Pela primeira vez, Bolsonaro vem ao RS para anunciar entrega de obra

Presidente vai inaugurar duplicação de trechos da BR 116 em Pelotas

Por Lucas Rivas / Rádio Guaíba

A agenda de Bolsonaro deve ser corrida no Rio Grande do Sul

A agenda de Bolsonaro deve ser corrida no Rio Grande do Sul | Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil / CP

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Na segunda visita oficial ao Rio Grande do Sul, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) participa, pela primeira vez, nesta segunda-feira, de uma entrega de obra do governo federal em solo gaúcho. A agenda prevê a liberação para o tráfego de 47 quilômetros duplicados da BR 116 entre Pelotas e Tapes. O ato ocorre às 10h30mim, na altura do km 492, junto ao posto de pedágio da Ecosul, em Pelotas.

A agenda de Bolsonaro deve ser corrida. Às 16h30min, ele já se reúne com o vice-presidente, Hamilton Mourão, em Brasília. Utilizando o avião presidencial, Bolsonaro deixa o Distrito Federal às 7h, rumo ao Rio Grande do Sul. A chegada à Base Aérea de Canoas é prevista para as 9h30min. Depois, de helicóptero, o presidente parte para Pelotas. Em seguida, ainda acompanha o cronograma de obras da BR 116 em um trecho a cargo do 4º Grupamento de Engenharia do Exército, em Barra do Ribeiro.

A comitiva presidencial vai contar com as presenças dos ministros da Infraestrutura, Tarcísio Freitas e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Dois deputados gaúchos também virão de Brasília a bordo do avião presidencial: o líder da bancada federal, Giovani Cherini (PL), e Afonso Hamm (PP), líder da Frente Parlamentar em defesa da BR 116.

Em junho, Jair Bolsonaro participou da Festa Nacional da Artilharia, que homenageou o marechal Emílio Luiz Mallet, em Santa Maria. O evento durou cerca de duas horas.

Ponte do Guaíba

Cherini pretende convencer Bolsonaro a sobrevoar também as obras da segunda Ponte do Guaíba. O líder da bancada gaúcha na Câmara reconhece que a agenda apertada do presidente pode inviabilizar o compromisso. A previsão do Planalto é inaugurar o empreendimento em abril de 2020.

“A vinda de Bolsonaro representa uma nova forma de governar as causas do Estado porque, na medida em que o governo priorizou quatro obras – BR 116, Ponte do Guaíba, Travessia de Santa Maria e dragagem de Rio Grande –, passamos a ter uma perspectiva de término. Senão, fica ‘ad aeternum’”, destacou Cherini.

Expointer e saúde

O líder da bancada gaúcha também aproveita o deslocamento entre Brasília e Pelotas, na companhia do presidente, a fim de reforçar o convite para que Bolsonaro participe da Expointer, que ocorre de 24 de agosto a 1 de setembro, em Esteio. Pautas envolvendo investimentos em saúde preventiva também serão discutidas.

Protesto

Embora o presidente esteja cumprindo agenda positiva na metade Sul, arrozeiros devem protestar, em algum dos pontos da comitiva, para pressionar o governo a resolver o impasse envolvendo a prorrogação das parcelas de custeio e investimento para o setor orizicola. Eles querem melhores condições para o alongamento das parcelas de custeio para plantio da lavoura.


Rádio Guaíba e Correio do Povo


LOTERIAS

Mega-Sena acumula e poderá pagar R$ 9 milhões na quarta-feira
Bolsonaro defende "família tradicional" e chama ideologia de gênero de "coisa do capeta"

Dia dos Pais tem sol no RS, mas começa frio

Temperaturas ficam agradáveis a partir do meio-dia, antes do ingresso de nuvens no Oeste do Estado

Porto Alegre terá nuvens e máxima de 21°C neste domingo de dia dos pais

Porto Alegre terá nuvens e máxima de 21°C neste domingo de dia dos pais | Foto: Alex Rocha / PMPA / Divulgação CP

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O sol aparece em todo o Rio Grande do Sul neste domingo de Dia dos Pais. Amanhece frio e com chance de geada isolada em algumas regiões. Com o sol, a temperatura sobe rapidamente e as marcas ao meio-dia e à tarde estarão agradáveis, conforme a MetSul Meteorologia.

Na segunda metade do dia nuvens ingressam em parte do Estado. No entardecer e à noite, áreas de instabilidade que se formam no Oeste e avançam trazem chance de chuva para diferentes pontos do Rio Grande do Sul, especialmente da Metade Oeste gaúcha.

Em um domingo de sol e nuvens, Porto Alegre terá as temperaturas variando entre 7°C e 21°C.


MetSul e Correio do Povo


CRIME EM GRAVATAÍ

Polícia trabalha com hipótese de latrocínio em caso de morte de haitiana

Papo com Taline Oppitz: Tensão nas relações políticas

Publicado em 9 de ago de 2019

A votação do projeto de alterações da planta do IPTU acabou definitivamente com a relação entre o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e o Partido Progressista (PP).
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Grêmio é envolvido pelo Flamengo e perde por 3 a 1 no Maracanã

Tricolor até conseguiu igualar placar com reservas no primeiro tempo, mas foi superado no segundo

Por Bernardo Bercht

Uruguaio Arrascaeta foi o carrasco gremista

Uruguaio Arrascaeta foi o carrasco gremista | Foto: Alexandre Vidal / Flamengo / Divulgação CP

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Os reservas do Grêmio esboçaram pouca resistência e acabaram superados por 3 a 1 pelo Flamengo, neste sábado no Maracanã. A equipe carioca teve o controle da partida a maior parte do tempo, ainda sofreu um susto com o empate tricolor num pênalti anotado pelo VAR, mas voltou à vantagem no segundo tempo para comemorar os três pontos conquistados na 14ª rodada.

