Dinheiro forte

Pedro França/Agência Senado

O dinheiro da JBS ajudou a eleger 1 em cada 3 dos integrantes da Câmara e do Senado. O grupo foi o principal financiador privado de candidatos na eleição de 2014. Entre os documentos que os delatores da JBS entregaram à PGR, consta uma lista com 166 nomes dos beneficiados. Leia mais

 

 

Temer desiste de suspensão

Eraldo Peres/Associated Press

A defesa do presidente Michel Temer decidiu contratar uma perícia independente para analisar o áudio da conversa com o empresário Joesley Batista. Segundo Gustavo Bonini Guedes, advogado do presidente, foram encontrados 70 pontos de "obscuridade" no áudio. Ele também se reuniu com o ministro Edson Fachin para informar a desistência do pedido de suspensão do inquérito contra o presidente. Leia mais

Feirão da Caixa começa sexta-feira e terá 228 mil imóveis

O Feirão Caixa da Casa Própria começa na próxima sexta-feira (26) e vai até 25 de junho em 14 cidades. No evento, considerado o maior do ramo imobiliário no país, 228 mil imóveis novos e usados serão ofertados em todas as modalidades e linhas de crédito habitacional da Caixa Econômica Federal.

“O feirão se consolidou por promover a realização do sonho da casa própria e estimular o mercado imobiliário. O evento proporciona também a concretização de mais negócios para o setor da construção civil e contribui para o desenvolvimento da economia”, disse Nelson Antônio de Souza, vice-presidente de Habitação da Caixa.

O feirão será realizado em dois fins de semana, entre os dias 26 e 28 de maio e 23 e 25 de junho. No primeiro fim de semana, o evento ocorrerá nas cidades de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Campinas (SP), Belém, Florianópolis, Porto Alegre, Belo Horizonte, do Recife, de Salvador, Goiânia e Uberlândia (MG). No segundo fim de semana, o evento chegará a Brasília, Fortaleza e Curitiba.

A feira contará neste ano com 548 construtoras, 261 correspondentes imobiliários e 185 imobiliárias. Para requerer o crédito da casa própria, o interessado deve levar documento de identidade, CPF, comprovante de renda e residência atualizados.

Feirão da Caixa, tabela

 

Agência Brasil

JBS: Delatores indicam repasses a Eunício Oliveira, José Serra e Marta Suplicy

Os executivos do grupo JBS, que tiveram o acordo de delação premiada homologado na semana passada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), contaram em depoimento como repassaram propina a senadores com o objetivo de obter vantagens na tramitação de medidas legislativas e benefícios econômicos. As acusações envolvem parlamentares do PMDB e PSDB, além do senador Delcídio do Amaral, que à época era do PT.

O atual presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), teria recebido R$ 5 milhões, de acordo com os delatores, para relatar uma medida provisória (MP) em nome da empresa. O diretor de Relações Institucionais e Governo da J&F,Ricardo Saud, afirmou em depoimento à Procuradoria-Geral da República (PGR) que em 2013 o parlamentar era relator de uma MP que tratava de créditos do PIS/Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). Segundo ele, se o texto fosse aprovado da forma como estava, poderia prejudicar as propriedades da J&F, holding controladora da JBS.

“Procuramos os ministérios da Fazenda, do Planejamento, procurei senadores para sensibilizá-los. Não teve jeito. Eu falei: 'Então só tem um jeito: fazer [pagar] propina'”, disse Saud aos procuradores. Após conversa com Eunício Oliveira, ficou acertado o repasse de R$ 5 milhões que, segundo ele, foram pagos em “doações dissimuladas” que “nada tinham a ver” com contribuições eleitorais.

Já o ex-ministro das Relações Exteriores e atual senador, José Serra (PSDB-SP), teria recebido, de acordo com o presidente da JBS, Joesley Batista, R$ 20 milhões durante a campanha de 2010, quando foi candidato à Presidência, dos quais R$ 13 milhões em doação oficial ao PSDB.

