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DATAFOLHA/UOL (11): PERCEPÇÃO DOS ELEITORES DO RIO SOBRE PERFIL DOS CANDIDATOS A PREFEITO!

1. O que mais defenderá os ricos: Pedro Paulo (PMDB): 19%; Flávio Bolsonaro (PSC): 11%; Marcelo Crivella(PRB): 9% / O que faz mais promessas que não pode cumprir: Pedro Paulo (PMDB): 20%; Marcelo Crivella (PRB): 10%; Jandira Feghali (PCdoB): 6%; Flávio Bolsonaro (PSC): 5%
2. O mais inteligente: Marcelo Crivella (PRB): 27%;  Marcelo Freixo (PSOL): 10%;  Flávio Bolsonaro (PSC): 8%;  Jandira Feghali (PCdoB): 6%; Índio da Costa (PSD): 6%;  Pedro Paulo (PMDB): 5% / O mais indeciso: Pedro Paulo (PMDB): 9%;  Índio da Costa (PSD): 7%;  Marcelo Crivella (PRB): 6%;  Flávio Bolsonaro (PSC): 6%;  Jandira Feghali (PCdoB): 5%; Carlos Osorio (PSDB): 5%; Cyro Garcia (PSTU): 5%.
3. O mais realizador:  Marcelo Crivella (PRB): 29%;  Marcelo Freixo (PSOL): 6%;  Pedro Paulo (PMDB): 6%;  Jandira Feghali (PCdoB): 5%; / O mais moderno e inovador: Marcelo Crivella (PRB): 15%; Índio da Costa (PSD): 10%; Marcelo Freixo (PSOL): 9%; Pedro Paulo (PMDB): 9%;  Flávio Bolsonaro (PSC): 8%; Jandira Feghali (PCdoB): 5%.
4. O que mais defenderá os pobres:  Marcelo Crivella (PRB): 33%; Jandira (PCdoB): 10%; Marcelo Freixo (PSOL): 7% / O mais autoritário: Flávio Bolsonaro (PSC): 28%; Marcelo Crivella (PRB): 9%; Pedro Paulo (PMDB): 9%; Jandira Feghali (PCdoB): 5%  
5. A pesquisa quis saber dos eleitores ainda qual dos candidatos está se saindo melhor na propaganda eleitoral. Veja abaixo os resultados (estão listados apenas os candidatos que obtiveram mais de 5% das menções): Marcelo Crivella (PRB): 27%; Pedro Paulo (PMDB): 13%; Índio da Costa (PSD): 13%; Jandira Feghali (PCdoB): 10%; Flávio Bolsonaro (PSC): 6%; Marcelo Freixo (PSOL): 5%  

 

Ex-Blog do Cesar Maia

OITO ESTRATÉGIAS ELEITORAIS!

Thomas Holbrook: Pensamentos selecionados de seu livro: "As campanhas são importantes?"
1. Como o valor da informação diminui com o aumento do volume de informações, os eventos que acontecem no início do período de campanha têm um potencial maior de influenciar os eleitores do que os eventos que ocorrem na parte final. "Lei" do rendimento decrescente das informações.
2. A opinião básica sobre os candidatos não vai mudar na fase final.
3. Os partidos na campanha não são fonte de informação. A campanha é centrada no candidato.
4. O eleitor conservador é mais constante que o de esquerda.
5. Os últimos a decidir (indecisos) não tendem a votar no candidato do governo.
6. Regra básica: nunca pise em sua própria história.
7. Debate só tem importância em disputa muito acirrada.
8. Expectativa de quem vai ganhar pode influenciar indecisos na reta final.

 

Ex-Blog do Cesar Maia

Mais de 60% dos partos no Rio são de mães solteiras

blog

Deu na coluna de Ancelmo Gois, no GLOBO:

Mãe solteira
O Rio é a segunda capital do país com a maior população de mães solteiras no momento do nascimento dos bebês: 61,6%, segundo estudo da FGV/DAPP. Só Manaus tem percentual maior: 70,1%. São Paulo aparece em 12º lugar, com 41,2%.
O estudo, coordenado pelo diretor Marco Aurelio Ruediger, foi feito com base em dados do DataSUS.

Segue…
O Rio também é a capital do Sudeste com o maior número de crianças nascidas de mães com menos de 20 anos (16,29%), e que estudaram por menos de oito anos (19,16%).

Ou seja, mães jovens, às vezes adolescentes, e solteiras, sem a presença de um pai para ajudar na criação do filho. Como pode dar certo? Talvez nas hostes feministas isso pareça legal. Talvez a esquerda caviar pense numa Jane Fonda ou numa Madonna, com um séquito de babás, quando falam em “mãe solteira”, como se fosse uma conquista das mulheres.

Mas a realidade é bem diferente. Na prática, estamos falando de crianças que vêm ao mundo sem uma estrutura familiar devida, sem um pai para contribuir não só com a renda familiar, mas principalmente com a educação dos filhos, impondo limites, representando a Lei dentro de casa.

Aquilo que parece apenas descolado para as elites é uma triste realidade nos guetos, nas favelas. Essas crianças terão, com probabilidade muito maior, problemas na formação, dificuldade de introjetar certos valores, estarão mais inclinadas às drogas, ao crime. A destruição da família é um dos temas mais relevantes da era moderna. E os “progressistas” acham charmoso falar em maternidade independente…

Nos Estados Unidos, mais de 70% dos negros nascem fora do casamento, sem os pais. Essa proporção era de 25% quando começou o projeto “progressista” da Grande Sociedade, que passou a fornecer incentivos às mães negras solteiras. Eis o resultado, com ligação direta na taxa de criminalidade deles: com apenas 13% do total da população, os negros são responsáveis por cerca de 40% dos crimes, dependendo do estado. Isso não tem nada a ver com escravidão ou racismo, mas com cultura.

Valores morais. Eis o que precisa ser resgatado no mundo de hoje. Aquela coisa “antiquada” chamada família tradicional, com papai, mamãe, vovô, vovó, tios, primos, enfim, o núcleo que sempre representou não só um ambiente mais seguro para a formação dos jovens, como também um foco de resistência aos anseios totalitários de governos.

A esquerda aplaude essa situação lamentável, pois muitos desses filhos serão eleitores dos populistas amanhã, em busca de privilégios, de “direitos” de quem acha que basta chorar para ser recompensado. Mas esse é um modelo terrível e insustentável, em que a própria criança é a maior vítima, e seus pais os grandes responsáveis pela tragédia, com os aplausos dos grupos esquerdistas irresponsáveis.

Rodrigo Constantino

 

O garçom de Lula e o sobrinho de Delfim

A PF está negociando com os donos da Schahin uma nova colaboração premiada. Segundo o Estadão, “o objetivo é esclarecer pagamentos do grupo empresarial para investigados como Carlos Cortegoso (o garçom de Lula)...” [leia mais


Kit obstrução

Eduardo Cunha será cassado hoje à noite. Ou amanhã. Ou no mês que vem. A sessão que deve decidir seu destino será aberta às 19 horas, desde que... [veja mais


Os réus do assassinato de Celso Daniel

Marcos Valério e Delúbio Soares prestam depoimento ao juiz Sergio Moro, às duas da tarde. Eles serão interrogados sobre os 12 milhões de reais de propina do Banco Schahin ao PT, usados para comprar o silêncio de... [leia mais


Mais presidente e menos PMDB

Michel Temer prometeu que, de agora em diante, será “mais presidente”. Ontem ele repudiou o aumento dos ministros do STF. Hoje, segundo O Globo, “o PMDB recuou do reajuste para o Supremo”. 


O recuo de Temer

No PMDB, diz O Globo, "senadores que defendiam o aumento para o STF, como Valdir Raupp, começaram a recuar". Valdir Raupp sempre foi ligado aMichel Temer. Ele só recuou porque Temer recuou. 


