Da Agência Ansa
O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em sua conta em uma rede social que a reforma do sistema de saúde promovida pelo presidente Barack Obama "em breve ficará na história". As informações são da Agência Ansa.
Em seu perfil no Twitter, Trump disse que o "Obamacare", como ficou conhecido o programa de subsídios do governo para ajudar famílias a pagar um plano de saúde, é "insustentável".
Acabar com o programa de saúde foi uma das principais promessas da campanha eleitoral do presidente eleito, que não terá dificuldade para revogar as regras. O Congresso é composto por maioria de republicanos, integrantes de seu partido.
Na quinta-feira (12), o Senado norte-americano aprovou uma resolução para revogar o "Obamacare". No dia seguinte, a Câmara dos Deputados também aprovou as mudanças. Quatro comissões foram criadas para elaborar o texto que substituirá as atuais regras.
Agência Brasil
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Cabral bloqueado
A Justiça Federal no Rio de Janeiro determinou o bloqueio de R$ 38,5 milhões em um fundo de investimentos em nome do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB).
Os valores foram descobertos pelo Coaf (Controle de Atividades Financeiras). Leia mais
Alerta para febre amarela
O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), decretou situação de emergência na saúde pública por causa do surto de febre amarela.
O decreto vale por 180 dias e inclui 152 cidades do leste de Minas. Em todo o Estado, o governo investiga 110 casos suspeitos. Leia mais
Caçada aos coiotes
A Polícia Federal em Rondônia realiza a operação Piratas do Caribe para desarticular a ramificação brasileira de uma quadrilha internacional de coiotes, como são chamados os intermediários que acertam viagens clandestinas para outros países, como os Estados Unidos.
Os agentes cumprem cinco mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão em Rondônia, Santa Catarina e Minas Gerais. Leia mais
Prévia do PIB
O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma "prévia" do PIB, subiu 0,2% em novembro na comparação com o mês anterior.
A informação é do Banco Central. Em outubro, o IBC-Br havia caído 0,48%. Leia mais
Desemprego e mais desemprego
De cada três novos desempregados no mundo em 2017, um será brasileiro. É o que mostra uma estimativa feito pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).
A previsão é de que existirão 3,4 milhões de desempregados a mais no mundo neste ano, levando o total para mais de 200 milhões. Leia mais
Balanço da semana
A Bolsa teve baixa de 0,47%, com 63.651,52 pontos. A queda foi influenciada, principalmente, pelo desempenho negativo das ações da Petrobras e dos bancos. Na semana, acumulou alta de 3,22%.
No mercado de câmbio, o dólar subiu 1,45% e está cotado em R$ 3,222. Leia mais
Reforço no Flamengo
O volante Rômulo conseguiu a liberação do Spartak Moscou, da Rússia, e foi anunciado como novo reforço do Flamengo.
Com tudo certo desde dezembro de 2016, o jogador só esperava resolver uma pendência com o time russo. O vínculo será de quatro anos. Leia mais
Sepultura de cara nova
Maior nome do metal nacional, o Sepultura saiu da zona de conforto e lançou o 14º álbum, Machine Messiah.
O grande responsável pela mudança sonora é o produtor sueco Jens Bogren. Ele incorporou outros aspectos e instrumentos ao álbum, mas sem deixar o groove de lado.Leia mais
Carga de energia ficou estável em dezembro, diz ONS
Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil
Linhas de transmissão de energia Arquivo/Agência Brasil
A carga de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) não teve variação em dezembro do ano passado em relação ao mesmo mês de 2015, segundo dados divulgados hoje (13) pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) no Boletim de Carga Mensal.
O resultado, de acordo com o ONS, se deve ao baixo crescimento da indústria, que atingiu o menor nível em 20 anos, e ao desaquecimento do mercado de trabalho, que inibe o consumo das famílias.
