Onde e quando nossos direitos começam?

Publicado por Wilson Brinkmann


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Ninguém sabe quando começa a terceira idade no Brasil. Pelo Estatuto do Idoso é aos 60 anos. Mas, na prática, a maioria dos benefícios tem início aos 65. Essa indefinição traz uma série de prejuízos aos idosos em áreas importantes. Em São Paulo, por exemplo, é a partir dos 60 anos que os cidadãos passam a ter direitos como andar de graça em ônibus, metrô e trem, mas para pedir o auxílio salário mínimo, é só após os 65 anos. A polêmica acaba interferindo até no privilégio das filas preferenciais. Na hora da aposentadoria, a confusão continua. São diferenciadas as vantagens oferecidas para os idosos a partir de 60 e 65 anos, mulheres e homens, assim como a opinião de especialistas que defendem a terceira idade aos 60 anos.

De acordo com a cronologia, em países em desenvolvimento o idoso é o indivíduo que tem 60 anos ou mais. E em países desenvolvidos, é a pessoa que tem acima de 65 anos. No entanto, com o intuito de permitir comparações mais diretas, entre países, a Organização Mundial da Saúde tem normatizado a idade de 65 anos para pessoas provenientes tanto de países desenvolvidos como em países em desenvolvimento.

A capacidade funcional ao longo da vida vai reduzindo, na terceira idade é importante manter independência e prevenir incapacidade, por isso, reabilitar e garantir qualidade de vida. O processo natural de envelhecimento associado às doenças crônicas é o responsável pela limitação do idoso.

Nesta fase da vida é importante focar prioritariamente na prevenção, pois nem sempre a pessoa irá manifestar sintomas de doença, até o idoso aparentemente saudável requer cuidados, pois as manifestações de doenças nos idosos são: atípicas, sub-clínicas, os sintomas são inespecíficos e geralmente não relatados, o início é insidioso e é muito fácil “perder” um diagnóstico.  As principais ocorrências no idoso são (os gigantes da geriatria – 5 Is: instabilidade, incontinência, iatrogenia, imobilidade e insuficiência), insuficiência cognitiva, instabilidade e quedas, delírio, demência e depressão.

Só tristezas, mas como tristezas não pagam dívidas (essa é nova), vamos viver a vida. Como diz um amigo: “ Curta a vida que é muito curta”. Para que ficarmos perdendo tempo com discussões de 60 ou 65 anos, se o que a gente pode fazer independe desses limites. Uma grande parte dos grupos de terceira idade, no estado de São Paulo, aceita a participação das pessoas acima de 50 anos, já que muitas se aposentam, perto dessa idade.

Vamos passear, ficar à toa, viajar, curtir nossos netos -assim que estes passam a incomodar, devolvemos aos pais- dançar, viajar, jogar dominó, baralho, comer quando temos fome e beber quando temos sede, beber muita água sempre, enfim viver intensamente, o que nos resta viver. Quem dá bola pra cumprir horários, não temos pressa. Pressa pra quê?

E lembre-se somos idosos, VELHO É O PRECONCEITO.

by Wilson Brinkmann

Resenha do autor

 

Fonte: http://linkis.com/wordpress.com/Fe13x

Benefícios do INSS são reajustados; teto sobe para R$ 5.531,31

O salário mínimo é o piso para o pagamento dos benefícios, como aposentadorias, auxílio-doença, auxílio-reclusão e pensão por morte

© DR

ECONOMIA 6,58%13:43 - 16/01/17POR

 

Os benefícios pagos pelo INSS serão reajustados em 6,58% em 2017 e terão teto de R$ 5.531,31. O aumento foi definido pelo INPC de 2016, como prevê a legislação, e publicado em portaria no Diário Oficial desta segunda-feira, 16. O porcentual de alta ficou acima do salário mínimo, que obedece outra regra e teve reajuste de 6,48%. O salário mínimo é o piso para o pagamento dos benefícios, como aposentadorias, auxílio-doença, auxílio-reclusão e pensão por morte.

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A portaria publicada pelo Ministério da Fazenda prevê que, desde 1º de janeiro deste ano, as contribuições ao INSS tenham alíquota de 8% para quem ganha salário até R$ 1.659,38. Para remunerações entre R$ 1.659,39 e 2.765,66, a alíquota será de 9% e, entre 2.765,67 e 5.531,31, de 11%.