Com o resultado, os comandados de Renato Portaluppi permanecem no 13º lugar com 17 pontos, podendo ainda serem ultrapassados no decorrer da rodada. O Flamengo é o terceiro e encosta no Santos, com 27 pontos, cinco a menos que o líder. O Tricolor volta a jogar pelo Brasileiro no próximo sábado, contra o Palmeiras na Arena. Antes, contudo, encara o Athletico-PR pela Copa do Brasil, igualmente em Porto Alegre.

Empate e esperança antes do intervalo

O Grêmio começou desorganizado e foi envolvido pelo Flamengo, apesar das poucas chances efetivas para os donos da casa. Tanto que a primeira conclusão veio apenas aos 14 minutos. Arrascaeta tentou o chute de longe, com espaço aberto e isolou sobre a meta.

A resposta gremista teve boa combinação de Luan para Pepê. O atacante invadiu a área e tentou cruzar para Alisson, mas Rafinha se jogou na frente da bola para afastar. O novo reforço tricolor, Luciano, teve em seguida sua única oportunidade da etapa. Luan bateu escanteio com perigo, a bola ficou viva na área e Luciano tentou encobrir Diego Alves no rebote. O goleirão pegou firme.

O Flamengo, enquanto isso, tinha mais posse de bola e, gradualmente, assumiu o comando do jogo. Aos 28, sob forte pressão, a zaga gremista falhou e Arrascaeta achou espaço para dar de casquinha na marca penal. Willian Arão apanhou de primeira e fulminou um golaço para o 1 a 0.

Só que o Tricolor conseguiu se remobilizar para buscar o gol de empate antes do intervalo. Em cobrança de falta aos 45 minutos, David Braz teve a camisa puxada. Inicialmente, o árbitro deixou seguir, porém o VAR foi acionado pouco depois, confirmando o pênalti. Galhardo bateu firme no canto direito e confirmou o 1 a 1 antes da virada.

Tricolor é dominado

A igualdade no placar não foi além da arrancada do segundo tempo, porém. Aos quatro minutos, Bruno Henrique bateu da quina da área e a bola explodiu na trave esquerda. Sobrou para Arrascaeta, que marcado por Léo Moura deu de biquinho. A bola foi rolando devagar, sem chances para o goleiro Julio César no 2 a 1. O Maracanã explodiu de novo.

O Grêmio sentiu e o rubro-negro carioca passou a dominar as ações. Aos 10, Rafinha recebeu livre na direita e cruzou com qualidade. Arrascaeta ia chegar nela, mas Leo Moura conseguiu dividir com o atacante para evitar o gol. No lance seguinte, Gerson quase fez um golaço. Ele recebeu de Bruno Henrique, cortou para o meio e disparou a bomba. Resvalou lá onde a coruja dorme, no ângulo esquerdo.

Renato mandou Everton no lugar de Galhardo, com pouca efetividade para mudar a partida. Aos 31, Julio César ainda teve que fazer defesaça para o Flamengo não ampliar. Arrascaeta fez grande jogada e lançou Bruno Henrique. O uruguaio apareceu na área de novo para chutar e o goleiro gremista espalmou com estilo.

O Tricolor ainda esboçou uma chance de gol aos 37, a essas alturas com Patrick substituindo Luciano. Juninho Capixaba foi lançado por Luan atrás da zaga. Podia tocar em Patrick livre, mas cruzou sem olhar para a área. O goleiro ainda se atrapalhou, mas recuperou em dois tempos.

O castigo final veio já nos acréscimos. Everton, o do Flamengo recebeu na direita, cortou para o meio e tirou de dois marcadores. Enfiou o pé na bola e marcou um golaço no canto direito para fazer o 3 a 1.

Brasileirão - 14ª rodada

Flamengo 3

Diego Alves; Rafinha, Thuler, Pablo Marí e Filipe Luís (Renê); Cuellar (Piris da Motta), Willian Arão, Gerson e Arrascaeta; Berrío (Everton Ribeiro) e Bruno Henrique. Técnico: Jorge Jesus.

Grêmio 1

Julio César; Léo Moura, Paulo Miranda, David Braz e Juninho Capixaba; Darlan, Thaciano, Rafael Galhardo (Everton), Luan (Da Silva) e Pepê; Luciano (Patrick). Técnico: Renato Gaúcho.

Gols: Willian Arão (28min/1ºT), Arrascaeta (4min/2ºT) e Everton Ribeiro (46min/2ºT), para o Flamengo; Rafael Galhardo (50min/1ºT).

Árbitro: Braulio da Silva Machado (Fifa/SC).
Cartões amarelos: Rafinha, Pablo Mari, Berrío e Cuellar (F); Thaciano e Juninho Capixaba (G).
Local: Maracanã, no Rio (RJ).


Correio do Povo

Alemanha corta aporte de R$ 155 milhões ao Fundo Amazônia

Corta subsídios a projetos de proteção ocorreu diante de desmatamento da floresta

Amazônia cortará apoio de R$ 155 milhões à projetos na Amazônia

Amazônia cortará apoio de R$ 155 milhões à projetos na Amazônia | Foto: Raphael Alves / AFP / CP

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O governo alemão anunciou neste sábado a suspensão de parte de seus subsídios a projetos de proteção da Floresta Amazônica, devido ao aumento do desmatamento no Brasil desde a chegada do presidente Jair Bolsonaro ao poder.

