Paulo I da Rússia–História virtual

Paulo I

Imperador e Autocrata de Todas as Rússias

Imperador da Rússia

Reinado
17 de novembro de 1796
a 23 de março de 1801

Coroação
5 de abril de 1797

Predecessora
Catarina II

Sucessor(a)
Alexandre I

Esposas
Guilhermina Luísa de Hesse-Darmstadt
Sofia Doroteia de Württemberg

Descendência
Alexandre I da Rússia
Constantino Pavlovich da Rússia
Alexandra Pavlovna da Rússia
Helena Pavlovna da Rússia
Maria Pavlovna da Rússia
Catarina Pavlovna da Rússia
Olga Pavlovna da Rússia
Ana Pavlovna da Rússia
Nicolau I da Rússia
Miguel Pavlovich da Rússia

Casa
Holstein-Gottorp-Romanov

Nome completo
Paulo Petrovich Romanov

Nascimento
1 de outubro de 1754

São Petersburgo, Rússia

Morte
23 de março de 1801 (46 anos)

Castelo Mikhailovsky, São Petersburgo, Rússia

Sepultamento
Catedral de Pedro e Paulo,
São Petersburgo, Rússia

Pai
Pedro III da Rússia

Mãe
Catarina II da Rússia

Assinatura
Assinatura de Paulo I

Paulo I (São Petersburgo, 1 de outubro de 1754 – São Petersburgo, 23 de março de 1801) foi o Imperador da Rússia de 1796 até seu assassinato. Era o único filho do imperador Pedro III e da imperatriz Catarina II. Ele permaneceu na sombra de sua mãe até finalmente ascender ao trono. Como monarca, sua maior realização foi instituir as Leis Paulínias para governar a sucessão ao trono russo. Paulo acabou alienando seus conselheiros e a nobreza com suas políticas vistas como incômodas, sendo assassinado pelos condes Peter Ludwig von der Pahlen e Nikita Petrovich Panin, e o almirante espanhol José de Ribas.

Índice

Infância

Paulo nasceu no Palácio de Verão de Yelizaveta Petrovna em São Petesburgo. Ele era filho do Grão-Duque Pedro (futuro Pedro III), sobrinho e herdeiro de Isabel, e da Grã-Duquesa Catarina (futura Catarina II). Em suas memórias, Catarina II insiste que Paulo não era filho de Pedro, mas de um de seus amantes, Sergei Saltykov [1]. Os defensores das alegações de Catarina afirmam que Pedro era estéril e que foi incapaz de manter relações sexuais normais até que passar por uma cirurgia, logo, não poderia ser o pai do czar. Embora os boatos de ilegitimidade tenham sido amplamente divulgados por seus inimigos, Paulo parecia-se fisicamente com o pai, o que pode colocar essa história em dúvida. Especulou-se que essas intrigas seriam uma tentativa de lançar dúvidas sobre os reais direitos de Paulo ao trono, a fim de fortelecer as reivindicações de Catarina.

Durante sua infância, Paulo foi retirado do convívio de sua mãe pela czarina Isabel, que acabou afetando sua saúde pelo excesso de mimos e cuidados. O pequeno príncipe foi descrito como inteligente e de boa aparência. Seu nariz achatado e suas características faciais na vida adulta são atribuídos a um ataque de tifo, sofrido em 1771 [2]. Consta que sua mãe o odiava e o que a impediu de provocar sua morte quando ele ainda era criança foi o medo de que as consequências de outro crime palaciano pudessem recair sobre ela. Lord Buckinghamshire, o embaixador britânico na corte russa, já havia expressado tal opinião em 1764. No entanto, há quem sugira que Catarina II, normalmente afeiçoada às crianças, tratava Paulo com bondade. Ele foi entregue aos cuidados de Nikita Panin e de outros competentes tutores.

Catarina teve grande dificuldade em acertar seu casamento com Guilhermina Luísa de Hesse-Darmstadt (que, após sua conversão à Igreja Ortodoxa Russa, recebeu o nome de Natalia Alexeievna), filha de Luís IX de Hesse-Darmstadt, em 1793. Ela permitiu que Paulo assistisse às reuniões do Conselho, para que fosse treinado na sua futura função de czar. Seu tutor, Poroshin, queixou-se que ele era muito "apressado", agindo e falando sem pensar.

Vida adulta

Grã-duquesa Natalia Alexeievna da Rússia. Retrato de Alexander Roslin,Museu Hermitage

Maria Feodorovna, retrato deAlexander Roslin

Após a morte de sua primeira esposa durante o parto [3], sua mãe arranjou-lhe outro casamento, em 7 de outubro de 1776, com a bela Sofia Doroteia de Württemberg, que recebeu o novo nome de Maria Feodorovna. Nessa época, Paulo começou a se envolver em intrigas. Ele acreditava que havia uma conspiração para matá-lo e que sua mãe era uma das principais mentoras. Chegou mesmo a acusá-la abertamente de colocar vidro moído em sua comida [2].

O uso de seu nome pelo rebelde Iemelian Pugachev, que havia personificado seu pai, tornou, sem dúvida, a posição de Paulo mais complicada. Quando seu primeiro filho nasceu, em 1777, Catarina o presenteou com uma grande propriedade, onde Paulo construiu oPalácio de Pavlovsk. Ele e sua esposa obtiveram autorização para viajar ao exterior entre 1781-1782. Em 1783 a czarina concedeu-lhe uma outra propriedade, em Gatchina, onde Paulo foi autorizado a manter uma brigada de soldados, aos quais ele impôs o modelo do exército prussiano (uma postura ainda impopular na época).

Relacionamento com Catarina, a Grande

O relacionamento entre Paulo e Catarina II, durante o reinado desta, foi áspero e distante. Ele não viu sua mãe até sua sexta semana de vida e só visitou-a uma vez. Catarina só voltou a vê-lo um ano depois, na Páscoa. Paulo também não é mencionado nas memórias da czarina. Foi a czarina Isabel, quem assumiu os cuidados ao pequeno herdeiro [2]. Após Isabel revelar-se incapaz de cuidar do menino, ele foi entregue aos cuidados de amas ainda mais ineptas. O historiador russo Roderick McGrew relata brevemente o grau de negligência ao qual Paulo foi submetido: "Numa ocasião, ele caiu fora de seu berço e dormiu a noite inteira no chão, completamente desapercebido de todos." [4]. Mesmo após esse episódio e, apesar da paixão voraz de Paulo pelos estudos, as relações entre mãe e filho pouco melhoraram ao longo de seu reinado. Catarina chegou a presentear um de seus cortesãos favoritos com 50 mil rublos pela passagem de seu aniversário, enquanto Paulo ganhou apenas um relógio barato [5]. O isolamento de Paulo em relação à mãe criou um abismo intransponível entre eles, que seria agravado mais tarde com seu status reduzido na corte imperial, com o favoritismo de Catarina por certos cortesãos e por sua decisão de excluí-lo da sucessão. Sua sensação de isolamento reapareceu nas suas relações com a corte, levando-o a se opor às políticas maternas. Mas o domínio de Catarina II sobre ele rstringiu não apenas sua mobilidade como diplomata e servidor do Estado, mas sua capacidade de governar como czar.