“Eu achei que era tudo oficial. Agora recentemente, nos levantamentos, vimos nas auditorias internas que, dos R$ 20 milhões, R$ 6 milhões foram pagos com nota fria”, afirmou, detalhando que o grupo do senador apresentou a comprovação como se a JBS tivesse comprado um camarote de um autódromo para uma corrida de Fórmula 1. “Teve realmente esse camarote e essa corrida. Só não podia custar R$ 6 milhões, né?”, contou Joesley. Segundo o delator, outra nota foi emitida no valor de R$ 420 mil, também na forma de pagamento extra-oficial.

Ainda segundo Joesley Batista, a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) teria recebido R$ 500 mil durante sua campanha ao Senado e mais R$ 200 mil mensais por cerca de 15 meses durante a sua pré-campanha à prefeitura de São Paulo, em 2016. De acordo com o ele,  do total de R$ 1 milhão repassados pela empresa em 2010, a metade foi em doação oficial e a outra metade “em dinheiro”. O delator conta que “foi com muita insistência” que, em 2015, os empresários aceitaram contribuir com a parlamentar, já que “não temos nada a ver com [contribuição para campanha de] prefeitura”.

As mesadas de R$ 200 mil foram pagas, de acordo com ele, por “um ano e pouco”, por meio de “umas 15 parcelas”. “Até que eu desisti”, revelou. Sobre os recursos em dinheiro, ele não soube dizer quem eram as pessoas responsáveis pelos repasses.

Então senador, cassado há um ano após ser preso pela Polícia Federal por obstrução à Justiça, Delcídio do Amaral teria recebido um “mensalinho” de R$ 500 mil por dez meses e mais R$ 5,3 milhões em notas frias. As acusações contra o agora ex-senador sem partido foram feitas por Ricardo Saud.

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O intuito dos repasses, segundo o diretor, era retribuir a ajuda de Delcídio junto ao governo, buscando impedir que uma área de interesse da JBS no Porto de Santos não fosse a leilão. Além disso, a contribuição de R$ 500 mil mensais antes da campanha de Delcídio ao governo de Mato Grosso do Sul em 2014 tinha outro propósito: o comprometimento, se eleito, com a manutenção do Termo de Acordo de Regime Especial (Tare) no estado.

“Abrimos mais ou menos um crédito tipo conta-corrente para que ele começasse a ganhar ali e pagasse a gente quando ganhasse a eleição. Se não ganhasse, ele ia dar um jeito de pagar a gente”, afirmou Saud. De acordo com o delator, R$ 5,3 milhões foram repassados por meio de “notas frias diversas”, sendo que “[eles] nunca prestaram nenhum tipo de serviço para nós”. Além disso, afirmou, outros R$ 6,2 milhões foram pagos “em dinheiro vivo”. “Na verdade, ele mandava pessoas buscarem na antiga sede nossa da J&F. Nunca era a mesma pessoa”, disse Saud, justificando o fato de não se lembrar dos nomes que participavam das transferências.

Ao final de um dos depoimentos, o dono da JBS, que também apresentou à PGR uma gravação envolvendo o presidente Michel Temer, tentou explicar o motivo dos pagamentos de propina. De acordo com ele, os executivos buscavam impedir, junto a políticos de diferentes partidos, que os negócios da empresa fossem prejudicados.

“Que isso não seja justificativa de forma alguma, procurador, mas a senadora Marta é uma senadora relevante e importante. O simples fato de um senador da República te fazer um pedido de dinheiro, e ainda mais quando for em espécie, já te constrange. É no mínimo constrangedor, um senador, um presidente da República, te pede para patrocinar um camarote. Ajudar muitos não conseguem, mas atrapalhar tenho certeza que conseguem e muito”, disse Joesley Batista.

Defesas

Em nota à imprensa, Eunício Oliveira disse que as doações da JBS em 2014 foram “devidamente declararas” à Justiça Eleitoral na prestação de contas do então candidato. Segundo a assessoria do parlamentar, é “absolutamente normal” receber representantes dos setores interessados na matéria, em casos de relatoria.

