Brasil é líder em ranking de propina nos Estados Unidos

Prédio sede da Petrobras, no Rio; empresa é investigada nos EUA

Prédio sede da Petrobras, no Rio; empresa é investigada nos EUA

MARIO CESAR CARVALHO
DE SÃO PAULO

 

O Brasil lidera pela primeira vez um ranking elaborado nos Estados Unidos como o mais citado por empresas globais investigadas naquele país sob suspeita de pagar propina no exterior.

O ranking é feito por um site especializado nessa legislação, chamada de FCPA (Foreign Corruption Practices Act, algo como Lei Anticorrupção no Exterior).

O Brasil é mencionado 19 vezes como o país em que empresas que operam globalmente pagaram propina no ranking divulgado nesta quinta (12). A China, segunda colocada na tabela, aparece com 17 menções, enquanto o Iraque está em terceiro lugar, com oito citações.

Desde 2015, o número de menções ao Brasil praticamente dobrou, de 10 para 19.

Os dados foram extraídos de investigações do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, equivalente ao Ministério da Justiça brasileiro, e da SEC (Securities and Exchange Commission), o órgão que regula o mercado de capitais naquele país e corresponde à CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

A lei conhecida como FCPA foi criada em 1977 e proíbe empresas que mantêm negócios nos Estados Unidos, sejam elas de que países forem, de pagar suborno no exterior. Uma ideia por trás da lei é que a propina mina a concorrência e prejudica grupos e investidores dos EUA.

"Nós estamos nessa lista porque a corrupção brasileira já afeta o investidor americano", diz Paulo Goldschmidt, professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas), onde dirige um grupo de estudos anticorrupção.

É a terceira vez que esse ranking é elaborado pelo site The FCPA Blog (www.fcpablog.com), que, apesar do nome, é mais do que um blog.

Nos dois primeiros anos (2015 e 2016) a China liderava o número de menções, com 28 e 40 citações, respectivamente. O Brasil ficou em segundo lugar nesses dois anos, com 18 e 10 citações, e a Rússia em terceiro, com oito e nove referências.

O ranking atual contabiliza menções ao país em que houve pagamento de suborno em apurações que estão em curso entre 31 de dezembro de 2016 e o final de 2017.

LAVA JATO

É por essa razão que a Odebrecht e a Braskem não aparecem na lista das 81 empresas que estão sob investigação nos EUA.

Odebrecht e Braskem fecharam acordos com as autoridades americanas em dezembro do ano passado justamente para encerrar os processos contra elas e vão pagar a maior multa já aplicada pela violação da lei americana anticorrupção no exterior, valor que pode chegar a US$ 3,5 bilhões (R$ 11 bilhões), a serem pagos em 23 anos.

Fazem parte da lista das empresas investigadas nos Estados Unidos a Petrobras, a Eletrobras e uma série de gigantes internacionais que foram apanhadas pela Operação Lava Jato, como a Rolls Royce (Inglaterra), Sevan Marine e Vantage Drilling Company (ambas da Noruega), SBM Offshore (Holanda), Technip SA (França) e Keppel Corporation (Cingapura).

A Petrobras e a Eletrobras estão na lista porque a Justiça americana ainda não decidiu se as empresas são vítimas da corrupção, como ambas afirmam as empresas, ou se participaram do esquema.

Todas as outras têm histórias de pagamento de propina narradas por delatores da Lava Jato e algumas já reconheceram isso em acordos que assinaram ou estão em discussão.

É o caso da SBM Offshore. A empresa holandesa era acusada pelos procuradores da Lava Lato de ter pago US$ 42 milhões em propina entre 1997 e 2012 para obter informações técnicas confidenciais da Petrobras.

Em julho do ano passado, a empresa fechou acordos com o Ministério Público Federal e a CGU para encerrar as investigações e aceitou pagar uma multa que chega a cerca de R$ 1,1 bilhão.

LEI AMERICANA

A lei americana que proíbe o pagamento de propina no exterior, conhecida como FCPA, foi criada após investigações que descobriram que empresas subornavam políticos em países como Japão, Itália, Honduras e Coreia do Sul. Como as corporações usavam fundos secretos, mas os recursos vinham dos EUA, a conclusão dos procuradores foi de que o investidor americano que tinha ações dessas empresas estava sendo enganado.

É considerada uma das mais eficientes leis anticorrupção por causa das multas elevadas que são aplicadas nas empresas.

Já foram punidos gigantes como Wal-Mart, Alstom e Monsanto. A maior multa já paga é a da Siemens, de US$ 800 milhões em 2008. Odebrecht e Braskem estão em 5º lugar no ranking, com US$ 420 milhões, porque só são contabilizados os valores pagos nos EUA.

Folha de S Paulo

De cada 3 novos desempregados no mundo em 2017, 1 será brasileiro, diz OIT

Marcela Ayres

 

BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil responderá por mais de um terço dos novos desempregados que vão surgir em 2017 no mundo todo, com 1,2 milhão de pessoas a mais que perderão seus trabalhos, reforçando o cenário de que a economia brasileira ainda patina para começar a se recuperar.

Os dados são da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que prevê que existirão 3,4 milhões de desempregados a mais no mundo neste ano, levando o total para mais de 200 milhões.

No documento, a OIT chamou a atenção para a deterioração do mercado de trabalho brasileiro, onde a "recessão mais profunda que o esperado em 2016 vai continuar a ter efeitos em 2017".