O subsistema Sul foi o único que apresentou variação positiva na carga de energia em relação a dezembro de 2015, com alta de 5,7%; e também na comparação com novembro de 2016 (+3,6%), influenciadas pelas temperaturas elevadas e tempo seco que propiciaram aumento da carga de refrigeração e irrigação.
As maiores quedas da carga de energia foram observadas no subsistema Norte, tanto em relação a novembro de 2016 (-6%), como a dezembro de 2015 (-2,1%), em função da redução do consumo das indústrias eletrointensivas conectadas à rede básica, que se mantém em baixa desde meados de 2014.
O volume de carga é calculado pelo ONS a partir da soma de toda a energia movimentada no sistema elétrico, que é diferente do volume de energia consumida por causa das perdas existentes na rede.
Agência Brasil
Às vésperas da posse de Trump, brasileiros nos EUA estão apreensivos
Da Rádio França Internacional
O senador republicano Jeff Sessions, do Alabama, conhecido por seu discurso anti-imigração, durante a sua confirmação no Senado como novo secretário de Justiça dos Estados Unidos.
O senador republicano Jeff Sessions, conhecido por seu discurso anti-imigração, foi nomeado por Trmp para ser o novo secretário de Justiça dos Estados UnidosJIM LO SCALZO - Agência Lusa
A uma semana da posse do novo presidente americano, a comunidade brasileira nos Estados Unidos segue com apreensão por conta das declarações de Donald Trump. Afinal, uma das promessas de campanha do republicano foi a deportação em massa de imigrantes ilegais. As informações são da Rádio França Internacional.
Legais ou ilegais, estudantes ou profissionais, imigrantes recentes ou “veteranos”, os brasileiros residentes nos EUA não estão tranquilos. Afinal, as últimas nomeações de Trump para seu gabinete, sinalizam com razões concretas para as apreensões dos “brazucas”. Além de ter feito da “deportação em massa” de imigrantes ilegais um dos cavalos de batalha de sua campanha, o magnata nomeou o senador republicano Jeff Sessions, conhecido por seu discurso anti-imigração, como secretário de Justiça dos Estados Unidos.
Sessions ficou conhecido por defender a criação de limites para a imigração legal, com o argumento de que a mesma reduziria o salário dos cidadãos americanos. “O que Trump espera, na verdade, é que os estrangeiros se autodeportem, ou seja, que graças ao medo e à tensão social as pessoas desistam e voltem para os seus países, sem que os EUA tenham que desembolsar com prisões ou deportações”, explicou Carlos Eduardo Siqueira, professor e pesquisador da Universidade de Massachusetts, que atua desde 2003 no setor de Saúde Pública na área de imigração brasileira.
“A crise econômica atual do Brasil vem expulsando muita gente que perdeu o emprego, o negócio ou mesmo a esperança. Estamos vendo uma onda de imigração brasileira semelhante à do período Collor. A imigração brasileira hoje é nacional, não é mais local como há alguns anos, quando os EUA recebiam muita gente de Minas Gerais. Hoje temos uma massa de pessoas que chegam de todas as partes do Brasil”, afirmou Siqueira.
Medo persistente
“O Trump me lembra muito o [ex-primeiro ministro italiano Sílvio] Berlusconi. Ele muda de opinião muito rapidamente e exagera o tempo todo. Mas continua a insistir que a imigração será uma questão central do seu governo”, contextualizou o professor.
“Acredito que Trump vá apertar o cerco, mesmo porque no contexto mundial a imigração não é vista hoje com bons olhos. Existe apoio dentro da sociedade atual para reprimir e para tratar a imigração como caso de polícia. Eu não sou otimista. Penso que boa parte da comunidade brasileira ainda não acordou, mas vai acordar em breve para a gravidade do que vem por aí. Mas já existe um medo crônico, latente e presente na comunidade brasileira dos Estados Unidos”, afirmou Siqueira.