"A política do governo brasileiro para a Amazônia gera dúvidas sobre a continuação de uma redução sustentável do índice de desmatamento", declarou neste sábado ao jornal alemão "Tagesspiegel" a ministra alemã do Meio Ambiente, Svenja Schulze.

A primeira etapa consiste em bloquear um subsídio de 35 milhões de euros (R$ 156 milhões) para projetos de preservação da floresta e da biodiversidade brasileira até que as cifras voltem a ser animadoras, assinala o jornal.

De 2008 a 2019, o governo alemão liberou um total de 95 milhões de euros (R$ 423,5 milhões) para diferentes projetos de proteção ambiental no Brasil.

A Alemanha continuará contribuindo para o Fundo Amazônia, criado em 2008 e do qual seu doador mais generoso, a Noruega, ameaça se retirar. O país escandinavo anunciou anos atrás que seus pagamentos ao Brasil seriam reduzidos à metade e poderiam até ser extintos no futuro.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) informou nesta semana que o desmatamento na Amazônia brasileira totalizou 2.254 km² em julho, 278% a mais do que no mesmo mês de 2018 (596,6 km²).


AFP e Correio do Povo


Porto Alegre terá nuvens e máxima de 21°C neste domingo de dia dos pais

PREVISÃO DO TEMPO

Dia dos Pais tem sol no RS, mas começa frio

CRIME EM GRAVATAÍ

Polícia trabalha com hipótese de latrocínio em caso de morte de haitiana

RIO GRANDE DO SUL

Pela primeira vez, Bolsonaro vem ao RS para anunciar entrega de obra

LOTERIAS

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Bolsonaro defende "família tradicional" e chama ideologia de gênero de "coisa do capeta"

Presidentes do Brasil e Paraguai junto a Usina Itaipu Binacional

CPI mira possível privilégio a empresa brasileira sobre Itaipu

Ataque a tiros ocorreu em boate no interior de Mostardas

MOSTARDAS

Polícia trabalha com hipótese de mais de um atirador em chacina

Treinador elogiou competitividade do time reserva

GRÊMIO

Renato vê "jogo equilibrado" e derrota normal com Grêmio em três competições

GRÊMIO

Júlio César elogia "gestão de grupo" de Renato, mesmo com derrota

Guerrero deve ser titular contra seu ex-time

INTER

Inter “reforçado” enfrenta o Corinthians na manhã do dia dos pais

Nonato espera uma grande partida contra o Corinthians neste domingo pela 14ª rodada do Brasileirão

Nonato destaca versatilidade do Inter para enfrentar Corinthians

Lutadora se recuperou após derrota na semifinal

JOGOS PAN-AMERICANOS

Gaúcha Alexia Castilhos conquista bronze do judô no Pan

São Paulo venceu o Santos por 3 a 2

BRASILEIRÃO

São Paulo bate o Santos de virada no Morumbi

Propostas devem expor privilégios em salários

RS

Carreiras: aumentam gratificações e prêmios no RS

Regulamentação acontece após polêmicas e acidentes

POLÍTICA

São Paulo publica decreto para regulamentar o uso de patinetes elétricos

Maduro e seus aliados atribuem carências às sanções impostas pelos Estados Unidos

Venezuela recebe outro envio de ajuda humanitária da Cruz Vermelha

Ativistas pediam

Manifestantes pró-democracia mantêm pressão e mobilização em Hong Kong

Conteúdo está sendo formulado pela equipe econômica

POLÍTICA

Governo vai enviar PEC para capitalização nas próximas semanas ao Congresso

Bolsonaro reforçou que não pretende indicar o filho Eduardo Bolsonaro para o Ministério das Relações Exteriores

POLÍTICA

Bolsonaro afasta possibilidade de nomear Eduardo no Itamaraty

Veículo Ford Fusion foi abandonado por motorista

GRAVATAÍ

Duas pessoas morrem em acidente provocado por motorista embriagado

CIDADES

Homem é morto a tiros em Santa Maria

Gabriela Koslowski quer incentivar mais mulheres a atuarem na área de mecânica

CORREIO FEMININO

Porto Alegre recebe workshop gratuito de mecânica para mulheres

ARTE & AGENDA

Netflix libera primeiro episódio de "Sintonia" no YouTube

ARTE & AGENDA

Série "Baywatch" vai virar documentário

Jamie Auld interpreta Madonna na cinebiografia dirigida por Guy Guido

ARTE & AGENDA

Porto Alegre recebe sessão de cinebiografia de Madonna

ARTE & AGENDA

HBO GO libera download de séries e filmes na plataforma

Viola Davis vai produzir

ARTE & AGENDA

Viola Davis anuncia que fará adaptação de "O Beijo no Asfalto", de Nelson Rodrigues

Livro

ARTE & AGENDA

Edgar Allan Poe é tema de bate-papo literário no Instituto Ling

FRASE DO DIA–10.08.2019

As pessoas não podem delegar ao governo algo que seria ilegal elas próprias fazerem.

John Locke


Crise política da Itália pode ter reflexos na economia

País teve crescimento zero do PIB nos primeiros seis meses do ano

Bolsa de Milão fechou em baixa, com queda de 2,48%

Bolsa de Milão fechou em baixa, com queda de 2,48% | Foto: Filippo Monteforte / AFP / CP

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Terceira maior economia da zona do euro, a Itália mergulha novamente em uma crise política após a implosão da coalizão de governo. Qual pode ser o impacto desta mudança? Assim que os mercados abriram nesta sexta-feira, a proporção entre os títulos públicos da Itália e da Alemanha deu um salto de 25 pontos, a 235, refletindo a preocupação dos círculos financeiros. A Bolsa de Milão fechou em baixa, com queda de 2,48%.

