As duas manchetes diferentes do El País provam que jornalista trata brasileiro como otário (mesmo com falso cognato) | Clic Noticias

Há um falso cognato na tradução de “anima”, mas o fato permanece: o jornal espanhol El País trata o público brasileiro como intelectualmente inferior com sua manchete modificada
Flavio Morgenstern 25/01/2019
Já correu a internet inteira: o El País, o maior jornal da Espanha, e de esquerda, noticiou em sua filial no Brasil, em artigo de autoria de Alicia González, que o curto e direto discurso de Bolsonaro “decepciona” em Davos. Ao mesmo tempo, a mesma notícia, da mesma autora na edição espanhol saiu com a manchete “Bolsonaro anima a los ejecutivos de Davos a invertir en el nuevo Brasil”.
Há um falso cognato aí: anima, em espanhol, não precisa significar necessariamente “animar” no sentido em português: pode ser traduzido como incentivar. Ainda assim, vê-se a diferença abismal de tônica: enquanto para o Brasil se diz que Bolsonaro supostamente “decepciona”, para o público europeu, que não conhece Bolsonaro o suficiente para tratá-lo da maneira caricata, tosca, reducionista e bobona da mídia brasileira, o editor do El País prefere se focar no quanto Bolsonaro incentiva investimentos.
A jogada é óbvia: o brasileiro usuário de rede social padrão (geralmente com ensino médio e superior completos, e de esquerda), lerá a manchete do “aclamado jornal espanhol” El País e tentará, pela milésima vez nas últimas 5 horas, dar uma risada de desprezo de Bolsonaro, que, em sua fantasia de “cientista social”, teria feito o Brasil passar vergonha (é, na Suíça, esse país tão preocupado com modos politicamente corretos, feminismo, islamofobia e leis contra discurso de ódio… oh, não, espere: esta é a Suécia, do futuro califa Mahmoud Dschihad).
O que é de uma maneira terrivelmente engraçada na manipulação da manchete do El País, completamente diferente no Brasil e na Europa, é que quem mais a “usa”, quem mais acredita na manchete foi quem mais foi manipulado – ou, em bom português, feito de trouxa.
Senso Incomum
Como as hashtags mudaram o mundo
Fala aí seus jovens espertos com o estranho hábito de ler newsletters durante os fins de semana de verão. Nesta semana que acaba, é hora de esquecer o exaustivo noticiário cotidiano e se refrescar com leituras longas e especiais, escolhidas a dedo para você ler e pagar de cultx no seu próximo date do Tinder (ou similares). Chega mais.
NãoÉSóUmaHashtag
#EleNão #BlackLivesMatter #MeToo #MeuAmigoSecreto #PrimeiroAssédio #NãoVaiTerCopa #VemPraRua #ForaTemer #ForaPT #SeráQueÉRacismo #MexeuComUmaMexeuComTodas. Só de olhar para essas hashtags já dá para perceber que as principais discussões políticas e sociais dos últimos tempos foram agrupados pelo símbolo do “jogo da velha”, o que, na internet, funciona como indexador de assuntos.
última edição do TAB (13 min.) explora como as hashtags se tornaram termômetros dos principais debates online e como se tornaram parte importante, porém nem sempre unânime, dos movimentos online. Emblemáticas e polêmicas, o fato é que as hashtags são eficientes para aglomerar ideias e pautas em bandeiras virtuais.
O hardcore que grita contra Bolsonaro
O movimento hardcore, historicamente ligado ao anarquismo, está se reorganizando no Brasil de forma especialmente contundente desde o início das eleições de 2018. Músicos, produtores, causadores e afins criaram o ato “Hardcore Contra o Fascismo”, que já teve três edições. Nesses eventos, entre shows curtos e bate-papos com o público, o alvo preferencial dos gritos é o presidente Jair Bolsonaro, seguido de perto por protestos por mais igualdade de direitos.
TAB (5 min.) esteve na última edição do evento – a primeira após a eleição do presidente -, que foi regada a coxinhas veganas, bate-cabeças e bastante barulho. Aproveitamos para perguntar ao público, organização e bandas como pretendem se opor ao governo, o que entendem por fascismo e como o punk/hardcore se organizam nesses loucos dias que vivemos.
Adeus telas, olá comandos de voz
Durante a CES, maior feira de tecnologia do ano, Google e Amazon tiveram uma importante queda de braço para definir quem irá dominar o mercado das assistentes de voz, ou assistentes virtuais se você preferir. O fato é que seja com Google Assistant, seja com Alexa, a tendência é que, cada vez mais, os comandos de voz estejam nos dispositivos eletrônicos. Isso é promessa de um futuro com tecnologia onipresente, mas ao mesmo tempo com menos telas. Nesse cenário, as empresas têm um prato cheio para coletar seus dados. É o que discutimos esta semana no TAB (5 min.)
O que diz o logo do governo?
