Papa compara certos tipos de abortos a eugenia nazista

Francisco disse que "para ter uma vida tranquila, elimina-se inocentes"

Papa compara certos tipos de abortos a eugenia nazista | Foto: Andres Solaro / AFP / CP

Papa compara certos tipos de abortos a eugenia nazista | Foto: Andres Solaro / AFP / CP

O papa Francisco comparou, neste sábado, o aborto praticado em caso de má-formação do feto com uma eugenia "de colarinho branco" como a praticada pelos nazistas, denunciando que "para ter uma vida tranquila, elimina-se inocentes". "Ouvi dizer que está na moda, ou pelo menos é habitual, realizar exames durante os primeiros meses de gravidez para ver se a criança está bem ou nascerá com algo (algum problema) e que a primeira opção é se livrar" dela neste caso, declarou o papa no Vaticano a representantes de associações familiares. "No século passado, todo mundo se escandalizou com o que os nazistas faziam para preservar a pureza da raça. Hoje, fazemos o mesmo com colarinho branco", declarou o pontífice argentino.

O papa também se indagou: "Por que não vemos anões nas ruas? Porque o protocolo de diversos médicos diz: 'nascerá com uma anomalia, livre-se dele'". Acerca da questão familiar, o papa observou que "hoje falamos que família diversificadas, de diversos tipos de famílias. Sim, é verdade: família é uma única e mesma palavra, mas também nos referimos à família das estrelas, à família dos animais". "Mas família, segundo Deus, homem e mulher, só há uma", resumiu Jorge Bergoglio. "A família é uma bela aventura e hoje, me dói dizer isso, observamos que com frequência se pensa em fundar uma família, em casa, como se fosse uma loteria. Se der certo, bom, se não, apagamos tudo e começamos de novo", criticou o papa.


AFP e Correio do Povo


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Alunos colhem batata-doce com quase 10 kg em Uruguaiana (RS)

Safra do Colégio Agrícola Municipal produziu apenas três peças da hortaliça que somaram 19,24 kg

"Super-batatas" foram colhidas por alunos do Colégio Agrícola Municipal de Uruguaiana | Foto: Rone Fontela / CAM / CP

Os alunos do Colégio Agrícola Municipal – CAM viveram uma experiência incomum durante o desenvolvimento das atividades práticas no educandário. Foram colhidas apenas três batatas-doces em um dos vários canteiros cultivados pelos estudantes. A “pequena produção” compensou no peso, visto que somadas as três batatas alcançaram incríveis 19,24 kg.

O vice-diretor do CAM e professor responsável pelo plantio do tubérculo, Elder Elias, disse que apenas usou uma ótima adubação orgânica e demais cuidados básicos que a espécie necessita. “A maior batata atingiu 9,820kg de pura qualidade”, finalizou. A batata-doce é a quarta hortaliça mais consumida no Brasil e, em média, pesa de 150 a 250 gramas.

A batata-doce, também chamada: batata-da-terra; batata-da-ilha; jatica e jetica é uma planta da família das convolvuláceas, da ordem das Solanales - a mesma da batata, do tomate, das pimentas, por exemplo. Originária dos Andes se espalhou pelos trópicos e subtrópicos de todo o mundo.


Correio do Povo


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Na era digital, agência bancária "encolhe"

De olho na visibilidade das marcas, bancos optam por reduzir pontos de atendimento

Banco do Brasil fechou quase 700 agências em dois anos | Foto: Paulo Nunes / CP Memória

Banco do Brasil fechou quase 700 agências em dois anos | Foto: Paulo Nunes / CP Memória

Depois de um movimento capitaneado por BB e Bradesco, que fechou 7% das agências bancárias do País nos últimos dois anos, as instituições financeiras estão lançando mão de uma nova estratégia em um momento em que o atendimento presencial perde espaço para os meios digitais. De olho na visibilidade de suas marcas, os bancos agora optam por reduzir o tamanho dos pontos de atendimento. Para ocupar o espaço ocioso, vale trazer novos serviços - como espaços de coworking - e até instalar um café onde antes ficavam caixas eletrônicos.

A redução das agências - seja em número absoluto ou pela redução do espaço ocupado por cada uma delas - é uma forma de os bancos reduzirem custos com aluguel ou liberarem imóveis próprios para venda. Há duas semanas, por exemplo, o BB anunciou o leilão de 26 de suas agências. O Bradesco, por seu turno, já reduziu à metade duas agências na Avenida Paulista - uma cedeu parte de sua área ao espaço cultural Japan House e outra, a uma loja da rede americana Starbucks.

