Brasília - Eduardo Cunha confirmou que estará pessoalmente na sessão e poderá se manifestar, reforçando sua defesa -José Cruz/Agência Brasil
Relator do processo contra o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), quando o caso começou a tramitar no Conselho de Ética, o deputado Marcos Rogério (DEM-RO) será o primeiro a falar na sessão que definirá o futuro político do peemedebista, marcada para as 19h de hoje (12). De acordo com a Secretaria-Geral da Câmara, Rogério terá 25 minutos para apresentar os argumentos favoráveis à cassação do mandato de Cunha.
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Depois de quase oito meses em que a representação esteve nas mãos do colegiado, Marcos Rogério formulou o parecer que resultou na continuidade do processo por um placar de 11 votos a nove, em junho. No texto, o parlamentar afirma que Cunha é o dono de pelo menos quatro contas na Suíça - Köpek; Triumph SP, Orion SP e Netherton - e classificou as contas como “verdadeiros laranjas de luxo”.
Os advogados de Cunha terão o mesmo tempo - 25 minutos – para rebater os argumentos de Rogério. O próprio Eduardo Cunha já confirmou que estará pessoalmente na sessão e também poderá se manifestar, reforçando, em 25 minutos, sua defesa.
Com a conclusão desta fase inicial, os deputados que forem se inscrevendo poderão falar por cinco minutos cada. Mas esta etapa da sessão pode ser interrompida a partir da fala do quarto parlamentar, se houver um acordo e a maioria em plenário decidir pelo fim da discussão.
A votação é nominal e o posicionamento de cada deputado será anunciado abertamente pelo painel eletrônico. São necessários 257 votos – equivalentes à maioria simples dos 513 deputados – para que Cunha perca o mandato como parlamentar.
Eduardo Cunha, que foi notificado sobre a sessão na última quinta-feira (8) pelo Diário Oficial da União, deve contar com o apoio de aliados que podem apresentar questões de ordem. O peemedebista quer que, a exemplo do que ocorreu no impeachment de Dilma Rousseff no Senado, a votação seja fatiada, ou seja, que os parlamentares decidam separadamente sobre a perda do cargo e sobre a perda dos direitos políticos.
Agência Brasil
Seleção feminina vence Ucrânia no vôlei sentado e está na semifinal
Mariana Jungmann - Repórter da Agência Brasil
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A seleção brasileira feminina de vôlei sentado venceu a Ucrânia neste domingo (11), por 3 sets a 0, com parciais de 25/19, 25/20 e 25/14, e garantiu a classificação para a semifinal da modalidade na Paralimpíada do Rio de Janeiro. Ainda resta uma partida da 1ª fase, contra a Holanda, que será disputada nesta terça-feira (13).
Com a vitória, as brasileiras conquistaram a liderança do grupo A e anteciparam a classificação para a semifinal, em que deverão enfrentar a China ou os Estados Unidos. Na estreia, a equipe brasileira já havia derrotado o Canadá também por 3 a 0. O jogo foi disputado no Pavilhão 6 do Riocentro.
Veja o guia das modalidades paralímpicas.
Agência Brasil
Daniel Dias chega em segundo e conquista a quarta medalha na Paralimpíada do Rio
Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil
Com quatro medalhas nessa Paralimpíada, Daniel Dias perdeu o ouro para o chinês Junshen Li nos 100 metros peitoReuters/Ricardo Moraes/Direitos Reservados
O nadador brasileiro Daniel Dias conquistou hoje (11) a medalha de prata na prova dos 100 metros peito dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Esta é a quarta medalha do atleta na competição deste ano – ele tem ainda um ouro, uma prata e um bronze.
O ouro ficou com o chinês Junsheng Li, que fechou o melhor tempo com uma diferença de apenas 17 centésimos em relação ao brasileiro. A medalha de bronze ficou com o colombiano Moises Fuentes Garcia.
Nascido com má formação congênita dos membros superiores e da perna direita, Daniel descobriu a natação aos 16 anos. O atleta brasileiro soma ainda dez medalhas de ouro, quatro de prata e uma de bronze conquistadas nas edições de Pequim 2008 e Londres 2012.
Agência Brasil
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TOC: como lidar com o transtorno obsessivo-compulsivo
ZH.CLICRBS.COM.BR
Brasileiro quebra recorde mundial e ganha ouro na final dos 100 metros rasos
André Richter - Repórter da Agência Brasil
Petrucio Ferreira dos Santos quebra recorde mundial e garante a medalha de ouro na final dos 100 metros rasosReuters/Jason Cairnduff/Direitos Reservados
O atleta brasileiro Petrúcio Ferreira dos Santos, 19 anos, ganhou hoje (11) medalha de ouro nos 100 metros rasos, categoria T47 do atletismo, nas Paralimpíadas Rio 2016. Petrúcio também quebrou recorde mundial da prova, com tempo de 10s57. Na mesma prova, o brasileiro Yohansson Nascimento chegou na terceira posição e ganhou o bronze.