Bolsonaro prometeu uma “nova era” em seu governo. E, como é de praxe na presidência, criou um logo para representar seu novo mandato. Acompanhado do slogan “Pátria Amada”, vemos um sol nascendo da esquerda para direita com a bandeira do Brasil. O que isso significa? O TAB conversou (8 min.) com semioticistas e designers para analisar e interpretar o que há de eleitoral, tosco ou fantástico na comunicação oficial.
O Facebook está te usando no #10YearsChallenge?
Qualquer um que tenha entrado nas redes sociais esses dias se viu no meio de um monte de gente brincando de comparar suas fotos de 10 anos atrás com as atuais. O que, aparentemente, é uma brincadeira inocente, logo levantou bandeiras vermelhas para noias, paranoias e metanoias.
Estaria o Facebook usando as fotos antigas para treinar seus sistemas de reconhecimento facial e entender melhor como envelhecemos? E tudo isso com fotos que nós mesmos escolhemos compartilhar? Pelo menos é o que a escritora Kate O’Neill opinou na revista Wired (7 min., em inglês).
Mas se você está preocupado por ter postado aquela foto de uma adolescência cheia de espinhas só para você se convencer que o tempo foi generoso contigo, relaxe. Talvez seja tudo um exagero. Você pode não ter ajudado a criar uma tecnologia de vigilância global que nos levará à Skynet. Muita gente discordou de O’Neill. Primeiro, porque o Facebook meio que já sabe tudo sobre você de qualquer jeito, como defendeu o jornalista Alexis Madrigal na The Atlantic (4 min., em inglês); segundo, porque você já compartilhou muito mais informações do que apenas uma foto antiga, como lembra o repórter Max Read, na New York Magazine (5 min., em inglês).
Como os millennials se tornaram a geração do esgotamento
Há uma diferença importante entre exaustão e esgotamento. Na primeira, você simplesmente cai e não segue adiante; na segunda, você segue adiante mesmo sem ter condições físicas e mentais. E, os millennials (que hoje já podem englobar mais ou menos qualquer um entre 22 e 38 anos), estão esgotados. É o que defende Anne Petersen em ensaio no BuzzFeed (46 min., em inglês). Sim, o texto é enorme.
Antes que alguém dispare que é mimimi da geração, lide com os seguintes fatos: estamos passando por várias crises econômicas, as relações de trabalho são muito mais frágeis e há várias instabilidades sociais. Sim, sempre houve problemas. Mas, como mostra outro especial do Huffington Post (47 min. em inglês), os millennials são uma das gerações mais endividadas desde que se criou o capitalismo.
O fato é: as pessoas estão trabalhando demais em um mundo incerto. Trata-se de uma geração que cresceu com a mentalidade de que é preciso ser muito bom para se tornar competitivo, mas quando chegaram lá, descobriram que havia muita gente boa competindo, mas poucas recompensa. O resultado é o colapso mental.
Zuquerbéquisson is watching you
A famosa e clichê máxima usada para as redes sociais, “se você não está pagando por algo, você é o produto” não é suficiente para a filosofa e psicóloga Shoshana Zuboff, da Harvard Business School. Para ela, a metáfora precisa ser pior: é como se Google e Facebook fossem caçadores de elefante, nossos dados fossem o marfim e nós… as carcaças abandonadas.
Esse é o tom do livro “Surveilance Capitalism”, lançado nesta semana e que aborda, mais uma vez, como empresas do Vale do Silício estão criando modelos de negócio baseados na obtenção e venda de nossos dados e nos levando a um momento de vigilância extrema. O The New York Times (6 min., em inglês) fez uma crítica dizendo que o livro é exagerado; já a Los Angeles Review of Books fez uma longa crítica elogiando o livro e dissertando sobre como Google e Facebook “corromperam o capitalismo”. Vale ler ambas e procurar pelo livro – ele está sendo muito comentado. No mínimo vai te ajudar a ficar paranoico.
Politicamente correto é correto
Hoje estamos cheios de pesquisadores de Harvard aqui no TAB. Desta vez, o link é para uma entrevista da Época (6 min.) na qual a pesquisadora Moira Weigel fala sobre seu novo livro, no qual conta a história do politicamente correto e discorre sobre o “marxismo cultural” e a filosofia da direita nas redes sociais.
Para ela, o politicamente correto é apenas educação transformada em um inimigo imaginário. O “marxismo cultural” é um termo da extrema-direita com origens nazistas. Ela fala isso tudo sem olhar especialmente para o contexto brasileiro – o que mostra a universalidade da discussão.
Rapidinhas
Dados do Disque Denúncia compilados pela @fgvdapp mostram que houve 14.278 denúncias sobre o #traficoDeDrogas em 2017, 52% referentes a ocorrências na Zona Norte.