O tutor de Paulo, conde Nikita Panin, foi brutalmente honesto em relação à posição de seu pupilo na corte russa, chamando-lhe "um bastardo, que deve sua posição à persistência de sua mãe." .”[6] Este insulto define bem o tom da relação entre Paulo e Catarina, uma mulher que nunca permitiu que nada prejudicasse seu controle sobre o Império. Isso fica evidente no status de Paulo perante a corte, que nunca lhe deu grande importância, até que ele ascendesse ao trono. Grigory Orlov, um dos amantes favoritos de Catarina, teve de entrar em quarentena logo após um surto de peste em Moscou. No período em que ele esteve afastado (final de 1772 a 1773), Catarina iniciou uma reaproximação com seu filho, dando-lhe, enfim, a afeição materna que ela havia lhe negado por toda a vida. McGrew define a nova relação da seguinte forma: "Eles passavam horas juntos, rindo, conversando e passeando de braços dados. Então, Paulo foi arrebatado... a ponto de recusar-se a jantar para não separar-se dela." [7] Certa vez, ele foi visto trocando os cartões que marcavam os assentos da mesa de jantar, somente para poder sentar-se ao lado da mãe. Apesar deste aumento de carinho maternal, Catarina, na verdade, mostrou-se fria e calculista para conquistar a afeição do filho. Seus motivos eram exclusivamente políticos, pois Paulo logo estaria em idade de se casar e ela precisava conhecê-lo melhor. O reacender do amor maternal nada mais era do que uma tática para estabelecer melhores ligações se um "desastre" viesse a ocorrer [7]. Quando Paulo completou dezoito anos, ele foi nomeado Almirante da Marinha Imperial Russa e Coronel do Regimento de Couraceiros (sendo que, o último já havia sido concedido em 1762) [8]. É claro que Catarina não tinha intenção de compartilhar seu poder. Ela não foi a única a tratar Paulo com grosseria e desrespeito; a nobreza mostrou-se igualmente hábil em fazer de seu futuro czar um tolo.

Embora o status de "Autocrata" dos governantes russos dependesse da satisfação da nobreza, era igualmente importante para os cortesãos permanecerem ao lado do czar. Isso não foi diferente no reinado de Catarina II. O poder absoluto da czarina e o delicado equilíbrio entre cortesãos e soberanos melhoraram muito o relacionamento destes com Paulo, que ignorava abertamente as opiniões de sua mãe. Paulo protestou veementemente contra as políticas de Catarina, escrevendo uma crítica velada em Reflexões, uma dissertação sobre a reforma militar [9]. Nela, Paulo ataca diretamente a guerra expansionista, em favor de uma política militar mais defensiva. Recebido sem nenhum entusiasmo por sua mãe, Reflexões soou como uma ameaça à sua autoridade e aumentou ainda mais a suspeita de uma conspiração interna contra ela. Apoiar Paulo publicamente ou demonstrar intimidade para com ele seria um suicídio para qualquer cortesão, especialmente após esta publicação. McGrew enumerou algumas atitudes dos cortesãos para com o príncipe herdeiro: "Era bastante comum, entre os favoritos de Catarina, depreciar ou mesmo insultar Paulo. Certa ocasião, quando Catarina debatia um assunto com Platon Zubov... ela perguntou a Paulo qual era sua opinião. Ele respondeu que pensava como Zubov que, fingindo surpresa, gritou: "Eu disse algo estúpido, então?" [10]

Paulo passou seus últimos anos afastado da corte imperial, satisfeito em permanecer em suas propriedades em Gatchina, praticando exercícios. Conforme Catarina II ia envelhecendo, tornava-se menos preocupada com a presença de seu filho nas funções da corte. Suas atenções estavam focadas em garantir que Alexandre I a sucederia no trono, ao invés de seu pai.

Até 1787, porém, Catarina ainda não estava oficialmente determinada a excluir o filho da sucessão [11]. Após o nascimento de Alexandre e Constantino, ela imediatamente ordenou que eles fossem colocados sob seus cuidados; uma abordagem muito mais pró ativa do que a que teve com o próprio filho. O fato de Catarina ser favorável a seu neto como czar, ao invés de Paulo, não era surpresa: a czarina nunca fez nenhum esforço para compreender seu filho até que ele completasse dezoito anos, nem lhe delegou nenhuma responsabilidade pela qual ele pudesse mostrar sua capacidade política e de liderança. Durante seu casamento com Maria Feodorovna, a hostilidade de Catarina foi alimentada pelo escandaloso envolvimento entre Paulo e Catarina Nelidova, uma das damas de companhia de sua esposa. Não era pouco, na mente da czarina, para apoiar a idéia de um reinado de Paulo. Secretamente, ela encontrou-se com Frederico César de La Harpe, tutor de Alexandre, para discutir a ascensão de seu pupilo, e tentou convencer Maria a assinar um documento autorizando a legitimação de seu filho como herdeiro imediato. Ambos os esforços foram infrutíferos, e embora Alexandre concordasse com os desejos da avó, respeitou a posição de seu pai como sucessor.

Ascensão ao trono

Estátua do Czar Paulo em frente ao Palácio de Pavlovsk.

Catarina II morreu em 6 de novembro de 1796, um dia após ter sofrido um derrame cerebral. A primeira providência de Paulo foi obter informações sobre o testamento de sua mãe e a possibilidade de destruí-lo, pois dizia-se que uma das disposições testamentárias da czarina determinava sua exclusão da sucessão e a ascensão ao trono de Alexandre, seu neto mais velho. Esses medos, provavelmente, contribuíram para que Paulo promulgasse as Leis Paulinas, que estabeleciam o estrito princípio da primogenitura na Dinastia Romanov e não poderiam ser alteradas por seus sucessores [12].

O exército, então posicionado para atacar a Pérsia, foi chamado de volta à capital um mês após a ascensão de Paulo. Seu pai, Pedro III, foi enterrado com grande pompa na Capela Imperial da Catedral de São Pedro e São Paulo. Aos rumores de sua ilegitimidade, Paulo reagiu com a demonstração de sua ascendência desde Pedro, o Grande. A inscrição no monumento ao primeiro Czar da Rússia, erguido durante o reinado de Paulo em frente ao Castelo Mikhailovsky, diz o seguinte: "Ao bisavô, de seu bisneto" - uma alusão sutil, mas evidente, à inscrição em latim"PETRO PRIMO CATHERINA SECUNDA", dedicatória de Catarina II gravada no Cavaleiro de Bronze, a mais famosa estátua de Pedro em São Petesburgo.