Após essas duas experiências, o Bradesco está preparando um estudo para identificar outros espaços que possam ser locados a terceiros, segundo Josué Augusto Pancini, vice-presidente do banco. No Itaú, a tendência de redução de espaços também é clara, diz o executivo Luis Tadeu Sassi. Atualmente, nos planos do banco, uma agência padrão precisa de 250 a 300 metros quadrados de área. Há cinco anos, o espaço projetado variava de 1 mil a 1,5 mil metros quadrados. Ele descarta, porém, um processo significativo de encerramentos: "A agência vai continuar no mesmo local, só que menor."

"Sala de visita"

O Santander diz não querer reduzir seu número de agências - entre os principais bancos nacionais, o espanhol é o menos pulverizado, com 2,26 mil pontos. O modelo que o banco vem adotando é o de "sala de visitas", define Paschoal Pipolo Bastista, sócio da Deloitte, referindo-se à tendência de criação de espaços de convivência pelos bancos. "Antes, todas as agências eram iguais. Agora, são testados novos formatos, que permitem alguma personalização."

Em uma agência do Santander da Avenida JK, em São Paulo, há espaço para coworking, com internet grátis, salas de reunião e até um café da rede Havanna totalmente integrado ao ponto de atendimento. Segundo Ede Viani, diretor executivo do Santander Brasil, estão previstos mais 15 espaços parecidos nas principais capitais do País dentro dos próximos dois anos. A rede Havanna anunciou no fim do mês passado que fechou um acordo para abrir pelo menos dez cafeterias em parceria com o banco espanhol.

Enquanto alguns bancos descartam a criação de agências especializadas, o Santander tem investido fortemente neste tipo de conceito. No Nordeste, a instituição vem testando um modelo de pequenas lojas, voltadas ao agronegócio, que funcionam em espaços muito mais enxutos do que os de uma agência comum, em imóveis de 50 a 80 metros quadrados. O banco já tem 12 espaços do tipo e está com 8 em fase de implantação.

A Caixa Econômica Federal, que recentemente implantou um plano para ampliar sua rentabilidade, não tem em vista um fechamento relevante de agências, afirma Nelson Antonio de Souza, presidente do banco público. Ele diz que a instituição tem hoje menos de 4 mil agências e que tem obrigações que não se aplicam a outros bancos, como o pagamento de benefícios sociais e de FGTS, que exigem o atendimento presencial. "Só vamos fechar agências que estejam próximas uma da outra, desde que não haja prejuízo para o cliente."

Cortes de custos

O Banco do Brasil, que fechou quase 700 agências nos últimos dois anos, se viu com um número considerável de imóveis em mãos. Procurado, o banco não deu entrevista, mas informou, por meio de nota, que, dos pontos encerrados, 80% eram alugados e 20% eram próprios.

Enquanto no caso dos espaços locados basta devolver o imóvel ao proprietário, a advogada Larissa Lancha Arruy, do escritório Mattos Filho, explica que no caso das agências próprias a situação é um pouco mais complicada. Segundo ela, o Banco Central proíbe que as instituições financeiras mantenham imóveis em sua carteira que não sejam para uso próprio. Logo, depois que os bancos deixam de abrigar agências, é necessário criar um cronograma de venda para não descumprir a legislação.

Além de aliviar os gastos dos bancos com imóveis, o movimento de fechamento ou redução de agências tem causado demissões, diz Juvandia Moreira Leite, presidente da Contraf-CUT, sindicato que reúne os trabalhadores do setor financeiro. "O que a gente percebe é que, além de as agências terem sido fechadas, as que permaneceram funcionando têm um grande déficit de funcionários para atender o público."


Estadão Conteúdo e Correio do Povo



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Afinal, o que é Agricultura Digital, por Márcio Albuquerque*

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O termo “Agricultura Digital” começou a circular nos últimos tempos, mas como toda a novidade gera dúvidas e confusões. Mas afinal, o que é Agricultura Digital?

