Média de juros no rotativo do cartão de crédito ficou em 406% em outubro

Apesar da queda de 8,2 pp, taxa é a mais alta entre as modalidades pesquisadas; no cheque especial, média é de 278% ao ano

As taxas de juros continuaram a subir em outubro, de acordo com dados divulgados hoje (27) pelo Banco Central. A taxa média de juros cobrada das pessoas físicas subiu 2,5 pontos percentuais de setembro para outubro, e chegou a 64,8% ao ano. Para as empresas, a alta foi 0,9 ponto percentual e a taxa chegou a 30,2% ao ano.

A inadimplência das famílias, considerados os atrasos superiores a 90 dias, subiu 0,1 ponto percentual para 5,8%. A inadimplência das empresas subiu 0,2 ponto percentual para 4,3%.

A taxa de juros do cheque especial subiu 14,4 pontos percentuais para 278,1% ao ano. A taxa do crédito consignado subiu 0,5 ponto percentual para 28,1% ao ano. No caso da taxa para a compra de veículos, a alta foi 0,3 ponto percentual para 25,9% ao ano.

Já a taxa dos juros do rotativo do cartão de crédito caiu 8,2 pontos percentuais, mas continua sendo a mais alta entre as modalidades pesquisadas pelo BC: 406,1% ao ano.

Esses dados são do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros, assinala a Agência Brasil.

No caso do empréstimo direcionado (com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura) a taxa média de juros subiu 0,1 ponto percentual para pessoas físicas (9,9% ao ano) e 1,4 ponto percentual para as empresas (11,1% ao ano). A taxa de inadimplência do crédito direcionado subiu 0,2 ponto percentual para as pessoas físicas (2,1%) e 0,1 ponto percentual para empresas (0,8%).

O saldo total do crédito chegou a R$ 3,157 trilhões, com retração de 0,1% no mês e alta de 8,1%, em 12 meses. O saldo do crédito livre chegou a R$ 1,602 trilhão, com queda de 0,4%, de setembro para outubro, e crescimento de 4,3%, em 12 meses. O saldo do crédito direcionado ficou em R$ 1,554 trilhão, com alta de 0,2%, no mês, e de 12,4%, em 12 meses.
Fonte: Cidade Biz - 28/11/2015 e Endividado

Demitido vende ′brigadeiro intelectual′ na rua Augusta

Demitido em outubro passado de uma empresa de telemarketing, Kleber Silva, 21, não esmoreceu. Fundou a Kleber Soluções, preparada para ajudar seus clientes a fazer "tudo melhor" com "menos dinheiro".

Em vez de táxi ou Uber, ele transporta passageiros com conforto, cobrando pouco. Já foi animador de plateia e se pintou de Blueman para atrair clientes a uma loja de celulares, mas o que dá mais lucro são os doces.

Seu "brigadeiro gourmet" –feito com brigadeiro pronto Moça– é vendido todas as noites na rua Augusta, no centro de São Paulo. Para atrair a clientela que ele define como "intelectual", embrulhou os doces em papéis com desenhos que lembram os do artista pernambucano Romero Britto.

Capricha também no próprio visual: camisa Aleatory, calças Blue Steel e tênis New Balance. Nas noites de sábado, as mais movimentadas, diz tirar R$ 200 de lucro.

O cotidiano de Kleber revela uma faceta cada vez mais comum no país: a prática de bicos. Com expectativa de que a crise econômica corte mais de 1 milhão de vagas de emprego formal até o fim de 2015, os pequenos trabalhos temporários adotados para complementar a renda se tornaram uma alternativa recorrente nos últimos meses.

A porcentagem de pessoas que trabalham por conta própria e que têm rendimentos inferiores a R$ 1.300 por mês já é a maior em oito anos, de acordo com o IBGE.

Segundo dados da FGV, pela primeira vez em dez anos a economia informal do país, que hoje movimenta R$ 826 bilhões, valor equivalente ao PIB da Argentina, deve crescer. Atualmente Kleber faz parte dessas estatísticas, mas, se o sucesso continuar, pretende constituir uma microempresa e oficializar os negócios.