Enquanto no mundo a taxa de desemprego deverá subir 0,1 ponto percentual, para 5,8%, no Brasil essa alta será de quase 1 ponto, passando de 11,5%, em 2016, para 12,4%, em 2017, projetou a OIT.

Para 2018, a expectativa é de que o desemprego continue subindo no país, com 200 mil pessoas a mais sem uma vaga, para um total de 13,8 milhões de brasileiros.

Na América Latina e Caribe, ainda segundo dados da OIT, 1,5 milhão de pessoas vão perder seus empregos neste ano, somando 26,6 milhões de desempregados. Em 2018, esse número subirá para 27,1 milhões.

Dados do final de 2016 mostram que a atividade econômica no Brasil não deu sinais consistentes de retomada, o que deixa a recuperação esperada para este ano sob pressão.

A estimativa de crescimento para 2017 na pesquisa Focus do Banco Central é de apenas 0,5%, depois de recuo de 3,49% esperado para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2016.

UOL Economia

BANDIDO APONTA ARMA PARA CABEÇA DE TEXANO COM 78 ANOS E EXIGE SUA CARTEIRA, MAS ELE PEGA OUTRA COISA…


blog
Um assaltante resolveu mexer com a pessoa errada. É o que costuma acontecer no Texas. Um senhor de 78 anos saía de casa todo dia por volta das 5:30 em sua pequena casa em Houston, para pegar o jornal. E costumava fazer essa rotina armado. Num dia, um bandido saiu de sua pick-up e lhe apontou uma arma, exigindo sua carteira. O senhor entregou a carteira, mas puxou outra coisa também…
“Eu escutei ‘pou, pou, pou’ bem alto”, disse um vizinho. É porque além da carteira, a vítima também sacou sua arma e disparou contra o marginal e seu veículo. O bandido saiu em fuga, mas foi encontrado depois baleado. Seguiu para um hospital, mas não deu mais. Morreu.
O filho da vítima – no caso, o senhor que foi assaltado, é importante dizer para o público brasileiro – alegou que seu pai nunca quis matar alguém, mas que tinha uma arma apontada para sua cabeça, então não tinha muita escolha. Era preciso se defender, assim como sua família e sua propriedade.
Reparem que a imprensa americana chama de vítima a verdadeira vítima, ou seja, aquele que sofreu uma tentativa de assalto e conseguiu reagir, matando o bandido. Como sabemos, a imprensa brasileira costuma chamar de vítima, nesses casos, o marginal morto, e o ato de legítima defesa de “homicídio”. Está tudo invertido em nosso país!
Vizinhos da vítima ficaram satisfeitos com o resultado, afirmando que ele possui diversas propriedades na região e é um ótimo proprietário, faz reparos, cuida bem das residências e trabalha muito duro. Um cidadão de bem, em suma, continua vivo graças ao seu inalienável direito de defesa e sua arma, para poder continuar produzindo para a sociedade, enquanto há um marginal a menos para subtrair produção.
A polícia não prestou queixa contra o proprietário, como deve ser em países civilizados. Eis a notícia:
Enquanto isso… na “cidade maravilhosa”, onde as leis são bem mais severas para se ter uma arma, na terra do “desarmamento” pregado pela elite global, eis que bandidos têm usado até caiaques para assaltar lanchas! Eis a notícia:
Um grupo de amigos que passeava de lancha na Praia Vermelha, na Urca, Zona Sul do Rio, foi assaltado por três homens armados em um caiaque, na tarde desta quarta-feira (11). O grupo, formado por um tripulante e seis passageiros estava na lancha do Clube de Regatas Guanabara, quando foi surpreendido pelos assaltantes.
“De repente, eu vi umas pessoas lá remando, três caras remando de caiaque, e eles passaram perto da lancha, observando. E, depois de algum tempo, eles voltaram a encostar na lancha”, contou o marinheiro Reinaldo Alves de Oliveira.
Quem anda de lancha diz que é muito comum um caiaque se aproximar para pedir uma ajuda ou algum objeto emprestado, só que, dessa vez, os três homens estavam armados com pistolas. Eles anunciaram o assalto e mandaram os passageiros da lancha caírem na água.
“Entraram na lancha três caras com pistola na mão e mandou todo mundo ir para água. Eu disse que não podia todo mundo ir para água porque só tinha um cara que sabe nadar. Eram cinco pessoas, tinham quatro pessoas que não sabiam nadar, aí eles pediram pra todo mundo sentar na lancha e perguntaram quem era o capitão da lancha e eu disse que era eu”, disse Reinaldo.
Talvez, se os proprietários do barco pudessem ter armas com maior facilidade, os marginais não fossem tão ousados, abusados. Mas bandido no Rio usa até fuzil, isso na terra do desarmamento. O Brasil é mesmo um experimento fracassado, local preferido por marginais. Já no Texas eles não costumam se criar com tanta facilidade assim…

Investigado por negociar votos, ex-subsecretário da Justiça teve 3 encontros com líderes da FDN

Leandro Prazeres

Do UOL, em Brasília

 

  • Reprodução/TV

    O ex-subsecretário de Justiça e Cidadania do Amazonas Carliomar Brandão

    O ex-subsecretário de Justiça e Cidadania do Amazonas Carliomar Brandão

Líderes da facção FDN (Família do Norte) e o policial militar Carliomar Barros Brandão se encontraram ao menos três vezes às vésperas do primeiro turno das eleições de 2014, quando o governador do Amazonas, José Melo (Pros), buscava a reeleição. A informação consta em documentos obtidos pelo UOL. Melo foi reeleito em meio a suspeitas de que ele tenha feitoacordo com a facção em troca de votos. À época da pleito, Brandão era subsecretário de Justiça e Cidadania do governo comandado por Melo. 