PMDB contra PMDB

Moreira Franco disse ao Valor: "O presidente Temer só tem um caminho, uma bandeira, uma maneira de entrar para a história: encaminhar a solução da crise econômica. E a crise econômica é fiscal. Por isso o esforço de...” [veja mais


O horário de pico do PT

A PM calculou que, ontem à tarde, as falanges petistas conseguiram reunir 8 mil pessoas, “em horário de pico”. Em 18/03, o protesto contra o impeachment contou com 80 mil manifestantes, sempre segundo a PM... [leia mais


Artista quer dinheiro

O ministro da Cultura, Marcelo Calero, disse a Sonia Racy, do Estadão: “A primeira tarefa a que nos propusemos, a mais importante, foi desaparelhar o ministério. No discurso de posse já tínhamos dito que..." [veja mais

 

Expresso


A campanha da previdência

Como antecipamos, o Estadão informa que o governo Michel Temer decidiu afinar as ações de comunicações e lançar uma campanha de "conscientização popular"... [veja mais

- O silêncio conivente dos pelegos
- Eles não querem aumento
- Refazendo um país
- Refazendo um país (2)

- Refazendo um país (3)
- Crise no ABC paulista

- Papa Francisco em momento Temer

- O país das greves

 

Como criar um blog de sucesso? O que preciso fazer?

 

Blog Marketing Online - Marketing Digital/Monetização/Backlinks/SEO Como criar um blog de sucesso? Em algum momento trabalhando na internet vai  precisar saber como montar um blog, pois qualquer nicho que escolher ou qualquer coisa que fizer pela internet terá que divulgá-la, criar um...
Click no título acima para continuar lendo o artigo.

Ressuscitar as estatais? Não. Enterrar as estatais!

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O editorial da Folha hoje ataca a gestão petista nas empresas estatais, o que parece bom, mas desliza totalmente em sua conclusão final. Para o jornal, é preciso levar práticas modernas de gestão para essas empresas, e eis a lição óbvia que a desgraça sob o lulopetismo deixa:

Interrompida a marcha de insensatez que caracterizou a gestão das empresas estatais nos últimos anos, parece iniciar-se uma restauração. Será um longo caminho, em vista do colosso de prejuízos nas duas principais empresas, Petrobras e Eletrobras.

A Petrobras é a mais vistosa, não só pela rapinagem trazida à luz pela Operação Lava Jato, mas pela deterioração dos processos decisórios, que passaram a responder apenas a ditames políticos, não a orçamentos e custos.

Em conjunto, as decisões erradas e os danos decorrentes de corrupção já levaram a petroleira a reconhecer prejuízos próximos de R$ 100 bilhões.

[…]

Da mesma forma, a Eletrobras padeceu sob o ímpeto intervencionista de Dilma Rousseff (PT), que desarticulou todo o setor elétrico. Foi forçada a investimentos perdulários e a reduções insustentáveis de tarifas. Suas subsidiárias operacionais, onde se concentra o dinheiro, sempre foram alvo da cobiça de políticos em grau de cupidez ainda por estabelecer.

O resultado foi um prejuízo de R$ 30 bilhões nos últimos quatro anos.

[…]

A lição, óbvia, mas infelizmente ainda longe de ser absorvida por setores à esquerda, é que a gestão das estatais e das empresas de economia mista (como a Petrobras) não pode ficar sujeita a desmandos do governo de plantão. Tal como no setor privado, devem cumprir sua função social por meio de gestão profissional e pautada por critérios de rentabilidade e eficiência.

Claro, é possível melhorar e muito a gestão dessas empresas mesmo elas sendo estatais. Claro, fazer o estrago que o PT fez não é algo trivial, e exige muito esforço, muita incompetência, muita corrupção e ideologia. Mas…

O jornal erra feio em sua conclusão final. A lição óbvia que fica não é a de que a gestão deve ser profissional, e sim como é arriscado manter empresas estatais, que sempre contarão com um mecanismo de incentivos menos adequado.

Eis o ponto que o jornal paulista ignora: cobrar uma gestão pautada por critérios de rentabilidade e eficiência não é nada simples quando se trata de empresas estatais, pois faltam quesitos que só existem em empresas privadas, como o escrutínio dos sócios, dos donos do capital, e a maior agilidade em premiar o mérito e punir a incompetência.

Mesmo uma empresa estatal bem gerida terá desvantagens em relação às empresas privadas, sofrerão maior risco de pressão política em vez de adotar critérios apenas econômicos em suas decisões. A grande lição que a era petista deixa, portanto, é a de que devemos não ressuscitar, mas sim enterrar de vez essas estatais, privatizá-las. Privatize já!

Rodrigo Constantino

Antiamericanismo patológico: 15 anos do atentado que chocou o mundo civilizado

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11 de setembro de 2016: 15 anos do atentado terrível que chocou o mundo civilizado, mas levou ao orgasmo os doentes mentais que alimentam um antiamericanismo patológico. Em homenagem a todos que morreram naquele dia terrível, segue um texto meu antigo sobre essa patologia que assola tantos “intelectuais” e artistas engajados na América Latina:

Antiamericanismo patológico

“Para os latino-americanos é um escândalo insuportável que um punhado de anglo-saxãos, chegados ao hemisfério muito depois dos espanhóis, tenham se tornado a primeira potência do mundo”. (Carlos Rangel)

O povo brasileiro, segundo algumas pesquisas apontam, é um dos que têm maior sentimento negativo em relação aos Estados Unidos. A grande causa, creio, está na ignorância alimentada pela inveja. A falta de conhecimento acerca de inúmeros fatos, junto com décadas de lavagem cerebral ideológica, transformou a nação do norte num demônio, assim como no perfeito bode expiatório para nossos problemas.

Não será meu objetivo aqui esgotar o assunto, pois seria necessário, para tanto, um livro inteiro. Sugiro então a leitura de A Obsessão Antiamericana, do francês Jean-François Revel. Ou, para quem preferir um estilo mais irônico, Manual do Perfeito Idiota Latinoamericano, o qual tem, entre os autores, Álvaro Vargas Llosa. Nesse artigo irei tratar do tema de forma sucinta.

Uma das principais acusações contra os Estados Unidos diz respeito ao seu poderio militar e seu aspecto belicoso. Muitos chegam ao absurdo de afirmar que é o poder americano que representa a maior ameaça à paz mundial, não a corrida armamentista de Irã, Coreia do Norte ou China. Chamam o país de “império”, e acham que sua força inigualável gera instabilidade no mundo. Não param para refletir que, mesmo com tanto poder, os Estados Unidos jamais foram conquistadores.

Ignoram que entraram em várias guerras apenas de forma reativa, defendendo sempre o lado correto. Até mesmo a mais fracassada de todas as guerras, com o Vietnã, costuma gerar muito calor nos debates, mas pouca luz. Esquecem o contexto, e ignoram que o regime de Ho Chi Min, depois da partida americana, matou em poucos anos cerca de três vezes mais que as duas décadas de guerra com os Estados Unidos.

Não citam Camboja, que não teve intervenção americana, e por isso mesmo viu o Khmer Vermelho, do comunista Pol-Pot, trucidar algo como 30% de sua população. Não pensam que a ajuda americana na Coreia foi o que possibilitou a sulista ser próspera e livre hoje, e não como sua irmã do norte. Mas ainda tem gente que pensa que o mundo seria mais calmo se o Irã tivesse o mesmo poder bélico dos Estados Unidos.

Durante a Guerra Fria, havia uma divisão mais igual de forças, com o império soviético dividindo com os Estados Unidos a hegemonia. Alguém por acaso acha que o mundo era mais seguro? A hegemonia unilateral dos americanos hoje é bem mais tranquilizadora que a situação anterior, com um império maligno, que objetivava a exportação do terror mundo afora, ameaçando a paz e a liberdade dos povos.

Graças ao poder americano o mundo não caiu nas garras comunistas. Não fossem os americanos e seu poder bélico, talvez boa parte do mundo hoje falasse russo e obedeceria a uma nomenklatura ditatorial, com os dissidentes jogados num campo de concentração qualquer da Sibéria. Se Hitler fracassou, devemos isso aos americanos, e se Stalin e seus seguidores também fracassaram, novamente devemos isso ao poder dos americanos. Todos que defendem a liberdade, ou seja, repudiam o nazismo e o socialismo, deveriam agradecer esta força militar americana que hoje tanto condenam, sem reflexão alguma.