"Estou fazendo o que posso para vencer a crise, mas vencer com ousadia". O jovem de Suzano (Grande São Paulo) não deixa transparecer a rotina puxada que leva para tocar suas empreitadas. Foi demitido dois meses depois de ter comprado um Honda Civic usado, em dezenas de parcelas.

Até hoje sem rádio, o carro era um sonho antigo. "Fiquei desempregado num momento em que o mercado de trabalho está agressivo", conta. Com os brigadeiros, sonha em pagar as dívidas, viajar para o Canadá, aprender inglês e "ganhar em dólar".

Talento para vendas não lhe falta. Acredita que as forminhas coloridas ajudam porque os frequentadores da Augusta são "intelectuais." Não tem dinheiro? Ele saca do bolso uma máquina de cartão, em gesto que lembra um caubói de faroeste.

A surpresa desarma a pessoa, transformada rapidamente em cliente. Sorri sempre e mantém o bom humor ("minha avó não está doente, mas você pode me ajudar nessa crise...").

Fora da vista dos clientes, ele resume: "Tem que aproveitar. E não me vem falar de crise... A pessoa gasta R$ 12 em uma Stella [Artois, cerveja belga] e não tem dois pra comprar um brigadeiro?". Cochicha isso para a reportagem, abre um largo sorriso e já puxa papo com três possíveis clientes descendo a rua. Eles contam as moedas e levam dois doces cada um. Do Romero Britto.
Fonte: Folha Online - 28/11/2015 e Endividado

Maneiras de ganhar dinheiro com blog

Posted: 29 Nov 2015 11:00 PM PST
Blog Marketing Online - Marketing Online/Vendas Diretas/ Maneiras de ganhar dinheiro com blog sem cair em armadilhas. Envolver-se em marketing na Internet e começar o seu próprio negócio pode ser muito gratificante, mas você deve ter cuidado para não cair em algumas armadilhas inerentes ao começar...

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Justiça afasta Jardel da Assembleia por suspeita de corrupção

Investigação na Assembleia Legislativa
Ação do Ministério Público, nesta segunda-feira, devassa trabalho de deputado que, segundo investigações, teria desviado verbas da Assembleia...
GAUCHA.CLICRBS.COM.BR

A black fraude fez vítimas hoje

Os Procons já multaram inúmeras lojas que aumentaram os preços às vésperas da Black Friday e hoje informavam um pretenso “desconto”. Ou seja, quem comprou sem pesquisar foi vítima da black fraude e vai amargar prejuízo, justo num período de orçamento apertado.

Trata-se de uma estratégia “burra” dos lojistas, pois desacredita uma promoção que tem tudo para alavancar as vendas e reabilitar o movimento fraco do comércio.

Para quem comprou, agora é aguardar que o produto chegue no prazo e não haja a desculpa de falta do produto no estoque. Quem olhava o movimento nos shoppings hoje tinha a ilusão de que a economia voltou a se aquecer.

E caso os direitos sejam desrespeitados deve-se procurar as entidades de defesa do consumidor o quanto antes. E lembre-se que apesar do direito de devolver compras feitas pela internet em até sete dias após o recebimento do produto, dá dor de cabeça.
Fonte: Folha Online - 27/11/2015 e Endividado

Governo fará plano B se a CPMF não for aprovada

Diante do recrudescimento da crise política, o governo Dilma Rousseff prepara um pacote de medidas para mostrar ao mercado financeiro que, mesmo sem a colaboração do Congresso Nacional, cumprirá em 2016 a meta de economizar o equivalente a 0,7% do PIB para pagar juros da dívida pública.

No cardápio de medidas, estão o aumento da Cide (contribuição que regula o preço de combustíveis) e de outros impostos chamados reguladores, como IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A ideia é anunciar as medidas somente em janeiro.

O ministro Joaquim Levy (Fazenda), em audiência no Congresso na semana passada, afirmou que "a Cide é boa, tem várias coisas a favor", em um recado de que a alta do tributo faz parte dos planos do governo petista.

Também faz parte desta estratégia, segundo a Folha apurou, a decisão de deixar para o próximo ano a receita de R$ 11 bilhões obtida com o leilão das usinas hidrelétricas realizado nesta semana.

As medidas servirão como uma espécie de "plano B" caso o Congresso não aprove nenhuma das propostas apresentadas pelo governo para garantir mais dinheiro no caixa no próximo ano, como a recriação da CPMF e a repatriação de dinheiro de brasileiros no exterior.