O valor da cota do salário-família por filho de até 14 anos de idade ou inválido de qualquer idade foi definido em R$ 44,09 para o segurado com remuneração mensal não superior a R$ 859,88; e R$ 31,07 para o segurado com remuneração mensal entre R$ 859,88 e R$ 1.292,43.

O auxílio-reclusão será pago a dependentes de segurado com salário abaixo de R$ 1.292,43. Também foram reajustados os valores das multas cobradas por descumprimento de obrigações previdenciárias, que vai variar de R$ 300,49 a R$ 30.050,76. Com informações do Estadão Conteúdo.

Notícias ao Minuto

TEMER E FHC JUNTOS PELA MACONHA? ERA SÓ O QUE FALTAVA!!!

 

Publicado em 17 de jan de 2017

Que zorra é essa?????? Entenda tudo, pessoal!!!

GEDDEL: O HOMEM BOMBA DO PMDB E...PT. ENTENDA

 

Publicado em 13 de jan de 2017

Segundo a PF, GEDDEL participava de uma organização criminosa no governo passado. O mesmo GEDDEL, do PMDB, que saiu do governo por
Maracutaias. Entenda tudo, meu Brasil!!!

IPCA DE 2016 DENTRO DA META É EFEITO DA MUDANÇA NA EQUIPE ECONÔMICA

blog

Por Roberto Ellery, publicado pelo Instituto Liberal

A inflação medida pelo IPCA terminou o ano dentro do intervalo da meta, mesmo sabendo que nossa meta é alta e que uma inflação de 6,29% ainda é muito alta temos motivos para comemorar, afinal, contrariando as expectativas do mercado e minhas, o Banco Central conseguiu que a inflação ficasse abaixo do teto da meta ainda em 2016. Ilan Goldfajn tomou posse como presidente do Banco Central em nove de junho indicado por um governo que só saiu da condição de interino em trinta e um de agosto. A figura abaixo mostra como a chegada de Goldfajn e equipe mudou a trajetória da inflação.

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Na figura estão os valores do IPCA de cada mês nos anos de 2011 a 2016. Repare que em todos os anos de 2011 a 2015 o IPCA cai até a metade do ano e sobe a partir deste período, o padrão está relacionado a sazonalidade de alguns preços e não é um problema em si. Tivesse o IPCA de 2016 seguido este padrão a inflação teria terminado o ano acima do teto da meta, talvez não tão alta quanto os 10,6% de 2015, mas superior a 7% como estava previsto no Relatório Focus divulgado pelo Banco Central. Porém, com a mudança nas expectativas por conta do governo e da chegada de uma nova equipe no Banco Central, foi possível fazer com que a inflação mudasse de trajetória de forma que, ao contrário de todos os outros anos entre 2011 e 2015, o IPCA não começou uma trajetória de alta depois do meio do ano. A figura abaixo mostra o comportamento do IPCA em 2016 e a média das medidas mensais do IPCA entre 2011 e 2015.

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A mudança de comportamento fica clara. De fato, a partir de setembro de 2016, com o novo governo já sem a condição de interino, o IPCA ficou bem abaixo da média dos anos anteriores em todos os meses. Cabe ressaltar que essa mudança de trajetória da inflação, junto com as medidas fiscais que a Fazenda está tomando, possibilitou a redução da taxa de juros sem ocorrer um desastre semelhante ao do passado recente. Na condição de pessimista inveterado, enquanto houver inflação vou continuar reclamando e cobrando do Banco central que a mantenha controlada. Porém, se tinha alguém perguntando se alguma coisa melhorou depois da saída de Dilma, está aí uma resposta.

Temer vai vender parte do nosso território (e-mail recebido no RS Notícias)

Repasso com muita preocupação.

Prezados compatriotas

Conforme a coluna “Mercado Aberto” da Folha de São Paulo de 15 de janeiro de 2017, Temer esta próximo de violar a Constituição da República ao tentar ressuscitar  o famigerado “Acordo Sardenberg” que pretende entregar ao domínio estrangeiro a Base aeroespacial de Alcântara pela bagatela de 1 bilhão de dólares.

