Por causa do reajuste salarial dos rodoviários, passagem pode passar para R$ 4,78
Seopa solicita revisão tarifária dos ônibus de Porto Alegre | Foto: Alina Souza / CP Memória
Após os rodoviários aceitarem a proposta de reajuste salarial de 3,4%, o Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) protocolou o pedido de revisão tarifária do serviço. Conforme a entidade, devido ao aumento da categoria, o valor da passagem ficaria em R$ 4,78. A solicitação foi feita para que o reajuste ocorra dentro do prazo previsto pela Lei Municipal n° 8.023/97, a qual o vincula à data base de atualização salarial dos rodoviários, 1° de fevereiro.
Segundo o documento do Seopa, o número de usuários isentos da tarifa alcança 31%, o que significa dizer que 2/3 dos passageiros arcam com todo o custo do sistema e por isso torna o valor da passagem mais caro. “Todo o custo do serviço é dividido entre quem paga passagem. Com menos pessoas para dividir essa conta, ela fica maior. Para não onerar os usuários, uma alternativa seria a busca de outras fontes de receita que subsidiassem essas gratuidades”, disse diretor executivo da Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP), Gustavo Simionovschi.
De acordo com Simionovschi, a queda de passageiros ocasionou o déficit de mais de R$ 137 milhões nas concessionárias desde fevereiro de 2016 – quando iniciou a nova operação do transporte coletivo pós-licitação – pois o edital previa uma média mensal de 17,8 milhões de usuários pagantes, enquanto o que foi transportado em 2018, foram 14,1 milhões. “Embora haja dificuldade financeira, as empresas de ônibus estão se empenhando para acrescentar inovação e qualificação ao sistema. No final do ano passado, por exemplo, foi lançado o aplicativo do cartão TRI, que permite comprar a passagem com cartão de crédito, ver saldo e últimos usos”, destacou o diretor.
Filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ), o deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) disse nesta quinta-feira, em entrevista ao SBT, que não pretende renunciar ao mandato que assumirá em 1º de fevereiro e acusou a imprensa de promover uma verdadeira “perseguição política” contra ele. Flávio Bolsonaro também apontou como irregular a divulgação dos dados sobre a sua movimentação bancária e apresentou uma foto, na qual aparecem o procurador-geral de Justiça Eduardo Gussem (MPE-RJ) e um suposto jornalista, como sendo a prova do vazamento.
Em outra parte da entrevista, Flávio Bolsonaro se disse contra as milícias e afirmou que frases que ele havia dito sobre o tema, em debate na Assembleia do Rio, em 2007, foram tiradas de contexto. Em relação a homenagens que fez a PMs acusados de comandar um dos grupos milicianos mais antigos do Rio, em Rio das Pedras, Flávio justificou que já ofereceu “centenas” de moções parabenizando profissionais de segurança pública e que não sabia, à época, sobre as acusações atuais. Um dos homenageados estava preso no momento em que o pedido de homenagem foi protocolado.
“Eu sou contra milícias, só que nesse momento (em 2007) estava começando discussão sobre o que era isso. Estava se generalizando de forma muito preocupante”, disse. “Eu sempre fiz a defesa dos profissionais de segurança pública. E qualquer lugar onde moravam dois ou três policiais já estava sendo considerado milícia.”
Na ocasião, há 12 anos, o deputado federal havia dito que “não se pode simplesmente estigmatizar as milícias”, e se referiu aos grupos como um “novo tipo de policiamento”. Flávio disse nesta quinta que é contra qualquer tentativa de se implantar um “Estado paralelo” a governos constituídos.
Sobre o PM Adriano Magalhães da Nóbrega, que cumpria pena em 2005 quando foi homenageado por Flávio, disse que “essas informações estão vindo à tona agora, apenas”. Segundo o jornal Estado de S. Paulo, o filho do presidente empregava, até novembro de 2018, a mãe e a esposa de Nóbrega em seu gabinete – que teriam sido indicadas por seu ex-assessor e motorista, Fabrício Queiroz.
Deputado federal reeeleito está no exterior e afirma que não irá retornar
Com medo de ameaças, Jean Wyllys desiste de mandato e deixa o Brasil | Foto: Alex Ferreira / Câmara dos Deputados / CP
Deputado federal eleito pela terceira vez consecutiva, Jean Wyllys (PSOL) revelou, em uma entrevista à “Folha de S.Paulo”, publicada no site do jornal nesta quinta-feira, que, devido a ameaças que vem sofrendo, desistiu do mandato e está deixando o país para se dedicar à vida acadêmica.
“Essa não foi uma decisão fácil e implicou em muita dor, pois estou com isso também abrindo mão da proximidade da minha família, dos meus amigos queridos e das pessoas que gostam de mim e me queriam por perto”, explicou para reportagem.