Após a prova, em entrevista à TV Brasil, Petrúcio agradeceu o incentivo da torcida brasileira para conquistar o ouro. "Eu diria que estar participando em casa, com toda essa torcida aqui nos apoiando, eu diria que essa foi a forcinha a mais que a gente estava precisando. Esse apoio, esse incentivo, esse empurrão do pessoal de casa", comemorou o paraibano.
Yohansson disse que lutou para chegar em segundo lugar e garantir a dobradinha brasileira no pódio, mas sai da competição de cabeça erguida com o bronze. "Eu dei o meu melhor e o mais importante é estar entre os três melhores da competição ao longo desses 11 anos de carreira", disse.
O atleta ainda não decidiu se vai participar da tradicional prova de revezamento por equipes do atletismo. "Fico feliz em saber que a nossa equipe brasileira é uma das mais fortes de todos os tempos do revezamento. Os 400 metros ainda tenho que ver se eu vou correr, porque eu me preparei exclusivamente para correr nesses 100 metros", destacou.
O Brasil soma agora 21 medalhas nos Jogos Paraolímpicos de 2016 (seis ouros, nove pratas e seis bronzes) e segue na quinta posição do quadro de medalhas.
Agência Brasil
Resistência indígena é tema de exposição em cartaz em São Paulo
Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil
Exposição no Sesc de Pinheiros sobre adornos do Brasil indígena ficará aberta até 8 de janeiro de 2017Divulgação/Sesc/Alexandre Nunis
A exposição Adornos do Brasil Indígena: resistências contemporâneas leva um conjunto de 200 peças ao Sesc Pinheiros. São objetos e documentos de 23 etnias indígenas preservados no Museu de Arqueologia e Etnologia da USP (MAE), pelos quais os índios reafirmam sua cultura e identidade, além de uma seleção de obras de arte contemporânea de diversos artistas, que se entrelaçam com a temática indígena, como o mural de grafite do artista Nunca, pintado na fachada do Sesc.
“A exposição gira em torno da questão do adorno como elemento de resistência simbólica. Não é uma mostra simplesmente sobre artefatos indígenas, mas sim tem um recorte específico, que é entender esses artefatos, em particular aquilo que serve de adorno, seja pintura, objeto, escarificação, como um elemento de resistência simbólica”, disse Moacir dos Anjos, um dos curadores da exposição. Ele selecionou as obras dos artistas contemporâneos, enquanto uma equipe do próprio museu fez a curadoria dos objetos indígenas expostos.
Um dos destaques da exposição é o vídeo que mostra o líder indígena brasileiro Ailton Krenak em pronunciamento na Assembleia Nacional Constituinte, em 1987, quando protestava contra o retrocesso na luta pelos direitos dos índios no país. Nas imagens, Ailton pinta seu rosto de preto, com jenipapo, em sinal de luto, enquanto discursa em defesa de seu povo. Considerada um adorno, essa pintura, na ocasião, ficou marcada como sinal de resistência indígena.
“Os adornos são marcadores de identidade. Há uma importância deles para coesão coletiva desses diferentes grupos culturais. É uma maneira deles se afirmarem como pertencentes àquelas etnias e também de resistência perante ao outro”, explicou Carla Gilbertoni Carneiro, uma das curadoras da exposição e educadora do MAE. Segundo ela, os indígenas também se adornam quando estão em situação de reivindicação, de protesto e de luta tanto entre as etnias quanto diante de não indígenas.
Artistas contemporâneos
“A partir do acervo selecionado da coleção do MAE, a ideia era escolher obras de arte contemporâneas que dialogassem com esse acervo, não meramente como um espelho dele”, informou Moacir. Segundo ele, o objetivo ao escolher as obras foi criar um contato e um entrelaçamento de significados, como se fossem uma teia.
As obras contemporâneas de artistas brasileiros como Claudia Andujar e Lygia Pape se alinham aos objetos da exposição, ajudando a mostrar a importância dos adornos indígenas no processo de resistência desses povos.
“As obras ora são referências explícitas à questão do adorno indígena, ora são referências mais sutis”, disse o curador. Moacir acrescentou que selecionou obras de diversos formatos, incluindo pintura, vídeo, desenho, colagem e fotografia.