Mais um caso de megacorrupção para o Ministério Público e para a Polícia Federal destrincharem.

Esqueçam as FFAA Brasileiras, elas simplesmente não existem.

Ver cópia do jornal e artigo Ministro ressuscita “Acordo Sardenberg/USA” Ano III, nº 19, julho de 2004, abaixo.

Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos

LEI No 1.802, DE 5 DE JANEIRO DE 1953.

Define os crimes contra o Estado e a Ordem Política e Social, e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o CONGRESSO NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º São crimes contra o Estado e a sua ordem política e social os definidos e punidos nos artigos desta lei, a saber:

Art. 2º Tentar:

I - submeter o território da Nação, ou parte dêle, à soberania de Estado estrangeiro;

Pena: - no caso dos itens I a III, reclusão de 15 a 30 anos aos cabeças, e de 10 a 20 anos ao demais agentes; no caso do item IV, reclusão de 5 a 12 anos aos cabeças, e de 3 a 5 anos aos demais agentes.

LEI Nº 7.170, DE 14 DE  DEZEMBRO DE 1983.

Define os crimes contra a segurança nacional, a ordem política e social, estabelece seu processo e julgamento e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o CONGRESSO NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

TÍTULO I

Disposições Gerais

Art. 1º - Esta Lei prevê os crimes que lesam ou expõem a perigo de lesão:

I - a integridade territorial e a soberania nacional;

Art. 2º - Quando o fato estiver também previsto como crime no Código Penal, no Código Penal Militar ou em leis especiais, levar-se-ão em conta, para a aplicação desta Lei:

I - a motivação e os objetivos do agente;

TíTULO II

Dos Crimes e das Penas

Art. 8º - Entrar em entendimento ou negociação com governo ou grupo estrangeiro, ou seus agentes, para provocar guerra ou atos de hostilidade contra o Brasil.

Pena: reclusão, de 3 a 15 anos.

Parágrafo único - Ocorrendo a guerra ou sendo desencadeados os atos de hostilidade, a pena aumenta-se até o dobro.

Art. 9º - Tentar submeter o território nacional, ou parte dele, ao domínio ou à soberania de outro país.

Pena: reclusão, de 4 a 20 anos.

 

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Ministro ressuscita “Acordo Sardenberg/USA”

