VALOR (18) ENTREVISTA O ESTATÍSTICO PAULO GUIMARÃES, QUE FAZ PESQUISAS ELEITORAIS HÁ 29 ANOS!

1. Com 29 anos de atuação em campanhas eleitorais de todos os partidos, do Psol e PT ao PSDB e DEM, o estatístico Paulo Guimarães afirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem potencial para elevar para 20% a 22% as intenções de voto do candidato do PT, seja Fernando Haddad ou Jaques Wagner, e que isso pode colocar a sigla no segundo turno da eleição presidencial.
2. Mas a transferência de votos não superará esse percentual e dependerá das condições de Lula, que está preso, fazer campanha. Se conseguir, quem mais perderá votos será Ciro Gomes (PDT).
3. Guru do ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia (DEM), que ele ajudou a eleger numa eleição que muitos davam como perdida - aparecia em terceiro no dia anterior ao primeiro turno -, "Paulinho" é responsável pela pesquisa encomendada pelo DEM para orientar os partidos do "Centrão" na busca pelo presidenciável mais competitivo. Para ele, nesse cenário fragmentado, a ida ao segundo turno está aberta a todos os candidatos, até João Amoêdo (Novo), mas a união dessas siglas será decisiva.
4. O deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) já é dono do discurso anti-PT e está inflado pelo erro dos adversários em bater em Lula. O caminho para crescer, aponta, é ser reconhecido como o opositor do governo Temer. Hoje ninguém ocupa esse espaço, nem o PT. "Tem aí 42% dos votos voando a espera de alguém", diz.
5. Bolsonaro, afirma o professor aposentado da Unicamp, que trabalhou na campanha de Aécio Neves (PSDB) em 2014, é vítima do mesmo movimento que derrubou Marina Silva (Rede) naquela eleição: a suposta estabilidade ou crescimento nas pesquisas esconde um percentual elevado de eleitores que pensaram em votar nele e desistiram. O brasileiro primeiro diz que vai votar em alguém para depois prestar atenção nas ideias. "Ele vê uma mulher bonita e diz: é essa. Mas depois percebe que tem mau hálito e vai atrás de outra. Esse movimento é constante na eleição".
6. Mais conhecido no meio político pelas inúmeras campanhas que fez no GPP, no Rio, "Paulinho" fundou com o filho em 2017 uma empresa nova, o Instituto Guimarães. A sede é em Campinas, mas ele viaja o país para dar consultoria a candidatos e, numa parada em Brasília na quinta-feira passada, conversou com o Valor. Além de campanhas estaduais já acertadas, ele estuda os convites para fazer as pesquisas e estratégia de uma candidatura presidencial, mas ainda não fechou com ninguém. A exemplo dos partidos, está esperando o cenário clarear.
Valor: O cenário na esquerda está mais favorável para quem ir ao segundo turno: Ciro ou o PT?
Paulo Guimarães: É mais difícil para o Ciro. Não se trata de direita/esquerda. É que, dentro da imagem positiva do Lula, daqueles que simpatizam com ele, quem tem mais voto é o Ciro. Se o Lula participa ativamente da campanha, ele vai tirar de quem tem mais voto ali e transferir para o candidato dele. Temos milhares de pesquisas que comprovam isso. O apoio de uma pessoa transfere 50% dos votos dela para outra, se for para o mesmo cargo. O Lula empresta algo em torno de 20% a 22% para o candidato do PT, seja o Haddad ou Jaques Wagner. Isso com o Lula atuante. O difícil é saber qual o tamanho dessa atuação pela condição que ele se encontra hoje.
Valor: Vídeos e bilhetes não são suficientes para transferir os votos?
Paulo Guimarães: Teria que medir, não gosto de chutar. Mas o Lula participando de palanque é uma coisa, com pessoas de porta-voz é outra. Um bilhete do Lula, se eu ler, não terá efeito nenhum. Se for de parceiro dele já vão acreditar, mas terá outra conotação, outro tom de voz, e isso é importante na campanha.
Valor: A esquerda é quem mais se beneficia da rejeição ao governo?
Paulo Guimarães: Aí discordo um pouquinho de quase todo mundo. Na eleição em Brasília, pega o [governador Rodrigo] Rollemberg, que é tido como de esquerda, e o [senador] Reguffe, que também é. Ambos estão no mesmo campo, mas o Reguffe é oposição ao Rollemberg. A pesquisa define claramente qual é o campo vencedor de uma eleição, se a situação ou a oposição. Em 2018, o campo vencedor para ir ao segundo turno é a oposição.
Valor: Então é o Lula?
Guimarães: Posso garantir que nem o Lula, nem Bolsonaro, nem os outros 15 ou 16 pré-candidatos, são opositores ao Temer. Para ser opositor a sua intenção de voto, dentro dos que têm avaliação ruim ou péssima do governo, tem que ser maior que a sua média. E ninguém se posiciona aí. Hoje é espaço desocupado e é onde tem 42% do eleitorado sem candidato, voando. E isso coloca qualquer um no segundo turno.
Valor: O combate as reformas do governo Temer, como faz a oposição, não é suficiente para ser visto como opositor? Como se posicionar aí?
Guimarães: Os outros 40% do ruim/péssimo do Temer já tem algum candidato, mas é o campo com mais votos soltos. É fácil? Aí é com os marqueteiros. Eles têm um problema para resolver: o Temer não é candidato, e ele tem que ter candidato para ficar personificado o governo. Não posso ser opositor a uma pessoa que não é candidata, é muito frágil.
"Pesquisas mostram que Bolsonaro já perdeu pessoas que pensaram em votar nele e já não pensam mais"
Valor: Esse candidato é o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB), mas ele tenta se distanciar do Temer e se aproximar do Lula, de quem foi presidente do Banco Central. Pode dar certo?
Guimarães: Não, não é assim. O que tem força é o Lula falar "o Paulinho é meu candidato". Com o [José] Serra para prefeito de São Paulo em 2004 já passamos por isso. Dentro da imagem positiva do Alckmin, que era governador, quem ganhava era a [então prefeita] Marta Suplicy. Quando o Alckmin falou "peraí, meu candidato é o Serra", acabou com a Marta, destruiu a Marta. É assim que funciona. Não adianta eu falar "sou amigo do Lula também" porque na hora que o Lula disser "é mentira, ele não é meu amigo", desmorona.