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Para o administrador brasileiro Rubens Vianna, 31 anos, que mora há 11 anos na Flórida e faz MBA em Finanças no Rollins College, há bastante ansiedade em relação ao futuro com Trump. “Acho que a situação já é difícil para o imigrante que quer trabalhar e ficar aqui legalmente. E, como [o novo presidente] é muito radical, a expectativa é que a situação vá ficar mais difícil ainda”, afirmou,
“Quando você está há 11 anos em um país, você cria laços com a cultura, com as pessoas, com o estilo de vida. E meu desejo é continuar aqui. Então, dá uma insegurança sim”, disse Rubens. “Para se ter uma ideia, nos dois dias seguintes à eleição de Trump, o site de imigração do Canadá ficou fora do ar, tamanha a quantidade de pessoas que tentou acessá-lo para pesquisar a possibilidade de se mudar para lá”, contou.
“Nossa comunidade está doente”
Ilma Paixão, que mora nos EUA há 32 anos e é delegada do Partido Democrata, confirma a ansiedade com a chegada de Trump entre os milhares de brasileiros da região de Boston. “Cheguei aqui com 19 anos de idade. Eu me casei e tive meus filhos aqui. Sou uma mulher negra, do Brasil, tive que driblar o estereótipo ‘mulata do Sargentelli’”, conta Paixão, que hoje é dona de uma rede de rádios dirigidas às comunidades afroamericanas e brasileiras nos Estados Unidos.
“A nossa comunidade está doente. Todas as minorias, mas principalmente os imigrantes, os brasileiros, porque é muito difícil verificar que uma pessoa possa ganhar a eleição com uma linguagem de rejeição. Todos estamos no mesmo barco, falo isso tanto como delegada do governo como representante da comunidade. Mas o mais inquietante é o sentimento do desconhecido. Você está sentindo uma pressão, e não sabe exatamente quais serão suas consequências”, disse ela.
“No entanto, não acredito que haverá muitas deportações de imediato. Durante o governo Obama, que considero um superpresidente, houve várias deportações, isso não é novidade. O que vai piorar é o aumento de brasileiros que estão chegando, não necessariamente preparados para enfrentar as dificuldades da crise americana, que eles com certeza encontrarão aqui”, disse a comunicadora.
“Não acreditávamos que Trump fosse vencer”
A socióloga brasileira Natalícia Tracy mora nos EUA há 25 anos e é diretora-executiva do Centro do Trabalhador Brasileiro em Boston, criado há mais de 20 anos. “Nosso trabalho principal é educar os brasileiros sobre seus direitos aqui e advogar em seu favor. Para ser honesta, por mais que estivéssemos preocupados com uma possível vitória de Trump, não acreditávamos que ele fosse ganhar. Nos pegou de surpresa. No dia seguinte à eleição, estávamos em prantos, passamos por uma fase de depressão, um luto pelas conquistas sociais da América que conhecíamos”, admitiu ela.
“Sabemos que haverá mudanças muito grandes que vão afetar a comunidade de imigrantes, que estão mais expostos, como os latinos, os brasileiros, imigrantes sem documentação, os estudantes com vistos temporários, a ansiedade é muito grande. Sentimos uma onda de racismo forte nos espaços públicos, há pessoas nas ruas dizendo ‘vão embora’. Existem também casos de crianças nas escolas que desejam ir para casa com medo de que suas mães ou pais tenham sido deportados, porque algum colega sugeriu que isso poderia acontecer”, relatou a socióloga.
Tracy afirma, “para descontrair”, que “ainda bem que os candidatos não cumprem suas promessas”. “Infelizmente as pessoas que Trump está nomeando para compor seu gabinete se posicionam bem à direita, estamos nos preparando para o pior. No entanto, a verdade é que já convivemos com uma política de deportação em massa, não é uma novidade. São 1,1 mil pessoas sendo deportadas todos os dias”, finalizou a socióloga.
Agência Brasil