Rio Grande do Sul decreta emergência e amplia leitos hospitalares para conter surto de síndromes respiratórias

 


Diante do aumento expressivo nas hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), o governo do Rio Grande do Sul oficializou o estado de emergência em saúde pública para reforçar o atendimento no sistema público. Com quase 3 mil internações e 185 óbitos registrados apenas em 2026, o Estado enfrenta uma pressão crescente causada principalmente pelo rinovírus — responsável por 636 hospitalizações e 17 mortes — além da circulação da Influenza e do Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O decreto assinado pelo governador Eduardo Leite destaca um salto preocupante de 528% nos casos de rinovírus entre menores de 12 anos, acendendo o alerta para a saúde infantil durante o período de quedas de temperatura.

Para mitigar a crise, o Executivo lançou o programa Inverno Gaúcho com Saúde 2026, que projeta a abertura de 1.881 novos leitos em hospitais gaúchos entre maio e julho, superando a capacidade ofertada no ano anterior. O esforço logístico inclui unidades de UTI e suporte ventilatório em parceria com o Ministério da Saúde. Além da ampliação física, o Estado inicia nesta segunda-feira (4) um serviço especializado de telemedicina pediátrica, voltado a oferecer suporte remoto a hospitais que não possuem UTIs infantis, permitindo que médicos intensivistas auxiliem equipes locais no tratamento de crianças em estado crítico enquanto aguardam transferência ou estabilização.

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