Grafite do artista NuncaDivulgação/Sesc/Alexandre Nunis
Celebrações e resistência
A exposição é dividida em três módulos, um deles foi chamado de Adornos: as celebrações como resistência e apresenta as diversas funções e significados das celebrações indígenas. Os adornos assumem o protagonismo nas cerimônias e nos rituais. “Apresentamos alguns rituais, algumas festas relacionadas a diferentes sociedades indígenas, mostrando a importância dos adornos, constituindo os corpos que participam dessas celebrações, a importância da sua identidade, da sua coesão coletiva, [o adorno] como um marcador de identidade das diferentes etnias”, explicou Carla Gilbertoni Carneiro.
Outro destaque são as referências à Festa da moça nova, um ritual da etnia Ticuna, do estado do Amazonas, em que utilizam diferentes máscaras. “É a festa mais importante para esse grupo, que é a passagem da menina para a fase adulta. O marco disso é a primeira menstruação. Escolhemos essa festa para aprofundar um pouco mais, porque ela é um símbolo de resistência”, esclareceu Carla.
Segundo ela, a presença religiosa na região, tanto de católicos quanto de evangélicos, pressionou os Ticuna para que a festa deixasse de ser realizada. “Em um certo período, [a festa acabou] sendo um pouco abafada por essa presença religiosa, mas, pela força deles e pela resistência, ela continua sendo feita e ganhando força.”
“As máscaras representam seres sobrenaturais que estão protegendo as meninas nesse momento da transição. Fizemos um filme mostrando as cenas desse ritual e um pouquinho dessa pressão externa para que a festa deixasse de acontecer. É bem emblemático nessa perspectiva de resistência”, completou a curadora.
Já o módulo Adornos: o corpo como suporte de resistência trata a questão das sociedades indígenas terem no corpo suas formas de defesa, proteção e extermínio, que se reflete no vídeo do líder indígena Ailton Krenak.
Um terceiro módulo da exposição, denominado Adornos: os testemunhos de resistência, traz manifestações indígenas do presente misturado a vestígios e testemunhos de ocupações anteriores. Nichos etnográficos da etnia Karajá (GO) e peças arqueológicas como Muiraquitãs dividem espaço com trabalhos contemporâneos de Claudia Andujar, Anna Bella Geiger e Bené Fonteles, além de um filme sobre a resistência indígena ao longo do tempo.
A exposição fica em cartaz até 8 de janeiro de 2017, de terças a sábados, das 10h30 às 21h30, e domingos e feriados, das 10h30 às 18h30, no Sesc Pinheiros. A entrada é gratuita.
Agência Brasil
“Se Temer mantiver a governabilidade, fará um grande favor ao Brasil”
Para o professor de ética da Unicamp Roberto Romano, Temer sofre com a falta de carisma e a “herança maldita" do presidencialismo brasileiro
Por Márcio Juliboni
Roberto Romano não espera muita coisa de Temer. Para ele, o presidente não mudará a estrutura política nem econômica do país por falta de força política e de uma estratégia clara de mobilização do Congresso.
Somem-se a esses fatores um aliado maquiavélico no comando do Senado e o PT, disposto a inflamar as ruas no papel de paladino da democracia ferida pelo "golpe", e Temer corre o risco de ficar tão emparedado quanto os pronomes de suas mesóclises. Confira os principais trechos da entrevista a O Financista:
O Financista: Quando era interino, o mercado tolerava as concessões de Temer aos grupos políticos, lembrando a necessidade de consolidar apoio. Como efetivo, ele mudou?
Roberto Romano: Temer continua cedendo, e o pior é que a atuação de seus ministros é desastrosa. Cada declaração que dão, como a da reforma trabalhista, mostra que não há coordenação política. Com isso, o governo não é capaz de mobilizar ninguém. Os grupos de interesse estão no Congresso, à espera de sinalizações claras, mas só estão ficando mais confusos. Isso pode atrasar, e muito, a tramitação dos projetos do governo.
O Financista: Mas Temer é conciliador ou apenas um presidente fraco?
Romano: Esse é um problema sério no mundo todo, de crise de Estados e partidos, não apenas de Temer. Quando a política virou um negócio, impediu o surgimento de verdadeiros estadistas. Hoje, não há mais do que cinco no mundo. Mas, aí, entram fatores próprios de Temer. Ele nunca foi uma liderança. Cresceu à sombra de Montoro e, depois, de Quércia. Tanto que teve muita dificuldade para se projetar no PMDB. Ele não tem carisma. Então, a situação é essa: temos uma crise de liderança no Brasil e no mundo. Para sair da crise, precisamos de lideranças verdadeiras. Mas o sistema não deixa que surjam.
O Financista: Temer cairá na mesma armadilha do PT, a de ter mais problemas com a base aliada do que com a oposição?
