Dólar despenca para R$ 4,91 com alívio geopolítico no Oriente Médio e suporte dos juros altos

 


O dólar encerrou a sessão desta terça-feira em queda acentuada de 1,12%, cotado a R$ 4,9119, atingindo o seu menor valor de fechamento desde janeiro. O movimento acompanhou o enfraquecimento global da moeda norte-americana após declarações de autoridades dos Estados Unidos que reforçaram a vigência do cessar-fogo com o Irã, dissipando os temores de ataques a instalações petrolíferas que haviam pressionado o mercado no dia anterior. Com este resultado, a divisa acumula uma desvalorização de 10,51% no ano de 2026, impulsionada pela entrada de capital estrangeiro e pela melhora nos termos de troca do Brasil.

O cenário de alívio no Estreito de Ormuz, com o início do fluxo de navios sob escolta dos EUA, contribuiu para a redução da aversão ao risco, embora o petróleo tipo Brent ainda se mantenha acima de US$ 110 o barril. Analistas apontam que a posição do Brasil como exportador líquido de energia e a manutenção da taxa Selic em patamares atrativos, após a recente ata do Copom reforçar uma postura cautelosa do Banco Central, dão suporte adicional ao real frente aos seus pares emergentes. A expectativa do mercado agora se volta para o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em Washington, previsto para esta quinta-feira.

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