Ano III, nº 19, julho de 2004

Ronaldo Schlichting*

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Usando a tradicional desculpa — falta de verbas — que também na terceira ditadura pelego-liberal tudo justifica e tudo permite ao “governo”, inclusive a violação da Constituição da República, Eduardo Campos, como fez Ronaldo Sardenberg em 18 de abril de 2000, dá uma contribuição ao já avançado quadro patológico que destrói a integridade territorial do Brasil. Segundo o jornal O Globo de 14 de junho de 2004, na coluna Panorama Político, assinada por Ilimar Franco, o ministro da Ciência e Tecnologia declarou: “Vamos alugar sítios para vários países, além dos americanos, para que instalem em Alcântara suas plantas industriais para o lançamento de foguetes.”
Não sabe o neófito que a sua iniciativa fere a Constituição da República, a Lei de Segurança Nacional e, se for o caso, também o Código Penal Militar?
De acordo com o brigadeiro Daniel Borges Neto, ex-diretor de Transporte Espacial e Licenciamento (DTEL) da Agência Espacial Brasileira (AEB) — recentemente demitido por “insubordinação” ao discutir com o secretário executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia durante uma reunião na Casa Civil, por causa da transferência de verbas já previstas do projeto VLS/Cyclone 4, sob seu comando, para o INPE/NASA/ISS —, a partilha dos 620 km² da base aeroespacial de Alcântara, estabelecida durante a fase FHC, assim se daria: 400 km² para o remanejamento dos quilombolas, 70 km² seriam mantidos como área de lançamento brasileira e os 150 km² remanescentes destinados à “internacionalização”.
Por causa das sabotagens praticadas contra a Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), os militares passaram a redobrar os cuidados com os integrantes da AEB, a grande maioria composta por elementos neoliberais convictos, deflagrando com isso uma guerra fria entre o Ministério da Defesa e o da Ciência e Tecnologia.
A atual infraestrutura de Alcântara, construída pelo governo brasileiro para o lançamento dos foguetes de sondagem e lançadores de satélites nacionais, é inútil para os ianques. Por isso, instalações totalmente novas e permanentes deverão ser construídas para tal propósito, ao custo de muito mais do que os míseros 250 milhões de dólares já investidos lá pela Força Aérea Brasileira.
Se um “acordo” for assinado com os ianques, a presença de agentes estrangeiros na área será permanente e, partindo de que autoridade for, devem-se considerar mentirosas afirmações de que a área estará sob domínio estrangeiro apenas durante as operações de lançamento e que o “acordo” poderá ser denunciado pelo Brasil a qualquer momento.
Quem, tão ingênuo, chegará a ponto de acreditar que Sam, após conseguir estabelecer uma primeira cabeça de ponte no leste da Amazônia, aceitaria sair dali pacificamente, mesmo indenizado em, por exemplo, “18 bilhões de euros”, para abdicar de sua presença no território mais estratégico do planeta — do ponto de vista militar, espacial e comercial —, como é o de Alcântara?
Vandenberg, na Califórnia, e Cabo Canaveral, na Flórida, são bases espaciais militares utilizadas pelas empresas “privadas” que compõem o complexo industrial-militar do USA. Assim, alugar Alcântara, como quer sua Excelência, é colaborar com o inimigo permitindo o início da invasão militar ianque ao território nacional, porque, uma réplica exata de tudo o que existe lá terá que ser construída e ser operada por seus militares da reserva, comandados por um general, também da reserva, a exemplo do que acontece hoje no Iraque, onde atuam nessas condições mais de 25 mil mercenários.
Em suma, teremos uma unidade de elite do exército mais poderoso do mundo firmemente estabelecida no estado do Maranhão sem que possamos oferecer um mínimo de resistência ao seu desembarque. Pelo contrário, será recebida festivamente pelos homens do governo, com honras de Estado, cujo tapete, pasmem, estará tingido com o sangue dos 21 compatriotas mortos durante a sabotagem do VLS 01-V03 perpetrada em 22 de agosto de 2003, por agentes do próprio invasor — como já declarou indiretamente o general Charles E. Wilhelm, do Comando de Forças Conjuntas do USA.
A base aeroespacial de Alcântara representa um negócio de muitos bilhões de euros/ano. Para se ter uma idéia aproximada do valor e da importância estratégica dessa base, se desde o começo de seus programas espaciais, os ianques ou os russos tivessem executado o lançamento de suas cargas espaciais a partir de Alcântara, teriam economizado bilhões de euros fazendo uso de propulsores mais baratos e econômicos, ou possivelmente colocado milhares de toneladas a mais no espaço, utilizando os mesmos foguetes e consumindo a mesma energia.
Agora, 350 anos após a gloriosa vitória brasileira sobre os holandeses na batalha dos Guararapes, que expulsou definitivamente do solo pátrio a já então multinacional Companhia das Índias Ocidentais, a julgar pelo que diz a própria imprensa estrangeira no Brasil, o político pernambucano renega a memória de seus antepassados, os exemplos de Henrique Dias, Felipe Camarão e, até os de personalidades mais próximas, como o seu próprio avô, Miguel Arraes. De resto, vale recordar o tão decantado Nicolo Machiavelle:

“O inimigo adora a traição mas abomina profundamente o traidor”.

O GOLPE CONSTITUINTE VEM AÍ

Têm sido recorrentes e praticamente diárias as propostas que os políticos fazem para emendar ou substituir totalmente a constituição, vigente desde 1988,por uma nova. A maioria delas têm o objetivo inescondível de dar um golpe político, modificando a constituição para que ela dê cobertura a algum interesse escuso, desamparado no ordenamento jurídico vigente. Nessas circunstâncias, a tentativa de golpe jurídico pode se transformar num golpe político . Essa é a sofisticação do golpe . Não há mais necessidade de uso da força militar,das armas ,derramamento de sangue, etc. É o típico golpe “pacífico , quase imperceptível ao observador desatento, feito através da lei, que aparenta todos os traços da “legalidade” ,porém viciada na origem, o que lhe tira totalmente a legitimidade. Por isso a bandidagem mais moderna se acostumou a agir dentro da lei, não fora dela, com a plena cobertura dos juízes e do Ministério Público.