Valor: O voto anti-PT também não é capaz de levar ao 2º turno?
Guimarães: Esse é o outro campo desta eleição, o de oposição ao Lula. Mas que já tem dono. Se você é candidato e começar a falar mal do Lula, da Dilma e do PT, o eleitor vai falar: o Bolsonaro tem razão. E o Bolsonaro vai ultrapassar o teto pessoal dele, que é de 15%, 16%. Ele já aparece em algumas pesquisas públicas com 19%, 20%. Já está acima do teto. Os outros candidatos estão, indiretamente, ajudando ele.
Valor: Alckmin ou outros candidatos de direita não se beneficiam?
Guimarães: Depois que o [ex-presidente Fernando] Collor começa a caçar marajá, você não pode falar isso. Se fala, o eleitor pensa: então o Collor está certo. Aí eu dou gás para o Collor. Mas essa é uma eleição aberta. Uma eleição fechada é quando, como está ocorrendo com um Estado do Nordeste hoje, os cinco candidatos somados têm 138% de potencial de voto. Alguém só vai crescer em cima de alguém. Hoje, se pegar a eleição presidencial, mesmo com 17, 19 candidatos, o potencial de voto dá 62%. Não precisa ninguém roubar voto de ninguém, só fazer o trabalho direitinho, que é contra o Temer. A estratégia está montada, para quem quiser, de graça (risos).
Valor: Se o Bolsonaro já é dono desse eleitorado anti-PT, ele está, então, no segundo turno?
Guimarães: Se os 17%, 20%, que o Bolsonaro tem hoje serão suficientes só o tempo vai dizer porque está muito fragmentado. Em 2002 o Serra passou para o segundo turno com 18% [dos votos totais, 24% dos válidos]. Já na última eleição, a Marina, com 21% [dos votos válidos], não foi. Mas as pesquisas mostram que o Bolsonaro já perdeu muitas pessoas que pensaram em votar nele e já não pensam mais.
Valor: Como assim?
Guimarães: É o que se identifica com o grupo controle. Você pega três mil eleitores de um candidato e acompanha como se comportam durante a campanha. O Bolsonaro vem perdendo 20% dos eleitores a cada mês. Se tem 100 eleitores, perde 20 a cada mês. Mas não tem aparecido nas pesquisas quantitativas porque ele ganha outros 20%. É um movimento que ocorre com todos os candidatos, mas com mais intensidade com quem está na frente. Primeiro vem a onda de votar em alguém, vou votar no Bolsonaro, depois começo a prestar atenção no que ele fala. E aquilo pode não me atrair, desisto e não volto mais a pensar em votar naquele candidato.
Valor: Mas ele continua na frente, está ganhando outros eleitores.
Guimarães: A taxa de saída se mantém e pode acelerar com a campanha na TV - só dá para saber fazendo pesquisa quando de fato começar. O problema de quem está na frente é que o eleitorado que pode se interessar acaba primeiro para ele. Ele perde e ganha, perde e ganha, perde e ganha, aí acaba o eleitorado, não tem mais ninguém para entrar, e ele perde, perde, perde. Foi o que ocorreu com a Marina Silva em 2014, com o Celso Russomanno em 2012, com o Ciro em 2002 e com a Cidinha Campos em 1992. A Marina, nós trabalhamos na campanha do Aécio, perdia 30% dos eleitores a cada oito dias. Mas ganhava 40%, por isso parecia que ela crescia. O voto dela era 75% desejo de mudança, o eleitor não identificava nela outras competências pessoais que rendem voto. Diziam que ela era legal, simpática, evangélica, mas nada disso dá voto. Quando a campanha explorou na TV uma régua do tempo mostrando que, em grande parte da vida, ela estava com a Dilma, que não era mudança, intensificou esse movimento. Ela perdeu 30% em oito dias e ganhou 40%, perdeu 30% e ganhou 18% (porque não tinha mais eleitorado para ganhar). Aí perdeu 30% e não ganhou nada, perdeu 30% e ficou de fora do segundo turno. A dúvida é se isso atinge o Bolsonaro no meio da campanha ou às vésperas do fim.
Valor: O movimento dos partidos do "Centrão" para se unir em torno de um candidato é decisivo?
Guimarães: É decisivo. E eu ainda aposto que, se eles não fizerem campanha "pró-bolsonaro", de bater no Lula, colocarão candidato no segundo turno. Provavelmente contra o candidato do Lula - ainda é cedo em função de como o Lula estará na eleição.
Valor: O Ciro também negocia com esses partidos. Ele ganha ou perde ao fazer um discurso de esquerda, mas compor com siglas com ideias conservadoras?
Guimarães: O Ciro perderá grande parte dos seus eleitores hoje desde que o Lula consiga fazer campanha. Mas o centro pode compensar isso, o Ciro fica com imagem muito maior. [A contradição] Aí é pro marketing resolver. Se o Ciro se une com conservadores e faz discurso completamente liberal, criará um choque. Quando você fala em unir partidos, tem que unir ideias também. As divergências quem tem que colocar é o adversário. O adversário vai falar dos meus problemas, eu vou falar das minhas virtudes, não posso me desculpar de nenhum pecado e entrar na agenda dos inimigos. Isso está provado há milhares de anos, desde a Grécia.
Valor: Mas dá para ignorar um problema e vencer a eleição?
Guimarães: Você tem que ignorar e destacar seus pontos fortes. Por exemplo: acabei com os alagamentos em Ribeirão Preto. Foi o grande tema que fez a [ex-prefeita] Dárcy Veras se reeleger. E na contramão tinha saúde, que era muito boa quando ela entrou e ficou muito ruim, os adversários batiam muito. Foi uma guerra: ela não falou de saúde e eles não falaram de alagamentos.
"Lula transfere de 20% a 22% para o candidato do PT, seja o Haddad ou Wagner, mas depende de conseguir fazer campanha"
Valor: Políticos comentam que, pelas pesquisas, o PSDB é o partido mais rejeitado, mais até que o MDB de Temer. Por que?