De forma geral, Agricultura Digital é o uso intensivo de diversas técnicas ligadas à informática aplicadas na gestão completa de propriedades agrícolas para auxílio às decisões que o produtor precisa tomar. O termo novo propõe um passo além na integração do uso de ferramentas que já estão no mercado com a adição de novas técnicas. É a “revolução digital”, que já mudou profundamente diversos setores, chegando ao campo. A disponibilidade cada vez maior de tecnologias digitais é a base para estas novas tecnologias.

No futuro, vislumbra-se a união de informações agronômicas detalhadas sobre cada talhão da fazenda, dados precisos sobre a operação das máquinas, informações de previsão climática, controle detalhado de uso de insumos e custos, dados de sensores instalados de forma permanente nas lavouras e conectados, informações de satélites de grande precisão ou de drones, monitoramento de pragas e outras informações que influenciem na produção agrícola. Para que toda esta grande quantidade de dados possa ser usada de forma eficiente é preciso o apoio de tecnologias digitais, com capacidade para extrair informações úteis da enxurrada de dados.

É preciso atenção, pois o foco não deve estar nas inúmeras tecnologias, mas no seu uso para auxiliar em decisões de manejo que aumentem a produtividade e a rentabilidade das lavouras.

Temos disponíveis hoje as primeiras ferramentas de agricultura digital que oferecem partes do que acredita-se ser possível ter nas lavouras daqui a alguns anos. Iniciando-se pela agricultura de precisão, passando pelo uso de novos satélites, drones, sensores conectados, telemetria de máquinas e sistemas web que permitem tirar proveito destes dados.

Nesta caminhada entre o que está disponível hoje e a visão de futuro de uma lavoura conectada com decisões totalmente apoiadas na tecnologia, o produtor precisa medir seus passos. Não deve ficar para trás, adotando as novas tecnologias que chegam para ajudá-lo. Mas deve avaliar o que cada uma disponível já consegue entregar de resultado frente ao seu custo. No entanto, é fundamental lembrar que não existem milagres e os resultados de uma boa gestão nem sempre se observam em apenas uma safra. Algumas tecnologias chegaram para ficar, outras precisarão ainda amadurecer, e quem separará uma da outra será o produtor, avaliando os resultados das próximas safras.

*Presidente da Comissão Brasileira da Agricultura de Precisão


Fonte: Correio do Povo Rural, página 4 de 22 de outubro de 2017.



Porto Alegre tem uma das maiores incidências de tuberculose e sífilis

No ano passado, foram 81,7 casos de tuberculose a cada 100 mil habitantes

Porto Alegre tem uma das maiores incidências de tuberculose e sífilis | Foto: César Lopes / PMPA / CP

Porto Alegre tem uma das maiores incidências de tuberculose e sífilis | Foto: César Lopes / PMPA / CP

Porto Alegre é a quarta capital brasileira com maior incidência de tuberculose. Na lista das cinco maiores ocorrências estão Manaus, Recife, Belém e Rio de Janeiro. Em 2017, foram 81,7 casos de tuberculose a cada 100 mil habitantes. Com relação à sífilis adquirida, os índices são ainda maiores: 120 casos por 100 mil habitantes. Em 2016, o Rio Grande do Sul chegou a ter 93,7 casos de sífilis por 100 mil habitantes.

No sentido de alertar a população e profissionais de saúde a respeito da tuberculose e da sífilis, a prefeitura preparou campanha de serviço para divulgar as informações. A forma mais segura de se proteger da transmissão da sífilis é usar camisinha na relação sexual.

Em caso de dúvida, a orientação é dirigir-se a uma das 140 unidades de saúde da cidade para solicitar orientações e fazer a testagem. Os exames para diagnóstico são gratuitos, com início imediato do tratamento. Além disso, a prefeitura possui um ônibus com dois consultórios que atende em diversos locais da cidade, o “Fique Sabendo”. Nele, a população tem acesso a testes rápidos e também ao tratamento, sem necessidade de agendamento.

Conforme o secretário municipal de Saúde, Erno Harzheim, de cada mil recém-nascidos em Porto Alegre, 32 são portadores de sífilis congênita, transmitida no útero. “Trata-se de uma epidemia mundial, mas os números não são aceitáveis, então, precisamos agir ativamente na indicação do tratamento”, afirma.

A sífilis é transmitida por uma bactéria e tem três fases de desenvolvimento, podendo inclusive não apresentar sintomas. Se não for tratada, no entanto, pode comprometer vários órgãos, como olhos, pele, ossos, coração, cérebro e sistema nervoso. A doença é transmitida na relação sexual sem preservativo, compartilhando agulhas ou seringas ou da mãe infectada para o bebê, durante a gravidez ou no parto, nesse caso chamada de sífilis congênita, que pode causar aborto, má-formação do feto e até a morte do bebê.