Brandão, que é major da PM, foi flagrado em áudios revelados em 2014 que mostravam a principal liderança da FDN, José Roberto Fernandes Barbosa, prometendo ao menos 100 mil votos para a reeleição de Melo. O militar nega que tenha negociado votos com a FDN. A defesa de Melo, por sua vez, diz que a suposição de que o governo tenha pedido votos à facção é "fantasiosa". Brandão foi alvo de uma investigação conduzida pela Polícia Federal, mas o UOL apurou que o caso está sob sigilo. 

Nos dias 19 e 20 de outubro de 2014, às vésperas do segundo turno das eleições ao governo do Amazonas, a revista "Veja" e o jornal "Folha de São Paulo" divulgaramáudios em que Brandão conversa com Barbosa.

No diálogo, Barbosa anuncia que a facção apoiaria Melo e diz que a FDN poderia dar até 100 mil votos ao então candidato. Em troca, ele pede que a facção não seja prejudicada pelo governo. Brandão responde e promete que a facção não seria incomodada.

"Vamos apoiar o Melo, entendeu... a cadeia...vamos votar minha família toda lá da rua, entendeu? [...] A gente quer dar um alô, que ele não venha prejudicar nós [sic] ... e nem mexer com nós [...]", diz Barbosa. Brandão, então responde. "Ele não vai, não", diz.

Em outro trecho, Barbosa faz a promessa de 100 mil votos para Melo. "Eu acho que de voto ele vai ter de nós [sic] 100 mil votos, tô te falando", diz o líder da facção. "Então pra próxima vocês vão ajudar, né?", diz Brandão. No dia 20 de outubro, o militar foi exonerado.

Antônio Menezes/A Crítica - 11.jan.2015

O governador do Amazonas, José Melo (Pros)

Relatórios emitidos pela direção do Compaj (Complexo Penitenciário Anísio Jobim), em Manaus, aos quais oUOL teve acesso, mostram que Brandão se reuniu com Barbosa nos dias 18 e 20 de setembro, e no dia 3 de outubro, a dois dias da realização do primeiro turno das eleições.

No primeiro encontro, Brandão se encontrou com Barbosa e outro líder da facção, Francisco Álvaro Pereira, conhecido como "Bicho do Mato".

No segundo, o major se reuniu com Barbosa, Pereira e outro detento, Wellison Rosemberg Rodrigues dos Santos.  O terceiro foi com Barbosa, Pereira, Alan de Souza Castimário e Cleibe Gonzaga, todos importantes membros da FDN.

Os relatórios não indicam o assunto debatido durante os encontros entre Brandão e os líderes da facção.

Mandato foi cassado, e governador recorreu

As gravações em que Brandão conversa com líderes da FDN fazem parte de um processo que investiga o uso das forças de segurança do Estado pelo então governador para garantir a sua reeleição em 2014.

O processo, no qual Brandão aparece como testemunha, tramita no TRE-AM (Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas).

Em abril de 2015, Brandão foi alvo de um mandado de condução coercitiva expedido pela Justiça Eleitoral e cumprido pela Polícia Federal. Ele prestou depoimento e depois foi liberado.

Em janeiro de 2016, o TRE-AM cassou o mandato de José Melo por compra de votos. Melo recorreu da sentença e continua no governo enquanto o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não aprecia o caso.

 

UOL Notícias

NO APAGAR DAS LUZES, OBAMA AGRADA DITADURA DOS CASTRO E PREJUDICA CUBANOS: XENÓFOBO!

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O presidente americano Barack Obama anunciou nesta quinta-feira (12) que os Estados Unidos colocam fim, com efeito imediato, uma política que concedia residência a cubanos que chegavam ao país sem visto, confirmou a Casa Branca em nota, após várias fontes do Congresso informarem sobre a mudança.

Por meio desta política, conhecida como “pés secos, pés molhados”, as autoridades americanas outorgavam a residência aos cubanos que entravam no país por terra e deportavam apenas aqueles que eram capturados no mar.

Com a decisão, os cubanos que tentarem entrar nos EUA ilegalmente estarão sujeitos a deportação, segundo afirma Obama em um comunicado divulgado pela Casa Branca. De acordo com a nota, trata-se de mais um passo para a normalização das relações entre os dois países.

“Os cubanos que tentarem ingressar ilegalmente no país e que não se qualificarem para alívio humanitário estarão sujeitos à remoção, de acordo com leis e prioridades dos Estados Unidos”, afirma Obama no comunicado.

Os Estados Unidos sob Obama se aproximaram apenas de dois países: Cuba e Irã. E, como vemos, essa aproximação não tem nada a ver com beneficiar seus povos, mas sim seus regimes, que são opressores e autoritários. No caso cubano, totalitário mesmo: a dinastia dos Castro transformou 11 milhões de pessoas em escravos, gado humano, totalmente sujeitos aos mandos e desmandos da família no poder há mais de meio século.