A estratégia é contar, neste caso, com medidas que não dependam de aprovação de deputados e senadores para, nas palavras de um assessor presidencial, "mostrar ao mercado que o governo terá superavit" no próximo ano e não vai ficar apenas no campo das "boas intenções".

No Ministério da Fazenda, há a avaliação de que, sem essa sinalização ao mercado, o país será alvo de um novo rebaixamento pelas agências de classificação de risco.

Segundo um assessor presidencial, o governo precisa mostrar que continuará funcionando independentemente da crise política que imobiliza o Legislativo nesta reta de final de ano.

O "plano B" foi encomendado pela presidente Dilma à sua equipe econômica e, inicialmente, está planejado para ser divulgado em janeiro depois de uma avaliação sobre o que foi de fato aprovado no Congresso.

Oficialmente, o governo nega a existência do plano porque quer evitar que deputados e senadores desistam, de vez, da aprovação das medidas do ajuste fiscal.

Mesmo porque, diz um assessor, o Palácio do Planalto vai seguir buscando aprovar a CPMF no primeiro semestre do próximo ano com ou sem o lançamento de um "plano B" para reequilibrar as contas públicas em 2016.

VENDA DE ATIVOS


O governo conta ainda com recursos que devem entrar no caixa do Tesouro com a abertura do capital do IRB (Instituto de Resseguros do Brasil) e da Caixa Seguridade. Essas duas medidas já haviam sido adiadas para 2016 por causa da retração da economia.

Na estratégia do Planalto, o "plano B" será divulgado juntamente com ações voltadas para o crescimento da economia que já estão sendo elaboradas pelos ministérios do Planejamento, Fazenda e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

A presidente, em reuniões com sua equipe na quinta e sexta-feira (27), manifestou preocupação com o clima de paralisia do governo federal.
Fonte: Folha Online - 29/11/2015 e Endividado

Crédito encolhe, e inadimplência e juros sobem em outubro, diz BC

O estoque de crédito concedido pelo sistema financeiro a famílias e empresas encolheu 0,1% em outubro e alcançou em 12 meses expansão de 8,1%, abaixo da inflação de mais de 10% no período.

Os dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Banco Central mostram ainda aumento da inadimplência e das taxas médias de juros para todos tipos de clientes.

A taxa média de juros no crédito ao consumo para as famílias alcançou 64,8% ao ano no mês passado. O número é novo recorde para a série iniciada em março de 2011. Há um ano, estava em 50,6% ao ano.

A inadimplência encerrou o mês em 5,8%, acima do piso de 5,2% alcançado em março deste ano. Nesse segmento, o estoque cresceu 0,1% no mês e 3,3% em 12 meses.

Entre as principais linhas, a taxa média de juros no rotativo do cartão de crédito caiu de 414% ao ano em setembro para 406% em outubro. Um ano antes, a taxa estava em 320% ao ano. Essa é a linha mais caras entre as principais modalidades de crédito para o consumo.

A taxa média do cheque especial subiu e fechou o mês passado em 278% ao ano, segundo o BC. Esse é o maior valor desde junho de 1995, quando estava em 284% ao ano.

A alta dos juros nestas modalidades acompanha o comportamento geral das taxas bancárias, que subiram com o aumento da taxa básica (Selic) promovido pelo BC desde o ano passado e dos juros de mercado nos últimos meses. Por serem linhas de maior risco, no entanto, a alta de juros do rotativo e do cheque são maiores.

A menor demanda por crédito e as restrições colocadas pelo sistema financeiro também ajudaram a derrubar a liberação de novos empréstimos. A média diária de concessões recuou 2,7% no crédito livre e 11,3% no subsidiado, considerando tanto empresas como consumidores.

Na comparação com o PIB (Produto Interno Bruto), o estoque de crédito alcançou o pico de 55,1% em setembro de 2015, segundo dados revisados pelo BC, e está agora em 54,7% (R$ 3,16 trilhão).

EMPRESAS

O crédito para empresas recuou 0,9% nas modalidades com taxas de mercado e 0,2% nos empréstimos com subsídios. Nos dois casos, o BC cita a influência do câmbio sobre o crédito com recursos em moeda estrangeira.