Os Estados Unidos nunca conquistaram nações. Foram atacados tanto pelo Japão como pela Alemanha, reagiram, venceram, e garantiram a liberdade nesses países, que hoje desfrutam das maiores economias do globo. Sobre o Islã, é relevante destacar que nas intervenções na Somália, Bósnia ou Kosovo, assim como pressões sobre o governo macedônio, tiveram por objetivo defender as minorias islâmicas. Quem ataca de facto os muçulmanos são os próprios muçulmanos, como no caso do Iraque no Kwait, que foi defendido pelos americanos, ou na Argélia, onde o próprio povo que se massacra sozinho.

Como que tamanha contradição pode passar despercebida? Em 1956, foram os americanos que detiveram a ofensiva militar anglo-francesa-israelense contra o Egito, na chamada “Expedição Suez”. Nada disso é relevante para os povos obstinados e imbuídos de fé cega, assim como pesada lavagem cerebral de seus líderes, que utilizam os Estados Unidos como perfeito bode expiatório para justificar suas atrocidades domésticas.

Há muito mais o que se falar no campo militar, mas podemos partir para o caso econômico também. Os Estados Unidos são acusados de exploradores comerciais, mas ignoram que o país possui um déficit com praticamente todas as demais nações. São mais de US$ 700 bilhões importados todo ano a mais do que exportam. Em outras palavras, os consumidores americanos garantem o emprego de milhões de pessoas mundo afora, e ainda são acusados de exploradores e “consumistas”. Dependem do consumo dos americanos, mas vivem condenando-o.

Criticam o embargo a Cuba, esquecendo que este país apontou mísseis para a Flórida e tomou na marra as empresas americanas na ilha, sem notar ainda a contradição de que culpam a ausência do comércio com os Estados Unidos pelos males do país comunista ao mesmo tempo que culpam o comércio pela pobreza de outros países. É preciso decidir se ser parceiro comercial dos americanos é solução para a miséria ou exploração que leva à miséria!

Enfim, a lista de acusações infundadas seria infindável. Claro que existe muito o que se criticar nos Estados Unidos, não há dúvida. Mas está muito evidente que estas pessoas não estão utilizando a razão para tanto. Não são críticas racionais, mas sim passionais, totalmente desprovidas de lógica. Não é razoável alguém bradar contra os Estados Unidos ao lado de Chávez, por exemplo. Não há um pingo de lógica em alguém que justifica um Bin Laden, achando causas para seu terrorismo nos próprios Estados Unidos, por exemplo.

Na verdade, esse antiamericanismo, em grau impressionante no Brasil, é totalmente patológico. É uma doença mesmo, fruto de uma inveja indomável. Certas pessoas jamais irão perdoar o fato desses “broncos” americanos terem criado em poucos séculos a nação mais próspera do mundo, com base em ampla liberdade individual. Não vão perdoar também o fato deles não terem deixado os soviéticos acabarem com a liberdade no mundo. A patologia é tanta, em alguns casos, que gostariam que a Al Qaeda conseguisse aquilo que os comunistas não conseguiram: a destruição dos americanos. Caso para a psiquiatria mesmo…

Rodrigo Constantino

Por que não devemos apoiar a proibição do Waze?

proibicao-waze

Bordin Burke*

E segue aberta a temporada de caça do Estado brasileiro aos aplicativos de celular que visam tornar mais funcional e prática nossa vida. Após as recentes e repetidas investidas da Justiça Federal sobre o Whatsapp, a vítima da vez é o Waze – e, em decorrência, todos os seus usuários. Tramita na Câmara dos Deputados projeto de lei que visa “alterar o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), instituindo como infração o ato de conduzir veículo com dispositivo, aplicativo ou funcionalidade que identifique radares ou blitz pelo caminho”. Eis onde reside o conflito: a referida ferramenta de navegação, ao permitir que os motoristas conectados alimentem o sistema com informações que encontram pelo caminho, seja uma árvore que caiu na estrada, pista escorregadia, intensidade do tráfego em determinadas rotas ou alterações no trânsito, também possibilita que estes alertem uns aos outros quanto à realização de operações policiais – especialmente aquelas voltadas a dar cumprimento à lei que proíbe a condução de veículos após ingestão de bebida alcoólica.

Diante do cenário descrito, é de se esperar que, sem refletir de forma mais aprofundada, uma larga fatia dos cidadãos empreste seu apoio, neste caso, aos legisladores infraconstitucionais, posto que muitas vidas são ceifadas rotineiramente no Brasil como resultado da mistura letal entre direção e álcool. Portanto, não pareceria correto, a princípio, permitir que motoristas embriagados desviem de blitz policiais e saiam impunes de sua grave e irresponsável conduta. Todavia, é de se questionar a eficácia do método atualmente adotado pela administração pública no intuito de extinguir tal prática nefasta – Isto é, agindo preventivamente, e tentando, a todo custo, flagrar motoristas infringindo a lei. Considerando que o ordenamento jurídico pátrio não prevê punição rigorosa pra condutores alcoolizados que provoquem mortes (2 a 4 anos de detenção, com a possibilidade de concessão de liberdade provisória e conversão da pena em prestação de serviços à comunidade), não seria a sensação de impunidade a verdadeira inimiga a ser combatida?

Façamos o seguinte exercício de reflexão: se eu não quero que meu cachorro entre dentro de casa, eu posso: A) ficar o tempo todo na porta da sala, impedindo-o de entrar cada vez que ele desrespeitar minha ordem; ou B) castigá-lo na primeira vez que ele tentar, de tal forma que ele jamais irá repetir o ato por receio de ser punido novamente – e se eu tiver mais cães e eles presenciarem o “infrator” sendo admoestado, eles também sentirão que é recomendável ficar no quintal mesmo. Convenhamos que a segunda alternativa é bem mais racional, sem mencionar que libera o dono dos cachorros para outras atividades que não sejam servir de barreira humana na soleira da casa.

Aplicando a inteligência dessa ponderação à questão da irresponsabilidade no trânsito, percebe-se facilmente que o Estado brasileiro prefere vigiar ostensivamente os cidadãos (tal qual o dono do cão no 1º caso), em vez de estipular uma punição severa o bastante para compelir todos a sujeitarem-se à lei (como o dono do cão no 2º caso). Extrapolando esta lógica, constata-se que entre fazer uma blitz em cada esquina da cidade ou estabelecer pena mínima de 10 anos para crimes ao volante, nossos governantes adotariam a primeira opção.

Entretanto, a partir da argumentação supra, creio que se torna forçoso concluir que iniciativas com vistas a simplesmente abolir a realização destas operações policiais (que mais se prestam a recolher multas e taxas do que para resolver mesmo os problemas de trânsito), aliadas ao agravamento das punições para infratores da “Lei Seca”, seriam medidas que: 1) reduziriam muito os acidentes causados por motoristas embriagados; 2) permitiriam que os policiais utilizados nas blitz pudessem ser direcionados para combater o crime; 3) acabariam com o transtorno gerado no trânsito quando da realização de blitz; 4) reduziriam os custos da máquina pública; 5) permitiriam que pessoas que tenham bebido moderadamente pudessem dirigir (a exemplo do que ocorre na Alemanha, no Canadá e na Itália), arcando estas, em caso de acidente, com as consequências de suas ações; 6) resolveriam o busílis entre Estado e Waze.

Em suma: não adianta condenar a atitude da empresa desenvolvedora do software por oportunizar a todos esta chance de escapar da fiscalização, muito menos quem aproveita essa oportunidade: ninguém quer ser barrado pela polícia, ainda que não tenha cometido nenhuma infração. Apenas o tempo parado para a averiguação já constitui motivo suficiente para procurar furtar-se de tal infortúnio. A solução passa, portanto, por uma mudança de postura do Estado, o qual deve parar de agir feito babá, e passar a deixar os cidadãos agirem de acordo com suas consciências, aplicando, em caso de prejuízo a terceiros, pesadas sanções – as quais surtiriam um poderoso efeito pedagógico nos demais. Levar as pessoas “pela mão”, como se todos fossemos irresponsáveis e incapazes de responder por nossos erros, não só alimenta a crença já bastante arraigada no Brasil de que o Estado deve resolver todos os problemas em nossas vidas (inclusive aqueles criados pelo excesso de Estado), como custa muito caro para os pagadores de impostos.