Para agradar Raúl Castro, Obama cede e pune os cubanos, que muitas vezes se jogam em qualquer coisa flutuante para enfrentar tubarões e tentar chegar ao solo americano. Até agora, pisou, estava salvo, protegido pelo governo americano do nefasto regime cubano. Mas Obama é camarada de Raúl Castro, não do pobre povo cubano, e por isso dificulta a vida de quem deseja imigrar para cá.

Tenho um amigo cubano com quem jogo pôquer cuja família se beneficiou desta regra. Agora, depois dessa medida no apagar das luzes do governo Obama, isso não seria mais possível. O amigo, que é dentista, paga anos depois o elevado custo de financiamento de sua universidade, pois as taxas dispararam nos últimos anos. É Obama ferrando estudantes e cubanos ao mesmo tempo: como gostar do cara? E depois nossa imprensa fica chocada com a Flórida ter dado vitória a Trump…

Em tempo: não é preciso ser um gênio para saber que, se a mesma medida fosse adotada por Trump, a reação da imprensa seria bem diferente, e o ato seria considerado xenófobo. Mas como foi Obama quem fez, faltando uma semana para abandonar o cargo, a imprensa trata a coisa como um ato de justiça, para equalizar a condição dos cubanos. Como se Cuba fosse um país normal, como outro qualquer, e não uma ditadura fechada onde o povo está proibido de sair!

Rodrigo Constantino

Lula quer indenização de R$ 1 milhão de promotor que pediu sua prisão

  • Lalo de Almeida/The New York Times

Depois de entrar com ação contra alguns de seus algozes na Lava Jato - como o delegado da Polícia Federal Filipe Pace, o procurador da República Deltan Dellagnol e o juiz federal Sérgio Moro - o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou nesta quinta-feira (12) por meio de seus advogados, ação de reparação por danos morais contra o promotor de Justiça Cassio Roberto Conserino, do Ministério Público do Estado de São Paulo.

A ação deverá ser distribuída a uma Vara Cível de São Bernardo do Campo, onde Lula reside, e pede que Conserino seja condenado a pagar R$ 1 milhão "a título de indenização ao ex-presidente, levando-se em consideração a extensão dos danos causados e, ainda, a capacidade econômico-financeira do citado agente público".

Em 2016, no âmbito de uma investigação sobre o apartamento tríplex no Guarujá, o promotor pediu à Justiça estadual decretação da prisão de Lula.

Segundo os advogados de Lula, a ação demonstra "a utilização das prerrogativas e do cargo de Promotor de Justiça pelo réu (Conserino) para causar danos à imagem, à honra e à reputação de Lula".

BBC

O promotor público Cássio Conserino

Os advogados do petista afirmam que "a atuação dolosa do réu no exercício de suas funções foi confirmada por dois fatos supervenientes, o abandono da causa pelo réu, após a Justiça excluir Lula da sua esfera de atuação funcional - alegando 'motivo de foro íntimo') e, ainda, pela reprodução e divulgação de publicação manifestamente ofensiva ao ex-presidente, tratado como 'Encantador de Burros') em conta do réu em rede social (Facebook)".

A defesa de Lula destacou que no dia 9 de novembro de 2016, o Conselho Nacional do Ministério Público instaurou Reclamação Disciplinar contra Conserino, "em atenção a requerimento que fizemos levando em consideração parte dos mesmos fatos tratados na ação judicial hoje proposta".

Outro lado

"Estou morrendo de medo", declarou, com ironias, Cássio Conserino, que afirmou que a ofensiva do petista "não o intimida". "Só lamento mais essa esdrúxula iniciativa", declarou Conserino. "E o valor da ação é ridículo, um milhão? Nem tenho esse dinheiro. O valor da ação é risível."

"O pedido de prisão contra Lula foi absolutamente legítimo, regular, dentro dos parâmetros do Código de Processo Penal", insiste Conserino. "Eu continuo achando que era caso de prisão preventiva do Lula."

 

UOL Notícias

POR QUE FERNANDO HOLIDAY INCOMODA TANTO A ESQUERDA?

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Por Thiago Kistenmacher, publicado pelo Instituto Liberal

Assim como Fernando Holiday, vários são os negros que não caíram nas armadilhas dos escravocratas ideológicos, no entanto, quero focar neste rapaz de apenas 20 anos que, sendo negro, gay, liberal e cristão, é considerado pela esquerda como um traidor, um “Pai Tomás”, para ser mais preciso. De acordo com a mentalidade da esquerda, Fernando Holiday deveria ser comunista, ateu e fazer parte de movimentos negros e LGBT’s, entretanto, ele fez valer a diversidade que a esquerda tanto defende, mas que passa a odiar quando ela se configura em prática.

Só que essa turma não deveria odiá-lo. Seria ela racista? Quando os liberais criticam negros de esquerda, são acusados de racistas. Mas e quando a esquerda ataca um negro liberal? Aí a crítica só diz respeito ao posicionamento político? Contraditório, não? Holiday é mais um negro que a esquerda não conseguiu escravizar.

Algumas questões paradoxais: inúmeros movimentos “sociais” dizem estar ao lado dos negros para acabar com a “hegemonia” branca e, por isso, alegam lutar em favor da diversidade, mas querem algo mais diverso do que um negro que vai contra o discurso dos movimentos negros? Afirmam lutar para que os negros sejam livres, mas o que há de mais livre do que um negro que fala por si próprio sem se alicerçar em coletivos repletos de discursos fáceis e vitimistas? Dizem que o negro deve ser um revolucionário, mas o que seria mais revolucionário do que um negro que defende o liberalismo em meio a um império de esquerda? Enfim, esses coletivos insistem na ideia de que os negros devem ter autoestima e não mais se menosprezarem, mas não é justamente isso que o jovem Fernando Holiday tem feito?