Wyllys está fora do Brasil e afirma que não irá retornar. “O presidente que sempre me difamou, que sempre me insultou de maneira aberta, que sempre utilizou de homofobia contra mim. Esse ambiente não é seguro para mim”, disse. “Como é que eu vou viver quatro anos da minha vida dentro de um carro blindado e sob escolta?”, questionou.
“Preservar a vida ameaçada é também uma estratégia da luta por dias melhores. Fizemos muito pelo bem comum. E faremos muito mais quando chegar o novo tempo, não importa que façamos por outros meios!”, agradeceu o parlamentar nas redes sociais.
Ontem, enquanto os brasileiros dotados de bom senso, do tipo que passam sem a menor dificuldade nos testes básicos de raciocínio lógico, festejavam, cheios de esperança, as declarações de Paulo Guedes, na entrevista que concedeu ao canal -Bloomberg TV-, os venezuelanos que têm este mesmo perfil, agora mostrando que é para valer, deram a entender que só vão descansar depois de derrubar o ditador Nicolás Maduro.
BRASIL
No que diz respeito ao nosso empobrecido Brasil, que tanto sofreu nas mãos de governantes COMUNISTAS, todos formados com distinção pela academia FORO DE SÃO PAULO, como é o caso de LULA, DILMA, CHÁVEZ, ORTEGA, IRMÃOS CASTRO, MADURO, KIRCHNER, MORALES, etc., o anúncio feito por Paulo Guedes, informando que parte essencial no plano do governo Bolsonaro para zerar o déficit fiscal, já em 2019, é a implementação de REFORMAS ESTRUTURAIS, em especial a aprovação de uma profunda REFORMA DA PREVIDÊNCIA, é algo que produz felicidade e animação.
QUASE NADA DE NOVO
A rigor, diga-se de passagem, Guedes não disse quase nada de novo. Entretanto, da mesma forma como é bom ouvir várias vezes certas músicas, também é bom e importante ouvir, inúmeras vezes, que – Precisamos CONSERTAR O ANTIGO SISTEMA PREVIDENCIÁRIO e INTRODUZIR UM NOVO SISTEMA, fazendo a TRANSIÇÃO para o MODELO DE CAPITALIZAÇÃO, como enfatizou Guedes, ontem, ao âncora da Bloomberg TV.
REORGANIZAÇÃO DO ESTADO E REVOLUÇÃO NA ECONOMIA
O fato é que os brasileiros dotados de bom senso, que ouviram as melodias bem orquestradas pelo superministro da Economia, renovaram a sensação de que o ESTADO BRASILEIRO está pronto para passar por uma verdadeira REORGANIZAÇÃO; e, a ECONOMIA, como apontou o ex-ministro Delfim Neto, por uma grande REVOLUÇÃO. Ufa!
VENEZUELA
Já no que diz respeito a paupérrima Venezuela, só o fato de (até o final da noite de ontem) líderes de 13 países terem reconhecido o deputado Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, e ainda por cima manifestarem apoio político e econômico para a volta da democracia, fez voltar a esperança naquele destruído País.
MÚSICA NOS MEUS OUVIDOS
Neste momento de glória, onde a grande maioria dos povos latinos trata de afundar de vez com a MATRIZ POLÍTICA E ECONÔMICA BOLIVARIANA, que até pouco tempo atrás era dominante na região, soou como música nos meus ouvidos a declaração do Secretário de Estado americano, Mike Pompeo, quando disse que os Estados Unidos não retirarão da Venezuela seus diplomatas e funcionários de governo, expulsos por Nicolás Maduro, que ontem rompeu as relações diplomáticas com o Tio Sam. Bárbaro!
ESPAÇO PENSAR+
Eis aí o texto do pensador Percival Puggina, com o título -BOLSONARO EM DAVOS-:
“Os setores que nos criticam têm, na verdade, muito o que aprender conosco. Queremos governar pelo exemplo e que o mundo restabeleça a confiança que sempre teve em nós.” (Presidente Bolsonaro, em Davos)
Quem esperava Bolsonaro lecionando Comércio Internacional e Ciência Política em Davos e manifesta frustração por ele não haver feito isso está em situação mais desfavorável do que a dele. Simplesmente desconhece a realidade. Dorme à margem dos fatos. Isso não chega a ser problema se for opinião de um cidadão comum à mesa do bar da esquina, ou de alguém convencido de que a carceragem da Polícia Federal de Curitiba hospeda um mártir da luta pela democracia e pela moralidade da gestão pública. No entanto, se a opinião negativa for emitida por quem se dedica a formar a opinião dos outros, bem, aí estamos perante um caso a cobrar adjetivos que não escrevo para que o leitor não imagine que estou invadindo a privacidade de seus pensamentos.