 

Sobre o autor

Instituto Liberal

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O Instituto Liberal é uma instituição sem fins lucrativos voltada para a pesquisa, produção e divulgação de idéias, teorias e conceitos que revelam as vantagens de uma sociedade organizada com base em uma ordem liberal.

 

 

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O coletivismo Olímpico e a grande lição individual de Jesse Owens e Luz Long


Trata-se de uma pergunta recorrente aos amantes do futebol: você vibra mais com a vitória do seu time ou da seleção brasileira.  Eu torço muito mais pelo meu time.  A seleção me é quase indiferente.  Por uma questão de princípio, sou avesso a qualquer tipo de manifestação coletivista, inclusive o nacionalismo e o patriotismo. Não […]

 

 

Cunha contra a parede

Divulgação/SBT

Depois de onze meses está marcado para hoje o processo de votação da cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-presidente da Câmara dos Deputados afastado pelo STF.
O peemedebista é acusado de ter mentido à CPI da Petrobras, em março de 2015, ao falar que não tinha contas no exterior. Aliados de Cunha apostam na falta de deputados para adiar o julgamento.
Para acompanhar a sessão é só acessar uol.com.br ou pelo aplicativo UOL a partir das 19h. Leia mais

 

 

'Eu gosto de processo'

 Alan Marques/ Folhapress

A ministra Cármem Lúcia assume hoje a presidência do Supremo Tribunal Federal e deve mudar o rumo de pautas e medidas.
Nos dois primeiros julgamentos sob o comando de Cármem, o plenário vai decidir se o Estado é obrigado a fornecer medicamento de alto custo a portador de doenças graves e se mulheres têm direito a 15 minutos de descanso antes de horas extras.
E antes de assumir a ministra já deu o recado: não está interessada em badalação. "Não gosto muito de festas, nada disso. Eu gosto é de processo", avisou Cármem Lúcia. Leia mais

 

 

 

Caminhos da nova gestão

O governo de Michel Temer decidiu fazer de novo as concessões de rodovias e aeroportos feitas durante a administração de Dilma Rousseff que não estiverem cumprindo contratos.
Essa proposta vai ser levada à reunião do Conselho do Programa de Parceria em Investimentos, marcada para amanhã. Leia mais

 

Protesto com confusão em SP

Rafael Stedile/Futura Press/Estadão Conteúdo

O protesto contra o governo do presidente Michel Temer (PMDB) ontem na avenida Paulista, em São Paulo, recebeu a presença de dois candidatos à Prefeitura da capital: Fernando Haddad, do PT, e Luiza Erundina, do PSOL.
A passeata também ficou marcada por uma confusão entre a PM (Polícia Militar) e manifestantes. Três pessoas foram presas. Segundo a organização, 60 mil pessoas participaram do protesto. Já a PM estima em 8 mil o número de presentes. Leia mais

 

 

 

15 anos do 11/9

Nicholas Kamm/AFP

O presidente do Estados Unidos, Barack Obama, participou ontem de uma homenagem às vítimas dos atentados de 11 de setembro.
Em discurso, Obama afirmou que a maior lição do atentado deve ser a resistência dos americanos a tentativas de alimentar divisões no país, num momento em que os EUA vivem uma das mais polarizadas disputas presidenciais da história. Leia mais

 

Saúde mal avaliada no Brasil

iStock

Uma pesquisa do Datafolha apontou que 52% dos brasileiros consideram os serviços de saúde das prefeituras ruim ou péssimo.
Os entrevistados falaram que a falta de remédios e a demora no atendimento e agendamento de exames são o que mais incomoda na área. Apenas 19% consideram como ótima a saúde nos municípios do país. Leia mais

 

 

Líder isolado e clássico quente

RODRIGO RODRIGUES/GREMIO FBPA

O Palmeiras se manteve como líder isolado do Campeonato Brasileiro depois da rodada do final de semana. A equipe paulista conseguiu um empate em 0 a 0 com o Grêmio, em Porto Alegre, e chegou aos 47 pontos.
A rodada também foi marcada pelo clássico paulista. O Corinthians saiu na frente, só que levou a virada do Santos no segundo tempo. Com a vitória por 2 a 1, o Santos encostou no Corinthians, o quarto colocado na tabela, com 40 pontos. Leia mais

 

Mais medalhas para o Brasil

Alexandre Urch/MPIX/CPB

E o quarto dia de Paraolimpíada foi agitado no Rio de Janeiro. Petrucio Ferreira bateu o recorde mundial nos 100 metros rasos da classe T47 e conquistou a medalha de ouro.
O nadador Daniel Dias ficou com a prata nos 100 metros peito da categoria SB. O atleta ainda tem mais três provas individuais e se ficar entre os três primeiros em todas elas o brasileiro vai chegar a 24 medalhas paraolímpicas e vai passar o recordista Matthew Cowdrey, nadador australiano que tem 23.
E Teresinha de Jesus conquistou o bronze nos 100 metros rasos da classe T47. Leia mais

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Câmara deve decidir hoje futuro político de Eduardo Cunha

Brasília - O deputado Eduardo Cunha durante reunião da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara que tenta votar o parecer do deputado Ronaldo Fonseca sobre o seu pedido para anular decisão do Conselho de Ét

Brasília - Eduardo Cunha confirmou que estará pessoalmente na sessão e poderá se manifestar, reforçando sua defesa -José Cruz/Agência Brasil

Relator do processo contra o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), quando o caso começou a tramitar no Conselho de Ética, o deputado Marcos Rogério (DEM-RO) será o primeiro a falar na sessão que definirá o futuro político do peemedebista, marcada para as 19h de hoje (12). De acordo com a Secretaria-Geral da Câmara, Rogério terá 25 minutos para apresentar os argumentos favoráveis à cassação do mandato de Cunha.

Saiba Mais

Depois de quase oito meses em que a representação esteve nas mãos do colegiado, Marcos Rogério formulou o parecer que resultou na continuidade do processo por um placar de 11 votos a nove, em junho. No texto, o parlamentar afirma que Cunha é o dono de pelo menos quatro contas na Suíça - Köpek; Triumph SP, Orion SP e Netherton - e classificou as contas como “verdadeiros laranjas de luxo”.

Os advogados de Cunha terão o mesmo tempo - 25 minutos – para rebater os argumentos de Rogério. O próprio Eduardo Cunha já confirmou que estará pessoalmente na sessão e também poderá se manifestar, reforçando, em 25 minutos, sua defesa.

Com a conclusão desta fase inicial, os deputados que forem se inscrevendo poderão falar por cinco minutos cada. Mas esta etapa da sessão pode ser interrompida a partir da fala do quarto parlamentar, se houver um acordo e a maioria em plenário decidir pelo fim da discussão.

A votação é nominal e o posicionamento de cada deputado será anunciado abertamente pelo painel eletrônico. São necessários 257 votos – equivalentes à maioria simples dos 513 deputados – para que Cunha perca o mandato como parlamentar.

Eduardo Cunha, que foi notificado sobre a sessão na última quinta-feira (8) pelo Diário Oficial da União, deve contar com o apoio de aliados que podem apresentar questões de ordem. O peemedebista quer que, a exemplo do que ocorreu no impeachment de Dilma Rousseff no Senado, a votação seja fatiada, ou seja, que os parlamentares decidam separadamente sobre a perda do cargo e sobre a perda dos direitos políticos.

 

Agência Brasil

 

Seleção feminina vence Ucrânia no vôlei sentado e está na semifinal

 

Mariana Jungmann - Repórter da Agência Brasil

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Saiba Mais

A seleção brasileira feminina de vôlei sentado venceu a Ucrânia neste domingo (11),  por 3 sets a 0, com parciais de 25/19, 25/20 e 25/14,  e garantiu a classificação para a semifinal da modalidade na Paralimpíada do Rio de Janeiro. Ainda resta uma partida da 1ª fase, contra a Holanda, que será disputada nesta terça-feira (13).

Com a vitória, as brasileiras conquistaram a liderança do grupo A e anteciparam a classificação para a semifinal, em que deverão enfrentar a China ou os Estados Unidos. Na estreia, a equipe brasileira já havia derrotado o Canadá também por 3 a 0. O jogo foi disputado no Pavilhão 6 do Riocentro.

Veja o guia das modalidades paralímpicas.