Guimarães: É mesmo o PSDB. O grande protagonista da última eleição foi o Aécio e o que aconteceu depois... contaminou. O Aécio é meu amigo. É muito pior você abraçar e depois alguém mostrar que [não é assim]. Depois que você se torna o arauto da moralidade, você não pode nem esquecer de pagar refil de refrigerante, fazer xixi fora do penico, que será execrado. O [Paulo] Maluf pode, o eleitor pensa "já sei que ele é bandido, mas fez um monte de coisa". Agora o Aécio disse que roubar é pecado, não pode. Se não fosse aquela gravação [da JBS], ele ia ganhar hoje no primeiro turno. Um mês depois da eleição fizemos pesquisa, o Aécio tinha 15% a mais do que a Dilma.
Valor: Essa rejeição alta tira o Alckmin de fora do segundo turno?
Guimarães: O ódio não é tão grande a ponto de tirar do segundo turno numa eleição tão fragmentada. Ser uma pessoa de 20% vai para o segundo turno, todos, absolutamente todos, tem chance, até o Amoêdo. Claro que quem tem mais rejeição, evidente, tem mais dificuldade. Mas ninguém tem rejeição que inviabilize a ida ao segundo turno porque ninguém tem mais de 80% de rejeição. Aliás, só o Temer.
Valor: Mas aí, no segundo turno, quem tem 70% de rejeição perde.
Guimarães: Não se for contra outro com rejeição de 70%....
Valor: A dificuldade do Alckmin crescer nas pesquisas é essa?
Guimarães: Dentro da imagem positiva do Alckmin, daqueles que simpatizam com ele e onde ele tem potencial para obter 60% dos votos - esse é um percentual histórico, que vale em todas as eleições-, hoje tem outros candidatos com voto ali e que vão perder espaço durante a campanha. O Álvaro Dias (Pode) e o Ciro estão em campanha há mais tempo. Aquele que é candidato muito antes de mim estará ganhando dentro da minha imagem positiva, o que é absolutamente impossível na hora o voto. Isso aconteceu com o Alckmin em 2008, quando o [Gilberto] Kassab disputou a reeleição [para a Prefeitura de São Paulo]. O Alckmin tinha 40% de seus votos dentro dos que avaliavam a gestão do Kassab como ótima ou boa e 40% dentro da imagem positiva da Marta. Quando a campanha começou e o Kassab mostrou o que fez, o Alckmin perdeu esses 40% para ele. Ficou momentaneamente como candidato de oposição, mas a oposição era a Marta. Ele perdeu os outros 40% e saiu no 1º turno. O Ciro terá dificuldades porque ele é muito forte na imagem positiva dos outros candidatos. Terá que compensar isso crescendo sua própria imagem positiva, angariando apoios ou sendo o opositor do Temer.
Valor: O candidato do governo deve estar fora do segundo turno. Ser opositor ao Temer ainda será decisivo nessa etapa?
Guimarães: Aí será embate de atributos porque não terá mais o Temer. Quem quer que seja terá que mostrar que é o melhor para resolver os preditores, aqueles problemas que movem o voto.
Valor: Como assim?
Guimarães: Na eleição passada, a economia respondia por mais de 60% da decisão de voto. Um tema que vários candidatos abordaram, a segurança, respondia por menos de 1%. Os candidatos estavam perdendo tempo. Ninguém acredita que ele vai resolver esse problema.
Valor: Não é a segurança pública que tem dado votos ao Bolsonaro?
Guimarães: Não. O voto dele está no ódio ao Lula. Antigamente a gente ajudou a perder muita eleição. Chegava e perguntava: qual é o principal problema? A pessoa falava as estradas. Só que as estradas lá são problema há 50 anos, as pessoas não vão acreditar que você conseguirá resolver. Não dá voto. É como a segurança no Rio, nem o exército conseguiu, se você prometer resolver vai virar meme, chacota. O que move o voto é uma coisa que estava ruim e melhorou, como o Lula com o Bolsa Família, ou algo que estava bom e ficou ruim, como a economia com a Dilma.
Valor: E qual é o principal preditor desta eleição? A Lava-Jato?
Guimarães: É a mesma história da estrada: o que estava ruim e continua ruim não move o voto. A Lava-Jato não acabou com a corrupção. Um preditor de voto é quando alguém que atribui importância maior a esse tema vota diferente dos demais. E não encontramos essa diferença.
Valor: Nem se um dos procuradores da Lava-Jato ou o juiz Sergio Moro declararem apoio a alguém?
Guimarães: Nenhum cliente pediu para medir... não vou chutar. Mas o Moro e a Lava-Jato não são unanimidade.
Valor: E qual é então o preditor?
Guimarães: O principal ainda são os temas ligados a economia.
Valor: As pesquisas mostram o mais alto índice de votos em branco e nulos em anos nesta eleição. Tem reversão ou são votos perdidos?
Guimarães: Tem. Muita gente está se espelhando nas eleições de Tocantins e Amazonas, mas eu trabalhei nelas, não pode projetar para a eleição de agora. Era mandato tampão, não tinha deputado, senador, presidente, era descasada do cenário nacional. O índice ficará um pouquinho acima do histórico. A eleição da Dilma com o Aécio teve 26% de não voto, não será nada muito diferente disso. E as redes sociais têm chamado a atenção para que o maior número de nulos está sempre entre os que desaprovam o governo. Se essas pessoas não votarem, só estão ajudando governos ruins a se perpetuarem.
Valor: A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para proibir divulgação de pesquisas por telefone na eleição. Concorda que devem ser vetadas?
Guimarães: Pesquisa por telefone não funciona, é enquete. Quase 10% da população não tem telefone e parcela importante não atende. Se eu não conseguir fazer com que os não respondentes falem, parte significativa da amostra fica de fora, não tem validade estatística. A pessoa pode defender o quanto quiser a pesquisa por telefone e acho que tem mercado para todo mundo, não deve proibir, mas melhor pesquisa é a residencial, não adianta. Só que é a mais cara.