Sabe por que isso tudo é tão paradoxal? Porque a esquerda não quer a abolição da escravidão, pelo menos não da escravidão que promove. Explico. Ela pode ser contra a escravidão abolida em 1888 no Brasil, mas defende a escravidão criada em 1917 na Rússia; é contra a escravidão abolida nos EUA em 1863, porém, relativiza a escravidão criada em 1959 em Cuba. A esquerda quer Fernando Holiday submetido à escravidão ideológica e acorrentado aos seus dogmas na senzala do seu autoritarismo. Como o jovem vereador se insurge contra isso tudo, os descontentes chicoteiam-lhe com a fúria do seu ressentimento.

A coisa é simples. Vejamos. Assim como os escravos só podiam transitar pelas regiões permitidas pelos seus proprietários, os negros de hoje, segundo os revolucionários, só deveriam percorrer os terrenos cercados por suas teorias políticas. O que acontecia se eles, os escravos, resolvessem avançar para além do permitido? Eram considerados fugitivos, eram perseguidos e, por fim, punidos por capatazes. Falando nisso, o que é a patrulha da esquerda senão um grupo de capatazes? O paralelo faz sentido. Quando os militantes esquerdistas tentam calar o negro Fernando Holiday pelo fato de ele se colocar em favor do liberalismo, eles atuam exatamente como os antigos capatazes, que buscavam calar o escravo que discursava em favor de sua liberdade. Fernando Holiday não será propriedade de senhores cuja casa grande está assentada em terras vermelhas nas quais só se cultiva animosidades.

Ademais, a esquerda afirma que os negros deveriam buscar referências nos “seus”, não nos brancos europeus, todavia, enquanto ela se baseia significativamente no branco Karl Marx e no branco Foucault, Fernando Holiday pode contar com as ideias do negro Thomas Sowell, que é liberal e que, evidentemente, é odiado pelos cegos que só conseguem enxergar os outros pela cor da sua pele.

A indignação dos esquerdistas com o liberalismo de Holiday é muito semelhante à indignação dos senhores de escravos quando da abolição da escravatura. Enquanto os primeiros perdem um potencial militante, os segundos lamentavam a perda de uma propriedade. Aliás, é precisamente isso que os movimentos sectários têm como objetivo velado, se apropriar da mente dos negros para que todos se sujeitem ao seu pernicioso apostolado. Do mesmo modo que um senhor de escravos lucrava com a escravização física de um homem negro, a esquerda lucra com sua escravidão mental. Mas com Fernando Holiday e com milhares de outros sujeitos verdadeiramente livres, isso não aconteceu, para desespero dos coletivos escravocratas.

Falando em coletivos, Holiday, em entrevista concedida a Eliana de Castro para a Fausto, declarou: “fui capaz de encarar as adversidades e não fui presa fácil àqueles que queriam coletivizar meus sonhos.”

Por fim, como escreveu a socialista Rosa Luxemburgo, “Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem.” Fernando Holiday fez isso. Em vez de aguardar pelos slogans odiosos e superficiais, se movimentou. Ciente de que as seitas vermelhas vivem em busca de mentes frágeis para acorrentá-las ideologicamente, observou que a servidão socialista contradizia sua lucidez e não se acovardou. Por isso passou longe da casa grande na qual residem os senhores de escravos contemporâneos.

Espero que tenha ficado claro que a esquerda e os movimento negros não falam em nome de todos os negros, mas somente em nome dos negros vermelhos. Um negro, gay, liberal e cristão é uma chibatada nas costas da esquerda.

RIO TEM NOVE POLICIAIS MILITARES MORTOS EM 12 DIAS: ISSO DEVERIA CHOCAR E INCOMODAR A ONU E O PAPA!

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Já são nove os policiais militares assassinados no Rio em 2017, e o ano mal começou. Uma média de quase um por dia! O estado vive uma guerra civil velada, e a profissão de PM é quase suicida. Uma simples operação de rotina pode terminar muito mal, já que os territórios são dominados pelos bandidos, apesar da farsa das UPPs. Como ocorreu com Sandro:

O policial militar Sandro Mendes Lyra, de 36 anos, foi morto na madrugada desta quinta-feira com um tiro na cabeça na Favela do Mandela, no complexo de Manguinhos, na Zona Norte do Rio. A vítima, que estava na corporação desde março de 2012 e era lotada na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Mandela, é o sétimo PM morto nesses 12 dias de 2017.

Lyra e outro policial faziam patrulhamento na região, quando abordaram dois homens que estavam numa motocicleta, por volta de 2h30m, na localidade conhecida como Igrejinha. Um deles disparou, e a bala perfurou o para-brisa do veículo da PM atingindo o soldado. O policial chegou a ser levado para o Hospital Quinta D’Or, em São Cristóvão, mas não resistiu aos ferimentos.

Eis aí o cotidiano de milhares de policiais, que enfrentam riscos enormes e ganham salários muito baixos para tanto. E ainda precisam, depois, ver os “intelectuais” e artistas engajados cuspindo na instituição, chamando todo policial de “fascista”, enquanto defendem os marginais como se fossem “vítimas da sociedade”. Não é mole!