 

Agência Brasil

 

Daniel Dias chega em segundo e conquista a quarta medalha na Paralimpíada do Rio

 

Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil

Com quatro medalhas nessa Paralimpíada, Daniel Dias ganhou hoje a prata nos 100 metros peito

Com quatro medalhas nessa Paralimpíada, Daniel Dias perdeu o ouro para o chinês Junshen Li nos 100 metros peitoReuters/Ricardo Moraes/Direitos Reservados

O nadador brasileiro Daniel Dias conquistou hoje (11) a medalha de prata na prova dos 100 metros peito dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Esta é a quarta medalha do atleta na competição deste ano – ele tem ainda um ouro, uma prata e um bronze.

O ouro ficou com o chinês Junsheng Li, que fechou o melhor tempo com uma diferença de apenas 17 centésimos em relação ao brasileiro. A medalha de bronze ficou com o colombiano Moises Fuentes Garcia.

Nascido com má formação congênita dos membros superiores e da perna direita, Daniel descobriu a natação aos 16 anos. O atleta brasileiro soma ainda dez medalhas de ouro, quatro de prata e uma de bronze conquistadas nas edições de Pequim 2008 e Londres 2012. 

 

Agência Brasil

 

 

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Brasileiro quebra recorde mundial e ganha ouro na final dos 100 metros rasos

 

André Richter - Repórter da Agência Brasil

Petrucio Ferreira dos Santos

Petrucio Ferreira dos Santos quebra recorde mundial e garante a medalha de ouro na final dos 100 metros rasosReuters/Jason Cairnduff/Direitos Reservados 

O atleta brasileiro Petrúcio Ferreira dos Santos, 19 anos, ganhou hoje (11) medalha de ouro nos 100 metros rasos, categoria T47 do atletismo, nas Paralimpíadas Rio 2016. Petrúcio também quebrou recorde mundial da prova, com tempo de 10s57. Na mesma prova, o brasileiro Yohansson Nascimento chegou na terceira posição e ganhou o bronze.

Após a prova, em entrevista à TV Brasil, Petrúcio agradeceu o incentivo da torcida brasileira para conquistar o ouro. "Eu diria que estar participando em casa, com toda essa torcida aqui nos apoiando, eu diria que essa foi a forcinha a mais que a gente estava precisando. Esse apoio, esse incentivo, esse empurrão do pessoal de casa", comemorou o paraibano.

Yohansson disse que lutou para chegar em segundo lugar e garantir a dobradinha brasileira no pódio, mas sai da competição de cabeça erguida com o bronze. "Eu dei o meu melhor e o mais importante é estar entre os três melhores da competição ao longo desses 11 anos de carreira", disse.

O atleta ainda não decidiu se vai participar da tradicional prova de revezamento por equipes do atletismo. "Fico feliz em saber que a nossa equipe brasileira é uma das mais fortes de todos os tempos do revezamento. Os 400 metros ainda tenho que ver se eu vou correr, porque eu me preparei exclusivamente para correr nesses 100 metros", destacou.

O Brasil soma agora 21 medalhas nos Jogos Paraolímpicos de 2016 (seis ouros, nove pratas e seis bronzes) e segue na quinta posição do quadro de medalhas. 

 

Agência Brasil

 

Resistência indígena é tema de exposição em cartaz em São Paulo

 

Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

Exposição no Sesc sobre adornos do Brasil indígena

Exposição no Sesc de Pinheiros sobre adornos do Brasil indígena ficará aberta até 8 de janeiro de 2017Divulgação/Sesc/Alexandre Nunis

A exposição Adornos do Brasil Indígena: resistências contemporâneas leva um conjunto de 200 peças ao Sesc Pinheiros. São objetos e documentos de 23 etnias indígenas preservados no Museu de Arqueologia e Etnologia da USP (MAE), pelos quais os índios reafirmam sua cultura e identidade, além de uma seleção de obras de arte contemporânea de diversos artistas, que se entrelaçam com a temática indígena, como o mural de grafite do artista Nunca, pintado na fachada do Sesc.

“A exposição gira em torno da questão do adorno como elemento de resistência simbólica. Não é uma mostra simplesmente sobre artefatos indígenas, mas sim tem um recorte específico, que é entender esses artefatos, em particular aquilo que serve de adorno, seja pintura, objeto, escarificação, como um elemento de resistência simbólica”, disse Moacir dos Anjos, um dos curadores da exposição. Ele selecionou as obras dos artistas contemporâneos, enquanto uma equipe do próprio museu fez a curadoria dos objetos indígenas expostos.

Um dos destaques da exposição é o vídeo que mostra o líder indígena brasileiro Ailton Krenak em pronunciamento na Assembleia Nacional Constituinte, em 1987, quando protestava contra o retrocesso na luta pelos direitos dos índios no país. Nas imagens, Ailton pinta seu rosto de preto, com jenipapo, em sinal de luto, enquanto discursa em defesa de seu povo. Considerada um adorno, essa pintura, na ocasião, ficou marcada como sinal de resistência indígena.

“Os adornos são marcadores de identidade. Há uma importância deles para coesão coletiva desses diferentes grupos culturais. É uma maneira deles se afirmarem como pertencentes àquelas etnias e também de resistência perante ao outro”, explicou Carla Gilbertoni Carneiro, uma das curadoras da exposição e educadora do MAE. Segundo ela, os indígenas também se adornam quando estão em situação de reivindicação, de protesto e de luta tanto entre as etnias quanto diante de não indígenas.

Artistas contemporâneos

“A partir do acervo selecionado da coleção do MAE, a ideia era escolher obras de arte contemporâneas que dialogassem com esse acervo, não meramente como um espelho dele”, informou Moacir. Segundo ele, o objetivo ao escolher as obras foi criar um contato e um entrelaçamento de significados, como se fossem uma teia.

As obras contemporâneas de artistas brasileiros como Claudia Andujar e Lygia Pape se alinham aos objetos da exposição, ajudando a mostrar a importância dos adornos indígenas no processo de resistência desses povos.

“As obras ora são referências explícitas à questão do adorno indígena, ora são referências mais sutis”, disse o curador. Moacir acrescentou que selecionou obras de diversos formatos, incluindo pintura, vídeo, desenho, colagem e fotografia.

Grafite do artista Nunca

Grafite do artista NuncaDivulgação/Sesc/Alexandre Nunis

Celebrações e resistência

A exposição é dividida em três módulos, um deles foi chamado de Adornos: as celebrações como resistência e apresenta as diversas funções e significados das celebrações indígenas. Os adornos assumem o protagonismo nas cerimônias e nos rituais. “Apresentamos alguns rituais, algumas festas relacionadas a diferentes sociedades indígenas, mostrando a importância dos adornos, constituindo os corpos que participam dessas celebrações, a importância da sua identidade, da sua coesão coletiva, [o adorno] como um marcador de identidade das diferentes etnias”, explicou Carla Gilbertoni Carneiro.

Outro destaque são as referências à Festa da moça nova, um ritual da etnia Ticuna, do estado do Amazonas, em que utilizam diferentes máscaras. “É a festa mais importante para esse grupo, que é a passagem da menina para a fase adulta. O marco disso é a primeira menstruação. Escolhemos essa festa para aprofundar um pouco mais, porque ela é um símbolo de resistência”, esclareceu Carla.

Segundo ela, a presença religiosa na região, tanto de católicos quanto de evangélicos, pressionou os Ticuna para que a festa deixasse de ser realizada. “Em um certo período, [a festa acabou] sendo um pouco abafada por essa presença religiosa, mas, pela força deles e pela resistência, ela continua sendo feita e ganhando força.”

“As máscaras representam seres sobrenaturais que estão protegendo as meninas nesse momento da transição. Fizemos um filme mostrando as cenas desse ritual e um pouquinho dessa pressão externa para que a festa deixasse de acontecer. É bem emblemático nessa perspectiva de resistência”, completou a curadora.

Já o módulo Adornos: o corpo como suporte de resistência trata a questão das sociedades indígenas terem no corpo suas formas de defesa, proteção e extermínio, que se reflete no vídeo do líder indígena Ailton Krenak.