Romano: Isso é mais do que certo, porque é um problema fundamental do presidencialismo brasileiro. O poder central arranca os recursos dos Estados e municípios. Depois, para aprovar seus projetos, fica nas mãos dos chefes políticos de cada região. Eles cobram um preço alto para que os recursos voltem, em troca de apoio aos projetos. É uma estrutura anacrônica, burocrática e gastadora. No fundo, Temer herdou a herança maldita do presidencialismo brasileiro (risos).
O Financista: Renan Calheiros é um aliado confiável de Temer no Senado?
Romano: Renan não é um aliado confiável nem de si mesmo. Ele é, por excelência, alguém que trabalha apenas por seus interesses. Mas ele sabe se mover. Um político poderoso é aquele que faz favor até para seus inimigos. Basta lembrar o que ele disse a Gleisi Hoffmann. A sorte de Temer é ter o Romero Jucá a seu lado, que pode passar as informações do que acontece no Senado para o presidente. Mas Jucá não é Deus. Não adianta a informação chegar ao Planalto, se não houver gente capaz de processá-la e dar uma resposta adequada.
O Financista: Os protestos contra Temer podem crescer a ponto de inviabilizar o governo?
Romano: Não sei. Primeiro: o PT está destreinado, depois de anos no Planalto, mas tem know-how de oposição e sabe infernizar quando quer. Segundo: as reformas vão desagradar a uma boa parte da classe média. Terceiro: dada a falta de liderança de Temer, ele corre o risco até de desagradar aos patrões. Quarto: a radicalização da PM está pegando muito mal: a polícia não tem preparo para lidar com protestos de rua. Agora, a classe média "média” não irá para a rua com o PT, porque está com muita raiva dos petistas. A dúvida é quanto o partido conseguirá mobilizar a classe média baixa, que perdeu muita coisa e age mais pelo bolso do que pela ideologia.
O Financista: Com tudo isso, qual o cenário mais realista para Temer?
Romano: Esse será o governo do possível. Não vai modificar a estrutura política nem econômica. Isso não é agenda para um governo transitório como o de Temer. Sinceramente, se ele chegar a 2018 com bases mínimas de governabilidade, já terá feito um grande favor ao Brasil.
O MELHOR DA SEMANA
Odebrecht delata Lula
Lula será preso por causa do Itaquerão. O Antagonista soube que a Odebrecht entregou à PGR o esquema do estádio do Corinthians. Lula é realmente o campeão dos campeões.
- A propina no Itaquerão
- Delcídio responde a Lula
- Destruição de provas do triplex
- A obstrução de Léo Pinheiro
- Moro está sempre uma jogada à frente
TCU manda Dilma e Lula devolverem presentes
Os caminhões de mudança de Dilma terão que dar meia volta. O TCU determinou à Administração da Presidência e ao Gabinete Pessoal da Presidência que incorporem todos os documentos e presentes recebidos... [leia mais]
- Para TCU, houve "graves irregularidades nos presentes"
- Lula e Dilma só deixaram 15 presentes no Planalto
- Decisão do TCU turbina "inquérito do cofre de Lula"
Teori nega novo julgamento do impeachment
Teori Zavascki negou o pedido de liminar feito pela defesa de Dilma Rousseff para realizar novo julgamento do impeachment.
- Rosa também rejeita discutir impeachment
Teori, na mosca: "Defesa de Lula quer embaraçar as apurações"
No seu despacho a favor da manutenção do inquérito de Lula nas mãos de Moro, Teori Zavascki escreveu também: "Nesse contexto, é importante destacar que esta Corte possui amplo conhecimento dos processos...” [veja mais]
- Lula ataca Teori
- O "amplo conhecimento" de Teori
Padilha demite AGU
Eliseu Padilha chamou Fábio Medina Osório em seu gabinete para demiti-lo. "Você está fora! Peça demissão ou eu vou demiti-lo!". Medina retrucou: "Pode me demitir, então!"
- Demissão de AGU é oficial
- Temer contra a misoginia
- Acesso à Lava Jato foi a gota d'àgua
- Demitido por ser independente
- Impeachment de Dilma foi cartão de visita
Rombo de 50 bilhões
Embora a Operação Greenfield se concentre em desvios de 8 bilhões de reias, os investigadores estimam que o rombo total nos fundos Previ, Petros, Funcef e Postalis chegue a 50 bilhões. 50 vilhões de reais. É outro petrolão.
- Greenfield apreende jatinhos, carros e mansões
- A mágica dos fundos de pensão
- Balanço da Operação Greenfield
MOMENTO ANTAGONISTA
Reveja os vídeos gravados por Claudio Dantas durante a semana:
- A próxima fase da Greenfield
- Devolvam tudo!