Supostas excentricidades

Paulo I era idealista e capaz de grandes generosidades, mas também era volúvel e vingativo. Ambas as "qualidades", deve-se acrescentar, eram grandemente defendidas pelo povo russo como típicas dos benevolentes autocratas da época. Durante o primeiro ano de seu reinado, Paulo reverteu enfaticamente muitas das duras políticas de sua mãe. Também permitiu que Alexander Radishchev, acusado de jacobinismo e o mais conhecido crítico de Catarina II, retornasse do exílio na Sibéria. Nessa mesma época, libertou Nikolay Novikov da fortaleza de Shlisselburg e Tadeusz Kościuszko do Palácio de Mármore, mas os confinou em suas respectivas propriedades, sob a supervisão da polícia. Ele considerava a nobreza russa decadente e corrupta e estava determinado a transformá-la em uma disciplinada judiciosa e leal casta, semelhante às ordens de cavalaria medievais. Ao poucos que se adequaram à sua visão de cavaleiro dos tempos modernos (como seus favoritos: Kutuzov,Arakcheyev e Rostopchin), ele concedeu mais servos durante seus cinco anos de reinado do que sua mãe presenteou seus amantes em 34 anos como soberana. Aqueles que não compartilharam de suas idéias foram demitidos ou perderam seus lugares na corte (entre eles estavam sete marechais de campo e 333 generais).

Em acordo com seus ideais de cavalaria, Paulo foi eleito grão-mestre dos Cavaleiros Hospitalários, a quem deu abrigo após sua expulsão de Malta por Napoleão. Sua liderança resultou na criação da tradição russa dos Cavaleiros Hospitalários (Ordem de São João/Ordem Maltesa) dentro das Ordens Imperiais da Rússia. Numa grande despesa, construiu três castelos na capital russa e em seus arredores. Muito se fez pelo seu caso de amor cortês com Anna Lopukhina, mas o relacionamento parece ter sido platônico, pouco mais que outro detalhe em seu ideal de "masculinidade de cavalaria".

Paulo também ordenou que os ossos de Grigori Potemkin, um dos amantes de sua mãe, fossem desenterrados e dispersos aleatoriamente [13].

Relações exteriores

Assim que assumiu o poder, as políticas iniciais de Paulo foram, em grande parte, contrárias às de sua mãe. Na política externa, isso significa que ele era contra as guerras de caráter expansionista disputadas por Catarina, preferindo seguir por um caminho mais pacífico e diplomático. Imediatamente após subir ao trono, convocou todas as tropas estacionadas fora das fronteiras russas, incluindo a força expedicionária enviada por Catarina II para conquistar o Irã através do Cáucaso e os 60 mil homens que ela havia prometido enviar para auxiliar Inglaterra e Áustria a derrotar os franceses [14][15]. Paulo odiava os franceses antes de sua revolução e, posteriormente, com seus republicanos e sua visão anti religiosa, passou a detestá-los ainda mais [16]. Ele sabia que o expansionismo francês feria os interesses da Rússia mas, ainda assim, chamou de volta as tropas de sua mãe, em virtude de sua firme oposição às guerras expansionistas. paulo também acreditava que a Rússia necessitava de substanciais reformas governamentais e militares, para evitar o colapso econômico e uma eventual revolução, antes de pensar em travar uma guerra em solo estrangeiro [17].

Paulo ofereceu-se para mediar a paz entre Áustria e França, através da Prússia, mas os dois países selaram o fim das hostilidades sem sua ajuda, com a assinatura do Tratado de Campoformio, em outubro de 1797 [18]. Este tratado, que definia o controle francês sobre ilhas do Mediterrâneo e a divisão de Veneza, preocupou Paulo, que viu o aumento da instabilidade na região e a ostentação das ambições francesas no Mediterrâneo [19]. Em resposta, ele ofereceu asilo ao Príncipe de Condé e seu exército, bem como a Luís XVIII, que haviam sido expulsos da Áustria pelos termos do Tratado [20]. Napoleão apoderou-se da Itália, Países Baixos Austríacos e Suíça, estabelecendo repúblicas comConstituições próprias e Paulo sentiu que era o momento da Rússia desempenhar um papel ativo na Europa, a fim de derrubar o que a república havia criado e restaurar as autoridades tradicionais [21]. Para este objetivo, encontrou um aliado disposto no chanceler austríaco, o Barão de Thugut, que odiava os franceses e criticava em voz alta os princípios revolucionários. Os Impérios Inglês e Otomano uniram-se a austríacos e russos a fim de parar a expansão francesa, libertar os territórios sob seu controle e restabelecer as antigas monarquias. A única grande potência da Europa que não se uniu a Paulo em sua campanha anti francesa, foi a Prússia, cujo histórico de neutralidade com Napoleão, a desconfiança em relação à Áustria e a segurança que gozava pelas relações com a França, a impediu de participar da coalizão [22]. Apesar da relutância prussiana, Paulo decidiu prosseguir com a guerra, prometendo 60 mil homens para auxiliar a Áustria na Itália e 45 mil homens para auxiliar a Inglaterra no norte da Alemanha e nos Países Baixos .[16].

Outro fator importante na decisão de Paulo de ir à guerra com a França foi a situação com a Ilha de Malta, uma fortaleza que serviu de casa para a Ordem de São João de Jerusalém - ordem católica de cavaleiros dedicados a combater a influência muçulmana no Mediterrâneo desde a Primeira Cruzada. Além de Malta, a Ordem também possuía várias propriedades, chamadas Priorados, espalhadas por toda a Europa, que pagavam-lhe impostos. Em 1796, Paulo aproximou-se da Ordem para tratar do priorado polonês, então em território russo, que se encontrava em estado de total abandono e não recolhia impostos a cem anos [23]. O czar, que na infância havia lido todas as suas histórias e ficou impressionado com sua honra e conexão com a antiga ordem que representava, transfere o priorado polonês para São Petesburgo em 1797 [24]. Em resposta, os cavaleiros fizeram dele um protetor da Ordem em agosto do mesmo ano; uma honra que Paulo não esperava, mas aceitou alegremente [25]. Em 1798, Napoleão toma a Ilha de Malta sem disparar um único tiro, escandalizando Paulo [26]. O Priorado de São Petesburgo responde à ação em setembro, declarando que o grão mestre Fernando von Hompesch, havia traído a Ordem, vendendo a ilha a Napoleão; no mês seguinte, elegem Paulo como o novo grão mestre da Ordem [27]. Nem o Vaticano nem os outros priorados da Europa aprovaram a eleição de um soberano de uma nação ortodoxa como cabeça de uma ordem católica e este impasse gerou um problema político entre Paulo, que insistia em defender sua legitimidade, e as nações dos respectivos priorados [28]. O reconhecimento do czar seria mais um dos fatores de divisão de seu reinado mas, de imediato, o então grão mestre teria mais uma razão para ir à guerra contra a República Francesa: recuperar a casa ancestral da Ordem.