O Brasil inteiro sabe que Jair Bolsonaro é um homem simples, embora sua formação possa ser até mesmo considerada sofisticada em comparação com a de Lula, por exemplo. A diferença entre ambos é a honestidade. Enquanto Bolsonaro não finge ser o que não é, Lula tem um caráter poliédrico, com uma face para cada circunstância. É capaz de ir a Davos e prometer que vai acabar com a fome no Brasil e no mundo, jurar que extinguiu a miséria e descrever o paraíso nacional enquanto o tiroteio corre solto nas cidades do país. A diferença entre Bolsonaro e Dilma é que enquanto esta pensa que sabe muito, mas pensa pouco e errado, ele tem consciência do que não sabe e, por isso, se cerca de pessoas que sabem muito.
Foram essas virtudes, que se erguem acima do saber humano, que colocaram o novo presidente em sintonia com a maior parte do eleitorado brasileiro. Foram elas, também, que o fizeram compor o governo menos político-partidário da nossa democracia. A prudência é uma característica das almas simples. Foram essas virtudes que o levaram a exaltar em seu discurso a companhia dos ministros Paulo Guedes, Sérgio Moro e Ernesto Araújo.
Não, Bolsonaro não é o rei do camarote. Li, há pouco, que, durante o voo, a bordo do avião presidencial, não quis usar a suíte e a cama reservada ao presidente. Ficou em uma poltrona, como os demais viajantes, porque “um comandante não abandona sua tropa; tem que dar o exemplo”. Aquela suíte e aquela cama eram assiduamente ocupadas pelo comandante Lula, o santo da carceragem de Curitiba, para folguedos extraconjugais a grande altitude, enquanto sua tropa, de tantos escândalos, já não se surpreendia. Assistiam de camarote as traquinagens do rei.
Em seu discurso, Bolsonaro foi polido e afirmativo. Deu as grandes diretrizes do que fará, falou das reformas, expôs seus valores, afirmou que o Brasil é o país que mais preserva o meio ambiente no mundo. E faz isso malgrado a carência de recursos e à custa de uma menor produção de riqueza (quem mais assume tais sacrifícios?). Enfatizou a gigantesca obra educacional exigida pela realidade brasileira, assaltada pelos encolhedores de cabeças. Falou em Deus e em família. E quem não gostou vá assistir a Globo.
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Juiz de Minas Gerais concedeu liminar na quarta-feira
Câmara recorre da suspensão de auxílio-mudança para reeleitos | Foto: Pedro França / Agência Senado / CP
A Câmara dos Deputados recorreu nesta quinta-feira da decisão que determinou a suspensão do pagamento de auxílio-mudança a parlamentares federais reeleitos. Pela decisão em caráter liminar determinada na quarta pelo juiz Alexandre Henry Alves, da Seção Judiciária de Ituiutaba (MG), deputados e senadores que receberam o auxílio na atual legislatura deverão devolver o valor aos cofres públicos.
Em nota, a Diretoria-Geral da Câmara informou que o recurso foi apresentado por meio da Advocacia-Geral da União (AGU) e ressaltou ainda que “tem empreendido esforços de forma rotineira para otimizar a utilização dos recursos públicos”. “Com relação à decisão judicial suscitada, informo que a Câmara dos Deputados, por intermédio da Advocacia-Geral da União, tendo cumprido integralmente a legislação de regência, já apresentou os recursos pertinentes”, diz o comunicado.
A nota destacou ainda que a Câmara tem antecipado o uso da cota para o exercício da atividade parlamentar para os deputados eleitos e diplomados, “pois sem essa medida haveria um custo adicional com hospedagem e concessão de passagens aéreas para que os novos parlamentares compareçam à sessão de posse no dia 1º de fevereiro de 2019, visto que é necessário dar condições de participação na sessão a todos de forma indistinta”.
Decisão
A liminar foi concedida a partir de uma ação popular protocolada por um vereador de uma cidade próxima a Ituiutaba. Na ação, o impetrante sustentou que o pagamento do auxílio para parlamentares que foram reeleitos provoca prejuízo aos cofres públicos.
De acordo com o Decreto Legislativo 276/2014, deputados e senadores têm direito a R$ 33,7 mil, valor equivalente a um mês de salário, para custear, no início e no final do mandato, despesas com mudança e transporte. Com base na norma, o pagamento vem sendo autorizado pelos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado desde a publicação do texto.
Ao analisar a questão, o magistrado entendeu que o pagamento de auxílio-mudança não se justifica para políticos que mantiveram seus mandatos ou que foram eleitos para outra Casa Legislativa. Dessa forma, segundo o juiz, deputados e senadores reeleitos e deputados eleitos para o Senado, ou vice-versa, não podem receber o benefício.