Para que se tenha uma ideia no direito comparado sobre a rigidez ou flexibilidade das constituições, os Estados Unidos da América e o Reino Unido podem ser boas referências para comparação, ao lado de alguns outros países também estáveis. A Constituição dos Estados Unidos, por exemplo, aprovada na Convenção de Filadélfia, em 1789 ,portanto há mais de dois séculos, possui somente 7 (sete) artigos. Os três primeiros organizam cada um dos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário),os demais tratam do “federalismo”. Durante todo esse tempo, essa carta teve somente 10 (dez) Emendas ,aprovadas em 1791,que inseriu a “Carta de Direitos” ( Bill of Rights),em vista de ter havido alguma divergência na original de 1789,e posteriormente mais 17 Emendas ,num total, portanto, de 27 Emendas. Todas elas são acrescidas necessariamente à Constituição original de 7 artigos, num só instrumento , de modo a poder ser consultada a qualquer momento ,não demorando toda essa leitura mais que uma hora, bastando não ser analfabeto funcional para compreendê-la em toda a sua extensão. Portanto ali não é preciso nem ser “constitucionalista” para entendê-la e interpretá-la. Ela é acessível a qualquer do povo. Provavelmente esteja aí a principal razão da sólida consciência que tem aquele povo sobre os seus direitos fundamentais.

Já a constituição do Reino Unido não está em um só documento. Conhecida como constituição “consuetudinária”,”não-escrita”,ou “de fato”,ela é o conjunto de leis e princípios que regem o Reino Unido. Seus “pilares gêmeos” são a soberania do parlamento e o princípio da igualdade,pelo qual “todos são iguais perante a lei”, princípio herdado da “Carta Magna”, de 1215.

Já no Brasil essa situação é um “pouquinho” diferente. A corja que constitui a maioria política e que se adonou do poder fez da constituição um verdadeiro pandemônio. Muito extensa e confusa, somente malabaristas formados em direito conseguem decifrá-la. Originalmente ela já é confusa, podendo ser considerada uma verdadeira colcha de retalhos, inclusive em relação ao projeto inicial. Tudo piorou com as “emendas” e “remendos” durante todo esse tempo. Sua versão atualizada, consideradas todas as emendas, desde 1988, contempla 250 artigos, no corpo principal, mais 114 artigos no “Ato das Disposições Constitucionais Transitórias”. Além disso as “Emendas” posteriores totalizam 95. Quem se der ao trabalho de consultar a constituição brasileira no site “www.planalto.gov.br”, terá um quadro fiel do quanto esse documento foi “retalhado” desde que a CF entrou em vigor em 1988. São riscos e mais riscos para todos os lados, que fazem uma legítima constituição toda “riscada”.

Enquanto não se leva mais de uma hora para ler e compreender a constituição do “Tio Sam”, com todas as suas Emendas, muitos dias de “24 horas” seriam necessárias para ler e “não-compreender” a balbúrdia da constituição “tupiniquim”. Não bastasse essa “inflação” de novos dispositivos constitucionais a todo instante, baixados por qualquer “besteira”, também a “fábrica” de leis e outras normas jurídicas infraconstitucionais não dá trégua. A consequência é que se os brasileiros quiserem se atualizar com as leis, certamente terão que ficar mais que o dia inteiro nessa árdua tarefa para se inteirarem das normas “do dia”, não tendo mais tempo para atender os demais compromissos exigidos pela vida. Essa é a burocracia das leis que massacra a sociedade. E ninguém melhor que os operadores do direito para confirmar essa realidade. Ninguém deles (advogados, juízes ,promotores, consultores jurídicos ,etc) tem mais tempo para trabalhar, o qual é totalmente consumido pela necessidade das atualizações das normas jurídicas baixadas às pencas pelo numeroso exército de burocratas do Governo e do Parlamento. Essa realidade, entretanto, para que não se cometa injustiças, não é de hoje. Ela vem de longe. Antes do Regime Militar, instaurado em 1964 ,havia anualmente a edição da Revista LEX,com centenas de páginas,que publicava todas as normas jurídicas baixadas no ano anterior. Via de regra ,cada ano era publicado num só volume da dita revista. Mas isso era ANTES de 64. A partir daí passaram a ser editadas 4 ou 5 revistas ao ano. Hoje então seriam necessárias verdadeiras enciclopédias anuais.