O exército russo na Itália, tecnicamente, desempenhou o papel de força auxiliar ao exército austríaco, embora o cargo de Comandante-em-chefe de todos os exércitos aliados tenha sido entregue ao general russo Alexander Suvorov que, com quase 70 anos de idade, era conhecido por seus ataques rápidos e decisivos. Sob o comando de Suvorov, os aliados conseguiram expulsar os franceses da Itália, apesar de terem sofrido pesadas baixas [29]. No entanto, nessa época, começaram a surgir os primeiros problemas na aliança russo-austríaca, devido a seus diferentes objetivos na Itália. Enquanto Paulo I e Suvorov queriam a libertação e a restauração das monarquias italianas, os austríacos procuravam aquisições territoriais na Itália e estavam dispostos a sacrificar o apoio russo tão logo realizassem o seu intento [30]. Por isso, os austríacos viram com satisfação a saída de Suvorov com seu exército da Itália, em 1799, para encontrar-se com as tropas de Alexander Korsakov que, no momento, auxiliavam o arquiduque Carlos de Áustria-Teschen a expulsar os exércitos franceses que ocupavam a Suíça [31]. No entanto, a campanha na suiça sofreu um impasse com pouca atividade em ambos os lados, até que os austríacos se retiraram. Infelizmente, a retirada austríaca ocorreu antes que os exércitos de Suvorov e Korsakov se encontrassem, permitindo que os franceses os atacassem separadamente. Como resultado, Korsakov foi derrotado e Suvorov sofreu grandes perdas quando tentava bater em retirada [32][33]. Suvorov, envergonhado, culpou os austríacos pela terrível derrota na Suíça, mesma atitude de um furioso Paulo I. Esta derrota, combinada à recusa austríaca em restaurar as antigas monarquias na Itália e seu desrespeito com a bandeira russa durante a tomada de Ancona, levou a Rússia a abandonar formalmente a aliança em outubro de 1799 [34][35].

Apesar da queda de 1799 e da quase falência da aliança russo-austríaca, Paulo ainda colaborou voluntariamente com os britânicos. Juntos, eles planejavam invadir os Países Baixos e, através desse país, atacar a França. Ao contrário da Áustria, nenhum dos dois países tinham quaisquer ambições territoriais secretas; eles só procuravam derrubar Napoleão [36]. A campanha começou bem, com uma vitória inglesa ao norte, mas, quando o exército russo chegou, em setembro, os aliados viram-se às voltas com o mau tempo, má coordenação e uma resistência inesperadamente feroz de holandeses e franceses, pulverizando seu sucesso [36][37]. Com o passar dos dias e a piora do tempo, os aliados sofreram perdas cada vez maiores, até assinarem o armistício, em outubro de 1799 [38]. As perdas russas representaram 3/4 do total de baixas entre as forças aliadas e os ingleses deixaram o que sobrou das tropas após a retirada em uma ilha do Canal da Mancha, pois a Inglaterra não as queria no continente [39]. Esta derrota e os posteriores maus tratos aos soldados russos tornaram as relações russo-britânicas tensas, mas a ruptura definitiva só aconteceria mais tarde [40]. As razões para esta ruptura são menos claras e simples do que a cisão com a Áustria, mas houve vários acontecimentos importantes durante o inverno de 1799-1800 que contribuíram para isso: Napoleão libertou 7 mil soldados russos cativos, pelos quais os ingleses se recusaram a pagar resgate; Paulo I ficou mais próximo de Dinamarca e Suécia, que ofenderam os britânicos ao exigirem direitos de neutralidade no transporte marítimo; o embaixador inglês em São Petesburgo foi chamado de volta à Inglaterra e não foi substituído por outro diplomata, sem razões ou satisfações ao governo russo ou ao czar; os ingleses, precisando escolher entre seus dois aliados, escolheram os austríacos, que se comprometeram a lutar contra Napoleão até o fim [41][42][43]. Finalmente, dois eventos sucessivos destruíram completamente a aliança: em julho de 1800, os ingleses apreenderam uma fragata dinamarquesa, levando Paulo I a fechar as empresas inglesas em São Petesburgo e a apreender navios e carga britânicos; o czar não perdoou os ingleses pela recusa do almirante Nelson em devolver a Ilha de Malta à Ordem de São João (e então, para ele), quando eles a tomaram dos franceses, em setembro de 1800 [44][45][46]. A reação drástica de Paulo foi ordenar a apreensão de todos os navios ingleses ancorados em portos russos e o aprisionamento de seus tripulantes em campos de detenção; além disso, os comerciantes ingleses deveriam ser feitos reféns até que ele recebesse uma indenização [46][47]. No inverno seguinte, ele foi mais longe, usando sua nova Neutralidade Armada (uma coalizão com Suécia, Dinamarca e Prússia) para preparar o Báltico contra um possível ataque inglês, impedir a busca de navios mercantes neutros pelos britânicos e congelar todo o comércio inglês no norte da Europa [47][48]. Como Napoleão já havia fechado todos os portos da Europa Ocidental e Meridional para o comércio britânico, a Inglaterra, que dependia fortemente das importações (especialmente de madeira, produtos navais e grãos) foi seriamente ameaçada pela jogada de Paulo e reagiu rapidamente [49]. Em março de 1801, os ingleses enviaram uma frota para a Dinamarca, bombardeando Copenhague e forçando uma rendição no início de abril [46]. A frota, então, foi preparada para dirigir-se a São Petesburgo, mas, nesse momento, Paulo I já havia sido assassinado por uma conspiração e Alexandre I tratou de negociar a paz logo após assumir o trono [47].

O mais estranho na política externa de Paulo I, teria sido sua reconciliação com Napoleão quando a coalizão se desfez. Recentemente, porém, vários estudiosos tem argumentado que esta radical mudança de posição se deve ao fato de Napoleão ter-se tornado imperador, afastando-se do Jacobinismo e fazendo da França uma nação mais conservadora, coerente com a visão de mundo do czar [50][51]. Até mesmo a decisão de Paulo de enviar um exército de cossacos para tomar a Índia britânica, por mais bizarra que pareça, faz um certo sentido, pois a Inglaterra foi quase imune a ataques diretos, sendo uma nação insular com uma marinha formidável. Entretanto, os ingleses negligenciaram as proteções da Índia e teriam grande dificuldade em repelir um ataque por terra [52]. Este problema fez com que os britânicos assinassem três tratados com aPérsia (em 1801, 1809 e 1812), para se precaver de um eventual ataque à Índia a partir da Ásia Central [53]. Paulo procurou atacar os ingleses em sua maior fraqueza: seu comércio e suas colônias. Durante seu reinado, suas políticas estavam focadas no restabelecimento da paz e no equilíbrio de poder na Europa, apoiando a autocracia e as antigas monarquias, sem procurar expandir as fronteiras da Rússia [54].

Assassinato

Castelo Mikhailovsky, onde Paulo I foi assassinado.

Os pressentimentos de Paulo sobre uma tentativa de assassinato eram bem fundadas. Suas tentativas de forçar a nobreza a adotar um código de cavalaria alienaram muitos de seus assessores de confiança. O czar também descobriu maquinações ultrajantes e corrupção no tesouro russo. Apesar de ter revogado a lei de Catarina II que permitia castigos físicos às classes livres e introduzido reformas que possibilitaram mais direitos aos camponeses e melhor tratamento aos servos, a maior parte de suas políticas era vista como um grande incômodo pela nobreza e induziu seus inimigos a traçar um plano contra ele.