"A incerteza tem um preço, se chama 'spread', e implica a possível redução da nota da Itália das agências de classificação" de risco, explicou Carlo Alberto Carnavale Maffe, professor da Universidade Bocconi de Milão.

Por acaso, a agência de classificação Fitch deve revisar a nota da Itália nesta sexta-feira. Atualmente, ela é "BBB" - dois níveis acima da categoria especulativa, chamada de "lixo" - e pode tender para o negativo. Analistas estão divididos sobre a decisão da agência, que não terá tempo de considerar o impacto da crise política deflagrada nesta quinta-feira.

Em outubro de 2018, a Moody's reduziu a classificação da Itália para "Baa3", logo acima da categoria especulativa. A agência explicou que tinha preocupações orçamentárias com a coalizão populista no poder nos últimos meses. De acordo com a Maffe, "agosto é um mês com volume baixo de comércio (nas bolsas de valores), e as pequenas variações têm um impacto muito grande".

Economia apertada

A terceira maior economia da zona do euro não está em um bom momento. Após registrar uma "recessão técnica" na segunda metade de 2018, a Itália teve crescimento zero do Produto Interno Bruto (PIB) nos primeiros seis meses do ano. Em 2019, a Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) calculam um crescimento italiano de apenas 0,1%, e o governo, de 0,2%. Alguns especialistas são ainda mais pessimistas e acreditam que o país pode voltar à recessão.

A economia italiana é afetada pela desaceleração que atinge a Europa toda, bem como pelas tensões comerciais entre China e EUA e pela cautela das empresas, que acabam investindo menos diante da situação global e da instabilidade política local. Como resultado, a taxa de desemprego está em 9,7%, chegando a 28,1% entre os jovens de 15 a 24 anos. O índice é bem superior à média da zona do euro, de 7,5% e 15,4%, respectivamente.

Soma-se a isso a dívida colossal de 2,3 trilhões de euros, 132% de seu PIB, a mais alta da zona do euro depois da Grécia. Bruxelas pressiona a Itália constantemente para reduzir seu déficit público. Em várias ocasiões, houve atritos entre a Comissão Europeia e o governo italiano, que acabou anunciando que o déficit público em 2019 não vai superar os 2,04% do PIB - contra os 2,4% previstos a princípio.

O que pode acontecer se Matteo Salvini vencer as eleições antecipadas? O líder de extrema direita da Liga sempre criticou a intervenção da União Europeia e estima que o atual ministro italiano da Economia, Giovanni Tria, é muito conciliador com Bruxelas. Em declarações recentes, Salvini garantiu que o próximo orçamento não pode ficar "abaixo do déficit de 2%". "Os dogmas de Bruxelas não são sagrados", alertou. "Certamente vamos ter confrontos com a Europa, mas com um governo e um Parlamento legitimados pelo voto dos italianos", antecipou.

Salvini, cujo eleitorado é composto por pequenos empresários e artesãos do próspero norte industrializado do país, afirma ser preciso adotar um orçamento "corajoso", com cortes de impostos significativos e grandes obras públicas, para impulsionar o crescimento. Ele também prometeu evitar o aumento do imposto sobre produtos, o IVA, já aprovado pelo atual Parlamento - apesar de precisar de 23 bilhões de euros adicionais para executar seus programas.


AFP e Correio do Povo


BRASIL: A CURA ATRAVÉS DA LIBERDADE
XVIII- 207/18 -08.08.2019

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DA CÂMARA PARA O SENADO

Ontem, depois de sete meses de tramitação, a Câmara Federal deu por encerrada a sua tarefa que resultou na aprovação de uma burocrática e demorada MEIA-REFORMA DA PREVIDÊNCIA. A partir de hoje, com promessa de aprovação até o final de setembro, o calvário fica por conta do Senado, que já se diz pronto e disposto a criar uma PEC paralela objetivando a inclusão dos Estados e Municípios.

SISTEMA DE CAPITALIZAÇÃO

Ainda que a aprovação da MEIA-REFORMA proponha um alívio -futuro- nas deficitárias contas da PREVIDÊNCIA, enquanto o falido SISTEMA DE REPARTIÇÃO não for substituído por um eficiente SISTEMA DE CAPITALIZAÇÃO, a doença -fiscal- que destrói as CONTAS PÚBLICAS não será contida.

DOENÇAS GRAVES

Mas, atenção: por mais que o problema -PREVIDÊNCIA- se constitui no maior responsável pelo péssimo estado de saúde do nosso empobrecido Brasil, o fato é que muitas outras doenças, de alta gravidade, exigem urgentes cuidados para que o nosso país possa, enfim, respirar sem o auxílio de aparelhos.

MP 881

Uma delas, por exemplo, é a FALTA DE LIBERDADE ECONÔMICA, que pode ser corrigida através da ministração dos remédios prescritos na correta e precisa MP 881, que confere enorme LIBERDADE ECONÔMICA. Como o vencimento deste importante remédio está marcado para 27 de agosto, até lá o sofrido povo brasileiro precisa exigir que os deputados e senadores transformem a MP em lei.