Gleisi, falemos sobre Ariana | Clic Noticias

Quando empresta sua solidariedade à ditadura de lá, perde o direito moral de denunciar a ditadura de cá
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Na posse de Nicolás Maduro para um segundo mandato, compareceram apenas os líderes de Cuba, da Nicarágua, da Bolívia, de El Salvador e de alguns micro-Estados caribenhos.
Mas Gleisi Hoffmann esteve em Caracas para prestar “solidariedade ao povo venezuelano”, na senha ritual petista que significa, de fato, solidariedade à ditadura chavista.
A presidente do PT não se encontrou com Ariana Granadillo, sobre a qual possivelmente nada sabe. Sugiro-lhe uma rápida pesquisa no site do Foro Penal, organização independente venezuelana dedicada à defesa dos presos e perseguidos políticos no país. A história da jovem talvez propicie-lhe uma revisão de consciência.
Ariana tem 21 anos, estuda medicina e mora com um parente em Caracas, onde faz residência num hospital. Para seu azar, o parente é um oficial militar investigado sob a acusação de conspiração.
No último ano, ela foi presa três vezes, em fevereiro, maio e junho, sem qualquer ordem judicial. Na primeira, olhos vendados, sofreu maus-tratos durante dois dias, em interrogatórios nos quais indagavam-lhe sobre o paradeiro do proprietário da casa.
Na segunda, foi detida com seus pais, no estado de Miranda, e permaneceu incomunicável por uma semana. Submetida a tortura, inclusive asfixia temporária, reiterou que não tinha notícia do parente militar e acabou liberada sem acusações.
Finalmente, na última, policiais a retiraram de um ônibus e ela foi encaminhada a uma prisão, até ser transferida para o quartel-general da inteligência militar em Caracas. Em julho, perante um tribunal militar, ouviu a acusação de instigação de rebelião, por manter conversas telefônicas com a mulher do oficial militar e ter recebido dinheiro dela.
Ariana confirmou os contatos com a dona da casa onde reside e explicou que só recebeu valores relativos aos gastos com os cachorros do casal. Liberada condicionalmente, ela não pode deixar o país e deve apresentar-se a um oficial de justiça a cada oito dias.
A estudante não é caso isolado. Num relatório publicado há pouco, o Foro Penal e a Human Rights Watch analisaram os casos de 32 familiares de militares acusados de rebelião que experimentaram prisões arbitrárias e sevícias.
As vítimas sofrem espancamentos, choques elétricos, asfixia, cortes de lâminas nos pés e privação de alimentos. Vários desses civis são processados em tribunais militares por “traição” e “instigação à rebelião” por se recusarem a prestar informações sobre o paradeiro de seus parentes.
Os abusos policiais registrados no relatório seguem um padrão geral estabelecido desde 2014, amplamente descrito em investigações conduzidas por representantes de direitos humanos da ONU, da OEA e de organizações da sociedade civil.
A ditadura “de esquerda” opera com métodos similares aos da ditadura militar brasileira celebrada por Jair Bolsonaro. Até mesmo o termo “revolução” aproxima os dois regimes, com a exclusiva diferença do sinal ideológico que se atribui a ele.
“Deixar de ir seria covardia, concessão à direita”, justificou-se Gleisi num tuíte, empregando uma palavra que deveria evitar. Os covardes são os chefes do regime cívico-militar que prende e tortura.
Covardia é festejar com eles, ignorando suas vítimas. A covardia estende-se aos dirigentes do PT, inclusive Fernando Haddad, que deram amparo à viagem, e à miríade de figuras públicas de esquerda ligados ao partido, cujo silêncio pétreo acompanhou o périplo de Gleisi. O triste espetáculo desenrola um fio lógico de longo alcance.
Gleisi, falemos sobre Ariana. Quando aplaude Maduro, você aplaude Médici e Geisel. Quando ignora as torturas “deles”, ignora retrospectivamente também as “nossas”.
Quando empresta sua solidariedade à ditadura de lá, perde o direito moral de denunciar a ditadura de cá. No lugar de Bolsonaro, eu pagaria sua passagem a Caracas.
(*) Demétrio Magnoli
Sociólogo, Folha de São Paulo