Um terceiro módulo da exposição, denominado Adornos: os testemunhos de resistência, traz manifestações indígenas do presente misturado a vestígios e testemunhos de ocupações anteriores. Nichos etnográficos da etnia Karajá (GO) e peças arqueológicas como Muiraquitãs dividem espaço com trabalhos contemporâneos de Claudia Andujar, Anna Bella Geiger e Bené Fonteles, além de um filme sobre a resistência indígena ao longo do tempo.

A exposição fica em cartaz até 8 de janeiro de 2017, de terças a sábados, das 10h30 às 21h30, e domingos e feriados, das 10h30 às 18h30, no Sesc Pinheiros. A entrada é gratuita.

 

Agência Brasil

 

 

“Se Temer mantiver a governabilidade, fará um grande favor ao Brasil”

Para o professor de ética da Unicamp Roberto Romano, Temer sofre com a falta de carisma e a “herança maldita" do presidencialismo brasileiro

Por Márcio Juliboni

Roberto Romano não espera muita coisa de Temer. Para ele, o presidente não mudará a estrutura política nem econômica do país por falta de força política e de uma estratégia clara de mobilização do Congresso.

Somem-se a esses fatores um aliado maquiavélico no comando do Senado e o PT, disposto a inflamar as ruas no papel de paladino da democracia ferida pelo "golpe", e Temer corre o risco de ficar tão emparedado quanto os pronomes de suas mesóclises. Confira os principais trechos da entrevista a O Financista:

O Financista: Quando era interino, o mercado tolerava as concessões de Temer aos grupos políticos, lembrando a necessidade de consolidar apoio. Como efetivo, ele mudou?

Roberto Romano: Temer continua cedendo, e o pior é que a atuação de seus ministros é desastrosa. Cada declaração que dão, como a da reforma trabalhista, mostra que não há coordenação política. Com isso, o governo não é capaz de mobilizar ninguém. Os grupos de interesse estão no Congresso, à espera de sinalizações claras, mas só estão ficando mais confusos. Isso pode atrasar, e muito, a tramitação dos projetos do governo.

O Financista: Mas Temer é conciliador ou apenas um presidente fraco?

Romano: Esse é um problema sério no mundo todo, de crise de Estados e partidos, não apenas de Temer. Quando a política virou um negócio, impediu o surgimento de verdadeiros estadistas. Hoje, não há mais do que cinco no mundo. Mas, aí, entram fatores próprios de Temer. Ele nunca foi uma liderança. Cresceu à sombra de Montoro e, depois, de Quércia. Tanto que teve muita dificuldade para se projetar no PMDB. Ele não tem carisma. Então, a situação é essa: temos uma crise de liderança no Brasil e no mundo. Para sair da crise, precisamos de lideranças verdadeiras. Mas o sistema não deixa que surjam.

O Financista: Temer cairá na mesma armadilha do PT, a de ter mais problemas com a base aliada do que com a oposição?

Romano: Isso é mais do que certo, porque é um problema fundamental do presidencialismo brasileiro. O poder central arranca os recursos dos Estados e municípios. Depois, para aprovar seus projetos, fica nas mãos dos chefes políticos de cada região. Eles cobram um preço alto para que os recursos voltem, em troca de apoio aos projetos. É uma estrutura anacrônica, burocrática e gastadora. No fundo, Temer herdou a herança maldita do presidencialismo brasileiro (risos).

O Financista: Renan Calheiros é um aliado confiável de Temer no Senado?

Romano: Renan não é um aliado confiável nem de si mesmo. Ele é, por excelência, alguém que trabalha apenas por seus interesses. Mas ele sabe se mover. Um político poderoso é aquele que faz favor até para seus inimigos. Basta lembrar o que ele disse a Gleisi Hoffmann. A sorte de Temer é ter o Romero Jucá a seu lado, que pode passar as informações do que acontece no Senado para o presidente. Mas Jucá não é Deus. Não adianta a informação chegar ao Planalto, se não houver gente capaz de processá-la e dar uma resposta adequada.

O Financista: Os protestos contra Temer podem crescer a ponto de inviabilizar o governo?

Romano: Não sei. Primeiro: o PT está destreinado, depois de anos no Planalto, mas tem know-how de oposição e sabe infernizar quando quer. Segundo: as reformas vão desagradar a uma boa parte da classe média. Terceiro: dada a falta de liderança de Temer, ele corre o risco até de desagradar aos patrões. Quarto: a radicalização da PM está pegando muito mal: a polícia não tem preparo para lidar com protestos de rua. Agora, a classe média "média” não irá para a rua com o PT, porque está com muita raiva dos petistas. A dúvida é quanto o partido conseguirá mobilizar a classe média baixa, que perdeu muita coisa e age mais pelo bolso do que pela ideologia.

O Financista: Com tudo isso, qual o cenário mais realista para Temer?

Romano: Esse será o governo do possível. Não vai modificar a estrutura política nem econômica. Isso não é agenda para um governo transitório como o de Temer. Sinceramente, se ele chegar a 2018 com bases mínimas de governabilidade, já terá feito um grande favor ao Brasil.

 

O MELHOR DA SEMANA


Odebrecht delata Lula

Lula será preso por causa do Itaquerão. O Antagonista soube que a Odebrecht entregou à PGR o esquema do estádio do Corinthians. Lula é realmente o campeão dos campeões.

- A propina no Itaquerão
- Delcídio responde a Lula
- Destruição de provas do triplex
- A obstrução de Léo Pinheiro
- Moro está sempre uma jogada à frente


TCU manda Dilma e Lula devolverem presentes

Os caminhões de mudança de Dilma terão que dar meia volta. O TCU determinou à Administração da Presidência e ao Gabinete Pessoal da Presidência que incorporem todos os documentos e presentes recebidos... [leia mais

- Para TCU, houve "graves irregularidades nos presentes"
- Lula e Dilma só deixaram 15 presentes no Planalto
- Decisão do TCU turbina "inquérito do cofre de Lula"


Teori nega novo julgamento do impeachment


Teori Zavascki
negou o pedido de liminar feito pela defesa de Dilma Rousseff para realizar novo julgamento do impeachment.

- Rosa também rejeita discutir impeachment


Teori, na mosca: "Defesa de Lula quer embaraçar as apurações"

No seu despacho a favor da manutenção do inquérito de Lula nas mãos de Moro, Teori Zavascki escreveu também: "Nesse contexto, é importante destacar que esta Corte possui amplo conhecimento dos processos...” [veja mais

- Lula ataca Teori
- O "amplo conhecimento" de Teori


Padilha demite AGU

Eliseu Padilha chamou Fábio Medina Osório em seu gabinete para demiti-lo. "Você está fora! Peça demissão ou eu vou demiti-lo!". Medina retrucou: "Pode me demitir, então!" 

- Demissão de AGU é oficial
- Temer contra a misoginia
- Acesso à Lava Jato foi a gota d'àgua
- Demitido por ser independente
- Impeachment de Dilma foi cartão de visita


Rombo de 50 bilhões

Embora a Operação Greenfield se concentre em desvios de 8 bilhões de reias, os investigadores estimam que o rombo total nos fundos Previ, Petros, Funcef e Postalis chegue a 50 bilhões. 50 vilhões de reais. É outro petrolão. 

- Greenfield apreende jatinhos, carros e mansões
- A mágica dos fundos de pensão
- Balanço da Operação Greenfield


MOMENTO ANTAGONISTA

Reveja os vídeos gravados por Claudio Dantas durante a semana:

- A próxima fase da Greenfield

- Devolvam tudo!

- Tchau, Lewandowski

- Temos um novo Moro?

 

Mais de 100 recordes mundiais paralímpicos já foram batidos na Rio 2016

 

Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil

Medalha de ouro, o brasileiro Petrucio Ferreira dos Santos quebrou recorde mundial dos 100 metros rasos

Medalha de ouro, o brasileiro Petrucio Ferreira dos Santos quebrou recorde mundial dos 100 metros rasosReuters/Jason Cairnduff/Direitos Reservados

Antes mesmo de terminar o quarto dia de competições dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, mais de 100 recordes mundiais paralímpicos já foram batidos. O recorde de número 100 foi batido às 11h51 pelo chinês Benying Liu, nos 50 metros nado livre masculino, com a marca de 54s05. Às 14h13, o total de recordes já estava em 104, após o halterofilista iraquiano Rasool Mohsin ter levantado 227 quilos na categoria masculina de competidores com até 72 quilos.