- Tchau, Lewandowski
- Temos um novo Moro?
Mais de 100 recordes mundiais paralímpicos já foram batidos na Rio 2016
Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil
Medalha de ouro, o brasileiro Petrucio Ferreira dos Santos quebrou recorde mundial dos 100 metros rasosReuters/Jason Cairnduff/Direitos Reservados
Antes mesmo de terminar o quarto dia de competições dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, mais de 100 recordes mundiais paralímpicos já foram batidos. O recorde de número 100 foi batido às 11h51 pelo chinês Benying Liu, nos 50 metros nado livre masculino, com a marca de 54s05. Às 14h13, o total de recordes já estava em 104, após o halterofilista iraquiano Rasool Mohsin ter levantado 227 quilos na categoria masculina de competidores com até 72 quilos.
Até o momento, o primeiro dia de competições (dia 8) foi o que teve maior número de recordes batidos, com 34 registros. No dia 9, outros 31 recordes foram batidos, e no dia 10, mais 24 recordes paralímpicos mundiais. Hoje (11), já foram batidos 15 recordes até a marca obtida por Mohsin. A expectativa é que esse número fique ainda maior até o fm do dia.
Agência Brasil
Festival de teatro de bonecos anima região central de Brasília
Mariana Jungmann - Repórter da Agência Brasil
Conhecido como Festival de Teatro de Bonecos, o evento desperta paixão especialmente nas criançasFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O brasiliense e quem visita a capital federal poderá aproveitar até o dia 2 de outubro vários espetáculos de teatro de bonecos no centro da cidade. Em frente à Torre de Televisão e no Teatro da Fundação Nacional de Artes (Funarte) acontece a Temporada de Teatro de Animação.
Conhecido como Festival de Teatro de Bonecos, o evento desperta paixão especialmente nas crianças, que ficam “frenéticas”, de acordo com Miguel Mariano, que se apresentou hoje (11) com o grupo Cassimiro Coco Gratidão hoje (11). “A criança explode. Ela grita, esperneia, questiona, quer tudo”, afirmou Mariano sobre a reação dos pequenos.
A ideia, no entanto, não é focar em determinada faixa etária, mas garantir que as apresentações movam também adultos. “O teatro de bonecos não está preso a um sistema. Geralmente ele é concebido e ensaiado para atender a um público de todas as faixas. Isso inclui idosos e jovens", esclareceu a assessora de Artes Cênicas da Funarte, Julia Guedes.
Ao todo, serão 32 apresentações de 16 grupos, para um público de até 500 pessoasFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Segundo ela, a proposta do festival é também variar nos tipos de apresentações. Algumas são promovidas durante o dia, durante a feira da Torre de TV. Outras, noturnas, acontecem dentro da sala Plínio Marcos, do Teatro da Funarte. “Esse tipo de teatro vai desde a simplicidade de uma tenda ao ar livre até a sofisticação de uma montagem com jogo de luz e bonecos mais luxuosos”, explicou.
Ao todo, serão 32 apresentações de 16 grupos. Elas têm reunido até 500 pessoas por vez, aproveitando o movimento da Feira da Torre nos fins de semana. Conforme Julia Guedes, a proposta é uma oportunidade de oferta de lazer de qualidade gratuito em uma região de fácil acesso.
Para Miguel Mariano, o festival traz também o estímulo ao teatro de bonecos e ao consumo de arte, o que favorece aos atores envolvidos. “Para quem trabalha só com arte, ainda mais em situação de recessão econômica, onde a arte é a primeira a ser cortada, quanto mais a gente consegue trabalhar, melhor.”
As apresentações ocorrem de quinta a domingo, em horários que se alternam das 16h às 20h. A programação pode ser conferida na página da funarte na internet.
Agência Brasil
À beira da cassação, Eduardo Cunha e seus aliados ainda tentam viabilizar pena mais branda. Foto: Andressa Anholete, AFP
Maioria da bancada gaúcha votará pela cassação de Cunha
Dos 31 parlamentares, 25 abriram o voto contra o peemedebista e quatro não revelaram, embora digam que estarão presentes em Brasília.
Venezuelanos batem à porta do Brasil
Aumento de 7.000% nos pedidos de refúgio em dois anos também atinge o Rio Grande do Sul.
Em carceragem superlotada, presos põem fogo em cela
Detentos incendiaram papelão que ficava no piso para protestar contra condições da prisão no Palácio da Polícia.
Expectativa pelo cessar-fogo em Aleppo
Além do início da trégua na guerra da Síria, também é destaque no mundo a repercussão do desmaio de Hillary Clinton, diagnosticada com pneumonia. Leia a coluna de Luiz Antônio Araujo.
