A Petrobras anunciou, nesta sexta-feira (1º), um reajuste médio de 18% no preço do querosene de aviação (QAV), elevando o custo do litro em R$ 1 em comparação ao mês anterior. A medida, impulsionada pela escalada do preço do barril de petróleo Brent — que saltou de US$ 70 para quase US$ 120 devido à guerra no Irã e ao bloqueio do Estreito de Ormuz —, atinge diretamente as companhias aéreas, para as quais o combustível representa cerca de 45% dos custos operacionais. Para mitigar o impacto financeiro no setor e evitar uma retração brusca na demanda, a estatal manteve a opção de parcelamento do aumento em seis vezes, com o primeiro pagamento previsto para julho de 2026. Em paralelo, o governo federal busca frear o repasse dos custos às passagens aéreas por meio da isenção temporária de tributos federais como PIS e Cofins, além de oferecer linhas de crédito de R$ 9 bilhões via BNDES e adiar o pagamento de tarifas de navegação aérea à Força Aérea Brasileira. Embora a Petrobras detenha 85% da produção nacional de QAV, a companhia reforçou que sua fórmula de preços busca equilibrar o mercado interno com o cenário internacional de crise geopolítica, mantendo reajustes mensais inferiores às variações imediatas praticadas no exterior.

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