O massacre nos presídios despertou a revolta do mundo todo, a ponto de a OAB se manifestar, até a ONU pedir investigações, e o Papa Francisco dar seu pitaco. Tudo bem: não podemos banalizar o que aconteceu, até porque pregamos uma civilização, que deve tratar com dignidade até mesmo os bandidos. Escrevi vários textos sobre isso.

Mas o disparate entre a indignação gerada pela morte desses marginais e aquela causada pelo constante assassinato de policiais é o mais revoltante de tudo. Parece que as vidas dos bandidos valem mais do que a de quem está lá para nos proteger desses bandidos. Vejam o que acontece quando um jornal “progressista” como O GLOBO tenta “defender” os policiais:

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Sai essa “defesa” tímida aí de cima, que pede, atenção!, equivalência nas demonstrações firmes de repúdio, a mesma intensidade que a sociedade coloca quando o criminoso é um agente público. “Afinal”, diz o editorial, “nem tudo é banda podre nas polícias”. Ufa! É mesmo? Então quer dizer que até podemos chorar pela morte de um policial, como choramos pela morte de estupradores, traficantes e assassinos, as tais “vítimas da sociedade”?

É muita inversão! A vida de um policial vale bem mais do que a vida de um marginal. Isso deve ficar claro. É por posturas como esta que tantos brasileiros, cansados demais, aplaudem o massacre nos presídios, ou clamam pelo linchamento de marginais fazendo arrastões em ônibus em Copacabana. Estão errados, em minha opinião, pois não é esse o caminho. Mas é compreensível quando vemos nosso maior jornal agindo assim.

Repito, portanto: a morte de um policial deveria incomodar bem mais do que a morte de um marginal. Um policial assassinado por traficantes no morro tinha que mobilizar uma reação muito maior do que dez bandidos mortos por outros bandidos. A vida de quem está lá para nos defender precisa ter mais valor. Aqui nos Estados Unidos o policial goza de respeito, apesar das campanhas da esquerda e de movimentos racistas como o Black Lives Matter.

Dizer que os policiais decentes merecem “no mínimo, gratidão”, e ainda achar que, assim, fez muito pela justiça, é mesmo prova de como nossos valores estão deturpados e invertidos. Os policiais sérios, maioria, precisam de muito mais respeito. É só valorizando a instituição, em vez de cuspir nela e chamá-la de “fascista”, que teremos chances de enfrentar o crime com mais eficiência.

Mas nossos “intelectuais”, artistas e “jornalistas” gostam mesmo é de atacar policiais e valorizar bandidos. O Brasil tem jeito?

Rodrigo Constantino

MOVIMENTO PASSE LIVRE EXPOSTO: UMA CAMBADA DE FASCISTAS!

O serviço que Arthur do Val, do canal #Mamãefalei, tem prestado ao Brasil é inestimável. Com a coragem que poucos jovens demonstram hoje em dia, com embasamento, e com a ousadia que até então só a esquerda tinha, inspirada em Michael Moore e similares, ele tem exposto o vazio, a ignorância, a barbárie e as contradições dos ícones esquerdistas. MST, UNE, PSOL, Movimento Passe Livre (MPL), todos esses instrumentos dos socialistas acabam ridicularizados em seus vídeos, e para tanto basta uma “arma”: fazer perguntas.

A turma brutamontes se mostra completamente incapaz de dialogar, de argumentar, de responder qualquer pergunta de forma objetiva, e invariavelmente parte para a agressão, para os xingamentos, para a intimidação. É a cara da esquerda brasileira! São fascistas que acusam os outros diante de um espelho, pois são burros demais para sequer saber o que é fascismo (e um idiota ali ainda diz que estudou mais do que o entrevistador). Vejam:

 

Obrigado, Arthur, pela coragem de desnudar esses farsantes, e pela paciência que isso demanda diante de tanto idiota útil. Infelizmente, esse é um retrato de boa parte de nossa juventude universitária, pois seus “professores”, que são no fundo militantes disfarçados, praticam lavagem cerebral intensa desde muito cedo. Esses são os verdadeiros culpados, uns canalhas, uns monstros. Os jovens alunos são suas vítimas, massa de manobra, e só podemos desejar que alguns ainda consigam acordar, sair da Matrix, absorver argumentos racionais eventualmente. Que coisa triste!

Rodrigo Constantino

Donald Trump diz que Obamacare "em breve será história"

Da Agência Ansa

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em sua conta em uma rede social que a reforma do sistema de saúde promovida pelo presidente Barack Obama "em breve ficará na história". As informações são da Agência Ansa.
Em seu perfil no Twitter, Trump disse que o "Obamacare", como ficou conhecido o programa de subsídios do governo para ajudar famílias a pagar um plano de saúde, é "insustentável".
Acabar com o programa de saúde foi uma das principais promessas da campanha eleitoral do presidente eleito, que não terá dificuldade para revogar as regras. O Congresso é composto por maioria de republicanos, integrantes de seu partido.
Na quinta-feira (12), o Senado norte-americano aprovou uma resolução para revogar o "Obamacare". No dia seguinte, a Câmara dos Deputados também aprovou as mudanças. Quatro comissões foram criadas para elaborar o texto que substituirá as atuais regras.