Na capital gaúcha, os casos de sífilis congênita são acompanhados desde 1995. De acordo com dados da Coordenadoria-Geral de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), há um importante aumento do número de casos desde o ano de 2007 (107 casos), chegando a 585 casos, em 2015, e 596, em 2017, incidência de 32,1 casos por mil nascidos vivos. Já a vigilância epidemiológica da sífilis adquirida teve início em 2011, na Capital. No ano de 2013, foram 910 casos, subindo para 2.497 casos, em 2015, e 1.438 casos registrados no sistema de informação em 2017. Apesar da redução do último ano, se considera que haja grande subnotificação.


Correio do Povo


Giro da Copa: Messi perde pênalti e Argentina empata na estreia




Henrique Meirelles reafirma pré-candidatura e diz que projeto do governo "é vencedor"

De passagem no Rio Grande do Sul, emedebista descarta ser substituído por Nelson Jobim na corrida presidencial

Henrique Meirelles participou do 2º Congresso Estadual do MDB Mulher neste sábado | Foto: Pedro Tesch / Divulgação / CP

Henrique Meirelles participou do 2º Congresso Estadual do MDB Mulher neste sábado | Foto: Pedro Tesch / Divulgação / CP

Em roteiro rápido pelo Rio Grande do Sul, onde diferentes lideranças do MDB já disseram publicamente que lhe falta história no partido e, ao mesmo tempo, insistem em ventilar o nome do ex-ministro Nelson Jobim como alternativa na corrida presidencial, o pré-candidato do MDB à presidência da República, Henrique Meirelles, não se acanhou.

Neste sábado em Porto Alegre, ao ser questionado sobre os baixos índices ostentados por sua pré-candidatura e as especulações em torno do nome de Jobim, ele disse estar convicto não apenas de que será o candidato, como de que vencerá o segundo turno da eleição presidencial. “Temos muito potencial e nenhuma dúvida de que estamos mobilizando o MDB no Brasil inteiro. Tenho certeza de que obteremos uma vitória grande em outubro”, assinalou a jornalistas, durante coletiva na sede estadual do partido.

Sobre Jobim, Meirelles revelou ter conversado com o gaúcho na sexta-feira. Este teria desautorizado todas as especulações sobre seu nome. “O Jobim e um grande amigo, falei com ele ontem pelo telefone, ele me mandou uma mensagem, liguei de volta, e ele disse inclusive que desautoriza todas as especulações em seu nome, não é candidato e não vai participar dessas eleições. Estamos juntos.”

O ex-ministro da Fazenda também não se furtou a se apresentar como o candidato do governo. Para justificar o otimismo em relação à própria pré-candidatura, apesar de as últimas sondagens o colocarem como com no máximo 1% das intenções de voto e apontarem a administração Temer como campeã em rejeição, Meirelles classificou o projeto do governo como ‘vencedor’. “Desta vez o MDB possui resultados fortes para mostrar. Tirou o Brasil da recessão, está fazendo uma organização, reformas, e tem condições de apresentar um projeto para a população. Temos um potencial enorme.”

Os altos índices de impopularidade ocorreriam por conta de um enfraquecimento recente da economia que estaria se dando não em função das políticas do próprio governo, mas sim devido a profusão de propostas de candidatos extremistas que preocupariam consumidores e investidores. Pelo fato de Temer, no seu entendimento, ter assumido legitimamente, mas sem ter sido eleito. E, ainda, em função da recessão e dos altos índices de desemprego que o ex-ministro credita a “herança dos governos anteriores”.

Apesar de indicar a recessão e o desemprego como heranças das administrações petistas (mesmo que o número de desempregados tenha aumentado nos últimos dois anos) Meirelles assinalou a importância de seu papel durante os dois governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando presidiu o Banco Central (BC). “Muitos que declaram intenção de voto nele (Lula) guardam uma boa recordação do período em que ele foi presidente. É o período em que eu tive uma função central como presidente do BC.”

Meirelles chegou a Porto Alegre na sexta-feira à noite e fez uma reunião com lideranças do MDB gaúcho. No sábado, após a coletiva no partido, participou do 2º Congresso Estadual do MDB Mulher. Nas próximas semanas ele deverá cumprir roteiros em 14 estados.