Ciclone avança pelo Estado trazendo chuva e vento
No final da tarde desta segunda, um ciclone extratropical que se forma no Uruguai avança pelo Estado e começa a causar chuva e vento forte.
Prefeitura de Porto Alegre quer receber R$ 4 milhões da Cettraliq
Valor, que seria pago ao Dmae, corresponde a gasto extra motivado por problemas na água atribuídos à empresa.
Grêmio sem o camisa 10
Lincoln, troca de esquema ou improvisação: saiba como Roger deve substituir Douglas contra a Ponte Preta na quarta-feira.
Inter muda time contra o Vitória
Artur, suspenso, é ausência confirmada. Geferson e Paulão devem voltar ao time para o confronto de quinta-feira.
Rock gaúcho ganha força com a criação de selos independentes
União de bandas novas tem movimentado a cena roqueira no Rio Grande do Sul.
Como funciona a portabilidade de crédito?
Transferir um financiamento ou empréstimo de um banco para o outro pode ser vantajoso, mas precisa de alguns cuidados. Veja no Encare a Crise desta semana.
Ouro no triatlo, agora norte-americanas vão lutar por medalha no atletismo
Nathalia Vieira Mendes - Repórter do Portal EBC
As primeiras campeãs paralímpicas do triatlo terão pouco tempo para celebrar o feito histórico da manhã de hoje (11): as norte-americanas Grace Norman, campeã da classe PT4, e Allysa Selly, que ficou com o ouro na classe PT2, estarão em ação na pista de atletismo do Estádio Olímpico amanhã (12). Norman está na final dos 400m da classe T44 e Selly tem sua primeira bateria eliminatória dos 200m T36, menos de 24 horas depois de dar as primeiras braçadas para a vitória no circuito montado na praia de Copacabana.
Junto com a canoagem, o triatlo é a mais nova modalidade do programa dos Jogos Paralímpicos, sendo disputado pela primeira vez no Rio de Janeiro. O primeiro campeonato mundial da modalidade aconteceu em 1989, e, por ser um esporte que ainda está em expansão, atraiu atletas de outras modalidades. É o caso da medalhista de prata na categoria PT4, Lauren Steadman, que foi às Paralimpíadas de Pequim e Londres como atleta da natação, e da brasileira Ana Raquel Lins, que deixou as piscinas há menos de um ano. Norman e Selly ainda se dividem entre as raias das corridas e os treinos de natação, ciclismo e corrida.
“Esta medalha me dá força para que eu possa buscar uma medalha também no atletismo. Eu estou na prova de amanhã à noite, então vou me permitir festejar um pouco, mas logo em seguida já volto o meu foco para o atletismo”, conta Norman, que terá pela frente, na final de sua prova, a francesa Marie-Amelie le Fur, atual detentora do título e do recorde mundial.
Desbancar favoritas não é algo novo para Norman, que nasceu sem a perna esquerda, logo abaixo do joelho, e, por isso, usa prótese desde seu primeiro ano de vida. Para ficar com o ouro paralímpico, ela teve que passar pela britânica Lauren Steadman, que se manteve invicta no circuito por dois anos, é a atual bicampeã mundial e venceu no evento-teste do triatlo no ano passado.
Com melhor tempo na natação, Norman foi superada pela rival no ciclismo, mas, aproveitando-se da força de sua corrida, tomou a dianteira ainda nos dois primeiros quilômetros. “De longe, foi a melhor corrida que eu já fiz”, atestou ela, que completou o percurso em 1h10min39s, cerca de um minuto à frente da britânica.
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Rio de Janeiro - Bicampeã mundial em 2015/16, a norte-americana americana Allysa Seely chega em primeiro lugar e fica com a medalha de ouro no triatlo feminino PT2 das Paralimpíadas Tânia Rêgo/Agência Brasil
Na classe PT2, Selly, campeã do mundo em 2015 e 2016, liderou as norte-americanas, que ocuparam todas as posições do pódio. Hailey Danisewicz, que liderou a corrida, terminou em segundo lugar, seguida por Melissa Stockwell, dona do melhor desempenho na natação. Foi também na corrida que Selly desequilibrou: depois de mostrar regularidade na natação e na corrida, aparecendo em segundo lugar nos dois segmentos, a campeã acelerou para o ouro, deixando as compatriotas para trás e fechando a prova em 1h22min55s, tempo um segundo mais rápido do que fez no Mundial de Rotterdam, em julho passado.