Uma conspiração foi organizada alguns meses antes de sua execução pelos condes Peter Ludwig von der Pahlen e Nikita Petrovich Panin e pelo hispano-napolitano José de Ribas mas, a morte deste último atrasou a execução do plano. Na noite de23 de março de 1801, Paulo foi assassinado em seus aposentos, no recém construído Castelo Mikhailovsky, por um grupo de ex-oficiais liderados pelo general Levi von Bennigsen, cidadão de Hanôver a serviço russo, e pelo general georgiano Vladimir Mikhailovich Yashvil. Eles entraram em seu quarto, estimulados pela bebida, e o encontraram num canto, escondido atrás de algumas cortinas [55]. Os conspiradores o arrancaram de lá, forçaram-no a sentar-se à mesa e tentaram obrigá-lo a assinar um documento de abdicação. Paulo ofereceu alguma resistência e um dos oficiais o golpeou com uma espada; depois, ele foi estrangulado e pisoteado até a morte. Ele foi sucedido por seu filho Alexandre, então com 23 anos de idade, que estava no palácio no momento do assassinato e recebeu o anúncio de sua ascensão do general Nikolay Zubov, com a seguinte advertência: "É hora de crescer! Vá e governe!".

Legado

Como Michael Foster anotou [56]: "A visão popular de Paulo I, durante muito tempo, era de um louco com uma amante, que aceitou o cargo de Grão-mestre da Ordem de São João de Jerusalém, que promoveu seus delírios. Essas excentricidades e sua imprevisibilidade em outras áreas levaram, pela ótica geral, ao seu assassinato. Este retrato de Paulo foi promovido por seus assassinos e pelos patrocinadores destes.".

Parada Militar do Imperador Paulo em frente ao Castelo Mikhailovsky, por Alexandre Benois.

Há alguma evidência de que Paulo I tenha sido venerado como santo entre os ortodoxos russos [57], mas ele nunca foi oficialmente canonizado por nenhuma das Igrejas Ortodoxas.

Descendência

Nome
Nascimento
Morte
Observações

Alexandre I da Rússia
23 de Dezembrode 1777
19 de Novembrode 1825
czar da Rússia entre 1801 e 1825; conhecido por ter governado a Rússia durante as invasões napoleónicas; casado com Luísa de Baden; com descendência.

Constantino Pavlovich da Rússia
27 de Abrilde 1779
27 de Junho de1831
casado primeiro com a Princesa Juliana de Saxe-Coburgo-Saalfeld e depois com Joanna Grudzińska; sem descendência.

Alexandra Pavlovna da Rússia
9 de Agostode 1783
16 de Março de1801
casada com o arquiduque José da Áustria; teve uma filha que morreu poucas horas depois de nascer; morreu aos 17 anos de idade.

Helena Pavlovna da Rússia
24 de Dezembrode 1784
24 de Setembrode 1803
casada com o duque hereditário Frederico Luís de Mecklemburgo-Schwerin; com descendência.

Maria Pavlovna
16 de Fevereiro de1786
23 de Junho de1859
casada com o grão-duque Carlos Frederico de Saxe-Weimar-Eisenach; com descendência.

Catarina Pavlovna da Rússia
10 de Maiode 1788
9 de Janeiro de1819
casada primeiro com o Duque Jorge de Oldemburgo de quem ficou viúva e teve dois filhos ; mais tarde casou-se com Guilherme I de Württemberg, de quem teve duas filhas.

Olga Pavlovna da Rússia
22 de Julhode 1792
26 de Janeiro de1795
morreu na infância.

Ana Pavlovna da Rússia
8 de Janeirode 1795
1 de Marçode 1865
casada com Guilherme II dos Países Baixos; com descendência.

Nicolau I da Rússia
6 de Julhode 1796
2 de Marçode 1855
czar da Rússia de 1825 a 1855; casado com Alexandra Feodorovna (Carlota da Prússia); com descendência.

Miguel Pavlovich da Rússia
8 de Fevereiro de1798
9 de Setembrode 1849
casado com a Princesa Elena Pavlovna de Württemberg; com descendência.

Ancestrais

[Expandir]Ancestrais de Paulo I da Rússia

Referências

  1. Ir para cima↑ Farquhar, Michael (2001). A Treasure of Royal Scandals, p.88. Penguin Books, New York. ISBN 0739420259.
  2. Ir para:a b c Roderick E. McGrew, Paul I of Russia. (Oxford: Clarendon Press, 1992), 28.
  3. Ir para cima↑ Troyat, Henri, Catherine the Great, 1980 ISBN 0-425-05186-2
  4. Ir para cima↑ McGrew, 30.
  5. Ir para cima↑ Iurii Alekseevich Sorokin. "Emperor Paul I, 1796-1801" in The Emperors and Empresses of Russia: Rediscovering the Romanovs, ed. Donald J. Raleigh (Armonk, NY: M.E. Sharpe, 1996), 185.
  6. Ir para cima↑ McGrew, 27. Não se tem certeza se o nascimento de Paulo foi legítimo, mas os historiadores, em sua maioria, concordam que o amante de Catarina, Sergei Saltykov foi o pai do czar. Para uma discussão mais aprofundada sobre a paternidade de Paulo, consulte Paul I of Russia, de Roderick E. McGrew (Oxford: Clarendon Press, 1992).
  7. Ir para:a b McGrew, 78.
  8. Ir para cima↑ Sorokin, 183.
  9. Ir para cima↑ Sorokin, 185.
  10. Ir para cima↑ McGrew, 149
  11. Ir para cima↑ McGrew, 184.
  12. Ir para cima↑ Lei de Sucessão da Casa Imperial da Rússia, em inglês
  13. Ir para cima↑ Farquhar, 192.
  14. Ir para cima↑ Henry A. Haukeil e H. Tyrrell, The History of Russia from the foundation of the Empire to the War with Turkey in 1877-78, Volume 1 (London: The London Printing and Publishing Company, Limited, 1854), 349.
  15. Ir para cima↑ Roderick E. McGrew, Paul I of Russia, 1754-1801 (Oxford: Clarendon Press, 1992), 282
  16. Ir para:a b Haukeil e Tyrrell, The History of Russia,351.
  17. Ir para cima↑ McGrew, 283.
  18. Ir para cima↑ McGrew, 286.
  19. Ir para cima↑ McGrew, 289.
  20. Ir para cima↑ McGrew, 288-89.
  21. Ir para cima↑ McGrew, 289-90.
  22. Ir para cima↑ McGrew, 286-87.
  23. Ir para cima↑ Roderick E. McGrew, “Paul I and the Knights of Malta,” in "Paul I: A Reassessment of His Life and Reign", ed. Hugh Ragsdale (Pittsburgh: University Center for International Studies, University of Pittsburgh, 1979), 46-48.
  24. Ir para cima↑ McGrew, “Paul I and the Knights of Malta”, 48.
  25. Ir para cima↑ McGrew, “Paul I and the Knights of Malta”, 49-50.
  26. Ir para cima↑ McGrew, “Paul I and the Knights of Malta”, 51.
  27. Ir para cima↑ McGrew, “Paul I and the Knights of Malta”, 55-58.
  28. Ir para cima↑ McGrew, “Paul I and the Knights of Malta”, 59.
  29. Ir para cima↑ Haukeil e Tyrrell, 355-57.
  30. Ir para cima↑ McGrew, "Paul I of Russia", 299.
  31. Ir para cima↑ Haukeil e Tyrrell, 358.
  32. Ir para cima↑ McGrew, "Paul I of Russia", 301.
  33. Ir para cima↑ Haukeil e Tyrrell, "The History of Russia", 361-62.
  34. Ir para cima↑ McGrew, "Paul I of Russia", 306.
  35. Ir para cima↑ Hugh Ragsdale, “A Continental System in 1801: Paul I and Bonaparte,” The Journal of Modern History, 42 (1970), 70-71.
  36. Ir para:a b McGrew, "Paul I of Russia", 309.
  37. Ir para cima↑ Haukeil e Tyrrell, "The History of Russia", 364.
  38. Ir para cima↑ Haukeil e Tyrrell, 364.
  39. Ir para cima↑ McGrew, "Paul I of Russia", 309-310.
  40. Ir para cima↑ McGrew, "Paul I of Russia", 311.
  41. Ir para cima↑ McGrew, "Paul I of Russia", 311-12.
  42. Ir para cima↑ Ragsdale, “A Continental System in 1801: Paul I and Bonaparte” The Journal of Modern History, 71-72.
  43. Ir para cima↑ Haukeil e Tyrrell, "The History of Russia", 365.
  44. Ir para cima↑ Hugh Ragsdale, “Was Paul Bonaparte’s Fool?: The Evidence of Neglected Archives” in"Paul I: A Reassessment of His Life and Reign", ed. Hugh Ragsdale (Pittsburgh: University Center for International Studies, University of Pittsburgh, 1979), 80.
  45. Ir para cima↑ McGrew, "Paul I of Russia", 313-14.
  46. Ir para:a b c Haukeil e Tyrrell, "The History of Russia", 366.
  47. Ir para:a b c McGrew, "Paul I of Russia", 314.
  48. Ir para cima↑ Ragsdale, “Was Paul Bonaparte’s Fool?” in "Paul I: A Reassessment of His Life and Reign", 81.
  49. Ir para cima↑ Ragsdale, “A Continental System in 1801: Paul I and Bonaparte” in "The Journal of Modern History", 81-82.
  50. Ir para cima↑ McGrew, "Paul I of Russia", 318.
  51. Ir para cima↑ Muriel Atkin, “The Pragmatic Diplomacy of Paul I: Russia’s Relations with Asia, 1796-1801” Slavic Review, 38 (1979), 68.
  52. Ir para cima↑ Atkin, “The Pragmatic Diplomacy of Paul I” 68.
  53. Ir para cima↑ Atkin, “The Pragmatic Diplomacy of Paul I” 69.
  54. Ir para cima↑ Ragsdale, “Was Paul Bonaparte’s Fool?” in "Paul I: A Reassessment of His Life and Reign", 88.
  55. Ir para cima↑ Edvard Radzinsky, "Alexander II, The last great tsar", Freepress, 2005, p. 16–17.
  56. Ir para cima↑ "Emperor Paul I of Russia, and his Russian Grand Priory of the Order of Saint John of Jerusalem". http://www.orderstjohn.org/osj/rgps.htm
  57. Ir para cima↑ Zhevakhov, Prince N. D. (1993) "Reminiscences", V.2, p.273. Moscow.