Ex-Blog do Cesar Maia


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Reunificação da Alemanha–História virtual


Mapa mostrando a divisão da Alemanha entre Oriente e Ocidente até 1990, com Berlim Ocidental em amarelo.

A reunificação da Alemanha (em alemão: Deutsche Wiedervereinigung) foi o processo de 1990 em que a República Democrática Alemã (RDA/Alemanha Oriental) foi anexada pela República Federal da Alemanha (RFA/Alemanha Ocidental), ao reunificar a nação da Alemanha e a cidade de Berlim, como previsto pelo Artigo 23 da Lei Fundamental da República Federal da Alemanha. O final do processo de unificação é conhecido oficialmente como Unidade Alemã (em alemão: Deutsche Einheit), comemorado no dia 3 de outubro (Dia da Unidade Alemã) (em alemão: Tag der deutschen Einheit).[1] Depois da reunificação alemã, Berlim foi novamente designada como a capital da Alemanha reunificada.

O regime da Alemanha Oriental começou a vacilar em maio de 1989, quando a remoção da cerca na fronteira com a Hungria abriu um buraco na Cortina de Ferro, o que causou o êxodo de milhares de alemães orientais, que fugiram para a Alemanha Ocidental e para a Áustria, através do território húngaro. A Revolução Pacífica, uma série de protestos promovidos por parte dos alemães orientais, levou às primeiras eleições livres da RDA, em 18 de março de 1990, e ao início das negociações entre a RDA e a RFA, que culminaram no Tratado de Unificação.[1] Outras negociações entre a RDA e a RFA e as quatro potências de ocupação produziram o chamado "Tratado Dois Mais Quatro" (Tratado sobre a Regulamentação Definitiva referente à Alemanha) que dava a concessão de plena soberania para um Estado alemão unificado, cujas duas partes anteriormente tinha ainda sido afetadas por uma série de limitações decorrentes de seu estatuto pós-Segunda Guerra Mundial como regiões ocupadas.

A Alemanha Unida é considerada uma continuação ampliada da República Federal e não um Estado sucessor. Como tal, a Alemanha Ocidental manteve sua participação em organizações internacionais, incluindo a Comunidade Europeia (mais tarde a União Europeia) e a OTAN, enquanto abriu mão da filiação ao Pacto de Varsóvia e a outras organizações internacionais as quais só a Alemanha Oriental pertencia.

Índice

Precursores da reunificação

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Parte da série sobre

História da Alemanha

Antiguidade[Esconder]

Idade Média[Esconder]

Formação da nação[Esconder]

Império[Esconder]

República[Esconder]

Império[Esconder]

Pós-Segunda Guerra[Esconder]

Coat of arms of Germany.svg Portal

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Muro de Berlim no Portão de Brandemburgo, 10 de novembro de 1989

Ver artigos principais: Zonas ocupadas pelos Aliados na Alemanha e Revoluções de 1989

Em 1945, o Terceiro Reich terminou em derrota e Alemanha foi dividida em duas áreas separadas, com o oriente controlado como parte do Bloco Soviético comunista e o ocidente alinhado à Europa capitalista (que se formou na Comunidade Europeia), incluindo uma divisão na aliança militar formada em o Pacto de Varsóvia e da OTAN, respectivamente. Sua capital, a cidade de Berlim foi dividida em quatro setores ocupados, sob controle de União Soviética, Estados Unidos, Reino Unido e França. Os alemães viveram sob tais divisões impostas durante toda a Guerra Fria.

Até a década de 1980, a União Soviética teve um período de estagnação econômica e política e, consequentemente, reduziu a intervenção política no Bloco Oriental. Em 1987, o Presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, fez um discurso no Portão de Brandemburgo em que desafiava o líder Soviético Mikhail Gorbachev a "derrubar este muro" que separava a cidade de Berlim. A muralha se tornou um ícone das divisões políticas e econômicas da divisão entre o Oriente e o Ocidente, uma divisão que Churchill tinha referido como "Cortina de Ferro". No início de 1989, sob uma nova era de políticas soviéticas da glasnost (abertura), perestroika (reestruturação econômica), que foram levadas para níveis ainda mais progressivos por Gorbachev, o Movimento de Solidariedade popularizou-se na Polônia. Ainda mais inspirado por outras imagens de bravos desafios, uma onda de revoluções varreu todo o Bloco de Leste naquele ano. Em maio de 1989, a Hungria removeu as cercas da fronteira e milhares de alemães orientais fugiram para o Ocidente. O ponto de virada na Alemanha, chamado de "Die Wende", foi marcado pela "Revolução Pacífica" e pela queda do Muro de Berlim, sendo que Alemanha Oriental e Ocidental, posteriormente, iniciaram negociações para a eliminação da divisão, que havia sido imposta aos alemães por mais de quatro décadas.

Processo de reunificação

Volkspolizei da Alemanha Oriental esperam a abertura oficial do Portão de Brandemburgo, em 22 de dezembro de 1989.

Cooperação

Muro de Berlim, Outubro de 1990: "Obrigado, Gorbi"

Em 28 de novembro de 1989, duas semanas após a queda do Muro de Berlim—o chanceler da Alemanha Federal, Helmut Kohl anunciou os 10 pontos do programa de chamada para as duas Alemanhas ampliaram a cooperação mútua vista para uma eventual reunificação.[2]

Inicialmente, nenhum calendário foi proposto. No entanto, os eventos rapidamente vieram à cabeça no início da década de 1990. Primeiro, em Março, o Partido do Socialismo Democrático—o antigo Partido Socialista Unificado da Alemanha—foi fortemente derrotado nas primeiras eleições livres da Alemanha Oriental. Uma grande coalizão foi formada sob Lothar de Maizière, líder da União Democrata Cristã, em uma plataforma de reunificação rápida. Depois, a economia e a infraestrutura da Alemanha Oriental começou a dar sinais de colapso total. Apesar da Alemanha Oriental ter sido reconhecida como a economia mais robusta do Bloco Soviético, a remoção de hegemonia comunista revelou as comprometidas fundações do sistema econômico do país. O marco alemão-oriental era praticamente inútil fora da Alemanha Oriental por algum tempo antes dos eventos de 1989-90.