Correio do Povo


No Rio de Janeiro, há mais de 40 anos torcedores se reúnem no mesmo ponto durante os jogos do Brasil: https://glo.bo/2Mz9bF1

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Torcedores preparam festa de estreia do Brasil na Copa


Messi perdeu pênalti e Argentina empatou com a Islândia: https://glo.bo/2JTTo5g

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Sábado tem 4 jogos e árbitro de vídeo entra em ação pela 1ª vez do Mundial


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Polícia prende três e recolhe mais de 100 veículos em operação

TRÂNSITO

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Frio aumenta em 30% chances de internação por problemas cardíacos


Pesquisa mostrou que número de internações por insuficiência cardíaca no inverno foi maior entre pacientes com mais de 40 anos

Frio aumenta em 30% chances de internação por problemas cardíacos | Foto: Alina Souza

Frio aumenta em 30% chances de internação por problemas cardíacos | Foto: Alina Souza

Entre junho e agosto, meses marcados por temperaturas mais frias, as internações nos hospitais públicos da cidade de São Paulo por insuficiência cardíaca e infarto chegam a ser 30% maiores do que no verão. É o que mostra estudo inédito realizado por médicos da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein.

A pesquisa, liderada pelo cardiologista Eduardo Pesaro considerou todas as internações por insuficiência cardíaca (76.474 casos) e infarto agudo do miocárdio (54.561 casos) registradas em 61 hospitais públicos da capital paulista entre janeiro de 2008 e abril de 2015. Os dados fazem parte do Cadastro Nacional de Saúde, do Sistema Único de Saúde (SUS).

Foram consideradas também as temperaturas mínima, máxima e média em cada período ao longo desses sete anos, registradas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). "Provavelmente isso se dá por fenômenos múltiplos como o frio e a qualidade de ar como principais aspectos de risco. As pessoas que estão em maior risco e que já são doentes, com pressão alta, diabetes, devem ter uma atenção especial nesse período e maior controle como tomar corretamente o remédio e medir a pressão", aconselhou o cardiologista.

A pesquisa mostrou ainda que o número médio de internações por insuficiência cardíaca no inverno foi maior em pacientes com mais de 40 anos. Já as hospitalizações por infarto foram registradas em maior número em pacientes com idade superior a 50 anos.

De acordo com o cardiologista, as causas do aumento do risco cardiovascular no inverno não estão diretamente ligadas à queda do ponteiro do termômetro, mas às condições ambientais e socioeconômicas de São Paulo. "Inverno não significa só frio, mesmo porque em São Paulo ele é ameno, com temperatura média de 18 graus e variação de apenas 5 graus. Ele também significa poluição aumentada, crescimento de epidemias provocadas pelo vírus da gripe, o Influenza, além do tempo seco", diz Pesaro.

Poluição

Com uma população de quase 12 milhões de habitantes e uma frota de 8,64 milhões de veículos (incluindo caminhões e ônibus), São Paulo fica mais poluída no inverno. A baixa umidade, chuva reduzida e as frequentes inversões térmicas (quando o ar frio é bloqueado por uma camada de ar quente e fica preso perto da superfície) são condições que impedem a dispersão de poluentes como monóxido de carbono (CO), dióxido de nitrogênio (NO²), dióxido de enxofre (SO²) e material particulável inalável (PM10).

"Temperatura baixa, pouca umidade e alta poluição contribuem para uma maior incidência de doenças respiratórias e gripe, com o consequente aumento do risco cardiovascular", explica Pesaro. Uma das hipóteses levantada no estudo é de que o aumento do risco de infarto e de insuficiência cardíaca no inverno está relacionado às condições socioeconômicas da população.

De acordo com o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, na região metropolitana de São Paulo, 596.479 casas são consideradas subnormais, como assentamentos irregulares, favelas, invasões, palafitas, comunidades com deficiência na oferta de serviços públicos básicos, como rede de esgoto e tratamento de água, coleta de lixo e energia elétrica. A capital paulista concentra dois terços desse total ou 397.652 lares.

"Em São Paulo, uma população mais desamparada, com casas improvisadas ou sem aquecimento, mais exposta à poluição e ao frio pode apresentar mais risco de ter doenças cardíacas no inverno que uma pessoa que mora em um país de clima temperado, mas está mais protegida por ter calefação na residência e roupas melhores", diz Pesaro.