ENTREVISTA - RONALD HILLBRECHT

A propósito, eis a entrevista, a respeito dos efeitos da MP da Liberdade Econômica no ambiente de negócios, concedida ao Instituto Millenium pelo economista e pensador Ronald Hillbrecht:
- O levantamento Doing Business, do Banco Mundial, analisa o ambiente econômico de 190 países. No ranking, o Brasil ocupa a 109ª posição. O resultado é preocupante, pois mostra o grau de dificuldade enfrentado pelos brasileiros ao tentar empreender. A equação é clara: com um cenário ruim para os negócios, a economia também encontra dificuldades para deslanchar.

DESBUROCRATIZAR

Desburocratizar significa simplificar. Algumas necessidades, como licenças e alvarás para fazer qualquer tipo de negócio, acabam tornando o processo muito mais caro. Essa parte da burocracia está associada ao que os economistas chamam de ‘custos de transação’, que é o preço necessário para colocar o empreendimento em funcionamento. Economias com sucesso econômico, que prosperam mais, são aquelas que se estruturam para economizar nesse custo”, explica Ronald, salientando que muitas destas questões recorrentes hoje no Brasil poderiam ser evitadas, tornando as condições mais favoráveis para quem deseja empreender.


AMBIENTE DE NEGÓCIOS

A MP da Liberdade Econômica é um passo importante nesta direção. Segundo os especialistas, estimativas mostram que a melhora no ambiente de negócios pode elevar de 3 a 6 vezes a renda per capta de um país ao longo dos anos, trazendo com ela aumento em indicadores como a qualidade de vida, oportunidade de emprego e produtividade. “Não adianta, por exemplo, ter um grande investimento em educação e tecnologia, se o ambiente de negócios é ruim. Muita gente fala que em Cuba a educação é boa, mas lá, tem engenheiro dirigindo táxi”, exemplifica.

Ronald cita alguns benefícios potenciais da MP. Ela facilita pequenos e médios negócios na medida em que isenta a necessidade de autorização para atividades de baixo risco. Além disso, a proposta traz limites ao papel do Estado que, hoje, é extremamente interventivo em diversas questões econômicas. Outro ponto destacado pelo especialista é a descentralização, dando mais autonomia a estados e municípios. O projeto aumenta a segurança jurídica ao criar uma jurisprudência para atuação dos fiscais, que muitas vezes punem de forma diferente cidadãos em situações semelhantes. Isso ajuda a evitar questões como a discricionariedade, arbitrariedade e corrupção.

O Estado também ficaria proibido de interferir na política de preços do setor privado. “Historicamente, toda vez que algum governo se intromete na determinação de preços, coisas muito ruins começam a acontecer. Há escassez, má alocação de recursos, além de outras situações que impedem o crescimento e desenvolvimento econômico”, explica.

Os pilares do crescimento

Apesar de ser uma medida extremamente benéfica, que aproxima o Brasil do modelo aplicado no resto do mundo, ela deve vir acompanhada de alguns fatores. Um dos pilares da produtividade, segundo Ronald, é justamente o mercado competitivo. Ao favorecer a inciativa privada, a MP beneficia a concorrência, no entanto, uma abertura do comércio exterior também é fundamental.

O Estado de Direito é outra parte essencial deste pilar. A MP avança nesta questão, determinando que todos os cidadãos devem ser tratados da mesma forma. É preciso fazer com que a lei valha para todos, de forma geral e irrestrita. Ronald cita também a necessidade de preservar a nossa democracia, que sairia fortalecida com a aprovação desta medida:

Por que a Liberdade Econômica é importante?

“A evidência empírica é que países com bons ambientes de negócios e mercados competitivos são menos sujeitos a golpe de Estado e guerras civis. Um grande protetor de liberdades políticas e direitos é justamente a instituição do livre mercado, que a MP visa preservar”.

A estabilidade macroeconômica é outro pilar importante. Neste sentido, reformas como a Nova Previdência ajudam a tornar a economia mais estável, favorecendo seu crescimento.


MARKET PLACE

ÍNDICES - O IPCA avançou 0,19% em julho, acumulando em doze meses alta 3,2%, bem abaixo da meta estipulada pelo Banco Central (BC) para o ano (4,25%).

O IGP-DI recuou 0,01% em julho, abaixo do esperado pelo mercado (+0,27%). Tal resultado representou uma desaceleração frente à taxa de 0,63% registrada em junho, refletindo especialmente o índice de preços ao produtor amplo (IPA), que passou de +0,83% para -0,22%.

O  INCC, índice nacional de custo da construção, desacelerou de +0,88% em junho para +0,58%.

O IPC, índice que mede os preços ao consumidor, apresentou alta de 0,31%, ante o recuo de 0,02% no mês anterior.
DIA DOS PAIS ZAFFARI - Neste Dia dos Pais, o Zaffari está lançando um vídeo especial na internet que traz a história real do Carlos e do Mauro, pai e filho que compartilham a mesma paixão: pescar. Clientes da marca, os dois contam no filme, disponível nos canais digitais do Zaffari, a respeito da importância de aproveitar um momento só dos dois em meio à natureza e os valiosos ensinamentos que isso traz.

Para assistir ao vídeo completo é necessário acessar os canais digitais da marca (facebook.com/zaffari e https://www.youtube.com/zaffari).

FRASE DO DIA

As pessoas não podem delegar ao governo algo que seria ilegal elas próprias fazerem.

John Locke

FRASE DO DIA–10.08.2019

Pais se perguntam porque os rios são amargos, quando eles mesmo envenenaram a fonte.

John Locke

ESPAÇO PENSA+

Eis o texto do pensador Percival Puggina - STF & SENADO, UMA RELAÇÃO MUITO ESTRANHA-

           Marcio Chila Freysleben, Procurador de Justiça no MP/MG, solicita-me que endosse e divulgue o pedido de impeachment do ministro Dias Tóffoli (1), do qual é um dos signatários. Feito.

