A expectativa do governo para novos aportes em financiamentos do Projeto Crescer, que prevê a concessão de projetos de infraestrutura à iniciativa privada, é de R$ 30 bilhões, sendo que R$ 12 bilhões virão do Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS) e um montante entre R$ 10 bilhões e R$ 20 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A emissão de debêntures será usada como instrumento de captação de recursos.
Paulo Caffarelli (BB), Mauricio Quintella (MInistério dos Transportes), Moreira Franco (PPI), Fernando Filho (Minas e Energia), Gilberto Occhi (Caixa), e Maria Silvia Bastos Marques (BNDES), falam à imprensa no Palácio do Planalto Antonio Cruz/ Agência Brasil
De acordo com o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, o volume de recursos disponíveis pode aumentar, de acordo com o interesse de outros bancos.
“Estamos considerando R$ 30 bilhões inicialmente mas, temos também o Banco do Brasil, os bancos privados, e há possibilidade de novos investidores. Então, o volume de recursos disponível é imensurável por conta do apetite dos demais bancos a entrarem nesse negócio. Acreditamos que a qualidade dos projetos, as decisões que o governo federal está tomando para qualificar o processo vão atrair novos investidores e vamos ter condições de ter um volume muito maior”, disse.
Saiba Mais
O governo anunciou hoje (13) mudanças na forma de financiamento de longo prazo para os projetos de concessão. Na fase das obras, o risco de crédito será assumido pelos bancos, inclusive o BNDES, a Caixa e o Banco do Brasil.
O novo modelo também contará com a participação dos bancos privados e de outras fontes financiadoras, o que, segundo o governo, exigirá projetos bem qualificados e que apresentem taxas de retorno adequadas às condições de captação do mercado.
As garantias do financiamento serão compartilhadas entre credores e debenturistas, para minimizar os riscos dos financiadores de longo prazo. Segundo Occhi, a emissão de debêntures será desburocratizada. “Qualquer projeto inserido no PPI já pode ter autorização automática para a emissão de debentures. Isso acelera e ajuda na captação desses recursos”, disse.
Empréstimos
Segundo o presidente do Banco do Brasil, Paulo Cafarelli, a principal mudança no modelo de financiamento é que não haverá mais o chamado empréstimo ponte, que era concedido no início da operação para que fosse liquidado no futuro por um empréstimo definitivo. “Acontece que muitas coisas mudavam no meio do caminho, e tivemos alguns casos que totalizam mais de 4 bilhões de empréstimos feitos que acabaram não se concluindo”, disse. Segundo Cafarelli, o objetivo é que os financiadores do projeto sejam definidos desde o início
A previsão é que seja feita uma fiança bancária por bancos públicos ou privados para garantir o financiamento do início da obra até que o projeto comece a ter lucro. “A partir do momento que o projeto comece a gerar recebíveis, a fiança deixa de existir. Como temos poucos grandes bancos no Brasil hoje, esse processo acaba fazendo com que os bancos tenham um giro mais rápido, e a rotatividade dessa fiança poderá ser direcionada para outros projetos”, disse Cafarelli.
Agência Brasil
Greve dos bancários continua após reunião terminar sem acordo
A greve dos bancários, iniciada na última terça-feira (6), deve continuar, após nova reunião entre a categoria e os bancos terminar sem acordo nesta terça (13).
A Fenaban (braço sindical da Febraban, que representa os bancos) manteve a proposta apresentada na sexta-feira (9), em que oferece reajuste salarial de 7% mais abono de R$ 3.300.
Os trabalhadores pedem reajuste de 5% mais a inflação no período, que até agosto foi de 9,62%, além do equivalente a um salário mínimo de benefícios como vale refeição, vale alimentação e auxílio creche.
Uma nova rodada de negociações foi marcada para esta quinta-feira (15).
Cerca de 12 mil agências aderiram à paralisação, número que representa 51% de todas as agências do Brasil, segundo a Contraf-CUT (confederação que representa os trabalhadores do setor financeiro). A mobilização cresceu 4% na comparação com segunda-feira (12), diz a entidade.
"Vamos reforçar a nossa mobilização em todo o país e esperamos que os bancos apresentem uma proposta que contemple nossa pauta na próxima reunião", diz, em nota, Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT.
Em 2015, os bancários pararam por 21 dias e conseguiram um reajuste de 10%, com ganho real de 0,11%.