Concentração econômica

As negociações começaram imediatamente para uma rápida fusão das economias alemãs. Em 18 de maio de 1990, os dois Estados alemães assinaram um tratado em que concordavam sobre os aspectos monetários, econômicos e sociais da união. Este tratado é chamado Vertrag über die Schaffung einer Währungs-, Wirtschafts - und Sozialunion zwischen der Deutschen Demokratischen Republik und der Bundesrepublik Deutschland ("Tratado que Institui uma União Monetária, Econômica e Social da União entre a República Democrática Alemã e a República Federal da Alemanha")[3] e entrou em vigor em 1 de julho de 1990, quando o marco alemão substituir o marco alemão-oriental como moeda oficial da Alemanha Oriental. O marco alemão tinha uma reputação muito alta entre os alemães orientais e era considerado estável.[4] Enquanto o RDA transferia a sua soberania sobre a política financeira para a Alemanha Ocidental, o Ocidente começou a dar subsídios para o orçamento e o sistema de segurança social da RDA.[5] Ao mesmo tempo, muitas das leis da RFA entraram em vigor na RDA. Isso criou um quadro adequado para uma união política por diminuir o enorme fosso político, social e econômico existente entre os dois sistemas.[5]

Tratado de Reunificação Alemã

As duas vias originais do Tratado de Unificação assinado em 31 de agosto de 1990. O Ministro do Interior da Alemanha Ocidental, Wolfgang Schäuble, assinou pela RFA e o Secretário de Estado da Alemanha Oriental, Günther Krause, assinou pela RDA.

O Volkskammer, o Parlamento da Alemanha Oriental, aprovou uma resolução no dia 23 de agosto de 1990, buscando a adesão (Beitritt) da República Democrática da Alemanha à República Federal da Alemanha e a extensão da jurisdição da Lei Básica da República Federal ao território da Alemanha Oriental, como permitido pelo artigo 23 d Lei Fundamental alemã, em vigor em 3 de outubro de 1990.[6][7][8] A Declaração de Adesão da Alemanha Oriental (Beitrittserklärung) na República Federal, como permitido pelo artigo 23, foi aprovada pelo Volkskammer em 23 de agosto, foi formalmente apresentado pelo seu Presidente ao Presidente do Bundestag alemão da RFA, por meio de uma carta datada de 25 de agosto de 1990.[9] Assim, formalmente, o processo de reunificação, por meio da adesão da Alemanha Oriental na Alemanha Ocidental, foi iniciada como uma decisão unilateral e soberana da Alemanha Oriental.

Após a resolução de adesão, o  "Tratado de Reunificação Alemã",[10][11][12] comumente conhecido em alemão como "Einigungsvertrag" (Tratado de Unificação) ou "Wiedervereinigungsvertrag" (Tratado de Reunificação), que havia sido negociado entre os dois Estados alemães desde 2 de julho de 1990, foi assinado por representantes dos dois governos em 31 de agosto de 1990. Este Tratado, oficialmente intitulado Vertrag zwischen der Bundesrepublik Deutschland und der Deutschen Demokratischen Republik über die Herstellung der Einheit Deutschlands (Tratado entre a República Federal da Alemanha e a República Democrática Alemã sobre a Criação da Unidade Alemã), foi aprovado por ampla maioria nas câmaras legislativas dos dois países em 20 de setembro de 1990[13] (442-47 no Bundestag Ocidental e 299-80 no Volkskammer Oriental). As alterações na Lei Básica da República Federal que eram previstas no Tratado de Unificação ou necessárias para a sua implementação foram adotadas pelo Estatuto Federal,de 23 de setembro de 1990, que aprovou a incorporação do Tratado como parte da Lei da República Federal da Alemanha. A referida lei Federal, contendo todo o texto do Tratado e os seus protocolos, como anexos, foi publicada no Bundesgesetzblatt (jornal oficial para a publicação das leis da República Federal da Alemanha) em 28 de setembro de 1990.[14] Na República Democrática Alemã, o direito constitucional (Verfassungsgesetz) dava efeito ao Tratado e foi também publicado em 28 de setembro de 1990.[15] Com a adoção do Tratado como parte de sua Constituição, a Alemanha Oriental aboliu a si mesma como um Estado.

De acordo com o artigo 45 do Tratado,[16] que entrou em vigor de acordo com o direito internacional, em 29 de setembro de 1990, mediante a troca de avisos referentes à conclusão do respectivo regimento interno, os requisitos constitucionais para a adoção do tratado tanto na Alemanha Oriental quanto Alemanha Ocidental foram cumpridos. Essa última etapa estava em conformidade com o artigo 1 do Tratado e também em conformidade com a Declaração de Adesão da Alemanha Oriental apresentada para a República Federal da Alemanha oficialmente reunidos às 00:00 CEST de 3 de outubro de 1990. A Alemanha Oriental, juntou-se à República Federal como os cinco Länder (estados) de Brandemburgo, Mecklemburgo-pomerânia ocidental, Saxônia, Saxônia-Anhalt e Turíngia. Esses estados haviam sido os cinco estados da Alemanha Oriental, mas tinha sido abolidos em 1952, em favor de um sistema centralizado. Como parte do Tratado de 18 de maio, os cinco estados do leste alemão tinham sido reconstituídos em 23 de agosto. Ao mesmo tempo, o Oriente e o Ocidente de Berlim reuniram-se em uma cidade unificada, que se tornou uma cidade-estado, como Bremen e Hamburgo. Em uma cerimônia emocionante, à meia-noite de 3 de outubro de 1990, a bandeira preta-vermelha-oura da Alemanha Ocidental—agora a bandeira de uma Alemanha reunificada—foi elevada acima do Portão de Brandemburgo, marcando o momento da reunificação alemã.

