Rotativo do cartão quer deixar de ser vilão do endividamento

Setor estuda limitar o uso do rotativo por até 90 dias
O limite de até 90 dias para o uso do crédito rotativo do cartão de crédito que vem sendo estudado pelo setor é uma forma de os bancos e administradoras de cartões garantirem a contratação de outra dívida com juros menos extorsivos por parte dos inadimplentes. É o que já fazem algumas instituições financeiras para quem paga apenas uma parte do valor da fatura, os 15% obrigatórios.
Ao mesmo tempo que garante o recebimento do débito, o setor tenta melhorar a imagem diante do rombo nas finanças que significa esta modalidade de crédito pré-aprovada cujos juros, em alguns casos, superam os 700% ao ano.
A proposta em estudo é domar este vilão do endividamento, mantendo o rotativo apenas como crédito emergencial e transferir a dívida para outras modalidades de crédito a partir de um determinado período.
O uso do cartão de crédito facilita a vida do consumidor, mas é um dos créditos que mais ameaçam o orçamento quando mal utilizado;
Se você extrapolou os limites e já está endividado com o uso do cartão, siga as dicas para reduzir os danos sem abrir mão de seus direitos:
– Ao sair para as compras deixe os cartões em casa se não conseguir mais pagar o total da fatura e começar a pagar só o valor mínimo.
– Caso tenha diversos cartões avalie a possibilidade de ficar com apenas um. Peça o cancelamento dos demais.
– Minimize os custos. Renegocie os valores de anuidade.
– Recorra ao banco onde tem conta para negociar um empréstimo pessoal para quitar a dívida do cartão, pois os juros são mais em conta do que os cobrados pela administradora do cartão.
– Procure a administradora de cartão para negociar os juros e faturas em atraso.
– Na renegociação imediata, você poderá parcelar de 2 a 10 vezes os valores devidos de acordo com a nova condição econômica.
– Caso a proposta apresentada tenha juros abusivos, procure as entidades de defesa do consumidor ou juizados especiais. No caso de pequenas e médias empresas, o recurso é o Judiciário.
– Após você negociar sua dívida, nenhuma taxa a mais poderá ser cobrada. Recorra aos órgãos de defesa do consumidor, ou ao Juizado Especial Cível (para ações que envolvam até 40 salários mínimos) caso o acordo não seja respeitado.
Fonte: Estadão - 13/09/2016 e Endividado

 

Lula é alvo

Ueslei Marcelino/Reuters

Investigadores da Lava Jato devem anunciar na tarde de hoje uma denúncia contra o ex-presidente Lula. A operação busca concluir pelo menos uma acusação criminal contra o petista.
A investigação tem como base o tríplex no Guarujá, reservado à família do ex-presidente e reformado pela OAS, e as obras no sítio em Atibaia, também frequentado por Lula. Ele tem afirmado que nunca cometeu qualquer ato ilegal e que é perseguido politicamente pela Lava Jato. Leia mais

 

Inelegível por oito anos

Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Depois da cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a Procuradoria-Geral da República quer endurecer as negociações em um eventual acordo de deleção premiada com o ex-presidente da Câmara. Ele perdeu o foro privilegiado e está inelegível por oito anos.
Nos bastidores, Cunha discutiu com advogados sobre a possibilidade de delatar, mas ele nega isso publicamente. Para integrantes da PGR, um acordo não seria bom para a instituição nesse momento, a não ser que o peemedebista apresente muitas provas e devolva o dinheiro desviado, que é cerca de R$ 150 milhões. Leia mais

 

Mais um impeachment?

Pedro Ladeira-9.mar.2016/Folhapress

E vai ter mais impeachment por ai? O alvo agora é o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. Dois pedidos de impedimento contra Mendes foram solicitados ao Senado.
A justificativa é que o ministro adotou uma conduta partidária e parcial nos julgamentos das cortes e, em diversos momentos, atuou em favor dos interesses do PSDB e contra o PT. Um dos pedidos foi feito por Roberto Amaral, ex-ministro de Ciência e Tecnologia do governo Lula. Quem deve decidir se aceita ou não o documento é o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Leia mais

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