          O fato me fez lembrar, imediatamente, do pacote de documentos que me foi passado, há dias, por um leitor. Trata-se de uma resenha de todas as denúncias apresentadas contra ministros do STF nos anos de 2016 a 2019, num total de 37. Em sequência, uma volumosa cópia dos autos correspondentes às oito denúncias encaminhadas ao Senado Federal no ano de 2016, todas concluindo pelo não acolhimento, situação que se repetiu nos subsequentes casos sob diferentes presidências da Câmara Alta. Apenas as dez últimas, apresentadas no ano de 2019, ainda se encontrariam aguardando manifestação da assessoria técnica. O destino de todas, porém, já está sinalizado pelo curso da história.

          Dois fatos chamam a atenção. Primeiro, o grande número de representações. Segundo, o exercício de autocrático poder pelo presidente do Senado para determinar arquivamento sem ouvir ninguém mais do que sua assessoria técnica. A reiteração de tais condutas evidencia o ataque letal e fulminante que as canetas dos presidentes do Senado determinam à Lei que regula os procedimentos de impeachment e ao preceito constitucional que atribui ao Senado o poder de processar e julgar Ministros do STF. É morte provocada, piedosa, espécie de eutanásia. A Constituição e a lei morrem por “piedade” dos denunciados.

Em momento algum a Lei Nº 1.079/50 menciona consulta a assessorias, ou atribui ao Presidente do poder a prerrogativa de decidir pelo não acolhimento. Seus artigos 42 a 49 são bem claros quanto à exclusiva competência do Poder como tal e não de seu Presidente. A própria Comissão Especial (de senadores) que deveria ser constituída a cada caso tem como tarefa emitir relatório apenas opinativo para orientar a deliberação do Plenário.

          “Este assunto nunca foi levado ao STF?”, deve estar se perguntando o leitor destas linhas. Claro que sim. Aliás, a questão resultou esmiuçada na ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) de nº 378, em que foi regulamentado o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Uma das questões levantadas se referia à possibilidade de o Senado simplesmente engavetar o processo por decisão da Mesa presidida por Renan Calheiros. O Supremo, no entanto, dispôs:

          3.3. Conclui-se, assim, que a instauração do processo pelo Senado se dá por deliberação da maioria simples de seus membros, a partir de parecer elaborado por Comissão Especial, sendo improcedentes as pretensões do autor da ADPF de (i) possibilitar à própria Mesa do Senado, por decisão irrecorrível, rejeitar sumariamente a denúncia; e (ii) aplicar o quórum de 2/3, exigível para o julgamento final pela Casa Legislativa, a esta etapa inicial do processamento.

Ou seja, para o acolhimento da denúncia é exigida maioria simples dos senadores e, para a condenação, maioria de dois terços. No entanto, sucessivas presidências do Senado Federal vêm arquivando dezenas de denúncias contra ministros do STF de modo irregular, que inutiliza o exercício de um direito constitucionalmente assegurado a todos os cidadãos. É com esperança de que isso seja revertido, contando com a mobilização da sociedade, que subscrevo e divulgo o pedido de impeachment mencionado no primeiro parágrafo deste artigo.

É preciso acabar com o império da impunidade. O STF não julga os crimes dos senadores e o Senado não acolhe denúncias contra os ministros. Dois ou três impeachments de ministros do STF produziriam extraordinário efeito pedagógico em ambos os poderes da República.


Pontocritico.com

Inesperada crise de governo mergulha Itália na incerteza

Matteo Salvini implodiu a coalizão de governo e pediu eleições rápidas

Salvini praticamente lançou sua campanha eleitoral durante um comício

Salvini praticamente lançou sua campanha eleitoral durante um comício | Foto: Andreas Solaro / AFP / CP

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A Itália estava mergulhada na incerteza nesta sexta-feira (9), depois que o ministro do Interior, Matteo Salvini, implodiu a coalizão de governo e pediu eleições rápidas. O fato de haver eleições está claro, mas ainda não se sabe quando, nem com qual governo. As hipóteses são com um gabinete de técnicos que organize as eleições, ou com o governo atual, de extrema direita, que vá se ocupando dos assuntos correntes até a votação.

"É uma brincadeira que não tem graça nenhuma. Os italianos já estão sentindo as consequências" com uma alta das taxas de juros da dívida italiana, disse o colunista Claudio Tito no jornal "La Repubblica", de tendência progressista. O anúncio do líder de extrema direita pegou de surpresa seu agora ex-sócio Luigi Di Maio, dirigente do Movimento 5 Estrelas (M5S, antissistema). "Não há mais maioria do governo (...) demos a palavra aos eleitores", exigiu Salvini, em um comunicado na quinta-feira à tarde.

À noite, praticamente lançou sua campanha eleitoral durante um comício em Pescara (centro). "Nos dizem que não podemos reduzir os impostos. Nós vamos mostrar que sim, se nos derem a força para fazer isso", disse ele a seus simpatizantes. A decisão irritou o o chefe de governo, Giuseppe Conte, e Di Maio, que acusaram o ministro do Interior de querer tirar proveito de seus bons resultados nas pesquisas, deixando de lado o bem-estar dos italianos.

Conte considerou que Salvini deverá "explicar aos eleitores que acreditam na possibilidade de uma mudança as razões que o levaram a interromper brutalmente" a coalizão de governo, já que a Liga obteve praticamente tudo que pediu até agora. A crise entre os dois aliados explodiu após uma votação no Senado a favor do polêmico projeto da linha de trem de alta velocidade entre França e Itália, conhecido como TAV, na quarta-feira. O M5S quis votar contra o projeto, apoiado de forma veemente pela Liga.