Fusão constitucional

Fogos de artifício no Portão de Brandemburgo após a reunificação.

O processo escolhido foi uma das duas opções implementadas na Constituição da Alemanha Ocidental (Lei Fundamental) de 1949, para facilitar o processo de uma eventual reunificação. A Lei Básica afirmava que era destinada apenas para uso temporário até que uma constituição permanente fosse adotada pelo povo alemão como um todo. Através desse documento, quaisquer novos potenciais Länder poderiam respeitar a Lei Fundamental, por maioria simples de votos. Os onze estados iniciais juntaram-se em 1949. Berlim Ocidental tinha sido proposta como o 12º estado, mas foi legalmente inibida por objeções dos Aliados, visto que Berlim como um todo era legalmente uma área dividida em quatro setores de ocupação. Apesar disso, a filiação partidária em Berlim Ocidental era como na Alemanha Ocidental e em muitos campos funcionava, de facto, como se fosse um estado componente da Alemanha Ocidental. Em 1957, o Protetorado de Sarre, juntou-se a Alemanha Ocidental sob o procedimento previsto pelo Artigo 23 como Sarre.

Impacto internacional

O resultado prático desse modelo é que a agora expandida República Federal da Alemanha herdou os assentos da Alemanha Ocidental na ONU, na OTAN, na Comunidade Europeia e em outras organizações internacionais. Ela também continuou a ser membro de todos os tratados antigos que a Alemanha Ocidental assinou antes do momento da reunificação. A mesma Lei Básica e as mesmas leis que estavam em vigor na República Federal continaram automaticamente em vigor, mas agora aplicadas ao território expandido. Além disso, o mesmo Presidente, o Chanceler (Primeiro-Ministro) e o Governo da República Federal permaneceran no cargo, mas a sua jurisdição agora incluía o recém-adquirido território da antiga Alemanha Oriental.

Para facilitar este processo e para tranquilizar outros países, algumas alterações foram feitas na "Lei Básica" (a constituição). O Artigo 146 foi alterado, de modo que o Artigo 23 da constituição vigente pudesse ser usado para a reunificação. Após os cinco "Novos Länder" da Alemanha Oriental terem aderido, a constituição foi alterada novamente para indicar que todas as partes da Alemanha estavam agora unificadas. O Artigo 23 foi reescrito e ainda pode ser entendido como um convite para outras regiões (como por exemplo a Áustria) a unir-se ao território alemão, embora a ideia principal da mudança fosse para acalmar os temores de que a Polônia seria mais tarde anexada aos antigos territórios orientais da Alemanha. As alterações efetivamente formalizaram a Linha Oder-Neisse como a fronteira oriental permanente da Alemanha. Estas alterações da Lei Básica foram impostas pelo Artigo 1, seção 4 do Tratado Dois Mais Quatro.

Alemão pessoas levantando a bandeira alemã na frente do prédio do Reichstag, 1990

Dia da Unidade Alemã

Ver artigo principal: Dia da Unidade Alemã

Para comemorar o dia que marca a reunificação oficial da antigas Alemanhas Oriental e Ocidental, em 3 de outubro de 1990, tem sido desde então um feriado nacional alemão, o Dia da Unidade Alemã (Tag der deutschen Einheit). Ele substituiu o antigo feriado nacional realizado na Alemanha Ocidental em 17 de junho, que comemorava a Revolta de 1953 na Alemanha Oriental e o feriado nacional no dia 7 de outubro na RDA, que comemorava a fundação do Estado da Alemanha Oriental.[5]

Ver também

Referências

  • Vertrag zwischen der Bundesrepublik Deutschland und der Deutschen Demokratischen Republik über die Herstellung der Einheit Deutschlands (Einigungsvertrag) Unification Treaty signed by the Federal Republic of Germany and the German Democratic Republic in Berlin on 31 August 1990 (official text, in German).
  • «GHDI - Document»
  • «Vertrag über die Schaffung einer Währungs-, Wirtschafts- und Sozialunion zwischen der Deutschen Demokratischen Republik und der Bundesrepublik Deutschland». Die Verfassungen in Deutschland. Consultado em 22 de março de 2013.
  • German Unification Monetary union.
  • Embassy of the Federal Republic of Germany London – A short history of German reunification.
  • http://www.mdr.de/damals/artikel99678.html
  • Bundeszentrale für politische Bildung. «Volkskammer der DDR stimmt für Beitritt»
  • https://www.bundesarchiv.de/oeffentlichkeitsarbeit/bilder_dokumente/01525/index-16.html.de East German Resolution of Accesion to West Germany
  • «Bundesarchiv - Digitalisierung und Onlinestellung des Bestandes DA 1 Volkskammer der DDR, Teil 10. Wahlperiode»
  • «United States and Soviet Union Sign German Reunification Treaty» (PDF). NBC Learn. Consultado em 22 de março de 2013.
  • «Merkel to mark 20th anniversary of German reunification treaty». Deutschland.de. Consultado em 22 de março de 2013.
  • «Soviet Legislature Ratifies German Reunification Treaty». AP News Archive. Consultado em 22 de março de 2013.
  • Opening of the Berlin Wall and Unification: German History.
  • http://www.bgbl.de/xaver/bgbl/start.xav?startbk=Bundesanzeiger_BGBl&jumpTo=bgbl290s0885_gross.pdf#__bgbl__%2F%2F*%5B%40attr_id%3D%27bgbl290s0885_gross.pdf%27%5D__1467485637703
  • «Bundesarchiv - Digitalisierung und Onlinestellung des Bestandes DA 1 Volkskammer der DDR, Teil 10. Wahlperiode»
    1. «EinigVtr - Einzelnorm»

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  • Wikipédia


    Brasileiros Morando em Portugal - O Mundo na Guaíba (14.7.2018)

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    Governo paga salário de mais de R$ 20 mil na EBC


    Presidente Michel Temer

    A EBC, empresa do governo que administra uma rádio, uma TV e uma agência online, tem na sua folha de pagamento ao menos 83 empregados que recebem mais de R$ 20 mil por mês, além de outros benefícios. Entre os concursados, o maior vencimento é de R$ 35,8 mil de uma funcionária do setor de contabilidade. Por ser mais do que o salário de um ministro do Supremo (R$ 33,7 mil), sofre o abate-teto. Há cinegrafistas que receberam, em maio, R$ 25 mil (a iniciativa privada paga, em média, R$ 4 mil) e uma secretária, R$ 27,8 mil, mesmo salário de um juiz em início de carreira. A carga horária varia de seis a oito horas de trabalho por dia.