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Paulo I da Rússia
Casa de Holstein-Gottorp-Romanov
Ramo da Casa de Oldemburgo
1 de outubro de 1754 – 23 de março de 1801

Precedido por
Catarina II
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Imperador da Rússia
6 de novembro de 1796 – 23 de março de 1801
Sucedido por
Alexandre I

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Monarcas da Rússia

 

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Paula Lima, cantora e compositora brasileira de MPB e funk

 

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Paula Lima

Paulalima.JPG
Show Samba Chic no SESC Taubaté

Informação geral

Nascimento
10 de outubro de1970 (46 anos)

Origem
São Paulo, São Paulo

País
Flag of Brazil.svg Brasil

Gênero(s)
Samba, soul, funk, samba rock,samba funk, MPB

Ocupação(ões)
cantora, compositora

Instrumento(s)
voz

Período em atividade
1992 - presente

Outras ocupações
apresentadora, atriz

Afiliação(ões)
Funk Como Le Gusta, Thaíde & DJ Hum, Grêmio Recreativo Amigos do Samba, Rock, Funk & Soul, Ed Motta, Seu Jorge, Unidade Bop, Max de Castro, Zomba[1]

Influência(s)
Elza Soares, Ella Fitzgerald,Cassiano, Jorge Ben Jor,Chaka Khan[2], Michael Jackson, Amy Winehouse[3]

Página oficial
PaulaLima.com.br

Paula Lima (São Paulo, 10 de outubro de 1970) é uma cantora e compositora brasileira de MPB e funk.

Índice

Biografia

Segundo a mãe de Paula, ela acordava cantando no berço quando tinha apenas três anos de idade. Ela teve aulas de piano dos sete aos dezessete anos quando se formou pianista. Paula Lima também participava de festivais de canto na escola.

Paula formou-se em Direito no Mackenzie com a intenção de se tornar promotora. Após esse período, cursou também um ano de publicidade na FAAP.

No dia 31 de março de 2005, Paula Lima se casou com Ronaldo Bomfim. O casamento aconteceu na Igreja Santa Teresinha, em Higienópolis, na cidade de São Paulo. Segundo a cantora, a decisão de casar partiu dela, inclusive, a organização da cerimonia que contou com 700 convidados foi feita em apenas 3 meses. A cerimônia contou com personalidades como o seu amigo Seu Jorge.[4] A relação de Paula Lima e seu grande maior vai além do amor, os dois possuem uma empresa juntos, uma lavanderia que foi aberta no ano de 2013.

Em entrevista à revista Contigo!, em janeiro de 2016, Paula Lima revelou que pretende ter um filho ainda nesse ano. Além disso, Paula mostrou que é feliz com seus cachos, com seu corpo e que sabe se valorizar. [5]


“Meu marido é uma pessoa muito familiar e acho que está chegando o momento! Sempre quis, mas nunca foi uma necessidade ser mãe. Agora em 2016, eu quero ter um filho. Ainda não tenho ideia de como vou fazer isso, pois existem várias possibilidades. Não sei se vou gerar naturalmente, adotar ou fazer fertilização. Tudo pode acontecer, sou bem aberta para este tipo de coisa”

Paula Lima sabe o que quer e como quer. Transmite sem medo nem pudor o respeito e o grande prazer em fazer música, e estar a serviço dela; a felicidade em estar no palco, e sua opção por cantar e respirar música. [6]

Carreira [6][7]

Anos 90: Primeiros trabalhos

Em 1992, no terceiro ano de faculdade, Paula participou da primeira banda, a Unidade Móvel, liderada por Eugênio Lima e Will Robson, que mais tarde gerou a Unidade Bop [2], com Paulo Checolli. Com a banda, lançou o CD Quebrando o Gelo do Clube pela gravadora Eldorado[1].

Em 1995, foi convidada por Skowa, a integrar o Grêmio Recreativo Amigos do Samba, Rock, Funk & Soul e, com a banda, participou do CD 23 de Jorge Ben Jor, nas faixas "Princesa" e "Engenho de Dentro". gravou com a dupla de Hip Hop Thaíde & DJ Hum a música Sr° Tempo Bom", no CD "Preste Atenção"[1]. Em 1997, fez parte da banda Zomba.