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O QUE OS BANCÁRIOS PEDEM
>>> reajuste - 5% mais a inflação de 9,62%
>>>benefícios - R$ 880 em vales-alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche
>>>piso - R$ 3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese)
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O QUE OS BANCOS OFERECEM
>>> reajuste - 7% sobre salário e benefícios
>>>abono - R$ 3.300
>>>piso - R$ 2.856,31
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BANCOS DURANTE A GREVE
1 - Pagar contas
O cliente do banco pode utilizar internet banking e aplicativos para celular do banco para efetuar o pagamento. Para isso, confira se as senhas os aplicativos estão funcionando e vá a agências ainda não paralisadas para atualizá-las. Os caixas eletrônicos e correspondentes bancários, como agências lotéricas, Correios e até alguns supermercados também recebem pagamentos de contas
Em caso de dificuldade, o cliente pode entrar em contato com a empresa e pedir alternativas para realizar o pagamento. É importante registrar o pedido, enviando por e-mail ou anotando o número de protocolo de atendimento. Caso o fornecedor não dê opções para pagar a conta, o consumidor deve usar esses documentos para reclamar junto a um órgão de defesa do consumidor.
2 - Transferências de dinheiro
É possível fazer por internet banking, celular, caixa eletrônico e atendimento por telefone.
Atenção: os valores das transferências podem ser limitados por esses canais, dependendo do seu perfil de renda e padrão de gastos. Se existe a previsão de uma transferência nos próximos dias, procure uma agência que ainda esteja funcionando
3 - Investimentos e resgates
Também podem ser feitos por internet, aplicativo, caixa eletrônico e central de atendimento por telefone. Seja qual for o canal de atendimento, lembre-se de pesquisar o rendimento oferecido e as taxas cobradas para aplicar ou resgatar o dinheiro aplicado
4 - Empréstimos e financiamentos
Os bancos também oferecem crédito pessoal em condições pré-aprovadas nas plataformas de atendimento eletrônico. Lembre-se, no entanto, que as taxas nessas modalidades costumam ser altas e devem ser usadas apenas em emergências.
Para quem precisa renegociar dívidas, os grandes bancos oferecem plataformas de renegociação sem atendimento ou então permitem o envio de propostas pela internet.
A documentação para financiamento imobiliário é entregue na agência. Esse tipo de crédito tende a ficar suspenso durante a greve.
Fonte: Folha Online - 13/09/2016 e Endividado
Empresa é indenizada por ter crédito restringido em função de dívida que não contraiu
por Américo Wisbeck, Ângelo Medeiros, Daniela Pacheco Costa, Maria Fernanda Martins e Sandra de Araujo
A 6ª Câmara Civil do TJ fixou em R$ 25 mil o valor da indenização, por danos morais, conferida a uma empresa que teve seu nome indevidamente colocado no cadastro de restrição de crédito. Consta nos autos que terceiros utilizaram seus dados para contratar uma linha telefônica. Os boletos seguiam para a empresa, que nunca se preocupou em quitá-los já que que não havia contratado o serviço.
A desembargadora Denise Volpato, relatora do acórdão, ressaltou o dano causado à empresa autora que, durante anos e por diversas vezes, teve seu nome no rol de maus pagadores por causa desta dívida que não contraiu. A desembargadora afirmou que uma empresa do porte da telefônica, com alta capacidade tecnológica, jamais poderia cair em erro tão grosseiro.
"As indenizações arbitradas em valores ínfimos se comparados aos lucros obtidos pelas concessionárias de serviços públicos, são de todo iníquas à finalidade pedagógica do instituto, servindo muito mais como um estímulo à manutenção de serviços defeituosos e práticas desidiosas dos fornecedores de serviços públicos", explicou, ao majorar o valor da indenização, inicialmente arbitrada em R$ 5 mil. A decisão foi unânime. (Apelação n. 0006337-59.2011.8.24.0039)
Fonte: TJSC - Tribunal de Justiça de Santa Catarina - 13/09/2016 e Endividado
Banco criado por BB e Bradesco lança cartão para concorrer com Nubank
por Marina Gazzoni
Por meio da Elo Participações, bancos fundaram o CBSS em 2014 com foco na baixa renda, mas projeto se transformou e agora está voltado ao público jovem; com cartão sem anuidade e gerido em app, instituição quer concorrer com startups financeiras
O banco CBSS, uma nova instituição financeira controlada indiretamente por Banco do Brasil e Bradesco, colocou no ar sem fazer alarde um sistema digital para venda e gestão de cartão de crédito. Batizada de Digio, a plataforma lembra a proposta do Nubank, uma startup brasileira que oferece cartão de crédito sem anuidade e com gestão no aplicativo. O banco já recebeu 100 mil pedidos de cartão de crédito e emitiu cerca de 20 mil plásticos, apurou o ‘Estado’ com uma fonte próxima à companhia.