“O senador Eunício Oliveira não usa e nunca usou suas funções legislativas para favorecer empresas públicas ou privadas. No ano de 2013, não há doações ao partido conforme diz o delator, como é possível constatar nas prestações de contas do diretório nacional, que são públicas e podem ser verificadas nas declarações ao TSE [Tribunal Superior Eleitoral]”, afirmou, em nota, classificando os diálogos relatados no depoimento como “imaginários” e “mentirosos”.

De acordo com a assessoria do senador José Serra, o parlamentar nunca ofereceu contrapartidas para receber doações eleitorais. “O senador José Serra reitera que todas as suas campanhas eleitorais foram conduzidas dentro da lei, com as finanças sob responsabilidade do partido”, afirmou em comunicado, após vir à tona o conteúdo das delações.

Marta Suplicy disse desmentir “enfaticamente” qualquer outra contribuição que teria recebido, segundo os delatores, além da doação oficial declarada ao TSE. Por meio de um comunicado, a senadora disse que a delação de Joesley Batista é uma “chocante confissão de improbidade”. Segundo a senadora, o executivo nunca pediu favores a ela nem lhe fez “nenhum favor ou benefício”.

“É absurda a afirmação de que suas empresas tivessem me doado qualquer valor mensal para a campanha à Prefeitura de São Paulo em 2016. Foi pedida uma contribuição da pessoa física, que foi negada. Nada foi doado e nada foi pago ou recebido. Aliás, a campanha eleitoral não durou 15 meses e, repito, nada foi doado por esse grupo à minha campanha para a prefeitura. Tomarei as providências cabíveis para esclarecer legal e devidamente essas afirmações falsas”, escreveu Marta Suplicy.

 

Agência Brasil

Protestos deixam três mortos no estado de Barinas, na Venezuela

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Da Agência EFE

Pelo menos três mortos, oito feridos e várias lojas saqueadas foram o saldo dos protestos violentos registrados nessa segunda-feira (22) em Barinas, estado onde nasceu o ex-presidente Hugo Chávez, no oeste da Venezuela, informaram autoridades e dirigentes da oposição.

Em sua conta no Twitter, o Ministério Público venezuelano informou que vai investigar as mortes de Yorman Alí Bervecia Cabeza, de 19 anos, Adonis Pérez, 22, e Alfredo Carrizales, todas ocorridas durante os protestos no estado.

O órgão explicou que, segundo informação preliminar, Bervecia Cabeza encontrava-se em uma manifestação "quando recebeu um disparo". Sobre os outros dois casos, não deu detalhes.

O parlamentar oposicionista, Freddy Superlano, disse à Agência EFE que pelo menos 15 manifestações ocorreram em Barinas, e se tornaram violentas, sendo dispersadas pelas forças de segurança.

Superlano informou, no Twitter, que Jhon Alberto Quintero morreu "atingido por bala" na cidade de Guanapa, após a "repressão brutal" das forças de segurança. A morte não foi confirmada pelas autoridades locais, nem pelo Ministério Público.

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Superlano acusou funcionários policiais e da Guarda Nacional Bolivariana (GNB, polícia militar) de ter causado ferimentos a bala em pelo menos oito pessoas. Além disso, relatou que em "situação irregular" várias lojas da capital do estado foram saqueadas.

O legislador não descartou que esses incidentes tenham sido "induzidos" para incriminar os opositores. "São estranhos", advertiu.

O prefeito de Barinas, o opositor José Luis Machín, repudiou os incidentes e acusou o governo do presidente Nicolás Maduro de ser "o grande responsável pela violência" no país. "Cada saque de empresas é mais desemprego, miséria e fome para o nosso povo. Rejeitamos o vandalismo", escreveu Machín no Twitter.

Também em Barinas, foram queimadas a sede regional do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) e do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

A reitora do CNE, Tania D'Amelio, informou, também no Twitter, que a sede regional do Poder Eleitoral "foi saqueada e queimada por grupos violentos", que causaram "graves danos materiais".

"Afortunadamente, nossas companheiras e companheiros não sofreram danos físicos, apesar do agravo e risco a que foram submetidos", acrescentou a reitora.