“As mulheres americanas tiveram um dia incrível hoje. É maravilhoso assistir o crescimento de Grace (Norman) como atleta nos últimos anos. Tenho a honra de participar do triatlo e do atletismo junto com ela, o que nos aproximou bastante”, revela Selly, que é amputada abaixo do joelho esquerdo. “A minha bateria para os 200m é amanhã de manhã, então, assim que eu sair daqui, o foco já mudou. Vou diminuir o ritmo e me recuperar, já pensando no que tenho que fazer amanhã. Quero dar o meu melhor na pista amanhã de manhã”.
No limite
As mulheres da classe PT5 (com deficiência visual total ou parcial) fecharam o programa do triatlo nos jogos do Rio. Campeã mundial no ano passado, a australiana Katie Kelly ficou com a medalha de ouro, competindo com a guia Michellie Jones. Mas foi a luta pelo bronze que canalizou as atenções: cambaleando, a norte-americana Elizabeth Baker não conseguiu evitar que a britânica Melissa Reid a ultrapassasse nos últimos metros de prova, na reta da linha de chegada. O sol forte e a alta temperatura acabaram levando a dupla à exaustão: bastante desgastadas, as duas deixaram o circuito de maca, para receber atendimento médico.
Única brasileira classificada para as provas do triatlo, Ana Raquel Lins foi a última atleta a concluir o percurso na classe PT4, chegando em 11º lugar. Depois de sair no pelotão intermediário na natação, ocupando o sexto lugar, Ana despencou para as últimas posições no ciclismo, justamente o trecho em que ainda encontra dificuldade.
“Por estar há um ano e um mês no triatlo, ainda estou pegando a manha e a agressividade da bicicleta. De qualquer forma, já foi meu melhor tempo no ciclismo. Foram, na verdade, os melhores tempos que eu já fiz na vida”, comemora a novata, que valoriza a oportunidade de estar ao lado dos grandes nomes do circuito mundial.
“Vou continuar treinando e Tóquio pode me esperar. Tenho quatro anos pela frente para baixar bastante o meu tempo”, promete ela, que agora volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro, marcado para novembro: “Amanhã, já vai ter que ter, pelo menos, um trote”.
Veja o guia das modalidades paralímpicas.
Agência Brasil
Coronel reformado da PM do Rio é preso por suspeita de pedofilia
Nielmar de Oliveira - Repórter da Agência Brasil
Um coronel reformado da Polícia Militar do Rio de Janeiro de 62 anos foi preso em flagrante ontem (10) à noite ao ser surpreendido com uma criança do sexo feminino, de apenas dois anos de idade, completamente nua no interior do seu carro. Ele foi preso por policiais do 22º Batalhão da Polícia Militar (Benfica), que atenderam a uma denúncia anônima.
A prisão ocorreu em Ramos, bairro da zona norte do Rio. No ato do flagrante, o coronel teria tentado subornar os policiais, para que a ocorrência não fosse levada adiante.
Segundo nota divulgada pela assessoria de Imprensa da Polícia Civil, com base em informações da Central de Garantias Norte, a delegada Carolina Marins, após apreciar as provas, autuou o coronel em flagrante pelos crimes de estupro de vulnerável e corrupção ativa.
Expulsão
De acordo com a nota, a criança foi entregue “aos responsáveis legais” e será encaminhada à Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) para “entrevista de revelação”. Cópias do procedimento serão encaminhadas ao Conselho Tutelar, de modo a garantir a assistência à criança, e também à 21ª Delegacia de Polícia, para prosseguir na investigação.
As informações indicam que o coronel preside a Caixa Beneficente da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Ele foi encaminhado ao Batalhão Especial Prisional (BEP), em Niterói. Além de responder à Justiça comum, o coronel reformado também será submetido a um Processo Administrativo Disciplinar na Polícia Militar, podendo ser expulso da corporação.
Secretaria
Em nota, o secretário de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, Paulo Melo, determinou que a secretaria acompanhe de perto a prisão do coronel reformado da PM, flagrado com uma criança de 2 anos nua. O secretário lembrou que, na década de 90, ao comandar uma comissão parlamentar na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro ( Alerj), prendeu o oficial acusado de envolvimento com o tráfico de bebês.
No documento, Paulo Melo disse que à época foi procurado por uma associação de moradores de Bangu, que relatou o envolvimento de um PM com a venda de crianças. "Montamos uma operação com a ajuda do 14º BPM (Bangu) e ficamos esperando no local usado pela quadrilha como cativeiro, onde os bebês eram deixados de manhã, sob efeito de tranquilizantes, e, à noite, transportados pelo bando. Quem da quadrilha chegou para pegar o bebê, de apenas quatro meses, foi o então capitão. Foi preso e autuado em flagrante", recordou Paulo Melo.