O banco CBSS é mais uma empresa criada em conjunto por Banco do Brasil e Bradesco por meio da holding Elo Participações (Elopar). A holding também é dona da Alelo, de benefícios, da companhia de fidelidade Livelo, da Stelo, de pagamentos, e da Movera, de microcrédito. Os dois bancos também são acionistas da Cielo e da bandeira de cartões Elo, que tem ainda a Caixa Econômica como sócia.
Criado em maio de 2014, o banco CBSS nasceu para ser uma instituição focada na população de baixa renda. Hoje o projeto se transformou em um banco enxuto, focado no cliente que está começando sua vida financeira, especialmente o público jovem, de qualquer faixa de renda, apurou o Estado. Com uma estrutura separada da operação do Bradesco e Banco do Brasil, o banco CBSS se tornou uma espécie de fintech (uma startup do setor financeiro), focada em criar e testar novas tecnologias para o setor bancário.
Por meio do site ou de um aplicativo no celular, o cliente pode solicitar um cartão de crédito. Por enquanto, a única opção é a bandeira Visa, mas as demais bandeiras também estarão disponíveis. Todo o processo é feito na plataforma virtual – os documentos são digitalizados e a foto do cadastro pode ser um selfie. O cliente pode aumentar ou diminuir o limite do cartão no app e até informar um roubo ou perda do cartão.
Além do modelo tradicional de avaliação de crédito dos bancos, o processo de liberação de crédito inclui também uma análise do perfil do cliente em redes sociais.
O nome CBSS é provisório e deverá ser trocado – Digio é uma das possibilidades, apurou o Estado. No futuro, o banco também oferecerá cartões pré-pagos, empréstimos pessoais e seguros. O banco CBSS e a Livelo já avaliam a criação de um programa de fidelidade para os usuários do cartão do banco.
Além da plataforma Digio, os produtos do banco CBSS são vendidos nas cerca de 140 lojas da financeira Ibi, incorporada em 2011 à holding Elopar. O presidente da Ibi, Carlos Giovane Neves, está também à frente das operações do banco CBSS.
Procurado, o banco CBSS informou que a “Digio é uma plataforma digital de meios de pagamento criada para proporcionar uma nova experiência de uso do cartão de crédito desde o momento da solicitação via celular até a gestão dos gastos em tempo real de forma simples, ágil e segura”. A instituição disse ainda que o produto está em fase piloto e deve ser lançado oficialmente “em breve”.
Corrida. Os bancos estão no meio de uma corrida por inovação. Desafiados por startups que usam estruturas enxutas para vender serviços financeiros, eles estão investindo em soluções similares às das startups e até mesmo adquirindo empresas inovadoras. O Santander, por exemplo, comprou a ContaSuper, startup que oferece uma conta digital. O Bradesco está criando o Next, um banco digital focado no público jovem.
Para o coordenador do Centro de Estudos de Private Equity e Venture Capital da FGV, Newton Campos, o movimento dos bancos reflete uma nova demanda do consumidor. Os clientes querem menos burocracia nos serviços bancários e mais transparência dos bancos na cobrança de taxas. “O nome do jogo é simplicidade”, afirma campos.
Ao comprarem ou criarem suas próprias startups, uma das tendências é que essas estruturas funcionem separadamente da operação dos bancos, explica Guilherme Horn, diretor executivo de Inovação da consultoria Accenture. “As grandes empresas têm vícios e burocracias no seu modelo de gestão. As fintechs vêm com um novo modelo mental. É uma forma de rejuvenescer a cultura do banco”, disse Horn.
O Santander, por exemplo, mantém a ContaSuper com gestão independente, mas já começou a oferecer os seus serviços nas agências do banco. “Nós unimos a leveza da startup com a solidez do banco”, diz Ezequiel Archipretre, presidente da ContaSuper. A previsão é chegar ao fim do mês com 700 mil contas abertas, contra 350 mil registradas em janeiro de 2015, quando o Santander investiu na empresa. Entre os principais públicos alvo estão jovens, prestadores de serviços e clientes do interior do País, onde a rede de agências é menor.