Entre 1998 e 2000, fez parte da Banda Funk Como Le Gusta participando do CD Roda de Funk. Foi convidada em 2000 por Bernardo Vilhena, diretor artístico da Regata Música, a gravar um CD solo intitulado "É Isso Aí" com Seu Jorge, que cede três músicas inéditas. O disco ainda conta com as participações de Gerson King Combo, Banda Black Rio, Ed Motta, Max de Castro, Ivo Meirelles, Funk'n'Lata e Xis.

Primeiros passos da carreira solo: É isso aí e CD homônimo

Em 2001, Paula Lima deu o pontapé inicial da sua carreira solo. Foi nesse ano que ela lançou o seu primeiro CD solo. Intitulado É Isso Aí,[8] ela ganhou muitos fãs fora do país, pois o CD foi lançado na Europa e no Japão. Devido ao sucesso do álbum, Paula recebeu a indicação como “Cantora Revelação do Ano” pelo Prêmio Multishow.

Em 2003, Paula lançou seu segundo CD solo, no qual levou o seu próprio nome.[9] Ainda no mesmo ano, a cantora marcou presença como uma das convidadas do projeto "Um barzinho e um violão",[10] onde interpretou o hit “Só tinha de ser com você”, com mais de 1 milhão de acessos no YouTube.

2006 - 2009: Consolidação e primeiro projeto ao vivo

Em 2006, Paula Lima foi capa da Revista Latina, conhecida no mundo inteiro, devido ao sucesso do seu terceiro CD solo intitulado Sinceramente. [11]

No dia 19 de agosto de 2008, estreou como jurada no reality show Ídolos, na Rede Record, de onde saiu no ano de 2011, para dar lugar à cantora Luiza Possi.

Em 2009, foi lançado a primeira produção ao vivo de sua carreira, o CD/DVD SambaChic. Essa produção, que foi gravada na Casa das Caldeiras, contou com a participação de Seu Jorge, Dona Ivone Lara e Toni Garrido. [12]

2010 - 2013: Projetos na TV, na rádio, musical Cats e CD Outro Esquema

Em 2010, Paula conciliou o reality show Ídolos com o musical Cats[13], onde interpretou no Teatro Abril, em SP e no Vivo Rio, RJ, a protagonista Grizabella. Elogiado pelo público e pela crítica, o espetáculo se estendeu até o ano de 2011. Ainda em 2011, Paula Lima lançou seu quinto CD, o álbum “Outro Esquema – Inéditas, Remixes e Afins”. [14]

Entre 2011 e 2012, Paula Lima integrou o espetáculo “Samba e Suor Brasileiro”, da Studio3 Cia. de Dança, dirigido por José Possi Neto, com apresentações pelo Brasil e em Paris, na França. Além disso, participou do show “Mulheres do Brasil cantam Chico Buarque”, com elenco composto por Daniela Mercury, Margareth Menezes e Elba Ramalho.[6]

Em 2013, integrou o corpo de comentaristas do Carnaval de São Paulo Globeleza transmitido pela Rede Globo, onde permaneceu até 2015. Em julho de 2013, passou a integrar o corpo de jurados do "Mulheres que brilham" no Programa Raul Gil, do SBT. [6]

2014 - Atualmente: O Samba é do bem e retorno ao suingue “black”

Em 2014, Paula lançou o seu primeiro CD dedicado totalmente ao samba. Intitulado O Samba é do Bem, Paula conquistou grande êxito ao se apresentar na Guiana Francesa e, mais uma vez, no Japão.[15] Esse primeiro projeto dedicado totalmente ao samba rendeu a primeira indicação da cantora ao Grammy Latino.

Em novembro de 2015, Paula Lima lançou seu mais novo hit, a música Fiu Fiu. Composta por Pretinho da Serrinha, Gabriel Moura e Leandro Fab, a canção faz Paula retornar às origens do suingue "black" e estará no seu próximo EP, intitulado Samba Soul.[16] A música faz parte também da trilha sonora do seriado Malhação, exibido pela Rede Globo.[17]O segundo single desse projeto foi lançado em junho de 2016 e se chama "Mil Estrelas." Essa canção foi composta por Ivo Mozart e produzida por Alexandre Kassin no Rio de Janeiro.

No dia 19 de julho de 2016, a cantora retornou ao rádio com o seu aclamado programa, o "Chocolate Quente." Veiculado na Eldorado FM, o programa recebeu o prêmio de Melhor Programa Musical de Rádio em 2013.

Ainda em 2016, Paula Lima assumiu a posição de jurada mais uma vez. Exibido pela Rede Bandeirantes, Paula foi uma das juradas do Miss Universo Brasil 2016, que ocoreu no dia 1° de outubro. Além disso, ela também foi a principal atração musical do concurso, no qual interpretou a música "Fiu Fiu".[18] Também em outubro, no dia 19, Paula Lima foi uma das grandes homengeadas na Festa Nacional da Música, um dos maiores encontros musicais da América Latina, que ocorreu na cidade de Porto Alegre.[19]

  • Teatro Sesi (2010)

  • Teatro Sesi (2010)

Influências

As maiores influências de Paula são Quincy Jones (tanto na carreira de cantor quanto na de produtor de Michael Jackson), Ella Fitzgerald, Elza Soares, Ed Motta, Gilberto Gil,Jorge Ben Jor, Gerson King Combo, entre outros.

Discografia

Com o Unidade Bop
Com o Zomba
Com o Funk Como Le Gusta
Solo
- Discos em estúdio
- Discos ao vivo
  • SambaChic (2009)[12] aprox. 10.000 [22]
DVDs
  • SambaChic (2009) aprox. 10.000 [12] [22]

Como Convidada

Singles

  • 2001 - É Isso Aí
  • 2001 - Eu Quero Ver Você No Baile
  • 2003 - Gafieira S/A
  • 2003 - Foi Para O Seu Bem
  • 2003 - Serenata do Luar (Moonlight Serenade)
  • 2006 - Novos Alvos[27]
  • 2006 - Cuidar de Mim[27]
  • 2006 - Eu Já Notei
  • 2009 - Vou Deixar
  • 2010 - Ela é a Tal
  • 2012 - Sai da Geladeira
  • 2013 - Aliança das Marés (Part. Péricles)
  • 2013 - O Samba é do Bem
  • 2014 - Trilha Sem Fim
  • 2015 - Seja Homem
  • 2015 - Love Affair
  • 2015 - Fiu Fiu [16]
  • 2016 - Mil Estrelas [28]

Turnês

  • Turnê Sinceramente (2006-2008) [29]
  • Turnê Samba Chic (2009-2011) [30]
  • Turnê Outro Esquema (2011-2013) [31]
  • Turnê O Samba é do Bem (2013-2015) [32]
  • Show Fiu Fiu (2015-presente) [33]

Trilhas Sonoras [6][7]

Ano
Música
Título
Observação

2001
Margem da Pele
Amores Possíveis
Filme de Paulo Halm

2003
Moonlight Serenade
Mulheres Apaixonadas
Novela da Rede Globo

2003
Pacto com Baco
Sexo, Amor e Traição
Filme de Renê Belmonte e Emanuel Jacobina

2004
O Olhar do Amor
Seus Olhos
Novela do SBT

2010
Ela é a Tal
Ribeirão do Tempo
Novela da Rede Record

2016
Fiu Fiu
Malhação
Novela da Rede Globo

Prêmios e Indicações[6][7]