A Venezuela passa por uma onda de protestos contra o governo de Nicolás Maduro, alguns dos quais se tornaram violentos e deixaram pelo menos 51 mortos, incluindo as três confirmadas hoje pelo Ministério Público.

 

Agência Brasil

Ministro de Minas e Energia decide permanecer no governo

Brasília - O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, fala sobre os novos projetos de concessões à iniciativa privada (Valter Campanato/Agência Brasil)

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho FilhoValter Campanato/Arquivo/Agência Brasil

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, informou hoje (23) que não sairá do governo. No último sábado (20), seu partido, o PSB, decidiu deixar a base de apoio ao presidente Michel Temer.

“Mais do que gestos políticos, o momento exige coragem e atitude. Exige lealdade. A saída do ministério, como orienta meu partido, não contribui para a construção de saída para a crise que enfrentamos. A melhor contribuição que devo dar ao país é o meu compromisso com a missão que me foi atribuída. Por isso, permaneço no ministério”, disse Coelho Filho, em nota.

Para tomar a decisão, o ministro disse que consultou o presidente Temer, companheiros do Congresso Nacional, sua equipe e representantes do setor elétrico. Na nota, Coelho Filho também diz acreditar que sua atuação no ministério está contribuindo para a retomada do desenvolvimento com um projeto racional e transformador para os setores de energia elétrica, óleo e gás, biocombustíveis e mineração.

“Recebi do presidente a liberdade para escolher e liderar uma equipe técnica, reconhecidamente respeitada, trazendo credibilidade e retomando o diálogo com o setor. Fortalecemos um ambiente de confiança, sadio, propositivo e livre da visão intervencionista e estatizante”, afirmou o ministro.

 

Agência Brasil

OAB quer impeachment

Charles Sholl/Futura Press/Estadão Conteúdo

O presidente do Conselho Federal da OAB, Claudio Lamachia, afirmou, nesta segunda-feira, que deve entrar com o pedido de impeachment do presidente Michel Temer até sexta-feira. Para ele, Temer cometeu crime de prevaricação ao não negar, em pronunciamentos, que conversou com o empresário Joesley Batista nas condições apontadas pela PF. Leia mais

 

 

Mudança de planos

Eduardo Anizelli/Folhapress

O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), relator da reforma trabalhista, disse que vai ler nesta terça-feira o parecer do projeto. Na última quinta-feira, ele chegou a declarar que iria suspender o trâmite da proposta, mas mudou de opinião ao "revisar dia a dia" a situação da crise política e se reunir com lideranças. Leia mais

Câmara aprova MP do FGTS na primeira votação após início da crise

Após mais de seis horas de embates entre a base aliada e a oposição, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou hoje (23) a Medida Provisória (MP) 763/16 que permite o saque de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A votação foi possível após um acordo com partidos de oposição, que mesmo obstruindo a votação, disseram que iriam votar favoravelmente.

A MP é o primeiro projeto a ser aprovado no plenário da Casa após a divulgação das denúncias envolvendo o presidente Michel Temer. Os deputados rejeitaram o destaque do PT que pretendia retirar do texto a proibição para utilizar a remuneração extra derivada dos financiamento com recursos do FGTS da base de cálculo da multa recisória de 40% do fundo, devida pela empresa em caso de demissão sem justa causa.

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Em seguida, após uma pedido do líder do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), o líder do SD, Aureo (RJ) retirou o destaque da bancada que tratava da estabelecer alterações na correção oficial das contas do FGTS. Com a retirada do destaque, o presidente da Casa, concluiu a votação. O texto agora segue para o Senado, que precisa votar a proposta até a quinta-feira (1º) da semana que vem ou a MP perderá a validade.

A proposta dá a todo trabalhador que pediu demissão ou teve o contrato de trabalho encerrado com justa causa até 31 de dezembro de 2015 o direito ao saque das contas inativas de FGTS. Na última rodada, realizada neste mês, a Caixa Econômica Federal pagou R$ 24,4 bilhões aos beneficiários, na terceira rodada de saques de contas inativas do Fundo de Garantia, até o dia 16. Tiveram direito ao saque os nascidos nos meses de junho, julho e agosto. Até o momento, o valor pago nas três primeiras fases equivale a 84,3% do total previsto (R$ 29 bilhões) para as etapas já liberadas.