Até o momento, o primeiro dia de competições (dia 8) foi o que teve maior número de recordes batidos, com 34 registros. No dia 9, outros 31 recordes foram batidos, e no dia 10, mais 24 recordes paralímpicos mundiais. Hoje (11), já foram batidos 15 recordes até a marca obtida por Mohsin. A expectativa é que esse número fique ainda maior até o fm do dia.

 

Agência Brasil

 

 

Festival de teatro de bonecos anima região central de Brasília

 

Mariana Jungmann - Repórter da Agência Brasil

Brasília - Apresentação de Teatro de fantoches na Torre de TV (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Conhecido como Festival de Teatro de Bonecos, o evento desperta paixão especialmente nas criançasFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O brasiliense e quem visita a capital federal poderá aproveitar até o dia 2 de outubro vários espetáculos de teatro de bonecos no centro da cidade. Em frente à Torre de Televisão e no Teatro da Fundação Nacional de Artes (Funarte) acontece a Temporada de Teatro de Animação.

Conhecido como Festival de Teatro de Bonecos, o evento desperta paixão especialmente nas crianças, que ficam “frenéticas”, de acordo com Miguel Mariano, que se apresentou hoje (11) com o grupo Cassimiro Coco Gratidão hoje (11). “A criança explode. Ela grita, esperneia, questiona, quer tudo”, afirmou Mariano sobre a reação dos pequenos.

A ideia, no entanto, não é focar em determinada faixa etária, mas garantir que as apresentações movam também adultos. “O teatro de bonecos não está preso a um sistema. Geralmente ele é concebido e ensaiado para atender a um público de todas as faixas. Isso inclui idosos e jovens", esclareceu a assessora de Artes Cênicas da Funarte, Julia Guedes.

Brasília - Apresentação de Teatro de fantoches na Torre de TV (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Ao todo, serão 32 apresentações de 16 grupos, para um público de até 500 pessoasFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Segundo ela, a proposta do festival é também variar nos tipos de apresentações. Algumas são promovidas durante o dia, durante a feira da Torre de TV. Outras, noturnas, acontecem dentro da sala Plínio Marcos, do Teatro da Funarte. “Esse tipo de teatro vai desde a simplicidade de uma tenda ao ar livre até a sofisticação de uma montagem com jogo de luz e bonecos mais luxuosos”, explicou.

Ao todo, serão 32 apresentações de 16 grupos. Elas têm reunido até 500 pessoas por vez, aproveitando o movimento da Feira da Torre nos fins de semana. Conforme Julia Guedes, a proposta é uma oportunidade de oferta de lazer de qualidade gratuito em uma região de fácil acesso.

Para Miguel Mariano, o festival traz também o estímulo ao teatro de bonecos e ao consumo de arte, o que favorece aos atores envolvidos. “Para quem trabalha só com arte, ainda mais em situação de recessão econômica, onde a arte é a primeira a ser cortada, quanto mais a gente consegue trabalhar, melhor.”

As apresentações ocorrem de quinta a domingo, em horários que se alternam das 16h às 20h. A programação pode ser conferida na página da funarte na internet.

 

Agência Brasil

 

 

À beira da cassação, Eduardo Cunha e seus aliados ainda tentam viabilizar pena mais branda. Foto: Andressa Anholete, AFP

Maioria da bancada gaúcha votará pela cassação de Cunha
Dos 31 parlamentares, 25 abriram o voto contra o peemedebista e quatro não revelaram, embora digam que estarão presentes em Brasília.
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Ouro no triatlo, agora norte-americanas vão lutar por medalha no atletismo

 

Nathalia Vieira Mendes - Repórter do Portal EBC

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As primeiras campeãs paralímpicas do triatlo terão  pouco tempo para celebrar o feito histórico da manhã de hoje (11): as norte-americanas Grace Norman, campeã da classe PT4, e Allysa Selly, que ficou com o ouro na classe PT2, estarão em ação na pista de atletismo do Estádio Olímpico amanhã (12). Norman está na final dos 400m da classe T44 e Selly tem sua primeira bateria eliminatória dos 200m T36, menos de 24 horas depois de dar as primeiras braçadas para a vitória no circuito montado na praia de Copacabana.

Junto com a canoagem, o triatlo é a mais nova modalidade do programa dos Jogos Paralímpicos, sendo disputado pela primeira vez no Rio de Janeiro. O primeiro campeonato mundial da modalidade aconteceu em 1989, e, por ser um esporte que ainda está em expansão, atraiu atletas de outras modalidades. É o caso da medalhista de prata na categoria PT4, Lauren Steadman, que foi às Paralimpíadas de Pequim e Londres como atleta da natação, e da brasileira Ana Raquel Lins, que deixou as piscinas há menos de um ano. Norman e Selly ainda se dividem entre as raias das corridas e os treinos de natação, ciclismo e corrida.

“Esta medalha me dá força para que eu possa buscar uma medalha também no atletismo. Eu estou na prova de amanhã à noite, então vou me permitir festejar um pouco, mas logo em seguida já volto o meu foco para o atletismo”, conta Norman, que terá pela frente, na final de sua prova, a francesa Marie-Amelie le Fur, atual detentora do título e do recorde mundial.

Desbancar favoritas não é algo novo para Norman, que nasceu sem a perna esquerda, logo abaixo do joelho, e, por isso, usa prótese desde seu primeiro ano de vida. Para ficar com o ouro paralímpico, ela teve que passar pela britânica Lauren Steadman, que se manteve invicta no circuito por dois anos, é a atual bicampeã mundial e venceu no evento-teste do triatlo no ano passado.

Com melhor tempo na natação, Norman foi superada pela rival no ciclismo, mas, aproveitando-se da força de sua corrida, tomou a dianteira ainda nos dois primeiros quilômetros. “De longe, foi a melhor corrida que eu já fiz”, atestou ela, que completou o percurso em 1h10min39s, cerca de um minuto à frente da britânica.

Rio de Janeiro - A americana Allysa Seely chega em primeiro lugar e fica com a medalha de ouro no triatlo feminino PT2 (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

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Rio de Janeiro - Bicampeã mundial em 2015/16, a norte-americana americana Allysa Seely chega em primeiro lugar e fica com a medalha de ouro no triatlo feminino PT2  das Paralimpíadas Tânia Rêgo/Agência Brasil

Na classe PT2, Selly, campeã do mundo em 2015 e 2016, liderou as norte-americanas, que ocuparam todas as posições do pódio. Hailey Danisewicz, que liderou a corrida, terminou em segundo lugar, seguida por Melissa Stockwell, dona do melhor desempenho na natação. Foi também na corrida que Selly desequilibrou: depois de mostrar regularidade na natação e na corrida, aparecendo em segundo lugar nos dois segmentos, a campeã acelerou para o ouro, deixando as compatriotas para trás e fechando a prova em 1h22min55s, tempo um segundo mais rápido do que fez no Mundial de Rotterdam, em julho passado.

“As mulheres americanas tiveram um dia incrível hoje. É maravilhoso assistir o crescimento de Grace (Norman) como atleta nos últimos anos. Tenho a honra de participar do triatlo e do atletismo junto com ela, o que nos aproximou bastante”, revela Selly, que é amputada abaixo do joelho esquerdo. “A minha bateria para os 200m é amanhã de manhã, então, assim que eu sair daqui, o foco já mudou. Vou diminuir o ritmo e me recuperar, já pensando no que tenho que fazer amanhã. Quero dar o meu melhor na pista amanhã de manhã”.

No limite

As mulheres da classe PT5 (com deficiência visual total ou parcial) fecharam o programa do triatlo nos jogos do Rio. Campeã mundial no ano passado, a australiana Katie Kelly ficou com a medalha de ouro, competindo com a guia Michellie Jones. Mas foi a luta pelo bronze que canalizou as atenções: cambaleando, a norte-americana Elizabeth Baker não conseguiu evitar que a britânica Melissa Reid a ultrapassasse nos últimos metros de prova, na reta da linha de chegada. O sol forte e a alta temperatura acabaram levando a dupla à exaustão: bastante desgastadas, as duas deixaram o circuito de maca, para receber atendimento médico.