Dediquei-me a uma das tantas tentativas de golpe (jurídico) no artigo “Golpe à Vista”, em maio de 2013, que versou sobre o projeto a PEC 33/2011,apresentada por um Deputado do PT. Essa “PEC” pretendia “alterar a quantidade mínima de votos dos membros dos tribunais para declaração de inconstitucionalidade de leis ; condicionava o efeito vinculante de súmulas aprovadas pelo STF à aprovação pelo Poder Legislativo e submetia ao Congresso Nacional a decisão sobre a inconstitucionalidade de Emendas à Constituição”. Essa PEC ,se aprovada,seria um golpe no Poder Judiciário. Deu entrada em 25.11.2011,e foi “arquivada” (indeferida) somente em 31.1.16. Não teve qualquer repercussão essa tentativa de “vigarice” política porque tantas outras “vigarices” já tinham ingressado e apagado a lembrança daquela.

Portanto as diferenças culturais e comportamentais na expedição de normas jurídicas entre a pátria “pindorama” e os países escolhidos para comparação ,são enormes. É que “lá” os respectivos povos são politicamente mais desenvolvidos e têm mais virtudes políticas e democráticas . Por isso eles costumam escolher os melhores para legislar e governar. Já no Brasil acontece exatamente o contrário. O seu povo é muito debilitado em consciência política e democrática . Pratica não a democracia ,porém a sua contrária, a oclocracia (democracia degenerada, corrompida, deturpada). É por essa razão ,e como consequência,que as escolhas dos parlamentares e governantes em todos os níveis se dá geralmente entre os piores. Não é verdade que “o povo tem o governo que merece” ? E também não seria uma verdade o inverso,ou seja,que o “governo tem o povo que merece?”. Essa “reciprocidade” sem dúvida é nítida, e pode razoavelmente explicar o desenvolvimento de alguns países e o atraso de outros, em todos os sentidos, ou seja, de ordem moral, política, social e econômica.

Por aí se vê o risco que corre a sociedade brasileira se toda essa “patifaria” se mobilizar para escrever uma nova constituição. E tudo leva a crer que isso está em vias de acontecer. Diariamente “eles” falam nisso. Os políticos se embaralharam tanto nas leis que eles mesmos fizerem, que mais parece que a única saída que eles teriam seria fazer agora uma nova constituição,não fosse por outras razões,para enganar, plantando alguma falsa esperança que “tudo melhoraria”. Aí eles conseguiriam fazer todas as falcatruas legislativas que por qualquer razão não fizeram até agora. Ocorre que nas democracias representativas, que é o caso do Brasil, os mecanismos para fazer leis e constituições são praticamente iguais , no aspecto operacional. Os eleitores nos dois casos passam uma espécie de “procuração” incondicional aos seus eleitos para que eles façam o que bem entenderem ,seja em se tratando de uma nova constituição, seja de uma nova lei. As tais de “assembleias nacionais constituintes” sempre são construídas com uma pompa tal que mais parece uma assembleia soberana que reúne “deuses”, jamais admitindo qualquer oposição, por mais justa que seja, submetendo a própria Justiça a seus ditames ,que no caso servirá de “cão-de-guarda” para a sua futura obediência obrigatória. Portanto não existe poder maior na política do que aquele outorgado aos chamados “constituintes”,que geralmente não passa de um congresso de golpistas.