Durante toda a sessão, a oposição obstruiu os trabalhos e ocupou a tribuna para criticar o governo e pedir a saída do presidente Michel Temer em razão da crise deflagrada na última semana, após a divulgação das delações de executivos da JBS e que envolvem Temer e aliados. 

Os partidos da oposição, incluindo PT, PCdoB, PDT, PSOL, Rede e PMB, tentaram impedir a votação da MP com a apresentação de vários requerimentos protelatórios. Pouco antes da votação, os deputados abriram uma faixa no plenário com os dizeres: “#ForaTemer!" “Ao Brasil não interesse ficar a deriva com um presidente da República que foi gravado cometendo delito”, disse o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ).
O líder da minoria, José Guimarães (PT-CE), disse que a obstrução serviu para a oposição passar um recado para a sociedade, mas que, no mérito da medida provisória, o voto seria favorável. “Fizemos a obstrução pela necessidade de mobilizarmos o país para as diretas já. Quanto ao mérito da matéria, votamos a favor dos trabalhadores”, disse Guimarães.
O deputado João Rodrigues (PSD-SC) criticou a oposição. De acordo com o deputado, antes de pedir a saída do presidente, é necessário um “momento de reflexão” e dar um “voto de confiança” em Temer. “Nós vamos dar oportunidade ao presidente Temer para que se defenda na Justiça. Os tribunais existem para isso”, disse.
Mesmo com a intenção do presidente da Casa, Rodrigo Maia, de continuar com a pauta para votar a MP 765/16, ele acabou aceitando pedido para encerramento da ordem do dia. A MP reajusta a remuneração de carreiras do Executivo federal. O texto beneficia médicos peritos e supervisores médicos previdenciários, auditores fiscais e analistas tributários, auditores fiscais do trabalho e os policiais civis dos extintos territórios federais do Acre, Amapá, de Rondônia e Roraima, além dos cargos do Ministério de Relações Exteriores e de analista de infraestrutura e especialista de infraestrutura sênior.

 

Agência Brasil

Senado aprova MP que reduz floresta nacional no Pará para passagem de ferrovia

Apesar de debates acalorados entre senadores da base aliada e da oposição em consequência da delação dos donos da JBS, o plenário do Senado aprovou hoje (23) a segundo medida provisória que altera área de proteção ambiental no Pará. Depois de aprovar a Medida Provisória (MP) 756 que alterou os limites da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxin, os senadores aprovaram a MP 758 que modifica a área para dar passagem à Estrada de Ferro (EF)170, também chamada de Ferrogrão, em fase de construção e próxima à BR-163, no Pará.
Pelo texto, serão excluídos 862 hectares (um hectare tem uma área equivalente à de um campo de futebol) do Parque Nacional de Jamanxin, localizado nos municípios de Itaituba e Trairão, e da Área de Proteção Ambiental (APA) do Tapajós, localizada nos municípios de Itaituba, Jacareacanga, Novo Progresso e Trairão, todos no Pará, para a passagem da ferrovia.
A intenção do governo é compor, com a EF-170, um corredor de exportação de grãos unindo Sinop, em Mato Grosso, a Miritituba, no Pará, para possibilitar o uso de portos da Bacia Amazônica e servir de alternativa ao transporte na BR-163.
A matéria havia sido aprovada no dia 17 de maio pela Câmara dos Deputados e, agora, segue para sanção presidencial. Conforme a MP, após a construção da ferrovia, as áreas excluídas e que não forem efetivamente utilizadas serão reintegradas ao Parque Nacional do Jamanxim. O projeto aprovado define, ainda, que os imóveis rurais privados existentes no parque ficam declarados de utilidade pública para fins de desapropriação.