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Moscou enviou mercenários russos para proteger Nicolás Maduro | Clic Noticias



Nicolás Maduro é alvo de protestos nas ruas convocados pela oposição. (Foto: Fotos Públicas)
Mercenários de empresas privadas de segurança que prestam serviço para o governo russo foram enviados por Moscou a Caracas para ajudar a proteger o ditador Nicolás Maduro, alvo de protestos nas ruas convocados pela oposição.
A informação foi divulgada nesta sexta-feira (25) pela agência de notícias Reuters, que cita fontes próximas às empresas contratadas. Apenas uma das pessoas, porém, foi identificada na reportagem.
A Rússia apoia o governo de Maduro e já investiu bilhões de dólares no país.
O presidente Vladimir Putin ligou na quinta (24) para o ditador para reiterar essa posição e afirmar que Moscou não reconhece o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, que na quarta (23) se autodeclarou presidente interino.
Além da Rússia, Caracas também tem o suporte da China, enquanto a oposição é apoiada pelos governos dos EUA, do Brasil e por outros países da América Latina, além da União Europeia – esta de modo menos enfático.
Ievgueni Chabaiev, líder de um grupo paramilitar cossaco ligado às empresas de mercenários, disse que ouviu que o número de mercenários russos na Venezuela pode chegar a 400, mas fontes anônimas disseram à Reuters que o contingente é menor.
Ele disse ainda que o grupo teria viajado da Rússia para Havana em aviões fretados e de lá pegado voos comerciais para a Venezuela, onde chegaram no início da semana, alguns dias antes dos protestos de quarta contra Maduro.
Simpatizantes da oposição
A tarefa dos mercenários contratados na Venezuela é proteger Maduro de qualquer tentativa de simpatizantes da oposição em suas próprias fileiras de atacá-lo, disse Chabaiev. “Nosso pessoal está lá diretamente para sua proteção”, afirmou.
Outras pessoas, que não foram identificadas, também confirmaram que a principal missão do grupo é proteger o ditador.
Segundo a Reuters, registros de voos mostram que desde o final de 2018 diversas aeronaves ligadas ao governo e à Força Aérea russa fizeram voos para Havana e Caracas.
Procurados pela agência, os governos da Venezuela e de Cuba se recusaram a responder e o russo disse que não tinha informação sobre o assunto.
Os mercenários em questão são ligados ao Grupo Wagner, uma mistura de entidade paramilitar com empresa privada formada principalmente por ex-soldados russos.
Forças do grupo teriam participado clandestinamente e por ordem de Moscou das guerras na Síria e na Ucrânia – Putin apoia tanto o ditador Bashar al-Assad em damasco e as forças rebeldes que lutam contra Kiev.
O Sul