Fonte: Estadão - 13/09/2016 e Endividado
Exclusivo: Léo Pinheiro confessa
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Tecnologia influencia compras de consumidores de todas as idades
por Cristine Pires
Pesquisa da Associação Brasileira de Automação – GS1 Brasil revela que conexão e atenção ao mercado estão presentes em todas as faixas etárias
Não importa a idade do consumidor. Todos estão cada vez mais conectados e têm suas vidas impactadas pela tecnologia na hora das compras. É o que revela a terceira edição do estudo semestral “Consumidores e Empresas: Tendências e comportamento no mercado nacional”, realizada pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil. O estudo ouviu 425 pessoas das classes A, B, C, D e E, todos usuários de celulares e smartphones . “A apuração revela que, independentemente da faixa etária, hoje temos um consumidor muito mais conectado e atento ao mercado”, destaca o presidente da GS1 Brasil, João Carlos de Oliveira.
A utilização de redes sociais, aplicativos de comunicação e mapas são apontadas como ferramentas que facilitam a vida das pessoas, que cada vez mais procuram automatizar seu dia a dia com novas tecnologias. Tudo o que o consumidor pode acessar para agilizar suas atividades, ele está disposto a fazê-lo. Computador (74%), relógio (64%), itens para saúde (50%) e a iluminação da casa (60%) foram citados pelos entrevistados como importante ou essencial para estarem conectados a seu smartphone.
A internet das coisas é outra tecnologia que veio para ficar e influencia cada vez mais a vida dos brasileiros, inclusive no que diz respeito a seus hábitos de compra. “A utilização do celular é constante e possibilitou um mundo de informações na palma da mão doconsumidor que está mais exigente e quer saber o máximo sobre o que consome”, explica Oliveira. Os números comprovam essa tendência. Segundo a percepção de 72% dos entrevistados, na hora de realizar uma compra, a decisão é mais racional do que emocional, e a dupla preço e qualidade ainda é o principal quesito que sempre ou quase sempre buscam: 86% querem informações dequalidade e 81% procuram preços.
Para o consumidor, ter acesso a dados adicionais sobre produtos antes da compra é essencial. Do total de entrevistados, 83% declararam utilizar a internet para isso, enquanto 41% preferem ir pessoalmente às lojas, 22% se baseiam na opinião de parentes e amigos e 21% usam aplicativos de smartphones para este fim. Os resultados demonstram a tecnologia ganhou espaço, mas continuará coexistindo com as compras presenciais.
Das 550 empresas com faturamento superior a R$ 60 mil - representantes dos setores de alimentos (41%), indústria (37%) e saúde (22%) – que participaram do estudo, a maior parte percebe aonde o público-alvo busca informações e a importância de ter essas informações disponíveis nos mais diversos formatos e plataformas. Entre as empresas que participaram da pesquisa, a maioria (67%) tem consciência de que o consumidor está mais rigoroso quanto à qualidade dos produtos.
Segundo a percepção das companhias consultadas, o rótulo ainda é o meio mais utilizado pelos compradores para se manterem informados (78%), seguido pelo website da empresa (75%) e as redes sociais (68%).
Os pontos de contato entre a empresa e o consumidor tendem a crescer no futuro, segundo a visão das empresas, principalmente por meio ao acesso de aplicativos. É nesse momento que as companhias percebem a importância de facilitar a consulta aos produtos disponíveis de forma clara e acessível a todos. Além disso, os aplicativos e as redes sociais são as formas mais fáceis de aproximar-se do consumidor final.
Uma maneira eficiente para alcançar esse objetivo é a utilização do Cadastro Nacional de Produtos (CNP), ferramenta criada pela GS1 Brasil para auxiliar a indústria e o varejo no cadastro e gerenciamento de informações. Com as informações reunidas em um único local, os fabricantes têm a segurança de dados uniformes e compartilhados com uma linguagem única em todos os canais.