Para se proteger, ele recomenda que as pessoas que têm condições, aqueçam bem a casa. "Um aquecedor portátil ajuda em semanas mais extremas de frio. Outra coisa é tratar do vazamento de ar frio por janelas, portas e telhado. E também se agasalhar melhor, pois tudo isso contribui com a proteção, a ideia é não expor ao frio as pessoas que têm maior risco, como idosos e doentes cardiovasculares". Ele ainda ressalta a importância da vacinação. "As epidemias virais e as gripes aumentam o risco cardíaco, vacinar-se especialmente nas vésperas do outono e inverno é importante também".

O que acontece com o coração

O frio faz os vasos sanguíneos se contraírem e eleva a liberação de adrenalina, o que faz subir a pressão arterial. Além disso, o aumento da poluição contribui para doenças respiratórias que sobrecarregam o coração. Já o Influenza (vírus da gripe) é capaz de causar inchaço ou inflamação das coronárias, com a possibilidade de liberar as placas de colesterol nela depositadas. As placas, por sua vez, podem causar bloqueios e interromper o fluxo sanguíneo.

Para Pesaro, o governo precisa investir em políticas públicas que melhorem a qualidade de vida da população. "As pessoas e os governos têm que cuidar melhor daqueles indivíduos em maior risco durante o inverno. Quem tem risco deve regularizar o controle das suas próprias doenças, como por exemplo, pressão alta, que sabemos que aumenta no inverno, lembrar de tomar os remédios, fazer a medida da pressão com periodicidade e tentar não passar frio mesmo dentro de casa", aconselha.


Agência Brasil e Correio do Povo




Aeroporto de Amsterdã, por Lúcio Machado Borges*

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No aeroporto de Amsterdã, estão usando águias para derrubar drones.A Holanda e a França estão treinando águias para derrubar drones. Provavelmente elas são buscadas nos Estados Unidos, Canadá ou na Rússia. No Rio Grande do Sul, temos o carancho. Da mesma família, há o condor, a ave peculiar na Argentina e na Cordilheira dos Andes. É uma ótima ideia e o Brasil bem que poderia copiar esta ideia.

*Editor do site RS Notícias


Domingo será de sol e frio no Rio Grande do Sul

Sol pode deixar temperaturas mais agradáveis pela tarde no Estado

Porto Alegre terá sol e frio neste domingo | Foto:  Joel Vargas / PMPA / CP

Porto Alegre terá sol e frio neste domingo | Foto: Joel Vargas / PMPA / CP

O domingo repete o tempo seco que o Rio Grande do Sul teve neste início de fim de semana. De acordo com a MetSul Meteorologia, o sol predomina durante o dia, mas o frio será muito intenso no amanhecer. A geada deve atingir a maioria das regiões, e novamente, as mínimas serão negativas neste período.

A temperatura durante a tarde será mais amena e com marcas agradáveis devido a presença do sol. No fim do dia, volta a esfriar acentualmente pelo tempo aberto e ar seco, o que deve anteceder mais uma madrugada fria na segunda-feira.

Porto Alegre terá um domingo ensolarado podendo ter temperatura máxima de 17°C e mínima com 1°C.









Correio do Povo





Messi perde pênalti e Argentina empata com a Islândia

Uma das favoritas ao título, seleção argentina decepcionou em estreia na Copa do Mundo

Messi perdeu pênalti em estreia da Argentina | Foto: Mladen Antonov / AFP / CP

Messi perdeu pênalti em estreia da Argentina | Foto: Mladen Antonov / AFP / CP

A Argentina tropeçou em sua estreia na Copa do Mundo de 2018. O empate em 1 a 1 com a Islândia na abertura do Grupo D neste sábado ainda teve um momento cruel para os argentinos. O craque Lionel Messi teve a chance de garantir a vitória em pênalti no segundo tempo, mas acabou parado pelo goleiro Halldorsson, o grande nome do jogo.

Os gols da partida saíram no primeiro tempo. Agüero abriu o placar para a Argentina e Finnbogason igualou logo em seguida. A Argentina volta a campo na próxima quinta-feira, às 15h, para encarar a Croácia. Na sexta, ao meio-dia, a Islândia encara a Nigéria.