Eleições a partir de outubro?

Segundo a imprensa italiana, a Liga quer que as eleições legislativas sejam realizadas na segunda metade de outubro, em um domingo - 13, 20, ou 27. De qualquer modo, a Liga se apresentará nas eleições em posição de força. Obteve 34% dos votos no recente pleito europeu e aparece bem nas pesquisas, com entre 36% e 38% das intenções de voto.

Em princípio, isso lhe permitiria governar sozinho, ou com o apoio de outro partido nanico da extrema direita, o Fratelli d'Italia. Já o M5S despencou nas sondagens, agora com 17%, menos da metade do que obteve nas legislativas de março de 2018. "A Liga e o M5S terão a difícil tarefa de explicar ao país como sua alegre máquina de guerra", seu governo de coalizão, "fracassou", escreveu Massimo Franco, colunista do principal jornal italiano, "Corriere della Sera".

Ainda não se sabe qual será a reação do chefe de Estado, Sergio Mattarella, o único com poder para dissolver o Parlamento, após consultar os presidentes das duas Câmaras e os principais dirigentes políticos, antes de convocar eleições. Já se sabe que Mattarella se opõem a eleições no outono, quando o governo deve preparar o orçamento do ano que vem, negociar com Bruxelas e submetê-lo à votação no Parlamento.

Um Executivo em final de mandato não teria peso suficiente para negociar com Bruxelas, o que poderia prejudicar a Itália nos mercados. Segundo a agência italiana AGI, o Senado deve se reunir em 20 de agosto para oficializar a queda do governo, e o Parlamento seria dissolvido alguns dias depois. Neste caso, são convocadas eleições em um prazo entre 50 e 70 dias, conforme a Constituição italiana.


AFP e Correio do Povo


O FIM DE MAIS UMA RESERVA DE MERCADO
XVIII- 206/18 -07.08.2019

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A MP 892 SÓ DESOBRIGA

Ontem, a publicação da MP 892, que DESOBRIGA as empresas de divulgar seus balanços no Diário Oficial da União, Estado ou Distrito Federal e em outro JORNAL DE GRANDE CIRCULAÇÃO, caiu como uma BOMBA no mercado de comunicação da MÍDIA IMPRESSA.

NÃO PROÍBE

Para que fique bem claro, a MP 892 diz, claramente, que a partir de ontem (até que a mesma seja aprovada na Câmara e no Senado) as companhias de capital aberto TÊM O DIREITO de publicar seus balanços -APENAS- nos sites da  CVM -Comissão de Valores Econômicos- ou no do Diário Oficial da União (DOU). Acabou, portanto, a OBRIGAÇÃO da publicação em JORNAIS DE GRANDE CIRCULAÇÃO, como determinava a Lei das S.A.

De novo: a MP 892, como pode ser lido aí abaixo, não PROÍBE as publicações em jornais de grande circulação.

CONTEÚDO DA MP

Para quem não leu a MP 892, DE 5/8/2019, aí vai o seu conteúdo, que altera a Lei 6.404 (LEI DAS S.A.), de 15/12/1976, e a Lei 13.043, de 13/11/2014, para dispor sobre publicações empresariais obrigatórias.

Art. 1º A Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Art. 289. As publicações ordenadas por esta Lei serão feitas nos sítios eletrônicos da Comissão de Valores Mobiliários e da entidade administradora do mercado em que os valores mobiliários da companhia estiverem admitidas à negociação.

§ 1º As publicações ordenadas por esta Lei contarão com a certificação digital da autenticidade dos documentos mantidos em sítio eletrônico por meio de autoridade certificadora credenciada pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.

§ 2º Sem prejuízo do disposto no caput, a companhia ou a sociedade anônima disponibilizará as publicações ordenadas por esta Lei em seu sítio eletrônico, observado o disposto no § 1º.

§ 3º A Comissão de Valores Mobiliários, ressalvada a competência prevista no § 4º, regulamentará a aplicação do disposto neste artigo e poderá:

I - disciplinar quais atos e publicações deverão ser arquivados no registro do comércio; e

II - dispensar o disposto no § 1º, inclusive para a hipótese prevista no art. 19 da Lei nº 13.043, de 13 de novembro de 2014.

§ 4º Ato do Ministro de Estado da Economia disciplinará a forma de publicação e de divulgação dos atos relativos às companhias fechadas.

§ 5º As publicações de que tratam o caput e o § 4º não serão cobradas.” (NR)

Art. 2º A Lei nº 13.043, de 13 de novembro de 2014, passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Art. 19. As publicações das companhias que atendam aos requisitos estabelecidos no art. 16 serão feitas na forma do disposto no art. 289 da Lei nº 6.404, de 1976.” (NR)

Art. 3º A Lei nº 13.818, de 24 de abril de 2019, passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.” (NR)

Art. 4º Ficam revogados:

I - o § 6º e o § 7º do art. 289 da Lei nº 6.404, de 1976;

II - o §1º, §2º e § 3º do art. 19 da Lei nº 13.043, de 2014; e

III - o art. 1º da Lei nº 13.818, de 2019.

Art. 5º Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos no primeiro dia do mês seguinte à data de publicação dos atos da Comissão de Valores Mobiliários e do Ministério da Economia a que se refere o art. 289 da Lei nº 6.404, de 1976.