    Destino do dinheiro. Do orçamento de R$ 726 milhões da EBC para este ano, 56% é referente a despesas com pessoal e encargos sociais. A Coluna revelou ontem que os funcionários têm benefícios como poder faltar ao trabalho para acompanhar parentes em consultas odontológicas.

    LEIA MAIS: EBC registra farra de atestados médicos de funcionários

    Com a palavra. A EBC informa que os “vencimentos mais altos concentram-se entre os empregados que “obtiveram progressão salarial em décadas de carreira” ou que “recorreram à Justiça para incorporar valores a sua remuneração”. Os dados são públicos.

    Xeque-mate. A direção do PSB se reúne no próximo dia 30 para definir a posição do partido na eleição presidencial. Vai para a convenção nacional, dia 5 de agosto, com a decisão tomada. O secretário-geral, Renato Casagrande, diz que a tendência é aprovar o apoio a Ciro Gomes (PDT).

    Aceita que dói menos. O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), foi aconselhado a desistir de tentar convencer o PT a retirar a candidatura de Marília Arraes, sua principal opositora no Estado, em troca da neutralidade do seu partido na eleição presidencial.

    Preço alto. O PT só aceita retirar o nome de Marília mediante coligação nacional das duas legendas na eleição presidencial. Tese já rejeitada pelos pessebistas. “Tá faltando Lexotan em Pernambuco”, provoca Silvio Costa (Avante), que disputa o Senado na chapa da petista.

    Chapa pura. Os dois autores do impeachment de Dilma Rousseff estão cotados para vice-presidente. Janaina Paschoal, do candidato Jair Bolsonaro (PSL); e Miguel Reali, do presidenciável Alvaro Dias (Podemos).

    SINAIS PARTICULARES: Janaina Paschoal, autora do impeachment de Dilma Rousseff; por Kleber Sales

    Se arrependimento… Dirigentes petistas que optaram pela candidatura da filósofa Márcia Tiburi ao governo do Rio de Janeiro estão arrependidos da escolha que fizeram. Avaliam que ela pode atrapalhar o plano de fazer uma bancada grande na Câmara.

    … matasse. A gaúcha Márcia é desconhecida do eleitor fluminense. Por seu perfil, disputa o voto classe média alta da capital, mas será um peso para os deputados com base no interior. Fora que gastará recursos que poderiam ser destinados às campanhas deles.

    CLICK. Um dia após nomear uma telefonista e um assistente técnico para função gratificada de Chefe de Equipe Aduaneira na alfândega de Itajaí, a Receita Federal recuou.

    FOTO: Reprodução Diário Oficial

    Com a palavra. A assessoria da superintendência da 9.ª Região da Receita Federal disse que “as nomeações seriam para área de atendimento e não para equipes aduaneiras”, mas não justificou por que razão então voltou atrás.

    A caminho. A startup Thinkseg, que comprou a Bidu Corretora, negocia com grandes bancos um modelo nos moldes da parceria da XP com a Itaú. A ideia é usar a estrutura da instituição financeira para vender seguro por meio de sua plataforma.

    COM A PALAVRA:

    Senador Alvaro Dias (PODEMOS-PR)

    “Alckmin pode juntar todos os partidos, que nem assim ganha”, DO PRESIDENCIÁVEL ALVARO DIAS (PODEMOS) sobre a insistência do PSDB em convidá-lo para ser vice na chapa tucana ao Palácio do Planalto.


    Estadão




    Ministério da Saúde confirma 677 casos de sarampo no país

    Amazonas é o estado com o maior número de casos, mas, na quarta (18), agentes de saúde interromperam trabalhos após ameaça de traficantes: https://tinyurl.com/y9jfevvs #GloboNews

    G1.GLOBO.COM

    Ministério da Saúde confirma 677 casos de sarampo no país



    Eduardo Aparecido de Almeida, o 'Pisca', foi preso na quarta-feira (18) em uma mansão no Paraguai: https://glo.bo/2Lw9lMC #GloboNews

    G1.GLOBO.COM

    Chefe regional da maior facção criminosa do país é transferido para o Brasil


    Desde as 5h da manhã desta quinta-feira (19), Comando de Operações Especiais ocupa o local e o morro de Nova Brasília: https://tinyurl.com/y7rhw2vv #GloboNews

    G1.GLOBO.COM

    Moradores relatam tiros no Complexo do Alemão, no Rio




    Taxista tem ataque de fúria e sobe em capô de carro, em São Paulo

    Motorista perdeu a cabeça depois de uma batida de trânsito. Veja o vídeo: https://tinyurl.com/ydggf9sz

    G1.GLOBO.COM

    Taxista tem ataque de fúria e sobe em capô de carro, em São Paulo


    Denis César Furtado e a mãe são considerados foragidos da Justiça depois da morte da bancária Lilian Calixto em um procedimento estético no apartamento do médico: https://tinyurl.com/y9wv9ppg #GloboNews

    G1.GLOBO.COM

    Defesa do Dr. Bumbum afirma que médico e mãe pretendem se entregar


    SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

    Análise sobre prisão em 2ª instância fica para 2019

    ELEIÇÕES 2018

    Rosa Weber rejeita pedido do MBL para declarar Lula inelegível

    ELEIÇÕES 2018

    Xingamento de Ciro é 'completamente inapropriado', diz MP



    Coluna do Estadão

    Coluna do Estadão

    Governo paga salário de mais de R$ 20 mil na EBC

    William Waack

    William Waack

    Admirável mundo novo

    Vera Magalhães

    Vera Magalhães

    Ciro total flex


    Fausto Macedo

    Fausto Macedo

    Acusada de lavagem milionária na pirâmide de perfume, UP! alega 'erros' em relatório

