpo de Mussolini. Starace, que uma vez disse sobre Mussolini "Ele é um deus", saudou o que restou de seu líder pouco antes de ser baleado. O corpo de Starace foi posteriormente preso ao lado de Mussolini.

Benito Mussolini e Clara Petacci pendurados após a execução. Milão, Itália. 29 de abril de 1945.

O corpo de Benito Mussolini sendo exposto após a execução. "Benito Finito." Milão, Itália. 29 de abril de 1945.

Clara Petacci enforcou após a execução. "A namorada de Mussolini, Clara." Milão, Itália. 29 de abril de 1945.
Após sua morte e a exibição de seu cadáver em Milão, Mussolini foi enterrado em uma sepultura sem identificação no cemitério de Musocco, ao norte da cidade. No domingo de Páscoa de 1946, seu corpo foi localizado e desenterrado por Domenico Leccisi e dois outros neo-fascistas.
À solta durante meses - e causa de grande ansiedade para a nova democracia italiana - o corpo de Mussolini foi finalmente "recapturado" em agosto, escondido em um pequeno baú na Certosa di Pavia, nos arredores de Milão. Dois irmãos Fransciscan foram subseqüentemente acusados ​​de esconder o cadáver, embora tenha sido descoberto em investigações posteriores que ele estava constantemente em movimento. Sem saber o que fazer, as autoridades mantiveram os restos em uma espécie de limbo político por dez anos, antes de concordar em permitir que fossem enterrados em Predappio, na Romagna, sua terra natal. Adone Zoli, a então atual primeira-ministra, contatou Donna Rachele, a viúva do ditador, para lhe dizer que ele estava devolvendo os restos mortais, já que ele precisava do apoio da extrema direita no parlamento, incluindo o próprio Leccisi. Em Predappio, o ditador foi enterrado em uma cripta (a única honra póstuma concedida a Mussolini). Seu túmulo é flanqueado por peças de mármore, e um grande busto de mármore idealizado dele está acima do túmulo.
Nos anos do pós-guerra, a versão "oficial" da morte de Mussolini foi questionada na Itália (mas, geralmente, não internacionalmente) de uma maneira que atraiu a comparação com as teorias da conspiração de John F. Kennedy. Jornalistas, políticos e historiadores, duvidando da veracidade do relato de Audisio, apresentaram uma ampla variedade de teorias e especulações sobre como Mussolini morreu e quem foi o responsável. Pelo menos doze indivíduos diferentes foram, em vários momentos, considerados o assassino. Estes incluíram Luigi Longo e Sandro Pertini, que posteriormente se tornou secretário geral do Partido Comunista Italiano e Presidente da Itália, respectivamente. Vários escritores acreditam que a morte de Mussolini foi parte de uma operação das forças especiais britânicas. O objetivo era supostamente recuperar comprometimento "
Fonte:https://www.vintag.es/2018/03/the-death-of-mussolini-and-clara-petacci.html

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