A inadimplência da pessoa jurídica subiu nos últimos 12 meses de 3,6% para 4,3%, no crédito livre, e de 0,5% para 0,8% no direcionado.

A taxa média de juros passou de 24,3% para 30,2% ao ano no primeiro caso. Nos empréstimos com subsídios, subiu de 7,6% para 11,1% ao ano, influenciada pelo aumento das taxas do BNDES (banco estatal de desenvolvimento).
Fonte: Folha Online - 27/11/2015 e Endividado

PF apreende documento com anotações sobre suposta transação entre BTG e Eduardo Cunha

Assembleia contesta números do governo e prevê déficit menor

Orçamento de 2016 será votado nesta terça-feira em meio a contestações
Assembleia contesta números do governo de Sartori e prevê déficit menor | Foto: Mauro Schaefer / CP Memória
Assembleia contesta números do governo de Sartori e prevê déficit menor | Foto: Mauro Schaefer / CP Memória
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul vota, nesta terça-feira em plenário, o orçamento do Estado para 2016, com déficit estimado de R$ 4,6 bilhões. A votação ocorre em meio à polêmica que Executivo, parte do Legislativo e do Judiciário e categorias de servidores travam sobre os números. O presidente da Comissão de Finanças da Assembleia, Luís Augusto Lara (PTB), afirma que o déficit será muito menor. 

Há meses o governo trabalha com a cifra de R$ 6,6 bilhões. Depois da aprovação do aumento do ICMS, que incrementará a receita em pelo menos R$ 2 bilhões, no entanto, foi pressionado a enviar uma mensagem retificativa do orçamento ao Legislativo no início de outubro, reduzindo a previsão do déficit orçamentário para R$ 4,6 bilhões. No final de outubro, contudo, a Secretaria da Fazenda voltou a falar de um rombo de R$ 6,6 bilhões, sob o argumento de que aos R$ 4,6 bilhões se somarão R$ 2 bilhões de despesas que sobrarão de 2015.

Apesar de o PL 342/2015, projeto da peça orçamentária com déficit estimado de R$ 4,6 bilhões, ter sido aprovado na Comissão de Finanças na semana passada, Lara diz que as contas do governo serão equilibradas em 2016 e que o déficit, se houver, será o da média histórica do Estado, na faixa do R$ 1 bilhão. Segundo dados da comissão, o governo terá ao menos mais R$ 1 bilhão resultante do aumento das tarifas de energia elétrica e combustíveis em 2016.

Também economizará cerca de R$ 1,2 bilhão com a diminuição do teto das requisições de pequeno valor (RPVs) e poderá arrecadar no mínimo R$ 800 milhões a mais com a força-tarefa montada para agilizar a cobrança de devedores e ações que fechem o cerco a sonegadores. “Em dólares, o déficit será igual ou menor que a média dos últimos dez anos”, projeta Lara.

Israel suspende União Europeia de negociações de paz com palestinos

Da Agência Lusa
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou hoje (29) o fim da participação da União Europeia (UE) no processo de paz com os palestinos, depois da aprovação de uma resolução do bloco econômico relativa à etiquetagem dos produtos com origem da Palestina.
Netanyahu, que acumula a pasta dos Negócios Estrangeiros, deu instruções ao ministério para "reavaliar a implicação" da UE no "diálogo político" com os palestinos devido à diretiva comunitária aprovada este mês, cujo cumprimento é vinculativo para os 28 Estados-membros do bloco econômico.
"O primeiro-ministro ordenou a suspensão dos contatos diplomáticos com as instituições da UE e seus representantes" sobre o processo de paz até que seja finalizado o processo de reavaliação pedido por Netanyahu. O comunicado oficial não detalha quais as instituições afetadas por essa decisão.
O documento assinalou que a medida "é uma consequência da [nova] etiquetagem" de produtos oriundos dos territórios ocupados por Israel em 1967 e que "é importante esclarecer que Israel mantém diálogos diplomáticos com distintos países europeus, mas não com as instituições da UE" sobre essa matéria.
No último dia 11, a Comissão Europeia, braço executivo da UE, aprovou uma medida para etiquetar os produtos fabricados nas colônias israelenses em territórios palestinos. O governo israelense considerou a decisão discriminatória.