Para o secretário, os dois casos podem mostrar um envolvimento sistemático do PM em casos de abusos e tráfico a menores desde a década de 90. "Quantas crianças ele pode ter molestado nesse período. Desde aquela época ele já demonstrava um desvio de conduta incompatível com a atividade policial e de servidor público", analisou Paulo Melo, recordando que, apensar das provas contundentes, o coronel conseguiu arrastar o processo na Justiça e saiu impune.
Promoções
"O então capitão era ardiloso. Ele se aproximava das mães, geralmente de comunidades muito carentes, e dizia que trabalhava para a igreja, que iria arrumar uma creche. Até colocava os bebês em creches, mas, em seguida, convencia as mães de que elas não tinham condições de criá-las e, o melhor, seriam doá-las. Aproveitava da fraqueza e da necessidade. Depois, esdas crianças eram vendidas pelo oficial ", lembrou Paulo Melo.
O secretário pediu o acompanhamento do caso para saber se o coronel continuava a atuar no rapto de menores. Paulo Melo também irá apurar como ocorreram as promoções do oficial da PM sem levar em consideração o histórico criminal. "Talvez agora ele seja excluído", avaliou o secretário.
Agência Brasil
PM detém três pessoas durante protesto contra o governo em São Paulo
Camila Boehm - Repórter da Agência Brasil
Manifestação contra o governo em São Paulo termina com a prisão de três pessoasCamila Boehm/Agência Brasil
A Polícia Militar de São Paulo deteve hoje (11) três pessoas durante manifestação contra o governo do presidente Michel Temer na capital paulista: uma menor e dois homens, maiores de idade, foram levados para o 78º Distrito Policial. Organizada pela Frente Povo Sem Medo e pela Frente Brasil Popular, mas com adesão de diversos grupos, a manifestação saiu da Avenida Paulista, às 17h30 e seguiu em passeata até o Parque do Ibirapuera, onde chegou às 19h30. Entre os participantes, estava o prefeito Fernando Haddad (PT).
Um dos homens detidos era um fotógrafo, que tentou argumentar com a polícia em defesa do grupo que estava sendo revistado, mas acabou sendo preso também. Amigos dos detidos contaram que a polícia abordou o grupo e revistou suas mochilas, por volta das 17h30. O grupo usava máscaras, sob a alegação de que faria uma intervenção artística durante ato. Nas mochilas, a polícia encontrou um soco inglês, bolas de gude e uma faca de cozinha, sem ponta. O soco inglês seria para defesa pessoal, segundo uma amiga do grupo detido.
Tumulto
Pessoas que presenciaram a prisão disseram que não houve incidente provocado pelo grupo que pudesse motivar a abordagem e a detenção. Mas o major Telles, que comandou a operação, disse que os detidos foram abordados “porque estavam mascarados e com mochilas” e seriam levados para o 78º Distrito Policial e depois para o Departamento Investigações Criminais. Isso, entretanto, não ocorreu, porque o delegado cancelou a transferência.
Houve um início de tumulto durante a detenção, com correria entre participantes da manifestação, por medo que pudesse ocorrer violência contra outras pessoas. O ex-senador petista Eduardo Suplicy, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) se aproximaram e mediaram a situação, que logo voltou ao normal.
Valente criticou a ação policial: "Imensa desnecessidade e uma truculência da Polícia Militar. Mesmo que alguma pessoa esteja mascarada ou com alguma coisa na mochila, você não pode tensionar uma manifestação de milhares de pessoas. É uma irresponsabilidade isso. Em todo caso, por pressão aqui dos parlamentares, a Polícia Militar afastou a tropa e a passeata vai seguir pacificamente".
Representação à OEA
O senador Lindbergh Farias, disse que há uma representação já pronta para ser entregue à Corte Interamericana de Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos (OEA), sobre a atuação policial nas manifestações.
Segundo o senador, a representação tem dados das últimas manifestações e a intenção é que a Corte se posicione sobre a questão. Lindbergh falou sobre um caso divulgado pelo imprensa, em que um militar do Exército estaria infiltrado e disfarçado entre manifestantes, inclusive no dia em que mais de 20 pessoas foram detidas no Centro Cultural São Paulo, sem que nenhum crime tivesse sido cometido.
Lindbergh criticou a ação da PM na mamifestação de hoje. O senador, junto com ex-senador Eduardo Suplicy e o deputado federal Ivan Valente, interveio no princípio de tumulto durante a ação policial para prender três manifestantes. "Estão lá parlamentares, artistas, mas não inibe. Nada inibe essa polícia aqui, que parece descontrolada", disse o senador.
Agência Brasil