Mas haveria alguma esperança de melhora na política do Brasil com a instalação de uma nova Assembleia Constituinte e a consequente elaboração de uma nova carta? Infelizmente a retrospectiva histórica não favorece essa esperança. Enquanto o Reino Unido nem tem constituição escrita e a dos Estados é aquela mesma de 1789, o Brasil já teve 5 (cinco) constituições, mais precisamente ,a de 1824 (monárquica),1891 (republicana),1934 (37),1946,1967 (69) e a última de 1988, vigente. E para início de conversa, todas elas , sem exceção ,se constituíram em verdadeiros golpes contra a constituição substituída, que não admitia essa troca e era em si mesma “pétrea”. Mas sempre tudo foi feito na “marra”. Ademais não se tem qualquer notícia histórica de que alguma das constituições substitutas tivesse melhorado qualquer coisa na vida da sociedade. Inclusive a Constituição “cidadã”, do Sr. Ulysses Guimarães,de 1988,não trouxe nenhum maior resultado positivo à sociedade,se comparada com a anterior , de 1967,escrita em pleno Regime Militar. Então a consequência dessa realidade é que não é preciso novas constituições , porém urge que melhorem as virtudes de cada povo e dos seus políticos. Sem esses requisitos preenchidos, certamente a sociedade jamais prosperará.

Resumidamente ,pode ser afirmado com certeza que o Brasil não pode depositar nenhuma esperança mais sólida numa saída “política” para melhorar a sua realidade ,pelas razões antes apontadas. Por isso a única chance que apresenta alguma possibilidade de melhora está no afastamento imediato das cúpulas dos Três Poderes, que juntos formam a “Grande Quadrilha”, mediante uso do poder instituinte e soberano do povo,”intervindo”por intermédio das Forças Armadas, independentemente da aquiescência,ou não, dos seus comandos maiores,nos precisos termos do artigo 142 da Constituição. Mas o poder a se instalar em substituição aos afastados não poderia permanecer tanto tempo como aconteceu com 64. Teria que ser transitório, pelo tempo necessário para que a sociedade conseguisse se organizar e implantar uma verdadeira democracia, bem diferente daquela falsa que sempre comandou o Brasil, e que sempre atraiu a pior escória da sociedade para comandá-la.

Sérgio Alves de Oliveira

Advogado e Sociólogo

A conduta criminosa de Boulos

Resultado de imagem para Guilherme BoulosO secretário de Segurança Pública de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho, deu informações exclusivas a O Antagonista sobre a prisão de Guilherme Boulos:

"Ele foi preso após ter disparado um rojão contra a tropa da PM, que agia em cumprimento de mandado judicial. Foi preso, portanto, porque praticou conduta criminosa que será agora analisada pelas autoridades competentes."

 

O Antagonista

Após massacres, Estados pressionam Temer por ajuda em crise prisional

FABIANO MAISONNAVE
DE MANAUS

FABRÍCIO LOBEL
DE SÃO PAULO

ESTELITA CARAZZAI
DE CURITIBA

 

Em meio ao agravamento da crise nos presídios brasileiros, com 134 mortes de detentos em 15 dias, os três Estados que tiveram massacres neste ano decidiram pedir uma ação mais ampla do governo federal para controlar a situação –resultado da disputa entre facções criminosas.

A principal reivindicação, alvo de resistência no governo Temer, é a liberação para que a Força Nacional atue diretamente dentro das prisões, e não só do lado externo.

O governo do Amazonas, palco da maior matança, num total de 67 vítimas em 2017, enviou ofício na sexta (13) ao ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, no qual diz que a ajuda federal disponibilizada, com envio das tropas para atuar apenas do lado de fora das unidades, é insuficiente para a retomada da ordem.

O mesmo pleito –para que haja intervenção dentro das prisões– foi formalizado pelo governo de Roraima na última semana, após 33 mortes.

A falta de controle dos agentes estaduais foi evidenciada no Rio Grande do Norte, que teve ao menos 26 mortes após rebelião iniciada no sábado (14). O motim foi retomado nesta segunda (16) pelos detentos –que subiram no telhado e expuseram a mensagem de guerra das facções.

O governo do RN também decidiu pedir a ampliação do efetivo de tropas federais, que estão por lá desde 2016, e a liberação federal para que um batalhão de pronta resposta intervenha dentro de Alcaçuz, onde houve a matança.

O Ministério da Justiça afirma que as solicitações dos Estados estão em análise. Mas a pasta já havia refutado a participação de agentes da Força Nacional na área interna dos presídios.

"A Força Nacional pode fazer barreiras, recuperação de presos, perímetro das penitenciárias e a custódia de deslocamento de presos. Mais do que isso, não pode. Não é que eu não queira, é que não pode", afirmou Moraes à Folha na semana passada.