O jogo

Satisfeito com o desempenho nos treinamentos, o técnico Jorge Sampaoli, afirmou na véspera da estreia da Argentina no Mundial que sua equipe mostraria logo no primeiro jogo que está pronta para ser protagonista na Rússia. Os primeiros 45 minutos do time argentino, porém, foram para a torcida ter pouco otimismo.

Como esperado, a Islândia iniciou a partida com uma marcação bem próxima da sua área dando campo para a Argentina, que valorizou muito a posse de bola – terminou o primeiro tempo com 79%. Mas no pouco tempo que teve a bola, os islandeses foram diretos para ameaçar o gol argentino. Ao todo, foram 10 finalizações da Islândia na etapa inicial.

Com Mascherano e Biglia como volantes, Lionel Messi teve dificuldade para encontrar um parceiro para trabalhar jogadas no meio-campo. O camisa 10 teve que partir para as individualidades e quase não encontrou espaço na forte marcação da Islândia. Mesmo assim, a Argentina conseguiu fazer um gol cedo. Aos 18, o zagueiro Rojo se projetou ao ataque e tocou para Agüero, que fez o giro e soltou uma bomba de perna esquerda para marcar o seu primeiro gol em Copas do Mundo e abrir o placar, 1 a 0.

O gol deveria dar tranquilidade para a Argentina, mas a vantagem durou pouco. Apenas quatro minutos depois, o goleiro Caballero se atrapalhou e não conseguiu afastar. Na sequência, ele deu rebote em chute cruzado e a bola caiu nos pés de Finnbogason, que aproveitou para igualar a partida, 1 a 1.

Com o empate, o cenário seguiu o mesmo de antes do gol de Agüero. A Islândia se fechou e a Argentina teve a bola, mas com poucas infiltrações. Messi conseguiu finalizar apenas de fora da área, mas parou em defesas de Halldórsson. Os islandeses ainda ameaçaram no último lance do primeiro tempo, quando Caballero novamente mostrou insegurança ao dar rebote.

Apesar da atuação fraca, a Argentina voltou sem mudanças para o segundo tempo. O time, no entanto, seguiu com dificuldades e Sampaoli mexeu aos 12 minutos com a entrada de Banega, um meio-campista mais ofensivo, no lugar de Biglia. A tentativa do treinador era ter um segundo armador mais próximo de Messi. Na etapa final, a Islândia se postou mais atrás e já não ameaçava o goleiro Caballero.

Argentina sem espaços

Toda no campo de defesa, a Islândia não dava espaços para a Argentina, que acabou recebendo uma grande chance para o marcar. Aos 19 minutos, Messi lançou dentro da área para Meza, que foi derrubado. Era a chance de ouro para os argentinos, mas aconteceu o que poucos imaginavam. Lionel Messi bateu a penalidade e o goleiro Halldorsson fez a defesa para se tornar o grande nome do jogo.

O pênalti perdido deixou a Argentina ainda mais nervosa. Messi passou a tentar resolver sozinho para se redimir do pênalti perdido, mas não era seu dia. O camisa 10 sempre encontrava um desvio no caminho. Quando acertou um bom chute, a bola caprichosamente passou raspando à trave direita de Halldorsson.

Jorge Sampaoli ainda colocou mais dois atacantes em campo, Cristian Pavón e Higuaín. Pavón tentou na individualidade resolver. Acertou um belo chute aos 40 minutos e também parou em Halldorsson, que fez outra grande defesa.

Os minutos finais da partida foram de pressão total da Argentina. Messi ainda teve uma falta no último lance do jogo. Bateu mal e acertou a barreira. O empate com a Islândia acabou sendo mais um capítulo da série de frustrações do craque com a camisa de sua seleção.



Copa do Mundo - Grupo D

Argentina - 1

Caballero; Salvio, Otamendi, Rojo, Tagliafico; Mascherano, Biglia; Meza, Messi, Di María; Agüero. Técnico: Jorge Sampaoli.

Islândia - 1

Halldorsson; Saeversson, Árnason, Sigurosson, Magnússon; Gudmundsson, Gunnarsson, Hallfredsson, Bjarnason; Sigurosson; Finnbogason

Gols: Aguero (ARG); Finnbogason (ISL)

Árbitro: Marciniak Szymon (POL)

Local: Spartak Stadium, em Moscou.


Correio do Povo


Em jogo marcado pelo uso do VAR, França bate a Austrália

Croácia confirma o favoritismo e derrota a Nigéria na estreia