Zuckerberg reafirma que Facebook não vende dados pessoais dos usuários | Clic Noticias



Resultado de imagem para facebook shareholders back proposal to remove mark zuckerberg as chairmanJosh Edelson / AFP / CP Memória
O cofundador e presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, voltou a repetir na quinta-feira que a rede social não vende os dados pessoais de seus usuários, em mais uma tentativa de rebater as críticas cada vez mais recorrentes sobre a empresa.
“Nos últimos tempos surgiram muitas perguntas sobre nosso modelo econômico, por isso quero esclarecer a forma como funcionamos”, escreveu Zuckerberg em um artigo publicado por jornais como o americano Wall Street Journal, e o francês Le Monde.
“Se nos comprometemos a servir a todos, então precisamos de um serviço que seja acessível para todos. A melhor forma de fazer isto é oferecer um serviço gratuito, e isto é o que a publicidade nos permite fazer”, completou.
O bilionário americano afirmou que o Facebook armazena os dados de seus usuários para melhorar sua experiência.
“As pessoas nos dizem que se devem ver anúncios, estes devem ser pertinentes para eles”. Mas isto não significa que a empresa vende os dados de seus usuários, destacou, em resposta a uma das críticas mais frequentes contra o Facebook, sobretudo desde o escândalo Cambridge Analytica, um caso de troca de informações pessoais sem o conhecimento dos usuários e com fins políticos.
O Facebook não proporciona diretamente os dados aos anunciantes ou demais companhias, e sim cobra para permitir o acesso destas empresas aos usuários, classificados graças às informações que fornecem à rede social.
A rede cria categorias com os dados, como por exemplo “pessoas que gostam de jardinagem e vivem na Espanha”, a partir das páginas que elas curtem ou dos conteúdos nos quais elas clicam”.
O empresário de 34 anos respondeu a outra crítica recorrente: “Nos perguntam se deixamos conteúdos nocivos ou de conflito em nosso serviço, com o objetivo gerar mais tráfego”, o que pode contribuir para difundir conteúdos ofensivos ou notícias falsas. “A resposta é não”, afirmou.
Zuckerberg destacou que a rede social não tem interesse em abrigar este tipo de conteúdo porque não agrada os usuários e, portanto, tampouco os anunciantes.
As polêmicas abalaram a empresa e custaram um preço elevado, já que a rede social teve que gastar bilhões de dólares para melhorar sua imagem.
Fonte: AFP
Jornal com Tecnologia do Correio do Povo
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Panambi registra o primeiro caso autóctone de dengue em 2019 no Rio Grande do Sul | Clic Noticias

Outros três casos importados foram confirmados em São Luiz Gonzaga e Sete de Setembro
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Ações de combate ao mosquito já começaram | Foto: Luis Robayo / AFP / CP
O Centro Estadual de Vigilância em Saúde confirmou na quinta-feira (24) um caso de dengue em Panambi. É o primeiro caso autóctone confirmado em 2019, que é quando a doença é contraída dentro do Estado. Em 2018, o Rio Grande do Sul não teve caso autóctone. Além desse, outros três casos de dengue foram confirmados em moradores de São Luiz Gonzaga e Sete de Setembro (com dois casos), mas que contraíram a doença em viagens a outras regiões do país.
O verão é a época do ano mais propícia para a circulação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, o Aedes aegypti. Para o reforço nas ações de controle ao vetor, a secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, anunciou nesta semana o repasse de R$ 2,4 milhões para 232 municípios gaúchos com risco maior de infestação. Segundo a secretaria, os municípios citados já começaram as ações de bloqueio, que consistem na aplicação de larvicida num raio de 300 metros das residências dos casos, além da busca ativa de focos de larvas do inseto.
A coordenadora da Vigilância em Saúde de Panambi, Vânia Piaia Abreu, diz que o Executivo mobilizou as secretarias municipais para mutirões em terrenos que acumulam lixo, prédios públicos, indústrias e comércio. “Vamos definir responsáveis para realizar o monitoramento dos focos em cada um desses locais”, revela.
Vânia lembra que os agentes fazem ações durante todo o ano e que a população deve auxiliar no combate ao Aedes aegypti. O índice de infestação do mosquito transmissor da doença é de 0,9%, quando o máximo tolerado pelo Ministério da Saúde é 1%. No mês de maio, era de 7,2%. A coordenadora diz que o Estado repassou R$ 4 mil para auxiliar nas ações emergenciais.
A reportagem fez contato com a 17ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), sediada em Ijuí, porém o retorno foi que a entidade se pronunciaria na próxima segunda-feira.
Correio do Povo