RESERVA DE MERCADO

Como se vê, o ódio destilado pela MÍDIA IMPRESSA tem como CAUSA o PREJUÍZO ECONÔMICO que passam a ter a partir da edição de MP 892, que, a rigor, dá fim à lamentável, caríssima, confortável e pra lá de inconcebível -RESERVA DE MERCADO-.

CURIOSO, NÃO?

O que mais impressiona é que a MÍDIA IMPRESSA critica, constantemente, tanto o Setor Público quanto o Privado quando não aproveitam, economicamente, os AVANÇOS TECNOLÓGICOS. No entanto, quando atingidos pela mesma TECNOLOGIA, que oferece brutal redução de custos para as EMPRESAS DE CAPITAL ABERTO, aí não serve. Curioso, não?

RIDÍCULO

Portanto, não se deixem levar pelos espasmos mentirosos e interesseiros que os meios de comunicação, de forma corporativista, estão manifestando. Com fraquíssimos argumentos que não se sustentam em qualquer posto, a ANJ defende, absurdamente, que os balanços das empresas abertas (com ações negociadas em bolsa) devem ser publicados de modo resumido em veículos de imprensa na localidade sede da companhia e na sua integralidade nas versões digitais dos mesmos jornais. Ridículo!


MARKET PLACE

BRASIL LIVRE PARA EMPREENDER - Amanhã, 5ª feira, venha fazer o happy hour com *Ramiro Rosário* e *Jerônimo Goergen*, deputado federal e relator da MP da Liberdade Econômica. Vamos debater sobre esta medida que será votada na Câmara dos Deputados nas próximas semanas e buscar facilitar a vida de quem gera emprego e renda no Brasil.

Será na Rua Félix da Cunha, 977, das 19h às 21h, no dia 08/08.

Confirme presença pelo WhatsApp clicando no link: (https://bit.ly/2KjWE8k.)


ESPAÇO PENSA+

Eis o texto do pensador Percival Puggina - STF & SENADO, UMA RELAÇÃO MUITO ESTRANHA-

           Marcio Chila Freysleben, Procurador de Justiça no MP/MG, solicita-me que endosse e divulgue o pedido de impeachment do ministro Dias Tóffoli (1), do qual é um dos signatários. Feito.

          O fato me fez lembrar, imediatamente, do pacote de documentos que me foi passado, há dias, por um leitor. Trata-se de uma resenha de todas as denúncias apresentadas contra ministros do STF nos anos de 2016 a 2019, num total de 37. Em sequência, uma volumosa cópia dos autos correspondentes às oito denúncias encaminhadas ao Senado Federal no ano de 2016, todas concluindo pelo não acolhimento, situação que se repetiu nos subsequentes casos sob diferentes presidências da Câmara Alta. Apenas as dez últimas, apresentadas no ano de 2019, ainda se encontrariam aguardando manifestação da assessoria técnica. O destino de todas, porém, já está sinalizado pelo curso da história.

          Dois fatos chamam a atenção. Primeiro, o grande número de representações. Segundo, o exercício de autocrático poder pelo presidente do Senado para determinar arquivamento sem ouvir ninguém mais do que sua assessoria técnica. A reiteração de tais condutas evidencia o ataque letal e fulminante que as canetas dos presidentes do Senado determinam à Lei que regula os procedimentos de impeachment e ao preceito constitucional que atribui ao Senado o poder de processar e julgar Ministros do STF. É morte provocada, piedosa, espécie de eutanásia. A Constituição e a lei morrem por “piedade” dos denunciados.

Em momento algum a Lei Nº 1.079/50 menciona consulta a assessorias, ou atribui ao Presidente do poder a prerrogativa de decidir pelo não acolhimento. Seus artigos 42 a 49 são bem claros quanto à exclusiva competência do Poder como tal e não de seu Presidente. A própria Comissão Especial (de senadores) que deveria ser constituída a cada caso tem como tarefa emitir relatório apenas opinativo para orientar a deliberação do Plenário.

          “Este assunto nunca foi levado ao STF?”, deve estar se perguntando o leitor destas linhas. Claro que sim. Aliás, a questão resultou esmiuçada na ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) de nº 378, em que foi regulamentado o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Uma das questões levantadas se referia à possibilidade de o Senado simplesmente engavetar o processo por decisão da Mesa presidida por Renan Calheiros. O Supremo, no entanto, dispôs:

          3.3. Conclui-se, assim, que a instauração do processo pelo Senado se dá por deliberação da maioria simples de seus membros, a partir de parecer elaborado por Comissão Especial, sendo improcedentes as pretensões do autor da ADPF de (i) possibilitar à própria Mesa do Senado, por decisão irrecorrível, rejeitar sumariamente a denúncia; e (ii) aplicar o quórum de 2/3, exigível para o julgamento final pela Casa Legislativa, a esta etapa inicial do processamento.

Ou seja, para o acolhimento da denúncia é exigida maioria simples dos senadores e, para a condenação, maioria de dois terços. No entanto, sucessivas presidências do Senado Federal vêm arquivando dezenas de denúncias contra ministros do STF de modo irregular, que inutiliza o exercício de um direito constitucionalmente assegurado a todos os cidadãos. É com esperança de que isso seja revertido, contando com a mobilização da sociedade, que subscrevo e divulgo o pedido de impeachment mencionado no primeiro parágrafo deste artigo.

É preciso acabar com o império da impunidade. O STF não julga os crimes dos senadores e o Senado não acolhe denúncias contra os ministros. Dois ou três impeachments de ministros do STF produziriam extraordinário efeito pedagógico em ambos os poderes da República.

FRASE DO DIA

Pais se perguntam porque os rios são amargos, quando eles mesmo envenenaram a fonte.
John Locke