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      Agência Brasil

    Prédios da Esplanada recebem tapumes para manifestação desta quarta

    Brasília - Com as manifestações programadas para esta quarta-feira (24), prédios da Esplanada dos Ministérios receberam tapumes nas entradas para evitar possíveis invasões (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

    Ministérios receberam tapumes para evitar possíveis invasões nesta quarta-feiraFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasi

    Com as manifestações programadas para esta quarta-feira (24), prédios da Esplanada dos Ministérios receberam tapumes nas entradas para evitar possíveis invasões. Na fachada do Ministério da Agricultura, foram colocados tapumes e apenas um acesso ao prédio foi liberado. No Ministério do Meio Ambiente, as entradas foram fechadas com tapumes, deixando apenas uma liberada. O Ministério do Planejamento enviou comunicado sobre como os servidores devem agir em caso de invasão. 

    “Tais medidas têm como objetivo a preservação patrimonial e, sobretudo, a segurança dos servidores e usuários”, diz nota do Ministério do Meio Ambiente.

    O Ministério do Planejamento emitiu aviso com orientações aos funcionários em caso de invasão dos prédios, como guardarem documentos expostos na mesa de trabalho. O documento cita dez condutas que devem ser adotadas, entre elas: “Em caso de cárcere privado, jamais reaja”; “Todos devem conhecer as saídas possíveis de seu ambiente de trabalho, certificando-se onde estão os manifestantes”; e, “Mantenha calma para que consiga realizar o necessário antes de deixar o ambiente de trabalho”. Por meio da assessoria de imprensa, o ministério diz que as informações são rotineiras e visam a orientar sobre cuidados para garantir a segurança patrimonial e pessoal no serviço público. 

    Manifestação

    A manifestação Ocupa Brasília, convocada por centrais sindicais para amanhã (24), irá protestar contra as reformas da Previdência e trabalhista. O movimento pede ainda a saída de Temer e a convocação de eleições diretas no país. Os organizadores estimam a participação de 100 mil pessoas. 

    Secretaria de Segurança

    A Esplanada dos Ministérios estará fechada a partir de meia-noite. O acesso aos anexos e aos edifícios se dará pelas vias paralelas S2 e N2, informou hoje (23) a Secretaria de Segurança Pública e Paz Social do Distrito Federal.

    Segundo o órgão, a medida tem caráter preventivo, uma vez que possibilita aos órgãos de Segurança Pública, Defesa e Inteligência – locais e federais – um maior controle das vias e espaços públicos. Esse tipo de procedimento, assim como a limitação de acesso ao gramado em frente ao Congresso Nacional – entre a Catedral e a Avenida das Bandeiras, está previsto no Protocolo Tático Integrado (PrTI) das Manifestações.

    O protocolo foi assinado, mês passado, por 48 instituições do governo do Distrito Federal, Congresso Nacional e governo Federal e estabelece as competências dos órgãos signatários antes, durante e depois de atos populares com previsão de reunir grande público na Esplanada ou que preveem um maior efetivo de profissionais de segurança pública.

    Além disso, haverá cordões de policiais militares próximos aos ministérios e à Catedral. As abordagens serão feitas especialmente no início do ato, momento em que os manifestantes estão chegando à Esplanada.

    Entre as restrições, os manifestantes não poderão levar hastes de bandeiras, garrafas de vidros, madeiras, entre outros objetos cortantes e/ou perfurantes.

     

     

    Agência Brasil

    Reintegração de posse em prédio do Incra deve ocorrer nesta terça

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    Após um dia de negociação, os membros de movimentos sociais que ocupam a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) foram avisados na noite dessa segunda-feira (22) pela Justiça que uma reintegração de posse deve ocorrer na manhã de hoje (23). Para o Incra, os manifestantes decidiram suspender as negociações após o não cumprimento de uma das reivindicações, que não depende exclusivamente do órgão. Já os ocupantes do prédio em Brasília reclamam que nenhuma das demandas acertadas há 40 dias entre os dois lados foi cumprida.

    Coordenador de comunicação da União Nacional Camponesa, Júlio César Chaves, argumenta que se o mandado de reintegração de posse for cumprido, haverá um “massacre” no local, que contém, segundo ele, cerca de 600 pessoas, “a maioria mulheres e crianças”, provenientes de 17 estados.