“Se precisar fechar a fábrica, fecha” | Clic Noticias



Carlos da Costa, da equipe de Paulo Guedes, disse à diretoria da GM, que foi pleitear inventivos tributários:
“Se precisar fechar a fábrica, fecha”.
A frase foi citada à Folha de S. Paulo.
Paulo Guedes é o melhor coisa do governo.
O Antagonista

Presidente do PSol fala em deterioração da democracia após saída de Jean Wyllys do Brasil | Clic Noticias

Deputado federal anunciou a desistência do mandato e saída do País após ameaças de morte
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Deputado federal anunciou a desistência do mandato e saída do País após ameaças de morte | Foto: Michel Jesus / Câmara dos Deputados / CP
O presidente nacional do PSol, Juliano Medeiros, lamentou a decisão do deputado federal reeleito, Jean Wyllys, que desistiu do mandato na Câmara dos Deputados e deixou o Brasil devido a constantes ameaças de morte que estava recebendo. Para ele, este episódio precisa ser “objeto de um debate amplo na sociedade brasileira sobre como estamos nos tornando uma sociedade cada vez menos democrática.” “O deputado que não se sente seguro para exercer o seu mandato expressa uma deterioração da democratização no Brasil que nós vimos nos últimos meses e que continua se manifestando, por exemplo, nas mentiras que são disseminadas até hoje envolvendo Jean Wyllys”, afirmou em entrevista à Rádio Guaíba na manhã desta sexta-feira.
O deputado federal eleito pela terceira vez consecutiva em 2018 declarou, em uma entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, que estava no exterior e não pretendia voltar para preservar a sua vida e de seus familiares e amigos. “Depois do assassinato da vereadora Marielle Franco, nossa amiga pessoal, o Jean ficou muito abalado e passou por um ano muito difícil. Ele conseguiu se reeleger, mas sob condições muito adversas, e depois da eleição de outubro, culminou um aumento exponencial de ameaças de morte, que não eram feitas somente a ele, mas também contra a sua família”, disse Medeiros.
Segundo o presidente nacional do partido, o ambiente democrático atual é preocupante. “O ambiente democrático comprometido é aquele que não garante as condições para que ativistas dos direitos humanos, parlamentares, lideranças políticas, possam exercer o seu trabalho livremente. E isso se torna ainda mais grave quando formadores de opiniões, lideranças políticas e de Estado, reforçam esta deterioração destilando ódio e mentiras”, lamentou.
Conforme Medeiros, a segurança se tornou prioridade para o PSol, especialmente após o assassinato da vereadora Marielle Franco em março de 2018 e a condição do deputado federal Marcelo Freixo que anda sob escolta policial desde que relatou a CPI das Milícias há dez anos.
“Não se trata de exagero, nós do PSol somos vítimas desta violência e nós tratamos este assunto da segurança com muito cuidado. A situação do Jean ficou agravada porque ele é uma figura de muita visibilidade pública e defende uma agenda polêmica, que são temas importantes para ele discutir com a sociedade brasileira, e neste contexto de polarização, a situação do Jean piorou muito à medida que as ameaças aumentaram”, refletiu. “Jean tinha uma escolta do departamento de polícia da Câmara e isso limitava as condições dele porque chama muita atenção. Claro que se pudéssemos escolher, preferimos que ele continuasse o mandato. Ele orgulha muito a bancada do PSol.”


Rádio Guaíba e Correio do Povo
POLÍCIA
Dois corpos são encontrados em matagal da zona Norte de Porto Alegre
TRÂNSITO
Bloqueio de avenida de Porto Alegre para evento “Pokémon Go” vai até domingo