 

Agência Brasil

 

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Cabral bloqueado

Júlio César Guimarães/UOL

A Justiça Federal no Rio de Janeiro determinou o bloqueio de R$ 38,5 milhões em um fundo de investimentos em nome do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB).
Os valores foram descobertos pelo Coaf (Controle de Atividades Financeiras). Leia mais

 

 

Alerta para febre amarela

Folhapress

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), decretou situação de emergência na saúde pública por causa do surto de febre amarela.
O decreto vale por 180 dias e inclui 152 cidades do leste de Minas. Em todo o Estado, o governo investiga 110 casos suspeitos. Leia mais

 

Caçada aos coiotes

David McNew/Getty Images/AFP

A Polícia Federal em Rondônia realiza a operação Piratas do Caribe para desarticular a ramificação brasileira de uma quadrilha internacional de coiotes, como são chamados os intermediários que acertam viagens clandestinas para outros países, como os Estados Unidos.
Os agentes cumprem cinco mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão em Rondônia, Santa Catarina e Minas Gerais. Leia mais

 

Prévia do PIB

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O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma "prévia" do PIB, subiu 0,2% em novembro na comparação com o mês anterior.
A informação é do Banco Central. Em outubro, o IBC-Br havia caído 0,48%. Leia mais

 

Desemprego e mais desemprego

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De cada três novos desempregados no mundo em 2017, um será brasileiro. É o que mostra uma estimativa feito pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).
A previsão é de que existirão 3,4 milhões de desempregados a mais no mundo neste ano, levando o total para mais de 200 milhões. Leia mais

 

Balanço da semana

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A Bolsa teve baixa de 0,47%, com 63.651,52 pontos. A queda foi influenciada, principalmente, pelo desempenho negativo das ações da Petrobras e dos bancos.  Na semana, acumulou alta de 3,22%.
No mercado de câmbio, o dólar subiu 1,45% e está cotado em R$ 3,222. Leia mais

 

Reforço no Flamengo

Reprodução/Twitter

O volante Rômulo conseguiu a liberação do Spartak Moscou, da Rússia, e foi anunciado como novo reforço do Flamengo.
Com tudo certo desde dezembro de 2016, o jogador só esperava resolver uma pendência com o time russo. O vínculo será de quatro anos. Leia mais

 

 

Sepultura de cara nova

Rafael Mendes/Divulgação

Maior nome do metal nacional, o Sepultura saiu da zona de conforto e lançou o 14º álbum, Machine Messiah.
O grande responsável pela mudança sonora é o produtor sueco Jens Bogren. Ele incorporou outros aspectos e instrumentos ao álbum, mas sem deixar o groove de lado.Leia mais

 

Carga de energia ficou estável em dezembro, diz ONS

 

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

Linhas de transmissão de energia   Arquivo/Agência Brasil 

A carga de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) não teve variação em dezembro do ano passado em relação ao mesmo mês de 2015, segundo dados divulgados hoje (13) pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) no Boletim de Carga Mensal.

O resultado, de acordo com o ONS, se deve ao baixo crescimento da indústria, que atingiu o menor nível em 20 anos, e ao desaquecimento do mercado de trabalho, que inibe o consumo das famílias.

O subsistema Sul foi o único que apresentou variação positiva na carga de energia em relação a dezembro de 2015, com alta de 5,7%; e também na comparação com novembro de 2016 (+3,6%), influenciadas pelas temperaturas elevadas e tempo seco que propiciaram aumento da carga de refrigeração e irrigação.

As maiores quedas da carga de energia foram observadas no subsistema Norte, tanto em relação a novembro de 2016 (-6%), como a dezembro de 2015 (-2,1%), em função da redução do consumo das indústrias eletrointensivas conectadas à rede básica, que se mantém em baixa desde meados de 2014.

O volume de carga é calculado pelo ONS a partir da soma de toda a energia movimentada no sistema elétrico, que é diferente do volume de energia consumida por causa das perdas existentes na rede.

 

Agência Brasil

 

 

Às vésperas da posse de Trump, brasileiros nos EUA estão apreensivos


Da Rádio França Internacional


O senador republicano Jeff Sessions, do Alabama, conhecido por seu discurso anti-imigração, durante a sua confirmação no Senado como novo secretário de Justiça dos Estados Unidos.
O senador republicano Jeff Sessions, conhecido por seu discurso anti-imigração, foi nomeado por Trmp  para ser o novo secretário de Justiça dos Estados UnidosJIM LO SCALZO - Agência Lusa
A uma semana da posse do novo presidente americano, a comunidade brasileira nos Estados Unidos segue com apreensão por conta das declarações de Donald Trump. Afinal, uma das promessas de campanha do republicano foi a deportação em massa de imigrantes ilegais. As informações são da Rádio França Internacional.

Legais ou ilegais, estudantes ou profissionais, imigrantes recentes ou “veteranos”, os brasileiros residentes nos EUA não estão tranquilos. Afinal, as últimas nomeações de Trump para seu gabinete, sinalizam com razões concretas para as apreensões dos “brazucas”. Além de ter feito da “deportação em massa” de imigrantes ilegais um dos cavalos de batalha de sua campanha, o magnata nomeou o senador republicano Jeff Sessions, conhecido por seu discurso anti-imigração, como secretário de Justiça dos Estados Unidos.