    “As pessoas que vieram a Brasília não vieram para brincar de acampar. Viemos por uma demanda que há muito tempo vêm prometendo e não cumprem. Viemos buscar uma resposta para o que a gente precisa. Teve uma reunião, mas não conseguimos avançar. Eles disseram que não conseguem atender à nossa demanda. No mandado está escrito que, se não abrirmos, é para quebrar a porta, então vai ter massacre porque as famílias não vão desocupar o prédio”, disse.

    Incra

    O ouvidor Agrário Nacional do Incra, Jorge Tadeu Jatobá, disse que, até que as pautas sejam atendidas, é necessário que os manifestantes deixem as instalações. Segundo ele, dos 12 pontos discutidos durante o dia de hoje, um foi considerado prioritário por eles: a participação do Incra no leilão de uma fazenda em Bauru (SP), na quinta-feira (25). O ouvidor disse que o Incra se comprometeu a apresentar uma proposta à Comarca de Bauru ainda nesta terça-feira (23) sobre o assunto.

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    “Durante todo o dia, a conversa com os líderes do movimento foi num tom bastante cordial. Eles com as reivindicações e nós com as nossas posições, num clima de bastante respeito e cordialidade. Eu não vejo porque transformar o fato da reintegração de posse, que é uma medida de praxe, que atinge a todos os movimentos sociais, num cenário de guerra. Não há discriminação quanto a este ou aquele movimento. [Não há porquê] por conta desta questão, vetar toda a pauta do movimento”, defendeu Jatobá.

    Por volta das 22h30 dessa segunda, uma viatura da Polícia Militar permanecia no lado externo do prédio, distante dos manifestantes. De acordo com informações repassadas por pessoas que tiveram acesso à visita do oficial de Justiça, porém, os efetivos da PM e da Polícia Federal não vão comparecer ao local antes do dia amanhecer.

    A reintegração ocorreria por volta das 12h. Em clima de aparente tranquilidade, os onze andares do prédio estão ocupados. No térreo, há cartazes pedindo Reforma Agrária. Participam da ocupação o Movimento Sem Terra Brasileiro (MSTB), a União Nacional Camponesa (UNC) e a Frente Revolucionária Mulheres de Luta (FRML).

    Reivindicações

    De acordo com o ouvidor do Incra, a maioria das demandas envolvem a obtenção de terras, que são os processos mais lentos do órgão, devido às inúmeras dificuldades e burocracias. “Não tem condições de dar resposta em menos de 60 dias a processos que são de uma natureza demorada”, disse. Segundo ele, após a reunião do último dia 12 de abril, que teve representantes de 15 superintendências, as unidades regionais passaram a elaborar planos de trabalho para atender às reivindicações.

    De acordo com os manifestantes, os movimentos não foram avisados sobre o andamento das demandas, em especial a do leilão em Bauru, que é a mais emergencial. Segundo Chaves, nenhum dos 151 itens acordados há mais de um mês, como vistoria de terras e entrega de cestas básicas, foi atendido. “Eles afirmaram que iam fazer parte desse leilão. E não fizeram. A gente ficou sabendo só hoje que eles não tinham feito a ação, porque a gente provocou. É aquela história: o [Incra] nacional jogou para [a unidade de] São Paulo e São Paulo jogou para cá. Essas famílias estão acampadas há mais de três anos na fazenda, esperando [alguma providência]”, disse.

    O ouvidor explica que o Incra não conseguiu, nesse período, cumprir todos os requisitos para que a Justiça aceite a participação do órgão no leilão e informou que o superintendente regional de São Paulo, Alexandre Pereira da Silva, deve se reunir nesta terça-feira (23) com a juíza da Comarca de Bauru, para discutir o assunto.

    De acordo com o representante da UNC, os movimentos podem aceitar a desocupação pacífica do prédio caso o encontro ocorra e o Incra participe do leilão. Enquanto isso, o mandado prevê o pagamento de multa a cada hora que a ação não for cumprida.

     

    Agência Brasil