Única brasileira classificada para as provas do triatlo, Ana Raquel Lins foi a última atleta a concluir o percurso na classe PT4, chegando em 11º lugar. Depois de sair no pelotão intermediário na natação, ocupando o sexto lugar, Ana despencou para as últimas posições no ciclismo, justamente o trecho em que ainda encontra dificuldade.

“Por estar há um ano e um mês no triatlo, ainda estou pegando a manha e a agressividade da bicicleta. De qualquer forma, já foi meu melhor tempo no ciclismo. Foram, na verdade, os melhores tempos que eu já fiz na vida”, comemora a novata, que valoriza a oportunidade de estar ao lado dos grandes nomes do circuito mundial.

“Vou continuar treinando e Tóquio pode me esperar. Tenho quatro anos pela frente para baixar bastante o meu tempo”, promete ela, que agora volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro, marcado para novembro: “Amanhã, já vai ter que ter, pelo menos, um trote”.

Veja o guia das modalidades paralímpicas.

 

Agência Brasil

 

 

 

Coronel reformado da PM do Rio é preso por suspeita de pedofilia

 

Nielmar de Oliveira - Repórter da Agência Brasil

Um coronel reformado da Polícia Militar do Rio de Janeiro de 62 anos foi preso em flagrante ontem (10) à noite ao ser surpreendido com uma criança do sexo feminino, de apenas dois anos de idade, completamente nua no interior do seu carro. Ele foi preso por policiais do 22º Batalhão da Polícia Militar (Benfica), que atenderam a uma denúncia anônima.

A prisão ocorreu em Ramos, bairro da zona norte do Rio. No ato do flagrante, o coronel teria tentado subornar os policiais, para que a ocorrência não fosse levada adiante.

Segundo nota divulgada pela assessoria de Imprensa da Polícia Civil, com base em informações da Central de Garantias Norte, a delegada Carolina Marins, após apreciar as provas, autuou o coronel em flagrante pelos crimes de estupro de vulnerável e corrupção ativa.

Expulsão

De acordo com a nota, a criança foi entregue “aos responsáveis legais” e será encaminhada à Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) para “entrevista de revelação”. Cópias do procedimento serão encaminhadas ao Conselho Tutelar, de modo a garantir a assistência à criança, e também à 21ª Delegacia de Polícia, para prosseguir na investigação.

As informações indicam que o coronel preside a Caixa Beneficente da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Ele foi encaminhado ao Batalhão Especial Prisional (BEP), em Niterói. Além de responder à Justiça comum, o coronel reformado também será submetido a um Processo Administrativo Disciplinar na Polícia Militar, podendo ser expulso da corporação.

Secretaria

Em nota, o secretário de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, Paulo Melo, determinou que a secretaria acompanhe de perto a prisão do coronel reformado da PM, flagrado com uma criança de 2 anos nua. O secretário lembrou que, na década de 90, ao comandar uma comissão parlamentar na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro ( Alerj), prendeu o oficial acusado de envolvimento com o tráfico de bebês.

No documento, Paulo Melo disse que à época foi procurado por uma associação de moradores de Bangu, que relatou o envolvimento de um PM com a venda de crianças. "Montamos uma operação com a ajuda do 14º BPM (Bangu) e ficamos esperando no local usado pela quadrilha como cativeiro, onde os bebês eram deixados de manhã, sob efeito de tranquilizantes, e, à noite, transportados pelo bando. Quem da quadrilha chegou para pegar o bebê, de apenas quatro meses, foi o então capitão. Foi preso e autuado em flagrante", recordou Paulo Melo.

Para o secretário, os dois casos podem mostrar um envolvimento sistemático do PM em casos de abusos e tráfico a menores desde a década de 90. "Quantas crianças ele pode ter molestado nesse período. Desde aquela época ele já demonstrava um desvio de conduta incompatível com a atividade policial e de servidor público", analisou Paulo Melo, recordando que, apensar das provas contundentes, o coronel conseguiu arrastar o processo na Justiça e saiu impune.

Promoções

"O então capitão era ardiloso. Ele se aproximava das mães, geralmente de comunidades muito carentes, e dizia que trabalhava para a igreja, que iria arrumar uma creche. Até colocava os bebês em creches, mas, em seguida, convencia as mães de que elas não tinham condições de criá-las e, o melhor, seriam doá-las. Aproveitava da fraqueza e da necessidade. Depois, esdas crianças eram vendidas pelo oficial ", lembrou Paulo Melo.

O secretário pediu o acompanhamento do caso para saber se o coronel continuava a atuar no rapto de menores. Paulo Melo também irá apurar como ocorreram as promoções do oficial da PM sem levar em consideração o histórico criminal. "Talvez agora ele seja excluído", avaliou o secretário.

 

Agência Brasil

 

 

PM detém três pessoas durante protesto contra o governo em São Paulo

 

Camila Boehm - Repórter da Agência Brasil

Manifestação em São Paulo termina com a prisão de três pessoas

Manifestação contra o governo em São Paulo termina com a prisão de três pessoasCamila Boehm/Agência Brasil

A Polícia Militar de São Paulo deteve hoje (11) três pessoas durante manifestação contra o governo do presidente Michel Temer na capital paulista: uma menor e dois homens, maiores de idade, foram levados para o 78º Distrito Policial. Organizada pela Frente Povo Sem Medo e pela Frente Brasil Popular, mas com adesão de diversos grupos, a manifestação saiu da Avenida Paulista, às 17h30 e seguiu em passeata até o Parque do Ibirapuera, onde chegou às 19h30. Entre os participantes, estava o prefeito Fernando Haddad (PT).

Um dos homens detidos era um fotógrafo, que tentou argumentar com a polícia em defesa do grupo que estava sendo revistado, mas acabou sendo preso também. Amigos dos detidos contaram que a polícia abordou o grupo e revistou suas mochilas, por volta das 17h30. O grupo usava máscaras, sob a alegação de que faria uma intervenção artística durante ato. Nas mochilas, a polícia encontrou um soco inglês, bolas de gude e uma faca de cozinha, sem ponta. O soco inglês seria para defesa pessoal, segundo uma amiga do grupo detido.

Tumulto

Pessoas que presenciaram a prisão disseram que não houve incidente provocado pelo grupo que pudesse motivar a abordagem e a detenção. Mas o major Telles, que comandou a operação, disse que os detidos foram abordados “porque estavam mascarados e com mochilas” e seriam levados para o 78º Distrito Policial e depois para o Departamento Investigações Criminais. Isso, entretanto, não ocorreu, porque o delegado cancelou a transferência.

Houve um início de tumulto durante a detenção, com correria entre participantes da manifestação, por medo que pudesse ocorrer violência contra outras pessoas. O ex-senador petista Eduardo Suplicy, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) se aproximaram e mediaram a situação, que logo voltou ao normal.

Valente criticou a ação policial: "Imensa desnecessidade e uma truculência da Polícia Militar. Mesmo que alguma pessoa esteja mascarada ou com alguma coisa na mochila, você não pode tensionar uma manifestação de milhares de pessoas. É uma irresponsabilidade isso. Em todo caso, por pressão aqui dos parlamentares, a Polícia Militar afastou a tropa e a passeata vai seguir pacificamente".

Representação à OEA

O senador Lindbergh Farias, disse que há uma representação já pronta para ser entregue à Corte Interamericana de Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos (OEA), sobre a atuação policial nas manifestações.

Segundo o senador, a representação tem dados das últimas manifestações e a intenção é que a Corte se posicione sobre a questão. Lindbergh falou sobre um caso divulgado pelo imprensa, em que um militar do Exército estaria infiltrado e disfarçado entre manifestantes, inclusive no dia em que mais de 20 pessoas foram detidas no Centro Cultural São Paulo, sem que nenhum crime tivesse sido cometido.

Lindbergh criticou a ação da PM na mamifestação de hoje. O senador, junto com ex-senador Eduardo Suplicy e o deputado federal Ivan Valente, interveio no princípio de tumulto durante  a ação policial para prender três manifestantes. "Estão lá parlamentares, artistas, mas não inibe. Nada inibe essa polícia aqui, que parece descontrolada", disse o senador.

 

Agência Brasil