Detentos mortos em 2017

IMPACTO NECESSÁRIO

No Amazonas, a Força Nacional, com 99 homens, tem controlado os acessos ao Complexo Prisional Anísio Jobim (Compaj), onde houve 59 mortes. Eles estão posicionados a 2 km do presídio.

O governador do Estado, José Melo (Pros), escreveu ao ministro que as atribuições dadas aos agentes "pouco desoneram" a atividade da PM e que isso "não gera o impacto necessário ao restabelecimento da ordem e disciplina do sistema prisional".

Melo pede que a Força Nacional tenha aval para policiamento nas muralhas dos presídios, segurança dos agentes penitenciários e pronta resposta em caso de rebelião.

O objetivo do Amazonas é liberar policiais para recapturar presos: dos 215 que fugiram, 134 continuam soltos.

Em Roraima, a solicitação ao governo federal inclui ainda revistas das instalações e policiamento das guaritas –os cem militares da Força Nacional atuam somente fora dos muros dos presídios.

Rebelião presídio do Rio Grande do Norte

Em relação ao RN, o governador Robinson Faria (PSD) deve se encontrar com Moraes e Temer para reforçar os pedidos nesta terça, quando o ministro vai também se reunir com secretários de Justiça e de Segurança Pública das demais unidades da Federação.

Na reunião, o governo federal deve cobrar agilidade na construção de presídios estaduais com recursos da União, sugerindo um regime diferenciado de contratação ou parcerias com a iniciativa privada como contrapartida ao investimento federal de R$ 870 milhões para 25 presídios.

O mesmo modelo será adotado pelo Palácio do Planalto para construir, ainda em 2017, cinco presídios federais de segurança máxima para chefes de facções criminosas.

Além da presença da Força Nacional, alguns Estados se queixam da falta de resposta a pedidos de transferência para penitenciárias federais.

No Paraná, por exemplo, a remoção de 42 líderes de facções criminosas, identificados numa megaoperação no final de 2015, até hoje aguarda posicionamento. Apenas quatro foram removidos. Outros sete fugiram neste fim de semana, em ação orquestrada com criminosos do lado de fora, que explodiram o muro da prisão.

FUNÇÃO

Com 1.265 homens, a Força Nacional atua hoje em sete Estados. Foi criada em 2004 como integração de polícias estaduais para ser usada em casos emergenciais e com tempo de atuação "episódico".

Em 2010, o texto que regulamenta sua atuação foi alterado para que ela não ficasse restrita à função de policiamento ostensivo e tivesse uma ação mais ampla.

Especialistas ouvidos pela Folha avaliam que, pela legislação, não há obstáculo para a ação das tropas dentro dos presídios. Consideram, porém, que houve banalização da atuação nos últimos anos.

Para Daniel Misse, professor do departamento de segurança pública da Universidade Federal Fluminense, a Força Nacional, criada para ser uma resposta emergencial a crises, não deveria ser utilizada pelos Estados como uma política contínua de segurança. "O problema é quando o uso paliativo da Força Nacional se torna política pública."

Para o analista criminal Guaracy Mingardi, a ação da Força Nacional tem que ser temporária. "Não vai resolver o problema. Vai segurar as pontas."

Colaboraram LUIZA FRANCO, GUSTAVO URIBE E MARINA DIAS

 

Folha de S. Paulo

Mais de 1 milhão já caiu no golpe que promete mudar a cor do WhatsApp

Do UOL, em São Paulo

 

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Um novo golpe que circula pelo WhatsApp já fez mais de um milhão de vítimas. De acordo com a PSafe, empresa especializada em segurança mobile, a fraude acontece quando o internauta clica em um link perigoso, enviado junto com uma falsa mensagem que promete mudar a cor do aplicativo de troca de mensagens.

Quando a pessoa clica no link para ativar a nova cor, uma suposta "verificação de usuário" aparece. 

O texto desta tela pede que a mensagem seja compartilhada com dez amigos e cinco grupos diferentes para que a função seja ativada.

É na etapa seguinte que os golpistas ganham dinheiro: o usuário é direcionado para uma página que o induz a baixar aplicativos, que não necessariamente contêm vírus. Mas o hacker é remunerado por cada app baixado. 

Vale lembrar: desconfie sempre de links compartilhados pelo WhatsApp. 

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