Sessions ficou conhecido por defender a criação de limites para a imigração legal, com o argumento de que a mesma reduziria o salário dos cidadãos americanos. “O que Trump espera, na verdade, é que os estrangeiros se autodeportem, ou seja, que graças ao medo e à tensão social as pessoas desistam e voltem para os seus países, sem que os EUA tenham que desembolsar com prisões ou deportações”, explicou Carlos Eduardo Siqueira, professor e pesquisador da Universidade de Massachusetts, que atua desde 2003 no setor de Saúde Pública na área de imigração brasileira.

“A crise econômica atual do Brasil vem expulsando muita gente que perdeu o emprego, o negócio ou mesmo a esperança. Estamos vendo uma onda de imigração brasileira semelhante à do período Collor. A imigração brasileira hoje é nacional, não é mais local como há alguns anos, quando os EUA recebiam muita gente de Minas Gerais. Hoje temos uma massa de pessoas que chegam de todas as partes do Brasil”, afirmou Siqueira.

Medo persistente

“O Trump me lembra muito o [ex-primeiro ministro italiano Sílvio] Berlusconi. Ele muda de opinião muito rapidamente e exagera o tempo todo. Mas continua a insistir que a imigração será uma questão central do seu governo”, contextualizou o professor.

“Acredito que Trump vá apertar o cerco, mesmo porque no contexto mundial a imigração não é vista hoje com bons olhos. Existe apoio dentro da sociedade atual para reprimir e para tratar a  imigração como caso de polícia. Eu não sou otimista. Penso que boa parte da comunidade brasileira ainda não acordou, mas vai acordar em breve para a gravidade do que vem por aí. Mas já existe um medo crônico, latente e presente na comunidade brasileira dos Estados Unidos”, afirmou Siqueira.

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Para o administrador brasileiro Rubens Vianna, 31 anos, que mora há 11 anos na Flórida e faz MBA em Finanças no Rollins College, há bastante ansiedade em relação ao futuro com Trump. “Acho que a situação já é difícil para o imigrante que quer trabalhar e ficar aqui legalmente. E, como [o novo presidente]  é muito radical, a expectativa é que a situação vá ficar mais difícil ainda”, afirmou,

“Quando você está há 11 anos em um país, você cria laços com a cultura, com as pessoas, com o estilo de vida. E meu desejo é continuar aqui. Então, dá uma insegurança sim”, disse Rubens. “Para se ter uma ideia, nos dois dias seguintes à eleição de Trump, o site de imigração do Canadá ficou fora do ar, tamanha a quantidade de pessoas que tentou acessá-lo para pesquisar a possibilidade de se mudar para lá”, contou.

“Nossa comunidade está doente”

Ilma Paixão, que mora nos EUA há 32 anos e é delegada do Partido Democrata, confirma a ansiedade com a chegada de Trump entre os milhares de brasileiros da região de Boston. “Cheguei aqui com 19 anos de idade. Eu me casei e tive meus filhos aqui. Sou uma mulher negra, do Brasil, tive que driblar o estereótipo ‘mulata do Sargentelli’”, conta Paixão, que hoje é dona de uma rede de rádios dirigidas às comunidades afroamericanas e brasileiras nos Estados Unidos.

“A nossa comunidade está doente. Todas as minorias, mas principalmente os imigrantes, os brasileiros, porque é muito difícil verificar que uma pessoa possa ganhar a eleição com uma linguagem de rejeição. Todos estamos no mesmo barco, falo isso tanto como delegada do governo como representante da comunidade. Mas o mais inquietante é o sentimento do desconhecido. Você está sentindo uma pressão, e não sabe exatamente quais serão suas consequências”, disse ela.

“No entanto, não acredito que haverá muitas deportações de imediato. Durante o governo Obama, que considero um superpresidente, houve várias deportações, isso não é novidade. O que vai piorar é o aumento de brasileiros que estão chegando, não necessariamente preparados para enfrentar as dificuldades da crise americana, que eles com certeza encontrarão aqui”, disse a comunicadora.

“Não acreditávamos que Trump fosse vencer”

A socióloga brasileira Natalícia Tracy mora nos EUA há 25 anos e é diretora-executiva do Centro do Trabalhador Brasileiro em Boston, criado há mais de 20 anos. “Nosso trabalho principal é educar os brasileiros sobre seus direitos aqui e advogar em seu favor. Para ser honesta, por mais que estivéssemos preocupados com uma possível vitória de Trump, não acreditávamos que ele fosse ganhar. Nos pegou de surpresa. No dia seguinte à eleição, estávamos em prantos, passamos por uma fase de depressão,  um luto pelas conquistas sociais da América que conhecíamos”, admitiu ela.

“Sabemos que haverá mudanças muito grandes que vão afetar a comunidade de imigrantes, que estão mais expostos, como os latinos, os brasileiros, imigrantes sem documentação, os estudantes com vistos temporários, a ansiedade é muito grande. Sentimos uma onda de racismo forte nos espaços públicos, há pessoas nas ruas dizendo ‘vão embora’. Existem também casos de crianças nas escolas que desejam ir para casa com medo de que suas mães ou pais tenham sido deportados, porque algum colega sugeriu que isso poderia acontecer”, relatou a socióloga.

Tracy afirma, “para descontrair”, que “ainda bem que os candidatos não cumprem suas promessas”. “Infelizmente as pessoas que Trump está nomeando para compor seu gabinete se posicionam bem à direita, estamos nos preparando para o pior. No entanto, a verdade é que já convivemos com uma política de deportação em massa, não é uma novidade. São 1,1 mil pessoas sendo deportadas todos os dias”, finalizou a socióloga.

 

Agência Brasil