    José Nêumanne

    José Nêumanne

    Cadeia é cadeia

    Coluna do Estadão

    Coluna do Estadão

    Governo paga salário de mais de R$ 20 mil na EBC



    Imagem de player
    Luzia Alves dos Santos sugere #caminhospara2018



    MP denuncia médicos que batiam ponto e iam embora no hospital regional de Sorocaba, SP

    Esquema revelou a falta de fiscalização no hospital: https://tinyurl.com/yd5b2yxj #GloboNews

    G1.GLOBO.COM

    MP denuncia médicos que batiam ponto e iam embora no hospital regional de Sorocaba, SP


    Justiça de Barueri bloqueia R$ 94,5 milhões de Funaro

    A Justiça Federal de Barueri determinou o bloqueio de bens de Lúcio Funaro no valor de R$ 94,5 milhões... [ leia mais]


    Urgente: TCU suspende julgamento da 'taxa extra' dos portos

    O ministro Benjamin Zymler, do TCU, acaba de pedir vista e adiar o julgamento da THC2, a taxa extra inventada pelos operadores de portos para deslocamento de cargas dentro do terminal.. [leia mais]

    Exclusivo Crusoé:

    O noticiário político deixa qualquer um tonto: depois de namorar com a candidatura presidencial de Bolsonaro, o PR de Valdemar Costa Neto cogita casar com o PT . Ou Ciro. Ou Alckmin . O tucano, aliás, está perto de receber apoio do PTB de Bob Jeff . É a renovação política… 

    Janaína não foi convidada

    Janaína Paschoal disse a O Antagonista que, até agora, não recebeu nenhum tipo de convite para ser vice na chapa de... [ leia mais]

    MBL contra Lula e Ciro

    O MBL anunciou que vai fazer campanha contra Lula e Ciro Gomes.

    É a melhor escolha. [ leia mais]



    O procurador "filho da puta" de Ciro Gomes é uma mulher

    O procurador que Ciro Gomes xingou de "filho da puta" é, na verdade, uma mulher, diz a Folha de S. Paulo... [ leia mais]


    Gilberto Carvalho quer 'levante popular' para soltar Lula

    Gilberto Carvalho foi entrevistado por um site do MST.

    Ele disse que só "um levante popular" é capaz de tirar o presidiário da cadeia... [ leia mais]

    Para marqueteiro do DEM, Bolsonaro é a nova Marina

    O marqueteiro do DEM, que também trabalhou para Aécio Neves, garantiu que Jair Bolsonaro vai murchar assim como Marina Silva murchou em 2014... [leia mais]




    Artigo de Lula na Folha de S. Paulo

    Artigo de Lula



    Fonte:  https://twitter.com/tuliomesmo/status/1019942811435720704



    Vagas de emprego em Porto Alegre

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    Vendedor
    Salário: R$ 2500.00
    Cidade: Porto Alegre/RS
    Empresa: Neia Brosso Assessoria
    Descrição: Vendedor de consórcio
    Descrição
    área e especialização profissional: Comercial, vendas - Venda interna
    Nível hierárquico: Consultor
    Número de vagas: 2
    Local de trabalho: Porto alegre, rs
    Captação de clientes para venda de consórcio, atendimento interno e externo.

    EU QUERO ESSA VAGA

    Vendedor
    Salário: A combinar
    Cidade: Porto Alegre/RS
    Empresa: (Confidencial)
    Descrição: Demonstrar os produtos, avaliar o perfil dos clientes e fechar contratos de vendas, orientar, informar, entender o produto ofertado (investimentos), analisar os dados do público-alvo, para elaborar assim uma estratégia de venda, organizar uma agenda de principais clientes, realizar atendimentos, fechar vendas e captar novos clientes investidores.

    EU QUERO ESSA VAGA

    Vendedor Interno
    Salário: A combinar
    Cidade: Porto Alegre/RS
    Empresa: (Confidencial)
    Descrição: Vender produtos da loja, auxiliando os clientes na melhor escolha, prestando consultoria total quanto às suas dúvidas. Acompanhar a venda, negociar valores, fechar venda, agendar atendimentos,realizar atendimentos, etc. Ganhos médios em torno de .

    EU QUERO ESSA VAGA

    Vendedor Interno
    Salário: R$ 1300.00
    Cidade: Porto Alegre/RS
    Empresa: (Confidencial)
    Descrição: Atividades:
    Entender a necessidade do cliente e apresentar o produto mais adequado;
    Esclarecer dúvidas sobre o funcionamento e características dos produtos;
    Apresentar e negociar as condições comerciais de pagamento e entrega.
    Trabalhar com metas individuais e da loja em relação a venda de produtos, serviços financeiros e telemarketing.
    Requisitos necessários:
    Ensino médio completo (2º grau)
    Ter dezoito anos ou mais

    EU QUERO ESSA VAGA

    Auxiliar de Almoxarifado
    Salário: R$ 1100.00
    Cidade: Porto Alegre/RS
    Empresa: (Confidencial)
    Descrição: Benefícios: Vale transporte, vale alimentação, plano de saúde, plano odontológico e seguro de vida em grupo.
    Horário de trabalho: De segunda a sexta das 8h as 18h.
    Requisito fundamental: Ensino médio completo.

    EU QUERO ESSA VAGA

    Vendedor
    Salário: A combinar
    Cidade: Porto Alegre/RS
    Empresa: (Confidencial)
    Descrição: Demonstrar os produtos, avaliar o perfil dos clientes e fechar contratos de vendas, orientar, informar, entender o produto (investimentos), analisar os dados do público-alvo, para elaborar assim uma estratégia de venda, organizar uma agenda de principais clientes, atender clientes, captar novos clientes.

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