Publicado por Wilson Brinkmann
Ninguém sabe quando começa a terceira idade no Brasil. Pelo Estatuto do Idoso é aos 60 anos. Mas, na prática, a maioria dos benefícios tem início aos 65. Essa indefinição traz uma série de prejuízos aos idosos em áreas importantes. Em São Paulo, por exemplo, é a partir dos 60 anos que os cidadãos passam a ter direitos como andar de graça em ônibus, metrô e trem, mas para pedir o auxílio salário mínimo, é só após os 65 anos. A polêmica acaba interferindo até no privilégio das filas preferenciais. Na hora da aposentadoria, a confusão continua. São diferenciadas as vantagens oferecidas para os idosos a partir de 60 e 65 anos, mulheres e homens, assim como a opinião de especialistas que defendem a terceira idade aos 60 anos.
De acordo com a cronologia, em países em desenvolvimento o idoso é o indivíduo que tem 60 anos ou mais. E em países desenvolvidos, é a pessoa que tem acima de 65 anos. No entanto, com o intuito de permitir comparações mais diretas, entre países, a Organização Mundial da Saúde tem normatizado a idade de 65 anos para pessoas provenientes tanto de países desenvolvidos como em países em desenvolvimento.
A capacidade funcional ao longo da vida vai reduzindo, na terceira idade é importante manter independência e prevenir incapacidade, por isso, reabilitar e garantir qualidade de vida. O processo natural de envelhecimento associado às doenças crônicas é o responsável pela limitação do idoso.
Nesta fase da vida é importante focar prioritariamente na prevenção, pois nem sempre a pessoa irá manifestar sintomas de doença, até o idoso aparentemente saudável requer cuidados, pois as manifestações de doenças nos idosos são: atípicas, sub-clínicas, os sintomas são inespecíficos e geralmente não relatados, o início é insidioso e é muito fácil “perder” um diagnóstico. As principais ocorrências no idoso são (os gigantes da geriatria – 5 Is: instabilidade, incontinência, iatrogenia, imobilidade e insuficiência), insuficiência cognitiva, instabilidade e quedas, delírio, demência e depressão.
Só tristezas, mas como tristezas não pagam dívidas (essa é nova), vamos viver a vida. Como diz um amigo: “ Curta a vida que é muito curta”. Para que ficarmos perdendo tempo com discussões de 60 ou 65 anos, se o que a gente pode fazer independe desses limites. Uma grande parte dos grupos de terceira idade, no estado de São Paulo, aceita a participação das pessoas acima de 50 anos, já que muitas se aposentam, perto dessa idade.
Vamos passear, ficar à toa, viajar, curtir nossos netos -assim que estes passam a incomodar, devolvemos aos pais- dançar, viajar, jogar dominó, baralho, comer quando temos fome e beber quando temos sede, beber muita água sempre, enfim viver intensamente, o que nos resta viver. Quem dá bola pra cumprir horários, não temos pressa. Pressa pra quê?
E lembre-se somos idosos, VELHO É O PRECONCEITO.
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