Sobre o Cadastro Nacional de Produtos
O Cadastro Nacional de Produtos (CNP), ferramenta on-line desenvolvida pela GS1 Brasil - Associação Brasileira de Automação, auxilia empresas no cadastro de produtos e na gestão do seu portfólio. A ferramenta é intuitiva e facilita a geração e a impressão de diversos tipos de código de barras.. A plataforma da GS1 Brasil permite que o empresário cadastre a numeração dos produtos e de suas localizações físicas na web para obter, a partir dela, melhor gerenciamento, uma vez que as informações estarão reunidas em um mesmo local. As informações cadastradas ficam armazenadas em nuvem, o que proporciona uma série de benefícios aos associados da entidade, entre eles evitar o risco de perda dos itens que ficavam armazenados nos computadores.
“Trabalhamos diariamente para que, cada vez mais, associados e colaboradores tenham informações padronizadas, reais e confiáveis tanto dentro do seu próprio negócio, quanto com dados do mercado em que o associado está inserido”, destaca João Carlos de Oliveira, presidente da GS1 Brasil. É a isso que se propõe o CNP, que passou por uma atualização importante e funciona em uma versão a partir deste ano.
O cadastro funciona por meio das chaves de identificação conhecidas como GTIN (Número Global de Item Comercial) e GLN (Número Global de Localização). O GTIN é um identificador para itens comerciais desenvolvido e controlado pela GS1. Também conhecido por código EAN, é atribuído para qualquer item (produto ou serviço) que possa ser precificado, pedido ou faturado em qualquer ponto da cadeia de suprimentos. O GTIN também é utilizado para recuperar informação pré-definida e abrange desde as matérias-primas até produtos acabados. Já o GLN é uma referência que identifica qualquer localização legal ou física, funcional ou operacional dentro de uma empresa ou entidade organizacional, tais como: companhias inteiras, subsidiárias, filiais, divisões ou escritórios regionais. O GLN também possibilita identificar localizações funcionais ou operacionais na empresa, caso de um departamento de contabilidade, um armazém ou portão de armazém, um ponto de entrega, um ponto de transmissão ou, até mesmo, indivíduos específicos, quando necessário.
Tutorial do CNP (acesse os links abaixo)
Como cadastrar um usuário
Como cadastrar um produto
Como gerar uma etiqueta
Como importar uma lista
Sobre a GS1 Brasil
A GS1 Brasil - Associação Brasileira de Automação é uma organização sem fins lucrativos que representa nacionalmente a GS1 Global. Em todo o mundo, a GS1 é responsável pelo padrão global de identificação de produtos e serviços (Código de Barras e EPC/RFID) e comunicação (EDI e GDSN) na cadeia de suprimentos, tem seu padrão adotado em 150 países e possui sedes em 112 deles. Além de estabelecer padrões de identificação de produtos, a associação oferece serviços e soluções para as áreas de varejo, saúde, transporte e logística. A organização brasileira tem mais de 58 mil associados. Mais informações em www.gs1br.org.
Fonte: GS1 Brasil - 13/09/2016 e Endividado
Distribuidora de bebidas indenizará clientes por suposto sapo em lata de refrigerante
por Américo Wisbeck, Ângelo Medeiros, Daniela Pacheco Costa, Maria Fernanda Martins e Sandra de Araujo
A 2ª Câmara Civil do TJ fixou em R$10 mil a indenização por danos morais devida por uma distribuidora de bebidas de Joinville a dois clientes que encontraram um corpo estranho dentro da lata de refrigerante após o consumo. Os autores alegaram que o corpo estranho localizado no recipiente era semelhante a um sapo, o qual poderia ser venenoso e causar danos a saúde. Afirmaram, ainda, que a distribuidora levou a lata e nunca mais deu satisfação sobre o caso.
Em sua defesa, a empresa argumenta que não há provas de que a bebida causou mal estar aos autores. Contudo, a própria ré informou em análise laboratorial que o alimento estava contaminado. O desembargador Sebastião César Evangelista, relator da matéria, ressaltou que a empresa cometeu uma falha grave nos cuidados com a higiene de produto alimentício, portanto deve ser responsável pelos danos causados aos seus clientes.
"Configura ato ilícito e gera o dever de indenizar quando o autor, após efetivamente consumir o produto adquirido, verifica que esse se encontra contaminado ou de outra forma impróprio para o consumo, por causar-lhe o sentimento de repulsa, repugnância e desconforto", concluiu o magistrado. A decisão foi unânime (Apelação n. 0047205-19.2010.8.24.0038).
Fonte: TJSC - Tribunal de Justiça de Santa Catarina - 13/09/2016 e Endividado