Ano
Prêmio
Nomeação
Categoria
Resultado

2001
Prêmio Multishow de Música Brasileira
Paula Lima
Cantora Revelação do Ano
Indicação

2007
Prêmio TIM de Música
Sinceramente
Melhor CD
Indicação

Paula Lima
Melhor Cantora de MPB
Indicação

Troféu Raça Negra
Paula Lima
Melhor Cantora
Venceu

2013
Prêmio APCA
Chocolate Quente
Melhor Programa Musical de Rádio
Venceu

2014
Grammy Latino
O Samba é do Bem
Melhor Álbum de Samba/Pagode
Indicação

Referências

  1. Ir para:a b c d e f Silvio Essinger (12/04/2001). «Paula Lima: o funk-samba-soul brasileiro em superprodução». CliqueMusic.
  2. Ir para:a b «O renascer da black music». Revista Época Edição 174. 17/09/2001.
  3. Ir para cima↑ Fabian Chacur (16/06/2010). «Michael Jackson foi um dos artistas mais completos que já existiram na história da música, diz Paula Lima». R7.
  4. Ir para cima↑ «Paula Lima relembra dia de seu casamento». GloboPlay. Consultado em 2016-02-28.
  5. Ir para cima↑ «Revista Contigo! - "Eu amo meu cabelo, minhas curvas e sei me valorizar"». Contigo!. 2016-01-28. Consultado em 2016-02-28.
  6. Ir para:a b c d e f «Paula Lima | Sunshine Entertainment». www.sunshine.art.br. Consultado em 2016-02-24.
  7. Ir para:a b c «Paula Lima». www.paulalima.com.br. Consultado em 2016-02-24.
  8. Ir para cima↑ «ISTOÉ Gente Online». www.terra.com.br. Consultado em 2016-02-24.
  9. Ir para cima↑ «Folha Online - Ilustrada - Paula Lima lança segundo CD da carreira em São Paulo - 09/06/2003». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 2016-02-24.
  10. Ir para cima↑ «Ficha técnica completa - Um Barzinho, Um Violão 2 - 2015 | Filmow». filmow.com. Consultado em 2016-02-24.
  11. Ir para cima↑ «Quem». revistaquem.globo.com. Consultado em 2016-02-25.
  12. Ir para:a b c «Samba Chic - DVD». www.saraiva.com.br. Consultado em 2016-02-25.
  13. Ir para cima↑ «'Cats' ganha adaptação brasileira com cantora Paula Lima». Portal Terra. 25 de fevereiro de 2010.
  14. Ir para cima↑ «Paula Lima apresenta novo disco "Outro Esquema"; veja show». Terra. Consultado em 2016-02-25.
  15. Ir para cima↑ «Cantora Paula Lima lança novo disco dedicado ao samba». radio.estadao.com.br. Consultado em 2016-02-25.
  16. Ir para:a b «Paula Lima lança o single "Fiu Fiu" em São Paulo». Batucada Comunicação. Consultado em 2016-02-25.
  17. Ir para cima↑ «Paula Lima emplaca sucesso em Malhação - Visto Livre». vistolivre.com. Consultado em 2016-10-15.
  18. Ir para cima↑ "Saiba tudo o que rolou no Miss Brasil 2016" (em pt-BR). Ego.
  19. Ir para cima↑ «Paula Lima vai receber homenagem na Festa da Música - Visto Livre». vistolivre.com. Consultado em 2016-10-15.
  20. Ir para cima↑ «Paula Lima». CliqueMusic.
  21. Ir para cima↑ http://www.mrbongo.com/products/diva-paulista
  22. Ir para:a b c d «Tiragens da cantora Paula Lima».
  23. Ir para cima↑ «Notas Musicais: Paula Lima prepara 'Samba soul', EP digital que tem quatro músicas inéditas». www.blognotasmusicais.com.br. Consultado em 2016-02-25.
  24. Ir para cima↑ Revista Trip Vol. 14,Nº 91 Trip Editora e Propaganda SA [S.l.] 2001, ISSN 1414-350X.
  25. Ir para cima↑ «Diego Moraes, vice-campeão de Ídolos, lança CD e DVD». A Tarde. 22/06/2010 às 12:15.
  26. Ir para cima↑ «Bastidores das Gravações - Paula Lima e Leci Brandão - Sambabook Martinho da Vila». Sambabook Martinho da Vila. Consultado em 2016-02-25.
  27. Ir para:a b «Paula Lima lança o CD Cuidar de mim». Paraná Online. Consultado em 2016-02-25.
  28. Ir para cima↑ «Paula Lima é atração do Trajeto Lumen Ao Vivo de Junho - Lumen FM 99.5». www.lumenfm.com.br. Consultado em 2016-06-16.
  29. Ir para cima↑ «Paula Lima abre turnê em SP | Ofuxico». www.ofuxico.com.br. Consultado em 2016-02-25.
  30. Ir para cima↑ «Território Eldorado :: Música :: Paula Lima encerra turnê de 'Samba-Chic' no MPB Café; ouça show!». www.territorioeldorado.limao.com.br. Consultado em 2016-02-25.
  31. Ir para cima↑ «Paula Lima apresenta novo disco "Outro Esquema"; veja show». Terra. Consultado em 2016-02-25.
  32. Ir para cima↑ «Paula Lima apresenta turnê ‘O Samba é do Bem’ na Capital - Notícia - Dia-a-Dia Revista». www.revistadiaadia.com.br. Consultado em 2016-02-25.
  33. Ir para cima↑ «Sesc Pinheiros recebe Paula Lima para o Lançamento do EP “Samba Soul”». Site Obras de Arte. Consultado em 2016-02-25.

Ligações externas

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ve

Ídolos

Exibição na Rede Record  • Exibição no SBT

Temporadas
1 (2006)  • 2 (2007)  • 3 (2008)  • 4 (2009)  • 5 (2010)  • 6 (2011)  • 7 (2012)

Jurados
Arnaldo Saccomani (2006—2007)  • Miranda (2006—2007)  • Cyz (2006—2007)  • Thomas Roth (2006—2007)  • Luiz Calainho (2008—2010)  • Paula Lima (2008—2010)  • Marco Camargo (2008—2012)  • Luiza Possi (2011)  • Rick Bonadio (2011)  • Fafá de Belém (2012)  • Supla (2012)

Apresentadores
Beto Marden (2006—2007)  • Lígia Mendes (2006—2007)  • Rodrigo Faro (2008—2011)  • Marcos Mion (2012)

Vencedores
Leandro Lopes  • Thaeme Mariôto  • Rafael Barreto  • Saulo Roston  • Israel Lucero  • Henrique Lemes  • Everton Silva

Vice-vencedores
Lucas Poletto  • Shirley Carvalho  • Rafael Bernardo  • Diego Moraes  • Tom Black  • Higor Rocha  • Leonardo Cavalcante e Quinara Vizeu

Participantes notáveis
Lana Rodes  • Chay Suede

Emissoras
SBT  • Record

 

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